Era uma vez(pode ter certeza isso não é um conto de fadas, digamos que apenas um conto) uma garota que tinha medo de si mesma,ou melhor de suas próprias palavras.Ela parecia ser a única no mundo que percebia os impactos que elas causavam.
Ela era solitária, se sentava em sua cadeira e escrevia tudo o que percebia do mundo afora e não conseguia dizer –Claro, ela não era muda, ela apenas era permitida de falar algo que seu mestre não permitia, ou pelo menos achava.
Certo dia alguém dirigiu uma palavra a ela. Ele pediu licença dando um empurrão na garota e continuou andando. Ela percebeu que dependendo do modo em que as palavras eram usadas elas pareciam fracas- se elas fossem fortes o empurrão não seria necessário, certo?
Naquele mesmo dia ela se encontrava sentada com seu caderno de desenhos copiando a paisagem do belíssimo parque com arvores de troncos finos e folhas com um verde tão brilhante que chega a ofuscar a visão, uma pequena trilha de terra com algumas folhas secas pisoteadas cortava a paisagem ao meio. No desenho havia ilusões ambíguas para paisagem, aquele desenho mostrava aquela paisagem com um sorriso escondido entre as arvores, aquele desenho foi sua primeira demonstração de palavras naquela fase.
Talvez você fique imaginando como uma imagem pode ser palavras?-resposta obvia uma imagem vale mais que mil palavras -mas esta não é a questão(ou melhor a resposta)- Assim como esta imagem todas as palavras ditas por ela escondiam suas emoções por mais que estranhas e indecifráveis elas fossem. Palavras nem sempre contam ou dizem tudo, e as dessa garota com certeza não contavam.
Após aquela tarde ela se dirigiu ao único local em que ela podia ver palavras verdadeiras, os livros. Nestes livros ela sempre se encantava mais com os vilões, com sua força e determinação. O lado escuro sempre a parecia mais maravilhoso, assim como o gênero literário propriamente dito.
Esta garota morava no ultimo andar de um prédio abandonado com uma vista para toda cidade, nela todas manhas chuvosa podia se ver arco íris, e ela não gostava deles, ela gostava de lembrar dos ladrões de potes de ouro que se encontravam no final deles nas historias.
Ela queria não dormir, tinha medo não daquele ser que lhe assombrava todas as noites, ou acolhia(você pode ter seu próprio ponto de vista sobre isso) enquanto recitava todas as noites o mesmos poema mas sim das sensações que ele lhe despertava(eram amor, paixão). De qualquer forma seu cansaço foi maior que sua determinação então ela adormeceu.
Como sempre, aquele ser que usava o capuz preto hipnotizava os lindos olhos verdes da garota e recitava
Eu entro em sua mente
Porque eu gosto deste fanatismo bobo
Com corações reais
Maças vermelhas
Seu pequeno conto de fada
Realidade não será
mas a verdade terá
se seu coração a guiar
melodias nunca passarão do repetido
da normalidade,
mas palavras
são o que nos fazem parar para pensar
Pequena se quiser ser uma princesa
Precisara mais do que um príncipe encantado
Precisara sair do repetido
Da realidade
Do medo
Da multidão
Da grandeza
Você precisara acreditar
Não nas palavras
Mas sim nos olhares
Que são aqueles que não podem ser repetidos
Mentiras podem ser vistas
Mas não de olhos fechados
Surpreenda pois o ritmo
Pode ser quebrado
Isso se chama liberdade
MINHA PEQUENA… se é que posso lhe chamar de minha….
Aquele poema parecia durar o sono inteiro mas ele nunca acabava sem antes o homem encapuzado lhe dar uma ordem –desta vez de procurar uma senhora de cabelos brancos-.Ela acordou se olhou no espelho e admirou seus belíssimos cabelos negros, logo após olhou pela janela e apreciou o dia chuvoso, seu clima preferido-ela sabia que esse era seu encorajamento para seguir em sua missão, encapuzado(vamos chama-lo assim por enquanto) sempre a ajudava com o clima em missões importantes)
Mais a noite ela seguiu rumo aos parques de lagos congelados pelo frio do inveno, algo lhe dizia que o que procurava estava lá.
No parque ela se sentou num banco, estava nevando mas ela nem ao menos se importou de por um casaco, o frio não a incomodava. Ela esperava chegar a manha para partir rumo a sen hora mas enquanto esperava, um garoto aparentemente comum se sentou ao lado e a cumprimentou, ela sabia que ele era seu irmão e vinha dar noticias sobre sua missão, ninguém realmente dirigia palavras(com potente significação) a ela, ela era invisível aos olhos humanos( poucos ainda tem humanidade- no sentido espiritual). Peter(na minha humilde opinião esse nome o cai bem) indicou para sua irmã a casa da senhora e disse que ela podia iniciar a missão naquele momento.
Chegando nas proximidades da casa ela respirou fundo e bateu na porta. Uma pequena senhora atendeu e aa convidou para entrar, ela aceitou e descobriu que o nome da senhora era o mesmo que o seu. Elas conversaram sobre o que seu mestre a destinou . A garota prometeu voltar no dia seguinte.
Enquanto ela se afastava da casa um garoto a viu, ela achou estranho então fugiu dele. Ela o reconheceu mas isso é outra história. Como uma vez citado por uma certa escritora Alemã, uma história não começa nas primeiras palavras, assim como não termina no ponto final, há algo muito maior que isso.
Prosseguindo com a história, na manhã seguinte ela foi a casa da senhora e disse que aquele era o dia final, a senhora com um grande sorriso no rosto disse que tudo bem e continuou a brincar com seus netos. A garota dos olhos verdes foi embora.
A manhã seguinte foi ensolarada, isso foi o sinal de trabalho cumprido para garota. Ela andou até o cemitério,-antes que você pergunte, sim aquela senhora faleceu naquela noite- Ela olhou a pequena escritura em m ármore que será colocada sobre o tumulo “Aqui jaz Mary, alguém que via as coisa com humanidade”.
Esclarecendo algumas dúvidas: o homem encapuzado era o pai da garota Mary, a morte. Os seres com maior humanidade sempre são levados por alguém especial. O garoto que viu Mary, é a única missão que ela não consegui cumprir -claro que por paixão-, por isso ela é fria e sempre sente amor quando recebe suas missões. Ela nunca se tornará “princesa” pois não correu atrás do amor, que é uma prova de verdade vista pelos olhos. Ela nunca pensou para onde as missões deveriam levar as pessoas.
O primeiro empurrão foi um teste em que a morte aplicou a Mary para saber como ela se sentiu. Como a própria morte já disse talvez não neste conto, até ela tem sentimentos.
Texto clamando por revisão e corte de elementos confusos. Contudo, a ideia é bom, só precisa de fundamento e aprofundamento. Piscies foi bastante claro no seu comentário, siga suas sugestões. Não desista, leia, escreva, pratique muito e seja feliz no seu relacionamento com as palavras.
Cara: leia mais, escreva mais.
É um texto que tem ideias boas, mas precisa de bastante revisão na pontuação e no ritmo do texto em geral. Gostei de algumas imagens, tem um certo lirismo interessante. Só acho que o penúltimo parágrafo ficou muito com tom de “explicando a estória por fora”, como se tivesse tentando explicar o sentido do conto, mas de forma muito direta, como se o leitor não conseguisse entender se dito de forma mais literária.
“Bom, infelizmente, aqui eu tive de me valer do direito de interromper a leitura”
Quando a gente acha que já pensou tudo, eis que vem um cara e diz uma coisa simples, mas que você não tinha pensado.
Acho que cabe escrever um ensaio sobre o direito de interromper a leitura.
nota mental tomada.
Bom, infelizmente, aqui eu tive de me valer do direito de interromper a leitura. Ainda que a ideia geral do conto fosse boa (porque sabemos que boas ideias podem perfeitamente ocorrer a quem ainda não dispõe dos meios técnicos adequados para expô-las), achei quase impossível prosseguir no garimpo de tanta pedra sem valor até encontrar a eventual pepita de ouro — que, reitero, podia existir ou não, lá pelo meio do conto. É como se o princípio de cada texto fosse uma aposta que o leitor escolhe fazer ou não. Nesse caso, tive que declinar. Os motivos já foram satisfatoriamente expostos pelos colegas abaixo.
Difícil seguir o texto em meio a poluição; palavras repetidas, frases longas e descontinuidade do fluxo narrativo. É questão, após escrever, de ler com calma o conto em voz alta. Assim dá para sacar qual é o ritmo que impôs à estrutura e fazer os ajustes necessários. Dessa vez, não deu. Na próxima, com certeza dará. 😉
Parênteses demais. Me pareceu um rascunho, com todas as observações e lembretes que o autor(a) faz para retornar depois e desenvolver melhor.
A explicação no final texto reforçou ainda mais a sensação de que é ainda um rascunho.
É, realmente o texto precisa de uma revisada. Mas é importante esse processo das críticas e da releitura, com isso se aprende a melhorar os contos.
Também estou com o Piscies. Seu comentário foi muito pertinente.
Bem, acho que fugiu ao tema, de qualquer modo, acho que há bastante material criativo nesse texto, mas como já disseram, em estado bruto. Precisa de lapidação, revisão e quem sabe pode render uma história muito boa. É isso, continue escrevendo!
Também não gostei muito, pelo que o pessoal já apontou: faltou uma boa revisão, há confusão em várias partes (talvez pela falta de revisão, que resolveria muita coisa), desculpe mas não consegui me envolver com personagens e com a narrativa. Espero que o texto lhe sirva para continuar, tendo mais atenção a esses pontos que o pessoal está destacando.
confuso e desinteressante; uma narrativa que requer atenção e paciencia para ser lida. mas o importante é prosseguir.
Lamento, mas não gostei. Precisa de muita revisão, o desenvolvimento da história é confuso, as explicações no final parecem um mea culpa do autor…
Diria que precisa até de mais. Precisa de mais literatura e menos didatismo. A linguagem muito direta e cheia de explicações não respeita a capacidade de interpretação do leitor, o que faz o texto soar pedante, mesmo tendo uma linguagem simples. O bom narrador não é aquele sabe-tudo. Isso está fora de moda. O bom narrador é aquele que acompanha o leitor em uma descoberta da história.
Aprendi uma coisa importante na escrita: mostre, mas não conte. É claro que todos tem o seu estilo próprio, mas não sei se o parágrafo explicativo me agrada. Faça um teste: reescreva, de modo que você demonstre o que gostaria de passar, sem contá-lo diretamente. E compare. É uma ótima, só precisa ser desenvolvida bem.
Ps: escrevo poesia e adorei seu poema!
Achei um pouco confuso, mas é uma ótima ideia a ser lapidada.
Achei confuso e com palavras repetidas demais. Precisa de uma boa revisão. Ao final, achei muito interessante o parágrafo explicativo. Vou usar esse recurso, gostei.
O texto lembra uma joia em estado bruto – bastante bruto, na verdade. A ideia apresentada é muito boa, mas ao que parece, foi vertida para a tela sem pensar, acumulando-se as palavras como um jogo de tetris. Devidamente revisada e lapidada, seria uma ótima leitura. De todo modo, vejo potencial no autor. Com um pouco de prática, haverá de se tornar um excelente contista.
Muitas metáforas interessantes e um enredo que , quanto trabalhado melhor, empolgaria a muitos.
Já experimentou estudar um pouco outros escritores (aqueles que você gosta de ler, por exemplo) para aprender seus estilos e suas técnicas? Este é um passo importante. Leia muito, especialmente sobre como escrever prosas / contos, e treine ainda mais. Escreva sempre.
O conto tem um tema interessantíssimo, porém ele é narrado quase como se fosse uma fala coloquial em um discurso, e não um texto literário. Muitos problemas de pontuação e digitação poderiam ser acertados com uma boa revisão. O resto é técnica, mas isso você pega com o tempo.
Dica: você nunca deve sentir a necessidade de explicar o significado do seu texto no final dele. Se você não conseguiu expressar estas coisas durante o texto, volte e retrabalhe ele até que consiga. O leitor deve poder tirar suas conclusões por si mesmo.
Continue escrevendo!
Dica perfeita Picies!!
É um texto bem cru que parece advir de uma pessoa muito jovem que experimenta há pouco esse caminho. Há muitas repetições de palavras, por exemplo, garoto e garota (use sinônimos, dê nomes, pronomes, oculte o sujeito). Ratifico todas as sugestões do Piscies. Na verdade, estamos sempre aprendendo. Importante fazer o garimpo dos comentários e partir para a prática. Muita leitura, paciência e persistência. É no olhar do outro que a gente tem a chance de se ‘ver’ melhor.