EntreContos

Detox Literário.

Policitação – Poesia (Francisco Ferreira)

Em mim A poesia faz arte Enlaça-me a cintura. Por que me tiras para dançar Se de chumbos são os meus pés E nunca me arrisquei Num passo sequer? De … Continuar lendo

4 de abril de 2019 · 2 Comentários

O amor e seus reflexos – Conto (Francisco Ferreira)

Ajustamos uns olhares de horas marcadas. Ela, tamponada na janela do quarto da sala, eu, de passagem apressada – modos de correição – como quem ia de compromissos e urgências. … Continuar lendo

15 de maio de 2018 · 1 comentário

Profissões Liberais – Poesia (Francisco Ferreira)

De menino, gostava de brincar de médico. De nuvens prenhes de tempestade, auscultava-lhe trovões e media o cheiro do gosto de sua queda em cordões. Depois via crescer os filhos … Continuar lendo

16 de abril de 2017 · 5 Comentários

Aves Tristes – Poesia (Francisco Ferreira)

Rebrilham nesta lua um empréstimo de saudades e tristezas tolas, tolas. Toscas correntes que trancam nossos peitos em amores de porvir e devir num derredor de ais não ditos, insuspíraveis … Continuar lendo

29 de outubro de 2016 · 1 comentário

Desalento – Poesia (Francisco Ferreira)

No teu leito de esgoto fluxo fétido e constante, é raro alterar-se em tuas margens, fluxos outros correm céleres, desaceleram… até parar. Buzinas marginais rascam imundícies íntimas acordando fantasmas de … Continuar lendo

23 de agosto de 2016 · 2 Comentários

Privação – Poesia (Francisco Ferreira)

Na taberna dos sonhos prateleiras vazias fazem proclamas de solidão. Atiro-me sobre as horas para matar o tempo de saudades imorríveis. Escrevo joios em minha seara que o minuano varreu de … Continuar lendo

15 de abril de 2016 · 2 Comentários

Amargo Rio Doce – Poesia (Francisco Ferreira)

Rio acima desovo-me fluido fujo da foz evitando aMAR. Águas mortas em linhas tortas sólidos liquefazem no ar. (Partículas em suspeição). Rio suspeito em meu leito de sublevação. Peixe fátuo, … Continuar lendo

22 de novembro de 2015 · 4 Comentários

Fórmulas – Poesia (Francisco Ferreira)

Nunca soube do amor em medidas e precisão de confeiteiros iniciantes. Dele o que sei e sinto são arroubos de temperos e especiarias. Sem incerteza alguma de errar na receita.

23 de agosto de 2015 · 4 Comentários

Queda – Poesia (Francisco Ferreira)

Calcar na rocha a rubrica da dor tatuar no sangue espesso cristalizar signos da cruz de todo o dia.   Pictografar a pele na tortura do voo revés desguarnecido das … Continuar lendo

25 de junho de 2015 · 6 Comentários

Sólidos – Poesia (Francisco Ferreira)

No tempo das’águas, no em antes, do ano passado andei quase a virar passarinho. Um átimo da minha vocação de borboleta ou morcego foi que faltou. Desvoei!   Mas meu … Continuar lendo

21 de junho de 2015 · 8 Comentários