EntreContos

Detox Literário.

[EM] Vingança (Assistente Cajuzinho)

Amadeo Paduano venerava a Igreja de São Pedro dos Clérigos, até decidirem colocá-la abaixo para dar lugar a uma grande avenida. Levaram embora as portas barrocas, a talha rococó do Mestre Valentim e as janelas com vitrais, e tudo que permaneceu de pé foi arrastado em alguma direção, como se ali houvesse um cabo de guerra pelo prestigio que arte sacra daria a quem a possuísse.

Com tristeza, Paduano acompanhava a demolição, e sofria sabendo que nada podia fazer com o pouco dinheiro que tinha. Com esforço arrematou as colunas de pedra de cantaria que suportavam as portas frontais, uma pia batismal, os caibros que sustentavam a armação do telhado, as vigas de carvalho e as tábuas do forro pintado a óleo.

Quando o dinheiro acabou, movido por um desejo santo, Paduano embebedou os homens que faziam a demolição e levou consigo o púlpito que arrancou do piso, do qual fez-se dono também. Queria reconstruir, em algum lugar, a sua amada igreja, e o faria com os pedaços que conseguia, comprando quando possível, roubando quando as oportunidades eram boas.

Foi farta a cachaça que distribuiu aos homens que a punham no chão. Quando tudo chegou ao fim, Paduano pôs seu legado num caminhão e mandou que o levassem até Santa Maria; seria lá que reconstruiria a sua igreja.

Morreu sem ver uma parede de pé.

Dois anos depois, seu filho Toninho Paduano espetou no chão de Santa Maria o Bar São Pedro dos Clérigos, cuja entrada mostrava as colunas de cantaria que herdara do pai. O bar tinha um teto alto, e as tábuas que pregara nele, sem zelo ou dó, formavam uma louca paisagem cubista. Eram partes de asas, caras de anjos e demônios, auréolas, estrelas ponteando um céu azul, pedaços de cruz, incensórios, ostensórios e relicários, raios flamejantes, cimbórios e paramentos clericais; tudo no mais desarmonioso encontro de cores e formas. Havia também um balcão de servir bebidas, um púlpito de mármore que transformaria um atendente de bar numa eminência de boa estampa, se ali houvesse castiçais de prata e cruzes bom marfim.

As fantasias religiosas do pai, haviam transformado o filho num homem ligado às coisas do chão, indiferente às condenações e aos salvamentos da alma. Era alguém que de Livro só conhecia o Caixa e o Razão, e venderia cachaça e petiscos aos pobres e bêbados de Santa Maria com um pouco das santidades que herdara do pai.

— Algo mais, seu Corvini? — disse Toninho, que já havia servido a Leone Corvini um prato de torresmos e cinco cervejas geladas.

Corvini comia sem parcimônia aguardando seus devedores, homens do vício que sabiam que para continuar mantendo suas agonias nas patas dos cavalos, nas corridas de cachorro ou brigas de galo, precisavam saldar compromissos ao custo que lhes impunha Leone Corvini, banqueiro de jogos clandestinos que rolavam pela cidade.

— Uma cama, seu Toninho, e um ventilador voando nesse teto santo.

Sentado numa cadeira que o colocava de costas para a parede, mantinha sobre a mesa o chapéu emborcado, e sob ele um revólver que lhe garantia a vida contra devedores que desejassem discutir suas dívidas. Tinha na boca um charuto e no lado seco da mesa a mão que tamborilava impaciências.

— Desgraça de calor, seu Toninho. Onde vim me meter. Isso aqui é um buraco… Traz outra gelada.

Pela porta do bar entrou um homem que chegava para fazer um pagamento. Tinha um braço pendurado numa tipoia limpa e bem ajeitada ao ombro, como se houvesse acabado de reparar os ossos num hospital. Na cabeça um chapéu descambado sobre olhos envergonhados. A cara torcida pela amargura mostrava um mar de desesperos: havia se deparado com uma realidade que nunca desejou conhecer.

Depositou sobre a mesa de Leone Corvini um maço de notas avermelhadas pela poeira das ruas, como se as houvesse recolhido na toca de um bicho. Corvini levantou a vista para divisar com firmeza a expressão atormentada do homem, e depois de afrontá-lo com um olhar de falsa tristeza, mirou com debochada curiosidade o braço engessado de Torcato, e disse:

— Caiu do cavalo, seu Torcato?

— Caí.

Torcato aguardava uma autorização para mudar de posição ou sair dali apressado, com seu pesadelo e dívida resolvidos.

— Sente, seu Torcato — disse Leone Corvini, e gritou bem alto: — Toninho, traz um copo limpo pra seu Torcato, que ele vai tomar uma gelada comigo.

Leone Corvini olhava o maço de notas sujas sobre a mesa, mas não o tocava, fazendo alongar a agonia do homem. Torcato não se sentou e o copo continuou emborcado sobre o balcão.

— Isso é desfeita, seu Torcato. Que não beba…

Com as pontas dos dedos, Corvini trouxe em sua direção o dinheiro que se encharcava no suor das garrafas. De pé e temendo por novas represálias, Torcato aguardava o fim do suplício que lhe impusera Leone Corvini com a violência de sua milícia, do revólver que se anunciava sob o chapéu emborcado sobre a mesa.

Corvini desfez o amarrado de notas, e após umedecer os dedos com a mão levada à boca, começou a contá-las, uma por uma.

— O senhor sabe por que eu mesmo faço essas cobranças, seu Torcato? Por que me esfalfo aqui, neste suadouro?

Torcato não se moveu nem abriu a boca.

— É que gosto de ficar esperando pelos putos endividados, a corja que não sabe fazer outra coisa que não seja foder com a vadia que têm em casa e fazer nela uma carrada de filhos. Depois se enfiam na jogatina e perdem o pouco dinheiro que ganham trabalhando. Uns filhos da puta, seu Torcato, imagine o senhor… uns filhos da puta.

Torcato roía a dor do braço quebrado, da humilhação que sofria. Aguardava que os dedos grossos de Leone Corvini terminassem de contar o maço sujo de notas que deixara sobre a mesa. E Corvini protelava o resultado, certificando-se falsamente de que nada estaria errado. Nada a mais ou a menos, porque de mais só a paciência de Torcato, que esvaía-se ao que suava, de pé diante do seu credor.

— Tudo certo, seu Torcato. Não falta tostão. Nunca duvidei do senhor e estava certo. Um homem que honra a calça que veste tem seu valor — disse Leone Corvini em sua linguagem carniceira.

Torcato deu um passo de lado, como um caranguejo na lama, fez meia volta e se retirou numa fuga consentida. Leone Corvini sorria enquanto olhava o traseiro de Torcato deixando o bar.

— Seu Toninho, fatia um salame e me traga outra gelada. Qualquer dia desses vamos ver o Capeta passeando nu por Santa Maria, e até ele estará reclamando desse calor desgraçado.

Desapressado, seu Toninho enxugava com um pano encardido a borda dos copos e os arrumava sobre o mármore do balcão de servir bebidas. Montava uma pirâmide transparente com quatro copos na base, depois três, depois dois e, por fim, o último, limpíssimo. Com esse tinha mais atenção.

— Inferno, seu Toninho — disse Leone Corvini enquanto esfregava um lenço pelo pescoço recolhendo o suor que descia pelo pé do cabelo.

— É… — fez Toninho, desinteressado.

— Hoje vou ficar no chope, que está bem gelado… e passa também mais uns torresmos pela frigideira, que vou morrer pela boca.

— É pra já, seu Corvini. Ó Dona Noquinha!, passa mais uns torresmos pra seu Corvini — gritou em direção à cozinha. — E tire os pedaços cabeludos, que ele não gosta!

Uma semana depois, como em todas as quintas-feiras, mantendo sob seu chapéu de abas largas um revólver camuflado, Leone Corvini aguardava devedores de apostas perdidas no bar de Toninho Paduano. Era senhor de muitos, na borda de sua autoridade, bebendo e comendo, com sua arma engatilhada e pronta para pacificar discordâncias nas contas dos devedores.

— Seu Torcato… — disse Leone Corvini ao ver Torcato atravessando a porta do bar, invadindo seu território quando já não havia dívidas a pagar.

Torcato nada disse nem respondeu ao cumprimento de Corvini. Com jeito pacificado, encostou-se ao balcão e aguardou que Toninho viesse atendê-lo. Sabia que Leone Corvini, com sua arrogância, aguardava devedores, comendo, bebendo e suando, e sempre de posse de seu revólver falsamente camuflado sob o chapéu.

Em fingida displicência, Torcato olhava aquele mundo pintado no teto e não via nada, só um céu baralhado. Estava concentrado nas demandas da alma, acossado por iminências. Seu rosto brilhava com o suor que lhe escorria pela testa até chegar aos olhos que dissimulavam uma iminente decisão. Tinha a cara estafada pelos arrepios do sol extremo e lhe amofinava o peso de gastar uma vida de cinquenta anos em misérias e muitas tentativas frustradas, sem qualquer vitória. Muitos filhos e uma só mulher que paria fácil. Tinha os sapatos empoeirados, a tipoia sofrida pelos dias de uso e uma dor que vinha com o ranço gorduroso das dolorosas mudanças do tempo agindo sobre os ossos quebrados, que ardiam sob o gesso que ressecava, garatujado com o nome dos que o amavam sem conhecer os motivos de tamanha violência.

— Um gelado — disse Torcato.

— Senta? — disse Toninho.

— Fico de pé.

Leone Corvini, em desconfianças, olhava o homem. Tirava-o de cima a baixo, como se o admirasse, inquieto pela ousadia de estar ali Torcato a criar um bulício no seu conforto agoniado de cobrador de dívidas. Ajeitou com vigor o chapéu sobre a mesa e deixou à mostra a arma. Queria avisar Torcato do perigo que corria quando causava aquele desabrido alvoroço.

Torcato bebeu o chope olhando o teto. Seus olhos passeavam pelas imagens esfaceladas no desarranjo das tábuas da igreja pregadas sem ordem no teto.

— Tem São Jorge aí? — perguntou Torcato apontando ao teto com o queixo franzido em direção à boca.

— De gente, só São Pedro e os anjos — disse Toninho sem levantar os olhos. — O resto é coisa de igreja, que meu pai gostava. Vai outro gelado?

— Mais um.

Torcato começou a beber o segundo chope dirigindo o olhar para o púlpito de mármore da Igreja de São Pedro dos Clérigos, posto ali como balcão de servir bebidas. Antes de tomar o segundo gole, olhou o dourado da bebida contra a luz do lustre de sete lâmpadas pendurado no centro teto. Uma luz amarela, que convidava à reza e ao conforto do sono. Girou algumas vezes o copo seguro pela base, à esquerda e à direita, saboreando a mecânica das borbulhas que subiam em direção à coroa de espuma. Ficou por algum tempo olhando os volteios galácticos das bolinhas de gás vagando no copo: era então um garotinho observando mundos dentro de uma bola de gude atravessada pelos raios de sol.

— De São Pedro, também?

— É. São Pedro dos Clérigos. Quase tudo aqui era da igreja. Tudo de meu pai. Sofreu quando a igreja foi abaixo. Ele recolheu o que pôde pra reconstruir ela em algum lugar. Morreu e me deixou de herança muitas dívidas e os pedaços de uma demolição. Construí este bar, bar São Pedro dos Clérigos. Tudo por aqui tem um pouco de santidade.

— Gosto mais de São Jorge, o senhor sabe… cavalos… meu fraco…

— Cavalos… sei…

Encostado à parede, Leone Corvini observava Torcato com falsa desatenção, comia os torresmos que dona Noquinha acabara de passar no azeite e ajeitava a aba do chapéu que camuflava um revólver. Encostado ao balcão, Torcato olhava os sapatos empoeirados, o piso de madeira, as janelas com os vitrais tomados de cores. Passeou os olhos pelos bancos de madeira encostados à parede e imaginou a quantidade de gente que por ali se sentou para rezar pedindo um milagre ou agradecendo uma benção, merecida ou não.

Tomado pelo suor, seu rosto era retorcido pela mão da amargura e da miséria. Recorreu às lembranças recentes e veio de pronto a esposa Orminda, depois os filhos, o rosto de cada um, do mais velho ao mais pequenino. Distanciou os olhos e viu a casa miúda, a horta pequena e o poço de águas salobras, o terreno onde não caberiam todos quando crescidos. Jogou tudo num esquecimento negro e, de um gole só, tomou todo o chope e descansou o copo vazio sobre o balcão. Ajeitou o chapéu sobre a cabeça e limpou o bigode ralo na manga do paletó. Trazia no rosto a expressão de haver um calo endurecido no pensamento; o último.

Os três primeiros disparos acertaram Leone Corvini. Um deles, na barriga, um alvo grande e fácil, o outro se alojou em seu braço direito, e o terceiro em seu ombro esquerdo. Torcato fez ainda dois disparos, que acertaram o púlpito de São Pedro dos Clérigos e a testa de um anjo pintado a óleo que voava no céu das madeiras do teto.

Não usou a mão que era boa, a direita, paralisada sob o peso do gesso. Quando deu os dois últimos tiros, já tinha o corpo puído pelas balas de Leone Corvini, que disparou duas vezes antes de apagar, caindo com a cara sobre o prato com pedaços de salame e torresmo.

Os tiros que Leone Corvini disparou acertaram Torcato, sem dar a ele as chances da boa sorte. Torcato cambaleou menos de um passo, e foi ao chão, num solo quase santo, e nunca mais se levantou.

— Seu Toninho…

— Inspetor Rozendo… em boa hora…

— Escapou de boa, hein, seu Toninho.

— Sete tiros, Inspetor, e nenhum deles me acertou. Finalmente São Pedro me protegeu ao invés de só me dar prejuízos.

— E o homem? — disse o Inspetor olhando o morto caído na base do balcão.

— É Torcato. Não morava longe. Homem direito, pai de família grande. Tinha a desgraça do vício do jogo. Cavalos, imagina… O diabo atentou, perdeu a paciência com seu Corvini e fez o que fez. Agora isso… morto.

O Inspetor olhava o homem caído e imóvel, um obstáculo no corredor entre as mesas e o balcão. Tinha um tiro no rosto que desfigurava o assombro de sua última visão ao desejar vingar-se do homem que o havia humilhado. O segundo tiro que Leone disparou fora certeiro, no coração de Torcato.

— Fazer o quê? Morreu o infeliz e ninguém lhe pode cobrar coisa alguma. Nem dívidas de jogo nem satisfação pelo que fez ou deixou de fazer. Talvez no Céu, se lá houver um canto pra confissões — disse o Inspetor.

— Tem não. Acaba tudo aqui, nessa terra que come de tudo, de santo a pecador. Mas acho que por aqui só tem gente do pecado. De santo em Santa Maria só os anjos pintados neste teto. O resto é corja, de quem não vale ouvir uma confissão…

— Cajuzinho! — gritou o Inspetor ao assistente. — Tranca essa merda de porta porque esse povo fedorento vai acabar se sentando nas mesas pra olhar o morto enquanto bebe cachaça e fala de futebol!

— Não seria má ideia, Inspetor. O movimento anda fraco nesses dias…

— E o puto do Corvini? Como foi?

— Saiu meio vivo meio morto, numa ambulância. Tinha uns tiros espalhados pelo corpo.

— Fez cagada?

— Se fez não foi agora. Estava quieto. Comia torresmo e bebia cerveja. Não provocou, ou se provocou não foi por agora. Vai saber…

— Leone Corvini nunca ficou quieto, seu Toninho… é um demônio do pior tipo.

— Verdade. E Torcato não era doido. Com certeza foi coisa de ódio crescido sem freio e supetão de fúria…

— Vai saber…

— Pediu dois chopes, fez comigo conversa fiada, olhou o teto, falei da igreja e de meu falecido pai, que Deus o tenha. De repente ele tirou da tipoia um tição preto e começou a disparar. Não disse nada a seu Corvini. Falou com a voz dos tiros. Nem tive tempo de morrer de medo, Inspetor. Fiquei olhando tudo com cara de bobo até terminar a barulheira das balas. Tudo muito rápido, e só me abaixei atrás do balcão quando tudo terminou. Quando acabou a algazarra dos tiros, dobrei feito papel.

— Decidido, o homem.

— Veio fazer uma cagada e fez. Agora isso… mortinho da silva.

— Mas não fez direito, seu Toninho. Leone Corvini ainda deve viver, e se calhar nem morre dos tiros que levou. Outra desgraça de azar.

— Torcato não era homem de violências. Não tinha prática com um trabuco na mão, e vai ver não usou a mão que era a boa, a direita.

— Verdade…

O Inspetor sentou-se numa das mesas e pediu um chope gelado, que bebeu de um gole só, e fez cara de pedir outro, mas evitou. Jogou uns trocados sobre o balcão como paga.

— Gelado, hein…

— Gelo novo gela mais… Vai outro?

— Querer eu quero, seu Toninho… com esse sol desgraçado… Beberia mais um pra comemorar a morte do puto do Corvini, mas não a de Torcato, que não era de todo um errado. Nunca vi o coitado na delegacia.

— E agora, Inspetor, fazer o quê? — perguntou o assistente Caju, que pedia um chope a seu Toninho.

— Nada, Cajuzinho. Um morto e outro a caminho. Não há o que fazer.

— A vingança é a justiça dos aflitos… — disse o assistente.

— Isso, meu filósofo Caju. A vingança faz crescer as pernas da Justiça, principalmente quando se perde a paciência esperando por ela, que mansamente dorme no dorso das tartarugas…

Rozendo virou a cadeira em direção ao morto e olhou o homem caído como se admirasse um desperdício. Enxugava as mãos suadas nas pernas da calça e observava o corpo imóvel, como se esperasse ver sair da boca de Torcato alguma revelação imprescindível.

— Seu Torcato tinha pouco sangue… — disse Toninho.

— Vai saber. Tiro no coração. O danado para e o sangue endurece nas veias, e só escoa o que está na borda do buraco. O sangue sai como se fosse entornado dum copo. Fim da história, zero de pressão. Morto e acabado.

Tirando do bolso um lápis comprido, o Inspetor Rozendo afastou a roupa do morto procurando a certeza do tiro no coração. Após achar o buraco da bala, enfiou o lápis e o fez desaparecer no corpo de Torcato, dando ciência às suas palavras de bom perito.

— Falei. Bem no coração — disse com triunfo. — Azar de Torcato…

— Sorte de seu Leone Corvini.

— É… Às vezes falta sorte à Polícia…

— Verdade…

— Põe outro chope, seu Toninho… que hoje faz um calor desgraçado nesta merda de cidade…

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Informação

Publicado em 9 de agosto de 2021 por em EntreMundos - Monstruoso Mistério Aternativo.