EntreContos

Detox Literário.

[EM] Só de passagem (Jowilton Amaral)

O único sinal de vida que Plínio viu ao descer do carro foi o zanzar de dois cachorros que se revezavam em cheirar o cu um do outro, no meio da rua principal, alheios a qualquer tipo de pudor. A brisa forte, de uma e meia da tarde, soprada do rio, entrou queimando as narinas do homem, quase o sufocando, fazendo agitar as folhas de sua memória. Ele havia se desacostumado com o calor seco do lugar. Olhou ao redor e percebeu que a agência do Banco do Brasil havia se tornado uma loja de assai e que agora a casa de Lauro de Pingo era uma padaria no estilo delicatéssen.  No entanto, o que mais o impressionou, foi a mansão que se erguia onde era a humilde casa de Dorinha. As fotos que ele tinha consultado não fazia jus a toda aquela imponência vista de perto. Dorinha, a moça que auxiliava a avó de Plínio na feitura de balas de leite, cinco anos mais velha que ele, foi a responsável pela primeira consciência dele do que era o amor, da certeza de que inevitavelmente iremos e teremos de nos apaixonar.

Andou alguns metros, passou pela frente da prefeitura e atravessou a rua se dirigindo para a churrascaria do Joca de Bento de Teiú. A casa era antiga, de mil oitocentos e setenta, como informavam a placa colada na entrada e o brasão encardido. Com o pé direito muito alto e três grandes portas de madeira em forma de arco, a frente da construção ainda conservava as pedras portuguesas vermelhas e castanhas originais. Contudo, não respirava mais os ares de glória, do tempo em que o pequeno porto de apoio era movimentado de embarcações e a cidade era vivaz como uma criança saudável. Naquela época, seu Teiú era o dono da única pousada da região e o dinheiro era farto.

Há trinta anos a pomposa hospedagem havia mudado bastante. Joca, bisneto de seu Teiú, ao herdar o sobrado do pai, praticamente o destruiu por dentro, deixando apenas a fachada. A parte térrea se transformou no amplo salão do restaurante e a de cima, onde residia com a família, foi completamente modernizada.

O passar dos anos não levou apenas o dinheiro dos Teiús e de outros comerciantes da época, também carregou com ele o progresso e a esperança da modesta cidade ribeirinha, que no fim do século dezenove e início do vinte sonhou grandiosamente.

Plínio parou em cima do batente de entrada da churrascaria. O salão estava vazio. A televisão, acoplada em uma pilastra no centro do restaurante, ligada sem volume, passava uma partida de futebol. O som de um forró eletrônico dos anos noventa saia por várias caixinhas penduradas nos cantos altos do recinto. “Já vem montado em seu alazão, chapéu de couro, laço na mão…”. O visitante sentou-se numa posição que pudesse ver com clareza toda a entrada da casa de Dorinha. Acomodou a mochila em outra cadeira. Não havia sinal de garçom ou atendente. Bateu palmas e chamou:

— Ô de casa, boa tarde.

Segundos depois saiu da cozinha um homem atarracado, de cabelos grisalhos, olhos miúdos e de rosto alongado em forma de losango como o focinho de um lagarto. Sem dúvida era o Joca, a cara de teiú era marca dos homens da família. Plínio acenou amistosamente.

— Joca, como vai?

—Tô bem. O senhor vai querer alguma coisa? — O dono do restaurante falou se aproximando desconfiado, não gostava de forasteiros.

— Vou querer uma galinha de capoeira com pirão. Tem, ou só vende carne assada?

— Tem sim. Vai beber o quê?

— Só água mesmo. Me diga uma coisa, Joca, cadê o povo dessa cidade? Em pleno carnaval e um deserto desse.

— Ah, aqui não tem mais festa não. Aquela doença “cabrunquenta” acabou com a cidade, até o banco fechou, e, para piorar, o novo prefeito é “fono” que só ele

— Pão duro mesmo?

— Mais menino, ali é um miseravi.

— E o bloco das Sibites?

— Esse aí acabou tem bem uns dez anos. Essa molecagem de homem se vestir de rapariga… — balançou a cabeça de forma negativa — hum, sei não… pra mim tem verdade ali. Nunca gostei.

— Que chato, mas, me diga outra coisa, meu amigo, esse vazio na cidade não têm a ver com os roubos de gado e os arrombamentos das casas dos sítios e fazendas? —  Plínio falou olhando firmemente para o homem, que fechou a cara, botou a língua para fora e umedeceu os lábios ressecados ficando ainda mais parecido com um lagarto.

— Tô sabendo de nada disso não.

— Oxente, Joca? Se até o Joaozinho, seu irmão, também foi roubado. Invadiram o terreno dele de madrugada, quatro homens fortemente armados e encapuzados levaram várias reses e o dinheiro que ele tinha pra fazer o pagamento dos trabalhadores e depois fugiram numa camionete branca.

— Não falo mais com aquele fuleiro. E como o senhor sabe que ele é meu irmão? O senhor me conhece de onde, rapaz?

— Daqui da cidade mesmo. Não tá me reconhecendo, seu Joca de Bento de Teiú? — Plínio tirou os óculos escuros e sorriu. O comerciante olhou atentamente para ele e, de repente, arregalou os olhos, desanuviou o rosto, deu um tapa na própria perna e exclamou:

— Mas, “homi”, é quem eu tô pensando que é mesmo? “Junio de Pínio”?

— Eu mesmo, Joca.

— Mas rapaz, você foi embora daqui um frangote.

— Eu tinha quinze anos quando fui para a Capital. Isso faz vinte anos.

— Lembro bem de vocês. Uma tristeza sua mãe ter morrido tão nova, ela era minha amiga. Você era um menino bom.

 “Você era um menino bom”, essas palavras chegaram em Plínio como uma pedrada, quase o derrubando. O fato de ele estar na cidade desmentia a afirmação. Ele já não era um menino bom há muito tempo.

— Obrigado, Joca. — Plínio agradeceu constrangido.

— Voltou para ficar?

— Não, estou só de passagem. Se tudo der certo vou embora amanhã mesmo.

O almoço foi servido e enquanto conversavam sobre o passado e Plínio saboreava a galinha cozida, um Jeep Grand Cherokee parou em frente ao portão da garagem da casa de Dorinha. Logo em seguida um Ford Versailles azul marinho estacionou ao lado da mansão. O portão abriu e o Cherokee entrou. Do Versailles saiu um homem e uma mulher. Plínio tirou o boné da mochila e enterrou-o na cabeça, recolocou os óculos escuros e observou a movimentação disfarçadamente, conversando com o dono do restaurante. Ele conhecia policiais em serviço só pelo caminhado e a cara de paisagem que faziam para tentar esconder a tensão de algo muito grande que estava prestes a explodir. “Então é verdade. Que merda, Dorinha!”, Plínio pensou. A dupla de policiais cruzou o portão eletrônico antes que ele se fechasse por completo, dando a chance de Plínio ver, numa fração de segundos, sua amiga de infância descendo do veículo. Parecia bonita como antes.

— Esse carrão que entrou agora nesta casona é de quem?

— De Dorinha. Lembra dela?

— Lembro, lembro sim, ela ajudava a minha vó com as balas de leite. Também lembro que a casa dela não era deste tamanho não. Aliás, tenho certeza de que nessa região nunca houve uma casa como essa.

— Ah, nunquinha mesmo. Ela pegou o beco pouco depois de vocês, foi morar em São Paulo e voltou uns dois ou três anos depois, assim que a mãe dela morreu. Voltou casada com um coroa figurão. Derrubou o barraco antigo, comprou mais dois chãos do lado da casa e construiu esse palacete aí. Se ela já era metida a besta quando era pobre, pense agora como ela tá?

— E o que o marido dela faz?

— Doutor Mariano é Engenheiro. Dizem que tem empresa de tudo quanto é tipo. Mas vive pouco aqui. Fica mais pelas bandas da “carpitá”. Ele agora é um velhinho broco, tá meio caduco e anda todo corcunda usando uma bengala. O povo fala que ela é “gaieira”, que o véio anda corcunda por causa do peso das “gaias”. Mas você bem sabe como o povo daqui é linguarudo. Eu não quero nem saber de nada disso. Não sou vigia do xibiu de rapariga nenhuma. Disseram também que ela já tentou se matar umas duas vezes. Não sei se é verdade ou fuxico do povo.

Plínio sabia bem das maledicências das pessoas daquela cidade, quanto mais pobre e ignorante mais ferina era a língua. Ele também sabia o quanto Dorinha sofrera com isso e que as tentativas de suicídio foram reais. Também sabia que Joca estava redondamente enganado sobre a caduquice do doutor Mariano. O velho estava sim debilitado, mas de broco não tinha nada. O Homem era um verdadeiro demônio.

Joca começou a retirar a louça do almoço e Plínio viu os policiais saírem da casa de Dorinha entrarem no carro e partirem.

— Mas, então, Joca, como vai os negócios?

— Ah, meu filho, tá parado demais. Tá vendo esse salão vazio? É assim quase todo dia.

— As coisas estão difíceis mesmo.

— “Junio”, me diga uma coisa. Você se formou em “adevogado”, num foi?

— Foi sim, Joca, só que eu não exerço a profissão. Virei funcionário público. — Respondeu e foi se levantando.

— Então, até mais ver. — Joca disse.

— Acho que nos vemos amanhã de manhã cedo.

— Aqui não servimos café da manhã. — O visitante sorriu e saiu sem responder. Dirigiu-se até seu carro, entrou, tirou o celular do bolso e mandou uma mensagem de texto. “Chefe, tudo confirmado.”.

Guardou o telefone no porta-luvas do carro, desceu e foi andar pela cidade. Já eram quase quatro da tarde. O sol ainda brilhava forte, no entanto, a sensação de calor havia amainado um pouco e o vento corria agradavelmente. Durante a caminhada, Plínio soube que nunca mais voltaria naquela cidade sob hipótese alguma. Na verdade, ele não compreendia como aguentou viver quinze anos ali. Tudo o repugnava. Ele sempre foi muito diferente de todos daquele lugar. Não queria viver da terra, criar gado, ordenhar vacas, nem escutar sertanejo, nem ficar bêbado de Dreher com Coca-Cola no fim do dia com outros derrotados. Ele queria trabalho intelectual, ouvir rock e se chapar de bebida boa. Nunca expressara o desprezo que sentia pelas pessoas dali, sempre fora um menino educado e obediente. A raiva queimava em fogo brando e as labaredas só foram atiçadas quando ele já era adulto. “Você era um menino bom”, a frase girava em sua cabeça. “Sim, Joca, eu fui um menino bom, agora eu sou um homem ruim.” A única saudade que sentia era da canoa motorizada do seu pai. Não que ele gostasse de pescar, detestava, mas, quando navegava, na maior velocidade que o motor de rabeta Honda podia dar, ele se sentia livre.

Passou pela casa de dona Zica, onde ele comprava geladinho de abacate, viu espantado que Zé Cu Seco, o doido da cidade, continuava gritando impropérios aos seus inimigos invisíveis enquanto balançava seus braços magros e longos feito o desalento. Quando chegou na praça do Santuário, sentou-se no banco em frente a sua antiga casa. Ficou tão perdido nos pensamentos que não percebeu que estava sendo seguido.

A morte da mãe aos trinta e seis anos de câncer de mama foi a coisa mais dolorosa que Plínio já sentira na vida. Entretanto, finalmente, ele conseguiu sair da cidade. O pai vendeu todas as terras e o gado e foi morar na capital com os filhos.

A felicidade de estar numa cidade grande durou pouco. O pai começou abusar da bebida e acabou se casando com uma oportunista que roubou tudo que eles tinham durante os anos que ficaram juntos. Plínio e os irmãos só descobriram o quanto o pai havia perdido depois de sua morte, durante o inventário. Plínio e seus irmãos ficaram apenas com a casa no centro da cidade, que foi vendida e dividida entre os irmãos.  

Plínio formou-se, passou na prova da Ordem e foi advogar. Em pouco tempo descobriu que aquilo não era para ele. Tentou concursos do INSS, da Receita, da Polícia Federal, Delegado, mas, só conseguiu êxito na prova para agente da polícia civil. No entanto, novamente encontrou a frustração, de braços escancarados, na esquina da vida. Até que um dia surgiu uma grande oportunidade de realizar um serviço e ganhar dinheiro graúdo. E ele, sem pensar duas vezes, mergulhou de corpo e alma. Mergulhou tanto, que agora começava a se afogar, já sem nenhuma alma, na lama em que se metera.

Foi tirado de seus devaneios pelo badalo do sino da igreja matriz anunciando a missa das seis da tarde. Levantou-se do banco e caminhou para lá.

A igreja não estava muito cheia. Ele sentou-se sozinho na última fileira de bancos. O padre já começava a missa quando ele viu Dorinha entrando e sentando-se duas fileiras a frente dele. Ela também estava sozinha. Foi ao encontro dela. Acomodou-se ao lado da mulher, que ainda não havia lhe visto e disse baixinho:

— Dona Maria das dores, como vai a senhora? — Dorinha virou-se sem entender e nem reconhecer de imediato quem falava com ela. De súbito, falou um palavrão e depois se benzeu arrependida.

— Não acredito, Pliniozinho! — Exclamou com os olhos marejados. Rapidamente ela se levantou e levou-o pelo braço em direção a saída da igreja. A proximidade fez com que ele sentisse o cheiro dela. Não era mais de leite caramelizado, como ele se recordava, contudo, ainda era muito bom.

— Passe na minha casa mais tarde, lá pelas onze da noite. Vou pedir que a menina que me ajuda vá pra casa da mãe e só volte amanhã de tarde. Minhas filhas estão na fazenda e só voltam para cá depois do carnaval. O cachorro do meu marido não mora mais aqui. Estou me separando. Estaremos só nós dois. Não vá de carro e não me chame pela frente. Você sabe como o povo de Santa Cecília fala demais. Consegue um barco?

— Vou dormir na casa do sítio de tia Neuza, peguei a chave com ela antes de viajar para cá, ela me disse que o barquinho que era do meu pai está ancorado lá e que está funcionando muito bem ainda.

— Ótimo, onze horas então. Não se atrase — Dorinha deu-lhe um beijo no rosto e retornou apressadamente para a missa.

Plínio resolveu descansar um pouco antes do encontro. foi até seu carro, pegou o celular no porta-luvas e o colocou no bolso da calça. Ligou o veículo e seguiu em direção ao sítio que ficava a seis quilômetros da cidade, no povoado Caroá.

Quando estava descendo do carro, já no sítio, percebeu uma camionete aproximando-se velozmente. Apressou o passo, pulou o portãozinho de ferro da entrada da casa e abriu a porta da frente com a chave, que já estava em sua mão. Com o canto dos olhos viu um homem segurando uma espingarda de cano curto, parecendo uma Pump 16 polegadas. Não teve tempo de ter certeza, pulou para sala já se abaixando, retirou a pistola do coldre da calça, fechou a porta com o pé direito e se jogou para o lado. Antes de conseguir chegar à janela, um papoco estourou a madeira da porta, deixando um grande rombo. Experientemente ele abriu uma fresta na janela e disparou três vezes em direção ao seu agressor. Conseguiu acertar o indivíduo encapuzado no ombro. O homem caiu ao lado da camionete e foi imediatamente puxado para dentro. O carro fugiu em disparada espalhando terra vermelha.

Plínio ficou por alguns minutos deitado, espreitando pela fresta da janela de quando em quando. Apalpou todo o corpo e garantiu que não havia sido atingido. Escorou as costas na parede da casa, pegou o telefone celular e mandou uma mensagem. “Adiantem a captura. O Lagarto-Rei sacou tudo.”.

Sem conseguir descansar, cheio de adrenalina da emboscada que sofrera, Plínio resolveu sair com o velho barco do seu pai. Passeou em alta velocidade pela escuridão do rio até a hora marcada por Dorinha.

Alguns metros antes do ancoradouro da casa de velha amiga, Plínio desligou o motor do barco, que escorregou silenciosamente até parar ao lado de uma grande lancha. Amarou o barco e subiu para o deck. Dorinha o esperava na porta dos fundos da mansão. Assim que se encontraram, ela o abraçou e chorou sofridamente.

Plínio e Dorinha conversaram por duas horas ininterruptamente. Ela falou como ficou sem chão quando ele foi embora, e como a vida dela não tinha mais sentido vivendo ali, e que ela sempre fora apaixonada por ele, mas que ele era um menino. Falou sobre o casamento com doutor, como no início ele se mostrou charmoso e elegante, e como ele se transformou num monstro. Contou das agressões que sofreu, das tentativas de suicídio que cometeu e da descoberta dos negócios sujos do marido. E que a gota d’água foi a revelação de uma outra família que ele havia formado com uma garota muito mais nova. “Imagina, você, Plíniozinho, um velho que mal consegue andar, ter outra mulher de vinte e poucos anos?”. Disse também que iria depor contra o marido e que estava tudo marcado para Quarta-Feira de Cinzas a tarde. Plínio contou sobre o pai, o vício dele após a morte da mãe, o golpe que sofrera da madrasta, do trabalho como policial e da investigação sobre os arrombamentos e o roubo de gado da região.

— Ah, então o rebuliço na casa do Teiú mais cedo foi isso?

— Exatamente. Ele era o líder da gangue. Mas os comparsas estão foragidos. — Plínio mostrou o celular com uma mensagem de texto “Lagarto-Rei aprisionado. As lagartixas ainda estão soltas.”.

Conversaram por mais algum tempo e acabaram na cama transando ardorosamente.  

Antes de partir, Plínio abraçou Dorinha calorosamente enquanto ela dormia e foi a vez de ele chorar. Saiu antes do amanhecer, sorrateiramente, pelo mesmo lugar que entrou.

Chegando na casa da tia, ele pegou o celular e ficou olhando por alguns minutos para o nome que brilhava na agenda. “Doutor Mariano”. Digitou a mensagem e enviou. “Trabalho concluído, chefe.”.

O corpo de Dorinha pendurado por uma corda no pescoço, no quarto de dormir, só foi encontrado a tarde.

20 comentários em “[EM] Só de passagem (Jowilton Amaral)

  1. Rubem Cabral
    18 de setembro de 2021

    Olá, Júnior de Plínio.

    Vamos à análise do conto!

    Ambientação:Muito Boa
    Aqui o conto acertou no alvo: o maneirismo do interior, o progresso trazendo miséria às cidades pequenas, os diálogos, etc. É possível visualizar os ambientes e perceber os sentimentos dos personagens.

    Enredo:Muito Bom
    O enredo bem interessante e ainda tem um twist quase ao final. Já suspeitava que o Plínio não fosse flor que se cheira, mas ele desceu uns degraus a mais em direção à danação.

    Escrita:Boa
    A escrita precisa melhorar: a pontuação não está muito boa e há erros de concordância de números e acentuação falha também. Não chega a comprometer a boa compreensão do conto, mas é uma pedrinha no sapato que incomoda um pouco.

    Considerações gerais:Muito Bom
    Com boa revisão o conto certamente brilhará mais. No cômputo geral, a leitura foi uma experiência interessante e agradável.

    Boa sorte no desafio!

  2. Simone Lopes Mattos
    15 de setembro de 2021

    Ambientação: o primeiro parágrafo já nos convida a acompanhar Plinio . Ele está de volta observando as mudanças e cheio de lembranças. Dorinha é a lembrança mais forte. Muito bom o envolvimento do leitor. A descrição. A música que cantamos na mente. Perfeita a criação da cena. Os ambientes no decorrer da história São adequadamente descritos. Há bastante tensão. Confesso que o personagem não me enganou. Eu sabia de sua intenção.
    Enredo: muito boa a forma como a história é contada. As pistas sobre o caráter do Plinio poderiam ser mais discretas. As explicações são apenas as necessárias e bem distribuídas. Não chegam a cortar a ação. O final não me surpreendeu, mas foi bem narrado.
    Escrita: não observei problemas.
    Considerações finais: muito fluido. O narrador em terceira pessoa mas com foco no Plinio. A imagem que criamos na mente sobre os cenários é muito real, especialmente a churrascaria. Muito bom

  3. Victor O. de Faria
    14 de setembro de 2021

    Ambientação: Um conto interessante, com um misto de trova, causo e sertão. Tem um pouco do tema policial/detetive, só que muito superficial. Os flashbacks, extensos demais, atrapalharam um pouco a coesão da história, que se mostrava bastante atrativa. Essas quebras atrapalham muito o ritmo e deslocam o leitor. Mas é fácil de resolver.
    Enredo: Bem, temos uma espécie de policial disfarçado (ou algo do tipo, já que ele se considera “ruim”), um conto rural, uma mocinha não tão inocente e uma cidadezinha jogada às traças. Gostei mais da ambientação do que da história em si. Tem suas surpresas, mas é o tom melancólico que mantém o leitor preso.
    Escrita: Alguns errinhos bobos, como “açaí” escrito errado, mas nada que compromete a boa estrutura. Simples, mas eficaz. Prefiro esse estilo mais direto, fácil de entender, do que rebuscado demais.
    Considerações gerais: Um ótimo texto rural, mas que resvala na adequação ao tema. Meio triste, meio melancólico, mas vivo, pulsante nas entrelinhas, que comete o erro de esbarrar em alguns clichês de contos mocinha-bandido, mas que traz, ainda, elementos surpresa.

  4. ALINE CARVALHO
    13 de setembro de 2021

    Ambientação: Excelente ambientação, cheia de mistérios

    Enredo: Historia criativa, prende a atenção do inicio ao fim

    Escrita: Leve, facil, gostosa de ler. Encontrei alguns erros de ortografia..

    Considerações gerais O final da historia pede uma continuação…

  5. Angelo Rodrigues
    7 de setembro de 2021

    18 – Só de Passagem

    Ambientação:

    Ambientação de interior. Não conheço, mas parece boa. A mansidão e o abandono de um lugar esquecido ficou bacana.

    Enredo:

    Sujeito retorna à cidade onde viveu. Aparentemente tem boas intenções. Não é o caso. Está a mando de um bandido e seu objetivo é dar fim à esposa de um chefe mafioso, por suposto.
    Um bom sujeito que se perdeu para o crime.

    Escrita:

    A escrita está legal, embora precise de revisão em alguns pontos. Dá um clima legal ao texto, não perde o tom, embora, em determinados momentos, se equivoque nas construções frasais “inventadas” para representação de gente caipira.

    Considerações Gerais:

    Gostei do conto. Inicialmente me pareceu meio, digamos, chato, mas foi crescendo e ganhando corpo. O fato de trabalhar com um clichê – o sujeito que retorna ao lugar onde nasceu, os vilões locais, o amor deixado para trás e o seu reencontro, a reversão de suposto gente-fina a bandido pau-mandado – não ficou ruim. Há pontos que não se explicam, mas tudo bem, a vida nem sempre se explica como se espera que ela o faça.

  6. Fabio D'Oliveira
    2 de setembro de 2021

    Olá, Junior!

    Vamos direto ao que interessa!

    AMBIENTAÇÃO

    Razoável.

    O início do conto serve para apresentar o ambiente. Por vezes, a narrativa é mais explicativa do que descritiva, o que pode ser um tanto tedioso para alguns leitores (foi pra mim, infelizmente), mas faz um bom trabalho em ambientar o conto.

    ENREDO

    Bom.

    É a história de um policial corrupto que retorna para a cidade natal com dois objetivos: matar a esposa do chefe, que está se separando dele e denunciando-o, e capturar uma gangue de ladrões de gado.

    É bem simples e direto. O final se torna um pouco previsível por causa das pistas deixadas no decorrer da história. Acaba apelando para alguns clichês, como o envolvimento do protagonista com a mulher do chefe, num misto de saudades e melancolia pelo que teria que fazer.

    Está bem desenvolvido, em linhas gerais. Mas não me empolgou.

    ESCRITA

    Correta.

    A leitura fluiu bem, apesar das explicações excessivas e fora de hora, algumas até desnecessárias, mas consegui terminar a leitura num lance. Os diálogos me incomodaram um pouco. Não curti a tentativa de regionalizar as falas de Joca, mostrando algumas manias de linguagem em alguns momentos e escrevendo correta e formalmente em outros, ressaltando as palavras diferentes com aspas (o que ajudou a deixar tudo ainda mais artificial). O estilo não encanta. É uma escrita simples e direta, sem qualquer embelezamento, e está tudo bem quanto a isso.

    CONSIDERAÇÕES GERAIS

    É um bom conto, mas não identifiquei a característica fantástica. Sim, o Bruno falou para relevar, mas não vou, desculpa. A proposta do EntreMundos sempre foi essa, desde o início, não acho justo que um conto sem qualquer elemento fantástico fique bem posicionado. Mataria a proposta do certame.

    Além disso, o elemento policial está estranho. Não há uma investigação real, apenas um bate-papo com o suspeito, e, pelo visto, o protagonista já sabia que ele era o culpado. Não tem a caçada. Não tem o mistério. Entende? Tudo se desenvolve naturalmente, sem surpresas, sem aquele “tchan” policial.

    Enfim, é isso. É um bom conto, mas acho que ele se encaixaria melhor no desafio do foras da lei do EC.

  7. Bruno Tavares
    2 de setembro de 2021

    Ambientação: O autor descreve o local com riqueza de detalhes e nos dá a sensação de enxergar com clareza o cenário do conto.

    Enredo: O único ponto negativo que posso ressaltar é que fiquei um pouco confuso em meio à tantas descrições do local e perdi um pouco o foco da história. A narrativa em terceira pessoa se dá de maneiro fluída e muito gostosa de ler. Plínio, o protagonista, se vê em sua antiga Cidade, em meio a missão e nostalgia de quem tinha sido quando menino, contrastando com seus conflitos da vida adulta.

    Escrita: Sem comentários. Tudo ok.

    Considerações gerais: Uma história gostosa de ler, com muitas situações desenrolando entre o momento atual e o passado de Plínio; sua infância e os motivos que os levaram a sair da Cidade. A sua paixão por Dorinha e a descoberta, apesar do final triste, é algo que trouxe informações mais profundas. Um texto bem escrito e uma leitura maravilhosa.

  8. Ana Maria Monteiro
    29 de agosto de 2021

    Olá, Júnior.

    Vou comentar seguindo as orientações do regulamento:

    Ambientação: Tem bastante mas, curiosamente, nada se tornou tridimensional na minha imaginação.

    Enredo: O enredo tem muita gordura, para que serviu aquela conversa tão longa com o Joca? Muito texto para pouca informação. O encontro com Dorinha, em contrapartida, foi apressado e desadequado a duas pessoas que não se veem desde a adolescência. Enfim, é um texto que precisa ser trabalhado, em minha opinião, bem entendido.

    Escrita: A escrita é boa, regular, tive de voltar atrás duas vezes para percebe: achei que ele sabia muito, para quem estava fora há tanto tempo e voltei ao início para confirmar se estava certa, concluí que devia estar enganada, que ele tinha saído havia pouco tempo e que estava explicado como se tivesse sido há muito. Logo de seguida, ele afirma que foram vinte anos de ausência. Claro está que no fim percebe-se como é que ele sabia tantas coisas, mas entretanto andou-se ali para trás a para a frente a tentar perceber coisas antagónicas.

    Considerações gerais: Estes é um daqueles contos que querem ser misteriosos e enigmáticos até ao final. Conseguiu. Só que quando se cria mistério e espectativas, há que depois servi-los ao nível a que se criou e isso aqui não sucedeu. O final não satisfez e ainda deixou uma dúvida: antes de sair, ele abraçou Dorinha enquanto dormia, depois mandou a mensagem ao chefe indicando claramente que concluíra o trabalho e ela foi encontrada morta. Sim, por isso ele agora era mau, mas como a deixou a dormir e enforcada ao mesmo tempo? Não foi isso? Ela suicidou-se? Como ele sabia? Ou o trabalho concluído era outra coisa qualquer. Desculpe, ficou mal alinhavado e fosse qual fosse o efeito que você pretendia, se compreendo não gostei e se não compreendi não gostei de não compreender.

    Parabéns e boa sorte no desafio

  9. Antonio Stegues Batista
    24 de agosto de 2021

    …………………………………………………………………………………………………..
    Só de passagem

    Ambientação= Regular. Cidade do interior com seus moradores característico, folclóricos.

    Enredo= Antigo morador volta à cidade depois de 20 anos para um trabalho.

    Escrita= Regular, normal .Boa.

    Considerações Gerais= Fiquei meio confuso, Plinio era agente da polícia civil que aceitou trabalhar para o marido de sua antiga paixão, enquanto investigava abigeato na região? Não consegui entender muito bem essa parte, mas acho que o enredo é bom e a narração merece ser reescrita e melhorada.

  10. Felipe Lomar
    22 de agosto de 2021

    Ambientação: uma ambientação interessante, mas repetitiva. Perdi as contas de quantas cidades pequenas já li nesse certame. Peca um pouco por uma certa falta de vida própria. A cidade é meio vazia. Mesmo que seja explicado no texto, não é Muito legal. e tirando os principais, os outros só ficam em casa e vão à missa.
    Enredo: um enredo um pouco complexo, mas bem trabalhado. O protagonista se revelar um agente duplo foi um pouco decepcionante, dado o aparente heroísmo deste ao longo do texto
    Escrita: ha alguns erros e letras comidas. Nada que atrapalhe muito. A fixacao pelo cu atrapalha um pouco a leitura
    Considerações finais: tava achando legal até o final. Tudo bem ter uma reviravolta e algum personagem se revelar outro, mas isso tem que casar com sua personalidade, ou ele vira um grande dissimulado, beirando a sociopatia. Transar e imediatamente depois matar é coisa de psicopata.

  11. Nelson Freiria
    22 de agosto de 2021

    Escrita: a primeira oração kkk mto boa pra descontrair. Mas essa “da certeza de que inevitavelmente iremos e teremos de nos apaixonar” algo que parece ser dito por uma máquina ao tentar explicar sentimentos. Mas o que eu acho que nem Ze Cu Seco diria é ” Ficou tão perdido nos pensamentos que não percebeu que estava sendo seguido” entregando sem nenhuma necessidade essa informação. Tem uns erros de digitação, mas nada importante.

    Enredo e ambientação: a maneira como o enredo é conduzido foi muito bem feita para prender a atenção do leitor, colocando várias coisas como nomes, lugares e eventos pra trazer tanto o clima que o conto quer atingir, quanto uma surpresa ao final. Ela até funciona, mas não chega a ser tão chocante. Talvez pq o autor(a) preferiu manter um tom mais realista, eu penso. Acaba que até combina com o o cenário descrito na cidade, eu moro no interior e alguns elementos creio ser bem comuns em qualquer cidade pequena interiorana. Mas tem um grande porém nisso tudo, o regulamento diz “voltado para contos de Ficção Científica, Fantasia, Horror e seus diversos subgêneros”. Não é ficção científica, nem fantasia, nem horror e nem nenhum dos subgêneros. Então, creio que o problema maior do texto não seja nem se enquadrar na temática, mas não se enquadrar como literatura fantástica.

    Considerações gerais: o parágrafo que mostra a “revolta de plinio” me pareceu uma descrição de fúria adolescente não condizente com um adulto, é também um tanto clichê essa bipolarização de “sertanejo x rock”, “interior x capital”, mas ok né.

  12. srosilene
    22 de agosto de 2021

    o conto deixa um ar de mistério no ar. Desfecho inesperado. A personagem de Plínio nos descortina várias leituras, que vão deste uma pessoa comum, dissimulada, nostálgica, misteriosa, manipuladora, dentre outros. Dorinha a garota oportunista que se aproveita da beleza para se dar bem na vida. Joca o matuto que se “teve sorte”, e cuja língua não poupa ninguém. Enfim, as personagens foram bem desenvolvidas, caracterizadas e estruturadas. A ambientação idem, onde a personagem Plínio vai descortinando e nos apresentando a cidade e alguns moradores. Esta apresentação surge como um misto de passado e presente. Onde a memória vai se dissolvendo com a nova realidade que está diante dos olhos do forasteiro. O cenário bem interiorano. E caminha em passos lentos para a modernidade.
    O conto é bem visual e daria um bom roteiro para um curta.
    Mesmo as personagens tendo um perfil clichê, nota-se a personalidade e atitude de cada envolvido nesta trama de vida e morte, passado e presente, frustração e nostalgia, poder e vingança, verdade e mentira, traição e poder, corrupção e dinheiro.
    Enfim, o conto nos leva a sermos cúmplices de um assassinato envolvendo dois moradores de uma mesma cidade. Pessoas que de certa forma se gostavam, mas devido as circunstâncias da vida se viram separadas. Cada um a sua maneira deu curso a suas histórias e por ironia do destino se reencontram de forma abrupta onde um deles tem que morrer cinicamente pelas mãos do outro. Duas pessoas que para conquistar seus objetivos se venderam por dinheiro.

  13. Jorge Santos
    21 de agosto de 2021

    Ambientação

    Ambientação bem executada. Sentimos a realidade de um sítio a cair no esquecimento, como acontece com grande parte do centro de Portugal. A caracterização das personagens é adequada ao tom da história.

    Enredo

    Algo sinistro. O autor soube manter o ambiente de mistério ao longo do texto.

    Escrita

    Sem erros, mas também sem brilho. Eficaz.

    Considerações finais

    Conto que considero desadequado aos temas propostos. O tom mistério é bem conseguido

  14. MARCIO VALLE PEREIRA CALDAS
    20 de agosto de 2021

    Ambientação: De todos os textos lidos, este foi o autor que mais desenvolveu o ambiente geográfico, juntando muitos detalhes a trama, mesmo que fossem elementos que não servissem em nada para a história, exceto, talvez, em “distrair” o leitor.

    Enredo: O longo conto poderia ter sido contado de forma mais sucinta, sem perder a bela ambientação, mas ganhando ritmo. Por vezes, surgiu a impressão de que o conto fora pensado de outra forma, para ocasião diversa, tendo sido enxertado por alguns parágrafos com o intuito de caber no tema proposto.

    Escrita: A mesma escrita que chama atenção pela exuberância e riqueza de detalhes prejudica um pouco o andamento da trama que deveria ser o cerne do tema proposto, como se a história policial fosse apenas superficial, enquanto o retorno do protagonista a sua terra natal e reflexões fosse o tema central do conto.

    Considerações gerais: Sem se prender ao tema do desafio, é um texto bem construído, com amplo domínio da história e um final surpreendente, mas peca ao tratar o tema do desafio como história de fundo e o restante como tema central.

  15. Felipe Melo
    17 de agosto de 2021

    Ambientação: A ambientação é boa. Consegue descrever bem tanto as características físicas quanto psicológicas do lugar.

    Enredo: O enredo é bom e a sequência de cenas geram engajamento e a riqueza na ambientação ajuda na visualização.

    Escrita: Os erros ortográficos e gramaticais, juntamente com uma certa falta de ritmo comprometeram um pouco a leitura, que se tornou menos prazerosa, apesar do enredo e ambientação interessantes.

    Considerações gerais: Com exceção de pequenos problemas com o ritmo das frases, o texto e agradável de ler, tem riqueza na narrativa e evoca elementos importantes do lugar(cidade do interior) onde se passa a trama.

  16. Anderson Prado
    15 de agosto de 2021

    Ambientação: Mediana. A história se passa em uma cidade do interior. Embora a cidadezinha tenha sido adequadamente apresentada, não chegou ao extremo de me impressionar.

    Enredo: Mediano. O protagonista retorna à sua cidade natal para executar seu ex-amor. O desfecho me confundiu um poucos, faltando esclarecer melhor o mote das ações do protagonista.

    Escrita: Mediana. Embora o domínio esteja bem encaminhado, deparei-me com alguns erros e más escolhas narrativas:

    – “assai” é o nome antigo de uma rede de supermercados, mas, mesmo a rede, optou por alterar a grafia para “assaí”; não bastasse, não creio que o autor se referia ao supermercado, mas, sim, à fruta (“açaí”);

    – o autor às vezes separa o sujeito do predicado com vírgula, como em “o que mais o impressiona, foi”;

    – salvo engano, o verbo não está concordando com o sujeito em “as fotos que ele tinha consultado não fazia jus a”;

    – “saia” é uma peça de roupa; a conjugação verbal é “saía”;

    – regência errada faltando um “em”: “o visitante sentou-se numa posição EM que pudesse ver com clareza”;

    – falta de uma vírgula em vocativo: “Mas rapaz, você foi embora daqui”;

    – trocar de “caminhar” por “caminhado”: “ele conhecia policiais em serviço só pelo caminhado”;

    – quando o “não” ou o “sim” é repetido no final de frase, deve ser antecedido por vírgula, como aqui: “a casa dela não era deste tamanho não”;

    – “bronco” virou “broco”;

    – “começar” deveria reger “a” em “o pais começou abusar”.

    – Etc.

    Considerações gerais: Conto repleto de potencial, mas que não se esmerou na revisão e atenção aos detalhes.

  17. Priscila Pereira
    13 de agosto de 2021

    Olá, Junior!

    Antes de qualquer coisa, “assai”??? Você quis dizer açaí? Imperdoável!!! 🤣🤣🤣🤣 Se quis dizer outra coisa, me perdoe.🤷🏻‍♀️

    Ambientação: Muito boa, deu pra sentir o clima de cidadezinha do interior, o calor, as fofocas, tudo bem descrito.

    Enredo: Olha, o enredo é bem legal, mas não achei nenhum dos temas e nem se encaixa na premissa do EM, não é fantasia, terror, FC, nada disso, só um cotidiano. Dito isso, eu gostei bastante da leitura, achei bem inteligente o enredo, a história, o protagonista é muito interessante e não dá pra sacar logo o final. Muito bom!

    Escrita: Boa, depois do assai, achei que fosse de alguém bem iniciante, mas depois vi que foi só um lapso mesmo. Você tem domínio mediano da escrita, nada espetacular, mas consegue contar uma história muito bem.

    Considerações gerais: Gostei bastante, apesar de tudo, pena que não está dentro do tema. Parabéns!

    Boa sorte!
    Até mais!

  18. maquiammateussilveira
    11 de agosto de 2021

    Ambientação: O início do conto situa bem o leitor no ambiente e na relação do protagonista com o local. A conversa de Plínio com o dono do bar é ágil em construir o universo da cidadezinha. Essa primeira metade evidencia uma narrativa de suspense, enquanto a segunda explora um gênero policial de ação.

    Enredo: A situação de Plínio consegue prender a atenção, mas seu dilema interno poderia ser um pouco mais explorado. Quanto ao final, acaba não sendo tão surpreendente, já que é bastante evidenciado que Plínio é agora um homem ruim, e não mais o menino bom apaixonado por Dorinha.

    Escrita: A primeira metade do conto é muito bem construída, equilibrando um ritmo ágil com informações importantes dadas aos poucos, o que gera suspense. Já a segunda metade, a partir de quando Plínio sai do bar, se desequilibra em sumários excessivos sobre o passado do protagonista e de Dorinha e com cenas de ação narradas de uma forma muito rápida, que nos afastam do personagem.

    Considerações Gerais: Entre prós e contras, o conto se destaca pelo mote interessante. Acredito que falta apenas encontrar um equilíbrio entre a primeira metade (muito bem escrita) e a segunda. Todo o passado relatado de Plínio é realmente importante para o conto? E as ações finais poderiam explorar melhor as sensações e os sentimentos do protagonista.

  19. Kelly Hatanaka
    11 de agosto de 2021

    Ambientação:
    Muito bem feita. O ambiente de cidade pequena, onde nada acontece além das fofocas, é bem desenhado, foi fácil entrar na história.

    Enredo:
    Gostei dos personagens, bem definidos e complexos. Captou a atenção e me fez acompanhar a história, ansiosa pelo que viria. Mas terminei confusa com alguns elementos. Quem fez a emboscada? E o roubo de gado? Quem é o Lagarto rei? E as lagartixas?
    Gostei bastante do final, surpreendente.

    Escrita:
    Ponto alto da história. Uma escrita muito segura e clara.

    Considerações gerais:
    Uma ótima história que acabou se perdendo nos detalhes. Os elementos que ficaram sem resposta mais me incomodaram do que instigaram. Gostaria de ter os elementos mais fechadinhos.

    Boa sorte!

  20. thiagocastrosouza
    11 de agosto de 2021

    Enredo: Com elementos de surpresa, reviravoltas e cheio de incerteza, muito pela forma como o autor apresenta os personagens e sua dúbia moralidade. Há, no enredo, um cuidado em estruturar a história e inserir elementos que, depois, serão utilizados: o barco, a apresentação de Mariano pelo dono do bar, o emprego de Plínio e suas frustrações, tudo se desenrola para o final do conto. Contudo, há trechos muito explicativos sobre o passado do personagem e suas relações familiares, assim como uma pressa na forma como Plínio se encontra com Dorinha e consuma o ato amoroso/homicida. O final é amargo e coerente com a moraldiade do personagem e a secura da cidade.

    Escrita: Bastante informal, recorrendo ao modo de falar no interior e suas peculiaridades. Há descrições de clima e cenário, porém, não são demasiadamente longas, de forma que o que brilha são os personagens. Os diálogos são ótimos, naturais e carregados de subtexto. Quanto o autor insere informações após uma fala ou outra, o texto perde um pouco do brilho, pois tudo nos leva a crer que essa história será contada apenas pelas ações do protagonista.

    Considerações Finais: Gostei muito do conto! O ritmo é veloz, os personagens tem camadas e o final é bastante corajoso. Há um enredo planejado que mostra preparo do autor, o que é um alento para nós, leitores de desafio. Encontrei os problemas de execução que citei acima, mas apreciei bastante a travessia.

    Parabéns!

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Publicado às 9 de agosto de 2021 por em EntreMundos - Monstruoso Mistério Aternativo e marcado .
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