EntreContos

Detox Literário.

[EM] Nem as flores restaram (Maroll)

Mexendo a colher na tigela, ele imaginava se a mistura ia prestar. Ao começar o preparo, ainda tinha todos os ingredientes, mas agora a ideia de fazer um bolo parecia completamente absurda. Despejando a massa na forma, suspirou. O que não era absurdo nesses dias, afinal de contas? Ontem, por exemplo, só o que havia restado da velha Ernestina era a marca do traseiro no sofá puído. Hoje, o sofá também havia ido, e sentira-se culpado por lamentar mais perda do móvel do que a da pobre senhora… E se consolou pensando que talvez o bolo que ele colocava pra assar pudesse ser alguma forma de homenagem a ela, uma tentativa débil de aplacar o remorso.

 – Problemas – disse Clarice com voz cansada, entrando abruptamente na cozinha e colocando uma caixa de papelão meio desmantelada em cima do balcão.  – Isso é tudo o que temos pra beber… – dando uma espiada, ele viu três garrafas de água mineral, duas de suco de uva e uma latinha de cerveja barata. – Leite? – perguntou a garota, indicando a geladeira.

Ele negou com a cabeça, explicando:

– Usei o restinho nessa porcaria de bolo.

Ela apenas deu de ombros, conformada. Os dois sabiam que não havia muito mais a ser dito. Ainda pela manhã haviam conferido a despensa e contado suprimentos para mais duas semanas, pelo menos, e agora mal chegariam ao dia seguinte. Ficaram encarando o forno, desanimados, até que ela quebrou o silêncio novamente:

– Bolo demora… Acha que vai dar pra comer?

– Espero que sim. Fiquei sem fermento enquanto batia a massa, mas, se terminar de assar, pelo menos o gosto deve estar bom.

– Vou deixar todo mundo a postos, então.

Ele ficou escutando enquanto ele voltava para a sala, chamando os nomes um a um. E cada grito de resposta tirava um peso que ele não havia percebido sobre o próprio peito.

Meia hora depois, estavam todos reunidos em volta da pequena mesa redonda, se acomodando como podiam. Agora que Ernestina se fora, Sandro tinha preferência em uma das duas cadeiras disponíveis, já que a perna amputada se tornara um peso morto após a perda da prótese. No outro assento se recostava Laura, acariciando a enorme barriga enquanto seu olhar se perdia na direção das cinco crianças espalhadas pelo chão, entretidas com alguma bobagem qualquer. E ele, fumando ao lado na janela e observando de longe, era capaz de imaginar para onde se conduziam os pensamentos da jovem grávida… Não era uma perspectiva feliz.

Ficaram assim por alguns minutos, até a chegada de Clarice, que trazia as garrafas de suco embaixo do braço e vários copos nas mãos. Sandro se inclinou sobre a mesa para ajudá-la e logo todos bebiam, afoitos, esvaziando os copos rapidamente e repetindo, até esvaziar as garrafas. Mesmo as crianças já haviam aprendido.

Hugo foi o primeiro a terminar e bateu o copo no chão, lambendo os beiços, satisfeito:

– Suco uva! – ele era o menorzinho, devia ter uns três anos, e o pouco que falava ainda saía meio enrolado. Francisca foi a primeira a gargalhar, batendo palmas. Ela era só um pouco mais velha e, na ignorância infantil da situação em que se encontravam, não perdia a oportunidade de exibir o buraco do primeiro dente de leite que caíra recentemente. Amanda, Otávio e Tiago não tardaram a rir também, contagiados pelo jeito animado dos pequenos. E talvez porque tudo parecesse tão natural, tão corriqueiro – reunir crianças sorridentes para tomar suco e comer bolo – eventualmente até os adultos se deixaram levar, arriscando um ou outro sorriso enferrujado.

O momento leve, tão raro nos últimos tempos, foi bruscamente interrompido por um baque metálico vindo da cozinha. As risadas e sorrisos morreram, restando apenas silêncio enquanto todos se entreolhavam, constrangidos. Com pesar, ele apagou o cigarro no batente da janela e se virou na direção do barulho. Só precisou de dois passos para adentrar a cozinha e constatar o que já sabia: ali, no espaço em que segundos antes o bolo estivera assando dentro do forno, havia apenas a forma caída de lado no chão com parte da massa ainda crua escorrendo para fora.

—–

Havia começado devagar. Muito discretamente. Como aquela velha história da árvore que cai no meio da floresta e ninguém escuta. Só que nesse caso não houvera queda, nem som. A árvore simplesmente desaparecera. Depois algumas pedras. Provavelmente alguns animais já tinham ido também. Mas não era só na floresta… Algumas coisas desapareciam debaixo do nariz das pessoas e não eram notadas. Uma caneta na escrivaninha, um pacote de biscoitos, um bloco de pedras no muro da esquina. Algum gato de rua, umas flores no canteiro, até aquele parente distante que de repente ninguém mais tinha notícias e era tomado como um antissocial convicto. Essas eram as coisas para as quais ninguém dava importância, portanto ninguém sabia dizer desde quando elas desapareciam.

Mas em algum momento as ausências passaram a ser percebidas… Coisas que simplesmente deixavam de estar ali. Brinquedos. Dinheiro. Eletrodomésticos. Animais de estimação. Famílias que amanheciam sem metade das roupas nos armários. Indústrias fechando as portas porque ficavam repetidamente sem parte da produção e da matéria-prima. A coisa ficou feia de verdade quando começaram a sumir equipamentos e estruturas inteiras. Regiões alagadas pelo desaparecimento de uma bomba de drenagem, outras sem água pela falta de uma bomba de abastecimento. Apagões gerais porque as companhias elétricas ficavam sem fios, sem postes, sem os servidores de controle da rede. Nesse ponto os governos decretaram estado de alerta e a população tinha que tentar se adaptar como podia ao “novo normal”, onde nenhuma instalação era considerada confiável.

O primeiro veículo em movimento que desapareceu foi um carro popular, deixando uma família de quatro pessoas e duas malas rolando em alta velocidade pelo asfalto. O jornal fez uma reconstituição de como as duas filhas bateram a cabeça, morrendo na hora, e o pai continuava em coma induzido após ter sido atropelado por um caminhão que vinha logo atrás. A mãe não quis dar entrevista. Os próximos a serem noticiados foram um carro esporte no meio de uma corrida, um caminhão de carga levando alguns cavalos de um senador recém eleito e uma balsa de passeio, que deixou um grupo de turistas flutuando no meio de uma lagoa artificial. Depois disso, os sumiços já estavam tão frequentes que não geravam mais audiência pra emissora.

No fim das contas o colapso da sociedade civilizada aconteceu mesmo quando passaram a desaparecer construções inteiras. Edifícios residenciais de muitos andares, cuja estrutura sumia e deixava na calçada uma montanha de móveis quebrados e corpos agonizantes que simplesmente haviam despencado dos pavimentos. Estações subterrâneas que faziam a terra se abrir em enormes crateras pela falta de sustentação. Pontes e ferrovias que jogavam fatalmente os transeuntes desavisados na água, nas rochas ou sobre outras pessoas, multiplicando o tamanho da tragédia.

Houveram tentativas de justificar o caos. Estudos científicos esmiuçando fenômenos e possibilidade nunca antes testados. Parábolas religiosas que revelavam profecias e prometiam milagres de salvação. As teorias mais aceitas diziam que o mundo sempre havia funcionado daquele jeito, apenas proporção em que as coisas desapareciam é que tinha aumentado. E então seguiam milhares de cálculos para desvendar o ritmo de aceleração entre os intervalos e os fatores de multiplicação de massa, e mais um milhão de formas de tentar explicar o inexplicável. Por fim, os registros das pesquisas e conjecturas desapareciam com a mesma velocidade em que eram criados, e ninguém conseguia prosseguir. E a pergunta sem resposta que assombrava a humanidade não era quando havia o começo, mas quando seria o final.

—–

– Quando terminar você me ajuda aqui?

Ele se virou para ver Clarice no tapete, esfregando uma grande mancha escura. Assentiu brevemente e voltou-se para a janela, tragando fundo. O cigarro ia diminuindo aos poucos, dando tempo para que pudesse organizar os pensamentos.

Uma de suas maiores capacidades sempre fora o instinto de sobrevivência. Não apenas físico, mas psicológico. Conseguia compartimentar os sentimentos e suprimir memórias que tinham o potencial de deixar sua saúde mental em frangalhos. Somente assim conseguira passar intacto pela infância difícil após a morte da mãe, sendo categoricamente ignorado pelo tio que lhe levara de herança. Somente assim pudera aguentar anos em um emprego medíocre, sendo humilhado de um lado pelo gerente da loja e do outro pelos clientes que atendia. Somente assim enfrentara a doença da esposa e os surtos de raiva do filho, quando a saudade da mãe fazia o menino destruir tudo o que estava ao seu alcance e depois chorar desconsolado até dormir de exaustão. Somente assim pudera suportar o dia em que saíram para comprar pão, e seu garoto fora eletrocutado na sua frente quando um disjuntor de alta tensão desapareceu, deixando os fios desencapados caindo soltos pela rua. Não lembrava como não tinha morrido também.

Depois disso, ele tinha vagado sem rumo durante algum tempo, tendo realmente mais sorte do que juízo. Não teve coragem de voltar pra casa por alguns dias, e depois não encontrou mais a casa para voltar. Então dormia ao relento e comia o que encontrava pelo caminho. Um tempo depois, a dor já não fincava tão fundo, o tal instinto ia falando mais alto, e ele ia sobrevivendo. Só tinha medo de sumir de repente: se os desaparecidos não fossem para o mesmo lugar que os mortos, jamais voltaria a ver o filho e a esposa.

Algumas semanas depois, ele se deparou com uma jovem andando perdida com três crianças. Clarice era professora, e no último dia em que a escola estivera aberta, ninguém viera buscar Hugo e Francisca. Otávio ela havia encontrado logo depois, sozinho no meio de um supermercado. Não podia abandoná-los. Nesse momento, já haviam mais pessoas andando sozinhas pelas ruas do que famílias reunidas nos acampamentos. As pessoas desapareciam deixando filhos, irmãos, avós. As histórias eram todas parecidas e no fundo não importavam muito.

Na busca por abrigo, acabaram juntando o pequeno grupo. Sandro, que veio num dia de chuva, apoiando a perna ainda com a prótese cuidadosamente depois de perder as muletas. Amanda e Tiago, os gêmeos que chegaram de mãos dadas, sujos e famintos, numa manhã de frio. E a garota gestante, que chegou em silêncio e apenas sentou perto deles durante o jantar, parecendo precisar mais da companhia do que da comida. Eventualmente, acabaram na pequena casa da Dona Ernestina, uma matrona briguenta que só permitiu que ficassem porque não conseguia mais levantar do sofá e precisava de alguém que cozinhasse pra ela depois do sumiço da sobrinha.

Clarice gostava de dizer para as crianças que eles eram como uma família. Mas ele não poderia lidar com outra família sendo tirada dele, então tentava viver sem se apegar. Emoções suprimidas, respostas curtas, fazendo apenas o necessário para garantir a sobrevivência daquelas pessoas desconhecidas que haviam se encontrado por acaso.

Dando mais uma tragada no cigarro, desejou que a fumaça pudesse entrar em sua cabeça e enevoar a nitidez dos pensamentos. A velha capacidade de autopreservação estava falhando. O distanciamento tinha funcionado bem até agora – por mais que desejasse, porém, não podia esquecer do olhar de Laura, dias antes, logo antes de desaparecer.

Eles estavam na sala, decidindo o que precisavam buscar na próxima saída. Já não tinham mais água nem comida, e Tiago estava com um pouco de febre, seria bom conseguir um antitérmico. Ela se preocupava especialmente com as crianças, provavelmente por saber que seria a única oportunidade de direcionar seus cuidados maternais. Prestes a parir, não tinha ilusões sobre a expectativa de vida do bebê que estava em seu ventre – que chances a pobre criança teria numa realidade como essa? Mas nada havia preparado os dois para o que estava prestes a acontecer.

Laura gritou de repente no meio da conversa e ele deu um pulo, assustado. Olhou em volta, procurando algum problema, mas estava tudo quieto, só os dois no cômodo. Ela se dobrou e se apoiou nele, grunhindo e perdendo o equilíbrio com os joelhos visivelmente bambos. Foi então que ele conseguiu ter uma ideia do que se passava: por baixo da saia que ela usava, o sangue jorrava do meio de suas pernas, e a barriga parecia relativamente menor do que há alguns segundos; ainda enorme, mas flácida e vazia. Vazia. Entre todos os cenários que haviam discutido para quando chegasse a hora do parto, aquela nunca havia sido uma possibilidade. Eles imaginavam que a criança precisaria ao menos nascer antes de desaparecer.

Deitando a garota no chão, ele chamou por ajuda. Ela gemia de dor e de desespero, fincando os dedos na barriga mole. O sangue continuava saindo abundante, manchando as roupas e o tapete. Ele não sabia o que fazer. Ficou alguns segundos congelado, tentando imaginar se havia algum jeito de salvá-la. Foi tirado do estupor pela mão gelada que agarrou seu pulso. Os olhos dela giravam nas órbitas e ela repetia um “porfavorporfavorporfavor”, implorando por alguma coisa que ele não podia dar. E aí acabou. Quando Clarice entrou correndo, ele estava sozinho na sala, coberto de sangue com as duas mãos segurando o nada. A primeira coisa que ela fez foi limpar as lágrimas que corriam por seu rosto sem que ele percebesse.

Apagando o cigarro no batente da janela, ele pegou um dos panos de dentro do balde, torceu, e se ajoelhou para ajudar Clarice a limpar a sala. As crianças. Ainda tinham as criança e elas não mereciam ficar sem o tapete da sala.

—–

– Que espécie de nome é Lírio? – enroscado em uma coberta rasgada, Tiago falava com dificuldade de tanto que batia os dentes.

– É o nome de flor. Bom, era. Acho que agora não sobrou mais nenhuma. Você nunca tinha ouvido nelas? – ele tentava manter a conversa fluindo. Se o menino parasse de falar, provavelmente voltaria a alucinar de febre, e os gritos que dava chamando pela irã perdida eram insuportáveis no silêncio que reinava em volta.

– Nunca prestei atenção em flores. Mas o nome é bonito, combina com você.

Sentados num pedaço de terra onde antes havia um banco de praça, só havia restado os dois. Até onde a vista alcançava, era um descampado sem fim. Sem árvores, sem prédios, sem pedras, sem estradas. Terra nua e algumas lajotas perdidas aqui e ali, uns arbustos e alguns blocos de cordão de calçada. A febre de Tiago nunca havia passado, e agora já não havia remédios, nem água, nem comida, nem motivos para curá-la. Em breve já não haveria nada. Lírio se perguntou se o chão desapareceria antes deles e eles seriam jogados num núcleo de lava, ou no fundo do oceano, ou em qualquer coisa que houvesse por baixo.

– Achei que era um meteoro, sabe. Nos filmes era sempre um meteoro que explodia tudo e os cientista faziam de tudo pra salvar a gente… – Tiago teve que parar para tossir, mas logo emendou em um monólogo sem sentido sobre os cientistas meteoros. O menino também parecia achar o silêncio assustador.

Vendo que a conversa ia longe sozinha, Lírio tirou o último cigarro do bolso, vendo algumas lajotas desaparecem ao lado. Não tinha mais fósforo nem isqueiro, então apenas rodou o objeto entre os dedos e depois colocou na boca, por hábito. Ele concordava com Tiago, em parte: muitas histórias tinham descrito pragas arrasadoras, explosões apocalípticas ou invasões alienígenas, prevendo o fim do mundo em fogo, sangue e gritos de agonia. Quem imaginaria que tudo ia acabar em nada. Vazio e silêncio. A simples ausência de tudo. Ele riu da ironia. Podia ter tido tantos finais mais interessantes. E assim, o desespero provavelmente era o mesmo. Chegar ao final sem nenhum alento, somente ele e o menino febril.

Percebeu que Tiago agora apenas gemia, incompreensível. Fez uma nova tentativa:

– Lírio era um dos símbolos da paz. Acho que a minha mãe queria que eu tivesse uma via tranquila. Acho que deu certo, até certo ponto… Pelo menos evitou o meteoro, né? – era uma besteira, o garoto nem teria muito o que responder. Olhou ao longe, tentando fingir que tragava o cigarro apagado enquanto pensava em algo mais interessante para dizer.

– Acho que eu queria ter tido um nome assim… Tiago significa

Ele não precisou olhar para o lado para saber que por fim estava completamente sozinho. Se consolou com o pensamento de que o garoto não tinha ficado por último. Teria sido cruel. Em volta, não havia mais nada. No céu, nenhuma nuvem. Naquele mundo vazio, ele se permitiu finalmente pensar nas lembranças que tinha. Fechou os olhos e lembrou da mãe, do filho, da esposa. Lembrou de Clarice, Laura, Sandro, de Amanda e Tiago, de Otávio, Hugo e Francisca. Lembrou até da velha Ernestina, que tinha reclamado de tudo até o fim. Pensou no bolo que nunca assou e em tantas histórias que não terminaram. De repente se deu conta que havia muito mais dentro da própria cabeça do que no lado de fora. Sentiu o chão sumindo debaixo de si, mas não quis abrir os olhos.

E desapareceu que Lírio era mesmo um bom nome.

7 comentários em “[EM] Nem as flores restaram (Maroll)

  1. opedropaulo
    10 de maio de 2021

    AMBIENTAÇÃO: Bastante inventiva e surpreendentemente aterradora. Dos fins de mundos apresentados, foi o que mais me assustou, provavelmente devido à sua natureza inusitada.

    ENREDO: Este já é mais típico, tratando-se de um grupo de sobreviventes lutando contra a maré de um mundo que desaparece e com os poucos mantimentos que os mantém. Achei bem equilibrado ter dedicado um parágrafo ao passado do personagem, de modo a não só explicar sua personalidade estoica, mas também fazendo perceber como ele assimilava tudo que vinha lhe acontecendo. Não escreveu demais ou de menos para caracterizá-lo, foi na medida certa. Da mesma forma, gostei que tenha explicado como o grupo se montou, mas deixado implícito como o sumiço pegou um a um, inclusive o bebê da pobre Laura, em um dos momentos mais brutais da leitura. Ter apresentado o personagem anteriormente serviu muito para dar impacto ao final, pois nele sobra apenas o protagonista e os seus pensamentos. É por conhece-lo que sentimos pelo seu final.

    ESCRITA: Perfeitamente equilibrada, alguns poucos erros de revisão, sabendo separar o passado do presente e mantendo viva a sensação de tragédia iminente.

    CONSIDERAÇÕES GERAIS: Com uma premissa simples, acabou entregando um dos fins de mundo mais criativos, em pouco tempo conseguindo consolidar um personagem duro, mas cativante, cujo grupo também acaba nos importando apesar da improbabilidade de sua sobrevivência.

  2. antoniosbatista
    9 de maio de 2021

    Ambientação= Bem construída, como um filme da criação do mundo de trás pra frente.

    Enredo= Diferente, Pessoas e coisas vão desaparecendo aos poucos até não restar mais nada.

    Escrita= Muito boa, frases bem construídas, descrições perfeitas.

    Considerações Gerais= A história é boa e ao mesmo tempo meio que fora de lógica. Mas o impacto que ela causa cala qualquer dúvida. Não há o que discutir. Toda pergunta é inútil. Alguém pode reclamar que há personagens demais, mas para mim, sem eles algumas coisas não poderiam serem ditas. Acho que eles foram necessários para mostrar o que estava acontecendo. O conto é assim e pronto! Fim. Boa sorte.

  3. Ana Caroline de Arimathea
    6 de maio de 2021

    Ambientação: gostei, você descreve bem o que anda acontecendo, o fato dos desaparecimentos, a partir deste explicação o mundo do conto fica muito mais claro

    Enredo: Interessante, achei a ideia original.

    Escrita: Muito boa

    Considerações gerais: Eu gostei, apesar de que demorei um pouco pra entender as personagens, mas depois que entendi me apeguei a elas. O final é bem impactante

  4. thiagocastrosouza
    4 de maio de 2021

    Ambientação: Muito bacana pela premissa proposta pelo conto. Há um desentendimento inicial com a situação, mas o absurdo dos desaparecimentos é bem desenvolvido conforme o avançar da trama.

    Enredo: Apesar do cenário absurdo, um conto pé no chão, cujo roteiro não se perde quando faz o flashback necessário para contextualizar a situação atual do protagonista e das demais pessoas que o acompanham. Há gestos, ações, características muito próprias para cada um dos humanos que povoam essa ficção. Um fuma, a outra está grávida, as crianças são banguelas, animadas, há a senhora rabugenta, o amputado, enfim, uma série de personagens humanas e únicas que dão dinâmica para a trama simples. Sentimos a ausência de todas elas, assim como o protagonista.

    Escrita: Direta, muitas virgulas e frases curtas para criar a ideia de ação, principalmente quando explica a morte do filho e o bebê que desaparece na barriga da Laura (um dos pontos mais fortes do conto, que trás mais seriedade para o tom, até então, mais para o cômico ou de humor-negro). Há um ou outro erro de revisão que poderiam ser evitados.

    Considerações Gerais: Seguro do que queria e como queria contar, você trouxe um conto breve, firme, que pouco titubeia. A premissa é simples, mas bem explorada, com um final bastante reflexivo.

    Parabéns e boa sorte!

  5. Anderson Prado
    3 de maio de 2021

    Ambientação: A ambientação é suficiente: o autor quis representar o desaparecimento gradual do cotidiano. Bem, isso está no conto. Não sei precisar se o que há no texto é bastante para adequá-lo à literatura de gênero (o que não chega a ser um problema pra mim, já que não sou mesmo um fã dessa literatura).

    Enredo: O enredo possui méritos. Inclusive, o desaparecimento súbito de objetos esteve representado na obra do único Nobel de literatura na língua portuguesa: conto “Coisas”, do José Saramago, presente na coletânea “Objeto-quase”. Saramago também descreve o desaparecimento de um prédio: “desapareceu um prédio inteiro, e as pessoas que lá viviam foram encontradas todas mortas, sobre a terra. Completamente nuas. Nem anéis tinham.”

    Escrita: É o ponto fraco do conto, pois o autor foi descuidado na revisão.

    Considerações gerais: O conto possui méritos, mas o autor cometeu o erro de negligenciar a revisão – foi o que fez o texto perder pontos. É um nota 9,6.

  6. Lucas Julião
    2 de maio de 2021

    Ambientação: A ideia é bem original
    Enredo: O clima muda muito rápido. Não dá tempo de entender direito o que você tá lendo e alguns desenvolvimentos são nulos para a história.
    escrita: É um pouco arrastada.
    Considerações gerais: olha… 6,0/10,0

    • Lucas Julião
      2 de maio de 2021

      Alias, as crianças…personagens demais sem a necessidade.

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Informação

Publicado em 1 de maio de 2021 por em EntreMundos - Fim do Mundo.