EntreContos

Detox Literário.

Cultivando Sinceridades (Fil Felix)

Sempre ouvi que “certas verdades doem“…

O sereno da noite caía sobre nós dois quando puxei da garganta um caule carregado de espinhos, espesso e brilhante feito pedra de jade. Rasgou-me de dentro pra fora, cortando meus lábios e pintando o chão de vermelho. Ela, que costumava ser minha Monalisa, ficou surpresa a cada palavra que eu dizia. Há cada corte e laço rasgado. Mas ao fim do caule de verdades que retirei de mim mesmo, preso há anos, uma rosa brotou boca afora.

Pois apesar de doloridas, certas verdades também são belas e libertadoras.

70 comentários em “Cultivando Sinceridades (Fil Felix)

  1. Vanilla
    1 de fevereiro de 2020

    Um texto super surrealista que dá sua vantagem em relação aos outros, parabéns pela tentativa e parabéns pela qualidade!

  2. Daniel Reis
    1 de fevereiro de 2020

    Um dos contos mais surrealistas e imagéticos que encontrei aqui. Porém, as imagens são tão fragmentadas que parecem mais um desabafo que uma história. De qualquer forma, tem mérito de se destacar na multidão. Parabéns!

  3. Matheus Pacheco
    1 de fevereiro de 2020

    Uma declaração de amor talvez? Gostei muito do conto pois expressa as duas faces que a verdade pode assumir.
    O conto é meio difícil de falar sobre pois ele gira em torno de um mesmo conceito mas ele é simplesmente sobre a verdade.
    Ótimo conto.
    Um abraço.

  4. Carolina Langoni
    1 de fevereiro de 2020

    O conto me parece muito um texto romântico, que são cheios de detalhes.
    Tem uma mensagem profunda, e muito sofrida. Gostei da forma de escrever, que eu não vejo muito.

    • Carolina Langoni
      1 de fevereiro de 2020

      romance, foi o que eu quis dizer não romântico

  5. Thata Pereira
    1 de fevereiro de 2020

    Um conto com metáforas belíssimas, mas confesso que o final não me causou o mesmo impacto. do restante do conto. Talvez pela última frase, que acaba quebrando toda a imagem que estava sendo conduzida na minha cabeça. Por falar em imagem, estou me coçando toda por conta da imagem escolhida kkk

    Boa sorte!!

  6. Rubem Cabral
    1 de fevereiro de 2020

    Olá, Guns.
    Bom conto. Forte a imagem do caule de rosa a subir pela garganta e depois encimado pela flor. A conclusão não tem a mesma força, infelizmente. Há uma troca de “A” por “Há”, o certo seria “A cada…”.
    Boa sorte no desafio!

  7. Ana Maria Monteiro
    1 de fevereiro de 2020

    Olá, Guns. Gostei muito da imagem que escreveu. Um excelente domínio desse tipo de linguagem. Por incrível que pareça, o micro teria ficado melhor com menos palavras: sem o primeiro parágrafo nem o último, em minha opinião, claro. Pelo meio tem uma frase que não encaixa de maneira nenhuma: “Há cada corte e laço rasgado.” Deveria ser uma frase após uma vírgula e não um ponto final e ter usado o verbo haver em lugar de “a” (é que nem estaria correto o costumeiro “à”, teria de ser mesmo “a”). Esta confusão a ler e reler para tentar perceber o que você tinha querido dizer, consegui, mas foi um esforço dispensável. Agora, o micro, em si mesmo, está excelente. Parabéns e boa sorte no desafio.

  8. M. A. Thompson
    1 de fevereiro de 2020

    Parece que alguém decidiu dizer a verdade e descobriu que não é tão ruim assim e sentiu-se liberto por poder ser quem é. Parabéns.

  9. Marco Aurélio Saraiva
    1 de fevereiro de 2020

    Gostei. Uma metáfora muito bem trabalhada, uma escrita excepcional. Uma cena interessante que traz um pensamento que vai um pouco contra a corrente atual de pensamentos: falar a verdade NEM SEMPRE é tão ruim assim. Interessante!

    Escrita: Muito boa
    Conto: bom

  10. Gustavo Azure
    1 de fevereiro de 2020

    Gostei bastante desse micro, e é um exemplo para outros que usaram algumas ideias mais líricas, deixando os acontecimentos mais de lado. Esse usa de acontecimentos para expressar algo mais lírico sem que o final fique com cara de moral da história. Vê-se que o protagonista tem uma história com essa outra pessoa e a metáfora usada é graciosa. Parabéns, boa sorte

  11. Marília Marques Ramos
    31 de janeiro de 2020

    Texto ótimo! Gostei da metáfora e da escolha de palavras! Faz o leitor refletir.

  12. Jowilton Amaral da Costa
    31 de janeiro de 2020

    Texto bem escrito, cheio de boas metáforas sobre uma discussão de relacionamento. Se soubéssemos que verdades foram ditas, o conto teria um impacto maior, ao meu ver. Boa sorte no desafio.

  13. Sarah S Nascimento
    31 de janeiro de 2020

    Olá, uma reflexão maravilhosa, expressou bem como o personagem se sentia e o quanto ele tinha necessidade de falar com a pessoa amada. Escreveu bem, foi um microconto bem construído.
    Mas, não gostei dessa relação entre as verdades e as plantas. Eu entendi o contexto e tudo o mais, só que para mim soou muito estranho.
    Entendi que ele arrancou as verdades de dentro dele, cortou o mau pela raiz, falou e isso doeu nele de verdade. Mas lendo me soou muito estranha a descrição de caule saindo da garganta e todo o resto.
    Ainda assim, parabéns pelo microconto, boa sorte no desafio.

  14. Angela Cristina
    31 de janeiro de 2020

    Olá!
    Metáforas para uma DR. Algo nunca fácil.
    Bom texto.
    Parabéns.

  15. Catarina Cunha
    31 de janeiro de 2020

    Cara resolve ser muito sincero e vomitar verdades na cara da amada.
    Elementos fundamentais do microconto:
    Técnica — boa. Metáfora esdrúxula funcionou bem aqui.
    Impacto — regular. O título entrega a conclusão.
    Trama — regular. A explicação final foi desnecessária.
    Objetividade — boa. A mescla da verdade com a fantasia deu liga.

  16. Davenir Viganon
    31 de janeiro de 2020

    Conto cheio de metáforas, que acabou trazendo uma ideia, mas não uma história. Ficou bom para uma poesia mas não para um conto, mas foi muito bem escrito.

  17. Priscila Pereira
    30 de janeiro de 2020

    Olá, Guns!
    Micro metafórico sobre uma verdade sendo dita. Achei muito bonito, mas sem um enredo mais empolgante. É só um fragmento de cena, muito bem narrado. Cada palavra é uma imagem na mente do leitor, mas eu queria saber mais. O que era essa verdade? Pq ela era sua Monalisa? Musa inspiradora? Mas só de querer saber mais já mostra a qualidade do conto!
    Parabéns e boa sorte!

  18. Sabrina Dalbelo
    30 de janeiro de 2020

    Olá,
    O texto é tão rico de metáforas que não precisava essas frases explicativas. A gente entende pelo contexto, pela narrativa.
    A ideia é muito boa, as metáforas utilizadas carregam o conteúdo simbológico adequado, mas as explicações ficaram a mais, isso na minha opinião.
    E tem um “há” ali que acho que é “a”.
    Um abraço,

  19. Fabio D'Oliveira
    30 de janeiro de 2020

    Olá, Guns!
    Um micro recheado de simbologia e analogias. A forma como você desenvolveu essa narrativa, com dicionário preciso e simples, ajudou a entregar um texto gostoso de ler e carregado de valor artístico.
    Parabéns pelo micro de qualidade! E boa sorte no desafio!

  20. Carlos VIeira
    29 de janeiro de 2020

    Oi, Guns! A linguagem cultivada foi bem simbólica e poética! Embora aparente pretender revelar uma verdade, uma lição, acredito remeta o leitor a algum momento da vida em que precisou revelar umas verdades, ou melhor, desabafar uma mágoa ressentida. É um arquétipo da condição humana, e muito difícil para se desenvolver na proposta do microconto. Ainda assim, gostei de ler! Parabéns!

  21. Ana Carolina Machado
    29 de janeiro de 2020

    Oiiii. Um microconto que reflete sobre verdades espinhosas que causam dor e que são difíceis de se encarar, mas que causam alívio depois de colocadas para fora, como diz a rosa que brotou pode representar a liberdade que vem logo após as verdades serem finalmente ditas. Parabéns pelo texto e boa sorte no desafio.

  22. Luciana Merley
    29 de janeiro de 2020

    Olá, Guns. Suas rosas deixaram um efeito belo e a metáfora é bastante apropriada. Minha ressalva são as explicações “que retirei de mim mesmo, preso há anos” e a última frase que deixou o conto parecendo uma reflexão sobre autoestima e relacionamentos, ou seja, cortou o clima de ficção. Mas um bom conto. Parabéns.

    • Sabrina Dalbelo
      30 de janeiro de 2020

      Achei exatamente isso.

  23. Claudio Alves
    29 de janeiro de 2020

    A metáfora é belíssima. As verdades guardadas um dia saem e machucam. A quem fala. A quem ouve. E nos liberta. Por qual motivo entupimos nossa alma de pedras e elas só saem em avalanches? Obrigado pelo belo texto. Boa sorte no desafio!

  24. Cicero G Lopes
    29 de janeiro de 2020

    Ganhou-me pela poesia da prosa. Parabéns de verdade! Boa sorte!

  25. antoniosbatista
    29 de janeiro de 2020

    Um conto cheio de metáforas angustiantes antes de serem poéticas, não sei se há poesia no trágico. Para o personagem dizer a verdade, assim como desprezo fingido, era como rasgar-se de dentro para fora. Algumas coisas dói, tanto por isso ou aquilo.

  26. Anderson Góes
    29 de janeiro de 2020

    Não vejo nenhum problema em o autor explicar seu conto! Gostei da metáfora que você utilizou, um texto maravilhoso que diz o quanto a verdade pode machucar e ao mesmo tempo libertar, apesar da dor que pode causar, você sabe usar as palavras e tem ideias geniais… seu texto e você estão de parabéns!

  27. Anorkinda Neide
    29 de janeiro de 2020

    Fenomenal o parágrafo principal, estonteante de tão bonito, visceral, verdadeiro, intenso, criativo , inteligentíssimo…
    Mas perde pontos o seu micro conto pelo titulo e pelas frases avulsas, completamente desnecessárias.
    Mas, parabéns pela verve maravilhosa!!

  28. Evandro Furtado
    29 de janeiro de 2020

    O conto trabalha com uma metáfora maravilhosa, mas peca ao explicá-la. Tire a primeira e a última frase e tem um conto perfeito, com imagens belíssimas e muito claras para interpretação. Essa “clarificação” só serve para destituir o conto de seu valor literário.

  29. Pedro Paulo
    28 de janeiro de 2020

    Um microconto que se desenrola em uma metáfora, desenvolvendo-a até um fim que é coeso e também traz uma mensagem pertinente. Interessante.

  30. renatarothstein1
    27 de janeiro de 2020

    Fiquei na dúvida se já havia comentado, pois esse foi um dos primeiros contos que li.
    Amei a forma com que você falou dos sentimentos que ficam atravessados na garganta, de como fazem mal – e também da rosa final, mostrando que algumas verdades são duras, porém belas. Necessárias.
    Gostei muito.
    Só uma observação, na frase “Há cada corte…” é “A cada corte..”.
    Só uma dica, não sou a pessoa indicada para correções, nem tenho tal intenção.
    Boa sorte!

  31. brunafrancielle
    27 de janeiro de 2020

    Você teve uma ideia legal. A metáfora de verdade e rosa com espinhos casou bem.
    A narrativa porém, não me impactou muito.
    Dá uma sensação de alívio após a verdade ser dita.Pelo menos pra pessoa que a disse. Talvez tenha faltado uma reação do outro personagem, pelo menos para meu gosto.

  32. Elisa Ribeiro
    27 de janeiro de 2020

    Um micro poético que faz uso de belas e eficientes metáforas. Para mim, o texto ficaria melhor sem a última frase. Dei uma breve tropeçado no “há cada corte e laço rasgado”, ao invés, li “a cada palavra que eu dizia, a cada corte, a cada laço rasgado”. Achei mais bonito assim (rsrsr). Um bom trabalho! Parabéns e boa sorte. Um abraço.

  33. Givago Domingues Thimoti
    26 de janeiro de 2020

    A metáfora foi mto bem feita, embora tive que reler para entender completamente. É um conto para ler sem a literalidade. Versa sobre a necessidade de libertar verdades ocultas, mesmo que machuque, pois, por vezes, ela nos libertam.
    Parabéns!

  34. Luiz Eduardo Domingues
    26 de janeiro de 2020

    Parabéns pela maneira como usou das metáforas, sem soar como algo forçado. Muito bom, boa sorte!

  35. Andre Brizola
    26 de janeiro de 2020

    Olá, Guns! Muito bem escrito e trabalhado. A metáfora que ocupa o tema central do texto foi encaixada de forma criativa e adequada, atingindo o objetivo. Embora seja floreado, o texto é claro e explicado logo no início, algumas verdades doem. Achei interessante também a comparação d’ela com a Monalisa, indicando que ela talvez fosse uma pessoa de demonstrar poucas emoções, alheia aos sentimentos do personagem, criando a situação de incômodo que resultou nas verdades doloridas que tiveram que ser ditas. Bom trabalho e boa sorte no desafio!

  36. Regina Ruth Rincon Caires
    26 de janeiro de 2020

    Daqueles textos que descrevem uma libertação. Todas as dores encravadas no peito são lançadas fora, feito descarrego. Bom para quem diz, para quem expele os espinhos. Vamos pensar em quem ouve. Para a palavra dita, não há volta. Mas se brotou uma rosa “boca afora” depois de tudo, bom sinal. Esperemos o continuar… DR é o ó do borogodó… Mas é necessária. Texto tocante. Tem um “a” – “há” que não decifrei, e que também não atrapalha nada.
    Parabéns, Guns!
    Boa sorte no desafio!
    Abraços…

  37. Raione LP
    26 de janeiro de 2020

    Achei bastante interessante e surreal a ideia de um caule de verdades, espinhoso e de pedra, sendo extraído do interior de uma pessoa, do qual pode brotar uma flor no fim.

    As frases que emolduram a cena é que me incomodaram (“Sempre ouvi…” / “Pois apesar…”), porque são muito diretas, didáticas num certo sentido, esvaziando a qualidade imagética / onírica do conto.

  38. fernanda caleffi barbetta
    25 de janeiro de 2020

    Olá, Guns, muito bonito o seu microconto, gostei da forma poética como contou a sua história. Percebi que cada palavra foi bem pensada na sua narrativa.
    No trecho “Há cada corte e laço rasgado” inicialmente eu imaginei que tivesse cometido um equívoco ao colocar o há no lugar do a, porém, levando em consideração a frase anterior: “a cada palavra que eu dizia”, onde usou corretamente o a, fiquei imaginando se o seu “há” não teria sido proposital, se esta frase não teria um sentido poético que eu não tenha captado. Fiquei na dúvida.
    Também gostei do título e da foto.
    Parabéns pelo trabalho.

  39. alice castro
    25 de janeiro de 2020

    Acho que houve uma troca de palavras no texto, inclusive que me fez reler para ver se entendi direito. Mas em todo caso, compreendi a mensagem. Gostei da analogia, pois realmente doi falar o que se sente. Boa sorte.

  40. Fabio Monteiro
    25 de janeiro de 2020

    Toda verdade é quase sempre carregada de espinhos. Quando o personagem se livrou delas fez nascer dentro de si bons sentimentos. Se estes forem para a pessoa a qual destilou verdades, melhor, significa que se entenderam. Se a rosa brotou para si mesmo, provavelmente, livrou se de coisas muitos ruins que amarguraram sua vida. O texto é ótimo. Boa Sorte

  41. Vitor De Lerbo
    24 de janeiro de 2020

    Belas metáforas, verdadeiras e dando profundidade ao texto. Nem precisaríamos da sentença final para deduzir que a mensagem deveria ter sido dita mesmo – a rosa já teve esse papel.
    Boa sorte!

  42. Paulo Luís
    24 de janeiro de 2020

    Mas um conto à moda das “Esfinges”, “decifra-me ou devoro-te”. Uma prosa poética metafórica, cheia de significados e de difícil compreensão, (para o meu entender, claro) mas esse recado deve está servindo para alguém. Um destaque especial para a ilustração surreal.

  43. Andreza Araujo
    24 de janeiro de 2020

    A metáfora e as imagens criadas são fortes e de representação clara, além da beleza em si. Interessante notar que as palavras machucam não apenas quem as ouviu, mas também quem as proferiu. Só fiquei triste por não saber o que foi dito, mas este é apenas o meu lado curioso gritando hahaha imagem muito bacana também. boa sorte!

  44. Fernando Cyrino
    24 de janeiro de 2020

    Olá, Guns. Sua fala inicial me fez recordar mamãe. Ela é doa de uma frase recorrente e, quando a diz, melhor sair de perto, porque virá algo bem forte e que poderá ter espinhos, machucar: “A verdade dói, mas tem que ser dita.” Acho que algumas verdades podem provocar dor e desgraça tamanha que seria melhor que não fosse falada, mas ela não pensa assim e isto, sem dúvidas que tem lhe provocado confusões. Metáforas interessantes, o espinho na garganta, por exemplo. Sim, a verdade liberta. Tudo legal, tudo bem escrito. Bacana. Abraços.

  45. Amanda Gomez
    23 de janeiro de 2020

    Olá,
    Resumo (😁👍 🤔😐 🥺😱 🤩 🙄👎): 😁👍
    Esse foi o primeiro conto que eu li assim que foram postados, me chamou atenção o título e a imagem, logo depois o texto me deixou muitíssimo impressionada, me restando dar os parabéns ao autor(a) por compor seu trabalho de forma tão completa.
    A frase de início já prepara, mas não o bastante para o visual tão belamente esculpido pela linguagem do autor: poética, forte, decidida, pensada. A descrição é o ponto forte, mas não é só isso, tem a mensagem por trás, tem esses dois personagens, um se libertando das próprias correntes e o outro antes alheio a esse sofrimento sucumbindo a esse momento que os dois devem ter adiado por tanto tempo. Pode haver diversas possibilidades sobre quem eles são ou o que o autor realmente quis transmitir. Mas quando se fala em metáforas todas as interpretações estão na mesa.
    Concordo sobre o que dissera, a frase final desencanta um pouco.
    Destaque 📌 “O sereno da noite caía sobre nós dois quando puxei da garganta um caule carregado de espinhos, espesso e brilhante feito pedra de jade”
    Conclusão 🤩

  46. Fheluany Nogueira
    23 de janeiro de 2020

    Palavras, realmente, podem ser armas ou flores e ficar com um caule atravessado na garganta é dureza… Não sei se gostei mais da gravura ou do texto. Apenas não gosto de muito didatismo em literatura. Veja os equívocos gramaticais e de pontuação.
    Parabéns pela alegoria. Boa sorte! Abraço.

  47. drshadowshow
    23 de janeiro de 2020

    Bela metáfora de como as palavras machucam, não só quem as diz, mas também quem as ouve. Bem escrito, linda imagem. Parabéns. Ganhou meu voto.

  48. Angelo Rodrigues
    23 de janeiro de 2020

    Conto que, imagino, tenha um fundo moral acerca da verdade.
    Creio que a intenção do autor foi construi-lo baseado na estruturação de metáforas, todo ele.
    Grandiloquente, não peca pela falta, sobejam simbolismos.
    Uma revisada pode ajudar na questão vocabular, embora, no cipoal de metáforas, já nem sei se aquele “Há” não seria apenas um “A”.
    Concordo que, embora doloridas, verdades sempre são libertadoras.
    Boa sorte.

  49. Rodrigo Fernando Salomone
    23 de janeiro de 2020

    Muito bonito, bem escrito. a “imagem” do caule espinhoso saindo e rasgando tudo é poderosa. Parabéns e boa sorte.

  50. Rafael Carvalho
    23 de janeiro de 2020

    Gostei muito do seu conto, é basicamente uma enxurrada de metáforas, mas todas bem colocadas e que cumprem muito bem o seu papel.
    Assim como alguns, também achei desnecessária a ultima frase, acredito que ela quebrou um pouco o clima, gostei de todo o resto. Parabéns, boa sorte!

  51. Fabiano Sorbara
    22 de janeiro de 2020

    Olá, Guns! Seu texto tem algo poético. A construção das frases mostra isso. Ele é sensível, ao mesmo tempo forte. Narrativa bem escrita. A imagem casou perfe com o texto, embora eu não coloque isso como critério para avaliação. Depois de ler entendi que o pseudônimo escolhido faz referência a banda Guns N’ Roses, estou certo?

  52. leandrociccarelli2
    22 de janeiro de 2020

    Título, imagem e texto conversando em plena harmônia. O conto é fluído e passa uma mensagem que considero importante. Sorte e parabéns.

  53. Augusto Schroeder Brock
    22 de janeiro de 2020

    Olá!
    Ótima analogia. Boa de ser lembrada quando precisamos dizer algo que é preciso, por mais que machuque. É assim e pronto.
    Parabéns.

  54. Nilo Paraná
    22 de janeiro de 2020

    a analogia e o desenrolar do conto foram ótimos, pessoalmente não gostei da ideia de uma coisa saindo de minha boca, mas isso não é critica ao conto, é apenas uma opinião pessoal. boa sorte.

  55. Emanuel Maurin
    21 de janeiro de 2020

    Dizem que é no lodo que brotam os lírios, e vomitar o que está entalado na garganta é mesmo libertador. Texto muito bem escrito e original. Boa sorte.

  56. Cilas Medi
    21 de janeiro de 2020

    Um texto edificante de libertação.
    Um lirismo com metáforas vivas e bem aplicadas, fazendo o leitor prosseguir e aceitando esse caminho, esperando mais.
    E as verdades não doem quando vem do profundo ser que as liberta com amor e devoção.
    Parabéns!
    Sorte!

  57. Nelson Freiria
    21 de janeiro de 2020

    Tenho que admitir que adorei a imagem criada na cena em que se tira um caule de verdade e ele, espinhoso e belo de enfeite de jades, o faz rasgar e sangrar. Mas a mensagem transmitida me deu um leve torcida de nariz.
    Não senti necessidade nenhuma da frase de abertura, penso até que ela atrapalha a conclusão, levando a própria conclusão a ser refletida antes de sua devida deixa na história.

    • Nelson Freiria
      21 de janeiro de 2020

      Continuando… o conto consegue passar sentimento de melancolia e libertação ao mesmo tempo. O título por algum motivo não me chamou atenção, ainda que combine com o micro conto.

  58. Jorge Miranda
    21 de janeiro de 2020

    Um belo texto com imagens fortes e condizentes com o conteúdo proposto. Um texto com metáforas que foi bem conduzido apesar de não suscitar nenhuma ansiedade pelo final. Gostei do resultado final.

  59. Valéria Vianna
    21 de janeiro de 2020

    Belo texto. Os recursos de imagens utilizados retiram do texto qualquer resquício de peso ou possível amargor… ao contrário, nos faz seguir nesse passeio, encontrando luz onde tudo parecia nos levar às trevas. Mas esperava um pouco mais da frase desfecho. De qualquer forma, texto muito bom. Congratulações.

  60. Gustavo Araujo
    20 de janeiro de 2020

    Excelente a sacada de fazer um conto puramente com metáforas. E o melhor é que essas metáforas foram muito bem concebidas, revelando uma ótima habilidade na escrita. Gostei da sensação provocada, desse sufocamento, dessa libertação. Quem de nós nunca ficou com a verdade engasgada, lutando para cuspi-la mesmo que isso fosse doer nos outros. Ah, sim, dizer a verdade dó mesmo, principalmente em quem a sopra no rosto dos outros. Excelente texto. Parabéns.

  61. angst447
    20 de janeiro de 2020

    Uma metáfora que além de eficaz, é florida e com espinhos! O conto está bem escrito e desenvolve bem a imagem da verdade como algo que pode ser muito doloroso de dizer e de ouvir, mas que também pode trazer a beleza da libertação. A Bia já apontou a falha em relação ao Há em lugar do A, coisa simples de arrumar. Boa sorte!

  62. Luiza Moura
    20 de janeiro de 2020

    o texto é bem simples e traz uma mensagem que vale a pensa reflexão. A imagem fez uma bela conexão com o título e trouxeram mais significado ao texto.

  63. Maria Alice Zocchio
    20 de janeiro de 2020

    A imagem de arrancar uma flor com espinhos da garganta é bem forte , mas acho que pendeu mais para a poesia que propriamente um conto. Acho as conclusões/ explicações com a palavra “pois” são muito dirigidas e não permitem muitas interpretações.

  64. Gio Gomes
    20 de janeiro de 2020

    Eis uma reflexão que transita entre devaneio e realismo fantástico. Achei bem construída, e, do jeito que a frase polêmica está escrita, você estaria dizendo que a “monalisa” estava de fato constatando a existência dos cortes e laços rasgados.

    Esse tema é normalmente religioso, a verdade que liberta, a beleza da verdade.

    O resultado ficou interessante, mas suponho que em uma conversa a dois sob o sereno da noite, espinhos doloridos retirados(desabafados?) não estariam ferindo apenas um dos personagens.

  65. Bia Machado
    19 de janeiro de 2020

    Olá, tudo bem? Gostei da sua escrita, poética e imagética ao mesmo tempo. Quanto à estrutura, acho que a primeira frase poderia ter sido juntada com a última, algo como:

    Sempre ouvi que certas verdades doem, mas algumas além de doloridas também são belas e libertadoras.

    Pra mim, no começo essa frase está deslocada. Quando for revisar, troque o HÁ por A. A cada corte e laço rasgado, o HÁ é para tempo. Só uma dica, porque deu para entender perfeitamente a ideia. Enfim, gostei. Obrigada!

  66. jetonon
    19 de janeiro de 2020

    Creio que a última frase não deveria ter sido escrita, matou a charada do microconto não deixando o leitor pensar.
    Boa sorte!

  67. Eder Capobianco
    19 de janeiro de 2020

    Explicações no final sempre me fazer pensar em algo pedagogizante \ moralizante………..o que definitivamente não me agrada…………concordo com os críticos que defendem que não é papel do escritor se explicar, guiar o leitor até uma interpretação………………a liberdade de fruição do leitor é fundamental para que ele complemente a arte…………….por isso, sem a primeira e a última frase tudo ficaria bem mais claro………………..a metáfora do recheio é muito boa, mas se perde com o pedagogismo \ moralização……………..

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Publicado às 19 de janeiro de 2020 por em Microcontos 2020 e marcado .