EntreContos

Detox Literário.

Através da fechadura (Jorge Miranda)

Ela não possuía grande formosura. Mesmo com a visão limitada pela fechadura eu olhava as suas formas e chegava quase a sentir o aroma de sua pele. Seria tão bom se eu pudesse tocá-la.

Observo a beleza de suas vestes delicadas a emoldurar-lhe o corpo. Isso a deixa mais fascinante. Sinto um encantamento que me atravessa a alma e o tempo.

Um dia ela se foi. Restou a tristeza e o sofrimento para aqueles que como eu a amavam.

O tempo segue em seu curso infinito e eu ainda busco Carolina através da fechadura.

74 comentários em “Através da fechadura (Jorge Miranda)

  1. Vanilla
    1 de fevereiro de 2020

    Tive a sensaçã de te rmuita palavra para a história, mas acho que foi só uma sensação, está bem legal sim, parabéns!

    • Regina Ruth Rincon Caires
      1 de fevereiro de 2020

      Já ouvi coisa parecida! Livro tem muita palavra! kkkkkkkkkkkk

  2. Fil Felix
    1 de fevereiro de 2020

    Boa tarde! Gostei de como usou a fechadura como ferramenta pra contar a história. Ela pode ser interpretada de várias formas, como peripécias da infância ou como um voyeur adulto. Há um toque de sensualidade, até mesmo da magia em observar dia após dia, até o momento que ela não está mais lá. Muito bom.

  3. Daniel Reis
    1 de fevereiro de 2020

    O voyerismo de outrora, com fechaduras onde dava para espiar e tudo mais. Carolina se foi, não sabemos de quê, mas o velho hábito do narrador permanece, buscando a amada em outros corpos. Interessante conto, goste. Parabéns!

  4. Matheus Pacheco
    1 de fevereiro de 2020

    Eu imaginei o narrador do conto como uma sombra que espreita a personagem Carolina mas nunca pode tocar na amada. Uma pegada meio Rammstein sabe?
    Um conto com um tom triste e melancólico e, por sinal, excelente.
    Um abraço.

  5. Thata Pereira
    1 de fevereiro de 2020

    Eu gostei do conto, mas uma frase fez com que ele perdesse o encanto para mim: “os outros que a amavam”. Isso abre um leque muito grande de possibilidades e me mostra que o autor ou a autoria sabem quem era Carolina, mas não contou aos leitores. Se fosse uma relação apenas do rapaz com a moça, não importaria quem ela era, mas o conto não fala apenas disso. Outras pessoas também a amavam, então quem ela era?
    Boa sorte!!

  6. Carolina Langoni
    1 de fevereiro de 2020

    Como uma Carolina, não gostei de espirarem Carolinas pela fechadura…
    Ainda bem que ela foi embora (tomara que tenha se mudado, se não vou pensar que ela morreu).
    O conto é rápido de ler. Gostei da forma como foi contado.

  7. Tom Lima
    1 de fevereiro de 2020

    Interessante. O buraco da fechadura pode ser material aqui, alguém que ainda bisca na simulação do voyerismo, olhando por um buraco de fechadura que dá para um quarto vazio, encontrar aquela que era observada, mesmo depois desta ter partido. Ou uma metáfora para a memória, ou um pedaço de memória, uma única vez que, talvez sem querer, espiou pela fechadura uma Carolina que não nota essa pessoa que observa. Ou ainda alguém que espia outras pessoas pela fechadura, mas buscando a Carolina que já não está mais ao alcance deste olhar.
    Acredito que este é o efeito desejado em um microconto. Uma longa história, colocada em toda sua essência em 99 palavras. Aqui ainda é possível desdobrar em várias histórias. Uma onde Carolina morreu, outra onde partir significa mesmo partir, deixando para trás amores e corações despedaçados que não podem acompanha-la. Enfim, tem sua beleza.
    Abraços.

  8. Rubem Cabral
    1 de fevereiro de 2020

    Olá, Astronauta.
    Um bom conto. Alguns interpretaram como a narração de um stalker, mas para mim pareceu mais uma paixão de infância, qdo realmente gostamos de olhar pela fechadura.
    Boa sorte no desafio!

  9. Carlos Vieira
    1 de fevereiro de 2020

    Oi, Astronauta! Muito interessante o jogo de palavras entre o título e o pseudônimo. Um observador com um amplo campo de visão (astronauta), mas vendo o infinito a partir de uma fechadura. No começo eu imaginei até um astronauta, sendo a Terra, finita, a sua Carolina. Uma narrativa linear, que perpassa mais o sentimento, do que as ações de um personagem. Parabéns e boa sorte!

  10. Ana Maria Monteiro
    1 de fevereiro de 2020

    Olá, Astronauta. Carolina morreu? Só assim entendo a saudade que deixou nos que a amavam e não apenas no que a espreitava. Estava tão bem, sem essa morte ou sem esse plural que em ambas as possibilidades sobraram e desviaram o foco. Teria sido perfeito com menos palavras, estas: “para aqueles que como eu a amavam.” Ou então percebi mal qualquer coisa, é possível. Parabéns e boa sorte no desafio.

  11. Marco Aurélio Saraiva
    1 de fevereiro de 2020

    Um taradão apaixonado, rss. O conto é sucinto, diz o que tem que dizer: fala de uma paixão unilateral; de um amor não correspondido e que jamais será. Carolina poderia até fazer o papel de qualquer amor irreal, como as pessoas que se apaixonam por famosos e sex-symbols internacionais.
    Escrita: Boa
    Conto: Bom

  12. M. A. Thompson
    1 de fevereiro de 2020

    Um fedelho lembrando quando observava a empregada pela fechadura? Gostei da proposta e da execução. Funcionou. Parabéns e boa sorte.

  13. Catarina Cunha
    1 de fevereiro de 2020

    Tarado continua procurando mulher desaparecida pela fechadura.
    Elementos fundamentais do microconto:
    Técnica — regular. A confusão de tempo verbal, se proposital, prejudicou o fluxo narrativo.
    Impacto — fraco. O final ficou solto do restante do texto. Não deu liga.
    Trama — regular. A premissa é boa, mas faltou aprofundamento do sentido da busca do narrador.
    Objetividade — regular. Há uma boa solidão implícita.

  14. Gustavo Azure
    1 de fevereiro de 2020

    Achei um pouco brusca a transição entre o olhar da fechadura e a partida de Carolina, Entretanto, o conto é bem escrito, não deixa nada a desejar nessa parte. É interessante e intriga. Boa sorte

  15. Marília Marques Ramos
    31 de janeiro de 2020

    Ótimo microconto! Gostei muito do último paragrafo, ele ficou bem construído e tocante! Emocionou bastante.

  16. Sarah S Nascimento
    31 de janeiro de 2020

    Seu título já me deixou curiosa.
    O microconto é um pouco triste, eu fiquei em dúvida quanto a essa pessoa que observava a Carolina. Se ele estava fazendo algo errado, ou se apenas era alguém que não tinha coragem de admitir seus sentimentos.
    Foi um ótimo microconto, conseguimos entender a fascinação que ele sente por essa moça e a angústia e desespero dele, pois ainda busca vê-la mesmo depois de sua partida.

  17. Sabrina Dalbelo
    31 de janeiro de 2020

    Olá,
    Um texto bastante metafórico, mas que pode ser entendido de forma literal: alguém que olha uma mulher chamada Carolina pelo buraco da fechadura e a tem como objeto de desejo, platônico, inatingível.
    A fechadura, sem dúvidas, é o elemento fundamentalmente metafórico, pois dá bem a ideia da relação que está fechada por uma porta, impossível e distante.
    Parabéns!
    Um abraço

  18. Angela Cristina
    31 de janeiro de 2020

    Olá!
    Ele se apaixona pela Carolina ou por vê-la ali, inatingível?
    Bom texto.
    Parabéns.

  19. Anorkinda Neide
    31 de janeiro de 2020

    Vou comentar antes de ler os comentários.. hehe
    Fiquei fascinada pelo mistério deste micro conto.
    Pra mim é um nonsense.. e adoro isto.
    .
    o que poderia ser este ser que aparentemente é imortal mas espia a vida pelo buraco da fechadura? o monstro do armario? kkkkkkkkk.
    Não.
    Mas é bonito o sentimento exposto, o acompanhar da beleza..:’ Sinto um encantamento que me atravessa a alma e o tempo.’ Lindo isto!!
    .
    Parabéns, autor(a).

  20. Davenir Viganon
    31 de janeiro de 2020

    Conto simples, mas que ganha significado se olharmos a fechadura como alegoria para outras coisas que imaginarmos. Muito bom!

  21. Ana Carolina Machado
    30 de janeiro de 2020

    Oiiii. Um microconto reflexivo em que a fechadura pode representar uma abertura no tempo espaço, acho que talvez por causa disso ele consiga ver a mulher que se foi por essa fechadura específica. Mas acho que o microconto é sobretudo sobre saudade e como ela faz a pessoa buscar um vislumbre da pessoa que se foi. Parabéns pelo texto e boa sorte no desafio.

  22. Rafael Carvalho
    30 de janeiro de 2020

    Então.. .achei a premissa do texto interessante, porém apesar de usar uma linguagem poética em alguns pontos, o que trás uma certa beleza para a escrita, só consegui pegar no texto aquilo que esta entregue em mãos, li uns comentários sobre alguma referencia nas entrelinhas sobre algo maior do que o texto entrega, algo relacionado ao tempo/espaço… o nome astronauta talvez até componha essa questão, mas para mim não funcionou, acabei só conseguindo chegar, talvez por uma limitação minha, um conto de um cara que olha uma mulher pela fechadura e quando ela morre a falta dela o consome. Nada mais, nada menos.
    De qualquer forma o texto esta bem escrito, parabéns pelo conto, boa sorte.

  23. Anderson Góes
    30 de janeiro de 2020

    Um texto que foi escrito de forma poética para disfarçar o tema que seria bem desconfortável, afinal espiar alguém pela fechadura, principalmente sendo mulher nos tempos de hoje pode gerar polêmica… Certamente os politicamente corretos (chatos) diriam que se trata de um tarado… Em todo caso admiro a sua coragem, parabéns pelo conto!

  24. Priscila Pereira
    30 de janeiro de 2020

    Olá, Astronauta!
    Olha… não entendi direito… será que é só um cara safado que “stalkeia” uma mulher? Não parece ser só isso… Parece que é mais profundo, com relação ao tempo… e a fechadura ser uma metáfora, talvez um portal para uma outra dimensão, quem sabe… mas não dá pra saber… isso que é ruim.. pq se for só um stalker qualquer, o conto fica muito pobre e chato, mas se for algo mais, seria melhor se desse para entender… de qualquer forma não funcionou comigo..
    Sorry!
    Parabéns e boa sorte!

  25. Fabio D'Oliveira
    30 de janeiro de 2020

    Olá, Astronauta.
    Acho que falaram isso, mas insisto em afirmar que o título estragou um pouco a experiência. Um título deve resumir a obra sem revelá-la por completo. Nesse caso, acaba revelando a parte mais importante de sua trama: o amor platônico. Sempre visto de longe, sem tocar, somente sonhar. O título deve instigar, relacionar o leitor com o texto, não revelá-lo. Funcionaria melhor se fosse uma analogia não tão óbvia.
    Sobre o texto, em si, há um teor grande de melancolia, característico dos sonhadores que não conseguem realizar seus sonhos e desejos. Aquela dor, aquele sofrimento, que ele não consegue se libertar. É bonito e triste, ao mesmo tempo. A falta de originalidade acaba não sendo um peso tão grande por causa da sua escrita capaz.
    Enfim, é isso.
    Parabéns! E boa sorte no desafio!

  26. Evandro Furtado
    30 de janeiro de 2020

    Conto sob a perspectiva de um stalker. É um tema arriscado e precisa ser muito bem desenvolvido pra valer a pena a polêmica. Acho que um uso mais denso de uma linguagem mais poética pode ser vantajoso nesse caso.

  27. Pedro Paulo
    30 de janeiro de 2020

    É como se houvesse duas partes, uma em que somos apresentadas ao personagem e o seu hábito de espiar pela fechadura. As descrições, aí, servem para evocar a paixão que ele sente por ela. O segundo já muda totalmente a situação ao nos avisar que ela morreu, mas o hábito persiste. Ao meu ver, a segunda forma poderia ter sido escrita de modo a despertar um impacto maior. Abrindo com “E então ela se foi”, o seguinte fica apenas um pouco melodramático.
    Boa sorte!

  28. antoniosbatista
    30 de janeiro de 2020

    Aliando o pseudônimo ao texto, tem-se a ideia de que o personagem está no espaço sideral, um buraco negro, 5° Dimensão ou algo parecido, onde ele tenta encontrar alguém através de uma fechadura imaginável, que seria uma fenda no tempo.É inevitável que, histórias abstratas, surreais, proporciona diversas interpretações e até conclusão ilógica.

  29. Renata Rothstein
    29 de janeiro de 2020

    Oi, Astronauta!
    Bom, não li os comentários dos colegas para me “situar”, então…vamos que vamos rs
    Entendi, ou viajei, não sei, que um viajante do tempo, ou alguém com a capacidade de possuir uma fechadura específica, pudesse observar as pessoas, ao seu bel prazer.
    Por isso Carolina teria “ido embora”.
    Vi muito pelo lado de ficção científica, mas também com um conteúdo filosófico aí…bem complexo seu conto.
    Gostei.

  30. Luciana Merley
    29 de janeiro de 2020

    Olá, Astronauta. Texto bem escrito mas com algumas inconsistências. a meu ver. Você disse que ela não tinha “grande formosura”, ainda assim as roupas a deixavam “ainda mais fascinante”. Entendo que a situação de olhar pela fechadura, o segredo, deixa a situação por si só mais emocionante, mas essa discordância não me pareceu convincente no texto. Outra observação é acerca do ambiente que não foi muito bem descrito, a ponto de nos confundir como sendo um quarto, uma casa…ou algo no espaço (por conta do seu pseudônimo e da citação do infinito). Fiquei perdida, confesso. Um abraço.

  31. Jorge Miranda
    29 de janeiro de 2020

    Salve, Astronauta! Seu conto deixou-me com a impressão de que era um adulto lembrando uma paixão platônica, algo saudosista e melancólico. Ao término da leitura ficou aquela sensação de incompletude (era esse o objetivo do conto ao final?). Boa sorte no desafio.

  32. Claudio Alves
    29 de janeiro de 2020

    O texto ficou legal. Aquela coisa do amor impossível, ou da timidez de se chegar até a pessoa amada, impossibilitando tudo. Um dia o cristal se quebra – a amada se vai (da vida ou nos braços de outro). As alternativas: dizer que as uvas estão verdes (velha fábula da raposa que não atinge o objetivo) ou idealizar a busca em outra (opção da personagem). Boa sorte no desafio.

  33. jowilton
    29 de janeiro de 2020

    Bom conto. Gostei da narrativa. Deixou-me curioso para saber como era a Carolina. A frase que termina o conto é muito boa. Boa sorte no desafio.

  34. Cicero G Lopes
    29 de janeiro de 2020

    Ah, esses amores não realizados, esses desejos reprimidos… Como diria o filósofo Neymar Júnior – Saudades do que a gente não viveu! Bom conto, boa estrutura, escrita sem reparos… Boa sorte

  35. Amanda Gomez
    28 de janeiro de 2020

    Olá,

    Posso ter sentindo algo ” sci-fi” no seu texto, mas não sei o que é. Um homem espiando uma mulher pela fechadura… aparentemente ele não é o único que fazia isso com ela… a desejava, não sei se a espiavam também. Ela se foi… morreu? será que ele a matou? estou viajando? rs

    Realmente a mudança de tempo verbal, que provavelmente tem um bom motivo, confunde quem não pescou a ideia do autor. Pode ser tanta coisa.. ou pode ser só o que vemos na superfície, um homem espiando uma mulher…

    Saberemos ao final, espero.

    Parabéns, boa sorte no desafio.

  36. Elisa Ribeiro
    27 de janeiro de 2020

    Não sei se entendi bem seu conto. Um voyeur? Juntando a imagem com o pseudônimo, com as referências ao tempo, creio que o texto faz referência a uma viagem espacial ou algo do gênero, talvez a fechadura como um buraco negro, muitas hipóteses…. Está bem escrito e o enigma que resta ao final da leitura instiga a curiosidade. Gostei de lê-lo. Parabéns e boa sorte. Um abraço.

  37. Luiz Eduardo Domingues
    27 de janeiro de 2020

    O conto é bem escrito, porém sinto eu falta alguma coisa. Não sabemos quem é o personagem central (um homem, uma criança?) quem era Carolina e muito menos por que ela se foi. Acho que ficou tudo um pouco vago. Ainda assim, parabéns!

  38. brunafrancielle
    27 de janeiro de 2020

    Olhar pela fechadura geralmente é uma coisa que as crianças fazem ,não é?
    O cara é um safado. Lembrou-me a série You. Não sei, eu não queria ser esta Carolina.
    Ficou legal o conto estar em primeira pessoa, assim, estamos na mente do personagem. E pra ele não tem problema algum ficar espiando os outros. O que Carolina diria se soubesse?
    Essa história tem um ar meio de cotidiano. No geral, gostei da narrativa.

  39. Vitor De Lerbo
    27 de janeiro de 2020

    A mudança de tempo verbal me causou estranheza – mas ela vem justamente no parágrafo encerrado pela frase “Sinto um encantamento que me atravessa a alma e o tempo”. Essa alternância foi proposital, Astronauta, para que tivéssemos a noção de quão perdido no tempo está o protagonista?
    Curiosa a apresentação de um “voyeurismo romântico”, e não depravado como costumamos ver.
    Boa sorte!

    • Astronauta
      27 de janeiro de 2020

      Olá, Vitor de Lerbo. Respondendo a sua pergunta, sim, a alternância dos tempos verbais foi proposital. Bem, pelo visto não fui muito feliz na construção do texto, mas fico feliz com os comentários, acredito que aprendo muito com eles. Agradeço muito a você e a todos os que comentaram. Um abraço.

  40. Raione LP
    26 de janeiro de 2020

    Acho que a imagem como que condiciona o leitor a buscar algum tipo de realidade transcendente no texto. O conto me pareceu um pouco vago demais. Tudo indica que se trata de uma rememoração, mas há um tom quase místico que confunde um pouco o cenário. Minha impressão geral é a de que os contornos vaporosos da história, da cena, não funcionaram bem.

  41. alice castro
    25 de janeiro de 2020

    Lembra-me uma história infantil, de um menino apaixonado por uma vizinha ou prima mais velha. Mas quando se é criança, não há a maldade do voyeurismo, mas da paixão infantil de quem, sem maldade ou conotação sexual, idolatra o feminino como a uma Deusa!
    Achei delicado e singelo. Parabéns!

  42. Fabio Monteiro
    25 de janeiro de 2020

    Romântico, bem pensado, bem estruturado. Esperava que ele pudesse toca-la. Que pena que seus desejos nao puderam se realizar. Boa sorte no desafio.

  43. Andreza Araujo
    24 de janeiro de 2020

    Quem é Carolina? Quem é o narrador-personagem? Como ele a perdeu? Onde eles estavam, afinal, para dar toda essa liberdade a ele para espiá-la com frequência através da fechadura? Achei o texto bonito, com construções interessantes, mas senti que havia muito mais coisa a contar do que foi efetivamente narrado. Fiquei um pouco confusa, pois não enxerguei todo o quadro, tive apenas uma pequena visão da história, como se eu própria tivesse sido obrigada a olhar apenas através de uma fechadura fictícia.
    (Eu apreciei a leitura, mas gostaria de ter visto mais sobre a história!)

  44. Paulo Luís
    24 de janeiro de 2020

    Realmente os dois tempos do verbo atrapalha o entendimento, mas no todo é um conto bom. O enredo trata de uma perda que ficou na memória; é sensível, saudoso, melancólico. Gostaria de ter entendido melhor. Boa sorte no desafio.

  45. Andre Brizola
    24 de janeiro de 2020

    Olá, Astronauta! O conto não me parece literal. Há algo por trás do enigma (do outro lado da fechadura, talvez). Mas eu, sinceramente, não consegui desvendá-lo. Extrapolando bastante o texto, diria que estou lendo realmente sobre um astronauta. O tempo é citado duas vezes no texto, e temos uma variação em alguns tempos verbais, que podem ser propositais (ou não). Realmente não consegui chegar a uma conclusão. Torço para que os outros entendam. Boa sorte no desafio!

  46. fernanda caleffi barbetta
    24 de janeiro de 2020

    Olá, Astronauta, não entendi este seu pseudônimo, me desculpe. A foto e o título estão legais.Gostei do final, da ideia dele buscar a sua Carolina nos buracos das fechaduras. Apesar do final com uma frase bonita, senti falta de algo que tornasse a história mais interessante. Não entendi a alternância de tempos verbais. Por que o segundo parágrafo é no presete? Fico me perguntando se foi proposital. Abraço.

    • Astronauta
      27 de janeiro de 2020

      Olá, Fernanda Caleffi. Quando criei psudônimo não foi com a intenção e relacioná-lo diretamente com o texto, mas sim por uma paixão que tenho pela figura do astronauta, onde desce crianção sempre achei algo solitário (tanto que tenho textos que explora essa suposta solidão de quem vai ao espaço). A alternâcia dos tempos verbais era para ideia da passagem dos tempo (mas parece que não fui muito feliz, rsrsrs).Agradeço muito o seu comentário. Um abraço.

  47. Givago Domingues Thimoti
    24 de janeiro de 2020

    Voyeurismo que se fala né?
    Acho que é um bom conto, que versa sobre dois níveis inalcançáveis de paixão; primeiramente, ela encontra-se inalcançável no sentido físico. Senti que esse microconto não é literal, sendo uma metáfora. Carolina é inalcançável por outros motivos. Os motivos, você escolhe. Não sei pq, a sensação que tive era que Carolina tinha depressão (vivia reclusa, com uma grande aura de melancolia em volta…)
    Já o segundo nível é a morte, essa irreparável.

  48. Fheluany Nogueira
    24 de janeiro de 2020

    O pseudônimo deveria ser ‘voyeur’. O texto é tranquilo, sensível e delicado, bem construído, mesmo deixando o leitor curioso, cheio de interrogações.
    Lamento que a reviravolta tenha sido substituída por uma reflexão.

    Parabéns pelo trabalho. Sorte e abraço!

  49. Fernando Cyrino
    24 de janeiro de 2020

    Olá Astronauta, um conto voyeurístico interessante. Imagino o menino a observar a garota, objeto do seu desejo, pela fechadura. Uma vizinha, uma amiga, uma prima…? Bem, trata-se de, como todo bom micro conto, de uma narrativa aberta e então cabe a mim leitor imaginar o que possa ter acontecido. Achei bem legal você ter mudado o tempo verbal, saindo do passado no primeiro parágrafo, para o presente em seguida. Casou perfeitamente com o observar – presente – das vestes dela atravessando a alma e o tempo. Um conto de saudade bem bonito e que deixa para que eu decida, enquanto leitor, para onde foi a Carolina. Meu abraço.

  50. Angelo Rodrigues
    23 de janeiro de 2020

    Conto legal, sensível, amável, melancólico… mas estranhamente enigmático.
    Se perdi algo não sei, mas me passou a vontade de retirar do texto a tal fechadura ou sublocá-la distante do enigma.
    Um sonho que não se realiza no tempo e se perpetua?
    Acredito que haja uma desarrumação nos tempos verbais. Logo no primeiro parágrafo, a história está no pretérito imperfeito, já no segundo, o tempo muda para o presente do indicativo. Uma evolução temporal? Como saber.
    Ainda que belo o texto, duas coisas me desconsertaram: a temporalidade dos eventos e o enigma da fechadura que não consegui abrir, salvo por um sonho que se perpetua.
    Boa sorte.

  51. Rodrigo Fernando Salomone
    23 de janeiro de 2020

    Gostei bastante, principalmente do que se pode ler nas entrelinhas, obviamente partindo da imaginação de cada leitor, viajando do sentimento mais casto até o mais profano.Parabéns e boa sorte.

  52. Fabiano Sorbara
    22 de janeiro de 2020

    Olá, Astronauta! O texto explora o lado do voyeurismo. A narrativa consegue ser em seu começo algo bem visual. A obra parece contar a descoberta do sexo por um jovem. Ao final um pouco de dúvida para o leitor, Carolina se foi, ela morreu ou somente foi embora?
    Desejo boa sorte no desafio. Abraços!

  53. leandrociccarelli2
    22 de janeiro de 2020

    O conto é super bem estruturado e com uma leitura fluída (as frases são gostosas de lê!). Fiquei frustado pela expectativa que o conjunto (título + imagem + pseudônimo) me gerou. Parabéns e boa sorte!

  54. Nilo Paraná
    22 de janeiro de 2020

    parece um adolescente falando de uma paixão. sem coragem, deixa o tempo correr e perde sua chance de ser feliz. passará o resto da vida olhando através de fechaduras. bem escrito, sensível. triste.

  55. Augusto Schroeder Brock
    22 de janeiro de 2020

    Olá, seu tarado. Brincadeira, hehe.
    A forma literal e a metafórica funcionam. Não há tanto impacto na narrativa, mas flui bem. Parabéns.

  56. Emanuel Maurin
    22 de janeiro de 2020

    Seria um amor platônico, daqueles que a gente nunca esquece e que a pessoa amada sempre carrega a mesma imagem em nossa memoria? Acho que sim. Boa sorte.

  57. Regina Ruth Rincon Caires
    22 de janeiro de 2020

    Outro texto que leva o leitor para uma viagem. Através do buraco da fechadura da memória, por toda vida, enxergamos os vários amores, as várias alegrias, todos os encantamentos e desencantos vividos. E esta “visão”, no caso do texto, trouxe saudade, dor. Percebe-se que, apesar de tudo, Carolina ainda é buscada na memória. Narrativa poética, sensível, apaixonada.
    Parabéns, Astronauta! (mundo da lua?)
    Boa sorte na peleja!
    Abraços…

  58. angst447
    21 de janeiro de 2020

    Um conto que conta com a sutileza, o olhar pela fechadura. Mas quem olha pela fechadura é alguém que tem intimidade na casa. Quem é? Isso me tirou a ideia de paixão platônica, de inocência romântica da cabeça. A não ser que seja um menino que espia uma prima, sei lá… Está bem escrito e atiça a imaginação. Concordo que se o título e a imagem não tivessem entregado a questão da fechadura, ficaria ainda mais interessante. Boa sorte!

  59. Cilas Medi
    21 de janeiro de 2020

    A sensibilidade à flor da pele.
    Uma fechadura suporta e informa a dor da separação com leveza, amor e contrição.
    Separa uma alma voyeurista respeitosa de uma mulher formosa e sedutora, perfumada e amorosa no entender dele, sonhando a possibilidade de tocar e seduzir.
    Um texto leve, singelo, amoroso e compassivo.
    Parabéns!

  60. Nelson Freiria
    21 de janeiro de 2020

    O micro conto deixou akela impressão de que se eu quiser compreende-lo, devo olhar pela a fechadura (entrelinhas do texto), mas minha visão tava embaçada e eu não vi mta coisa por ali. Até que percebi que tudo o que há para ver ali é apenas a imaginação de quem seria Carolina. Pode ser qualquer pessoa na vida do narrador, inclusive sua própria mãe, por que não?
    Essa é a graça do conto, nos dar uma imagem, uma situação, um sentimento e deixar o leitor completar o resto.

  61. drshadowshow
    21 de janeiro de 2020

    Gostei. Me remeteu à algumas paixões platônicas antigas. Quem nunca? Eu, o tempo todo. Bem estruturado, elementos de fetiche, amor de infância, perda de oportunidade. Não é marcante, mas agradável de se ler e dar aquele suspiro de saudade de uma musa do passado. Boa sorte.

  62. Valéria Vianna
    20 de janeiro de 2020

    O texto nos passa uma ideia de inconcretude e fetiche, ou por isso mesmo os dois. A fechadura real e a imaginária… o não querer voluntário, o prazer por trás disso. Mandou seu recado. Congratulações.

  63. Luiza Moura
    20 de janeiro de 2020

    Tem um “q” de poesia nas entrelinhas por isso me agradou bastante, no entanto outro título talvez nos deixasse mais curiosos e permitiria que o final fosse mais surpreendente.

  64. Maria Alice Zocchio
    20 de janeiro de 2020

    O personagem começa sonhando e termina sonhando. O sonho não se concretiza. Há algo de platônico e meio voyeur. O que teria impedido a relação de concretizar? A história me remeteu a essa pergunta e também ao que teria sido se porta um dia tivesse sido aberta. Concordo com o que a Bia Machado disse sobre o título.

  65. Maria Alice Zocchio
    20 de janeiro de 2020

    A personagem começa sonhando e termina sonhando. O sonho não se concretiza. Há algo de platônico e meio voyeur. O que teria impedido a relação de concretizar? A história me remeteu a essa pergunta e também ao que teria sido se porta um dia tivesse sido aberta. Concordo com o que a Bia Machado disse sobre o título.

  66. Gustavo Araujo
    19 de janeiro de 2020

    Um conto muito sensível, sobre amor e saudade. Dá para imaginar muito bem a história além daquilo que está escrito. Essa devoção secreta, emoldurada por uma fechadura, talvez por conta de uma relação impossível ou mesmo proibida. Achei que as entrelinhas ficaram ótimas, pois dão o que pensar. Creio, aliás, que essa é a melhor qualidade de um micro conto, pois dá ao leitor a possibilidade de criar seu próprio enredo a partir de uma construção sólida. Certamente, se usássemos esta premissa para um concurso, as versões seriam inúmeras e com certeza, as mais interessantes. Parabéns pela proposta e boa sorte no desafio.

  67. Gio Gomes
    19 de janeiro de 2020

    Plot twistado, a gente acha que é só curiosidade, mas aí vem a palavra tempo e a gente chega no Cortázar, e realismo mágico é sempre uma delícia. Tudo funcionando pro artilheiro (tempo) mandar a bola para as redes, e se você não inovou no gênero, está de parabéns por deixar claro a inspiração no mestre e por emular essa corrente artística com poucas palavras.

  68. Eder Capobianco
    19 de janeiro de 2020

    Narração em primeira pessoa…………poucos se arriscaram a fazê-la………….a obsessão \ amor retraído…………de alguém que não quis deixar sua posição de observador…………..ou foi rejeitado……….fica a critério de cada leitor……….mas o fim explicativo, pedagógico, fecha as portas da reflexão, deixando um personagem nostálgico abandonado pela partida de Carolina e pelo leitor…………..

  69. jetonon
    19 de janeiro de 2020

    Lembrei-me de um filme que assisti. O furaco da fechadura é tal qual um buraco negro, as imaginações além viajam em 180° de direções.
    Boa sorte!

  70. Bia Machado
    19 de janeiro de 2020

    Olá, tudo bem? Um micro bonito, delicado na composição. Melancólico, até. Porém a imagem e a palavra “fechadura” no início tiraram um pouco da graça, poderia ter colocado só no final que apenas a observava pela fechadura, para nos dar a oportunidade da descoberta. Eu gostei da sua escrita. Obrigada!

    • Bia Machado
      19 de janeiro de 2020

      Ah, o título também tira a graça da coisa, esqueci de dizer.

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Publicado às 19 de janeiro de 2020 por em Microcontos 2020 e marcado .