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Detox Literário.

As Essências Perdidas (Paulo Luis Ferreira)

Tinha guardado consigo uma pequena amostra com a essência dos amores outrora vividos. Todos devidamente identificados. Certo dia a solidão apertou-lhe e a saudade lhe acorreu aos odores e as dores, então ele abriu os frascos, um por um, e cheirou desesperadamente, mas não sentiu mais nada. Um suor pegajoso de poeira lhe bateu no coração. E as cinzas dos amores mortos atingiram-lhe a emoção. Inebriado despencou no chão. Ele houvera perdido todo seu arrebatamento afetivo. O frio possuiu-se de seus ossos, enquanto o eco dos próximos trovões ensurdecia seus tímpanos.

76 comentários em “As Essências Perdidas (Paulo Luis Ferreira)

  1. Matheus Pacheco
    1 de fevereiro de 2020

    Um texto que se encaixa mais como um poesia, falando sobre as coisas perdidas, passadas, amadas, desejadas.
    Um ótimo conto.
    Um abraço

  2. Vanilla
    1 de fevereiro de 2020

    Ideia poeticamente interessante, só teria mais cuidado com os pontos. Parabéns!

  3. Fil Felix
    1 de fevereiro de 2020

    Boa tarde! Gostei de muitas ideias que estão no conto, como usar do perfume, do cheiro, como um meio de buscar essas memórias de amores. O olfato é uma das coisas que mais desperta a nossa memória afetiva. Gostei também de como, após perder esse poder e os seus frascos, de não sentir mais nada, entrar num processo de morte (Ou algo assim). Então é um ótimo conto em se tratando de imagens. A linguagem utilizada acho que não ajudou muito, deixando a leitura um pouco travada e rebuscada demais.

  4. Carolina Langoni
    1 de fevereiro de 2020

    É alguém que ficou se sentindo só porque perdeu seus amores?
    Acho o texto um pouco exagerado, assim como a forma de expressar os sentimentos de forma dramática.
    Mas tem muita gente que aprecia essa forma de expressão, continue escrevendo assim se é o que você gosta de escrever :DD

  5. Daniel Reis
    1 de fevereiro de 2020

    Primeiro, a vírgula em “Inebriado despencou no chão”. Ficou parecendo que o nome dele era esse. Depois, lembrando O Perfume, o olfato tem papel predominante na memória afetiva de gente, e a premissa prometia. Mas justamente a última frase parece um arremate que “não fede nem cheira”. Desculpe o mal jeito, mas não entendi qual era dos trovões… Boa sorte e sucesso a você!

  6. Thata Pereira
    1 de fevereiro de 2020

    Gostei da ideia e de como essa ideia casa perfeitamente com o poético, que foi escolhido para conduzir o conto. Amei as metáforas e a construção das frases, mas… algumas coisas sobram, como a última frase, que para mim ficou como apenas mais uma construção bonita, mas que não complementa o conto.
    Boa sorte!!

  7. Rubem Cabral
    1 de fevereiro de 2020

    Olá, Harin.

    Então, achei o texto um tanto estranho. Algumas frases pareceram mal pontuadas e não entendi o uso do verbo “acorrer” (acudir) no contexto.

    O protagonista, no entanto, é interessante. Lembra o do romance “O Perfume”. Aliás, como o seu personagem guardava perfumes de ex-amores?

    Boa sorte no desafio!

  8. Tom Lima
    1 de fevereiro de 2020

    Interessante as construções aqui, que permitem pelo menos duas interpretações. Uma onde as essências são de fato perfumes e a outra onde se tratam de uma metáfora pra algo que traz à mente do protagonista as memorias desses amores. Prefiro a segunda, mas funciona de um jeito ou de outro. Algo acontece e isso se perde, não de fato, mas quanto ao efeito, elas já não evocam as emoções e ele se perde no vazio.
    Aqui o parágrafo púnico ajuda a criar esse efeito de arrebatamento pelo tesouro perdido, porem há algumas palavras sobrando. “Mas não sentiu mais nada”, poderia ser substituído por “já sem sentir”, “atingiram-lhe a emoção”, “a emoção podia ser cortada, já que entendemos que é no campo emocional que essa ausência o atinge. As últimas duas frases podiam ser revistas, ou até mesmo cortadas, já que na anterior, “…perdido todo o seu…” o efeito do conto já atinge o leitor, e essas duas últimas frases não tem tanto efeito de fechamento, talvez devessem ser substituídas por alguma outra coisa que não sei o que é.
    Abraços.

  9. Ana Maria Monteiro
    1 de fevereiro de 2020

    Olá, Harin. As essências perdidas é um excelente título, pois que essência pode (e creio que terá sido essa a intenção) não ser aroma, mas sim a essência do ser. E é essa essência a que aqui se demonstra perdida. Esta reflexão está muito bem conseguida, mas não sei se será captada pela generalidade dos leitores. Ou então fui eu que viajei. Vale uma abordagem diferente e mais alargada. Parabéns e boa sorte no desafio.

  10. M. A. Thompson
    1 de fevereiro de 2020

    Muito surreal, só o autor ou autora para explicar o que quis dizer. Até a parte do desespero por ter perdido o vínculo com os amores do passado entendi, daí em diante, mais especificamente o final, não.

  11. Marco Aurélio Saraiva
    1 de fevereiro de 2020

    Metáforas complexas, mas postas em um texto muito bem escrito e que guia o leitor por seus caminhos sinuosos. Foram tantos amores, que agora não há mais nenhum. Há lembranças, mas o que são elas quando o sentimento tornou-se cinzas?
    Seu texto é de poeta, com certeza. Aquele drama que pinta um futuro cinzento e inevitável de “trovões futuros”, como se de agora adiante não houvessem mais esperanças, apenas frustrações. Um conto fúnebre e muito bem escrito.
    Escrita: Muito boa
    Conto: Bom

  12. Catarina Cunha
    1 de fevereiro de 2020

    Solitário colecionador de essências amorosas descobre-se incapaz de amar novamente.
    Elementos fundamentais do microconto:
    Técnica — regular A rima fácil não me seduziu.
    Impacto — regular. O final, infelizmente, é entregue pelo título.
    Trama — boa. Gostei muito dos amores em frascos.
    Objetividade — regular. As metáforas foram além da essência.

  13. Jowilton Amaral da Costa
    1 de fevereiro de 2020

    Como micro conto aqui para o desafio, acho que não funcionou. O texto é bem escrito, só que, para mim, é uma pequena prosa poética. O impacto não foi muito grande. Boa sorte no desafio.

  14. Gustavo Azure
    1 de fevereiro de 2020

    Gostei bastante da maneira como trouxe elementos metafóricos para a realidade e trabalhou neles criando um significado fácil de compreender. As ações são imprescindíveis para que a narrativa se torna muito boa. Parabéns, boa sorte

  15. Sarah S Nascimento
    31 de janeiro de 2020

    Uau, sua maneira de escrever é bem poética, mas ainda faz uma narração, parabéns. Ficou bem original e dramático.
    Fiquei com pena desse personagem, ainda mais pela esperança dele de sentir algo depois de tanto tempo.
    Você tratou de uma ideia bem interessante, a gente só ama uma vez, depois só há lembranças, nunca vamos sentir a mesma emoção.
    Achei seu título bem adequado, boa sorte no desafio.

  16. Marília Marques Ramos
    31 de janeiro de 2020

    Texto poético e muito bem escrito. Gostei do sofrimento no final, ficou bastante genuíno! Parabéns.

  17. Angela Cristina
    31 de janeiro de 2020

    Olá!
    Texto introspectivo e poético.
    Parabéns.

  18. Amanda Gomez
    31 de janeiro de 2020

    Olá,
    Gostei da linguagem abordada no texto, das metáforas, da construção delas e do significado. O texto fala de volta ao passado, aquela sensação ruim quando a gente experimenta uma coisa e os sentimentos não são mais os mesmos. O personagem mostra incapacidade de seguir em frente, então ele abraça esse sentimento porque é o único que ainda o liga a esses essências, essas lembranças.
    Tem frases estranhas no texto, que quebram um pouco o ritmo, além do final como já disseram.
    Parabéns, Boa sorte no desafio.

  19. Davenir Viganon
    31 de janeiro de 2020

    Conto para mim ficou como um amontoado de frases oníricas que não me passaram muita coisa. Acho que poderia ser mais enxugado.

  20. Pedro Paulo
    31 de janeiro de 2020

    É um microconto cujo excesso de metáforas se tornou prejudicial a partir da segunda metade, quando os frascos são abertos. Com tantas imagens suscitadas, há um momento que se perde o que está ocorrendo em verdade. “Ele houvera perdido todo seu arrebatamento afetivo”. O que ocorreu aqui? Do que se trata esse arrebatamento afetivo, afinal? Sabe-se, é claro, que o personagem se encontra perdido sem amores, que tenta se regozijar de paixões passadas que já não suprem sua carência. Mas, ao mesmo tempo, parece que não é isso

    Boa sorte!

  21. Ana Carolina Machado
    30 de janeiro de 2020

    Oiiii. Um microconto que reflete sobre perdas e essência de amores vividos. Acho que as cinzas dos amores mortos pode ser uma referência a amores do passado que não servem para o presente. Parabéns pelo texto e boa sorte no desafio.

  22. Sabrina Dalbelo
    30 de janeiro de 2020

    Olá,
    As metáforas começaram funcionando muito bem. Os leitores foram sendo conduzidos pela atmosfera de cheiros, lamentos e saudades… até que… veio aquela sequência de rimas ali no meio. Bah, não precisava!
    Além disso, eu acho que dá pra dar uma enxugada na última oração – “O frio possuiu-se de seus ossos, enquanto o eco dos próximos trovões ensurdecia seus tímpanos.”
    Eu acabaria a frase em “ossos” porque essa última metáfora, a dos trovões, não agregou na conclusão do micro, a meu ver.
    Um abraço,

    • Sabrina Dalbelo
      30 de janeiro de 2020

      Aaaaa, me lembrou aquele filme “Perfume”.

  23. Priscila Pereira
    30 de janeiro de 2020

    Olá, Harin!
    Seu conto é muito bonito, profundo, extremamente poético e metafórico. Em uma poesia seria perfeito, mas como conto não me conquistou.
    Sorry!
    Parabéns e boa sorte!

  24. Anderson Góes
    30 de janeiro de 2020

    Bastante poético e criativo, apenas vou concordar com outros comentários sobre a quantidade de palavras, acho que nesse caso “menos seria mais”… Parabéns!

  25. Fabio D'Oliveira
    30 de janeiro de 2020

    Olá, Harin!
    seu micro evoca cenas oníricas. Cheio de analogias, me deu prazer imaginar tudo de forma literal, como num mundo abstrato, onde é possível guardar memórias e sentimentos em frascos, para se desfazer deles, ou apenas lembrar quando necessário, sem manter o peso daquela bagagem o tempo inteiro. Até me deu uma ideia, haha, e sou muito grato a você por causa disso.
    Obrigado! E parabéns pelo conto. Boa sorte no desafio.

  26. Evandro Furtado
    30 de janeiro de 2020

    Conto muito bem escrito com uma narrativa precisa e imagens avassaladoras. O uso das metáforas é bem executado, levando o(a) leitor(a) a um mundo, de certa forma, abstrato, etéreo, no qual as emoções tomam forma concreta.

  27. antoniosbatista
    30 de janeiro de 2020

    Esse conto lembra O Perfume, romance escrito por Patrick Suskind. Achei um bom argumento, porém ha um exagero de adjetivos e metáforas. Algumas frases estão mal construída, como por exemplo;” Um suor pegajoso de poeira lhe bateu no coração”. A poeira ali é inadequada, é um elemento alienígena na frase. E ha ainda outra erros gramaticais. Mas você tem boas ideias, tem capacidade para escrever bons textos, só precisa escolher melhor as palavras pra compor uma frase. Se Você não usasse tanto as metáforas e adjetivos inadequados, seria um ótimo conto.

  28. Carlos Vieira
    30 de janeiro de 2020

    Oi, Harin! Metáforas bastante interessantes utilizadas para retratar a angústia do personagem diante da perda de referências de afeto e perante a solidão. A narrativa me parece que seguiu o declínio do personagem, sendo o clímax não um ponto de virada, e sim o fim anunciado do mesmo. Parabéns e boa sorte.

  29. Luciana Merley
    29 de janeiro de 2020

    Olá. Seu texto é bastante metafórico e um pouco melodramático. Alguém em nostalgia profunda pelos amores perdidos. Acho que até o perfume nos frascos é uma metáfora para as lembranças desses amores, e como no caso dos perfumes reais, com o tempo eles não cheiram mais tão bem, ou pelo menos não como antes. Um conto sobre desilusão, mas que soou mais como um trecho de reflexões sobre a vida do que exatamnete um conto. Um abraço.

  30. Claudio Alves
    29 de janeiro de 2020

    “A solidão é fera a solidão devora”. E não adiante buscar os amores do passado nem as sensações vividas porque elas se perdem. Ou a imaginação as cria ou a tristeza nos abate. Mas eu gosto tanto “da companhia” da solidão! Boa sorte no Desafio.

  31. Cicero G Lopes
    29 de janeiro de 2020

    Deixe o passado no lugar dele. O que foi nunca mais será… Bastante poético e criativo, mas vou implicar com o excesso de palavras na construção do conto. Acho aqui vale a máxima que mais é menos. Boa sorte.

  32. Anorkinda Neide
    29 de janeiro de 2020

    Impactante.. senti o desespero do protagonista ao perceber que guardou os frascos em vão, pq ao retornar a eles nao sentiu o que havia sentido no passado, afinal , nada volta, não é..o que foi nunca mais será…
    enfim, já tô viajando…
    Seu teto é ótimo, parabéns.
    ps: terminaria o conto antes das duas frases finais, nao q elas estejam ruins, mas elas destoaram um pouco do restante.. talvez se elas começassem um novo parágrafo, então com mais coisas a serem ditas.. quem sabe.. vc faz isso fora do desafio? 😉

    • Anorkinda Neide
      29 de janeiro de 2020

      texto*

  33. Luiz Eduardo Domingues
    29 de janeiro de 2020

    Bom texto. Como muitos que li no desafio, opta por uma linguagem mais introspectiva, focando nas emoções da personagem. Parabéns!

  34. Elisa Ribeiro
    28 de janeiro de 2020

    Eu estava gostando demais da sua linguagem, da forma metafórica como você descreveu esse personagem que coleciona amores passados em frascos. Amei isso. Mas infelizmente me desconectei do texto nas duas linhas finais. Uma pena. Frustrada, aqui. Parabéns e boa sorte! Um abraço

  35. renatarothstein1
    27 de janeiro de 2020

    Quando se pensa de um jeito extremamente racional em sentimentos, mais cedo ou mais tarde, a casa caiu.
    Você descreveu muito bem essa sensação.
    Boa sorte!

  36. brunafrancielle
    27 de janeiro de 2020

    Gostei da linguagem usada no seu conto. O final foi bem legal. Apesar de curto, entretêm e mantem o leitor atento.
    Não foi trabalho algum ler seu conto.
    Pelo contrário, foi uma boa experiência.
    Eu não mudaria nada, pra mim tá ótimo assim, na medida.
    A libertação dos amores passados.Os sentimentos que não existem mais.

  37. Vitor De Lerbo
    27 de janeiro de 2020

    Conto bem escrito, transmitindo uma profundidade e a angústia do protagonista. Uma pegada mais surrealista e alegórica, que combina com o enredo.
    Boa sorte!

  38. Andreza Araujo
    27 de janeiro de 2020

    O texto transmite bastante profundidade com as suas metáforas bem construídas. Consegui enxergar todas as cenas claramente, transformando em realidade as metáforas do texto. Só não entendi o que você quiser dizer na parte dos trovões. Boa sorte

  39. Rozemar Messias
    26 de janeiro de 2020

    Gostei das metáforas e da poesia, embora rebuscado, denso. Boa sorte no desafio!

  40. Regina Ruth Rincon Caires
    26 de janeiro de 2020

    Acredito que, após uma revisão detalhada, o texto fique mais interessante. O texto fala sobre guardar as essências dos vários amores vividos, e a busca de reviver as sensações (guardadas) quando a saudade bater. Não que eu queira dizer que livros possuem muita coisa escrita e por isso são chatos, mas há palavras sobrando nessa narrativa. Uma simples ajeitadinha e tudo vai ter sentido.

    Boa sorte!

    Abraços…

  41. Andre Brizola
    26 de janeiro de 2020

    Olá, Harin! Gostei de como o conto tenta aproximar o leitor ao conteúdo através de metáforas e sinergias, mesmo que algumas tenham parecido estranhas demais para mim (suor pegajoso de poeira, por exemplo). Há uma beleza nas palavras e termos escolhidos para compor o enredo, mas que acabam dificultando um pouco o desenvolvimento. Ficou bastante denso, e a ideia principal se esconde dentro desse densidade. Exige mais de uma leitura para começar a fazer um sentido mais claro e, mesmo assim, ainda é difícil. É isso, boa sorte no desafio!

  42. Fernando Cyrino
    26 de janeiro de 2020

    Olá, Harim, você me apresenta aqui um baita de um texto bastante poético, o que muito gosto. Só, amigo, que na leitura dele senti alguns solavancos, como se a pista tivesse alguns quebra-molas que estivessem pouco sinalizados e que fizeram o meu carro de gostar e de ter entendimentos dar uns saltos. Por exemplo. No começo você me conta que o nosso herói havia guardado uma pequena amostra da essência. Quem sabe a frase ficaria melhor caso tirasse a palavra “pequena” (amostra nunca é grande). Logo em seguida você me disse que ele abriu os frascos. Então teriam sido amostras dos amores? Tive dúvidas. O conto é a arte da concisão e nenhuma palavra pode sobrar. Contar muito com o mínimo. Caso pudesse lhe dar uma sugestão, Harim, eu lhe diria para rever o texto, trabalhar mais nele. Trata-se de uma história muito boa. Mas gaste, aliás, invista um bom tempo nele e não tenha medo de cortar. Com certeza que se tornará excelente. Meu abraço.

  43. Raione LP
    26 de janeiro de 2020

    Infelizmente o conto não funcionou pra mim. A ideia (alegórica) de experiências amorosas sintetizadas em essências poderia ser bastante interessante num enredo fantástico, mas aqui sua execução me pareceu canhestra, com imagens rebuscadas / ligeiramente confusas (não sei se entendi exatamente, por exemplo, o que os trovões ensurdecedores deveriam representar – novas paixões?). Opções estilísticas que me pareceram estranhas: “a saudade lhe acorreu aos odores e as dores” (a saudade acorreu a ele ou aos odores?); “mas não sentiu mais nada” (acho que esse “mais” poderia ter sido suprimido”); “arrebatamento afetivo” (essa combinação um pouco afetada me pareceu deslocada); “O frio possuiu-se de seus ossos” (acho que seria mais apropriado “o frio possuiu seus ossos”).

  44. fernanda caleffi barbetta
    25 de janeiro de 2020

    Olá, Harin, muito boa a ideia do seu microconto, seria interessante usá-la em uma narrativa mais longa também.
    O excesso de “lhe” me incomodou um pouco.
    O texto é escrito de forma quase poética, muito bonito.
    Esta frase: “Um suor pegajoso de poeira lhe bateu no coração” ficou um pouco estranha, na minha opinião.
    Esta frase: “enquanto o eco dos próximos trovões ensurdecia seus tímpano” é bem legal.
    Gostei do título, mas não entendi a referência no pseudônimo. Abraço.

    • Harin Namir
      26 de janeiro de 2020

      Oh, Fernanda, o título não tem nada haver com o conto, ou seja sua função é ocultar o nome próprio. Agradecido por sua relevante leitura.

  45. alice castro
    25 de janeiro de 2020

    Não sei porque mas lembrou-se do livro “O Perfume”… gostei! Uma crônica romântica sem se-lo. Parabéns e boa sorte!

  46. Fabio Monteiro
    25 de janeiro de 2020

    Maravilhoso seu texto. Diria quem um dos melhores deste certame. Para mim, digno de um conto de verdade. Cheio de pensamentos e de metaforas bem trabalhadas. Lhe desejo muito boa sorte

  47. Fheluany Nogueira
    24 de janeiro de 2020

    Pareca-me um caso de memória seletiva: certas lembranças podem ser lembradas com riqueza de detalhes, enquanto outros aspectos podem não ser bem lembrados ou ser esquecidos com facilidade. Enfim, lembramos apenas do que nos interessa, de verdade. Acredito que é o que aconteceu com este protagonista.
    Narrativa interessante pela linguagem poética e pela mensagem que traz. Acho que faltou um clímax mais intenso.
    Parabéns pelo texto e boa sorte. Abraço.

  48. Fabiano Sorbara
    23 de janeiro de 2020

    Olá, Harin! Texto denso, carregado de sentimento. Está bem escrito, passa uma mensagem. Mas, para mim não funcionou com um microconto, acredito que em um texto maior seria mais impactante.
    Desejo boa sorte no desafio. Abraços.

  49. drshadowshow
    23 de janeiro de 2020

    Muito bom. Bela metáfora de como vivemos – e às vezes morremos – por nossas lembranças. Um retrato bem feito da melancolia nossa de cada dia. Que venham mais sofrimentos, mais arrependimentos, mais frustrações. Afinal de contas, tudo isso é combustível para a escrita, não? Parabéns pelo talento.

  50. Angelo Rodrigues
    23 de janeiro de 2020

    Conto legal que fala da capacidade sensorial de manter vivas as memórias de outros amores, que um dia [infelizmente] se frustram.
    Três coisas:
    Na primeira, acredito que o texto poderia ser menos rebuscado.
    Na segunda constatei que há uma profusão de “lhes” [contei quatro] e “eles” [contei dois] em um texto tão curto, Fala-se dele, então subentende-se que é dele que se fala, o que pode levar a grandes supressões de tais palavras.
    A terceira achei que as duas últimas frases me pareceram excessivas, algo como uma explicação, o que, se pode ajudar na compreensão, desajuda na magia do texto, a sua poética, justo pelo seu caráter revelador.
    Boa sorte.

  51. Paulo Luís
    23 de janeiro de 2020

    Um enredo repleto de significados e incógnitas relativo aos sentimentos. Os amores que se esvaíram, simbolizados pelas essências guardadas em sua memória. O indivíduo que perdeu sua aptidão para amar e outros demais sentimentos, refletidos pelos sons que soam em seus tímpanos. Uma narrativa desenvolvida no melhor estilo prosa poética, o qual engrandece ainda mais o que expressa este pequeno grande conto. Pois o mesmo tem conteúdo para mais dez páginas, no mínimo. Boa sorte no desafio.

  52. Rodrigo Fernando Salomone
    23 de janeiro de 2020

    Muito interessante seu conto. Traz essa verdade das lembranças que temos de amores passados ou mesmo momentos marcantes, irem se perdendo no desenrolar de nossas vidas. Parabéns e boa sorte.

  53. Rafael Carvalho
    22 de janeiro de 2020

    Parabéns pela escrita, gostei bastante das metáforas e estrutura textual.

    Concordo com alguns aqui referente as palavras finais terem sobrado, mas também não acho que tenha prejudicado o encerramento do texto.
    Boa sorte aí, parabéns pelo texto.

  54. leandrociccarelli2
    22 de janeiro de 2020

    Nossa! A linguagem poética é belíssima neste conto. Amei a mensagem, o desfecho, o título e a imagem. Parabéns e boa sorte!

  55. Nilo Paraná
    22 de janeiro de 2020

    lembra um pouco outro micro conto desse concurso, onde se fala em guardar memorias. mas nada se guarda, o que não é vivido deteriora, bom micro conto onde o castigo vem com a percepção do erro.

  56. Jorge Miranda
    22 de janeiro de 2020

    Aquele sentir de que as coisas passam, que por mais amor e desejo que exista um dia tudo acaba. É da natureza das coisas o existir e o morrer. Um texto coeso, um refletir sobre a natureza das coisas. Perfeito. Deixo meus parabéns para você.

  57. Augusto Schroeder Brock
    22 de janeiro de 2020

    Olá!
    O tempo fragmenta as boas lembrança. Elas cumprem alguma função constante na construção do nosso eu. Gostei da metáfora.
    Parabéns pelo texto.

  58. Emanuel Maurin
    22 de janeiro de 2020

    É, uma hora vemos que nossas lembranças perdem forma, cor e cheiro. Acho que o que se vai primeiro e o cheiro. Depois, se estamos sozinhos sem lembranças nossa cabeça enfrenta tempestades. Acho que é assim. Independente da minha divagação, seu conto está bem escrito. Boa sorte.

  59. Cilas Medi
    21 de janeiro de 2020

    A inebriante condição de lembrar o que era e tentar sentir, novamente, as mesmas emoções através do odor guardado com devoção em recipientes fechados pela devoção.
    O texto é bem explícito, com metáforas coerentes, portanto, não se precisa ter maior rigor de uma frase ou outra não ser compreendida em uma primeira leitura.
    A dificuldade é nossa e não do autor.
    Gostei!
    Parabéns!

  60. Nelson Freiria
    21 de janeiro de 2020

    Acho que contrariando alguns, me pareceu que o foco aqui foi a solidão e frustração, e não os amores passados e memórias. Os amores passados e seus aromas foram apenas o caminho para se chegar ao estado vazio e morto por dentro. Mas não consigo entender a relação dos trovões que estouram tímpanos, pois a privação do personagem não é de um sentido, mas sim de uma emoção que lhe é impossível alcançar, ficando assim frustrado.

  61. Valéria Vianna
    20 de janeiro de 2020

    Soube utilizar bem as imagens escolhidas para significar cada sensação tão bem conhecidas dos leitores. Principalmente a que perpassa todo o texto: a da impossibilidade de se ressuscitar amores mortos.

  62. Luiza Moura
    20 de janeiro de 2020

    Gostei bastante das metáforas!

  63. angst447
    20 de janeiro de 2020

    Suas metáforas me fizeram lembrar do livro Perfume, com essa pegada de guardar os aromas de amores. O tempo faz tudo mudar de cor, de cheiro, às vezes, aquarela demais as paixões passadas e tudo se perde no esquecimento. Seria bom dar uma enxugada em alguns excessos, dando maior impacto às passagens mais importantes. É estranho falar isso de um conto tao curto, mas é o que senti. Também seria bom dar uma acertada na gramática, como no tempo verbal em “Ele houvera perdido” > Ele HAVIA perdido… Mas foi uma boa tentativa, continue! Boa sorte!

  64. Gustavo Araujo
    19 de janeiro de 2020

    Um conto bem concebido sobre amores esfarelados, sobre a incapacidade de afeiçoar a alguém depois de um tempo. Dito desta forma, parece um conto de terror – e talvez seja mesmo. Na velhice, seremos incapazes de amar como na juventude. De nada adianta guardar frascos, recorrer a memórias, se o coração já não consegue se reconectar àquela sensação distante, condenando-nos a um vazio existencial.

    Há alguns detalhes gramaticais a acertar, mas o conto é interessante pela mensagem que nos passa. Certamente será bem lembrado. De todo modo, parabenizo o autor e desejo boa sorte no desafio.

  65. Givago Domingues Thimoti
    19 de janeiro de 2020

    Olá, tudo bem?

    O conto é uma metáfora belíssima sobre os amores que vem e vão. Interessante o uso do olfato como “memória-gatilho”. O odor é uma das sensação que, em minha humilde opinião, produz as memórias mais fortes no ser-humano pq está ligada diretamente com o nosso instinto.

    Contudo, para mim o conto pecou e sobrou palavras. Sinceramente, as duas últimas frases me soaram desnecessárias. A primeira é um tanto redundante (em um microconto, isso é fatal), enquanto a segunda destoa da metáfora do odor

    Ainda assim, um bom exemplo de microconto

    Parabéns!

  66. Gio Gomes
    19 de janeiro de 2020

    Parece que temos um aspirante a Clarice! Achei o enredo fluido e a abstração está batendo com seu tom poético (cinzas dos amores mortos!!!!!!!). O texto foi bem trabalhado no belo, até com aliteração no “ão”, como um martelo… Imagino que essa overdose de cheiro de amor deve mesmo dar uma dor de cabeça danada. Não é uma Clarice, mas está bem feito, parabéns!!

  67. Maria Alice Zocchio
    19 de janeiro de 2020

    A história é muito boa, é curiosa, traz algum mistério, algo de literatura fantástica e melancolia mas penso que algumas palavras sobraram na narrativa. Se fosse um pouco mais enxuta, ficaria mais impactante.

  68. jetonon
    19 de janeiro de 2020

    Um cara procura no odor os entrevos dos seus amores. Por que não sente mais nada? Brochou? Vejo um microconto comédia.
    Boa sorte

  69. Eder Capobianco
    19 de janeiro de 2020

    Das figuras de linguagem que a escrita literária se vale, talvez a metáfora seja a mais necessária…………..ela abre espaços e provoca pulsações………….mas sozinha ela fica como despida de suporte, suspensa no ar navegando pelo vazio………………

  70. renatarothstein1
    19 de janeiro de 2020

    Achei bonitas e profundas as metáforas para falar de sentimentos, do que trazeros cuidadosamente guardado, e um belo dia, necessitando ou não, descobrimos que já não estão mais lá.

    • renatarothstein1
      19 de janeiro de 2020

      Continuando
      O final mostrou o sofrimentodo protagonista com o fim de tudo.
      Boa sorte no Desafio.
      Abraços

  71. Pedro Gomes
    19 de janeiro de 2020

    Para mim não resultou. Não senti qualquer ligação com o texto.

  72. Bia Machado
    19 de janeiro de 2020

    Olá, tudo bem? Olha, eu gostei bastante do seu texto. Ele é bem “fechado em si”, não me pede uma interpretação do que aconteceu porque metaforicamente já está tudo ali. E o que eu mais gostei, pra falar a verdade, foi dessa forma de narrar sua e a construção que escolheu para o seu texto. O resultado ficou muito bonito. Talvez as duas últimas frases nem fossem necessárias, mas é só um detalhe. Parabéns. 😉

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Publicado às 19 de janeiro de 2020 por em Microcontos 2020 e marcado .