EntreContos

Detox Literário.

Apenas Um Dia Comum (Virgílio Gabriel)

 

Parte 1 – Mamãe, a casa subiu

Em uma manhã de segunda-feira, Alfredo Corvino escutou o seu despertador tocar. Não que ele tivesse algum compromisso durante o dia. Na verdade, gostava de fazer este rito apenas para ter o gostinho de poder voltar a dormir.  O rapaz de 30 anos morava na mesma casa que a mãe divorciada, e vivia às custas dela. Apesar da maioria dos dias por ali serem monótonos, nesta manhã de segunda algo diferente aconteceu. O relógio marcava 10 horas, mas não havia luz alguma passando pelos vãos da janela e da porta.

Com toda dificuldade do mundo para levantar, afinal Alfredo passara grande parte da madrugada jogando games online no computador, abriu a janela do cômodo. Ao contrário de outros momentos, dessa vez não havia rua, nem casas, nem nada, somente estrelas. Dizem que o cérebro da pessoa ao acordar demora um certo tempo para funcionar em seu estado normal, mas o do Alfredo Corvino levava um pouco mais que isso.

Calmamente fechou a janela, e passo a passo retornou para a cama. Sentou por alguns segundos, e deitou. Assim que fechou os olhos, a sua ficha caiu. Saltou da cama desesperado, bateu o dedo mindinho do pé direito na cômoda, e mancando, cheio de dor, abriu novamente a janela. A casa estava no espaço, e pior que isso, viajando em uma velocidade ultrarrápida. Era possível ver cometas, meteoros, estrelas, entre outros objetos galácticos.

Assustado, mexeu nos olhos e até se beliscou, mas as estrelas ainda estavam lá. Sem fechar a janela, correu em direção ao quarto da mãe, mas ele estava vazio. Sem saber muito o que fazer, decidiu ir até a cozinha após escutar um barulho vindo de lá. A luz estava acessa, e assim que o rapaz entrou, viu dois homenzinhos verdes, pequenos e gordos, vestiam uniformes vermelhos. No momento em que ambos viram Alfredo, fizeram cara de espanto e correram desesperados em direção a sala.

– Ora! Voltem aqui suas azeitonas gigantes!

Alfredo Corvino correu furiosamente atrás dos serezinhos diminutos. Os seguiu até que fugissem pela entrada da casa.  Surpreso se eles haviam caído no espaço, foi devagar em direção a porta. Entretanto, assim que Alfredo se aproximou, percebeu que havia um túnel acoplado do imóvel até uma espécie de nave espacial.

– Ok, ok… Que merda é essa? – pensou, confuso, tentando entender a situação.

Ainda assim, sem refletir exatamente se estaria cometendo uma besteira, seguiu pelo corredor até a espaçonave.

Enquanto caminhava, escutava ruídos pelos cantos. Os barulhinhos finos de cochicho estavam guiando o rapaz pelos corredores. Alfredo não era inteligente o suficiente para fazer marcações por onde passava, e se por qualquer motivo precisasse retornar para casa, nem com um GPS marciano conseguiria. Após alguns minutos, finalmente percebeu que os barulhos vinham de uma cabine iluminada.

– A há! peguei vocês! – Gritou de sobressalto, pensando pegar os verdinhos de surpresa.   

Porém, não havia ninguém na sala, e a porta atrás de si se fechou com força. Era uma armadilha.

– Olá, humanoide, aqui quem vos falais és o servo do capitão Bob Bob, consegue nos escutiar?

Alfredo olhou pelos cantos, e viu que o som saia de uma espécie de caixa de som em um dos lados da parede.

– Bob Bob? – riu baixinho – quem são vocês? O que está acontecendo?

– Nossotros sumos do planeta Bob, e gostiamos das casas que vossotros fazem na Terra. Só que pensávamos que esta estiava vazia!

– Pois pensaram errado!

Nisso, uma voz que parecia vir do fundo de onde estava o ser falante, foi claramente ouvida em sussurros:

– Senior, ele é o que os terráqueos chamam de vagabundio. – Após isso, muitas risadinhas também foram escutadas em segundo plano.

– Hei! Essa casa é minha, quero dizer, da minha mãe! Devolvam!

– Não devolveriemos nada! E só para sabier, nossotros comemos humanos! Bob Bob, desligo.

– Espera! – tentou ainda gritar Alfredo, mas haviam desligado o comunicador.

 

Parte 2 – Herói, mas nem tanto

O local em que estava era pequeno, mas possuía muitas caixas empilhadas. E evidentemente, assim que Alfredo desistiu de encontrar uma saída, e de chorar como uma menininha – me perdoe pela expressão, mulheres terráqueas lindas… e as feias também – resolveu abrir as caixas. Foi uma após a outra. Desapontado, só encontrava peças velhas de nave, nada demais. Porém, quando restava apenas uma, teve uma surpresa. Esta começou a se balançar sozinha, como se tivesse vida própria.

Alfredo se aproximou curioso, e a abriu. Estava vazia.

– Ora, como assim? Essa maldita caixa se mexeu, eu tenho certeza!

Assim que se virou para buscar outras tentativas de escape, teve novamente a impressão de que a caixa havia se movimentado.

– Será que estou ficando louco? Não pode ser.

Para não restar dúvidas, Alfredo ficou imóvel de costas, mas observando a caixa de soslaio. Assim que o objeto tornou a se mexer, ele correu como um zagueiro cobrando pênalti em final de campeonato, e a chutou com toda a força.

– Aiiiiiiii! Cassete! seu animal! – gritou a caixa, que imediatamente começou a tomar forma humanoide.

– Caralho! Que porra é você? – disse Alfredo, assustado, saltando para trás.

O “homem-caixa”, já transformado em figura bípede, mas mancando de dor na canela, estufou o peito como conseguiu, e se apresentou:

– Olá, terráqueo, não posso informar o meu nome real, mas sou um herói em meu planeta. Tenho o magnífico poder de me transformar em caixas e… – Interrompeu a fala, observando que o rapaz a sua frente estava rindo sem parar – Posso saber o que houve? – retomou.

– PUTA QUE O PARIU! Você vira caixas? Que poder mais escroto! – disse gargalhando.

– Não tenho tempo para as suas injúrias infames! Vamos sair daqui. Esses seres comem pessoas.

– Não adianta, já procurei em todos os cantos, e não há como… – parou de falar ao ver que o homem loiro, com cara de galã bobo de comercial de pasta de dente, sorria segurando um pequeno frasco.

– Não contava que o Homem-caixa teria uma solução, não é mesmo? – Disse todo orgulhoso.

– Certo, agora tudo fez sentido. Tome o seu remédio para loucura e vamos pensar em algo.

– Você não entendeu, deixe-me explicar: essas são as caixiplinas, cápsulas capazes de transformar seres comuns, que não possuem meus poderes magníficos, também em caixas. Assim que tomar, nós vamos esperar os Bob Bobinianos virem aqui nos pegar, e assim escapamos.

– Bom, depois do que já vi hoje, não custa tentar. Passa pra cá!

Assim que Alfredo engoliu a cápsulas de caixiplinas, foi sentindo o seu corpo ficando dormente e molenga. Em menos de um minuto, ele realmente havia se transformado em uma caixa.

– Muito bem, pequeno terráqueo. Agora é a minha vez. – Disse o super-herói estranho, pouco antes de também virar o objeto.

Muitos minutos se passaram, até que finalmente a porta de onde estavam se abriu. Dois alienígenas entraram. Os seres gordinhos vasculharam curiosos por todo o canto, e ficaram espantados em não encontrarem mais os seres lá presos.

– Hei, Bob Bob, você achiou eles?

– Não! E nossotros estiamos perdidos! O chefe vai nos matar!

– Calma, já sei! Nossotros vamos jogar essas caixas vazias no espaço! E daí falamos ao chefe que eles estavam dentro delas! O terráqueo e o esquisitão.

– Ideia genial, Bob bob! Acho que só essas duas aqui são suficientes. – Disse, pegando os dois seres transmutados.

Os extraterrestres verdes arrastaram as caixas, batendo com elas sempre em algum pedaço de metal solto pelo caminho. Partiram em direção a uma área de descarga da espaçonave, onde os tripulantes colocavam o que queriam descartar, depois voltavam por uma porta de metal instransponível, para então, por fim, apertarem um botão que fazia o compartimento se abrir e mandar tudo para o saco. Digo, espaço.

– Hei, super-caixa – disse Alfredo, cochichando, enquanto era carregado – estamos ferrados, eles vão nos mandar para fora da nave.

– Relaxa e deixa comigo. – respondeu.

Assim que os seres verdinhos colocaram as caixas no compartimento de descarga, e viraram de costas, para irem à cabine segura, rapidamente o super-herói loiro tomou forma humana, retirou uma arma do coldre de um dos extraterrestres, e tentou atirar em ambos.

Ocorre que as armas eram de brinquedo. Então, sem saber o que fazer, e também, olhando a cara de espanto dos seres rechonchudos por alguns segundos, correu de sobressalto para trás da porta de segurança com o seu amigo virado caixa, e apertou o botão. Os seres foram sugados como se fossem duas uvas verdes na boca de uma imensa baleia.

– É isso aí! Agora sim me surpreendeu! – Comentou Alfredo, ainda como caixa. – Agora é só me fazer voltar a virar gente, e darmos o fora dessa nave!

– Fazer voltar a virar gente? Mas eu nunca disse que isso era possível. – Disse, pensativo.

– Se tá me zoando, né? Sério, cansei de ser caixa. Vamos!

– Confesso que foi a primeira vez que usei as caixiplinas, e na verdade, nem pensei que funcionariam realmente. Mas fique tranquilo, vamos dar um jeito!

– PUTA QUE O PARIU!

 

Parte 4 – Calma, tá quase acabando

O Super-caixa, carregando Alfredo, que era literalmente uma caixa, partiram em direção ao núcleo da nave.

– Você tem algum veículo espacial, ou plano para sair daqui, não é? – perguntou, Alfredo.

– Sim, precisamos matar o capitão Bob Bob, e tomar o controle da nave. Não sei se mencionei, mas sou um herói em meu planeta, e este ser abominável é uma ameaça para o meu povo.

– A parte do herói ainda não me convenceu, mas essa de matar o líder deles, não me parece algo muito difícil. Não sei se percebeu, mas eles são anões verdes desengonçados, que usam armas de brinquedo.

– Pobre, homem. O líder Bob Bobiniano não é como eles. É um ser assustador. Mas não se preocupe, não sei se já disse…

– Você é um super-herói em seu planeta. – Antecipou a caixa, digo, Alfredo, em tom sarcástico.

No caminho até a sala principal, muitos seres verdinhos foram vistos, mas quase sempre corriam apavorados. Os que tentava algo, quando viam a arma na mão do homem-caixa, mesmo de brinquedo, caiam no chão e se fingiam de mortos.

– Espera, é ali! – apontou o rapaz loiro. – Mas Alfredo nem estava dando muita atenção, pois comemorava feliz que as suas pernas já haviam crescido. – Vou entrar primeiro, se eu gritar, você entra e me ajuda.

Alfredo ficou pensando em como uma caixa com pernas poderia ajudar em algo, mas concordou.

Assim, conforme combinado, o Super-caixa entrou sozinho na enorme sala, mas em poucos minutos, começou a gritar desesperado por ajuda.

– Socorro! Socorro! Afonso, me ajuda! Não me mate! Pare de me morder!

– É Alfredo, Afonso é a sua vó! – gritou o rapaz-caixa, correndo para dentro da sala.

Porém, a nova forma lhe causou desequilíbrio ao correr, e acabou tropeçando e batendo na parede, pouco antes de chegar até o amigo em perigo. Muita poeira caiu em cima do rapaz. Aparentemente, os seres da nave, por serem pequenininhos, não conseguiam limpar as partes altas.

Ainda um pouco desacordado com o tombo, pode ver o terrível monstro se aproximando. E quanto mais perto chegava, mas Alfredo tinha a certeza do que estava vendo.

– É um gatinho?

– Não se iluda com o tamanho, ele é mais perigoso do que aparenta! – gritou o super-caixa, do outro lado da sala, completamente ferido.

– Para com isso! Vem cá, gatinho, gatinho, gatinho… Quem é seu papaizinho, quem é, quem é?

O gato paralisou a poucos metros, olhou bem para aquela caixa falante, e pareceu ter dado um sorriso sarcástico. Lentamente, mas com classe, ficou em posição bípede. Das suas patinhas fofinhas e felpudas, saíram garras grandes e afiadas. O Animal, em um impulso quase mágico, saltou em Alfredo fincando suas unhas e dentes na perna recém surgida ao mundo.

– Gato filha da Puta!

O rapaz tentou correr, mas ainda tonto e com o gato dependurado, tropeçou e caiu novamente, derrubando mais poeira em si. Estava mais atordoado que da outra vez, mas acordado o suficiente para ver o gato subir em sua cabeça de caixa, e fazer as necessidades fisiológicas.

– Ele pensa que você é uma caixa de areia! – Disse o super-caixa, do outro lado da sala, rindo muito. Ensanguentado e quase morto, mas rindo.

Furioso, Alfredo se levantou com o gato acima da sua cabeça e correu em direção a uma janela fechada da espaçonave. Inesperadamente, assim que ele bateu a cabeça nela, esta se abriu. O pobre gato foi jogado para a escuridão do espaço.

– Caramba, isso foi cruel – disse o Homem-caixa, se arrastando até Alfredo – era só um gatinho, poxa.  

 

Parte 5 – Não desista de ler, é o último capítulo

O terráqueo já não era mais caixa, e havia até conseguido limpar um pouco dos dejetos deixados pelo gato.

– Acho que é isso, você consegue devolver a minha casa para o planeta terra? – perguntou, Alfredo.

– Sim, essa nave possui um reversor iônico quântico. Ao apertar ele, direcionado para a sua casa, ela retornará para o mesmo lugar em que estava um dia atrás.

– Esse dia foi muito louco, quem imaginaria que uma segunda-feira poderia ser tão doida? Bem que você poderia me visitar um dia desses.

– Claro, terráqueo! Sempre que estiver passando perto da terra, o Super-caixa irá te abençoar!

Os dois andaram pelos corredores, que ainda possuíam muitos homenzinhos verdes rechonchudos, inofensivos. E foram até o túnel acoplado na casa.

– Acho que é isso, não é? – Indagou, Alfredo. Que não estava muito otimista para retornar à vida de “vagabundio”.

– Não se preocupe, amigo! Ainda nos veremos! Coma bastante cereal!

– Por que disse isso? – perguntou, dando um leve sorriso.

– Não sei, me pareceu legal!

Alfredo entrou na casa, subiu as escadas e foi até o seu quarto. Olhou um pouco o espaço pela janela e, cansado, rapidamente foi para a cama e pegou no sono.

 

Parte 6 – Estava brincando, mas agora é o último mesmo

O despertador tocou. Já era terça-feira. Alfredo despreguiçou, e levantou mais disposto da cama. Escovou os dentes, mexeu no cabelo, e ainda de pijama foi até a cozinha. Olhou a caixa de cereal, e pensou: – por que, não?

Enquanto colocava o leite na tigela, a campainha tocou.

– Deixa que eu atendo! – gritou a mãe, descendo as escadas.

– Ufa! – pensou, Alfredo. A sua mãe estava bem, e tudo havia voltado ao normal.

Deixou o objeto na mesa, e foi até a porta de entrada. Não conseguia ver ao certo com quem a sua mãe estava falando. Se aproximou lentamente, até que pudesse ver. Era um senhor baixinho, esverdeado e com bigode claramente falso.

– Señorita, Nossotros trouxiemos una encomendia de su família! És um presente!

– Ah! que fofo, é um gatinho!  

Assim que a sua mãe o pegou no colo, o bichado esticou o pescoço por cima do ombro para ver Alfredo!

– Mãe? Mãe?? Mãeeeeeeeeeeee!!!

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17 comentários em “Apenas Um Dia Comum (Virgílio Gabriel)

  1. Gustavo Araujo
    29 de março de 2019

    Resumo: um dia na vida de Alfredo Corvino. Ele acorda e sua casa está no espaço; ele é sugado para a nave dos alienígenas, onde é preso; contudo, do nada, aparece o Homem-Caixa e o ajuda a escapar, apesar de um gato mal intencionado. No fim, Alfredo e a casa são restituídos à Terra. Na manhã seguinte, um gato – o gato – é entregue a ele, de presente.

    Impressões: uma boa comédia. Confesso que fiquei um pouco reticente no início, especialmente por conta do sotaque sem graça empregado à fala dos homenzinhos verdes. Contudo, depois que o Homem-Caixa aparece o conto fica muito bom. E o fato de ele ter o remédio para ajudar os outros a se transformarem em caixa também ficou excelente. Ri em diversos trechos, pelo nonsense, pelas situações estapafúrdias, pelas tiradas de efeito. Enfim, um ótimo trabalho. Parabéns.

  2. LUCIANO ALVES
    27 de março de 2019

    RESUMO: Alfredo, um contumaz vagabundo, vivia às custas da mãe sendo já adulto. Tem sua casa abduzida por extraterrestres comedores de humanos. Encontra no feito um herói que tenta o livrar, cujo poder era se transformara em caixa, e que através de pílulas podia aplicar este mesmo poder aos humanos. Passam por apuros e perseguições, encontra o chefe dos ETs e acidentalmente eliminam o vilão que é lançado para fora da nave.
    Alfredo retorna para casa e a casa para a terra.
    Ao acordar, ainda durante o café da manhã, chega uma encomenda via correio que é recebida por sua mãe. Um gato. E sabe-se lá o que vem por aí!

    CONSIDERAÇÕES : Inicia o texto de forma descontraída. Usa um vocabulário legal, e cria palavras e um sotaque para os ETs.
    A ideia de um poder fora dos padrões de super-heróis é bem legal. Tem alguns momentos cômicos. O diálogo com o leitor é interessante. Ele perde um pouco de ritmo no desfecho. Mas acaba bem.

  3. Shay Soares
    27 de março de 2019

    Apenas um Dia Comum – fala sobre um homem de 30 anos que mora com a mãe que um dia acorda e está voando no espaço. Sua casa está acoplada à uma nave de alienígenas que comem gente(?). Lá conhece um herói que tem o poder de se transformar em caixa e está em uma missão para destruir o inimigo de seu povo – o gato.

    Particularmente tenho gosto por comentários do narrador ao longo do texto, tal: “Alfredo não era inteligente o suficiente”. Acho que talvez eu tivesse apreciado uma repetição disso (mas isso é um completo gosto particular).

    A história um tanto no-sense me lembrou o guia do mochileiro, talvez por também acontecer no espaço e trazer aspectos que fazem sentido sem realmente fazer. Um enredo fechado, com boa narrativa e estrutura.

    Acho que houveram dois pontos que eu senti que poderiam ter sido melhor elaborados: o quão assustador era o gato e o quão engraçado era o poder do herói de se transformar em caixa. Fiquei pensando que uma coisa a se considerar seria o poder do herói ser, na verdade, de se transformar em “humano” e o povo dele serem “caixas vivas”. O que explicaria muito bem o pq de um gato ser um inimigo tão temido.

    Obrigada pelo texto!

  4. Gustavo Azure
    25 de março de 2019

    RESUMO: Em um dia atípico, Afonso, digo!, Alfredo tem sua casa roubada, que na verdade é de sua mãe, por seres do espaço.

    CONSIDERAÇÕES: Acabei me divertindo lendo esse conto e com a grande brincadeira que foi feito com os capítulos — inclusive a “Parte 3” não está aí, não sei se foi proposital ou não. Fez-me desligar meu modo crítico e saborear o conto.

  5. Cirineu Pereira
    24 de março de 2019

    Resumo
    Comédia em que Alfredo Corvino, de 30 anos, não trabalha e ainda mora com a mãe. Ao acordar (tarde) numa segunda-feira qualquer, descobre que a casa (da mãe) flutua no espaço. Descobre que foram abduzidos (Alfredo e a casa) por pequenos alienígenas verdes, liderados pelo Capitão Bob Bob. Após saber que o seres de outro planeta inclusive come humanos, Alfredo conta com a ajuda de um super herói extraterrestre dotado do estranho poder de converter-se em “caixa” (tipo guarda volumes mesmo) para derrotar o Capitão Bob Bob (monstro com a aparência de um inofensivo gatinho doméstico) e retornar à Terra.

    1. Aplicação do idioma
    Vocabulário simples, objetivo (como requer o gênero comédia), porém com erros redundantes de gramática, como a supressão da crase, que, no entanto não compromete o ritmo da leitura ou entendimento da história.

    2. Técnica
    Um conto linear, com poucos recursos de estilo, porém com técnica narrativa adequada.

    3. Título
    O título tem um caráter irônico que, de certa forma, até brinca com o leitor (afinal, não é um dia qualquer), mas que inicialmente resulta depreciativo, fracassando no intuito de despertar a curiosidade do leitor e incitá-lo à leitura.

    4. Introdução
    O caráter irônico da narrativa apresenta-se já nas primeiras linhas, no entanto, falta originalidade, já que situar o leitor de maneira imediata e direta é uma forma extremamente desgastada de se iniciar um conto

    5. Enredo
    A originalidade do enredo se apresenta não propriamente na trama, mas nos detalhes como nomes e formatos ridículos dos personagens. De forma geral, a trama em si é bastante comum.

    6. Conflito
    O conflito, apesar de raso, é imediatamente apresentado e, totalmente óbvio, ganha solução apenas no final do conto.

    7. Ritmo
    A narrativa, apesar da história pouco original, é dinâmica, mantendo o interesse do leitor

    8. Clímax
    O clímax é pouco valorizado, o antagonista é fácil e rapidamente derrotado, sem maiores perdas ou danos para os heróis.

    9. Personagens
    O protagonista, apesar de sólido, é bem estereotipado, no entanto, na comédia isto não é necessariamente um pecado. Demais personagens têm peculiaridades cômicas e interessantes. Todos bem apropriados ao gênero.

    10. Tempo
    O tempo é bem marcado, adequado à dinâmica da narrativa.

    11. Espaço
    Cenários bem delineados, ainda que a narrativa admitisse mais descrições.

    12. Valor agregado
    O conto faz menção e crítica indireta a atual dependência de filhos em relação aos pais e à demora dos mesmos em amadurecer

    13. Adequação ao Tema
    Ainda que a narrativa não seja hilária do inicio ao fim, o conto é totalmente coerente com o gênero comédia, com cenas eficazes.

  6. Paulo Luís
    22 de março de 2019

    Olá, Ford Prefect, boa sorte no desafio. Eis minhas impressões sobre seu conto.

    Resumo: Um tremendo vagabundo, acorda atrasado para não fazer nada, quando é surpreendido por um inusitado acontecimento. Sua casa é abduzida por extraterrestres para uma viagem cósmica. Quando é transformado numa caixa por um super-herói extraterrestre e passa a viver uma aventura com o intuito de voltar para terra.

    Gramática: Não percebi nada grave que o desabonasse. Uma leitura fácil. Que se desenvolve sem atropelos.

    Tema/Enredo: Um texto construído com requinte de detalhes. Com situações que vão enriquecendo o enredo passo a passo. Criativo e surpreendente a cada cena. E o melhor, com as sutilezas que o humor pede para a formatação do enredo e conclusão da trama. Obviamente arquitetada com a clara intenção de levar ao tema comédia. É um roteiro pronto para um belo filme, digno dos grandes pastelões Hollywoodiano.

  7. Felipe Takashi
    18 de março de 2019

    Sinopse: Um adolescente chamado Alfredo Corvino acorda pela manhã com uma estranha sensação: sua casa está voando no espaço sideral. Enquanto tenta investigar sua situação, ele acaba descobrindo não só os responsáveis bem como os seus bisonhos objetivos. Sua única chance de salvação? Um herói pra lá de atrapalhado.

    Comentário: O conto é uma história de humor ingênuo, mas divertido. Fazer piadas com os poderes de super-herói sempre geram situações cômicas, e esse foi o caso. O texto é dividido em partes e da dois foi direto pra quatro? Desatenção ou efeito humorístico? O autor deve tomar mais cuidado com os erros ortográficos, principalmente em maiúsculas.

    Lista de contos Felipe Takashi

    1º – A Dama Rubra
    2º- O Dia Em Que Acordei Morto
    3º – Betiron, um Reino
    4º- Os Dois Lados da Penteadeira
    5º- Dezembro
    6º – Sensitu
    7º- Uma Canção Para Nara
    8º – O Animalismo
    9º- Lúcia no Mundo das Coisas
    10º- Passageiro 3J
    11º- Apenas Um Dia Comum

  8. Cicero
    18 de março de 2019

    Alfredo, 30 anos, mora com a mãe e é um vagabundo convicto. Num dia comum ele é sequestrado por homenzinhos verdes e é informado que o terrível capitão Bob coleciona casas terrestres. Alfredo conhece um super herói que tem o estranho poder de se transformar em caixas. Juntos decidem que para fugir da nave dos verdinhos, precisam dar fim ao capitão Bob. Precisam matar o gato, sim o capitão Bob é um gato. Vencido o inimigo, Alfredo retorna a sua preguiçosa rotina até o dia em que estranhos batem a sua porta trazendo um gato…

    Considerações: uma mistura de comédia e fantasia em que a nave não decola e o riso não sai. Parece ter sido escrito às pressas e sem qualquer planejamento. O autor apenas se deixou levar por sua imaginação. Ponto para imaginação do autor! Mas, o resultado é frouxo e raso. É o caso daquela máxima entre os escritores “reescrever e reescrever”!

  9. Rocha Pinto
    10 de março de 2019

    Um rapaz acorda mas vê que não existe rua nem casas. Só estrelas. A casa estava no espaço. Encontrou um gato no espaço que era um monstro mas conseguiu que o tempo regressasse ao dia anterior. Tudo normal mas chega uma encomenda com o gato.

    História criativa por vezes confusa e com calão desnecessário.

  10. André Gonçalves
    10 de março de 2019

    Resumo: O texto acompanha um dia na vida de Alfredo Corvino, um jovem de 30 anos que vive com a mãe e se vê sendo abduzido, juntamente com toda sua casa, por seres alienígenas. Na nave extraterrestre conhece um outro ser que é uma espécie de super-herói que tem o poder de se transformar em caixas e que, com o objetivo de fugirem da nave, habilita esse poder no próprio Alfredo. Os dois, após alguns desencontros, conseguem sobrepujar os pequenos seres verdes e um gato ameaçador. Alfredo retorna para uma aparente normalidade na terra que é quebrada quando o protagonista é procurado em sua residência por dois ET’s que presenteiam a mãe de Alfredo com um gato, o que provoca nele um certo desespero.

    Comentário: O conto mistura comédia com ficção científica, que é um subgênero da fantasia em meu entendimento, e ficou bacana. Eu sinceramente gostei. O texto é leve, fluido e o estilo do humor me agradou. Em algum momento lembrei de umas aventuras nonsense de Futurama, que é uma série que adoro. Só não me agradei mesmo com a interlocução do narrador com o leitor que achei despropositado, não vi resultado prático para enriquecer o conto. Achei que o fim foi um pouco insosso, mas aí é bem pessoal mesmo porque gosto de reviravoltas e uma trama mais complexa, mas entendo que essa característica de seu conto, da leveza e do humor como falei, torna esses recursos dispensáveis.

    Forma: O autor possui excelente domínio da norma escrita, narrativa consistente e um bom desenvolvimento. Não enxerguei erros e impropriedades evidentes. Não curti a divisão em partes porque achei que sobrou, ou seja, se não houvesse não faria falta alguma. Outra coisa, você esqueceu a Parte 3? Ou foi proposital?

  11. Ana Carolina Machado
    9 de março de 2019

    Oiiii. Um conto divertido ambientado no espaço sideral, com direito ao super homem caixa, a homenzinhos verdes com armas de brinquedos e até a um gatinho fofo, mas bem malvado. Logo no começo o Alfredo acorda com a novidade de que sua casa estava no espaço. Depois desse momento começa uma aventura em que o caminho dele se com alienígenas e também cruza com do super homem caixa que tinha como poder virar caixas e que faz com que o Alfredo vire caixa por causa de umas pílulas especiais, tudo parte do plano do homem caixa. Os alienígenas com as armas de brinquedo não se mostram grandes oponentes, ao contrario do vilão: um gatinho que no fim não desiste e encontra o caminho para a casa da mãe do Alfredo, provavelmente querendo revanche. É um conto bem divertido e criativo. Toda a narrativa é conduzida de uma forma bem agradável e tanto o herói como o vilão são bem criativos e o final que indica uma continuação(quem sabe: “Apenas um dia comum parte 2- Não era apenas um gatinho” rsrs). Parabéns pelo conto e boa sorte no desafio.

  12. Estela Goulart
    9 de março de 2019

    Resumo: Alfredo Corvino é um homem de 30 anos que ainda mora com a mãe. Preguiçoso e “vagabundio”, tem a mania de derrubar o despertador para voltar a dormir. Em uma manhã, acorda e descobre que a casa está no espaço e que alienígenas pequenos e indefesos a invadiram. Segue o túnel acoplado à entrada e cai na armadilha dos invasores: fica preso à nave de BobBob. Tentando sair, encontra o Super-caixa, que estava em disfarce em forma de caixa, e ambos tomam cápsulas para fugirem da armadilha em forma de caixa. Os alienígenas decidem jogar as caixas no espaço, mas o Super-caixa se transforma em humano e consegue fugir com Alfredo. Ambos saem atrás do chefe e encontram um gatinho. Uma luta acontece, mas eles conseguem voltar ao túnel acoplado e Alfredo finalmente volta para casa. No dia seguinte, alienígena e o gatinho voltam à casa dele.

    Comentários da história: super interessante e perfeita no quesito do certame. Aborda tanto fantasia e umas pitadas de humor, apesar de ser um pouco besteirol e, às vezes, um pouco forçado. Apesar disso, é uma história simples, singela e inesperada, com situações simplesmente que quebram a expectativa e nos fazem rir com tamanha invenção. É uma história suficiente e que pode valer as expectativas, mas, ainda assim, gostei bastante.

    Comentários da narrativa: fluida e bem planejada. Você dividiu em partes, quase como capítulos; isso, sem dúvida, prendeu o leitor à narrativa, com vontade de saber até onde aquilo tudo resultaria. Foi uma leitura singela, sem muita enrolação.

    Comentários da gramática: absolutamente tranquilo. Nada que atrapalhasse a leitura, teve uma boa revisão. Apesar de umas vírgulas equivocadaa aqui e ali, mas nada que atrapalhasse a leitura.

  13. Sarah Nascimento
    3 de março de 2019

    Um homem acorda em uma manhã de segunda, olha pela janela e descobre que a casa está voando no espaço.
    Em seguida ele descobre que a casa está acoplada a uma nave espacial que rouba casas do planeta Terra.
    Os seres alienígenas dizem que pensavam que a casa estava vazia e também declaram que se alimentam de seres humanos.
    O homem encontra um herói que o ajuda a formular um plano para sair da nave, ou tomá-la dos seres que comandam.
    Após se livrarem de dois seres, lutarem com o líder deles, que era um gato, o personagem principal descobre que há uma forma da casa voltar ao lugar de antes.
    Ele se despede do herói que o ajudou e vai novamente para o quarto.
    Na manhã seguinte tudo volta ao normal.
    A mãe dele ganha um presente de um estranho muito suspeito, o presente é um gatinho.

    Apesar de não fazer ideia do motivo pelo qual a casa do Alfredo estava voando no espaço, tenho de admitir que achei muito legal isso! Ele olha pra fora e vê estrelas em vez da rua e de outras casas, genial.
    Me diverti muito com o primeiro contato do Alfredo com os seres alienígenas, eles falam espanhol? Achei muito engraçado!
    Meu Deus, eles viram caixas? Pílulas de caixiplina. Jesus, autor ou autora, você tem uma criatividade enorme!
    Não pude acreditar que o líder dos seres verdes era um gato! Que final trágico o coitado do gato teve. Fiquei triste.
    Adorei esse desfecho! Olha só o que ele ganhou de presente! Acho que um certo gato vai se vingar do Alfredo viu!
    História maravilhosa! Bem diferente com essa divisão em capítulos, muito divertida em todas as cenas e nenhum momento fica incoerente. Criatividade nota mil, parabéns de novo!

  14. jetonon
    28 de fevereiro de 2019

    APENAS UM DIA COMUM
    RESUMO
    Depois de despertar de um sono e ao dormir novamente sonha que sua casa está no espaço; homenzinhos verdes aparecem; o cara encontra um super herói de um outro planeta que vira caixa; ele também vira caixa depois de ingerir a pílula caixiplinas; conseguindo escaparem, aparece um gato que complica toda a situação; retorna à realidade. Um homem verde? Um gato? Não!
    COMENTÁRIOS
    O conto é comunicativo, mas achei o enredo muito misturado. O conto é bastante infantil do tipo “bob esponja”.
    Na numeração dos capítulos foi pulado o número três.

  15. Paulo Cesar dos Santos
    27 de fevereiro de 2019

    6 – Apenas um dia comum

    Resumo; o autor fala de um dia comum a qualquer pessoa, porém, o despertador normal toca às seis da manhã, cinco, logo isto não parece ser um dia normal. Ou sim depende do cotidiano de cada um e falar com homem caixa, ser verde e baixinho, não é lá o fim do mundo, quiça gato falar.
    Considerações; uma viagem doida, em uma nave espacial, com seres estranhos. Bom, o que pode ser normal para uns é anormal para outros. Interessante visto assim um dia comum.

  16. fernanda caleffi barbetta
    22 de fevereiro de 2019

    Resumo
    Alfredo, um rapaz de 30 anos mora com a mãe divorciada. Um manhã, após passar parte da madrugada jogando no computador, ele acordou e, ao abrir a janela, viu apenas estrelas. A casa estava no espaço, viajando em uma velocidade muito alta. Foi em busca da mãe, mas não a encontrou. Na cozinha, viu dois homens verdes com roupas vermelhas que fugiram dele, saindo da casa. Ao segui-los, Alfredo vê um túnel ligando a casa a uma nave espacial. Resolveu entrar no túnel e começou a ouvir barulhos. Seguindo esses ruídos, chegou a uma sala iluminada, onde a porta se fechou atrás dele. Uma voz se apresenta como sendo do planeta Bob e o deixa trancado na sala cheia de caixas. Vasculhando as caixas, Alfredo percebeu que uma das caixas se movimentou sozinha, mas estava vazia. Quando a caixa voltou a se mexer, Alfredo a golpeou e ela se transformou em uma figura bípede. Era o homem-caixa, que disse ser um herói em seu planeta. Com um plano de fuga, o homem-caixa dá capsulas a Alfredo para que ele também se transforme em caixa. Mas os seres verdes, chamados bobinianos, resolvem descartar as duas caixas para dizer ao chefe que dentro delas estavam os seres que haviam desaparecido da sala. Tentando se salvar e salvar Alfredo, o homem-caixa se livra dos bobinianos. Não sabe como fazer Alfredo voltar a ser humano. Depois, o homem-caixa resolve acabar com o chefe dos bobinianos que não era bom para seu planeta. Alfredo tenta ajudar e recobra as pernas. Um gato aparece e eles lutam com o gato que acaba sendo lançado no espaço. Alfredo volta à forma humana e pede que o homem-caixa devolva sua casa ao planeta Terra. Alfredo volta para casa e no dia seguinte um homem esverdeado chega à sua casa com a entrega de uma encomenda. Um gato.

    Comentário
    Percebi alguns equívocos no uso de verbos reflexivos, como em “sentou por alguns segundos, e deitou” e “para levantar”. No uso de vírgulas, como em “bateu o dedo mindinho do pé direito na cômoda, e mancando,”; “A luz estava acessa, e assim que o rapaz entrou,”; “Passava, e se por qualquer motivo precisasse retornar para casa”; “E evidentemente, assim que”; “perguntou, Alfredo”; “mas essa de matar o líder deles, não me parece algo muito difícil”; “O terráqueo já não era mais caixa, e havia”.
    Chamo a atenção para a expressão: Se tá me zoando, né. O correto seria Cê, abreviação de você.
    O uso do espanhol escrito de forma equivocada como linguagem dos alienígenas me deu a impressão de que aquilo não era real, de que no final Alfredo teria sonhado com toda a história. Algumas piadas e risadas em momentos onde deveria haver medo e estranhamento também me deram essa impressão.

  17. Elisa Ribeiro
    20 de fevereiro de 2019

    Certa manhã, Alfredo, sujeito tolo e inútil que vive as custas da mãe, acorda e se dá conta de que sua casa está no espaço. Inicia-se uma aventura frenética contra extraterrestres que comem seres humanos, na qual Alfredo é ajudado por um bizarro homem-caixa.

    Aqui temos uma comédia totalmente nonsense. Para mim o texto foi eficiente em divertir com as situações insólitas e bizarras narradas. Gostei também da auto ironia nas provocações ao leitor nos subtítulos das partes. O estilo e linguagem estão adequados ao tema e o texto está bem revisado.

    Um texto divertido e despretensioso.Parabéns pelo trabalho!

    Desejo sorte no desafio e em tudo mais. Um abraço.

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Informação

Publicado às 17 de fevereiro de 2019 por em Liga 2019 - Rodada 1, Série C-Final, Série C1 e marcado .