EntreContos

Detox Literário.

Os Casacos Azuis (José Geraldo)

A escuridão é um lugar confortável para a minha gente. Estamos acostumados a ela desde há tantos séculos que nem nos lembramos mais; porém; quando a noite é alta, a lua está redonda e uma brisa fria vem cortando; os homens olham para cima com receio e as mulheres, com medo, para os lados. O desconforto de nossa lembrança ainda não foi esquecido, apesar de estarmos aquietados. Achamos graça nesse medo que vemos nos olhos do povo, sinal de uma grandeza perdida.

Somos poucos agora que o tédio das eras nos devorou. “A vida é uma vela que se consome quanto mais queima e estar desperto é arder”. Chamaram-me de louco quando o disse da primeira vez, mas hoje os que zombavam estão no pó e suas almas, ninguém sabe onde. Acredito que a vida, seja de que tipo for, tem algo em comum: uma quantidade predeterminada de horas para permanecer alerta. Estou aqui, desperto em minha habitação, com muita sede e fome, mas completamente íntegro, vestindo uma roupa casual, pensando em caçar novamente através da noite universal.

Os dois jovens caminhavam pela estrada de terra entre os arbustos, tentando furar a fila dos peregrinos. Entre os espinheiros e as touças de capim ela se escondia e picou o pé de Helena através do calçado fino. O rapaz se assustou com o grito dela, porém, a moça manteve a presença de espírito:

— Esta não é das venenosas, bobinho…

Então se levantou e continuou a andar. Aproximaram-se da estrada principal, que estava ocupada por uma multidão que avançava devagar, arrastando os pés na poeira dos dias. Ninguém se importou que eles se juntassem à fila, ninguém tinha pressa, diante da certeza da Salvação.

— De qualquer maneira, querido, logo isso não importará, porque estaremos com os Santos Anjos do Senhor, eles lavarão de nós toda dor e toda lágrima.

O rapaz continuou em silêncio. Odiava discordar de Heleninha e em troca de migalhas de seu amor jurara seguir com ela até o fim do mundo. Isso fora um mês antes, e o fim do mundo, afinal, acontecera, ou era, pelo menos, o que parecia estar acontecendo, com toda a história de Glória do Senhor, de Santos Anjos, Arrebatamento.

O Lugar Santo já estava perto. Podiam ver o brilho de sua luz oscilando acima das colinas. Essa proximidade não fazia ninguém ter mais pressa, e todos seguiam com uma calma irrazoável, porque a história recorrente era que haveria lugar para todos.

A estrada de terra estreita ligava a rodovia principal ao lugar entre as colinas onde se manifestara a Glória. Era uma artéria compactada pelos passos de incontáveis milhares em poucos dias, talvez milhões desde primeiro de setembro, quando tudo começara, com o convite que os Santos Anjos haviam feito aos Justos e Piedosos do mundo, e estendido a quem se confessasse, cresse e quisesse ir à presença do Senhor.

A estrada se estreitava ao passar por entre um bosque de eucaliptos. Além das últimas das árvores perfumosas estava o veículo sem soldas e sem mácula que descera dentre as nuvens. Helena, porém, começou ter náuseas e tontura. Atrasando a multidão, empurraram-na de lado para não atrapalhar o fluxo incessante. Teófilo a apoiou nos braços e a ajudou a subir o barranco baixo, onde havia uma pedra achatada de onde se descortinava a atividade além dos eucaliptos.

— Tenho frio, Teófilo. Promete que não me deixará aqui fora? Leva-me até eles, até a Salvação. Promete!

— Prometo que a levarei à Salvação, Heleninha!

Teófilo teria preferido que a salvação viesse mais tarde, que houvesse tempo para a carnalidade do amor. Naquele momento, ainda por cima, sua vontade maior não era chegar ao Arrebatamento, mas continuar ali a observar como as criaturas vestidas de azul-escuro entravam e saíam, sempre levando para dentro, nunca trazendo para fora, os peregrinos que chegavam diante da Glória com olhos cheios de lágrimas.

Uma velhinha se aproximou a mancar, chorando e tossindo. Um dos Anjos a abraçou e a levou pela rampa até a Porta Luminosa. Instantes depois um saiu, outro ou o mesmo não se podia saber, porque todos pareciam iguais. Havia dezoito deles, sempre seis a montar guarda do perímetro, nunca permitindo que mais de uma pessoa se aproximasse de cada vez, seis estavam dentro, sempre andando de um lado a outro, conforme se via pelas janelas, e seis entrando e saindo com os peregrinos.

Ninguém se lembra de onde vem o Mal, porque o ser humano não tem memória, é um inseto a voejar em torno da lâmpada, que também ela se apagará um dia. Para quem é mariposa, a lâmpada é o seu sol e o cômodo de sua casa é um universo. Não sou muito melhor que esses efêmeros insetos, mas algo me faz mais duradouro, repelido pela lâmpada que sou capaz de ver que um dia se queimará, e vejo as gerações que vêm e vão e nunca se lembram de mim, ou de minha caça.

Terminei de me vestir e saí. A pesada porta de pedra cedeu facilmente à minha força de seis homens. Selei-a com um juramento e subi as longas escadarias que desembocam no átrio externo de meu esconderijo, já tento nas narinas o distante bafejo de uma brisa viva, que traz o cheiro do século novo, em que viverei mais um período de minha vigília à espera do escuro final.

Esta é uma cidade maior do que eu me lembrava, e muito diferente. Da última vez em que despertara nela, encontrei multidões que se acotovelavam pelas ruas, sempre com muita pressa, cada um preocupado com o seu destino apenas, nada com o de seu próximo. Foi uma época feliz em que pude viver livremente e aprender mais sobre esse país que surgiu durante meu sono. Eu esperava encontrar a cidade maior, mais apressada ainda, cheia de ainda mais violência e amor — mas o que encontrei foram ruas vazias, com veículos abandonados e o assobio no vento nas esquinas.

— Arrependei-vos, porque é chegada a Hora do Juízo!

A voz cansada de um pregador de rua me fez recuperar os cuidados automáticos com que me precavenho. Recolhi-me à formalidade que eu ainda lembro, desejando muito que ainda servisse para esta época. Caminhei até a criatura patética. Ele estava, por sorte, de costas para minha exibição de descuido.

— Aonde foram todos, cavalheiro?

Indaguei-lhe, com mais polidez do que ele mereceria em outros tempos. Ele se voltou, não me viu como sou, inseto que é, fascinado na brevidade de seu voejar.

— Todos vão à Casa do Senhor.

Ele me deu as costas e desapareceu em um beco escuro. Era a minha oportunidade.

Minutos depois estava sozinho e descia a longa avenida que mal reconhecia. Meus calçados rangiam no estranho calçamento, mas o que mais temia era aquele vazio irreal que se abatera sobre o mundo. Tinha a sensação de que poderia voar livre por este logradouro um dia tão devassado e ninguém saberia. Não voei, porém, corri com uma rapidez sobre-humana na direção de onde ouvia murmúrios.

— Pare, Drax! — Uma voz me interrompeu.

Olhei ao redor, confuso. Meu nome verdadeiro, dito pela boca de um homem.

— Quem sabe quem sou?

Ele saiu de dentro de um restaurante, a comer um pão recheado com vegetais e algo mais que não identifiquei ainda.

— Fantasia extraordinária, man, faz muito tempo que não vejo um fã do Drax em um cosplay tão perfeito!

Mesmo desconhecedor de certas palavras que empregava, percebi que ele não me reconhecera, de fato, mas imaginava que eu seria alguém que tentava me personificar. Quase não pude evitar o riso ao me dar conta disto, mas tal circunstância me pareceu, útil, apesar de momentaneamente eu me amaldiçoar por ter revelado tanto de mim àquele maldito irlandês. Eu realmente deveria tê-lo devorado em vez de fazer amizade com um jornalista. Por Lúcifer!

— Muito bem, man, — eu lhe respondi, utilizando, sempre que possível, o mesmo linguajar que ele parecia preferir — poderia me ajudar a entender o que está havendo com esse mundo? Aonde foi toda a gente da cidade?

— Muito prazer, meu nome é Johnny.

Estranhei um inglês tão dedicado a pronunciar o português sem erros, apesar de ainda ter um jeito tão arrevesado de escolher as palavras, decerto fruto da época. Mais estranho ainda um inglês ser tão informal. De qualquer maneira, não confiei o suficiente para me revelar.

— Encantado, meu nome é… também John.

— Que coincidência, somos xarás!

Não sei ainda o que quer dizer esta gíria exótica de que nunca ouvira falar. Johnny, porém, não se deu conta de meu desconforto, loquaz que só.

— Você me perguntava aonde foram todos… Há, esses carolas de uma figa. Estão todos em fuga para as montanhas, dizem que é o Arrebatamento, o fim dos tempos, que os Anjos do Senhor vieram buscar todos os que têm fé.

— Anjos do Senhor? Arrebatamento? Que montanhas?

Por um momento fui tomado pelo pavor de prestar contas de meus dias, mas logo me recompus. Tinha de haver um erro. Em Dite, durante as peregrinações de minha alma, me haviam informado sobre os Sinais. Eu saberia reconhecer a Hora Verdadeira, então eu precisava verificar.

— As montanhas, ora. Siga o facho de luz.

Olhei para onde seus dedos apontavam e vi dois longos dedos luminosos que oscilavam pela escuridão. Não constava que fosse um dos sinais. Aliviado, fui até o bar de onde saíra Johnny. Estava vazio.

— Preciso de água.

Ele abriu uma porta, sem cerimônias, e tirou de dentro uma garrafa de água mineral “com gás”. Sorvi um terço dela em um gole contínuo, lavando de minha boca o ranço de eras. A água parecia amarga — outro possível sinal.

— O que há com essa água, além de anormalmente fria?

— É uma água de fonte natural, sem qualquer composto químico, a melhor que há.

Percebi uma torneira atrás do balcão. Dirigi-me até ela e enchi um copo daquela água. Estava à temperatura ambiente e amargava como a outra, só não tinha gás.

— Sua água de fonte natural é da mesma natureza que esta, apenas gaseificada industrialmente, man. Agora diga-me porque toda água está amarga?

O Johnny pareceu um tanto surpreso por tal informação — e muito incrédulo. Mesmo assim me respondeu:

— Essa da torneira está amarga por causa do cloro. Vem cá? De onde você é? Quem é você? Você fala estranho…

Percebi que começava a perceber algo de minha identidade e espaventei-o com um envultamento comum antes de sair de lá. Não o drenei, porém, porque recompenso com meu autocontrole os que me são úteis.

O veneno avançando por suas veias e corrompendo sua jovem vida, Helena se esvaía e o torpe Teófilo não se dava conta. Em seus delírios ela abandonou o corpo, vagou pelos espaços, viu, como eu, o engano dos sinais, com os olhos de sua alma. Então me viu, também, não como o monstro que realmente sou, mas com a beleza de um ser que lentamente base as asas entre as nuvens cinzas de uma bela noite de luar.

— Quem é ele, Teófilo? Quem é?

Ela perguntou, de dentro das trevas de seu delírio, mesmo antes de me ver como um homem. Teófilo olhava ao redor, sem identificar ninguém específico que pudesse ser o alvo do interesse súbito de Helena. A longa fila andava ainda, e ainda Helena piorava e ele não sabia se cumpriria a promessa ou se, por covardia, a deixaria morrer ali mesmo. No fundo, ele sabia e sempre soubera. Os covardes têm pressentimentos verdadeiros com mais frequência que os bravos.

Sim, era evidente que algo de portentoso acontecia ao mundo, mas os espíritos indóceis não aceitavam com facilidade as versões correntes. Teófilo tinha o espírito inquieto dos que ouvem a voz do medo, o salvador de vidas.

Em seus delírios, Helena me chamou. Ouvia-a desde muito alto e de muito longe. Vi a sua alma inteiramente nua, li-a desde o dia em que nasceu. Ela estava por um fio prateado, prestes a perder-se diante das mãos inúteis de seu amado morno. Lendo-a foi que penetrei no mundo novo, ouvi a história do Arrebatamento, tive a certeza da ausência dos Sinais e comecei a planejar meu curso. Enquanto ela me via apenas como asas lentas, flap-flap entre as nuvens que se ajuntavam, eu a amei, vendo-a somente como um espectro pálido que relutava em se perder. Voei até ela, porque eu primeiro ato não podia ser outro que tomá-la de quem a perdera antes de tê-la.

— Q-quem é você? — Um rapaz imberbe e vacilante se assustou com a minha chegada repentina e recuou, aos tropeções.

— Afasta-te, porque tu a deixaste perder-se.

Empurrei-o de lado e me aproximei. Ela estava lívida, os olhos revirados, a vida já quase rendida.

— Beberei de ti o veneno que te mata, Helena dos Santos. Compartilho contigo a vida que tenho muita, em troca do calor que tenho pouco. Logo serás apenas Helena e serás minha.

O rapaz reagiu com horror ao ato, mas não teve coragem suficiente para me atacar com as mãos. Em vez disso, atirou-me uma pedra, mas não tão grande que pudesse ao menos causar-me dor — ele não era forte para tanto — e concluí o meu feito rápido e me ergui de seu seio. Restava apenas esperar que o tempo agisse sobre sua carne.

Teófilo não se afastara, o que ainda era um pouco de coragem em um frangote tão pouco iluminado. Ele tinha outra pedra à mão, mas também a consciência de que ela seria tão inútil quanto a primeira fora. Em seus olhos se mesclavam o medo e o fascínio de quem encontra algo muito temido e muito ansiado. Estendi o braço, segurei-o pelo pescoço e dele fiz o meu serviçal. Ele me aceitou sem resistir.

Quando Drax me sorveu e eu o sorvi, nossas almas foram temporariamente a mesma, eu aprendi dele tanto quanto ele aprendeu de mim. Por um momento eu ainda não podia me mover, enquanto meu sangue se convertia. Mesmo ainda presa de meu torpor de morte, lembro-me de Drax transformar-se em algo terrível e belo, que ainda amo e ainda desejo mais que a própria vida.

Ele deu um berro que atraiu a atenção do povo que caminhava. Seus olhos ficaram vermelhos e se encheram de uma fúria impossível a um humano normal, porque ele não era nada disso. Desembainhou uma espada, que brilhou ao luar, e arremeteu enlouquecido contra a Glória de Deus.

O fio azulado da lâmina cortou pelo meio um Anjo do Senhor, e logo outro, antes que reagissem, tomados de surpresa por uma violência além da que esperavam dos humanos. Os que caíram ao chão sangraram um icor azul arroxeado e ali permaneceram inertes, como cadáveres materiais.

A multidão parou por um instante, incrédula de ver o sangue angélico derramado.

Saíram de dentro do Veículo dois anjos que portavam longos objetos pontiagudos a espargir faíscas rosadas e verdes. Nem eu sabia o que poderiam ser, mas Drax, apesar de recém-nascido do sono dos séculos, pressentiu, pelo sopro de um antigo espírito guerreiro, qual era o significado oculto de tal Portento e se ocultou entre as pessoas assustadas que não sabiam para onde ir.

Os Anjos deitaram aquelas fagulhas ao redor de si, e onde caíram aquelas cores tão belas o chão ficou escuro. Alguns tocados pelo Fogo Divino ficaram terrivelmente mutilados e se retorceram pelo chão em agonias horríveis.

Drax correu por entre o povo e os Anjos, esquecidos de sua Santidade, vieram atrás, com os estranhos objetos faiscantes que destruíam os corpos que ficavam pela frente. Então a multidão começou a berrar de medo e a tentar debandar. A pressão dos que vinham de trás não diminuiu, porque quem estava longe nada via, e continuava a andar em direção ao Arrebatamento tão esperado.

O vale se apinhou de gente, houve grande pisoteio e confusão. Cercados de gente desesperada, os Anjos só sabiam fulminar e fulminar, perdendo a expressão angélica e revelando faces ríspidas e cruéis. De repente Drax, como nenhum humano faz, voou através da Porta Luminosa com a rapidez de um lobo que salta à gargante de sua presa. Ninguém quase o viu passar. Os Anjos o pressentiram pelo movimento do ar, mas não puderam fazer nada para impedir que ele penetrasse na Glória do Senhor.

No instante seguinte ouvimos ruídos do lado de dentro. Dois Anjos, aos pedaços, arremessados para fora, e fumegantes ossos humanos. A Glória do Senhor, então, produziu um grande rugido e chamas brancas surgiram por debaixo, calcinando o chão. Os Anjos que estavam por perto emitiram um grito algo e agudo, e eis que até então ninguém os ouvira falar. Rolaram pelo chão, atingidos pelo calor branco, mas logo ficaram imóveis. A Glória do Senhor então adernou e tocou o chão, deformando-se e produzindo fagulhas.

Alguns da multidão se aproveitaram disso para tentar tomar dos cadáveres os seus bastões faiscantes, mas queimaram as mãos seriamente ao tentarem fazê-lo. Então Drax, todo sujo de sangue azul e verde, saiu carregando um recipiente de plástico enorme, que jogou ao chão com desprezo. Quando sorriu, seus dentes pontiagudos brilharam ao luar como presas de lobo.

A tampa do objeto se desprendeu e vimos derramar-se pelo chão uma riqueza em joias, dentes de ouro, próteses de platina, e diversos pedras de formato curioso, ovaladas e verdes, ou irregulares e castanhas.

Nem eu, nem Helena, saberíamos dizer o que era, mas havia médicos e historiadores entre os que desejavam o Arrebatamento. Quando trocaram ideias ouvimos muitas maldições, e a voz deles tentando guiar o povo pela estrada afora, de volta à cidade e à vida normal.

Ouvi um farfalhar e olhei para trás. Era meu mestre Drax que vinha a caminhar por entre o capim-gordura úmido de orvalho.

— Mestre, o senhor é um herói… A humanidade…

Ele não me deixou terminar:

— Não sei quem eram esses prateados de casaco azul, mas eu não posso admitir que venham caçar o meu gado desse jeito!

 

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Sobre Fabio Baptista

34 comentários em “Os Casacos Azuis (José Geraldo)

  1. jggouvea
    15 de outubro de 2018

    Boa noite, gente.

    Obrigado a todos os que leram, comentaram e apreciaram. Este desafio teve um nível muito alto, tendo sido, talvez, o de mais alto nível de que eu já participei. Como disse em algum comentário aí, não me sinto nem um pouco frustrado por perder nessas condições — ainda mais que eu encaro estes desafios mais como um desafio de escrita do que como um concurso realmente.

    Mas houve algumas coisinhas nesse desafio, mais especificamente nas reações ao meu conto, que me incomodaram e me fizeram ver que eu já não caibo aqui: a maioria dos leitores parece não ter prestado atenção suficiente na leitura, ou não se ligou com certas referências e, por isso, pouca gente entendeu aquilo que deveria ser o cerne da história.

    O que me incomoda não é não gostarem ou darem notas baixas. Quem sai na chuva é para se molhar. O que me incomoda é dizerem que não gostaram e darem notas baixas por razões que não fazem sentido.

    Mas antes de falar disso, gostaria de dizer que esse conto meu, de saída, ficou muito prejudicado por uma enorme falha de comunicação. Aparentemente, existe um personagem de história em quadrinhos chamado “Drax” e ele é completamente diferente do personagem que eu concebi. Aqui é que eu percebo que minha geração “passou” para a maioria dos leitores do Entre Contos, pois eles leem mais histórias em quadrinhos do que literatura clássica, e associaram o nome Drax a um super-herói da Marvel em vez de enxergar nele o que deveria ser mais óbvio: Drácula.

    Nunca me passou pela cabeça que, sendo os jovens tão vidrados em literatura de fantasia, e diante da recente “modinha” de vampiros, que o público leitor falharia em identificar Drácula se eu trocasse o seu nome por outro parecido e se deixasse de descrever suas ações com as palavras-clichê (chupar sangue, virar morcego etc.). Isso me chocou bastante.

    Em minha opinião, qualquer um que conhece o Drácula saberia que ele tem precisamente a “força de seis homens” e que ele certa vez contou sua história a um “jornalista irlandês” (Bram Stoker).

    Drax é uma relatinização do radical do nome “Drácula”, que é uma palavra da língua romena, cujo radical (“drac” = dragão, em romeno medieval, diabo, em romeno moderno) é acrescentado de um nominativo (-ul) e de um genitivo (-a) para significar “do Dragão” porque esse era o emblema heráldico de Vlad Tepes (o Drácula histórico). “Drax” evoca palavras latinas como “nox” (noite), “vox” (voz), “pax” (paz) etc.

    Outro ponto que passou batido, apesar de eu ter forçado a barra no final para mostrar os “anjos” como nazistas, foi que não se trata de arrebatamento nenhum.

    Esse texto, amigos, é uma sátira política. Aparentemente, eu vivo em um mundo diferente, no qual existem pessoas que mentem e usam a religião para explorar os outros. Mas esse parece ser um fenômeno desconhecido da maioria, por isso, uma sátira ligeiramente disfarçada passou despercebida.

    O “arrebatamento” é apenas uma enganação para explorar a credulidade do povo para roubar deles até o que não têm. A máquina prateada é uma literal “máquina de moer gente” (inspirada em “The Wall”, do Pink Floyd). Usar imagem religiosa para roubar o povo é mais antigo que cagar de cócoras. Agora mesmo você deve saber de alguma igreja que está convencendo uma velhinha a doar sua casa para trocar por um terreninho no céu.

    Eu não esperava, porém, que vocês pescassem a referência direta da “máquina prateada”, que eu tirei de uma canção antiga (“Silver Machine”, do Hawkwind) que fala de uma “máquina do tempo que só anda de lado”. Esse seria o ovo de páscoa para eu revelar agora. Mas a referência a Drácula e a The Wall eu tinha esperanças que a maioria entendesse.

    Nesse contexto, as pessoas abandonam seus sonhos românticos (Heleninha) e arrastam consigo à destruição quem as ame (Teófilo).

    Drax é o mal antigo, o mal tradicional, o mal indisfarçado, o mal imemorial que abertamente se coloca contra Deus sem fingir ser Deus.

    Ele sabe que não se trata do arrebatamento, não porque conhece os sinais do verdadeiro arrebatamento, mas porque reconhece outro esquema de devoramento do povo.

    Ele não é bem sucedido contra os anjos porque tem poderes excessivos, mas porque os “anjos” na verdade são homens disfarçados, não alienígenas super tecnológicos.

    Porém, a vitória de Drax é uma vitória de Pirro, porque ele destruiu uma maquina prateada local, mas a história não nos fala quantas há no mundo… Quantas haverá?

    Enfim, este é um texto que dificilmente ganharia, porque os leitores se dividiram entre os que não o entenderam porque não pescaram as referências (a Drácula e às falsas religiões que exploram a credulidade do povo) e os que, se tivessem pescado, ficariam tão ofendidos que dariam uma nota ainda mais baixa.

    Mas eu preferia que as pessoas tivessem entendido e reagido com ira do que ficarem tão “por fora” quanto ficaram.

    Para mim, isto significou que eu não consigo mais falar com vocês.

  2. Alessandro Diniz
    13 de outubro de 2018

    Oi, Teófio! Gostei muito do seu conto. Uma bela mistura de seres. Seu domínio da língua portuguesa é claro. A leitura flui bem. O texto bem estruturado. A divisão entre as partes está clara, visto que são como capítulos. A trama é boa. Realmente um ótimo trabalho. Apenas alguns erros de digitação. Parabéns!

  3. Daniel Reis
    12 de outubro de 2018

    Prezado Autor: inicialmente, esclareço que, neste Desafio, dividi a análise em duas etapas – primeira e segunda (ou até terceira e quarta) leitura, com um certo espaçamento. Vamos às impressões:

    PRIMEIRA LEITURA: eu achei a história superconfusa, misturando mitologias, religião e ficção científica. Porém, está bem escrita, e conduz o leitor até o final. Ainda que não se entenda muita coisa.

    LEITURAS ADICIONAIS: com uma leitura mais calma (a primeira vez li em um consultório médico), percebi algumas sutilezas, como a interpretação de que o Arrebatamento seria na verdade o Holocausto. Gostei um pouco mais, mas ainda não me cativou.

    Desejo a você, e a todos os participantes, sucesso no desafio e em seus futuros projetos literários!

  4. Priscila Pereira
    12 de outubro de 2018

    Olá Teófilo,
    Eu gostei da leitura do seu conto. O assunto me interessa muito. O conto fala sobre arrebatamento, Santos Anjos, a Glória do Senhor, mas está totalmente antibíblico. Isso é só uma observação, já que é um conto de ficção e você é livre para escrever como te der na telha…kkk Só fiquei pensando como um vampiro saberia mais dos sinais do que o povo que supostamente cria em Deus e buscava uma salvação.
    Eu gostei muito do vampiro falar como antigamente e o resto dos personagens e a narração ser na linguagem moderna. Uma coisa que achei muito estranho foi a troca do ponto de vista narrativo acontecer sem nenhuma separação ou motivo aparente… Eu gosto de fazer isso, só que sempre deixo bem demarcado essa troca pra não confundir o leitor. No mais, um ótimo conto, muito criativo.
    Parabéns!
    Boa sorte!
    Até mais!

  5. Fil Felix
    12 de outubro de 2018

    Boa tarde! O conto mostra, talvez (porque me perdi um pouco), uma invasão alienígena que se disfarça na religião pra agarrar fieis. A premissa é interessante, mas não consegui comprar muito a ideia. Gosto do conceito de “eram os deuses astronautas”, mas não houve muita profundidade, como falar sobre o governo, o que a sociedade fez com a descida da nave, além de se formar uma fila pro arrebatamento. É normal a convivência desses humanos com outros seres? A mistura entre alienígenas e vampiros, além da troca de narrador em vários momentos, me deixou meio perdido. E todo o disfarce para roubar joias e dentes, achei um pouco exagerado. Em alguns aspectos, me lembrou do jogo Bayonetta, onde os anjos são seres bestiais.

  6. Amanda Gomez
    12 de outubro de 2018

    Olá,

    O seu conto tem uma peculiaridade, ele tem fluidez, me senti conectada aos personagens e segui a leitura sem cansasso ou tédio, mas tem um porém: não sei aonde a história me levou, sei que tem uma mistura de muitas mitologias, mas o autor não chega a deixar isso muito claro, não sei se li sobre vampiros, anjos, Aliens… provavelmente tudo isso junto… Mas de uma forma pouco organizada, devo dizer. Os personagens são jogados aleatoriamente, em algum momento se encontram, outros se perdem.

    Pra mim faltou um melhor direcionamento de ideias. Ainda sim foi um bom entretenimento.

    Parabéns.

  7. Bruna Francielle
    11 de outubro de 2018

    Olá.
    Bem, eu gostei da maior parte do seu conto. Li com interesse, e fico feliz por ter aprendido pelo menos uma palavra nova: Icor.
    Aquela introdução não foi muito útil, na minha opinião, pro resto da história, pois naquele momento não sabemos alhos e bugalhos de quem ou o quê está falando. Aliás, esse foi o grande defeito do conto: uma certa confusão narrativa. Eu realmente me perdi em certos momentos, pensava que era um personagem que estava falando, quando de repente descobri que era outro.
    Como eu estava tentando ler com o máximo de atenção, não me parece que tenha sido culpa minha.
    Minha parte preferida do seu conto foi quando o Drax interage com o Jhonny. Aliás, ri muito quando fui ver qual era a referência do nome Drax (a parte do cosplay) e descobri a ligação com a história da Marvel, risos.
    Também gostei da cena da procissão de pessoas indo em direção ao suposto arrebatamento.
    Só não ganhará uma nota maior de mim, porque o final foi meio que um balde de água fria e por causa da confusão narrativa.
    Parabéns

  8. Pedro Paulo
    9 de outubro de 2018

    Antes de começar, esclarecerei alguns dos critérios a partir dos quais estarei avaliando, ainda que a nota não vá estar totalmente definida antes do desafio. Avaliarei o conto a partir do domínio da língua portuguesa, da estruturação da narrativa, da adequação ao tema e, enfim, mas não menos importante, da criatividade. Vê-se que são critérios interligados. Vamos lá!

    Um conto interessante, pois fica evidente que o autor tentou confrontar o gênero da ficção científica com um fundo místico e vampiresco. No entanto, acredito que não tenha sido uma soma eficiente. As duas perspectivas do conto não se complementam muito bem ao meu ver, dado que em primeiro lugar temos o casal, personagens passivos pelos quais somos apresentados mais ou menos ao que está acontecendo, e do outro temos o protagonista, que só depois vem ser vagamente conectado à trama. O vampiro, acordado, tendo que se situar no que ocorria e ciente do que realmente seria o apocalipse, pareceu-me um personagem um tanto superficial, movido apenas pelo instinto vampiresco, o traço mais marcante que percebi sendo o sentimento de superioridade, quando simplesmente despreza o garoto e depois quando se refere à humanidade por gado. Também achei seu enfrentamento dos alienígenas um tanto anticlimático, dado que pareceu um embate fácil e deixou os extraterrestres com um aspecto ainda mais vazio do que o personagem em si. Com isso quero dizer que embora eles apresentassem uma ameaça (primeiro subtendida e depois confirmada pelo Drax), não pareceram ameaçadores perante a espada do protagonista, este que, sem sofrer nada mais do que uma breve confusão durante o conto, não me cativou. Apesar de uma narrativa que não apelou para mim, denoto que o conto foi bem escrito e que há trechos que já foram destacados pelos colegas e que chamam bastante a atenção. Boa sorte!

  9. Delane Leonardo
    8 de outubro de 2018

    Oi, Teófilo! Você me ganhou com o Drax. Rsrsrsrsrsrsrs. Pense numa mulher fanática com histórias de vampiros! E sua mistura foi muito boa. Não tive problemas para acompanhar o desenrolar dos fatos, sequer para entender sua escrita. Minha proximidade com o gênero me ajudou a preencher as lacunas, mas entendo quando alguns disseram que talvez o texto careça de um pouco mais de linearidade, pois a mudança do foco narrativo, entre Drax – 3ª pessoa – Drax – Helena e Drax de novo pode confundir um pouco. No mais foi uma grata surpresa o seu texto. Um dos que fugiram ao mais do mesmo. Parabéns!

  10. Amanda Gomez
    6 de outubro de 2018

    Olá,

    Um conto de difícil intendimento. A estrutura está confusa, algumas partes parecem devaneios…. os personagens se misturam de uma forma que é complicado saber quem está falando, a ordem cronológica. Foi uma leitura um tanto arrastada, mesmo que tenha elementos bem originais como a misturas de mitos, essa questão na narrativa acaba ganhando maior destaque. Talvez se estivesse tudo mais separado, organizado teria facilitado mais a imersão do leitor.

    Ainda assim é um bom conto, entretém.

    Parabéns!

  11. angst447
    5 de outubro de 2018

    Olá, autor, tudo bem?
    Um conto que me pareceu longo demais talvez porque eu tenha me perdido várias vezes no seu labirinto de palavras. Está bem escrito e achei a ideia criativa de misturar vampiro, arrebatamento, anjos, alienígenas, etc. O melhor foi camuflar uma invasão alienígena invocando o fanatismo de seguidores de anjos prestes a serem arrebatados. O que atrapalhou meu entendimento foi o excesso de referências e informações. Tive dificuldade em ficar nos personagens, mas considero o conto com muito potencial.
    Boa sorte!

  12. Evelyn Postali
    5 de outubro de 2018

    Eu gostei do seu conto. Porque é muito diferente de todos os outros que li e, apesar de eu ter me confundido um pouco na trama – eu li duas vezes – eu ainda fiquei com a ideia de que seu texto merece uma revisão na estrutura – talvez ampliando a história, trabalhando melhor as vidas dos personagens principais, fazendo com que fiquem mais claras as ideias de um Apocalipse, de um engodo alienígena, dos motivos pelos quais tudo isso se faz. Minha confusão se deu na passagem da primeira parte com a segunda. E em algum momento no surgimento de Drax.
    É isso. Boa sorte no desafio. Abraços!

  13. Dônovan Ferreira Rodrigues
    5 de outubro de 2018

    Olar, tudo bom?
    Então… o conto é uma escrita original. Eu gostei de haver mais de um ponto de vista e de aguardar para saber onde as coisas desenrolariam e quando eu saberia quem é quem. Isso não me incomodou.

    O que me incomodou, foi o fato de a tramar vir, crescer se desenvolver e no final, veja bem, talvez eu apenas não seja o público alvo, eu não me identificar com Teófilo, Drax ou Helena. Simples assim eles vem e vão e não sinto nada, nem vontade de saber onde a história terminaria.

    Enfim, obrigado por ouvir e perdão se causei incômodo.
    Té.

  14. Fabio D'Oliveira
    3 de outubro de 2018

    Acho justo esclarecer como avalio cada texto. Eu tento enxergar a essência do escritor e de sua escrita. Eu tento sentir o que o escritor sentia ao escrever. Eu tento entender a mensagem do conto. Eu tento mergulhar naquela história que o autor quis passar. Apenas ler o que está ali, apreciar o que foi oferecido, procurar entrar na história. Assim como todo bom leitor. Mas mantenho a atenção e meu sentido crítico. Então, já peço desculpas por qualquer coisa que fale que te cause alguma dor. Um texto que criamos é como um filho.

    – O que vi: Uma escrita um pouco imprecisa, com potencial para muitos mais. A forma como a leitura é conduzida deixou as coisas um pouco confusas demais. Não flui com naturalidade. A narrativa e o estilo também não ajudam. A mudança de visão ficou interessante e casou bem. A transição de cenas também ficou legal. Talvez o autor apostou alto num estilo único, para impressionar, não sei; e isso acabou prejudicando toda a história, que, de fato, ficou intrigante e boa.

    – O que senti: Há algumas subtramas (quem é Helena e Teófilo de verdade, o que aconteceu com ela, quem de fato Drax é, etc) que atrapalham o entendimento geral do conto, mas ele não é de todo ruim. O fato dos alienígenas se passarem por anjos foi bem legal, apesar de não ser explicado como eles enganaram os humanos daquela região. Mas não senti nada por nenhum dos personagens, nenhuma espécie de simpatia. Drax é o melhor personagem e, mesmo assim, pareceu-me meio fraco.

    – O que entendi: É o Apocalipse. Os anjos estão organizando o Arrebatamento. Helena e Teófilo estão em direção à salvação. Drax é um demônio que não reconhece o Apocalipse. É tudo muito súbito. Ele vai atrás, interessa-se pela Helena e transforma tanto ela quanto Teófilo em seus servos. E depois desmascara os anjos, que, na verdade, são alienígenas querendo enganar os seres humanos, prometendo salvação quando visam a destruição. Não é uma ideia ruim, mas a forma como foi executada deixou o conto num patamar mediano. Faltou desenvolvimento em cima dos personagens. Faltou envolvimento. Faltou uma narrativa mais sólida e funcional. Faltou muitas coisas. O autor deve aproveitar essa criatividade e aplicar na escrita também, pois não basta pensar em boas ideias para ser criativo: precisa saber aplicá-las também!

  15. Jorge Santos
    3 de outubro de 2018

    Há vários elementos que confundem neste seu texto. Tantos que me fizeram desistir da segunda leitura que normalmente faço quando um texto me confunde. Não encontro o elemento do tema. O único ponto positivo foi a linguagem correcta (à excepção da utilização errada dos pontos e vírgulas no primeiro parágrafo – aquele “porém” é disso o exemplo máximo). A nível da estrutura, não compreendi o desfecho, mas como não tinha percebido o resto do texto vi que, pelo menos, manteve a coerência.

  16. Rafael Penha
    30 de setembro de 2018

    Olá Teófilo

    O conto é extremamente original, mas confuso.

    PONTOS POSITIVOS: A criatividade e originalidade do conto são seu diferencial. Mesclar alienígenas com fantasia religiosa é para poucos e dificilmente o resultado é bom. Aqui, você se saiu bem, mostrando um personagem nem bom nem mau. Apenas movido pela necessidade. Existem construções frasais muito boas ao longo de todo o texto. O final é intenso e recompensa a leitura.

    PONTOS NEGATIVOS: A opção narrativa de mostrar a história por diversos pontos de vista pode não ter sido a melhor. O texto se torna confuso em muitos pontos. Algumas descrições me pareceram vagas, apesar de essa parecer ser a idéa do autor. Também acho que em muitos momentos, sobretudo no início, a história não anda, estando o autor mais focado em construir frases bonitas que não levam o enredo adiante.

    Neste conto, percebi bem mais de fantasia religiosa do que extraterrestres, mesmo sabendo que os ajos e o próprio Drax eram. A construção me remeteu bem mais à fantasia.
    Um conto ótimo e muito original, mas em alguns momentos, se perde dentro de si mesmo.

    Grande abraço!

  17. Fheluany Nogueira
    30 de setembro de 2018

    Uma história de juízo final, mesclada a um romancinho, situações históricas e cultura popular, mais questões filosóficas interessantes.

    O Arrebatamento é o evento no qual Deus remove todos os crentes da terra para abrir caminho para que Seu justo julgamento, está nas Escrituras. As pessoas faziam fila à procura de Deus, mas estavam mesmo era indo para uma nave alienígena, como gado para o abatedouro para terem o mesmo destino que os judeus no holocausto — eram mortos e roubados. O vampiro (que mais parece um demoníaco super-homem) vê aquilo e promove uma reviravolta na luta bem X mal. Ele salva a humanidade, mas para preservar o seu alimento (uma sátira bem-humorada). E, salva a mocinha, que havia sido picada pela serpente (outro símbolo religioso), mas também para si.

    As histórias que correm em paralelo, personagens e ambiente estão bem construídos, com descrições, frases e metáforas de bom efeito e bonitas. A dica vai para a revisão gramatical e de algumas contradições no texto.

    Parabéns pelo excelente trabalho. Gostei muito. Abraço.

  18. Evandro Furtado
    27 de setembro de 2018

    Pontos Negativos

    – A narrativa, ao optar por múltiplos pontos de vista, torna-se um pouco confusa em alguns pontos. Talvez ao deixar mais claro quem é responsável pelo quê, isso aumentaria consideravelmente a qualidade;

    Pontos Positivos

    – A premissa é interessante e consegue trabalhar uma mistura interessante de mitos religiosos e cultura popular;

    Balanço Final: Average

  19. Sarah Nascimento
    27 de setembro de 2018

    Olá! Você escreve muito bem, acho que todas as cenas ficaram adequadas pra história, nada faltando e nem sobrando.
    Achei interessante ver como o namorado da Helena se sentia, esse negócio dele saber que é covarde tal e achei legal o amor dele. Indo ao fim do mundo com ela, mesmo tendo conhecido a moça a um mês.
    Outro ponto legal foi como apresentou o Drax. Eu achei ele meio sinistro, mas não pensei que ele seria o vilão da coisa. Quer dizer, a última fala dele evidencia isso muito bem. Ele não destruiu as criaturas lá porque era o bonzinho da história.
    Foi um bom conto.
    E pelo que eu entendi, você quis dizer que tanto os anjos quanto demônios seriam aliens na verdade?
    Pobres dos humanos, ficam sempre no meio da confusão de criaturas mais poderosas. Fiquei com pena da galera ali ao redor da nave dos “anjos”. E agora me pergunto: será que aquelas criaturas prateadas fariam mau aos humanos? Isso nunca saberemos.
    Algo que me incomodou um pouco foi chamar esse veículo, nave, ou coisa assim de “glória do senhor”, entendo que esse é o nome, porque foi o nome que provavelmente as pessoas chamavam. Mas enfim, acho que foi a única coisa que não gostei muito no texto.

  20. Paula Giannini
    25 de setembro de 2018

    Olá Autor(a),

    Tudo bem?

    Seu conto aposta em uma premissa que mescla vampiros e extraterrestres em uma espécie de fanatização coletiva de toda a população do planeta.

    Acredito que o trabalho teria fôlego para uma narrativa bem mais longa. Do modo como vejo, o(a) escritor(a) estava repleto de ideias (vampiros, extraterrestres, o fim dos tempos, a luta do bem contra o mal, a crença de toda uma população em deuses astronautas que veem do céu para nos salvar, a intenção pelo visto nada boa dos alienígenas, e por aí vai), porém, possuía apenas 3 mil palavras para colocar tudo no papel, devido ao limite do desafio. Assim, acho que aqui temos um bom argumento para uma novela jovem, ou até um romance de FC. O universo que está na cabeça do autor é bem maior que o que lemos no certame.

    O ponto alto, em minha opinião, é o fato do personagem que personifica a maldade, salvar o planeta. A ideia de que, para ele, em nada interessa o fim, já que desse modo será julgado, perderá seu campo de colheita e perderá toda a sua “utilidade” é muito boa.

    Parabéns por escrever.

    Beijos e boa sorte no desafio.

    Paula Giannini

  21. Fabio Baptista
    25 de setembro de 2018

    Anotações durante a leitura:

    – arrastando os pés na poeira dos dias
    >>> gosto desse tipo de frase

    – Uma velhinha se aproximou a mancar,
    >>> entendo que é o estilo do(a) autor(a), mas fica meio estranho esse “a mancar”. Não sei se está gramaticalmente correto dessa forma, mas eu estranhei, teria usado “mancando”

    – Para quem é mariposa, a lâmpada é o seu sol e o cômodo de sua casa é um universo
    >>> boa metáfora

    – Quem sabe quem sou?
    >>> esse quem / quem poderia ser evitado

    – Ele saiu de dentro de um restaurante, a comer um pão recheado com vegetais e algo mais que não identifiquei ainda.
    >>> esse “ainda” trouxe uma certa confusão no tempo verbal da narrativa

    – Percebi que começava a perceber
    >>> Outra repetição que poderia ser evitada

    – base as asas
    >>> bate

    – Os covardes têm pressentimentos verdadeiros com mais frequência que os bravos
    >>> essa foi ótima! hahaha

    – Voei até ela, porque eu primeiro ato
    >>> meu

    – Mesmo ainda presa de meu torpor de morte, lembro-me de Drax transformar-se em algo terrível e belo, que ainda amo e ainda desejo mais que a própria vida.
    >>> mais uma bela sentença

    – salta à gargante
    >>> garganta

    ———–

    Impressões finais:

    Embora a técnica do autor não se encaixe muito com o meu gosto, não há como negar que o conto está gramaticalmente muito bem escrito, com muitas construções excelentes. O problema aqui foi a transição de narradores e saltos temporais, que me causou certa confusão em determinados pontos.

    Sem dúvida a trama foi criativa, misturando um elemento fantástico (era vampiro, mas fiquei com impressão de ser um lobisomem, não sei por quê) com ficção científica (estilo alienígenas do passado) com religião. A ambientação do passado ficou muito boa e acho que se o conto ficasse apenas por lá teria um resultado melhor.
    O nome “Drax” me incomodou um pouco por soar quase como um Deux Ex (tipo, o nome OK, mas o nome e a aparência já foi coincidência demais).

    No geral, uma boa leitura, com uma pegada diferente, autoral.

    Abraço!

  22. Victor O. de Faria
    21 de setembro de 2018

    ET (Enredo, Texto)
    E: Texto bastante curioso, com uma pegada espiritual. Tem muitos méritos, mas o tema foi deixado um pouco de lado. Pode se aplicar, mas não no sentido clássico. Se houvesse mais referências, ou mesmo algo mais científico, convenceria bem mais. É uma história que prende, recompensa ao final, mas caminha na linha tênue entre FC e Fantasia. Difícil avaliar. Contudo, é uma ótima história de juízo final.
    T: Bem cadenciado, com escolhas certeiras de palavras. Tem um ou outro errinho ali no meio, mas nada que atrapalhasse a leitura. Convence como um bom conto. Já na questão temática, prevejo muitas polêmicas.

  23. Miquéias Dell'Orti
    16 de setembro de 2018

    Olá,

    Olha, direto ao ponto: gostei demais da história, mas acho que a execução falhou em algumas partes.

    Você conseguiu unir duas coisas num impensável enredo e isso ficou realmente excelente, mas partes dele ficaram um tanto estranhas demais pra mim.

    Algumas construções soaram confusas, como essa: “A vida é uma vela que se consome quanto mais queima e estar desperto é arder”, da qual não entendi o significado

    Percebi também duas passagens que entraram em contradição:

    “… entravam e saíam, sempre levando para dentro, nunca trazendo para fora, os peregrinos que chegavam diante da Glória com olhos cheios de lágrimas.”

    e

    “… seis estavam dentro, sempre andando de um lado a outro, conforme se via pelas janelas, e seis entrando e saindo com os peregrinos.”

    Na primeira você diz que que eles nunca saíam com os peregrinos e na segunda diz que eles entravam e saíam com eles.

    A troca de narradores durante o texto também não ajudou muito, acho que por conta desses percalços não senti uma transição natural durante a leitura, sabe?

    Mas assim, mesmo com esses pontos, volto a dizer que a criatividade desse enredo foi espetacular. Creio que com ajustes a história ganhe uma baita força.

    Parabéns!

  24. Antonio Stegues Batista
    16 de setembro de 2018

    Confesso que em algumas parte do conto fiquei meio perdido, pois raciocino pela lógica de Vulcano e as metáforas e linguagem figurada me atrapalharam porque me pareceu sem sentido. Como por exemplo..Algumas frases ou ações são interligadas, mas parece de sentidos diferentes. Como por exemplo: quando Drax derrama o conteúdo de uma caixa no chão, “nem eu, nem Helena saberíamos dizer o que era, mas havia médicos e historiadores que desejavam o Arrebatamento. ”
    Não entendi o que uma coisa tem a ver com a outra. Enfim, parece que o conto é uma alegoria para cada leitor interpretar como quiser. Boa sorte.

  25. Wilson Barros
    14 de setembro de 2018

    Mais uma vez me senti diante do filme “A Ilha”, em que os clones são enganados e no lugar de uma vida paradisíaca é a cruel morte por desmembramento que os espera. Essa tentativa de engano fascina a espécie humana há séculos. Já li contos em que somos criados apenas como gado (Inclusive a “Máquina do Tempo” de H G Wells é assim). Em outros somos apenas uma experiência científica. Aqui a imaginação do autor leva a uma direção jamais tentada antes: gado para uns, objetos de desejo para outros.

    O conto é repleto de ideias. A bela alegoria do autor com a mariposa é um dos pontos mais altos, e lembrou-me o poema de Baudelaire:

    “A mariposa voa ao teu encontro, ó vela,
    Freme, inflama-se e diz: “Ó clarão abençoado!”
    O arfante namorado aos pés de sua bela
    Recorda um moribundo ao túmulo abraçado.”

    O conto é bastante interessante e a leitura muito, muito divertida. Minhas sugestões não tem nada a ver com o projeto, são todas de cunho gramatical. Melhorar algumas frases, como “Estamos acostumados a ela desde há tantos séculos que nem nos lembramos mais”. De quê? “A pesada porta de pedra cedeu facilmente à minha força de seis homens”. Estranha essa comparação vinda de um ser infernal. “Precavenho” não existe. Depois do “porém” e do “cortando” no primeiro parágrafo é vírgula. Pequeninos erros de revisão, falo só para corrigir. No mais, parabéns, gostei do conto.

  26. iolandinhapinheiro
    11 de setembro de 2018

    Olá, autor

    Seu conto tem muita fluidez e tem uma história muito interessante mas a mudança do narrador me obrigou a ler mais de uma vez alguns dos trechos para compreender o que estava acontecendo, mas depois cheguei às seguintes conclusões: o povo do planeta estava desalentado e ai apareceu uma religião que promete um arrebatamento e o povo se ilude caminhando até um local onde seriam aprisionados, devorados, etc Os tais anjos que levavam as pessoas para dentro do local e se diziam anjos, eu pensei que fossem demônios, mas tb poderiam ser aliens, ou os aliens seriam o povo que está caminhando, sei lá.

    O tal Drax obviamente era um vampiro, e um vampiro que não é indiferente aos sentimentos, já que não bebe o sangue do cara que o confunde com um cosplay dele mesmo e salva a vida de Helena. Teófilo é só um bobão que não serve de nada para a trama.

    Mesmo tendo ficado meio perdida em alguns momentos eu acabei gostando do seu conto, viu? Meus parabéns por ele.

    vou ficando por aqui, desejo boa sorte

  27. Marco Aurélio Saraiva
    10 de setembro de 2018

    Seu conto tem uma escrita agradável, fluida e muito eloquente. Foi uma leitura natural e que seguiu até o fim sem tropeços – tirando um ou outro erro de digitação que não atrapalhou muito.

    Há muitas formas de interpretar o seu conto. A leitura parece confusa no início mas, se o leitor focar toda a atenção nas linhas do conto, é possível encontrar uma linha-guia que nos leva até o final. Há uma “primeira camada” de entendimento: Drax é um demônio que dorme nas entranhas da terra, ou um vampiro, que acorda de tempos em tempos para se alimentar dos humanos. Quando acorda vê que uma raça alienígena invadiu o planeta e está se alimentando do “seu gado” (ele tem certeza que não são MESMO os anjos de deus por causa dos sinais que “não batem… e o leitor fica com certeza disso bem antes graças ao número 6 tão recorrente na descrição destes “anjos”). Então ele vai até lá e mata todos os alienígenas para garantir alimento por mais eras.

    A partir daí há inúmeras interpretações. Drax pode ser, por exemplo, uma metáfora para a violência inata em todo ser humano. Os casacos-azuis podem ser, por exemplo, falsos líderes que mentem futuros de paz e glória para a humanidade. Ou, mesmo, eles podem representar a própria paz que a humanidade tanto anseia mas que a violência inata dentro de cada um de nós (personificada por Drax) não os deixa alcançar. Da mesma forma, há mil maneiras de tentar interpretar Teófilo e Helena, assim como o veneno que a consome.

    Acho que a única falha no conto foi dar o nome à criatura de “Drax” e torná-lo idêntico ao personagem da Marvel… que acabara virando uma cena cômica e bem “nada a ver”. Drax perde um bocado do elemento sombrio que ele carregava consigo.

    O conto também está cheio de frases de efeito muito bem escritas:

    “Para quem é mariposa, a lâmpada é o seu sol e o cômodo de sua casa é um universo”

    “A vida é uma vela que se consome quanto mais queima e estar desperto é arder”

    Enfim, pela escrita louvável e muito bela, e pelas diversas camadas de entendimento do seu conto eu daria a nota máxima. Porém, notei mais do que alguns erros de digitação e aquela cena do “cosplay” (rs rs rs) tirou o clima do conto e é completamente desnecessária =(

  28. Caio Freitas
    8 de setembro de 2018

    Gostei do jeito que você misturou os aliens com religião. Se algum dia eles nos visitassem certamente haveria pessoas que os adorariam como deuses. Quanto ao Drax, me pareceu um personagem interessante, que quer manter seu poder frente aos invasores. só não entendi muito bem porque ele diz que os humanos são seu gado. Tirando o rapaz q foi meio que obrigado a isso, mais ninguém adora ele. Achei o conto muito interessante. Parabéns e boa sorte no concurso.

  29. Ricardo Gnecco Falco
    6 de setembro de 2018

    Saudações, Teófilo (ou será Drax?)! O seu texto é gostoso de ler e o enredo trouxe uma mistura que até que rendeu uma boa história. A narrativa ficou interessante e, mesmo sem muito tempo para explorar melhor o (pseudo)relacionamento entre Teófilo e Helena, deu (a história, não a Heleninha) para assimilar bem a dinâmica entre estes dois. Chega então o anti-herói Drax e, roubando a cena, bota ordem na casa e dá um fatality nos santos charlatões; personagens estes que, por fim, parecem existir apenas para cumprir com o quesito temático do Desafio. A história ficou legal, bem locona, mas fiquei com a impressão de que, talvez, o/a autor/a já tivesse essa história meio engatilhada e, resolvendo participar do Certame, deu uma ‘adaptada’ com os alienigenazistas que guardavam o ouro de suas vítimas abduzeimadas em potes para… sabe-se lá o quê. Mas, tá valendo! Eu curti a viagem e a leitura! Obrigado por compartilhar a sua história e boa sorte no Desafio!
    Pax et Bonum!

  30. José Geraldo Gouvea (@jggouvea)
    3 de setembro de 2018

    Um texto estranho e cínico, que coloca um vampiro muito realista (que pensa e fala como alguém de séculos passados) despertando no mundo moderno e encontrando uma visitação alienígena que os crédulos confundem com o Juízo Final e que ele, malicioso como só, percebe ser um grande esquema para… bem, aqui eu estaquei. Acho que aqui está o problema real do conto (os que comentaram até agora enxergaram problemas que não existem, apenas porque não prestaram atenção). QUAL É O OBJETIVO DOS ALIENS, RAIOS!?

    Veja bem, o objetivo de Drax (será o Drácula piratovski?) é alimentar-se de vez em quando e depois retornar para seu mundo subterrâneo. O objetivo de Teófilo é comer Heleninha. O objetivo de Heleninha é encontrar Jesus, ou pelo menos os seus Anjos. Mas e os aliens, porra?

    Dá para ver que eles, como os nazistas, colecionam objetos extraídos dos corpos dos humanos, que eles, aparentemente, estão incinerando ou desintegrando de alguma forma. No recipiente trazido por Drax há joias, próteses etc. As pedras de formato curioso podem ser cálculos (eu extraí cálculo biliar a pedra parecia um ovo de codorna azul). Mas COM QUE OBJETIVO ESTÃO FAZENDO ISSO, CARAJOS?!

    Por que alienígenas capazes de viajar por todo o cosmo em uma máquina prateada se importariam em fazer isso? O texto nem dá a entender se eles estão fazendo isso no mundo todo (nesse caso seria possível argumentar que eles estão querendo despovoar a terra). O texto também não epxlica como os humanos não acham estranhos as pessoas entrarem na nave e sumirem, sendo que a nave nunca decola.

    Eu não me incomodei com a facilidade com que Drax despacha os aliens porque eu resolvi assumir a teoria de que ele é um vampiro clássico. Isso lhe dá a força de seis homens (Drácula, de Bram Stoker), a agilidade do melhor dos guerreiros (Entrevista com o Vampiro, Anne Rice) e a capacidade de resistir a ferimentos que matariam um humano. Além disso, acho razoável supor que os aliens, ao estudarem a terra, não perceberam a existência de vampiros, já que eles estão recolhidos há séculos no submundo.

    Enfim, o texto é bem escrito, mas tem sérios buracos no argumento, que comprometeram sua apreciação para mim. Mas Drax não é um desses problemas.

    O PROBLEMAS SÃO OS ALIENS, pombas!

  31. Anderson Roberto do Rosario
    1 de setembro de 2018

    Olá, Teófilo. Também fiquei confuso quanto ao tempo e a ambientação da história. O Título parecia remeter à guerra civil americana, mas não. Você misturou duas vertentes, a cresça religiosa, especificamente o segundo textamento, talvez Moisés, por causa da abdução na montanha, enfim, e também o deísmo, que não credita a criação a um ser divino especificamente, nem a uma religião. Achei algumas passagens um pouco confusas, de difícil entendimento. Acho que faltou amarrar melhor as pontas soltas para criar algo mais satisfatório. Gostei do tom filosófico, das muitas referências ao arrebatamento e às passagens bíblicas, apocalipse, anjos, enfim. Um bom conto, desejo-lhe sorte no desafio.

    • Anderson Roberto do Rosario
      1 de setembro de 2018

      *antigo testamento

  32. Emanuel Maurin
    1 de setembro de 2018

    Não sou um critico literário para fazer uma resenha bem elaborada, mas posso lhe dizer que gostei.

  33. Emanuel Maurin
    1 de setembro de 2018

    No meu ver, você mistura realidade com abstrato, seus personagens são intensos. Confesso que não consegui me localizar no ambiente. Gostei da forma que descreve passagens filosóficas, pois acho extremamente difícil filosofar em narrativas. O teor filosófico na minha opinião foi o ponto forte de seu conto. Os personagens são intensos e posso lhe dizer que gostei.

E Então? O que achou?

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Publicado em 1 de setembro de 2018 por em Alienígenas.