EntreContos

Detox Literário.

O inventor (Felipe Rodrigues)

Já passava das onze da noite quando apareceu na praça o inventor. Farto de suas apresentações falidas, o povo postou-se sonolento ao seu redor, num último suspiro de esperança. Então começaram a pedir.

– Eu gostaria muito que o senhor me fizesse um barbeador! – disse um homem.

O inventor já sabia do desfecho daquilo tudo, mas, mesmo assim, colocou-se a trabalhar movimentando as mãos dentro do seu pote de madeira. Suando, braços tremendo, misturava elementos de forma a pressionar sempre alguma coisa, parecia fazer um purê de batatas. Fumaça espirrava de lado, barulho fazia, cheiro de queimado, e o rangido da multidão aumentava cada vez que ele parava. Acalmou-se. Sorriu para todos. Tinha terminado.

Levantou, então, o inventor, uma espécie de animal pequeno. A multidão já reclamante chegou mais perto para que não perdesse o novo ente de vista. Era um animal de pele escura, azulada, o rabinho sambava da esquerda para a direita e, assim, o homem que solicitara pela invenção, disse:

– Percebe-se que não mudou nada! Inventor fajuto!

– Pois saiba que este barbeador funciona. E muito bem!

A multidão vaiou o inventor e o novo projeto que pendia em suas mãos. Sentindo o ambiente hostil, o bichinho preto, encrespado e dentuço, armou-se num iminente ataque mortal, mostrando os dentes, que pareciam cerdas finas e compactas e mexiam-se em conjunto fazendo um zunido monocórdio ao lado da espuma branca da língua, que escorria pelos cantos da boca.

– Vejam se não é um barbeador e tanto! – ironizou uma velha.

– Me diga, caro inventor, por que não consegue criar um objeto, sequer, da forma como pedimos? – disse outro.

– Faço as coisas como me surgem no pensamento e, dentro de meu mundo de ideias, elas assim saem – respondeu o inventor.

– Queremos a verdade! – berrou um grupinho, mais atrás.

O pequeno animal crispou-se como se defendesse a tese do inventor. Ajeitou seu corpo emborrachado num espiral e comprimiu-se ainda mais, saltando como mola na cara do homem que pedira pelo barbeador. Cuspiu-lhe saliva espumosa e quente nas bochechas e pôs-se a raspar sua grande barba ruiva, com suas cerdas dentais afiadas e compactas. Passeava com maestria entre as cicatrizes, fendas e pelos encravados daquele rosto tão marcado pelo tempo e, em menos do que um minuto, as bochechas, o buço, o queixo e todo o rosto do pidão estava límpido, como num trabalho esmerado de fígaros experientes.

– Pois vejam se minha invenção não funciona! – disse o inventor, aparando o animalzinho que pulava daquele pelado rosto diretamente para o bolso encardido de sua camisa.

Perplexa com o trabalho rente e perfeito da criatura, a multidão, em círculo, caminhava ao redor do homem de barba feita. Riam e contemporizavam.

– Então? Estão certas de que meu barbeador funciona? E nenhum problema haveria em levar tal criatura para suas residências, visto que ela se alimenta de pelos e sintetiza o próprio excremento, tal qual a engenhosidade geniosa de minha invenção! Pasmem! Sem gastos adicionais!

Um vendedor de quadros passou pela multidão com diversas telas e levantou uma na direção do inventor.

– Desafio-lhe! – disse o vendedor. – Mirem esta reprodução, é ou não é uma cópia perfeita da Muralha da China?

O público concordou e, logo, todos estavam olhando raivosos novamente para o inventor.

– Tão logo a muralha recebe nova ventania e então já não é mais a mesma. Eis aí o problema do quadro, provavelmente pintado por pequeno artista de rodapé, tão baixo, tão baixo, que retratou a construção do ponto de vista de sua estatura de rato, deixando-a com o tamanho em três vezes maior do que é! Um astronauta, eu diria, nos saudaria com uma muralha insignificante, perdida no cosmo!

O público vaiou tal conjectura. Alguns cataram bolotas de fezes secas no chão e ameaçaram jogá-las no inventor.

– Zomba de nós e se julga muito astuto! – disse o vendedor de quadros. – Por não conseguir fazer as coisas como tais, acha que devemos engolir essas engenhocas! Coloca-nos que o mundo que enxerga é a realidade e, vaidoso que é, quer que acreditemos nisto!

– Farsa! Fajuto! – gritou o povo.

– Acha que é Deus! – completou uma senhora.

– Já que a verdade não existe, já que suas invenções funcionam como os objetos pedidos, mas não são como tais, e o senhor insiste que assim são por saírem desta forma de suas ideias, proponho…

– Sujeito enrolado! Ao ponto! – gritou um curioso.

–… Que não faça algo útil! Quando o rapaz pediu um barbeador, o senhor fez tal criatura deveras repugnante, pois sabia para que serve um barbeador. Se eu pedisse uma frigideira, talvez me fizesse um arco mágico pelo qual a comida passa e sai frita do outro lado, pois a frigideira frita e não mais do que isso, se eu lhe pedisse um gato, talvez me desse um monte de lama cheia de pelos que mia, dorme, come, defeca, arranha e come insetos, pois não além disso passam os bichanos.

– Mas, afinal, qual é o desafio do vendedor da arte alheia? – disse o inventor.

– Eu o desafio a criar algo sem finalidade alguma!

– Gênio! – gritou uma senhora.

Assustado com a proposta, o inventor colocou-se a pensar. Olhou para dentro de seu pote de madeira e bufou. Um burburinho risonho brotava da plateia descabida e tirava-lhe do sério. Encarou, por um momento, aquelas cabecinhas curiosas. Um velho apoiava-se na perna esquerda, depois na direita, ruminava e coçava as ancas. Uma menina chupava um pirulito e tinha olhos abstratos. Um outro senhor comia amendoins e cuspia os restos na própria blusa.

As pupilas do inventor apequenaram-se, esvaziadas de sentido e cheias de raiva. Sua íris expandia-se com uma nova ideia que brotava, mas que não parecia excitante. Ele tinha o aspecto dos que estão prestes a se vingar. Num ímpeto de movimentos maquinais, o homem enfiou as mãos dentro do recipiente e, estafado, colocou-se a trabalhar. O silêncio veio à tona, e somente ouvia-se a mistura dos elementos. Crec. Croc. Crec. Croc. Parou. Tirou o lenço do bolso e limpou o suor da testa.

– Está feito – disse o inventor.

O vendedor de quadros abriu os braços numa interrogação, seguido por muitos outros braços do público, que formaram um grande polvo curioso. Uma vaia começava a emergir das gargantas impacientes.

Eis que a boca do pote de madeira do inventor entortou-se e, num movimento assustador, alargou-se expelindo fumaça grossa. Metade do corpo de uma criatura pulou para fora do recipiente, revelando o dorso e a cabeça de um novo ser. O ente elevou as pernas e saiu, meio desajeitado, mas por completo, revelando-se à plateia.

Atônitas, as pessoas vaiaram e xingaram como bestas-feras. Uma chuva de fezes secas voou na direção do inventor e sua nova criação.

– Sarrista! Sarrista! – berravam.

– Pois aí está! Uma invenção que não serve para absolutamente nada.

Na frente de todos, havia um homem. Igual a todos os presentes, da cabeça aos pés, do cu ao cabelo, exceto por uma pequena falha no ombro esquerdo. O ser bocejou, espreguiçou-se e torceu os olhos como se tivesse acabado de sair de uma longa soneca.

A praça esvaziou-se, pois, cansados de gritar, todos foram embora com uma coceira na cabeça.

O novo homem pegou um detrito do chão e começou a cheirar.

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56 comentários em “O inventor (Felipe Rodrigues)

  1. Daniel Reis
    29 de dezembro de 2017

    1. O Inventor (Mossoró):
    A PREMISSA, que me pareceu muito promissora, acabou um pouco obscurecida pela necessidade de inserir alegorias. Não entendi a maioria delas, assim como não assimilei (ou não aceitei bem) a ideia da animosidade entre o público e o prestidigitador (acho que ele não era exatamente um inventor, mas um recriador das coisas). A TÉCNICA é o ponto alto, e inclusive a estranheza dos acontecimentos, narrados num contexto onírico, fez com que esse conto se destacasse. A meu ver, como APRIMORAMENTO, gostaria de ler mais sobre o passado e o futuro dessa história – não necessariamente em formato de conto, mas quem sabe não é a semente de um romance de realismo fantástico?

  2. Ana Maria Monteiro
    29 de dezembro de 2017

    Olá Mossoró. Tudo bem? Desejo que esteja a viver um excelente período de festas.
    Começo por lhe apresentar a minha definição de conto: como lhe advém do próprio nome, em primeiro lugar um conto, conta, conta uma história, um momento, o que seja, mas destina-se a entreter e, eventualmente, a fazer pensar – ou não, pode ser simples entretenimento, não pode é ser outra coisa que não algo que conta.
    De igual forma deve prender a atenção, interessar, ser claro e agradar ao receptor. Este último factor é extremamente relativo na escrita onde, contrariamente ao que sucede com a oralidade, em que podemos adequar ao ouvinte o que contamos, ao escrever vamos ser lidos por pessoas que gostam e por outras que não gostam.
    Então, tentarei não levar em conta o aspecto de me agradar ou não.
    Ainda para este desafio, e porque no Entrecontos se trata disso mesmo, considero, além do já referido, a adequação ao tema e também (porque estamos a ser avaliados por colegas e entre iguais e que por isso mesmo são muito mais exigentes do que enquanto apenas simples leitores que todos somos) o cuidado e brio demonstrados pelo autor, fazendo uma revisão mínima do seu trabalho.
    A nota final procurará espelhar a minha percepção de todos os factores que nomeei.

    Um inventor com o superpoder de criar coisas “estranhas” que servem aos fins desejados, num texto em que os personagens são de somenos visto que o/a autor/a nos brinda com uma excelente crítica a toda uma sociedade confortavelmente assente na verdade adquirida, rejeitando qualquer inovação ou liberdade de expressão.
    O que podia ser melhorado? O final torna-se previsível no momento em que é solicitado algo sem finalidade alguma, então talvez alterando um pouco o pedido. Mas está bem assim e creio que o conto atingiu exatamente o que pretendia.
    O seu ponto mais forte, além da leitura agradável e sem entraves é precisamente a habilidade do autor/a em conduzir uma história, aparentemente simples, para a realidade de todos os dias e criticando a postura geral das pessoas perante a inovação, sem que isso seja excessivamente óbvio. Parabéns e boa sorte no desafio.
    Feliz 2018!

  3. Amanda Gomez
    28 de dezembro de 2017

    Olá, Mossoro!

    Um conto bem inteligente, onde o autor através de sutilezas e situações que fogem ao real consegue transmitir uma reflexão sobre a vida…as pessoas, o mundo. E isso tudo de uma forma,leve, agradável.

    Achei muito interessante a interpretação de que eles queriam menos do que poderiam ter.. Um simples e comum barbeador, pra eles, era melhor que algo diferente que dava um resultado perfeito. Assim como todo o resto. Há também a reflexão sobre arte, sobre o que é apreciado, sobre interpretação.

    O Velho inventor é um personagem carismático e fiquei impressionada com a paciência dele…rs com tal poder poderia mudar muitas coisas ali… mas ai vem aquela outra questão. Será que ele considerava suas criações realmente preciosas? Acho que ele pode representar bem o potencial desperdiçado… enquanto muitos sem talento ganham flores e admiração, aqueles que e fato possuem o dom, resta apenas a indiferença e até mesmo indignação dos ignorantes.

    Um ótimo conto, parabéns pelo texto e pela coragem de ser o abre alas do desafio!

  4. Fabio Baptista
    27 de dezembro de 2017

    Esse conto me deu um certo déjà vu, lembro de ter lido algo com essa mesma pegada já faz um bom tempo.

    Eu gostei, está bem escrito e a ideia é interessante o suficiente para prender a atenção durante toda a leitura. Eu não sei se “inventor” seria a denominação mais apropriada para o personagem, pois, afinal, ele não inventava nada, apenas aplicava ideias malucas para simular coisas já existentes… não que isso vá fazer qualquer diferença na avaliação, mas foi algo que fiquei pensando durante a leitura hauhaua.

    Só achei um pouco corrida a transição ali entre o barbeador e o quadro da muralha, não entendi muito bem em qual ponto o vendedor queria chegar. O desafio final foi bacana, mas a bola já era meio cantada do que seria “inventado” ali.

    Uma boa leitura no geral.

    Abraço!

  5. Felipe Holloway
    26 de dezembro de 2017

    Também me pareceu bastante claro que o conto tematiza as relações entre arte e utilitarismo. A narrativa assume uma feição fabulesca sob cuja simplicidade repousa uma pergunta complexa, que tem inquietado filósofos e teóricos desde tempos remotos: a arte deve servir para alguma coisa? O inventor, aqui empregado como paradigma metaforizado do criador artístico, se recusa a condescender com as determinações estéticas do povo que o cerca, por mais que, em termos pragmáticos, suas criações acabem atendendo às aspirações da demanda, e portanto não possam, ainda, ser consideradas “arte” de fato. A evolução artística penetra na narrativa a partir da provocação do pintor: criar algo que seja absolutamente inútil é, afinal, a condição sine qua non para que alguém possa ser considerado um artista, pois a função da arte, como afirmavam teóricos como Ortega y Gasset e Roland Barthes, não é “representar a realidade” ou ser “útil” a ela, e sim pôr em jogo virtualidades que constituam um universo em si mesmo, formas significantes sem um significado que seja exterior à linguagem da qual emergem. Nesse sentido, não é aleatória a escolha do “homem que dorme” de Dalí, expoente do surrealismo, vanguarda estética que desafiou as convenções “representacionistas” de arte em princípios do século XX. E não é gratuita, tampouco, a hostilidade do povo a essa nova e revolucionária invenção. Veja-se o que escreve Gasset em seu clássico “A desumanização da arte”:

    “Em contrapartida, a nova arte tem a massa contra si e a terá sempre. É impopular por essência; mais ainda, é, antipopuIar. Urna obra qualquer por ela criada produz
    no público, automaticamente, um curioso efeito sociológico. Divide-o em duas porções: uma, mínima, formada por reduzido número de pessoas que lhe são favoráveis; outra, majoritária, inumerável, que lhe é hostil.”

    O homem sonolento é, aqui, o equivalente da máquina extraviada do conto de José J. Veiga, ou mesmo da máquina de ser inútil de Manoel de Barros: aquilo para o qual não é lícito “procurar explicações”, sob o risco de aniquilar-se o que a arte tem de mais intrínseco e insondável.

    • Felipe Holloway
      26 de dezembro de 2017

      Na citação do Gasset, é “Uma” ali; deve ter deconfigurado quando copiei do pdf.

  6. eduardoselga
    25 de dezembro de 2017

    Caro(a) autor(a).
    Antes de tudo, interpretações do literário são versões acerca do texto, não necessariamente verdades. Além disso, o fato de não haver a intenção de construir essa ou aquela imagem no conto não significa a inexistência dela.

    O conto é alegórico, lembrando mesmo as narrativas infantis com lição de moral. Como todo conto com tais características, os personagens são planos e as situações bem esquemáticas, quase como num esquete humorístico. A alegoria transmite uma ideia que atualmente é muito comum e, em minha opinião, equivocada: o ser humano é uma inutilidade, o que para mim é um completo absurdo. Todas as espécies animais exercem funções no ecossistema, inclusive nós. As decisões erradas que algumas pessoas e grupos de poder tomam, principalmente no campo político, não significa que toda a espécie seja uma inutilidade. Também produzimos beleza, como a arte, por exemplo. Esse é um conceito que tem seu campo ideológico bem demarcado, afinal se consideramos o ser humano uma inutilidade qualquer ato bárbaro contra ele, advindo principalmente de decisões idológicas, “passa batido”.

    Temos aqui, portanto, uma concepção ideológica do Homem, algo sobre o que devem refletir os que consideram que existe a “arte pela arte”, ou seja, a arte sem a “contaminação” ideológica. .

    No trecho “E nenhum problema haveria em levar tal criatura para suas residências, visto que ela se alimenta de pelos e sintetiza o próprio excremento, tal qual a engenhosidade geniosa de minha invenção!” TAL QUAL significa IGUAL, mas não faz sentido no texto. Está escrito que o invento é igual ao invento; GENIOSA é ter GÊNIO DIFÍCIL, o que também não se encaixa no texto. Talvez se quisesse ter dito ENGENHOSIDADE GENIAL, o que seria meio redundante.

    • Mossoró
      26 de dezembro de 2017

      Boa noite, Eduardo. Obrigado pela leitura e análise. Utilidade, neste caso, ou a falta dela, indica o homem como um “vir a ser”, visto que não há nele uma função a que se destina algo. No caso do barbeador, o inventor cria um animalzinho que nasce feito, com a função de barbear e, além disso, defender a tese de que sim! Ele barbeia! Com as outras invenções, o mesmo se dá. Enfim, é um conto que segue essa premissa existencial, de que no caso do homem, a existência precede a essência, a função, ao contrário do que ocorre com outras espécies. Não quis ofender a humanidade, amo a vida e a arte, assim como você.

  7. Bia Machado
    24 de dezembro de 2017

    – Enredo: 1/1 – Cacetada, moço! Gostei demais do conto. Li de uma só vez, enquanto espero aqui as coisas que estão no forno ficarem prontas. Há alguma invenção que acelere o tempo de forno, deixando tudo pronto depois de uns segundos, hã? Microondas não vale!
    – Ritmo: 1/1 – Lido de uma vez só, deixei me levar pela ambiente e pela agitação em torno do inventor.
    – Personagens: 1/1 – Muito simpático o inventor, sozinho leva o conto e com ele bons coadjuvantes, que fazem a figuração do jeito que é necessária.
    – Emoção: 1/1 – Gostei do conto, sim. Parabéns.
    – Adequação ao tema: 0,5/0,5 – Totalmente adequado.
    – Gramática: 0,5/0,5 – Nada que dificultasse ou me atrapalhasse a leitura.

    Dica: A dica é que siga as orientações coerentes dos leitores aqui para só melhorar a narrativa.

    Frase destaque: “– Pois aí está! Uma invenção que não serve para absolutamente nada. Na frente de todos, havia um homem.”

    Obs.: A somatória dos pontos colocados aqui pode não indicar a nota final, visto que após ler tudo, farei uma ponderação entre todos os contos lidos, podendo aumentar ou diminuir essa nota final por conta de estabelecer uma sequência coerente, comparando todos os contos.

  8. Fernando Cyrino.
    22 de dezembro de 2017

    Olá, Mossoró, começar o desafio com um conto assim tão gostoso de ler me fez pensar na qualidade que haverá neste desafio. Você me traz uma história muito bem construída. Diria que um texto cinematográfico, ou mesmo teatral. Você exerce com grande competência o domínio da arte de tornar visuais as cenas que mostra e aqui vemos uma cena única: a praça com a turba em volta de um inventor. Todo inventor, pelo seu excesso de criatividade, tem um quê de louco, bem como toda turba, pela segurança proporcionada pelo anonimato da multidão, tem também o seu quê de violência e você expressa bem essa realidade. Bacana. Sobre a escrita, que coisa rica. Você escreve muito bem. Um detalhe ou outro, talvez pela pressa em enviar. Um pronome que talvez ficasse mais adequado como próclise e um espiral que talvez, nesses tempos de tanta mudança de gênero, tenha se travestido. Finalizando, quero te dar os parabéns. Grande conto. Apreciei bastante.

  9. Edinaldo Garcia
    22 de dezembro de 2017

    O inventor (Mossoró)

    Trama: Bruxo, alquimista, mago etc. bastante brincalhão faz show em praça pública para uma plateia bastante exigente.

    Impressões: A meu ver o autor brinca com a forma que vemos o mundo e a respeito do que esperamos das obras de arte, afinal, embora o inventor tenha bons poderes e sabe lidar com isso o público detesta não ter suas expectativas supridas mediante ao inesperado. Quantas vezes não ouvimos: Não é isso que eu espero de um conto ou esperava do SEU conto.

    O final também foi bom, pela crítica do ser inútil não passar de um mero ser humano. O ponto negativo aí foi não ter especificado melhor a questão da falha no ombro, coisa que eu não entendi que falha seria essa ou consegui conectar à trama; por outro lado me incomoda o fato de muitos leitores ansiarem por querer tudo bem explicadinho. Certa vez li uma crítica de um norteamericano sobre a literatura brasileira e ele disse que nós sempre queremos tudo bem esmiuçado e não gostamos de pensar sobre o texto.

    Linguagem é escrita: A escrita é simples e direta, bastante agradável com momentos incríveis de bom humor e construções surpreendentes como em: “como num trabalho esmerado de fígaros experientes”. E “do cu ao cabelo”. E ainda houve as onomatopeias que deram vivacidade a cena.

    Não identifiquei nenhum erro e nenhuma construção me incomodou.

    Veredito: Me agradou muitíssimo. Pra mim a coragem de ser o primeiro merece pontos extas, sem contar o fato que foi além do obvio de um enredo com super-heróis.

  10. Jorge Santos
    21 de dezembro de 2017

    Este conto esconde surpresas. Aparentemente simples, tem uma carga metafórica elevada, que nos convida a uma reflexão séria sobre a sociedade actual tão leviana e imediatista, na qual os artistas são menosprezados. Gostei do humor suBtil e da inteligência do desfecho. O ser humano é realmente cheio de contrastes – tem tudo para atingir a excelência mas o mais natural é limitar-se à mediocridade. Nota máxima. 5 ou 10.

  11. Higor Benizio
    21 de dezembro de 2017

    De longe o mais criativo que li, foi uma boa surpresa até o final… A invenção que não serve pra nada é o homem? Não vou entra em méritos aqui, me estenderia muito…. Mas em tempos de depressão generalizada e desvalorização constante do homem, seu conto passou de obra criativa à piada de mau gosto. Fato é que se o conto superasse esta questão, estaria tudo bem. Porém, isto foi colocado como a cereja do bolo, digamos assim, diminuindo todo o resto. Uma pena. Independentemente dessa minha visão mais pessoal, é um ótimo trabalho, tenho que admitir.

  12. Marco Aurélio Saraiva
    21 de dezembro de 2017

    =====TRAMA=====

    Que conto! Muito original, muito bem bolado e bem interessante. Diferente de tudo o que li!

    Gostei de como, logo de cara, o primeiro conto do desafio não remete ao básico, ou seja, àquilo que todos sempre pensam quando o assunto são superpoderes: heróis e vilões. Aqui, o superpoder está em um homem que apenas tenta ganhar a venda com a sua incrível habilidade de criar qualquer coisa. Que poder!!

    Gostei que o poder do Inventor é um ponto fundamental, mas não é central. A grande discussão aqui é sobre a humanidade e a sua crescente necessidade de criticar. Seu texto fala também sobre as mentes fechadas das pessoas; de como é difícil aceitar o diferente e inovador. O Inventor é alguém que, por ter pensamentos tão avançados, acaba se tornando um excêntrico e um pária. Ninguém entende que o que vê diante dos seus olhs é único e mágico: superpoderes DE VERDADE. Ao invés de focar nesta maravilha, as pessoas mesquinhas se preocupam em criticar as criações do Inventor.

    E ele, como vingança, esfrega na cara deles o que pensa sobre todos.

    Muito bom!!

    =====TÉCNICA=====

    Perfeita. Não vi erros. Sua escrita é maravilhosa, muito segura e fluida. As suas palavras fluem naturalmente pelos seus dedos. A sua leitura é gostosa e muito agradável. Parabéns!

    Destaque para os trechos abaixo:

    “Encarou, por um momento, aquelas cabecinhas curiosas. Um velho apoiava-se na perna esquerda, depois na direita, ruminava e coçava as ancas. Uma menina chupava um pirulito e tinha olhos abstratos. Um outro senhor comia amendoins e cuspia os restos na própria blusa.”

    “Sua íris expandia-se com uma nova ideia que brotava, mas que não parecia excitante. Ele tinha o aspecto dos que estão prestes a se vingar.”

  13. Gustavo Araujo
    20 de dezembro de 2017

    Um conto divertido, com jeitão de causo, que me fez lembrar dos textos que serviam de base para os livros de língua portuguesa na escola, excertos como a Madona de Cedro, por exemplo. Impossível não se deixar fisgar pela prosa casual, quase descompromissada, que reflete bem o tipo de situação que se vê nas ruas de qualquer cidade, do falastrão que capta a atenção do povo e, com base em truques de quinta categoria, tenta ganhar os seus trocados. Não obstante, o conto me fez lembrar também da história de Zêuxis e Parrásio, por conta do final inteligente e, até certo ponto, inesperado. Gostei da prosa fluida e dessa capacidade de entreter, de envolver o leitor. Ótimo trabalho.

  14. Rafael Penha
    20 de dezembro de 2017

    Olá Mossoró,

    Seu conto me pareceu uma crônica divertida e despretensiosa. Gostosa e simples de se ler.

    1- Tema: Se adequa aos parâmetros do desafio, mas de forma muito natural, o superpoder não é encarado de forma estranha ou atípica.

    2- Gramática: Simples e direta. Nenhum erro que me incomode.

    3- Estilo – A história flui simples e com esmero na maioria dos momentos.

    4- Roteiro/ Narrativa – O conto é fantasioso, mas levado numa naturalidade contagiante.

    5- Resumo: Um texto interessante. Achei o final um pouco solto, apesar de justo. Mas é bem típico dos contos nesse estilo.

    Grande abraço!

  15. João Freitas
    15 de dezembro de 2017

    Olá Mossoró,

    Obrigado por ter escrito o conto.

    Escrita simples, descomplexada que não compromete. Foi fácil para mim embrenhar-me na história que nos oferece uma excelente lição de moral.
    Consigo transpô-la para outras situações idênticas, de como os génios que criam coisas maravilhosas e incomuns são desmarginalizados pelo povo que rejeita algo que possa ser novo ou diferente do habitual.

    Parabéns pelo conto. 🙂

  16. Fheluany Nogueira
    13 de dezembro de 2017

    Superpoder: capacidade de criar objetos/seres de dentro da caixa de madeira, diferentes dos usuais, apesar da função específica. Adequado ao tema proposto.

    Enredo e criatividade: O texto tem um tom didático, como uma fábula. O conflito entre o inventor e os habitantes locais,o desafio do pintor e a criação de algo sem utilidade como cópia de pessoas comuns. O personagem central traz empatia pela calma com que enfrenta seus agressores, como vai crescendo na trama e, sobretudo, no desfecho, pela resposta irônica ao desafio que recebe. Lembrou-me certas apresentações circenses.

    Estilo e linguagem: escrita agradável e , expressões e diálogos construídos com um vocabulário alternativo interessante.

    Apreciação:
    O conto pode ser classificado como Realismo Fantástico pelo superpoder criado, pela construção textual e pela sátira contida; enfim há uma transgressão aos limites da realidade e é ela que torna a história instigante. Inventar utilidades é realidade, mas não daquela forma, agilidade e muito menos tirar um homem da caixa. Gostei muito da ideia e de execução. Parabéns pela participação! Abraços.

  17. Thata Pereira
    13 de dezembro de 2017

    O conto surgiu para mim como uma crítica social e isso eu achei fantástico. Não sei se era a real intenção e acho que ele abre margens para interpretações segundo a nossa própria construção social. E o mais interessante é que, para mim, ele fala exatamente sobre isso.

    O fato de não aceitarmos o que é diferente, justamente porque um outro modelo foi rotulado e é tido como o “verdadeiro” barbeador, digamos assim. Fiquei curiosa quanto a falha no ombro esquerdo e, quanto a isso, realmente não consegui fazer nenhum interpretação. Para mim não é um problema, mas pode desagradar muitos.
    Uma coisa que também me passou pela cabeça a respeito do quadro — muito por influência do livro do Michel Foucault, “Isto não é um cachimbo” — é que uma pintura realmente nunca apresentará aquilo que o objeto retratado é. Para mim, o vendedor sabia disso, mas fez uso disso para provocar o inventor. Como aqueles personagens que fazem perguntas, já sabendo as respostas e provocam o protagonista.

    Sobre a escrita, gostei muito. Principalmente da criatividade na construção dos diálogos. O curioso interrompendo a explicação do vendedor foi a melhor parte para mim. Porque essa fala não precisava existir, mas está ali e tornou o diálogo um tanto quanto real.

    Parabéns!!

  18. Douglas Moreira
    12 de dezembro de 2017

    Que texto bom! O estilo de escrita fluiu bem, me fez ver as cenas se passando de forma muito clara, apesar de eu ter ficado um pouco perdido com relação à passagem da Muralha, porém acabei entendendo.
    O superpoder foi muito bem trabalhado, foge um pouco do que se imagina ao se falar de superpoderes.
    É um texto que, arrisco dizer, é bastante niilista no final, tratando da inutilidade da existência humana, sem propósito. Gostei bastante do tema, da sua escrita e do final – que foi justamente o que pensei quando pediram algo inútil haha,
    No mais, parabéns.

  19. Miquéias Dell'Orti
    12 de dezembro de 2017

    Oi,

    Não sei por quê, mas fiquei com a impressão de que já li essa história em algum lugar, tipo um num livro de contos clássicos, e isso foi muito legal porque mostra o quanto a narrativa que você criou tem valor e qualidade.

    O poder de criar qualquer coisa, como um deus, é inusitado e foi muito bem bolado, adorei! O recurso do pote de madeira, fazendo a vez do chapéu do mágico também ficou interessante.

    Um fato interessante, e que não diminui de maneira nenhuma a qualidade do texto, é que comecei a ler com a impressão de que a história se passava em um passado muito… muito distante, mas de repente o Inventor fala “astronauta, um termo relativamente novo e isso me deixou meio confuso. No fim, conclui (talvez erroneamente) que era essa impressão de confusão temporal que você queria passar.

    Adorei, particularmente, o final, mas não entendi a falha no ombro esquerdo do homem. Aguardo explicações rs.

    Parabéns pelo trabalho.

  20. Ana Carolina Machado
    11 de dezembro de 2017

    Oiii. Achei muito interessante e original o conto. Ele narra muito bem a história do inventor que não é compreendido e chega a ser hostilizado porque suas invenções não são como as pessoas esperavam, apesar de na essência as invenções terem as funções desejadas, como o bichinho que era o barbeador perfeito, as pessoas não aceitam devido a aparência não ser a esperada. Não compreendem o mundo de idéias do inventor. E o fim traz uma importante reflexão para todos os presentes que estavam lá. Apenas sentir um pouco de dificuldade com a linguagem no começo. Parabéns pelo conto.

  21. angst447
    11 de dezembro de 2017

    Olá, Mossoró, tudo bem?
    O tema proposto pelo desafio foi abordado com sucesso.
    O superpoder de criar objetos e criaturas surpreendentes atiça a curiosidade alheia. No entanto, quando desafiado, o inventor apresenta uma espécie de espelho ao público que chocado com a própria inutilidade, debanda.
    A linguagem é bem trabalhada, limpa, mas que revela apurada estética.
    Ritmo equilibrado, ralentando em alguns parágrafos, mas se mantendo adequado à narrativa.
    Não entendi muito bem a passagem da pintura da Muralha da China e a razão da falha no ombro esquerdo, mas tudo bem.
    Boa sorte!

  22. Leo Jardim
    11 de dezembro de 2017

    # O inventor (Mossoró)

    📜 Trama (⭐⭐⭐▫▫):

    – um texto-metáfora, uma trama simples com lição de moral
    – senti falta de algo mais consistente, um passado, motivos: quem era o inventor? Onde conseguiu a caixa? Como conseguiu o poder de criar vida?
    – enfim, funciona bem como fábula, mas como conto precisava de um pouco mais desenvolvimento
    – o personagem do inventor, por exemplo, termina o conto da mesma maneira que começou, não possui um arco narrativo

    📝 Técnica (⭐⭐⭐⭐▫):

    – muito boa, sem erros, com boas descrições e domínio narrativo
    – linguagem misturando formal com coloquial demonstrou muita maturidade do autor

    💡 Criatividade (⭐⭐▫):

    – é até certo ponho criativo, mas se tivesse mais recheio, com certeza seria mais

    🎯 Tema (⭐⭐):

    – o poder de criar coisas e novas vidas (✔)

    🎭 Impacto (⭐⭐⭐▫▫):

    – o texto agrada na premissa, mas a conclusão me decepcionou um pouco, pois acabou se mostrando uma fábula, sem grandes desdobramentos

  23. Hércules Barbosa
    10 de dezembro de 2017

    Saudações Mossoró

    O conto, bem escrito, eu entendi como sendo uma reflexão sobre como as pessoas são ávidas por “coisas novas”, chegando ao ponto de idealizá-las, mas como vociferam de forma negativa quando essa novidade não atende suas idealizações, em especial no aspecto da aparência. Demonstração disso foi a repulsa demonstrada pela população quando presenciou a invenção pronta e, em seguida, o espanto por tal invenção ser tão funcional. Aliás, funcionalidade parece ser uma característica muito influente nos pedidos da população ao inventor.
    O final é bem provocativo: quando foi solicitada uma invenção que “não servisse para nada” surgiu do pote do inventor um outro ser humano, igual àqueles que criticaram o inventor. Entendi a mensagem como “ele não serve pra nada e é igual a vocês”. Parabéns pelo trabalho

  24. Evandro Furtado
    10 de dezembro de 2017

    O conto, com um quê de Kafka + Asimov, conta a história de um inventor que se destaca do restante da sociedade por ver as coisas de forma diferente. Suas invenções refletem essa visão de mundo “distorcida” que os outros não conseguem entender. A forma como a linguagem é empregada funciona muito bem para construir uma ambientação onde a trama funciona e a metáfora ganha vida sem ficar forçada. Bem amarrado, o conto não contém pontas soltas e cumpre tudo a que se propõe com maestria.

    Eu sei que é só o primeira, mas estou de bom humor hoje.
    Oooooooooooooooooooooooooooooooooooutstanding!

  25. Catarina
    10 de dezembro de 2017

    Conto poderoso!
    Os superpoderes estão bem desenvolvidos e, como todo gênio, o personagem sofre com suas limitações e incompreensão da sociedade. Texto compacto e leve, mas com uma crítica bem humorada à inutilidade humana como objeto.
    Perfeito, se colocar ou tirar uma vírgula estraga.

  26. Andre Brizola
    10 de dezembro de 2017

    Salve, Mossoró!

    Eu gostei do conto. Li alguns comentários para ver se mais alguém teve a mesma interpretação que eu, e acabei eu mesmo ficando em dúvida com o meu entendimento. Tal qual uma letra de música, acho que ser conto pode despertar mais de um significado, e acho que é esse o maior mérito.
    Pra mim fica claro a orientação satírica, sobretudo no que diz respeito ao público, que desde início é avesso à invenção, de como o inventor a realiza, independente da produto final ser ou não útil. E é engraçado como ela é manipulada por um agente contrário, o vendedor de quadros, que oferece nada mais do mesmo a que já conhecem e estão acostumados.
    Li o conto rapidamente, e gostei muito do ritmo. É de uma agilidade sagaz, mesmo que o texto, propriamente dito, não seja muito leve. Um trabalho muito bom em aliar esse peso da crítica com um enredo ágil.
    Por fim, mas não menos importante, a questão do superpoder ser tratada como uma habilidade já conhecida e esperado pelo público foi uma decisão interessante. Sem surpresas sobre como ele faz o que faz e sem ser tratada como superpoder. Achei legal.

    É isso. Boa sorte no desafio!

  27. Iolandinha Pinheiro
    10 de dezembro de 2017

    Olá, Mossoró. Parabéns pelo seu inusitado conto. Gostei muito da proposta, das cenas que não esperávamos, do seu inventor fora do comum, e de seus inventos insólitos. Acho que vc começou muito bem o conto. Coisas que não entendi. Por que a multidão vivia com raiva dele? E se estava sempre com raiva, por que toda a atenção dada ao inventor? Parece contraditório. Ademais, é uma multidão muito exigente. Mesmo o cara criando um barbeador eficiente e que não precisava de nenhuma fonte de energia (além dos pelos que engolia) eles ainda o odeiam e procuram por defeitos em tudo o que faz. Olhando a grosso modo, parece uma inabilidade do autor em criar situações verossímeis, mas imagino que possa existir uma crítica ao comportamento de multidão (não raramente perigoso e estúpido). Não sei. Quanto à utilização do quadro da Muralha da China para fazer conjecturas ao comportamento do inventor, realmente achei uma péssima ideia. Para mim ficou forçado e sem sentido. Se o cara dos quadros fosse substituído por uma pessoa qualquer que desafiasse o inventor a criar algo inútil, ficaria muito mais aceitável. O fim é um tanto nebuloso. Creio que o homem tinha características de pessoas da cidade para que elas se vissem espelhadas na inutilidade.

    A escrita é boa mas a falta de sentido de algumas partes me fez largar a leitura algumas vezes. Entenda, não é que eu não goste (e muito) de coisas insólitas, e sim porque eu não aprecio coisas confusas, mal explicadas.

    Boa sorte no desafio e parabéns por ser o primeiro.

    Abraços .

  28. Givago Domingues Thimoti
    9 de dezembro de 2017

    Olá, Mossoró!
    Desculpe-me por qualquer problema gramático no comentário. Comentar no celular é o verdadeiro desafio.

    O conto é muito inteligente, levando em conta a crítica, seja para a arte ou para a sociedade, ou considerando a gramática. Para mim, esse é o grande ponto positivo do seu texto.

    Entretanto, para mim, foi uma leitura truncada e que não prendeu a minha atenção, tornando a experiência um tanto monótona. Acho que faltou uma maior imersão no texto. A impressão que tive, no final, foi uma falta de conexão com o texto. Como se eu li, entendi a problemática e pronto. Faltou aquele algo a mais.

    Enfim, parabéns e boa sorte no Desafio!

    Ps: Peço perdão, antecipadamente, por algo ofensivo que eu possa ter dito. Ou uma crítica além da conta

  29. juliana calafange da costa ribeiro
    9 de dezembro de 2017

    Que conto doido e criativo! Eu adoro essas maluquices e fiquei com invejinha… rs
    É quase uma crônica de um lugar fantástico, pois o foco é uma situação, um pequeno espaço de tempo, no qual se apresenta toda uma sociedade. Um recorte muito instigante de um lugar que não existe, um momento fora do tempo.
    O final é exatamente o q imaginei quando o Zé Mané pediu algo que fosse totalmente inútil. A primeira coisa q pensei foi: o próprio Zé Mané, ora essa! Hahaha! Muito bom!

  30. Neusa Maria Fontolan
    9 de dezembro de 2017

    É um bom conto. Eu considero dentro do tema, alguém que consegue dar vida a criaturas, tem superpoderes com certeza. E o ser humano, apesar de desejarmos o contrário, é inútil para o planeta. O planeta por si só estaria melhor sem a presença do homem.
    Gostei do bichinho barbeador, se eu fosse esse inventor, mandava todo mundo às favas e abria uma barbearia.
    Parabéns e obrigada por escrever.

  31. Sigridi Borges
    9 de dezembro de 2017

    Olá, Mossoró!
    Parabéns pelo texto. Gostei muito.
    Interessante observar que a imagem e o escrito combinaram perfeitamente a meu ver.
    Faz-se necessário pensar em possibilidades. Creio que um conto deva ser realmente dessa forma. Deixar o leitor na incerteza do desfecho. A trama torna-se mais cativante. Ao ler, imaginava a cena do homem abrindo sua caixa. Fiquei encantada com sua imaginação. Cheguei mesmo a pensar num aparelho que causasse espanto na plateia, menos num animal, como descrito.
    Vejo o ser humano pensando no comum. Criticando o diferente. Não aceitando mudanças. Seu conto deixa isso bem claro.
    Gostei das “gargantas impacientes”. Parecia estar ouvindo os gritos da plateia.
    Fiquei presa do início ao fim.
    Só imaginei que teria uma pista mais clara para que eu pudesse entender sobre “uma pequena falha no ombro esquerdo”.
    Coragem por ter sido o primeiro a colocar seu texto no desafio.
    Até mais.

  32. Paula Giannini
    8 de dezembro de 2017

    Olá, Autor(a),

    Tudo bem?

    Seu conto nos traz algumas reflexões pertinentes.

    De um lado, um inventor. Criador de coisas que, aos olhos da massa, em um primeiro momento, parecem ser inúteis e dignas de riso. Do outro lado, a própria massa, que, ainda que, em seu olhar de estranhamento, rejeite as criações do protagonista, segue firme acompanhando-o com um misto de curiosidade e prazer por aquilo que entende como “bizarro”.

    Em meu entendimento como leitora, vemos aí uma bela metáfora para a arte. Assim, de um lado teríamos o artista e sua criação, quase um apêndice inútil em uma sociedade a cada dia mais globalizada e consumista e, em contraponto, a tal sociedade consumista a questionar a verdadeira utilidade daquele estranho cidadão cuja única função no mundo parece ser a de sonhar.
    Assim, a massa se sente entretida até o momento em que é confrontada com seu próprio espelho. E, ao ser desafiado a criar algo realmente “artístico”, algo sem utilidade prática, já que no mundo, todos os utilitários já têm seu espaço definido, o inventor apresenta-lhes um homem.

    Homem-massa, que dotado de todo o desprezo que o artista sente pela turba que o assiste na praça, chega ao cúmulo de cheirar excrementos.
    Uma excelente premissa, com um desenvolvimento bem interessante. Se me permite um senão, eu diria que o final ficou um pouquinho abrupto, talvez pela ânsia de entregar o trabalho ao desafio.

    Parabéns.

    Desejo-lhe sorte no desafio.

    Beijos

    Paula Giannini

  33. Arnaldo Lins
    7 de dezembro de 2017

    Conto muito legal s/ um cara que faz ou tira coisas da cartola como mágica. Só que o cara inventa outra forma de atender aos pedidos e deixa a turma grilada. Gostei de ler o negocio vai sossegado, parece alguém conversando com a gente. Não sei se o cara sacou mas a turma tava se cagando pra explicação dele, ela queria algo prático.não sou muito bom com o lance da gramática, mas não vi nada cabeludo não. Só achei a coisa meio curta. É por aí.

  34. Evelyn Postali
    3 de dezembro de 2017

    Caro escritor…
    Esse é um superpoder bem diferente e criativo. Criar coisas de dentro de uma caixa de madeira – coisas vivas, coisas diferentes – isso mexeu comigo. Também porque acrescentou uma crítica muito séria à sociedade. Temos muito que evoluir. E não somos nada, não temos serventia alguma. Se pensar com relação à natureza, à tudo o que existe de natural, o homem é um ser sem função no planeta. O planeta não precisa do homem para continuar existindo. O homem só cria caos e destruição. Não sabe interagir com os diferentes. É destruidor e corrupto. A linguagem é muito boa. Não percebi erros.
    Parabéns e boa sorte no desafio.

  35. Mariana
    3 de dezembro de 2017

    O texto é pitoresco, com um ar mambembe muito legal. O inventor, alguém que deseja o novo, é hostilizado por pessoas que não querem conhecer o que está além da esquina. Desafiado a criar algo inútil, brota da sua máquina um homem que bem poderia ser vizinho dos seus detratores. A ideia é bem bolada e ágil, um texto redondo com começo e fim. Pareceu um episódio de uma série de aventuras do inventor (fica a sugestão). Parabéns pelo conto e boa sorte no desafio!

  36. Regina Ruth Rincon Caires
    3 de dezembro de 2017

    Um texto muito bem escrito, com linguagem primorosa, o autor possui total domínio de linguagem. Trata-se de uma narrativa crítica, a sátira está pulverizada em toda sua extensão, de escrita fantasiosa, enredo que conduz à meditação. Descrição perfeita. Muito interessante o superpoder de criar coisas, cumpre o propósito do desafio. Deve existir uma razão do “ombro esquerdo”, mas, lerda que sou, não compreendi.
    Parabéns, Mossoró!
    Boa sorte!!!

  37. Pedro Luna
    2 de dezembro de 2017

    Faltaram elementos para tornar a história marcante.

    Até existe uma ideia boa por trás do conto, da reação exagerada do povo comum diante ao diferente e a dificuldade de querer mudar (o questionamento do personagem, perguntando porque o inventor não consegue criar nada exatamente igual ao que pedem, demonstra isso, as pessoas que sempre querem tudo igualzinho, na zona de conforto), e da questão da utilidade de uma criação, artística ou não. Porém, não há personagens envolventes, o conto é curto demais e simples, e o fim previsível. De alguma forma, ao ser solicitado algo inútil, já saquei que do aparato do inventor viria um ser humano.

    O estilo do texto é bem diferente. É como se estivéssemos ouvindo a história da boca de alguém, de um contador. Os diálogos me lembraram diálogos de peças teatrais. No geral, não se trata de um texto comum a maioria dos contos, o que foi positivo.

    Leitura sem problemas. Mas não achei a trama atraente e nem diferente.

  38. Renata Rothstein
    1 de dezembro de 2017

    Olha, Mossoró, meus parabéns, viu? Gostei muito do seu conto, o ritmo é ágil, e vc é muito corajoso sendo o primeiro a postar no Desafio.
    O conto é bem ágil, sem grandes aprofundamentos ou explicações, sem construções de personagens, basicamente o conto é feito de diálogos.
    O grande diferencial, para mim, veio na invenção do homem (algo que não tem utilidade rsrs), e na primeira ideia do mesmo, ao sair do recipiente: putz, cheirar “detritos” hahaha.
    Boa soerte no desafio!
    Abraço

  39. Paulo Ferreira
    1 de dezembro de 2017

    É um conto interessante pelo prisma da escrita, pois o mesmo é muito bem escrito. Entretanto fica devendo como desenvolvimento do enredo, deixando a impressão de que os personagens são incompletos. O vendedor de quadros exemplifica muito bem, pois o mesmo é totalmente insatisfatório. Ele não disse a que veio e ninguém perguntou. Parece à cereja de um bolo que ainda nem foi para o forno. A ideia do tema é boa, entretanto também parece ter ficado alguma coisa a ser esclarecido. Esta temática tem um quê do cigano Melquíades, de cem anos de solidão. Um tipo de charlatão mambembe que vive andando de aldeia em aldeia ludibriando a população ignorante com suas falsas demonstrações. Que diz ser invenção sua. Uma delas é o ímã, cujo poder extraordinário, fazia com que as coisas inanimadas de ferro ou aço, criassem vida, deixando o povo estupefato. Embasbacado. Mas infelizmente seu conto não ganhou essa dimensão. A gramática está muito bem posta. Não vi nada que a desabone. Eu gostei mesmo foi do quadro do Dali.

  40. Rubem Cabral
    1 de dezembro de 2017

    Olá, Mossoró.

    Gostei do conto. A história de alguém criativo e teimoso, com o poder de criar novas formas vivas com destinado fim e uma plateia incapaz de apreciar tal talento.

    A escrita está boa e a maior parte do texto flui muito bem. O trecho em que o inventor é interrompido pelo pintor ficou um pouco confuso, mas o restante está muito bom: é uma abordagem criativa do tema, feita com bom humor e escrita competente.

    Abraços e boa sorte no desafio.

  41. Priscila Pereira
    1 de dezembro de 2017

    Super poder: inventar e criar coisas diferentes com utilidades comuns
    Olá Mossoró, eu gostei do seu conto. É despretensioso mas muito bem escrito. Eu amei o barbeador, quanta imaginação você tem, meu amigo!! Eu gostaria de saber de mais invenções, você tinha tempo e palavras o suficiente para criar um texto maior e mostrar mais da sua imaginação. Não entendi o porque do defeito no ombro esquerdo, se puder explicar eu ficaria agradecida! Muito boa sorte pra você!

  42. Angelo Rodrigues
    30 de novembro de 2017

    Caro Mossoró,

    Superpoder de criar coisas.

    Gostei do conto. Gosto de histórias que parecem do interior, com pessoas simples.
    Durante a leitura já havia percebido que a invenção do inútil seria o Homem. Isso não chegou a ser ruim.
    Recomendaria buscar a obliteração dessa tendência a desvendar o resultado.
    Esse é o primeiro conto que leio. Achei o tom acertado. Não acredito que o tema peça mais que algo satírico, inusitado.
    Tratar o tema com seriedade, creio, não seria oportuno, talvez aborrecido.

    Parabéns pelo conto.

  43. Fil Felix
    29 de novembro de 2017

    Visualmente falando, é um conto que versa com o teatro e a cultura do pão e circo. O mágico está como num palanque, entretendo uma platéia, mantendo suas atenções, enquanto surge outro personagem-ator, travando um duelo de retórica, gerando o final. É uma estrutura que acho bem interessante, gosto bastante.

    O superpoder de criar coisas revela os traços de personalidade do protagonista, que prefere fugir do que esperam, de entregar sempre mais, mas também um tanto de mesquinharia. Apesar do final trazer a crítica sobre o ser humano, colocando o homem como inútil, não sei se curto muito, achei meio moralista demais. Por ser algo puxado pra fantasia, acabou parecendo uma fábula. A escrita está muito boa e até pela temática tratada, lembra histórias medievais e as peças gregas, sempre com um trocadilho ou enigma (nesse caso, o homem inútil), como a Esfinge do Édipo.

    Em relação à imagem escolhida, gosto muito dessa pintura do Dali, combinando com o clima surreal, sobre aquilo que se espera e aquilo que se tem.

  44. Estela Goulart
    29 de novembro de 2017

    Olá!! Primeiramente, parabéns pela coragem de ser o primeiro. Sobre a organização, acredito que não terá grandes problemas em relação à leitura. Uma condução perfeita, quase segura, com a abordagem clara e simples. Alguns deslizes mínimos aqui e ali, mas nada que impeça a compreensão. A história é criativa e a crítica no final é ótima, gostei bastante. Parabéns!

  45. Bianca Amaro
    29 de novembro de 2017

    Olá!
    Uma história realmente muito boa. Em desafios desse tipo, sempre temos aquela pessoa inteligente que consegue nos mostrar um texto que nos surpreende, nos mostra algo que não esperávamos. E esse foi o caso. Formidável.
    A linguagem é muito boa, e a história é cativante. Após começar a leitura, não consegui parar. Além disso, como já ressaltaram, a imagem combinou perfeitamente com o texto. Usar uma obra surrealista foi uma ideia ótima. E não fugiu do tema: o homem tem o superpoder de criar criaturas mágicas a partir de um pote de madeira.
    Outro ponto que me maravilhou foi a grande crítica que você fez.
    Mostrar o jeito que as pessoas normais reagem com o novo, com o diferente, foi muito bom. E ver como o personagem reagiu as provocações foi ótimo, revelou muito do personagem. Muito criativo também.
    Porém, na minha simples opinião, acredito que faltou um pouco de informação no final. O que causou a falha no ombro do homem inútil? Isso me deixou muito curiosa, mas esse pode ser o objetivo.
    Realmente, um texto muito bom.

  46. Olisomar Pires
    28 de novembro de 2017

    Pontos Positivos: escrita muito boa, alta criatividade, enredo bem concatenado em suas partes da narrativa.

    Pontos Negativos: Houve uma certa confusão quando da aparição do vendedor de quadros, a leitura travou um pouquinho e tive que voltar para reler, nada grave, só um soluço.

    Impressões pessoais: o inventor é um chato, conforme bem definiu outro personagem. Essa mania dele de alterar a forma dos pedidos é uma demonstração inequívoca de arrogância. Por um instante imaginei que a “invenção inútil” seria uma cópia dele mesmo.

    Sugestões pertinentes: A platéia mesmo sabendo o que aconteceria, se faz presente. Sugeriria um motivo para isso, talvez um prêmio, talvez uma explicação do desejo do público em ser ludibriado. Apenas para fechar redondinho o conto.

    Assim por diante: Bom conto, adaptação ao tema de forma criativa, texto divertido e ao mesmo tempo intrigante, pois contrapõe a massa intolerante e a mudança de paradigmas de forma a nos mostrar a reação normal das pessoas diante do inexplicável.

    Parabéns.

  47. Cris
    28 de novembro de 2017

    Olá! Gostei muito do conto, a escrita é atraente e elegante. Percebo um caráter pedagógico dentro de um contexto criativo e bem articulado. Algumas expressões são especialmente interessantes! O texto se adequa perfeitamente ao desafio proposto e consegue surpreender diante de um tema aparentemente monótono. Li e reli com gosto. Parabéns pelo trabalho e boa sorte no desafio.

  48. Antonio Stegues Batista
    27 de novembro de 2017

    Uma história satírica, absurda, de alguém com superpoderes de, não inventar, mas criar coisas com elementos secretos, como um alquimista, manipulando a essência da matéria e criando coisas completamente diferente do objetivo, ou da intensão. O enredo é bom, a escrita é boa, mas nada disso ajuda a fazer dessa, uma boa história. E a abordagem do tema foi insignificante. De qualquer forma, valeu a intensão e parabéns por participar. Boa sorte!

  49. Pedro Paulo
    27 de novembro de 2017

    Olá, entrecontista. Para este desafio me importa que o autor consiga escrever uma boa história enquanto adequada ao tema do certame. Significa dizer que, para além de estar dentro do tema, o conto tem que ser escrito em amplo domínio da língua portuguesa e em uma boa condução da narrativa. Espero que o meu comentário sirva como uma crítica construtiva. Boa sorte!

    Parabenizo o autor pelo cuidado especial com a escrita, tendo escolhido as palavras muito bem, tanto nas descrições como nos diálogos. Soube delimitar um espaço para nos situar entre o que está acontecendo ao mesmo tempo em que também aproveita para nos descrever elementos importantes (isso mais especificamente nas criações do inventor, cuja expectativa criada demanda descrições mais dedicadas). Outra qualidade técnica é o linguajar trazido nos diálogos, em que vemos conversas inegavelmente casuais serem ditas com palavras não tão usuais, dando a impressão da história ser em um outro período.

    Sobre a trama, o autor demonstrou grande capacidade em controla-la. O conflito inicial serve para nos apresentar o personagem central e o seu poder peculiar, desde já consolidando a história dentro do desafio. Ao mesmo tempo, nos deixa cientes da briga entre o inventor e os moradores da cidade, definindo a dinâmica entre as personagens e já dando continuidade à trama com a situação seguinte, iniciada com a chegada e desafio do pintor.

    Dado o desafio, o autor leva um tempo necessário para criar expectativa, nos fazendo ansiar pela próxima criação do inventor. A essa altura da história, já compreendemos o personagem como um homem de grande inteligência, cuja astúcia se revela nas respostas e na natureza tranquila que preserva perante os desaforos que recebe. Portanto, quando o autor nos descreve o mesmo personagem atônito e pensativo, é algo que funciona em construir a promessa de que algo vai acontecer. Aqui, aproveito para novamente elogiar as escolhas do autor com as palavras. A menção aos olhos do inventor e ao “aspecto dos que estão prestes a se vingar” funcionaram muito bem.

    O desfecho com um homem saindo da caixa também é um tanto interessante. Cumpre com a raiva que o inventor sentia, aquela criação servindo como uma resposta maliciosa e vingativa a todos que o provocavam minutos atrás. Mas o mais interessante é o caráter filosófico da criação. Logo no início fica estabelecido que, mesmo capaz de criar tudo que quer, ele só traz ao plano real as criações do jeito que são concebidas em sua cabeça. Desse modo, associar o homem à inutilidade nos revela mais um aspecto da personagem, um que explica o porquê da sua calma perante tantos ataques: o fato de que ele é indiferente às pessoas.

    Curto, o conto conta uma história simples que se adequa ao desafio, optando pelo caminho do surrealismo. Não é uma trama ambiciosa, estando construída em torno de um conflito e empenhada em nos mostrar as nuances do personagem que intitula o conto. Parabéns!

  50. Thiago de Melo
    27 de novembro de 2017

    Amigo Mossoró,

    Parabéns pelo seu conto. Até agora foi o meu preferido no desafios! (rs)
    Eu estava mesmo precisando de uma luz para me situar nesse desafio. Achei que o seu texto veio em excelente hora.
    Você escreve muito bem. Gostei bastante. Me lembrou muito um excelente livro “O Físico”, de Noah Gordon, cujo início se passa nesse ambiente de venda de remédios milagrosos, ungüentos e não sei mais o que.

    Achei que a ideia do super poder ficou bem trabalhada, puxando um pouco para a fantasia.

    Confesso que só fiquei um pouco confuso com o final. Fiquei curioso para saber qual era o pequeno defeito no ombro e pq o cara que saiu da caixa não servia pra nada. Mas acho que nós próximos comentários o pessoal mais inteligente que eu vai conseguir me explicar.

    Um ótimo conto para abrir o desafio. Parabéns!

    • Luis Guilherme
      28 de novembro de 2017

      Fala Thiago! Blz? Bom sinal te ver por aqui! Hahaha

      Acho q “o homem inutil” que saiu da caixa foi uma resposta às provocações que o inventor sofria, pois, pelo visto, a criatura era uma copia perfeita das pessoas dali. Achei uma resposta à altura (e classuda) da ignorância da plateia hahaha. Quanto à falha no ombro, tambem nao compreendi.

      Abraço!

  51. Luis Guilherme
    27 de novembro de 2017

    Boa noite! Tudo bem?

    Vamos ver que superpoderes esse desafio nos reserva, ein?

    Primeiro conto! Voce eh corajoso.

    E o desafio comecou bem!

    Superpoder: homem capaz de criar coisas/criaturas magicas de dentro de sua caixa de madeira. Gostei, bem criativo e inovador.

    A historia eh mto bom. A escrita eh agradável, ao ponto de ter ficado triste quando acabou. Hahaha

    Me deu a impressao de uma critica velada à incapacidade das pessoas de lidar com o novo, ou viajei demais?

    Quero dizer, o cara era um genio, a criaturinha-barbeador dele foi sensacional; mas as pessoas de mente limitada rejeitaram o diferente.

    O desfecho eh mto mto bom! Hahhahaha. Adorei a resposta do homem às provocações.

    Gramaticalmente me pareceu ok, sem erros que saltassem aos olhos.

    Como ja disse, adorei a escrita, q eh cativante e tem uma linguagem gostosa. “Do cu a cabeca” hahahahah muito bom.

    Enfim, um conto muito bom, criativo e diferentr, que abriu mto bem o desafio. Parabens!

    • Luis Guilherme
      27 de novembro de 2017

      Ah, mais uma coisa: a imagem casou perfeitamente com a impressão que tive do conto. Sei la, eh como se imagem e escrita seguissem a mesma estética.

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Publicado às 27 de novembro de 2017 por em Superpoderes e marcado .