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Detox Literário.

Seu Próprio Deus Ex Machina (Fil Felix)

conto

Foi um gesto de afirmação. Ah, se foi. Seguido por um clarão imenso, sem zoom ins ou outs, sem longa-metragens: 16 mm. Tudo muito rápido, a cidade inteira num borrão technicolor. Viu Celine, a marqueteira do 1309: desempregado mais uma vez? Desde quando havia limite? Viu Clemente do 607, o vizinho que sempre o esnobou: não faz meu tipo. Sujeito ancho. Foi um vórtex cósmico-depressivo. Uma romaria sem volta, salubre groove inconfundível ao beijar o assoalho frio, encarando o hall de entrada, ovacionado pelos gritos do concierge. Enfim, notado. Um flume escarlate dissolvendo questionamentos, mas permitindo afirmações dos espectadores.

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85 comentários em “Seu Próprio Deus Ex Machina (Fil Felix)

  1. Felipe Teodoro
    27 de janeiro de 2017

    Uma cena muito bem escrita, gostei das imagens que você construiu durante o desenvolvimento e as levas reflexões inseridas no conto. Pra mim faltou um pouco mais sobre motivação para tal ato, acho que nesse tipo de coisa, além da descrição do suicídio em si, a possível justificativa mexe ainda mais com o leitor, do que a morte em si. Entende?

    Enfim, parabéns pelo trabalho e como dica: Um conto grande nesse estilo, com um pouco mais de abordagem psicológica ficaria muito bom!!! Sorte!

  2. Gustavo Henrique
    27 de janeiro de 2017

    Foi bem escrito, ficou bom até. Boa sorte.

  3. Victória
    27 de janeiro de 2017

    Eu gostei da psicodelia, das imagens criadas, até mesmo da imagem que ilustra o conto. O texto é de difícil compreensão, mas acho que era pra ser assim. Boa sorte.

  4. Remisson Aniceto (@RemissonA)
    27 de janeiro de 2017

    Ficou devendo na narrativa, na composição, no desenrolar do texto. Não vi muito no que me basear para opinar. Mas ainda assim valeu.

    • Shivas
      27 de janeiro de 2017

      Vixe, vou mandar direto pro Serasa!

  5. rsollberg
    27 de janeiro de 2017

    Um texto bastante enigmático, que mescla vários elementos e cria algo inovador de um tema ordinário. Criou um filme onde ele era o próprio deux ex machina, deixando todo mundo sem saber ao certo de onde aquilo veio e quais eram as suas motivações. Pela habilidade de narrar o autor nos coloca dentro do prédio tal qual um personagem, observando o esplendor da coisa toda.
    Parabéns e boa sorte!

  6. Gustavo Aquino Dos Reis
    27 de janeiro de 2017

    Bem original, mas faltou mais competência na narrativa.

    Temos frases boas, mas algumas ficaram sobrando no contexto.

    É um trabalho bom, inteligente, mas, para mim, faltou algo mais para se destacar.

  7. Lee Rodrigues
    27 de janeiro de 2017

    Eita, trem! Um suicídio psicodélico!
    Me fez lembrar um conto do Davenir, pra lá de anfetamínico.
    Sabe, eu gostei da jogada de cores, do bom uso da imagem, porque acabei caindo junto também, da coisa dos últimos segundos passar como um filme e invés de filosofia ou remorso ou qualquer outros desses sentimentos de ultima hora, a figura se sente empoderada, triunfante por chamar a atenção dos vizinhos.

  8. Leandro B.
    27 de janeiro de 2017

    Oi, Shivas.

    Bom, se a temática não é original (e sejamos francos, que tema hoje é original?) a forma certamente surpreende.

    Se isso é uma coisa boa, ou ruim, depende muito do que o autor tem como proposta do texto. Quando vejo textos como o seu, sempre tenho a impressão que a ideia é se expressar e/ou tirar o leitor da zona de conforto, chacoalhar um pouco as coisas. É ousado e respeito isso.

    Tive que perguntar ao oráculo vários palavras do micro.

    Enfim, um texto ousado, dando um fôlego a mais para a questão do suicidio.

  9. Estela Menezes
    27 de janeiro de 2017

    Linguagem moderna e sofisticada, técnica apurada, uma abordagem inovadora ao tratar do velho e bom suicídio. Impossível deixar de reconhecer a qualidade do texto, mas o uso de termos não corriqueiros e/ou pertencentes a algum campo específico é sempre uma decisão ousada e arriscada que, no meu caso, provocou um misto de respeito e cerimônia que não me permitiu maiores aproximações com a história…

  10. Vanessa Oliveira
    26 de janeiro de 2017

    Bem, tive que ler mais de uma vez para entender, talvez por causa da linguagem. Entendi que ele s suicidou, no fim. E que queria ser notado, mas ninguém o notava. Como muitos disseram, foi difícil de entender. Mas é aberto, cada um tem a interpretação que quer. Boa sorte!

  11. Simoni Dário
    26 de janeiro de 2017

    Um texto de difícil compreensão para mim. Nota-se o domínio do autor com as palavras, porém não me cativou. Gostaria de ter entendido melhor.
    Bom desafio!

  12. Srgio Ferrari
    26 de janeiro de 2017

    Em breve em algum cinema da avenida paulista por 34 $ pilas. Só entra na sessão quem for descoladão. Eu? Eu prefiro Velozes e Furiosos à queda de mais um barbudo deprê midiático saudoso da velha MTV.

  13. Rubem Cabral
    26 de janeiro de 2017

    Olá, Shivas.

    Muito bacana o conto. O tema é o velho suicídio, não? O protagonista cai e observa o mundo. A “roupagem” foi bem diferente do usual, dando muita cor a causando muitas sensações.

    Nota: 9.5

  14. Vitor De Lerbo
    26 de janeiro de 2017

    Já esperamos um texto psicodélico apenas ao ler o título – e é exatamente isso que é entregue. Curti as alusões ao cinema. Um momento tão tenso, nas telonas, daria uma cena filmada por vários ângulos e muito bem trabalhada. Mas na vida real esse romance não existe.
    No conto ele existe sim, e essa maneira de narrar um suicídio foi bem criativa.
    Boa sorte!

  15. Anderson Henrique
    26 de janeiro de 2017

    Achei um texto difícil de entender. É de se ler com paciência para aproveitar. E quer saber, vale. Vale sim. O conto tem uma linguagem toda própria que remete ao cinema, talvez desconhecida para alguns. Mas eu gostei desse groove psicodélico. Tecnicamente muito bem construiído.

  16. Davenir Viganon
    25 de janeiro de 2017

    Interessante , como apesar das referências aos métodos audiovisuais, o conto não é roteirizado. Tem um mundo próprio criado pela perspectiva do personagem e se o leitor tiver preguiça de captar vai patinar no conto. O suicídio não surge do nada, é um resultado de toda uma situação. A distância e o isolamento, mostrado pelos elementos comuns (a cidade borrão – de fumaça poluente?) e dimensionados pelos elementos do audiovisual, que tem um lirismo que me fez lembrar de William Gibson. Resumindo tudo: Gostei pra caralho!

  17. Cilas Medi
    25 de janeiro de 2017

    De novo a morte, o suicídio, um autor querendo nos fazer lembrar que devamos nos socializar e não deixar os nossos preconceitos nos pirar e derrubar, definitivamente. Um bom conto, mas, não gosto do tema.

  18. Pedro Luna
    25 de janeiro de 2017

    O diferencial desse conto em relação ao tema de suicídio, lugar comum, são os pensamentos do protagonista. Digo, esse conto também abusa da descrição padrão desse tema, como: tudo muito rápido, a cidade é um borrão, um zoom, e se ficasse só nisso, seria ruim. Mas o autor (a) ainda consegue arrumar palavras para descrever um pouco o protagonista, a visão que ele tem dos outros moradores, a visão que os moradores tem dele, e no fim, sabemos um pouco mais do que o motivou: “Enfim, notado.”,

    Por isso o conto ficou acima da média. Achei bom.

  19. Paula Giannini - palcodapalavrablog
    25 de janeiro de 2017

    Olá, Shivas,

    Tudo bem?

    O suicídio de seu personagem, como algo inesperado para chamar a tenção sobre si é uma ótima premissa. O conto é bem escrito, embora um pouquinho rebuscado demais, talvez, a olhos de leitores desavisados. Há que se saber aqui, para que público se destina e, obviamente, o leitor focado nele são os escritores do desafio.

    Ao ler seu título, fiquei intrigada, seria o seu personagem metalinguístico? Seria a solução do suicídio uma morte dentro da ficção, como se poderia esperar daquilo que chamamos de “uma solução Deus Ex Machina”?

    Sobre a questão do texto em si, o suicídio e tudo que passa frente aos olhos daquele que pula, é muito bem elaborado. Você consegue passar os últimos segundos de alguém que em vida era frustrado, revoltando-se contra o que lhe é imposto, de maneira imagética e bem construída.

    Parabéns por seu trabalho e boa sorte no desafio.

    Beijos

    Paula Giannini

  20. Amanda Gomez
    25 de janeiro de 2017

    Olá, Shivas!

    Definiria como um suicídio psicodélico, a história aqui não é o que chama atenção, e sim os elementos usados pra criar a cena, eu vi muitas cores, muita energia. Geralmente a cena em si da morte é rápida, banal. Mas aqui ficou bem feito, devo dizer. Ficou algo em câmera lenta e deu até pra imaginar os personagens dos apartamentos vizinhos, o conto ganha ponto pela abordagem e não pela originalidade.

    Eu acho que fiz umas escolhas bem estranhas, pois os 5 últimos contos que li eram sobre suicídio, então estou meio vazia de impressões pra dar ao seu texto, pois já me espremi ao extremo pra falar sobre esse assunto haha.

    É um bom conto, com uma ótima abordagem. Não liguei muito para o personagem e sim para a ” beleza” de sua morte. A frase final ficou muito boa.

    Parabéns, boa sorte no desafio.

  21. Givago Domingues Thimoti
    25 de janeiro de 2017

    Não sou fã de contos sobre suicídio. Acho muito batido, além de ser muito mórbido para o meu gosto.
    Mesmo assim, eu consegui ver o talento do autor. Gostei do uso de palavras rebuscadas.
    Parabéns!

  22. Glória W. de Oliveira Souza
    25 de janeiro de 2017

    Parece-me que o tema aborda vivência em condomínio e a falta de empatia entre moradores. Simbologicamente a narrativa faz uso de termos do universo filmográfico e assim estabelece linques entre os personagens. O narrador, como personagem principal, desempenha o papel de um roteirista/diretor e, desta forma, transcreve o universo humano no edifício. Entre indas e vindas, ocorre uma espécie de apresentação pública, e nesta exposição, todos acabam por serem ‘notados’. Fim dos conflitos e nascimento de empatias?. Creio que não. Tudo volta para o escurinho do ‘cinema’ com projeções das carências, necessidades e sonhos de cada morador. Há pouca dramaticidade cênica na descrição e a conclusão, salvo melhor juízo, soou inodoro.

  23. Miquéias Dell'Orti
    25 de janeiro de 2017

    Oi,

    Confesso que li seu texto 6 vezes para captar todas as imagens que você quis mostrar. Felizmente, isso deu muito certo. Uma forma inusitada e inteligente de narrar um suicídio. A linguagem rebuscada, depois que você compreende o significado do texto, faz todo o sentido. Cada trecho vai completando a trama até o final. Parabéns.

  24. Daniel Reis
    25 de janeiro de 2017

    Um salto no escuro. Tem sido o método predileto dos autores nesse desafio. Mas aqui, nesse texto, a motivação está bem clara – um gesto da afirmação, autossuficiencia, mas ao mesmo tempo um grito para ser notado. E o que passou pela cabeça da personagem durante a queda foi: “o que os vizinhos vão pensar? Dane-se”. Tecnicamente bem executado, o texto prende a atenção até o fim, onde a construção “permitindo afirmações dos espectadores” destoa de todo o resto.

  25. Thiago de Melo
    24 de janeiro de 2017

    Amigo Autor,

    Seu texto foi muito sutil e efetivo. Gostei. Confesso que precisei ler pela segunda vez para entender a metáfora da “cidade inteira num borrão technicolor”. Na segunda leitura eu tive um momento “eureka” e finalmente entendi do que se tratava. Isso não tira o brilho do seu texto. Eu tenho consciência de minha ignorância e imagino que os colegas tenham pegado a ideia de primeira. De todo modo, o seu texto é muito bom. Meus parabéns!

  26. Laís Helena Serra Ramalho
    24 de janeiro de 2017

    O conto é bem escrito, e embora eu não seja muito fã do uso extensivo de metáforas, não ficou cansativo: ficou bem dosado para o tamanho do conto. Foi interessante o recurso de mencionar os vizinhos conforme ele passa pelas janelas em seu salto.

    O enredo não é exatamente original, mas em uma história de suicídio não há muitas possibilidades. O diferencial normalmente fica na motivação, e senti falta de saber um pouco mais: não sei se um conto tão curto foi suficiente para explorar isso a fundo.

  27. vitormcleite
    24 de janeiro de 2017

    bem escrito e consegues que o leitor sinta essa claustrofobia que tão bem retratas

  28. Matheus Pacheco
    24 de janeiro de 2017

    Me pareceu uma ficção cientifica misturada com o filme “O show de Truman”, e eu achei sensacional, por mais que tenha um sentido de “drogas”, eu achei muito interessante o uso das palavras estrangeiras no meio. Por mais que eu deteste esse tipo de linguagem que misturam as línguas mas nesse contexto foi bem aproveitado.
    Um abração ao escritor.

  29. Thata Pereira
    24 de janeiro de 2017

    O conto é uma viagem assim como a que o cara fez. Sentia tontura dele, caindo e se foi a intenção do autor, perfeito, conseguiu. A imagem também ajudou no processo. Os termos estrangeiros me desagradaram, pois não há indícios do que se trata, mas ok, porque colaboraram com a tal sensação do personagem e admiro muito quem consegue transmitir isso com tamanha perfeição.

    Adorei a frase que fecha o conto.

    Boa sorte!

    • Shivas
      24 de janeiro de 2017

      Olá, Thata! Aproveitando, em outros comentários também citam os “termos estrangeiros”, fiquei com a impressão de ter colocado muitos. Mas as palavras em itálico (zoom in, zoom out, technicolor) são do universo cinematográfico, assim como longa-metragem e 16 milímetros (que é um formato). O groove e os demais foram para acompanhar e encorpar a viagem. Espero que tenha gostado e conto com o nome na lista! haha

  30. Sabrina Dalbelo
    24 de janeiro de 2017

    Eu vim bem rápido para a área de comentário sem ler os anteriores porque quero ser sincera sem ser “maria vai com as outras”.
    Esse texto narra uma viagem… seja a imediatamente anterior à morte, com a queda da pessoa, seja imediatamente após o uso de uma droga super potente, em grande quantidade.
    Confesso que não entendi de primeira. Acho que termos rebuscados truncam a leitura fluida. Essa é a minha opinião, mas provavelmente não a de críticos conceituados e experientes.

    Na segunda leitura eu vi a viagem. E viajei junto.
    Eu adotei a versão da droga.
    Há muito tempo eu vi o filme “traisnpotting”. Me remeteu direto pra ele.
    Gostei muito, como não?
    Isso é ter domínio da escrita.

  31. Luiz Eduardo
    24 de janeiro de 2017

    O conto realmente chama a atenção, mas sinto que o uso excessivo de alguns termos prejudica a compreensão de quem não tem um conhecimento prévio. Boa sorte

  32. Gustavo Castro Araujo
    23 de janeiro de 2017

    Um belo uso de palavras para retratar uma existência depressiva, de alguém incompreendido e rejeitado, que resolve pôr fim a tudo atirando-se do alto de um edifício. A temática relativa ao suicídio é constantemente revisitada em desafios com baixo limite de palavras, justamente porque consegue comprimir sentimentos e histórias densas, que fazem pensar. É difícil fugir de clichês em qualquer caso, mas aqui, devido à notável habilidade do autor com as palavras, é possível dizer que mesmo num momento dramático como o retratado, houve espaço para a criatividade e para a poesia. Bom trabalho!

  33. Juliano Gadêlha
    23 de janeiro de 2017

    Ótimo texto. Conseguiu tratar de maneira original sobre um tema bastante batido. Muito bem escrito, demonstrando domínio de vocabulário e técnica. A estrutura também ficou muito boa, com as ótimas referências aos vizinhos enquanto a queda ocorre. Muito bom, parabéns!

  34. Anorkinda Neide
    23 de janeiro de 2017

    Primeiro que vou comentar sem ler os demais comentarios..hehe é eu sou copiona 🙂
    Mas é que achei tao simples… resumiria assim: contou um suicídio de uma maneira bem original, cult até.
    Foi bonito, viajei lisergicamente junto do personagem., mas nao teve impacto, é um mais do mesmo, mesmo q de forma muito competente e diferente.
    Bem, vou parar por aqui q to rimando muito, é o conto 98 q to lendo, já to surtadona!
    boa sorte ae, abraço

  35. Lohan Lage
    23 de janeiro de 2017

    Meio preciosista, talvez… o título também não me caiu bem.
    Mas esse ar psicodélico me atraiu.
    Voilá, Shivas!

  36. Leo Jardim
    23 de janeiro de 2017

    Minhas impressões de cada aspecto do microconto:

    📜 História (⭐⭐▫): um homem se suicida por causa de uma vida de fracasso e rejeição. Não chega a ser apenas uma cena, enxerga-se um passado e motivos, mas não foge muito do comum nesse quesito.

    📝 Técnica (⭐⭐⭐): um daqueles textos para ler com calma e capturar a essência de cada palavra, empregada ali com cuidado e objetivo bem claro, sem deixar a trama de lado. Um ótimo trabalho nesse sentido.

    💡 Criatividade (⭐▫): apesar da qualidade textual, é um tema comum.

    ✂ Concisão (⭐▫): em algum momento, acho que algumas palavras sobraram, que falou muito para pouco acontecimento.

    🎭 Impacto (⭐⭐▫): gostei bastante da forma da narrativa, mas o suicídio em si acabou ficando em segundo plano na psicodelia do conto.

  37. elicio santos
    23 de janeiro de 2017

    Tema batido, palavras demais e clareza de menos. O autor demonstra que tem domínio da norma culta, mas penso que poderia ser mais objetivo. O texto exige várias leituras para produzir algum efeito no leitor. Boa sorte!

  38. Luis Guilherme
    22 de janeiro de 2017

    Pelo que entendi, o deus ex machina do rapaz é o suicídio. Meio que um ato de apelação, desesperado, por atenção.

    Não sei se viajei demais.

    Achei legal a forma como isso foi contado.
    O uso da linguagem é magnífico, um destaque enorme no desafio, sem dúvida.

    A linguagem técnica me atrapalhou um pouco, alguns conceitos que eu desconhecia.

    Deve figurar na lista, aqui.

    parabéns e boa sorte

  39. Andreza Araujo
    22 de janeiro de 2017

    É inegável que a construção deste conto é magnífica. As cenas, as analogias, as pessoas que ele “vê” conforme seu corpo se aproxima do chão após ter pulado do prédio onde morava, enfim, é tudo magistralmente bem composto. Mas no fim tenho a sensação de que é só um conto sobre suicídio, não criei empatia pelo personagem ou pela história. Talvez tenha sido o suicídio mais bonito que li (conforme as descrições, não o drama em si), mas ainda assim não me cativou profundamente. Mas foi um belo mergulho. Abraços.

  40. Thayná Afonso
    22 de janeiro de 2017

    Uma maneira bem diferente – positivamente falando – de descrever o ato de suicídio, mas achei exagerado o estrangeirismo na narrativa. Veio-me o pensamento de que é um tanto raso tratar suicídio como um gesto de afirmação, fiquei curiosa para saber em qual sentido isso foi usado no conto. Gostei do seu estilo. Bom trabalho!

  41. Patricia Marguê Cana Verde Silva
    22 de janeiro de 2017

    Parabéns! Faço da Juliana Calafange da Costa Ribeiro minhas palavras…

  42. Jan Santos
    22 de janeiro de 2017

    Gostei da tentativa de soar pós-moderno, flertando com o mais vanguardista possível. No entanto, acaba por embaralhar na tentativa de construir sentido, ou de não construir, caso seja a proposta. Talvez devesse pega rum pouco mais leve com o leitor.

  43. juliana calafange da costa ribeiro
    22 de janeiro de 2017

    Uau! Sensacional seu conto, Shivas! De uma beleza sem fim! Nota-se o seu esmero com a construção do texto, palavra por palavra, pra compor esse personagem lentamente na nossa frente. No final eu estava aqui sentindo o chão frio grudado na minha boca e ouvindo o burburinho da plateia estúpida. Muitíssimos parabéns, pra mim é quase um “já ganhou!”

  44. Tatiane Mara
    22 de janeiro de 2017

    Olá…

    texto sobre suicídio.

    Achei a elaboração meio mal concatenada e embaraçada, não se dá informações suficentes para causar empatia com o leitor.

    Boa sorte

  45. Tiago Menezes
    21 de janeiro de 2017

    Sinceramente não gostei muito do conto. Palavras demais para expressar os motivos do possível suicídio. Não consegui me aprofundar muito nos sentimentos dele. Boa sorte no desafio.

  46. Antonio Stegues Batista
    21 de janeiro de 2017

    Mais um conto sobre suicídio? Aqui o cara esta desempregado e se tira do alto do prédio. Aquelas palavras estrangeiras não entendi. Se faz alusão a alguma coisa, desconheço. Acho que isso não ajudou na originalidade nem na admiração, o que é importante num certame.

  47. waldo gomes
    21 de janeiro de 2017

    Conto “vou me matar, bicha” onde um sujeito se atira do prédio em busca de atenção.

    Bem escrito, com boa narrativa, mas o tema é tão sem graça que não me diz nada.

  48. Eduardo Selga
    20 de janeiro de 2017

    A vida espetacularizada. O “ah, se foi” significa a ratificação do gesto anteriormente expresso (“foi um gesto de afirmação”), mas também é a representação daquele lamento meio hipócrita pela morte de alguém, como se fosse dito, interpretando mal uma dor não sentida: “ah, coitado… se foi”.

    A espetacularização da vida. Alguns termos usados mostram esse universo: “zoom ins ou outs”, “technicolor”, “groove” (um ritmo musical eletrônico e, portanto, criado pela indústria cultural). Também evidenciam esse modo de ser e estar no mundo a necessidade do protagonista de ser percebido, curtido por espectadores (“enfim, notado”). Ele, aliás, é um espírito recém-desencarnado pelo suicídio (o tal “gesto de afirmação”) ou alguém em estado alucinatório. Em ambos os casos, a fragmentação narrativa usada se encaixa bem.

  49. Mariana
    20 de janeiro de 2017

    Palavras demais, a narrativa se perde nessa necessidade de que o conto seja “cool” e “bem escrito”

  50. Tiago Volpato
    20 de janeiro de 2017

    Bom texto. Você mostra que tem domínio das palavras e da técnica. Foi muito bem pensado, é aquele tipo de texto que você precisa ler várias e várias vezes. Abraços.

  51. Renato Silva
    20 de janeiro de 2017

    Narrativa interessante. Bom uso das palavras. Rápidas análises sobre seus vizinhos em seus últimos momentos, enquanto mergulha para a morte. Ótimo vocabulário. Enfim, fez um bom trabalho. Te desejo boa sorte.

  52. catarinacunha2015
    19 de janeiro de 2017

    MERGULHO nas Fossas Marianas sem oxigênio. Ligou o “foda-se, eu quero é mais”. Vocabulário ousado com uma pegada punk. Não se engane que este mergulhador tem muito pulmão e soube emergir com categoria.

    IMPACTO de um resultado de exame que você não quer abrir o envelope porque sabe que não é notícia boa. Toda a ira está nas entrelinhas sem precisar da obviedade.

  53. Guilherme de Oliveira Paes
    18 de janeiro de 2017

    Acho que a forma foi valorizada em detrimento do conteúdo; as analogias ao cinema são interessantes, a linguagem poética é bem construída e bastante rica, mas creio que o entendimento da história fica prejudicado. Parece tratar do suicídio de um cara desempregado. Se esse é o tema, ele tem sido explorado com frequência nesse desafio, mas aqui foi tratado com maior brilho.

  54. mariasantino1
    18 de janeiro de 2017

    Olá!

    Romantizando o suicídio? É… Se encontra de tudo por aqui 🙂

    Então, achei bacana o lance de ser seu próprio Deus-ex e sair da realidade a qual estar inserido a hora que bem entender. O enredo é corriqueiro, mas a forma como foi narrado deixou um gosto bom após o término da leitura. Não sei se esse conto vai para minha lista, mas traz algumas imagens boas que tentam incutir o que ia na mente do cara que saltou do prédio: a não aceitação, o desemprego…
    Enfim, me pareceu um conto de alguém bem seguro do que quis fazer (e isso é bom).

    Gostei muito. Parabéns e boa sorte.

  55. Edson Carvalho dos Santos Filho
    17 de janeiro de 2017

    Bem escrito, com riqueza de vocabulário. Gostei da menção ao cinema no início, que inclusive alude ao recurso deus ex machina do teatro grego (não sei se foi essa sua intenção). Mas isso se perdeu ao final. Quanto à riqueza de vocabulário, achei um pouquinho exagerada. Achei o termo concierge desnecessário por ser em francês, já que não vi no texto nenhuma necessidade disso.

    • Shivas
      17 de janeiro de 2017

      Boa noite! Dando uma aproveitada para os outros comentários, o uso do cinema foi pra brincar com a ideia de que se vê um filme da vida quando morre, não uma cena cinematográfica completa. E sim, o Deus Ex Machina do teatro, que “cai”. Obrigado e conto com a preferência! haha

  56. Victor F. Miranda
    17 de janeiro de 2017

    Boa descrição, penso que se um diretor lesse, ele saberia como filmar essa cena de forma bem parecida com o que você escreveu. Gostei da originalidade.

  57. José Leonardo
    16 de janeiro de 2017

    Olá, Shivas.

    O salto para a morte, e durante o “caminho”, a percepção das reações de alguns condôminos que, parece, o subestimavam. O povo que se aglomerou para ver o que restava do protagonista era apenas isso: turba de curiosos.

    Como o termo é definido, conseguiu-se a “resolução inverossímil dada a um problema dramático”. As imagens presentes, que comportam o momento zero até o esmagamento são sensacionais.

    Boa sorte nesse desafio.

  58. Fernando Cyrino
    16 de janeiro de 2017

    Uma maneira criativa de mostrar a morte. Dizem que todo suicida o é para chamar a atenção e o seu conto reforça esse modo de ver os que tiram a própria vida. Uma história que está bem contada. Um acerto de contas até com os vizinhos… Abraços de sucesso.

  59. Wender Lemes
    16 de janeiro de 2017

    Olá! E em uma descida rápida tudo se resolve, como em um Deus Ex. Não há emoção, nem reflexões – não há tempo para isso. Não há um filme passando por sua mente, apenas a reação mais que natural aos vizinhos que passam tão rapidamente. Após toda uma vida sem estar no controle de nada, o protagonista finalmente encontra um modo de escolher o que lhe aconteceria – e é só.
    Parabéns e boa sorte.

  60. Jowilton Amaral da Costa
    16 de janeiro de 2017

    Bom conto. As imagens formadas na queda foram bem feitas. Mas eu devo dizer que sou bem ranzinza a contos sobre suicídio. Este aqui até que saiu soou simpático. Não sei o que é ancho. Vou procurar no Google. Boa sorte.

  61. Bruna Francielle
    16 de janeiro de 2017

    Bem, um bom jeito de descrever um suicídio.
    Apesar de eu desconhecer boa parte de algumas palavras utilizadas, consegui compreender do que se tratava, sinal que está claro na medida certa até para quem não está por dentro de palavras como “groove” e outras.
    Viu Clemente, Viu a vizinha, ele caindo e vendo as pessoas, foi uma descrição bem maneira !

  62. Ceres Marcon
    16 de janeiro de 2017

    Só parabéns, aqui.
    Tudo muito bem construído. Figura de linguagem perfeita.
    Usou bem as 99 palavras.

  63. Marco Aurélio Saraiva
    16 de janeiro de 2017

    Gostei pra caramba!

    Geralmente torço o nariz para estes contos sobre suicídio. Sempre acho que o autor exagera nas emoções, enaltecendo o ato de tomar a própria vida como o ápice da arte. A forma última de expressão artística: tirar a própria vida para expressar uma ideia.

    Mas você descreveu de forma muito poética o mesmo ato, e com a motivação mais mundana e verídica: ele queria ser notado, queria que seus problemas acabassem. Tudo muito bem amarrado com uma técnica muito boa e muito vívida.

    Parabéns mesmo! Está no meu top 3!

  64. Fabio Baptista
    16 de janeiro de 2017

    Uma descrição de suicídio muito bem feita, sem dramas, sem clichês.
    Claro que ver os vizinhos durante a queda foi insólito, mas foi interessante pelas descrições levantadas.

    “Um flume escarlate dissolvendo questionamentos”, impactante e bem construído, encerrando bem o conto que acertou até na escolha da imagem.

    Muito bom.

    Abraço!

  65. andré souto
    15 de janeiro de 2017

    Um flash de consciência, um continuum de percepções até a morte na calçada,no asfalto.Muito bom o encadeamento de idéias, a sacação dos tipos que vão passando quando na verdade quem passa é o suicida,numa narração que é um verdadeiro traveling.

  66. Olisomar Pires
    15 de janeiro de 2017

    Tema: suicídio. Personagem salta para a morte e se lembra ou vê os moradores do prédio na queda. Não há informações maiores dos motivos: drogas ? descontentamento com a orientação sexual? monotonia ?

    Não possui reflexões diretas, exceto, claro, a da morte causada.

    Todo o conto escrito num parágrafo apenas, lhe retirou grande parte do lirismo a que se propôs, acho que se o texto fosse montado em “andares” teria melhor efeito, mas isso já é invasão da prerrogativa do autor que usa a forma que bem aprouver, correndo e aceitando os riscos, obviamente.

    Os lugares-comuns abundam: “a cidade inteira num borrão technicolor”, “beijar o assoalho frio”, ” Enfim, notado”…

    É bem escrito, embora alguns trechos merecessem melhor divisão do restante, para não gerar confusão e conseguir maior fluidez, eliminando os entraves e quebra de ritmo.

  67. Iolandinha Pinheiro
    15 de janeiro de 2017

    Olá,Shivas. Está de parabéns pela criação. Muitas vezes me pego pensando sobre quanto tempo leva para um suicida que se joga de um prédio, chegar ao chão, e se no trajeto, dá para formular algum pensamento. Claro, a depender do tamanho da queda, dá tempo até de se arrepender. O que mais gostei no teu microconto, foi o emprego da linguagem cinematográfica para preencher estes pensamentos em flash. Os vizinhos, a necessidade de chamar a atenção, a imagem da cidade passando tão rápida a ponto de ficar indefinida, e o baque com o sangue, em um tom vermelho dramático, no final. Aplausos. O espetáculo acabou. Meu apreço pela criatividade e a linguagem muito bem trabalhada.

  68. Fheluany Nogueira
    15 de janeiro de 2017

    Micro com tema comum, linguagem inusitada, cinematográfica e articulada de forma original e interessante. Tudo na medida certa e enriquecido pelo título com citação do filme e o pseudônimo de deus hindu da energia vital. Parabéns pela criatividade e construção. Abraços.

  69. Tom Lima
    15 de janeiro de 2017

    Sem zoom ins ou outs, mas com slow motion!

    A desorientação que o conto me causou, no inicio criou empatia com a personagem. Desorientação da queda em câmera lenta, das memórias, aos poucos encaixando, entendendo o que esta acontecendo, como os espectadores.

    Delicia de ler!

    Parabéns e abraços!

  70. Douglas Moreira Costa
    14 de janeiro de 2017

    Que forma original de tratar um suicídio, e com a viagem transcendental do personagem pelos últimos momentos de vida, que coisa louca e agradável de se ler. Eu consegui visualizar uma explosão de cores, e pude imaginar toda uma cena muito detalhada feita a partir de um conto tão pequeno. Adorei a última frase. É muito bom o texto, parabéns.

  71. Virgílio Gabriel
    14 de janeiro de 2017

    A primeira vez que li me perdi um pouco, depois percebi que esse era um daqueles contos para se ler com calma. Na segunda vez apreciei a queda, li ela vagarosamente, para não perder nada. Muito bem escrito, sutil, e fugiu do senso comum, criou cor e vida para o suicídio. Parabéns.

  72. Andre Luiz
    14 de janeiro de 2017

    Muito bom o conto, repleto de sutilezas. Um leitor desatento perderia o fio da meada em seu conto, principalmente porque tudo está sugerido, e fica a critério do leitor tirar suas próprias conclusões.Todavia, você deixou pistas suficientes para que não ficássemos totalmente perdidos.

    -Originalidade(8,5): O suicídio é um tema batido, mas a ótica trazida é inovadora. A questão dos números dos apartamentos decrescentes e sua passagem andar por andar, como se ele se recordasse de suas memórias passadas, foram muito bem feitas.

    -–Construção(Uso do limite de contos para formar um enredo)(9,5): Gostei de tudo, como já falei acima. Nada a acrescentar.

    -Apego(8,0): Apesar de não ter sido citado o nome do personagem, ou o motivo real de seu suicídio, a questão de apenas querer ser notado já me é válida tendo em vista o caso retratado. Achei curioso e cruel seu conto.

    Parabéns!

  73. Lídia
    14 de janeiro de 2017

    Achei o texto muito bem estruturado, o limite dos microcontos com o tempo em que o personagem está em queda. É um sucídio, não? Primeiro, passa pelo apartamento 1309, em seguida pelo 607, até chegar no hall, onde beija o chão. Há um decréscimo…
    A impressão de ser algo cinematográfico nada mais é do que a semelhança entre a rapidez da mudança de quadros em um vídeo e da queda que propicia múltiplas imagens ao eu lírico.
    Além disso, o porteiro grita quando o nota e há presença de um fluxo de sangue, o que sustentam a teoria de que “a romaria sem volta” é um suicídio.
    Por ter uma vida marcada por inquietações, o eu lírico decide por si mesmo a solução de tirar a própria vida, o que explica o título do texto.
    E o pseudônimo? Usando o nome de um dos deuses mais poderosos do hinduísmo…
    Quanta intertextualidade!
    Achei fantástico!!
    Boa sorte 😉

  74. Bianca Machado
    13 de janeiro de 2017

    Uma forma bem diferente de contar esse ato narrado no conto, forma bem segura. O título não entrega, tem tudo a ver e faz pensar. A atitude da personagem pode, sim, ser comparada a um deus ex machina, afinal. Gostei da história elaborada com termos não muito comuns, ajudaram a dar o tom cinematográfico ao texto, como se fosse um curta metragem. Curto mesmo e que muitas vezes diz mais do que um filme. Gostei da forma como foram citados os moradores, tudo o que foi visto naquele vão momento. Um vão com tantas coisas dentro, todas influentes na situação. Parabéns!

  75. angst447
    13 de janeiro de 2017

    O conto está muito bem escrito, talvez até demais. Para o meu gosto, ficou um pouco denso demais, o que tornou a leitura mais pesada. Nota-se clara habilidade do autor com as palavras e sua escolha por um tema mais complexo. Vocabulário rico, mas que atravancou um pouco o ritmo do conto.
    Muito bem elaborado, repito que o talento do autor é inegável. Apenas, não me agradou tanto quanto deveria.
    Boa sorte!

  76. Evandro Furtado
    13 de janeiro de 2017

    Um drama que se suporta na fantástica habilidade narrativa do autor. O uso das palavras no lugar certo e na combinação correta é um dom que o autor possui. A trama não é fabulosa, mas tem seus méritos.

    Resultado – Good

  77. Brian Oliveira Lancaster
    13 de janeiro de 2017

    GOD (Gosto, Originalidade, Desenvolvimento)
    G: Conceito interessante. A imagem casou bem com a viagem lisérgica de palavras dissonantes. Parece um cotidiano antigo, mas nos traz à atualidade pelo uso de gírias e palavras fora de época. Intrigante. – 9,0
    O: Suicídio parece um tema recorrente de contos cotidianos curtos e aqui não é diferente. Talvez, o que soe original, é a forma como as coisas são ditas e como o protagonista encara sua partida, sem muito interesse, dando um ar novo ao enredo tão desgastado. – 8,5
    D: O título casou muito bem com toda a situação, digno de nota. Um parágrafo direto, mas que traz bastante profundidade. – 8,5
    Fator “Oh my”: é inusitado e até certo ponto bem humorado. Tem um tempero brasileiro, mas ainda assim, faltou algo que saísse do clichê, como uma cama de penas o esperando ou um trampolim ao final.

  78. Priscila Pereira
    13 de janeiro de 2017

    Oi Shivas, muito interessante o seu texto… como você conseguiu contar muito em pouquíssimo espaço, muito bom mesmo, ótimo uso de recursos visuais e cinematográficos, e o título… tive que procurar no google, mas achei que combinou bem .. .Parabéns e boa sorte!!

  79. Evelyn Postali
    13 de janeiro de 2017

    Vale tudo esse conto. Hoje, a grande maioria se desespera pela falta de visibilidade. Ser notado. Likes! Tornar-se alvo dos comentário. Pertencer a todos. Ele é uma excelente reflexão sobre a nossa vida vazia – ou pelo menos, a de uma grande parcela das pessoas. Tudo o que se quer são os 15 minutos de fama, ou nem isso. Nós mesmos construímos essa coisa toda e não sabemos lidar com ela. Essa sociedade é um grande simulacro. Estamos todos representando um papel.
    Está muito bem construído. Amei o vocabulário. Posso compartilhar quando o seu nome real estiver visível?

  80. Zé Ronaldo
    13 de janeiro de 2017

    Ótimo salto para o infinito! Perfeito como mostra a passagem pelos andares. Muito, mas muito bem elaborado mesmo e o uso de termos cinematográficos auxiliou bastante.

    • chrisdatti
      17 de janeiro de 2017

      Fiquei meio desorientada por não compreender parte dos termos estrangeiros, li e reli. Só senti a morte.
      Depois, o clarão e o reconhecimento de que a morte estava sendo chocada de forma inusitada. Ponto pela originalidade. As palavras de fora foram obstáculos para um entendimento de primeira.
      Boa sorte!

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Informação

Publicado às 13 de janeiro de 2017 por em Microcontos 2017 e marcado .