EntreContos

Detox Literário.

Cu (Thayná Afonso)

ilustracao

Você foi embora. Agora observo inquieta e nauseada os fantasmas desnudos pelos cômodos da casa. E isso é tudo que restou. Observo inquieta e nauseada porque eu sei, é o que fica quando desconhecemos alguém da noite para o dia. Observo em silêncio, porque eu sei, um homem é só um homem e um tapa-buracos não tem muito mais que fantasmas para deixar. Aos poucos percebo que não existe glória no término e que seu lugar, é só um lugar. E que um cu sempre será um cu e a minha única glória foi ter fodido o seu.

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91 comentários em “Cu (Thayná Afonso)

  1. Gardel Dias Assunção
    6 de fevereiro de 2017

    Legal o texto, mas, vamos ser sincero, não é um super texto né!? Talvez ou com certeza, daqui eu seja o menos pensante (nunca tive coragem de comentar algo daqui, o povo é todo inteligente e eu não). Será todos os comentários forma pelo título ou do final que “fudeu” e ficou diferente?

  2. Lohan Lage
    27 de janeiro de 2017

    O título me atraiu de cara. E confesso que rolou uma quebra de expectativa assim que comecei a ler seu micro. Uma pegada mais melancólica, e tal… meio morna. O final… não sei se o final compensou todo o resto. Mas em todo caso, valeu pela ousadia!

  3. Lídia
    27 de janeiro de 2017

    A amargura fala alto no texto! A frase final trouxe um belo impacto para o micro.
    Marcou ainda uma postura firme da personagem que passa a analisar as relações humanas com menos idealismo.
    Boa sorte!

  4. andressa
    27 de janeiro de 2017

    Chocante, se era para impactar, cumpriu o papel direitinho. Boa sorte!

  5. chrisdatti
    27 de janeiro de 2017

    ehe… Ponto pela ousadia. Um mundo desmoronado, a separação, a mágoa, um bocadim de ironia…. Final bem sacado.
    Pronto, um bom conto.
    Apreciado.

  6. Poly
    27 de janeiro de 2017

    Um desabafo, aberto e direto. O texto de forma geral é bom e acredito que o final foi no ponto certo – um choque mesmo.
    Boa sorte no desafio!

  7. Paula Giannini - palcodapalavrablog
    26 de janeiro de 2017

    Olá Tom,

    Tudo bem?

    Você escreveu um conto amargo, assim como são as relações que chegam a seu fim. Seu texto é quase um desabafo, uma carta de amor às avessas.

    A frase final é forte e revela todo a repulsa que o personagem tem por aquela que já se foi.

    Parabéns por seu trabalho e boa sorte no desafio.

    Beijos

    Paula Giannini

  8. Jowilton Amaral da Costa
    26 de janeiro de 2017

    Achei um conto médio. Entendi que a mulher tava puta da vida com o cara, que provavelmente a abandonou. O cara gostava de um fio terra (ui) e a mulher vai botar a boca no trombone e falar pra todo mundo que fodeu o cu do cara. Bem vingativa, hein? kkkkkkk Boa sorte.

  9. Renato Silva
    26 de janeiro de 2017

    Não que eu seja o cara mais puritano do mundo (porque eu não sou), mas esse título não me agradou. Não sei se foi desnecessário, mas é algo que eu provavelmente nunca usaria.

    O conto não é ruim , pelo contrário, você escreve muito bem. Vejo uma mulher bem frustrada com os homens (ou um homem em específico). parece que tomou um pé na bunda e agora chora de amargura, querendo vingança.

    A última frase pode ter um sentido figurado, não? Há certas coisas para um homem que são equivalentes a serem “enrabados”. Pode ser um divórcio onde a mulher leva grande parte de seus bens (conquistados antes mesmo do casamento); perder a promoção na empresa para um empregado puxa saco e menos qualificado; ter o carro roubado (e sem seguro!); ser traído por um amigo e amargar grande prejuízo financeiro.

    Boa sorte.

  10. vitormcleite
    25 de janeiro de 2017

    texto com imagens muito fortes e bonitas mas que perde toda a sua força com o final, que parece feito com pressa e sem o cuidado mostrado no resto do texto.

  11. rsollberg
    25 de janeiro de 2017

    Gostei bastante desse conto. Não somente pela ousadia do título, ou do desfecho pouco polido.
    O desabafo da protagonista é palpável, cada palavra bem escolhida.
    Ah, sei lá, um negócio meio Bukowski dirigido por Almodôvar!
    E o mais bacana é que o final admite uma dupla interpretação, literal e figurada.
    Me fez lembrar um pouco do protagonista de “Pulp” do Bukão, que está o tempo inteiro querendo “botar no cu” de uma personagem,
    Belo trabalho, parabéns.

  12. Douglas Moreira Costa
    25 de janeiro de 2017

    É muito bom o texto, mais pelo final que dá brilho o resto do texto. Um desabafo bastante direto, e com muita fúria, um conto que narra o fim de algo e nos faz visualizar tudo que veio antes. O brilho é o final, mas não me pareceu ser o suficiente, não que acho que tenha faltado algo, mas acho que a execução do conto fez ele brilhar menos do que podia.

  13. Tiago Menezes
    25 de janeiro de 2017

    O texto é claramente um desabafo do personagem principal em relação ao seu ficante/ex. Tudo carregado de ódio e um ar melancólico. A escolha das palavras foi boa e curti seu texto de um modo geral. Bem diferente do que li até agora. Parabéns.

  14. Wender Lemes
    25 de janeiro de 2017

    Olá. Apesar de a temática ser de desabafo, revolta e diminuição daquele que partiu, algo levou a essa reação – e é esse o contexto implícito de um conto tão expositivo. É engraçado como o título nos leva a esperar algo mais escrachado durante a leitura, e essa espera foi sanada bem ao final com a frase de impacto. Infelizmente, o conto se sustenta muito nesse impacto, que pode ser mais influente em uns que em outros.
    Parabéns e boa sorte.

  15. Daniel Reis
    25 de janeiro de 2017

    Quanto ódio nesse coraçãozinho… Mas será mesmo que ele era mesmo só um tapa-buracos? Por que deixaria tantos fantasmas? Na parte técnica, o tom confessional e passional do texto interferiu na escrita, com a reiteração de “observação inquieta e nauseada”. Não foi nem de perto um dos meus textos preferidos, mas admiro a coragem do autor. Boa sorte!

  16. Victória
    24 de janeiro de 2017

    Acho que o texto cumpriu seu objetivo e gostei da pegada melancólica e amarga, mas não curti o conto no geral.

  17. Lee Rodrigues
    24 de janeiro de 2017

    Acho que depois de ter lido tanta coisa doce, umas marcantes e outras nem tanto, ler uma coisa seca, direta, passional… caiu bem. É bom ler alguém incinerando fantasmas.

    Ela sabe que foi ferida e que feriu também, nada de pintar rompimentos com fofices, fim de relacionamentos são bem bonitos em novelas, mas no real, tem a força de nos levar para o porão dos nossos pensamentos.

    Deveras factual.

  18. catarinacunha2015
    24 de janeiro de 2017

    MERGULHO na privada entupida não pode dar em boa coisa. Gostei do tom do personagem macho alfa magoadinho, ficou punk. Embora o IMPACTO da enrabada final tenha seu mérito, o restante do texto carece de criatividade e evolução.

  19. Marco Aurélio Saraiva
    24 de janeiro de 2017

    Entendi o conto como sendo uma reflexão frustrada de um gay sobre uma “one night stand”. O homem veio, “tapou um buraco”, por assim dizer (há tantas formas de interpretar isso que nem vou me dar ao trabalho de listar aqui, rs), e se foi, deixando “fantasmas desnudos”. O narrador sabe que nunca mais o verá.

    A confissão, meio revoltosa e mesmo melancólica, foi muito bem escrita. Sua técnica é um tanto autoral, única nas palavras usadas de forma corajosa, até mesmo brincalhona. Gostei da leitura.

    Parabéns!

  20. Felipe Teodoro
    23 de janeiro de 2017

    Oi!

    O narrador tem personalidade, mas esse desabafo, com o excesso de frustrações não me agradou muito. Acho que para o pouco espaço, você poderia ir um pouco mais além do que a divagação. O melhor trecho do texto é a frase final, que acaba compensando um pouco o desenvolvimento do texto, que infelizmente não chama muito atenção.

  21. Simoni Dário
    23 de janeiro de 2017

    Achei triste e com uma carga de raiva muito forte, o que resultou no desabafo com palavrão ao final. É ousado e criativo, mas não sei se gostei. Vou deixar meu reconhecimento pelo talento do autor.
    Bom desafio!

  22. Mariana
    23 de janeiro de 2017

    Gostei, é forte e, ao mesmo tempo, sensível e melancólico. A glória de foder um cu hahahahahah

  23. Fil Felix
    23 de janeiro de 2017

    Há ousadia aqui, de diversas maneiras. O desafio é escrever um conto com apenas 99 palavras e o autor se dá ao luxo de repetir várias delas durante o desenvolvimento. O título é chamativo, o final tem seu choque e a surpresa por se tratar de uma narradora mulher. Se trans ou não, acho que não é o ponto principal (cintaralhos estão aí pra isso). A ousadia ganha pontos, falar tão abertamente sobre término de relacionamento (que realmente são um cu) e associar ao sexo anal (que como diria o Pondé, é o ato mais íntimo que um casal pode ter) tem seus destaques e faz pensar. Mas a construção do conto não me agradou tanto. A repetição e o choque final acabam por parecerem polêmica pela polêmica.

  24. Evandro Furtado
    23 de janeiro de 2017

    Algumas coisas me incomodaram na forma, principalmente as repetições. Há alguns problemas com algumas expressões também que soaram estranhas. Por outro lado, o conteúdo, transgressor do jeito que eu gosto, meio que salvou o conto.

    Resultado – Good

  25. Amanda Gomez
    22 de janeiro de 2017

    Olá,

    Bom, depois de ler o texto algumas vezes eu passei a gostar mais dele, a primeira impressão não foi muito boa. Agora , pude apreciar mais algumas construções bem bacanas.

    O que captei da história e que ela fala de o fim de um relacionamento, a pessoa relembra dos momentos vividos com amargor. Pela frase final me levou a crer que trata-se de um travesti, posso está errada, mas foi o que entendi.

    Talvez o autor preparou todo o texto pra esse frase impactante, que de fato é…mas não sei se o conjunto da obra me agradou tanto assim. É só o término de uma relação, em que as partes passam a se detestar. ( desculpe pelo resumo pobre) mas é basicamente isso.

    No mais,é um bom conto, e ganha alguns pontos pesa ousadia.
    Boa sorte no desafio.

  26. Fabio Baptista
    22 de janeiro de 2017

    Um bom texto, uma divagação direta, sem rodeios.

    A frase final é bem interessante, pelo impacto que causa (afinal, os termos chulos acabam destoando do restante), pelo que é falado, obviamente, e, principalmente, porque a voz da primeira pessoa é feminina.

    Gostei!

    Abraço.

  27. Andre Luiz
    22 de janeiro de 2017

    -Originalidade(8,5): Interessante você ter colocado este plot twist no final, mesclando escárnio com melancolia no seu conto.

    -Construção(7,5): Gostei muito da frase final quebrando o clima do texto todo que foi criado nas linhas anteriores. Todavia, não gostei de algumas repetições ao longo da história(como o “porque eu sei”), e acho que pode ser melhor.

    -Apego(7,0): Senti falta de um intimismo maior no início do conto para aumentar ainda mais o choque ao final do conto.

    Boa sorte!

  28. juliana calafange da costa ribeiro
    22 de janeiro de 2017

    Hahaha! Divertido seu conto. Quer dizer, a gente começa com o nó na garganta, são frases dramáticas (“é o que fica quando desconhecemos alguém da noite para o dia”), de um narrador q sofre e a gente se identifica, pq todo mundo já sofreu perda semelhante. Mas aí vem a frase final de deixa a gente vingado! Parabéns!

  29. Cilas Medi
    21 de janeiro de 2017

    Eu achei um cu esse micro conto.

  30. Fheluany Nogueira
    21 de janeiro de 2017

    A narrativa acompanha o fluxo de pensamentos do protagonista. Ela está revoltado pelo abandono do namorado. O tema da homossexualidade está em alta no Desafio. Linguagem com imagens bonitas e elegantes se contrapõem a trechos secos e chamativos. As repetições, mesmo que estilísticas, não me agradaram. Parabéns pela participação. Abraços.

  31. Bia Machado
    21 de janeiro de 2017

    Quem narra o conto é uma travesti, uma transsexual? Foi o que presumi, a partir do momento em que o narrador se trata como uma mulher que diz o que diz ao final… Sim, não existe uma só forma de alguém fazer o que está dito no fim do conto, mas foi essa a imagem que me veio ao ler suas palavras. Achei interessante no começo, mas a oração final dá a ideia de que correu um pouquinho ali no final e deu um jeito de justificar a palavra que intitula o texto. Dá o que pensar, mas nesse momento não foi o suficiente pra me conquistar.

  32. Tom Lima
    21 de janeiro de 2017

    Ah, um conto gotosinho, assim como o título. Mas é a escolha desse que me incomodou um pouco. Fiquei esperando por ele, e quando aparece não é tão glorioso quanto foi pra personagem.

    Ficou boa a forma que mostra os sentimentos dela, no fluxo de consciência, e me fez ficar com pena dela. A unica glória foi ter comido um cú? Pena mesmo.

    Essa frase: “é o que fica quando desconhecemos alguém da noite para o dia.” ficou maravilhosa. As repetições tem função e funcionaram.

    A falta de acento não chegou a me incomodar, mas é uma falha.

    Parabéns.

    Abraços.

  33. Estela Menezes
    20 de janeiro de 2017

    Difícil falar de fim de caso sem cair no lugar comum, no sentimentalismo ou na pieguice, coisa que, desde o título, o conto não faz. É seco, factual, o sofrimento e seus subprodutos são expostos sem disfarces ou enfeites, e o final é absolutamente coerente com o desenrolar do processo que a gente vai acompanhando passo a posso. Não senti o palavrão sendo usado gratuitamente, apenas tenho a pretensão de achar que o modo de falar seria mais adequado a um travesti do que a uma mulher, o que não tem a mínima importância, já que o autor deixou isso indefinido. Acho que a pontuação merece uma revisão mais cuidadosa pois, a menos que algum sentido tenha me escapado, certas vírgulas são desnecessárias ou estão mal colocadas.

  34. Givago Domingues Thimoti
    20 de janeiro de 2017

    Conto de fácil compreensão e muito bem escrito. O que mais me chamou a atenção, além do cu, foi o fluxo de pensamento da personagem. É uma forma de contar uma história que, particularmente, gosto muito.
    Continue fazendo historias assim!
    Parabéns!

  35. Anorkinda Neide
    20 de janeiro de 2017

    fantasmas desnudos pelos cômodos da casa./é o que fica quando desconhecemos alguém da noite para o dia.
    gostei muito disso…
    entendo q os fantasmas nada mais sao do que as projeções q fizemos do ser amado, aquela pessoa assim e assim, que criamos com a tinta das ilusões e qd finalmente o desconhecemos, qd vemos q nao era nada daquilo, ainda nos apegamos às ilusões fantasmas, sim, pq ja morreram, mas ainda as vemos e muitas vezes com tanta força e realidade.
    nossa, nao sei se é isso q disseste, mas quero crer que sim.
    Não sei bem o que pensar do conto em si. depois de ler dez vezes comecei a gostar dele, esta reflexao sim, já está ai e ja gostei..mas a estrutura do texto, das frases, o cu gratuito rsrs
    Nao sei o que pensar, acho q ele podia mostrar mais se nao quisesse tanto chocar, mas, no entanto, ele passa o fluxo d e pensamentos de uma pessoa revoltada e isso foi bom.
    bem, eu vou pensar sobre a tua estrelinha 🙂

  36. Sidney Muniz
    20 de janeiro de 2017

    C om cuidado irei tentar dizer o que achei do seu trabalho. De principio a imagem não me agradou, o título é chamativo apenas pela curiosidade de saber o que um autor teria escrito que pudesse se intitular de “cu”. Sinceramente achei uma escrita boa, mas que precisa ser lapidada. Algumas repetições, propositais ou não me desagradaram. Esperava um texto mais aberto e menos enrolado. Para mim até tem muita coisa sobrando aí.

    Use de todas as dicas, me parece que já é um autor ou autora tarimbado que arriscou um pouco mais do que o necessário. Respeito isso, mas espero algo melhor para uma próxima. Desejo sorte a você e é claro que muitos gostarão do teu trabalho.

  37. Iolandinha Pinheiro
    19 de janeiro de 2017

    Ia deixar o seu cu por último, mas eis que tomada pela curiosidade vim aqui. Achei diferente (poucas pessoas fizeram) você usar como conto o fluxo de pensamentos da figura, sua personagem. Fim de relacionamento, perda de emprego, perda de pessoas queridas, isso tudo impacta demais a vida e nem sempre as vítimas destes eventos reagem bem. Ela devia estar muito acostumada com a presença dele porque ainda observa os fantasmas das lembranças do rapaz pela casa. Gostei do lance do tapa-buracos referindo-se ao pênis do ex-namorado e da sensação de vitória que ela teve ao lembrar que já comeu o cara, afinal de contas, ele saiu da relação fodido. Cuidado com a repetição da palavra “observo”.

  38. waldo Gomes
    19 de janeiro de 2017

    Conto fala de uma neurótica que acha que se deu bem.

    Não tem mensagem nenhuma, apenas a reflexão tonta de uma personagem feita nas coxas (ou nádegas).

  39. Srgio Ferrari
    19 de janeiro de 2017

    Já vi dessas cintas femininas com consolo. Alguma tara por aí? Diferente nos depararmos com isso na escrita, ao mesmo tempo, já não tem impacto algum. Maldita internet.

  40. Leandro B.
    19 de janeiro de 2017

    Oi, Tom.

    Certa vez, em um curso acadêmico, debatemos um artigo de direito que estava dando o que falar. Bem, estava dando o que falar entre aspas, porque ninguém na sala havia lido o artigo, mas todos se sentiam no direito de discutir a opção do autor pelo titulo.

    “Cu de bêbado tem dono sim”, era o nome da obra.

    A discussão girava em torno do fato de que milhares de artigos são publicados, mas poucos são realmente lidos, por não chamarem atenção e sempre parecerem a mesma coisa n vezes, ainda que não sejam.

    Acabei me lembrando da ocasião com o seu conto. É, de fato, uma boa estratégia para chamar a atenção e, como o conto em si mescla construções cruas e metafóricas ao mesmo tempo, não achei apelativo.

    Acho que esse foi o maior mérito do conto, por isso discordo um pouco dos colegas que reclamaram da mudança de tom. Acho que misturar a crueza com uma linguagem mais poética/introspectiva é um estilo em si, e acredito que tenhas feito isso bem.

    Enfim, achei um trabalho bem interessante, e gostaria de ler mais coisa desse estilo por aqui.

    Abraços.

  41. Gustavo Aquino Dos Reis
    18 de janeiro de 2017

    Schwallier,

    boa obra. Algumas coisas em quanto escrita poderiam ter sido melhor desenvolvidas. A repetição do “observo”, por exemplo.
    Entretanto, é um conto ousado e que choca.
    Choca por conta do tabu, da inversão dos papéis estabelecidos.

    Parabéns!

  42. Anderson Henrique
    18 de janeiro de 2017

    Fui ler pensando: é, colocaram o cu no meio. Vamos ver no que dá. E deu! O texto fugiu desse cu inicial e entregou uma narrativa razoável. A dúvida sobre o gênero/identidade sexual do protagonista é a parte aberta da história: o discurso leva a crer que a personagem é uma mulher, mas o fim deixa espaço para o leitor preencher sua versão. Cu é tabu. É provável que alguns achem o texto apelativo. Eu não achei, ou talvez tenha achado só um pouco. É controverso, mas é bom. Uma mistura interessante que acrescenta ao desafio.

  43. Vitor De Lerbo
    18 de janeiro de 2017

    O trocadilho com o tapa-buracos é ótimo. A imagem e o título escolhidos só fazem sentido ao lermos a última frase, o que gera uma surpresa agradável e faz rir.
    Boa sorte!

  44. Miquéias Dell'Orti
    17 de janeiro de 2017

    Eita preula… quanta ousadia!

    O título pode fazer com que alguns iniciem a leitura esperando um apanhado de sem-vergonhices sem fim, mas estarão redondamente enganados.

    Tem drama, história concisa, deixa o final aberto à uma reflexão e você percebe que o título tem tudo a ver quando termina (no bom sentido, claro).

    Resumo: gostei pra caralho!

  45. Thiago de Melo
    17 de janeiro de 2017

    Amigo Tom,

    Troféu gargalhada fatal pra você! hahaha.

    gostei do texto, gostei da reflexão interna e da alusão ao homem como “tapa-buraco”. Achei que, mesmo em um microconto com pouquíssimas palavras disponíveis, você repetiu algumas expressões. Imagino que isso seja para demonstrar um fluxo de consciência da personagem. “observo inquieta e nauseada os fantasmas desnudos pelos cômodos da casa. (…) Observo inquieta e nauseada porque eu sei…”.

    Gostei do texto, muito forte, incisivo… “duro”?

    Abraço!

  46. Priscila Pereira
    17 de janeiro de 2017

    Oi Tom, me desculpe ,mas eu não gostei do seu conto, me pareceu muito chulo e apelativo. Tem repetições desnecessárias e não tem um enredo… Foi mal aí. Boas sorte.

  47. Luis Guilherme
    17 de janeiro de 2017

    Pesado, né? hahahah

    Pesado no bom sentido. Legal quem consegue dar uma ousada assim.
    Admito que desde que bati o olho pela primeira vez na lista, seu conto foi o que mais atraiu a atenção – é óbvio.

    Enfim, gostei. A trama é legal, e conclui perfeitamente.

    Vingança com cu não dá pra dar errado hahaha.

    Parabéns pela criatividade e ousadia.

  48. Brian Oliveira Lancaster
    17 de janeiro de 2017

    GOD (Gosto, Originalidade, Desenvolvimento)
    G: Apesar do título, achei um texto bem normal, mas com excelente desenvoltura nas reflexões. Profundo (olha o duplo sentido), emotivo e arriscado – pois muitos não gostam desse estilo mais direto. Eu me incluo. Mas a nota vai pelo conjunto. – 9,0
    O: Não é tão original assim. O título faz uma chamada mais cômica, mas o texto é bastante poético, refletindo os temores de uma alma amargurada e abandonada. O que chama a atenção aqui é a “romantização” de algo comum do dia a dia – a partida. – 8,0
    D: Tranquilo, sem muitos floreios, mas com frases recheadas de significados reais. Até esperava mais piadinhas, mas é um texto bastante consistente, mesmo com palavras não tanto utilizadas. – 9,0
    Fator “Oh my”: um texto que consegue ser um “click bait” e ao mesmo tempo sentimental, explorando lados desconhecidos, quase surreal.

  49. Juliano Gadêlha
    17 de janeiro de 2017

    O conto funciona muito bem em transmitir ao leitor um sentimento. O interessante é que, ainda que dentro de poucas palavras, esse sentimento vai se transformando junto com as reflexões da narradora. Bem realizado. Parabéns!

  50. Victor F. Miranda
    16 de janeiro de 2017

    Achei excêntrico pelo título, a linguagem e o final. Me fez rir, mas só isso hahaha. Boa sorte.

  51. Laís Helena Serra Ramalho
    16 de janeiro de 2017

    Confesso que não é meu tipo de história favorito. Mas está bem escrito e as metáforas foram eficientes em mostrar a raiva e o sentimento de desilusão da personagem.

    Quanto ao enredo, dá para perceber que há uma história ali, mas ela parece ter sido deixada em segundo plano para expor os pensamentos da personagem, dando a sensação de que é mais um excerto de uma história que uma narrativa completa.

  52. Thata Pereira
    16 de janeiro de 2017

    Surpresinha legal essa. Adorei a personagem e achei muito coerente sua linha de pensamento, vai se lamentando, lamentando e do nada vai e fala algo no estilo “foda-se!”. Eu sou meio assim quando estou nervosa, por isso achei o relato tão verdadeiro, mas isso vai de cada um.

    A frase “Observo em silêncio, porque eu sei, um homem é só um homem e um tapa-buracos não tem muito mais que fantasmas para deixar”, não é uma realidade, mas com certeza é algo que toda mulher vai pensar pelo menos uma vez na vida.

    Boa sorte!

  53. Eduardo Selga
    16 de janeiro de 2017

    Há um ressentimento da narradora-personagem que se manifesta num crescendo, da amargura ao ódio, até chegar à inesperada frase final, a explosão de uma bomba armada desde as primeiras palavras.

    Por causa dessa raiva ruminada, o tartamudeio do discurso da personagem faz sentido. A repetição de vários termos e do QUE (como conjunção ou na palavra PORQUE) faz parte do tintim por tintim meio entredentes, comum à verbalização enraivecida, e também ao estado depressivo. O problema é que muito facilmente é possível entender as repetições como falhas na construção.

    A última oração (“e que um cu sempre será um cu e a minha única glória foi ter fodido o seu”) deixa pulgas atrás da orelha. Pode ser entendida metaforicamente, no sentido de que o sujeito foi de algum modo prejudicado, mas também permite o entendimento literal, se admitirmos que a personagem não é uma mulher e sim uma travesti. Nesse sentido, a oração “observo em silêncio, porque eu sei, um homem é só um homem […]” pode ser reveladora: ela conhece, por assim dizer, e no que acho ser a opinião dela, a essência oca de um homem.

  54. ROSELAINE HAHN
    16 de janeiro de 2017

    Tu fudeu com o leitor Tom, hahaha. Texto a la Bukowski, eu gosto do Bukowski, gostei do teu conto, a gente dá aquela olhadinha indigesta para os lados. Vc. é um bom menino Tom. Go ahead!

  55. Gustavo Castro Araujo
    16 de janeiro de 2017

    O conto reflete um fim de relacionamento, algo que a narradora não parece aceitar. Sem chances de obter uma reconciliação, despeja toda a frustração que lhe acomete, procurando ofender o rapaz que se foi, colocando em cheque, de forma pejorativa, sua masculinidade. Nesse contexto, vê-se que o homem seria alguém que, em tese, se sentiria ofendido com tal observação – porque, como alguém lembrou, há caras que curtem esse tipo de coisa. Não me parece ser esse o foco, na verdade. Preferências sexuais dizem respeito a cada um. O objetivo do conto, a meu ver, é outro: falar de abandono, de como nos sentimos quando nos vemos deixados, com planos jogados no chão, com o futuro de um amor eterno destruído. Aqui vê-se a raiva, mas poderia ser a humilhação, a depressão. Assim, creio que o texto cumpre bem seu papel: quantas vezes não quisermos mandar aqueles que nos magoam “tomar no cu”? Aqui a protagonista teve sucesso. Pelo menos isso.

  56. Rubem Cabral
    16 de janeiro de 2017

    Olá, Tom.

    O tom (rs) amargurado da narradora (?) é o ponto alto do conto. É curioso que ela se apegue ao fato de ter sido dominante e sexualmente ativa com o parceiro, de se orgulhar, talvez. A personagem-narradora ficou, portanto, muito bem resolvida no curto espaço disponível.

    Nota: 8.5

  57. Davenir Viganon
    16 de janeiro de 2017

    A situação da personagem é carregada de emoção, (no caso, frustração com um homem) e a linguagem acompanhou a raiva crescente, começando poético e terminando de forma crua. A dubiedade do “foder com o cu de alguém” deixa aquela gostinho de “será?”. Enfim, palavrões ainda incomodam e eu acho isso ótimo.

  58. Matheus Pacheco
    15 de janeiro de 2017

    Eu não queria ter que chegar nesse ponto vocabular mas como você disse no primeiro comentário.
    A mina realmente comeu o cara, e te dizer que comeu no pior sentido.
    Abração ao escritor.

  59. Tatiane Mara
    15 de janeiro de 2017

    Olá…

    Mulher abandonada encontra amparo na idéia de ter conseguido violar o parceiro de alguma forma.

    O texto é bem escrito, a mensagem é paradoxal ou incoerente.

    Boa sorte.

  60. Leo Jardim
    15 de janeiro de 2017

    Minhas impressões de cada aspecto do microconto:

    📜 História (⭐▫▫): uma mulher amargurada com o fim do relacionamento, mas não gostei muito da forma como se desenrolou.

    📝 Técnica (⭐⭐▫): não vi nenhum defeito. Pontos pela boas frases do início e por escrever “cu” corretamente 🙂

    💡 Criatividade (⭐▫): um mote bastante comum.

    ✂ Concisão (⭐⭐): toda a informação necessária está no conto.

    🎭 Impacto (⭐▫▫): a frase final deveria impactar, mas pra mim funcionou no sentido inverso: tirou todo o impacto. Ficou meio desnecessária, palavrão pelo palavrão.

  61. Ceres Marcon
    15 de janeiro de 2017

    Querido Tom!
    O que dizer de um texto cheio de reentrâncias?
    Muitos já comentaram, disseram, basicamente, o que eu diria, até mais.
    Só posso dizer que a linguagem direta e bem trabalhada me surpreendeu. O título, idem. Não esperava por tanta profundidade e, sério, gostei que ela fodeu o rabo do cara, como você mesmo disse em uma das tuas respostas.
    Fazer sexo com alguém, sem que a gente chegue ao prazer total é foda, e dá mesmo vontade de meter no rabo do sujeito.
    Valeu!
    Parabéns!

  62. Guilherme
    15 de janeiro de 2017

    Duro, direto e passivel de diferentes interpretações. Parabéns

  63. Tiago Volpato
    15 de janeiro de 2017

    Texto bem escrito, fiquei imaginando onde entraria o cu, mas o final me pegou de surpresa. Foi tipo um soco. Bom texto!

  64. Remisson Aniceto (@RemissonA)
    15 de janeiro de 2017

    Muitas vezes um título provocante de um conto nos instiga e atrai para que devassemos o seu corpo inteiro, do cabo ao rabo, Isto se já nas primeiras linhas do corpo do texto nos extasiarmos com o perfume do enredo, o que pode até nos levar ao êxtase supremo. O que de forma alguma se aplica a este “Cu”, que não passa disso mesmo, ao pé da letra, sem maiores interpretações, sem nada que cative. Porém. o conto aqui vale a pena, mesmo que a história seja pequena.

  65. Glória W. de Oliveira Souza
    14 de janeiro de 2017

    Provocativo já a partir do título. Texto desesperançado. Desiludido. O final pode algumas interpretações de quem seria a personagem: um travesti ou alguém que utilizou suposto pênis artificial para vingança. Mas a amargura ficou presa na personagem. O desenrolar do texto não apresenta a dramaticidade que o gênero contista recomenda.

  66. Antonio Stegues Batista
    14 de janeiro de 2017

    Hoje em dia o palavrão ou nome “feio”passou a ser vulgar, principalmente nas redes sociais. Os tempos mudam, mudam os costumes. O conto é a história de uma mulher que terminou um relacionamento e ficou decepcionada com o ex-companheiro e disserta sobre os homens em geral. Uma narrativa que se destaca do comum pelo menos aqui. Gostei da coragem exposta, porém a história em si, não revela nenhuma novidade, ou algo surpreendente. É o relato d uma mulher que se sente, ter comprovado que todo homem tem seu lado vulnerável, mesmo que ele procure esconder o buraco na armadura.

  67. Zé Ronaldo
    14 de janeiro de 2017

    Conto fechado, não leva o leitor a pensar muito para decifrá-lo, está lá, exposta a resposta, A utilização da sentença final (metafórica ou não) acaba sendo o clímax do conto, não apenas pelo impacto com que atinge os leitores, como pelo belo desfecho que se consegue no final.

  68. elicio santos
    14 de janeiro de 2017

    Não gosto desse estilo. O autor demonstra pobreza literária e a tenta compensar utilizando expressões chulas. Não gostei.

  69. Edson Carvalho dos Santos Filho
    14 de janeiro de 2017

    Soou bem natural a emoção descontrolada da mulher rejeitada.

  70. Patricia Marguê Cana Verde Silva
    14 de janeiro de 2017

    Desprezo e raiva pelo prato em que comeram. Reação mais do que comum em rupturas passionais. O texto é bom!

  71. Fernando Cyrino
    14 de janeiro de 2017

    Um conto bacana. O final do final do final da história de amor, eis que ele já ficou bem mais atrás (sem duplo sentido, por favor). Obvia a intenção de chocar com o chulo, mas tem muita relação que termina assim mesmo. Pior mesmo são aquelas que se tornam eterno ferrar um ao outro, sem jamais se ter a coragem para o fim. Gostei e a última frase me faz pensar se foi somente ela quem fodeu o cara, ou se ela também não foi ferrada por ele? Não creio em relacionamentos tipo anjo e demônio e digo isto porque me pareceria conto de fadas acreditar em histórias de amor desse tipo. Parabéns, pelo conto, Tom. Sucesso.

  72. Vanessa Oliveira
    14 de janeiro de 2017

    Um término de relacionamento conturbado? Foi tudo em que consegui pensar, com tantos cus e buracos, haha. O cu está, quase sempre, ligado a dor, desconforto, algo ruim; então, imaginei que, ao invés do sentido literal, que ela realmente o penetrou no buraco negro, ela tenha feito algo para acabar com o relacionamento. Ou seja, foder com a vida do cara. Enfim, bem profundo, explana bem um fim de relacionamento ruim. Um homem é só um homem, e um cu é só um cu, realmente. Poético, parabéns, haha.

  73. angst447
    14 de janeiro de 2017

    Já ganhou o meu respeito por ter escrito CU sem acento. Ufa, me deu até uma emoçãozinha aqui.
    O título e o seu pseudônimo me fizeram lembrar de uma lendária capa de LP do Tom Zé – A ideia original era fotografar um ânus feminino com uma bola de gude no centro, como uma afronta à censura imposta, na época, pela ditadura militar. (segundo o Google).
    Enfim, o conto foi escrito com o intuito de chocar, nem tanto pelo CU, mas pela postura da moça, que simplesmente descarta o valor do ex-companheiro, um homem é só um homem mesmo, um tapa buraco..rs. Que mulher nunca pensou assim uma vez na vida?
    Boa sorte!

    • Thata Pereira
      16 de janeiro de 2017

      Genial a capa desse LP! Eles realmente tentaram fotografar um cu com uma bolinha de gude, mas não conseguiram, então tiveram a ideia de fotografar a bolinha em um aboca fazendo bico. Criatividade mil!!!

  74. Andreza Araujo
    14 de janeiro de 2017

    hahhaha eu ri no final xD Olha, o início é bem reflexivo, parece bem real, como se a pessoa estivesse na minha frente contando sua história. No meio do microconto já dá pra notar que há uma mudança no tom em que ela descreve as cenas, passa do abatimento da personagem para um completo “foda-se”, fechando com a frase do cu. Não levei ao pé da letra este final, interpretei como ela ferrando o ex de alguma forma, pois ela fala em glória, como se fosse mérito dela ter fodido o ex. Bem, literal ou não, eu gostei do conto, achei introspectivo (no início) e também divertido (no final). O conto me agradou. Abraços.

  75. Bruna Francielle
    14 de janeiro de 2017

    Bem, acho que foi uma mistura de .. “chulo” com ”poético”.
    Não ficou mal, não, apesar de eu, particularmente, não ser fã de literatura chula desse tipo.
    A personagem parece ser do tipo “recalcada”, que sofre mas tenta se sair por cima, essa é a impressão que deu.

  76. mariasantino1
    14 de janeiro de 2017

    Olá!

    Esse conto me lembrou um do desafio anterior de microcontos, do autor Tom Lima. Lá ele também fala de fim de relacionamento.
    Gostei do seu texto, do fluxo de consciência da narradora personagem e do tom desesperançado. Desejei mais poesia suja pra casar com o título (suja tipo Bukowski), mas apreciei o que foi oferecido.
    Fiquei curiosa em saber como ela poderia foder o cu de alguém e esse pensamento abre espaço para outros que não iriam acrescentar muito no seu trabalho.
    Gostei enfim.
    Parabéns e boa sorte.

  77. Guilherme de Oliveira Paes
    13 de janeiro de 2017

    Gostei muito do final mas achei que há lacunas para se chegar a ele.

  78. José Leonardo
    13 de janeiro de 2017

    Olá, Tom Schwallier.

    Não quis ser o primeiro participante a introduzir o dedo aqui nos comentários, embora tenha lido ontem (dos 100 e-mails, seu “Cu” era o primeiro, encabeçador da lista, e o título, claro, chama atenção como se piscasse para nós). Lendo e relendo, olhando bem no centro da íris negra e carnuda de seu micro conto, concluí que a narradora, ao menos, rememora um ato sexual como vingança contra aquele tapa-buraco, aquele ser que não atingiu as expectativas. Gostei da sua escrita, inclusive na última frase, que parece despencar até nós como um piano que cai num lugar silencioso.

    Gostei do seu micro conto. Parece ter o intuito de chocar, mas as linhas anteriores são sublimes.

    Boa sorte neste desafio.

    • José Leonardo
      13 de janeiro de 2017

      Errata: não li ontem, claro, mas no começo da madrugada, logo que me deparei com o título.

    • mariasantino1
      14 de janeiro de 2017

      Foi mal, mas não resisti e tive que me meter aqui (será que tem espaço? ). PQP, rindo até amanhã com esse comentário do JL. Quantas metáforas!

  79. Olisomar Pires
    13 de janeiro de 2017

    Interessante. Esse ” ter fodido o seu ” pode ser entendido literalmente, alguns casais gostam ou pode ser figurativo: sacaneou o parceiro, seja traindo, seja roubando, mentindo, não o amando, enfim, trapaceando.

    Em todo caso, se for literal não há sentido no conto, exceto se foi um estupro, pois se foi consensual, a suposta “glória” com sabor de vingança não tem respaldo, uma vez que o parceiro também gostou.

    Caso seja figurativo, há um paradoxo, pois quem foi abandonado é a mulher, a qual vê fantasmas e tenta se consolar em conceitos filosóficos simplórios. Ela é a fodida da história.

    Enfim, é bem escrito, numa narrativa tensa, apenas o final não convence.

  80. Evelyn Postali
    13 de janeiro de 2017

    Gostei muito dessa mulher desse microconto. Falo sério porque ela entende da coisa toda e o cara que foi embora também sabe dos, como dizem, paranauês. Não porque seja surpreendente. Mas porque muitos podem se sentir desconfortáveis.
    “No sexo, as proibições determinam, para muitos, o desejo de transgressão. Os homens que não têm coragem de se abrir com suas parceiras acabarão por buscar a companhia das travestis. Pelo fato de “parecerem” mulheres despertam o desejo visual da mesma forma que elas. Ao mesmo tempo, estão “equipadas” para a relação anal. O desejo é pela forma feminina do corpo e o prazer anal é o que está sendo buscado. Saída engenhosa!” E essas não são palavras minhas. Na hora que li esse microconto, lembrei do artigo do médico-psiquiatra. http://flaviogikovate.com.br/a-excitacao-anal-nos-homens/
    Mas, voltando ao conto, ele me fez pensar em como os relacionamentos são, verdadeiramente, um c* a ser decifrado. Porque haja saco cheio de pentelho para entender o universo tanto masculino (eu considero o pior pela minha condição) quanto feminino. Devíamos ter vindo à esse mundo com um manual de instrução. Poupava, não só tempo e esforço, mas vida útil de relacionamento.
    Eu gostei muito da forma como você escreveu essa sequência de frases, nesse desabafo completo e desacorçoado.

  81. Luiz Eduardo
    13 de janeiro de 2017

    Achei um pouco exagerado em alguns momentos, não pelo tema em si, que eu acho que poderia ter sido trabalhado de uma maneira mais delicada, com metáforas quem sabe? Acho que valeu pela ousadia e pelo tom visceral com que a personagem narra os fatos . Boa sorte

  82. Sabrina Dalbelo
    13 de janeiro de 2017

    Eu achei que tudo combinou. A narrativa é fluida. boa sorte.

  83. Hiago Lopes
    13 de janeiro de 2017

    Sendo contrário às críticas anteriores, acredito que a mudança de tom não foi brusca ou apelativa, é uma narrativa interessante e mais profunda que aparenta sobre o pontos altos e baixos de um relacionamento. No caso, apesar de todos os fantasmas deixados pelo término, houve uma conquista memorável.

    Se, no fim, o intuito do conto for chocar, temos nos comentários a prova de que funcionou.
    O que um cu não faz, não é mesmo?

  84. Virgílio Gabriel
    13 de janeiro de 2017

    Acho esse um estilo apelativo. Sei que tem quem goste, mas não é o meu caso. Boa sorte!

  85. andré souto
    13 de janeiro de 2017

    Se o cara gostou vai voltar e os fantasmas …..vão sumir,.Gostei do “um homem é só um homem”.Boa frase.

  86. Pedro Luna
    13 de janeiro de 2017

    Ela fudeu o rabo do cara? Estilo inversão?

    Bom, a sincera impressão que tive foi que o conto foi todo preparado em função da última frase. Problema nenhum, mas acho que houve uma mudança de tom abrupta demais, tentando ser engraçado ou chocar. Bom, comigo não funcionou, mas tenho plena certeza que outros irão gostar.

    Na verdade, pra mim a melhor frase do micro conto foi essa: “um tapa-buracos não tem muito mais que fantasmas para deixar.”

    • Tom
      13 de janeiro de 2017

      Sim, ela fodeu o rabo do cara. Há quem goste disso. Acho que no fundo, não é bem pra funcionar mesmo, é mais um relato que um conto. Talvez a história tenha acontecido em função deste final. Eu comi o rabo do cara e, sinceramente, não me choca e nem faz rir também. Mas funcionou para mim. haha Agradeço pelo comentário!

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Informação

Publicado às 13 de janeiro de 2017 por em Microcontos 2017 e marcado .