EntreContos

Detox Literário.

Adeus, Fofoca (Thiago Amaral)

Horácio encontrava-se sentado diante do camarim de Fofoca, segurando firmemente sua espingarda, com a expressão de alguém que resolve um quebra-cabeças impossível e frustrante.

Estava há dois dias sem dormir, mas não tinha consciência disso. O sono era uma impossibilidade naquele momento, e ele se esquecera completamente dessa necessidade básica.

Lançava olhar penetrante, que parecia capaz de lançar um raio a qualquer momento e incendiar todo o seu circo. “Mamãe se levantaria da cova pra me estrangular”, pensou ele, quase encontrando um grão de humor no deserto de desespero que era sua mente naquele momento.

Sentia-se capaz de pular do assento e arrancar cada fio de seus cabelos e de sua espessa barba negra, em meio a gritos primais direcionados ao céu.

Nada disso era desejo excêntrico, loucura súbita ou estranha entrega aos instintos primitivos que cada um guarda dentro de si. No dia anterior, sua vida incomum, porém de certa forma pacata e satisfatória, fora tocada pelo caos.

 

Dois dias antes, O homem ainda se encontrava feliz. Seu espetáculo estava trazendo bom público na cidade em que se encontrava; “o que é mais do que muitos circos podem dizer nos dias de hoje”, pensou, um tanto contente.

Um pouco antes do horário habitual para a janta, seu filho Thomas veio correndo (como é do costume das crianças de 5 anos) lhe dizer que um homem estranho pediu pelo dono do circo.

Não acostumado a receber visitas inesperadas, principalmente em horários estranhos, Horácio estranhou. Contudo, sempre teve espírito aberto a receber qualquer um, além de estar sempre disposto para novas propostas de negócios e pedidos de serviço.

O esquisito visitante já se encontrava em seu trailer, também usado como escritório. Era um homem aparentemente respeitável de negócios, que trajava terno e gravata. O fato realmente curioso sobre ele é que usava óculos escuros naquele horário e em local fechado.

“Como posso ajudá-lo, senhor…?”. Horácio estendeu a mão para o desconhecido, que respondeu revelando parte de uma pistola escondida sob suas vestes.

“Meu nome não possui relevância no momento, senhor. Queira apenas abandonar os protocolos habituais de convivência e me acompanhar pacificamente até meu automóvel, por gentileza”, foi a resposta. Não apresentava tom de ameaça, ou de qualquer outra coisa. Falava como alguém que simplesmente comunica os fatos de forma desinteressada.

A impressão inicial do circense era a de que conversaria com um calmo negociante. Agora, acreditava estar de frente com um psicopata. Quieto e sem saber o que fazer, balançou afirmativamente a cabeça e o seguiu. Apesar de ser alto e corpulento, era pacífico e nunca havia se encontrado em uma situação de violência. Sua reação natural foi não ter reação nenhuma. Sem conseguir pensar em nenhum tipo de desafio à ameaça, entrou no carro e foi vendado.

 

Quando o permitiram voltar a enxergar o mundo, se viu em uma sala estilizada, recheada de objetos pertencentes a várias partes do mundo. Dois grandes tapetes feitos da pele de algum felino perigoso cobriam boa parte do piso.

As paredes continham mapas transformados em quadros, além de algumas sinistras cabeças de animais, olhando pasmas para o vazio. “Então alguém no mundo realmente tem essas coisas”, pensou Horácio.

Seus olhos passaram do ambiente para o senhor posicionado em uma grande poltrona alguns passos à sua frente. A figura curvada se protegia atrás de uma grande mesa de madeira, além de estar na companhia do capanga reptiliano anteriormente conhecido e de outros dois homens, também engravatados. Esses últimos, porém, pareciam tentar conter a excitação por um espetáculo prestes a começar.

“Bom, senhor Horácio, sou um homem bastante direto, como poderá perceber em nossa conversa, e pretendo ir direto ao assunto”, começou o velho. Sua voz entregava uma certa fragilidade por sua condição física, mas ao mesmo tempo apresentava espírito firme. Tinha olhos de caçador, que encaravam fixamente. “Pretendo comer a estrela do seu show”, declarou de maneira séria, mas com 1% de humor.

O dono do circo esperava milhões de coisas que pensara antecipadamente na viagem até esse local desconhecido, mas não havia imaginado nada dessa estirpe. Pensou nas garotas que trabalhavam para ele, todas jovens demais para esse tipo de conversa. Sua mente correu por todas as possíveis candidatas.

“Lígia…?”. Tentou adivinhar. Era a menina que mais se destacava nas apresentações, bela e talentosa.

“Hmm? Lígia?”, perguntou o velho, sem entender o que acontecia por um momento. Em seguida, gargalhou como alguém que não ria há tempos. “Não, não, não… Que tipo de monstro acha que eu sou? Me refiro à foca Fofoca.”

“O QUÊ?” gritou Horácio, quase saltando sobre o idoso. Segurava fortemente nos braços de sua cadeira a fim de se controlar. ”DO QUE DIABOS VOCÊ ESTÁ FALANDO?”, perguntou aos berros, cansado de tudo aquilo.

“Todo mundo tem suas manias”, respondeu o caçador. “Eu gosto de degustar algumas coisas diferentes de vez em quando. Acho que você não sabe, mas fui assistir ao seu espetáculo na semana passada. Meus olhos marejaram quando avistei aquela foca linda, tão animada e brincalhona”. Nesse momento, olhou para cima de braços abertos e sorrindo, como se recebesse uma bênção divina. Quase soou tão encantado quanto uma criança pela primeira vez no circo. “E, logo depois, senti uma fome incontrolável, que ainda se faz presente”, concluiu.

Atônito, Horácio não sabia o que fazer. Sua aparência truculenta muitas vezes o livrou de problemas sem precisar recorrer à pancadaria. Contudo, não conseguiria enganar esses homens perigosos apenas com seu corpo, tampouco sabia como dar um soco. Tentou aparentar mais calmo e perigoso, rivalizando com o olhar do velho e entoando a voz mais ameaçadora possível: “Isso não vai acontecer. Se me dão licença, voltarei para minha casa e ficaremos em paz”.

“Ah não, não posso deixar… a minha fome é grande demais!”. O blefe, obviamente, não deu certo. “Seu Horácio, sou um homem de vastos recursos… Do tipo que uma vida extrema de grandes aventuras proporciona. Posso fazer qualquer coisa nesse mundinho! É só me deixar comer o bichinho e está tudo bem! Quem se importa?”

“NÃO, FILHO DA PUTA!”, gritou o homem desesperado, sem disposição para argumentar.

“Meu amigo, você não está entendendo”. O tom do caçador era infinitamente mais assustador que o de Horácio, e proferido de maneira natural. “Eu não sou nenhum monstro, mas se desejos tão grandes deixam de ser saciados, então é óbvio que não conseguirei mais domar as feras dentro de mim. E vou ficar com mais fome, e mais fome… de repente fico até com vontade de comer até a menina Lígia também via oral! Que tal? E antes ainda dou pro meu companheiro aqui tirar uma casca antes. O que acha?”. Perguntou olhando para o psicopata, que respondeu: “Estou devidamente masturbado, senhor”.

O chefe soltou uma risada. “Esse cara, ao contrário de mim, não deixa nenhuma vontade ficar no meio do serviço. Bom pra ele”.

Fez uma pausa, esperando por uma reação. O dono da foca Fofoca não conseguia dizer uma palavra. O velho quebrou o rápido silêncio, concluindo a negociação.

“Então é isso, seu Horácio. Você é um cara que prende as feras com orgulho e mostra pra todo mundo. Eu sou um cara que solta as feras e as mata. Cada um na sua. Vou acabar com o sofrimento da sua Fofoca. O senhor tem três dias pra dar adeus e arrumar tudo, que nós vamos buscá-la. Pense na minha fome, vai saber o que mais ela vai pedir se eu não obedecer! O seu leãozão também, aquele urso de vestido… o pequeno Thomas…”.

O pobre homem tentou responder as ideias horríveis que estava ouvindo, mas sua mente estava vazia. Foi levado de volta para o circo, onde um alegre espetáculo deveria ser apresentado no dia seguinte.

 

De frente ao camarim, com a espingarda em punho, pensava em sua amada foca.

Não conseguia entrar para vê-la e dizer adeus. Aquele animal doce que estava com ele desde pequeno, que ele abraçava quando triste, e que era especial até entre as outras da mesma espécie, pois dançava como se soubesse o que fazia, e parecia gostar de trabalhar naquela loucura toda mais que os humanos.

Além de tudo isso, a foca fornecera o leite que o alimentou em uma época de extrema necessidade em sua infância. O vínculo entre os dois era estranho, ele admitia, mas especial.

Sem muito bem o que fazer, Horácio entrou no camarim de Fofoca.

Apontou a arma para Fofoca, que o fitava inocentemente. Pausa de cinco vagarosos segundos. Sem pensar, virou o cano duplo para a própria face, encarando os olhos vazios da espingarda, que pareciam indiferentes quanto ao próprio poder de terminar tudo.

Suava profusamente, arregalando os olhos. Metade do seu ser tentava tomar controle do próprio dedo e puxar o gatilho, mas mesmo assim sua mão não se mexia, exceto pela tremedeira desproposital.

Encaixou a arma na boca, se curvando enquanto ajoelhava. Seu corpo inteiro tremia, agora. Fechou os olhos fortemente, espremendo uma lágrima que se soltou e escorreu rapidamente.

Mas seu corpo se negava a realizar o ato final.

Como que por compensação, um surto de energia acometeu ao homem, que o usou para jogar a espingarda de lado, em uma explosão de choro.

– Eu não consigo, Fofoca, não consigo fazer nada! O que eu faço, Fofoca? – Abraçou a amiga como fazia quando criança.

“Hihihi…”

Horácio olhou para cima, tentando descobrir de onde vinha o risinho que ouvia. Parecia a risada de um ratinho animado, como dos desenhos de Tom e Jerry.

Viu, boquiaberto, uma fadinha de oito centímetros voando ao seu redor, deixando um rastro de purpurina amarelada por onde passava. Seus olhos eram totalmente azuis, e lembravam os aliens humanóides das lendas urbanas. Usava saia rosa e uma folha como cachecol, que lhe davam um ar elegante e descolado. A purpurina que ela deixava desaparecia gradualmente, não mais podendo ser vista antes de atingir o chão.

O homem a encarou por alguns instantes e, em seguida, recomeçou a chorar.

– Fofoca, estou ficando louco! Ah, Fofoquinha, o que eu faço? Estou imaginando coisas! – Balbuciou tristemente, colocando as mãos na cabeça.

– Vou ignorar que você me chamou de imaginária! – Ela respondeu, com a mão na cintura. Falava num tom infantil – A sua amiguinha não pode fazer nada, mas eu fiquei com dózinha e vou te ajudar. Se fosse você, me escutava, ok? Nem vai ser tão difícil assim! Você vai ver!

Horácio não sabia o que pensar, não sabia se estava sonhando, não sabia o que fazer. A tristeza que sentia abriu seus ouvidos para o que a criaturinha tinha a dizer.

Algumas horas depois, o dono do circo novamente se encontrava sentado. Dessa vez, contudo, era de frente para a avenida, aguardando a chegada dos homens que iriam buscar Fofoca.

Thomas o observava cautelosamente. Se fosse mais velho, suspeitaria que seu pai estava sob efeito de drogas, por conta do olhar vidrado e sem muitas piscadas. De vez em quando, parecia seguir com a cabeça um mosquito imaginário.

– Tá tudo bem, pai? – Perguntou o menino, preocupado.

– Sim, filhão. Papai só vai ter que dar uma saidinha daqui a pouco, fazer um negócio diferente. – Horácio falava com tom sério, sua mente estava focada em algo desconhecido para Thomas.

– O que você vai fazer?

– Vou trabalhar de cozinheiro, filho.

Por um momento, o garoto se animou com a inesperada novidade.

– Cozinheiro papai! – Disse, com uma risadinha.

– Isso, filho… – Respondeu, afagando o cabelo da criança com um quase-sorriso.

A Fadinha também riu, tentando fazer cócegas em Horácio por cima de sua camisa.

– PARA COM ISSO! – berrou o homenzarrão, agitando os braços e quase caindo em cima de Thomas. O menino se esquivou, assustado – Vá brincar, Thomas. Papai precisa pensar um pouco aqui.

Seu filho aquiesceu, saindo às pressas.

Foram buscar Fofoca de tardezinha. Horácio, taciturno, levou-a até a boleia de um caminhão, onde havia um tanque. A todo momento, a fada proferia palavras de conforto ao pé de sua orelha.

Os capangas se foram com o animal.

– Chegou a hora! – Disse a fadinha, sorrindo.

Horácio ligou seu trailer e foi atrás de sua velha companheira, sendo guiado por sua nova amiga mágica.

– Não era mais fácil você soltar um pózinho e nos levar lá na hora? – Perguntou, enquanto se esforçava para não causar acidentes. Sentia dificuldades em se focar no trânsito.

– Você não sabe nada de fadas! Eu não tenho pózinho nenhum! Mas, pra sua sorte, sei o caminho muito bem! – Ela brincava no ar, como se houvesse acabado de ganhar a habilidade para voar.

– Imagino que você também não possa fazer nenhum daqueles filhos da puta sumirem…

– Também não, desculpe! – Soltou uma risadinha – Você vai ter que pegá-los como se fazia nos velhos tempos! – Enquanto disse isso, gesticulou como se manuseasse uma metralhadora duas vezes maior que o seu tamanho.

– Que tipo de fada é você, afinal?

– Do tipo um pouquinho safada! – Tampou a boca com as mãos enquanto novamente dava risada, se divertindo muito.

Após trinta minutos, finalmente chegaram até a propriedade, que se situava afastada da cidade, escondida em meio a árvores e atrás de um grande portão. Parou o trailer em local seguro, onde não seria encontrada por ninguém. Já estava escuro, e o silêncio lembrava a Horácio da outra noite em que ele passara naquele local.

Seguiu as indicações da fada, que realmente parecia conhecer a região. Ela lhe levou até uma árvore altíssima, sempre sabendo em quais momentos esperar pela passagem dos guardas e quando seguir em frente.

O homem, com alguma dificuldade, subiu a árvore até alcançar um galho bom o suficiente para que pudesse passar por cima do portão. Desceu do outro lado, se esfregando no metal desajeitadamente.

Atravessou o gramado e entrou por uma porta destrancada que dava para a cozinha. Se encontrava estranhamente calmo, pois todas as indicações da fada haviam se provado corretas até então.

O cozinheiro que lá havia preparava um caldeirão enorme, cheio de água fervendo e legumes, sem dúvida usado inúmeras vezes para torturar animais antes de torná-los prontos para o jantar. Horácio despreocupadamente se aproximou do distraído funcionário e, tocando sua garganta com um cutelo encontrado na pia, conduziu-o para dentro de um armário, trancando-o e ameaçando-o com as coisas mais horríveis que conseguiu imaginar naquele momento.

Fofoca se encontrava numa gaiola, aparentando apreensão. Seu velho amigo, olhando ternamente, se aproximou e fez “shh”.

– Ok, agora é a hora da verdade, hein! O malvadão está aí do lado, na sala de jantar com três outros soldados! Atenção e coragem! – Fechou o punho à frente de seu rosto, falando pela primeira vez em tom mais sério e cuidadoso.

Horácio respirou fundo e abriu a porta para a sala de jantar. O Capanga Nº 01 se encontrava imediatamente em sua frente, de costas. Estava guardando a entrada para a cozinha. Sua jugular foi cortada pelo movimento rápido do homem circense. Ao cair no chão segurando a garganta ensanguentada, Capanga Nº 01 pensou em sua mãe, depois em sua noiva, depois em mais nada.

O Nº 02, surpreso e destrambelhado, tentou alcançar o comunicador no bolso. Fada, voando na altura de seu peito, agitou os braços e pernas pedindo que Horácio jogasse o cutelo em sua direção. Ele obedeceu, atirando o objeto com força suficiente para penetrar na caixa toráxica do segundo guarda e perfurar seu coração. A fadinha conseguiu se desviar por pouco. Perdendo a consciência, o capanga se estendeu na mesa, enquanto o sangue se espalhava por suas vestes, atingindo a foto do pai guardada no bolso do terno. O idoso naquele momento jazia na cama de um hospital, vítima do câncer, e pensava no filho único que ia visitá-lo todos os Domingos à tarde.

O terceiro e último, o psicopata,  já estava com a pistola em mãos, quase pronto para atirar. Horácio se aproveitou da proximidade e, tal qual um jaguar, se atirou sobre o homem, torcendo e quebrando a mão que empunhava a arma.

Os óculos escuros do sociopata caíram, revelando olhos comuns mas desanimados, como se nada de importante estivesse acontecendo. Os de Horácio, pelo contrário, possuíam intensidade vigorosa, e assistiram enquanto o oponente era estrangulado até parar de resistir.

Ao fim da selvageria, o caçador observava tudo ainda sentado, com um guardanapo caro preso a seu pescoço. Mais do que surpreso, estava admirado.

– Nunca tive um ursão assim, vindo até minha própria casa! Sempre tive que correr atrás deles! O meu eu de anos atrás teria adorado isso! – Comentou, sorrindo.

Horácio respondeu com um rosnado e socou o rosto do caçador, que o aguentou surpreendentemente bem. Os dois começaram a trocar golpes. Fada voava ao redor, assistindo à luta atentamente e desferindo murros pelo ar.

Um dos golpes do rival atingiu o nariz de Horácio em cheio, fazendo um sonoro crack. Aproveitando a deixa, o caçador tentou novo soco, mas teve sua mão segurada. Usando um dos joelhos, o homem do circo quebrou o braço esquerdo do inimigo e, segurando-o pelo pescoço, o levou até a cozinha.

– Desculpe por fazê-la ver isso, Fofoquinha! – Disse ele, antes de jogar o caçador no caldeirão com água fervente. Os gritos o fizeram pensar que estava vendo um preview do que o homem passaria no inferno dali a alguns instantes. Toda vermelha, a presa tentou pular do enorme recipiente, mas foi empurrada de volta, onde finalmente ficou, cozinhando.

Fofoca foi libertada da gaiola e os três fugiram rapidamente dali, evitando possíveis guardas que poderiam ter sido atraídos pelos gritos. A fada mais uma vez cumpriu papel de guia para que saíssem de lá sem maiores problemas.

O cozinheiro havia desmaiado com o barulho de brigas e foi esquecido no armário.

Em frente ao trailer, a ponto de irem embora, a fadinha lhes concedeu seu adeus.

– É hora de ir, meus amigos! Que aventura, não? Quem sabe eu volte pra visitá-los qualquer hora! – Deu mais uma risadinha alegre, beijando a bochecha direita de Horácio, que se encontrava horrendamente machucada – Adeeeeus!

– Espere, fada! – Disse o circense, interrompendo-a – Você nenhuma vez me disse seu nome! Eu quero saber!

– Ah, o que importa isso? – Respondeu ela, às gargalhadas – Mas tudo bem, eu conto! É Catarina… Agora tchau! – E se foi, até desaparecer no céu.

– Obrigado, Catarina, por toda a ajuda. – Disse Horácio, com os olhos marejados.

Na viagem de volta, cantou alegremente em companhia de sua melhor amiga. Entre várias de suas canções preferidas surgiu uma nova:

 

Eu gosto da foca,

Muito mais da Fofoca

Eu sou o Cozinheiro Papai!

 

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37 comentários em “Adeus, Fofoca (Thiago Amaral)

  1. Thales Soares
    19 de agosto de 2016

    Aqui está o conto que chegou por último e causou o re-sorteio e um rebuliço momentâneo na comunidade.

    Bom… o primeiro autor expõe algumas ideias interessantes, como o dilema da foca e o ricaço que come animais exóticos. Tem alguns erros de revisão em algumas partes da primeira metade, mas nada que comprometa o texto.

    O primeiro autor parece somente ter construído um dilema e ter jogado tudo nas costas do coautor, que poderia destruir completamente a história ou salvá-la.

    Felizmente o segundo autor conseguiu se sair muito bem! Com cenas de violência e ação, e algumas coisas malucas como uma fada chamada Catarina, a segunda parte foi a que realmente me empolgou. Adoro essas maluquices nonsenses, e fiquei muito feliz por encontrar um conto que finalmente fugisse do drama que viralisou aqui no desafio.

    Gostei do poema do final.

    Eu gosto da foca,
    Muito mais da Fofoca
    Eu sou o Cozinheiro Papai!

  2. Gustavo Castro Araujo
    19 de agosto de 2016

    O conto é divertido, raso e despretensioso. Por isso mesmo a leitura flui bem, já que não há intenção em ser levado a sério. É uma fábula com comédia, trazendo o leitor para situações absurdas e forçadas, enfim, para o insólito. Funciona porque apesar dos deslizes e de algumas piadas fracas, o leitor quer saber, afinal, se a foca Fofoca vai sobreviver. Nesse ponto, a narrativa lembrou o clássico “Comando para Matar”, em que o Shwarzenegger vai resgatar a filha de um covil de terroristas. Se acrescentasse a fada Sininho lá, o resultado teria sido bem parecido com o que vemos aqui. Enfim, uma boa diversão, mas só isso.

  3. Wilson Barros Júnior
    19 de agosto de 2016

    O conto começa ágil, intrigante, com uma linguagem simples mas agradável. Contém boas descrições, como a das cabeças pasmas dos animais. A segunda parte, a da fada, reverte completamente o conto. É bom e tem suas cenas, como a da fada dando socos no ar, mas no geral parece outro conto, e não uma complementação, pois embora a escrita seja parecida, as ideias são claramente de outro autor. No geral, dois contos bons, embora sem sequência.

  4. Thiago de Melo
    19 de agosto de 2016

    Amigos autores,
    Devo dizer que o texto de vocês me surpreendeu em alguns momentos. Estava lá eu lendo e de repente aparece uma fada voando no alto da cabeça do dono do circo. Arregalei os olhos na hora!
    Porém, infelizmente, sou obrigado a dizer que não gostei muito da história de vocês. Não que esteja mal escrito do ponto de vista ortográfico. Encontrei alguns errinhos e alguma coisa que passou na revisão, mas esse não foi o problema maior pra mim.
    Na verdade, ficou meio difícil de comprar a ideia da história porque as coisas aconteceram muito de repente e sem muito nexo. Ficou muito rápido. Do nada, aparece um cara maluco que quer comer a foca do circo. Neste ponto preciso dizer que o jogo de palavras com “comer” ficou muito bom hehehehe. Daih o dono do circo começa a ver uma fadinha mágica que ninguém mais vê. Depois, quase sem motivo, ele vira o Jason Bourne: pulando cercas, matando capangas e tudo mais.
    Achei que ficou tudo muito rápido e difícil de acompanhar e de acreditar nessa transformação surreal do pacato e barrigudo dono do circo em uma máquina de matar para defender sua amada foca (que inclusive foi ama de leite dele em tempos passados!).
    Infelizmente não gostei muito do resultado final.
    Boa sorte para vocês no desafio!
    Um abraço!

  5. Daniel Reis
    19 de agosto de 2016

    Prezados Autores, segue aqui a minha avaliação:
    PREMISSA: esse texto é um exemplo de como uma premissa com certo grau de suspense pode se dissolver aos poucos numa narrativa confusa e desinteressada.
    INTEGRAÇÃO: apesar de manter a história em frente, o segundo autor desviou muito, mas muito mesmo, da intenção do primeiro. E as pequenas jogadas de efeito e expressões como “amada foca” não surtiram o efeito cômico desejado.
    CONCLUSÃO: Se me perguntassem “O que você acha de Fofoca?”, posso tranquilamente responder: “Pre-fi-fi-ro pin-pin-guin”.

  6. Leonardo Jardim
    19 de agosto de 2016

    Minhas impressões de cada aspecto do conto (li inteiro, sem ter lido a primeira parte antes):

    📜 Trama (⭐⭐⭐▫▫): a apresentação foi bem legal, principalmente quando descobrimos que Fofoca é uma foca. A descrição do ambiente do mafioso com hábitos estranhos também ficou boa. A parte em que a fada surge como um Deus Ex Machina me incomodou bastante, mas depois que me acostumei com ela, consegui curtir o final da história.

    📝 Técnica (⭐⭐⭐▫▫): boa, com boas descrições e com alguns pequenos erros que não atrapalharam a leitura. Mesmo nível nas duas partes. Esses foram os problemas que encontrei:

    ▪ entrou no camarim de Fofoca. Apontou a arma para Fofoca (repetição próxima)
    ▪ Também não, desculpe! – Soltou uma risadinha *ponto* – Você vai ter que pegá-los como se fazia nos velhos tempos (esse ponto antes do travessão é necessário, consulte esse artigo sobre o assunto: http://www.recantodasletras.com.br/artigos/5330279)

    💡 Criatividade (⭐⭐▫): o ambiente circense sempre revela boas histórias.

    👥 Dupla (⭐▫): houve uma quebra visível quando a fada surgiu. Fiquei com a impressão de que o autor não sabia como continuar e introduziu esse elemento.

    🎭 Impacto (⭐⭐⭐▫▫): como já adiantei, o início me agradou e o fim, mesmo um pouco forçado, também. O problema é a junção entre esse dois, que me deixou frustrado.

  7. vitormcleite
    19 de agosto de 2016

    texto com algum interesse, embora me parece que a descrição da luta, ou da arma na boca, poderia ter sido mais trabalhada tornando a leitura muito mais empolgante. O conto apresenta temáticas que poderiam ter sido trabalhadas e que acabaram se perdendo, mas por outro lado ganhou uma dimensão algo inesperada com o aparecimento da fada. Parabéns à dupla.

  8. Evandro Furtado
    19 de agosto de 2016

    Complemento: mesmo nível

    Sentimento de dejá-vu forte nesse conto, não sei por quê. Enfim, a primeira parte foi bem estruturada, apesar de alguns pontos específicos na escrita que me incomodaram um pouco. Gostei particularmente da virada de jogo promovida pelo autor a partir do jogo de palavras: “Quero comer a estrela do seu show”. E estou tendo outro dejá-vu enquanto escrevo esse comentário. A segunda parte mudou o tom, assumindo uma característica meio satírica já que adotou uma linguagem mais infantil, com elementos de contos de fada, para descrever uma história bastante violenta. No geral um conto bem interessante. Fico pensando se já li ele em outra vida.

  9. catarinacunha2015
    19 de agosto de 2016

    Não me lembro se postei este comentário… Todos os contos foram avaliados antes e depois da postagem da 2ª parte; daí a separação:

    1ª PARTE: Um conto extravagante com uma narrativa e deliciosamente inspirada. O uso do grotesco como lugar comum foi um toque genial.

    PIOR MOMENTO: “em meio a gritos primais direcionados ao céu.” – Construção fraca para uma cena forte.

    MELHOR MOMENTO: “ Perguntou olhando para o psicopata, que respondeu: “Estou devidamente masturbado, senhor”. – Divertidamente bizarro!

    PASSAGEM DO BASTÃO: Uma das melhores passagens deste desafio, em plana ação.

    2ªPARTE: Mas que coisa louca, um conto nonsense vira um conto de fadas de uma xará minha. Kkkk. Madame Cat gostou da ousadia.

    PIOR MOMENTO: “Eu não tenho pózinho nenhum!” – Ué? E a purpurina?

    MELHOR MOMENTO: “Sem pensar, virou o cano duplo para a própria face, encarando os olhos vazios da espingarda, que pareciam indiferentes quanto ao próprio poder de terminar tudo.” – Mandou muito bem logo no começo, de supetão.

    EFEITO DA DUPLA: Vejo a dupla de mãozinhas dadas, sentadas na nuvem de algodão doce em um céu de diamantes.

  10. catarinacunha2015
    19 de agosto de 2016

    Todos os contos foram avaliados antes e depois da postagem da 2ª parte; daí a separação:

    1ª PARTE: Um conto extravagante com uma narrativa e deliciosamente inspirada. O uso do grotesco como lugar comum foi um toque genial.

    PIOR MOMENTO: “em meio a gritos primais direcionados ao céu.” – Construção fraca para uma cena forte.

    MELHOR MOMENTO: “ Perguntou olhando para o psicopata, que respondeu: “Estou devidamente masturbado, senhor”. – Divertidamente bizarro!

    PASSAGEM DO BASTÃO: Uma das melhores passagens deste desafio, em plana ação.

    2ª PARTE: Mas que coisa louca, um texto cru e nonsense vira um conto de fadas de uma xará minha. Kkkk. Madame Cat gostou da ousadia.

    PIOR MOMENTO: “Eu não tenho pózinho nenhum!” – Ué? E a purpurina?

    MELHOR MOMENTO: “Sem pensar, virou o cano duplo para a própria face, encarando os olhos vazios da espingarda, que pareciam indiferentes quanto ao próprio poder de terminar tudo.” – Mandou muito bem logo no começo, de supetão.

    EFEITO DA DUPLA: Vejo a dupla de mãozinhas dadas, sentadas na nuvem de algodão doce em um céu de diamantes.

  11. Pedro Luna
    18 de agosto de 2016

    Velho..kkkk. Os autores fumaram o quê? Posso dizer que gostei. Mais da primeira parte que da segunda, que veio com negócio de fada e invasão da base inimiga estilo filme de pancadaria..rs. Mas no geral ficou louco como era a proposta. Um conto que não dá pra se levar a sério, e não levei, por isso achei legal. Ri demais com a situação no início, do cara dizendo que queria comer a estrela do show e o maluco achando que era a menina. Haha. E ri também dessa frase: “De frente ao camarim, com a espingarda em punho, pensava em sua amada foca.”. Meu, bizarríssimo. kkk.

  12. mariasantino1
    18 de agosto de 2016

    Olá, autores!

    Ah! Eu queria dar uma nota mais alta para o conto de vcs, porque gosto de fadas e animais (ainda mais fofinhos assim como me pareceu ser esses aí.) Gostei muito do nome da foca, “Fofoca” e de imaginá-la dançando gordinha e tals, mas não posso deixar de dizer que houve alguns desníveis. Então, vamos a eles.
    O conto começa com o primeiro autor que deixou a desejar na técnica, uma vez que a narrativa simples (combina com o teor) está com algumas repetições de seus e suas que se fossem limados do texto não fariam falta e agilizariam o fluxo narrativo. Fora isso palavras com mesmo radical em curto espaço e palavras repetidas (ME) soam estranhos e fazem chamar a atenção para o uso de sinônimos. >>>> LANÇAVA olhar penetrante, que parecia capaz de LANÇAR um raio >>>>> de repente fico ATÉ com vontade de comer ATÉ a menina Lígia também via oral! >>>> E ANTES ainda dou pro meu companheiro aqui tirar uma casca ANTES. … Um pouco mais de lapidação e fica mais vistoso, ok? Fora isso tem umas coisinhas de nada que me chamou a atenção, tipo >>>>capanga reptiliano anteriormente conhecido … Como reptiliano? Não captei lance reptiliano algum quando ele foi apresentado (perdi alguma coisa?) … declarou de maneira séria, mas com 1% de humor. … Como se mede isso? Era pra fazer alusão à musica do Safadão? Fora isso o conto é até legal, mas não fui capaz de apreciar de todo a trama, porque não me pareceu ser algo infantil (o que caberia mais inocência).
    O segundo autor acrescentou a fada e deu um toque de anime antigo, mas, se o Horácio era tão pacato, suas atitudes me pareceram bruscas demais. Mas se houvesse alguma sinalização de influência dela (um pó de coragem, ou algo que valha), ficaria melhor amarrado e não causaria brusquidão nos atos. Fada safada por quê? (não ficou claro pra mim).
    Fora isso eu curti e como disse antes queria inserir uma nota melhor, mas pelo mencionado, o conto leva 7

    Boa sorte no desafio.

  13. Luis Guilherme
    18 de agosto de 2016

    Um conto super divertido, me fez rir em vários momentos, e que me prendeu até o fim, devido ao dilema criado na primeira metade, que se desenrolou em uma espécie de aventura no final. Tudo bem encaixadinho, sem pontas soltas. Achei uma leitura gostosa e fluente, diálogos bem elaborados, personagens interessantes, gostei da forma como as situações eram descritas, como no trecho: “Viu, boquiaberto, uma fadinha de oito centímetros voando ao seu redor, deixando um rastro de purpurina amarelada por onde passava. Seus olhos eram totalmente azuis, e lembravam os aliens humanóides das lendas urbanas. Usava saia rosa e uma folha como cachecol, que lhe davam um ar elegante e descolado. A purpurina que ela deixava desaparecia gradualmente, não mais podendo ser vista antes de atingir o chão.” Hahahah consegui imaginar perfeitamente a cena. Parabéns!
    Obs: a música final foi a cereja no bolo!

  14. Wesley Nunes
    17 de agosto de 2016

    Analise da primeira parte

    O mistério surge de maneira natural na trama e o autor o enriquece com elementos e detalhes. O leitor é bem conduzido e a revelação da intenção do vilão gera impacto no leitor. A partir do momento que é demonstrado o conflito sofrido por Horacio, o texto ganha um tom macabro. Essa mudança de tom demonstra que o autor possui recursos de narrativa.

    Destaco que o humor é sutil e é inserido nos momentos certos. A personalidade depressiva e até desesperada de Horácio foi bem construída.

    Analise da segunda parte

    De inicio pensei que o autor manteria o espírito daquele que o precedeu e alteraria o conto para uma narrativa de conto de fadas. Com o avançar da história, percebi que estava enganado. O conto seguiu por uma linha de ação com motivações vingativas. A partir desta escolha, tenho alguns pontos para pontuar: Achei pouco verossímil um artista circense derrotar 3 capangas somente com uma arma branca e um dos inimigos estava armado. Ao ler esse trecho cheio de ação, não lembrei do Horácio da primeira parte e imaginei um soldado muito bem treinado. Também devo mencionar que a fada não contribui muito para história e ela poderia ser facilmente substituída pela voz da consciência do próprio Horácio. Percebo que o autor tem habilidade para escrever cenas de ação e até achei criativo a humanização dos capangas, entretanto esses recursos não combinaram com a história que estava sendo contada.

    Parabéns pelo trabalho.

  15. Bia Machado
    16 de agosto de 2016

    – Conflito: 2/3 – Coitada da foca. Esse conflito ficou meio nonsense, mas ao mesmo tempo cheguei a ficar desesperada por causa dessa coitada.

    – Clímax: 1/3 – Fraco. Não foi utilizado muito bem e, para falar a verdade, o que fazer em um enredo desse?

    – Estrutura: 1/3 – Aqui deu para perceber bem duas estruturas diferentes, pois na primeira parte os diálogos ficaram entre aspas, já na continuação o autor usou travessões. Isso quebrou um pouco a harmonia. Se fosse um leitor que não soubesse que duas pessoas escreveram cada qual uma parte do texto, acharia estranho demais o motivo de isso ter acontecido. E apesar de eu saber, isso influenciou no meu ritmo de leitura, sim.

    – Espaço (ambientação): 1/2 – Pra mim faltou a ambientação. Poderia ser ali, mas poderia ser em outro lugar qualquer.

    – Caracterização das personagens (complexidade psicológica): 1/3 – Achei rasos, às vezes exagerados, como disse, uma situação nonsense, com personagens sem profundidade, caricatos.

    – Narração (Ritmo): 1/2 – Foi muito difícil pra mim chegar até o final do conto. Provavelmente pelo enredo, com o qual não criei empatia, pra mim a narração ficou abaixo do esperado, sem atrativos.

    – Diálogos: 1/2 – Comigo não funcionaram. Sempre os diálogos, pra mim, ajudam na aproximação, dessa vez não funcionou.

    – Emoção: 0/2 – Pra mim o conto não funcionou, infelizmente.

  16. Thomás Bertozzi
    15 de agosto de 2016

    Ainda que o tom de comédia permita que as amarras fiquem mais frouxas, o protagonista (Horácio) é mostrado de maneiras muito distintas no início e no final do conto. Antes incapaz de agredir alguém, o homem termina a história com três homicídios nas costas. Aí eu achei que ficou forçado.

    Confesso que esperava mais do texto, que começou muito bem

  17. Ricardo de Lohem
    15 de agosto de 2016

    Olá, como vão? Vamos ao conto!
    Um Foca chamada Fofoca:seria engraçado, se não fosse um cacófato duro de ouvir. A primeira metade nos apresenta a história de um rico meio mafioso que quer comer uma foca de circo por capricho. Um argumento bastante original, isso é inegável. A segunda parte tenta emular o estilo da primeira ao máximo, e consegue: parece tudo ser do mesmo autor. Pessoalmente, eu preferiria que cada um dos autores desse sua marca pessoal, e não virasse um clone do que o precede. Isso porém, não foi o que mais me desagradou. A introdução de uma estranha fada inútil – Talvez um avatar da autora? Bem, o fato é que ela não ajuda em nada, e tudo poderia ter acontecido sem essa personagem futilmente intrusiva -, e um final infantil, com tudo sendo resolvido de modo absurdamente simplista torna a história bastante fraca. Um conto que merecia uma segunda metade melhor. Boa sorte pra vocês.

  18. Renata Rothstein
    15 de agosto de 2016

    Bem escrito, inteligente e criativo, mas a ideia de fadinha, o desenrolar e acontecimentos – inclusive o fim – me pareceram extremamente adolescentes.
    Mas gostei de ler.
    Nota 7,6

  19. Simoni Dário
    15 de agosto de 2016

    Olá
    Bom, o conto não agradou desde o começo, mas reconheço que houve habilidade dos autores, principalmente do autor complementar, que fez uma manobra que eu estava achando bobinha, mas acabou funcionando comigo. Torci pela foca e não consegui imaginar qual seria o desfecho da história, sendo surpreendida por um final cheio de aventura e eu gostei. Parabéns aos autores.
    Abraço

  20. Amanda Gomez
    13 de agosto de 2016

    Olá,

    Que conto diferente, o título engana completamente a premissa, mas depois faz completo sentido. Mesmo que eu inteiro não faça. rs

    Falando do início, claro. Gostei da narrativa e a cena inicial já me deixou bastante curiosa, me prendeu na história… Depois toda a sequência dos ‘dois dias antes’’ me deixou bastante empolgada com o conto. A revelação que se travava de uma foca, causou certa estranheza, mas achei válido… diferente. Me lembrou de um episódio de um desenho que gostava muito ‘’ As Aventuras de Jack Chan’’ kk. Lembrou bastante… toda a parte dos capangas, e de o cozinheiro e etc.. Mas era uma tartaruga (Ok, vou voltar ao que interessa)

    Depois dali, surge um surrealismo. Mas acho que a continuação d colega, deixou as coisas ainda mais estranhas… De um jeito não tão legal assim. A introdução da fada…foi… não sei explicar… Ok é ficção tudo pode, Mas….

    O que realmente faltou nessa segunda parte foi logística…toda a trajetória do Horácio até o resgate não convenceu muito. A forma que ele tirou aquela foca de lá. Como ele entrou, e principalmente o fato dele se tornar um assassino (mesmo que de bandidos). Em nenhum momento ele demonstrou qualquer problema em fazer isso… cozinhar uma pessoa, cortar a garganta de outro, tudo isso com muita facilidade, apenas um nariz quebrado. A fada sanguinária também ficou destoante…Não seria melhor um “diabinho da consciência”? Inicialmente o personagem demonstrou ser bem consciente ‘’ normal’. Mas Quando ele pensou em se matar, tendo o filho de para criar, por causa de uma foca…Me fez questionar isso (Detalhe, eu não sei quem escreveu essa parte)

    A solução usada deixou a desejar, embora o ritmo tenha continuado o mesmo, e foi fácil terminar a leitura sem me cansar.

    Enfim, um conto agradável, e instigante. Parabéns a dupla.

  21. Bruna Francielle
    13 de agosto de 2016

    A fada acabou sendo um personagem interessante, algo fantástico embutido no meio de um ambiente ‘normal’, e também inesperado. Um desfecho até que incomum, devido a isso. Pelas ameaças ao circense, parecia que ele estava mesmo ferrado, e também havia aquelas citações sobre ele ser da paz, não saber dar um soco e tal, e isso descasou com o final, onde ele de repente virou Indiana Jonnes. Nisso, vi um erro. Ele nem se quer se desequilibrou, ele matou 4 pessoas facilmente. a tal Foca ficou sumida a maior parte do conto.. e no fim, não se concretizou o título também, rs, e pior é que o titulo acabou ficando meio sem.. um porque de ser assim. Enfim, a fada foi um ponto positivo, mas como ja comentei acima, tiveram essas outras coisas.

  22. Wender Lemes
    13 de agosto de 2016

    Domínio da escrita: foi um conto efetivo na criação e no desenvolvimento dos personagens. Achei interessante a relação do circense com sua foca – confesso que tive que pesquisar quantos anos vive uma foca para saber se a Fofoca poderia mesmo ter alimentado seu dono. Digamos que, para fins de licença poética, ela poderia.
    Criatividade: com gente tomando leite de foca e uma fadinha guiando o protagonista durante uma carnificina a lá “Machete Kills”, quem sou eu para questionar a criatividade desta obra?
    Unidade: as duas partes se complementam muito bem. Inclusive, acho que a adição da fada quando o protagonista estava entre a vida e o suicídio foi uma das melhores soluções do desafio.

  23. Matheus Pacheco
    12 de agosto de 2016

    Mais alguém percebeu que aquela fada é um ser maligno? porque ela incentivou assassinado e dor, fazendo Horacio matar 3 pessoas em prol de uma foca. está certo que um psicopata as vezes necessitam a extinção para não causar mais mortes, mas os outros dois capangas eu acho que não. mesmo assim sensacional a não ser pelos parágrafos gigantes.
    Abração amigos

  24. Davenir Viganon
    11 de agosto de 2016

    Olá. E para fechar essa longa maratona (este é o último conto que leio) e eu gostei do seu conto. Um tanto lisérgico desde que a fadinha Catarina apareceu, e esta fada foi um “Fada-ex machina” para o conto pois só ela justifica o dono do circo fazer da casa do rico excêntrico um picadeiro sangrento. Não é algo que vai me marcar mas eu gostei e me diverti. Não consegui determinar quem colocou a fada na jogada se foi o iniciador ou o continuador do conto, mas seja quem for foi o responsável pelo tom geral do conto, como disse, lisérgico ou do popular chapado, muito chapado!

  25. Ana Paula Giannini Rydlewski
    11 de agosto de 2016

    Quando li a primeira parte desse conto, muito bem escrita, por sinal, pensei:

    Como o segundo autor vai continuar a história? A primeira parte lança o leitor à uma sensação de terror, em um texto com um certo humor negro, ao propor a morte da foca e deixar o dono do circo sem saída.

    Na segunda parte, porém, esse ambiente é modificado completamente, com um toque de humor em uma espécie de “faroeste” das fadas. Também escrito com talento.

    A mudança de gênero entre os contos é a única ressalva que faria.

    É muito divertido imaginar cada um dos autores descobrindo o caminho pelo qual seus textos enveredaram.

    Parabéns para ambos.

  26. Andreza Araujo
    10 de agosto de 2016

    Eu diria que o conjunto do texto é… estranho. A história é inusitada, até mesmo criativa, mas não me cativou. A história de amor do circense pela foca a gente entende, é como muitos de nós se sentem com relação ao seu animal de estimação. Embora no caso do Horácio eu não entendi por completo a relação dele com a foca, já que até mesmo leite de foca ele bebeu. No próprio texto diz que o vínculo deles era estranho, e eu concordo. Mas isto não é, de modo algum, uma crítica. É só uma observação mesmo.

    Até o momento em que o caçador pede para comer a foca eu estava interessada na leitura, fiquei apreensiva pensando no que o homem faria para proteger a sua foca. Então apareceu a fadinha Catarina (adorei o nome!) e o texto ficou estranho de vez. A personagem é cativante e engraçada, porém. Ou seja, ela foi uma personagem que eu gostei de ver em ação, mas não nessa história…

    A cena de luta do circense com os capangas é meio monótona. Nesta parte do texto eu só continuei a leitura pra chegar ao final mesmo. O encerramento que o autor deu ao caçador foi uma vingança bem pensada, mas nesta altura da leitura eu simplesmente não conseguia mais me emocionar, por achar tudo meio sem pé nem cabeça.

  27. angst447
    10 de agosto de 2016

    Para este desafio, adotei o critério T.R.E.T.A (Título – Revisão – Erros de Continuação – Trama –Aderência)
    T – O título simples me fez pensar naquele personagem de novela- Mário Fofoca, o detetive.
    R – Alguns poucos lapsos de revisão encontrados:
    Quando o permitiram voltar > Quando permitiram que voltasse
    Tentou aparentar mais calmo e perigoso > Tentou parecer SER mais calmo e perigoso/ Tentou aparentar mais calma
    todos os Domingos à tarde. > todos os domingos à tarde
    A segunda parte está melhor escrita do que a primeira, que peca por algumas repetições.
    E – Nítida separação de partes, mas sem grandes conflitos de estilos na continuação deste conto. O segundo autor pareceu se divertir (ou quem sabe decidiu que era melhor rir do que chorar) e adotou uma postura “já que é pra tombar, tombei”. Considero cumprido o objetivo do desafio.
    T – A trama começa com uma proposta surreal de um apetite mais surreal ainda. Um devorador de iguarias inusitadas, interessado em degustar a meiga foca Fofoca. Tom irônico, ora com pitadas de malícia, ora com um frescor ingênuo. A segunda parte desenrolou-se na esteira da fantasia, tendo a fadinha como protagonista. Entre o bater das asas de Catarina e o extermínio dos vilões, pode-se perceber um misto de elementos de comédia, terror e fantasia. Tudo junto e misturado, sob a direção e redação de um autor (desconfio de que seja uma autora) a tentar se livrar do conto o quanto antes.
    A – A leitura flui bem, embora o tema tenha me despertado sensações contraditórias. Era para ser engraçado? O tom de conto de fadas bizarro não me empolgou quase nada. O final, com direito a versinhos e tudo, não foi suficiente para salvar o conto do caldeirão. Faltou algo para me fazer dizer – diferente, mas gostei – Mas de um modo geral, o conto está bem escrito e agradará a outros leitores.

    🙂

  28. Brian Oliveira Lancaster
    9 de agosto de 2016

    CAMARGO (Cadência, Marcação, Gosto) – 1ª leitura
    JUNIOR (Junção, Interpretação, Originalidade) – 2ª leitura

    – Adeus, Fofoca (Júnior Lima)
    CA: Aventuras no circo. Ponto pelo diferencial. Uma estranha história de amor. – 8,0
    MAR: O texto se desenvolve bem, com passagens entre o passado e futuro diferenciadas. No entanto, apesar de ter gostado do personagem principal, sua personalidade oscila muito, indo do calmo ao explosivo em segundos. A do vilão ficou mais bem trabalhada nesse sentido. – 7,5
    GO: É um texto levemente divertido, com um cenário bem diferente do comum. Não chama tanta atenção de primeira, mas a história da foca traz o drama necessário. – 7,5
    [7,8]

    JUN: Continuou bem a trama anterior, acrescentando mais detalhes e um amigo mágico, tornando o texto mais meigo e açucarado. – 8,0
    I: Uma história de libertação, estilo Free Willy. Tem seus problemas de construções frasais, mas no quesito ortografia, está bem revisado. Algumas coisas soaram irreais, mas como o gênero se enveredou para fantasia, dou um desconto. – 7,5
    OR: Nada muito original, mas dá uma boa história infantil (tirando a parte do “cozido”, obviamente). – 8,0
    [8,0]

    Final: 7,7

  29. Rubem Cabral
    7 de agosto de 2016

    Olá, Junior.

    Achei o conto bem simpático e o suspense e a vingança foram bem interessantes. Destaco, contudo, alguns pontos que achei estranhos:

    – focas não vivem tanto quanto humanos, então a foca ter cedido leite ao Horácio quando ele era criança, sabendo que o mesmo já tem um filho de cinco anos, seria bem improvável;
    – que caldeirão é esse que cabe um homem inteiro? uma foca, tudo bem, mas um homem?!

    Quanto à fusão da primeira e segunda partes, achei que o continuador foi bem eficiente, não dá pra se notar variação de estilo.

    Nota: 7.5

  30. Anorkinda Neide
    5 de agosto de 2016

    Comentário primeira fase:
    Texto bastante simples, escrito as pressas? hehe Digo que as frases poderiam ser melhor trabalhadas. Até mesmo os personagens, gostaria de ‘ver’ mais sobre a foca, achei bastante esquisito o fato do bebe ser alimentado com leite de foca.
    .
    Comentário segunda fase:
    Uau quanta criatividade! Nem é por causa da fadinha e eu ‘nem’ amo fadinhas…kkk mas o continuador, continuista, continuinte, sei lá como se chama, movimentou a história. Tá certo q de início o protagonista não era de briga, mas a fada inspirou, a gente entende 🙂 Fada Catarina, homenagem fofa!! haha
    .
    União dos textos
    Pois, acredito q a continuação deu um Up no texto, que vinha meio chato apesar da ideia inusitada do malvadão canibal, a propria Foca estava numa vibe esquisitona, pra mim, a continuação salvou o conto. A fusão ficou boa.
    Parabéns. Abação

  31. Jowilton Amaral da Costa
    4 de agosto de 2016

    A primeira parte da história eu achei muito boa. Foi criado um suspense bacana. dando ao estranho que queria comer a foca ares misteriosos e maléficos, como se escondesse um segredo insólito de quem realmente ele era. Foi criada uma personagem rica e interessante. No entanto, num segundo momento, esta personagem foi praticamente esquecida para dar lugar a uma fada. Não gosto de fadas. Ainda mais uma fada caricata, metida a engraçadinha e tão parecida com outros bichinhos mágicos que encontramos em livros, filmes e desenhos animados. O desenvolvimento da ação final me pareceu sem fôlego e sem emoção. Também acho que um cara como o comedor de focas foi muito facilmente abatido, dentro de seu próprio território. Um sujeito daqueles, descrito como foi no início da história, não era para se deixar derrotar tão facilmente. Enfim, na minha opinião, a continuação não fez jus ao início do conto. Que achei muito superior ao desfecho. Quanto a ortografia e concordâncias e afins, não percebi nada que me incomodasse em nenhuma parte do conto. É isso. Abraço e boa sorte no desafio.

  32. Marco Aurélio Saraiva
    2 de agosto de 2016

    A proposta do conto é diferente e empolgante! O escritor inicial passou uma atmosfera de claustrofobia e angústia muito real. A ambientação e as motivações são verossímeis. O enredo é bem interessante!

    O segundo escritor fez-se claro ao mostrar a tal da fadinha. Isso criou uma confusão que pode até ser vista como construtiva, já que a fadinha mais parece um “alter ego” de Horácio, o despertar de um Horácio há muito esquecido e enterrado, que realizou os movimentos letais com perfeição e frieza, completamente o oposto do Horácio que conhecemos no início do conto. A fada chega a criar um contraste interessante no conto, denotando uma possível esquizofrenia de Horácio que o afasta até mesmo do seu querido filho.

    Infelizmente, a “fadinha” não me pegou. Talvez seja por quê a narração que a envolve a descreve de forma quase infantil. Talvez por quê o desencadear de eventos que envolvem a fada não conversaram muito bem com o início do conto, que pedia um desenrolar mais “sombrio” e menos “Quentin Tarantino”.

    Algumas observações:

    – Ambos os escritores são muito talentosos e escrevem muito bem. Não vi problemas na escrita. O que pegou foi a diferença de estilos, mas até isso foi sutil.

    – O cozinheiro desmaiou só com o barulho de briga? Que coisa ein? Fosse ele fraco assim já teria desmaiado antes, com um cutelo frio na garganta rs rs rs.

    – Gostei das narrativas sobre os pensamentos finais dos capangas, emprestando certa profundidade a personagens que, geralmente, não têm nenhuma. Inicialmente achei forçado, mas depois percebi como o contraste ficou bom, especialmente quando o sociopata morre e não há narrativa de pensamento final algum, denotando, entre as linhas, que ele nada sentia, mesmo na morte.

  33. Pedro Arthur Crivello
    1 de agosto de 2016

    eu esperava bastante do conto no começo, a trama era envolvente e até engraçada, enganando como seria o desenrolar da história com que aparentemente não tem nada haver com uma história de circo e chefes do crime. o elemento fantástico ,com o aparecimento da fada, foi o fator que ao meu ver mais prejudicou o conto, desviando totalmente do assunto e mesmo assim não teve necessidade, o conto peca um pouco na escrita e na coesão, e embora eu mesmo assim ficasse animado com a apresentação da trama eu sinceramente esperava mais com o final.

  34. Fabio Baptista
    1 de agosto de 2016

    Imitando descaradamente nosso amigo Brian, utilizarei a avaliação TATU, onde:

    TÉCNICA: bom uso da gramática, figuras de linguagem, fluidez narrativa, etc;
    ATENÇÃO: quanto o texto conseguiu prender minha atenção;
    TRAMA: enredo, personagens, viradas, ganchos, etc.;
    UNIDADE: quanto o texto pareceu escrito por um único autor, ou quanto o complemento funcionou em relação ao começo;

    ****************************

    Conto: Adeus, Fofoca

    TÉCNICA: * * *
    Boa gramática e fluidez narrativa, nas duas partes. Nada que enchesse muito os olhos, porém.
    Na primeira, apenas me incomodou a proximidade de lançava/lançar em: “Lançava olhar penetrante, que parecia capaz de lançar”.
    Na segunda, um pequeno excesso de “…mente”, com auge no “profusamente”, que ficou horrível (está certo, mas a palavra é muito estranha).

    ATENÇÃO: * * *
    Não foi uma leitura desagradável, mas também não chegou a empolgar (exceto na ocasião em que o dono do circo é sequestrado, talvez).

    TRAMA: * * *
    Achei mais nonsense do que criativo. Uma situação muito absurda, meio com cara de desenho animado. Mas não falo isso de modo pejorativo, porque no geral eu gostei. Faltou, na minha opinião, um pouco de personalidade ao protagonista e a aparição da fada foi totalmente injustificada, não vi o menor propósito nesse personagem.
    Também achei desnecessário o “estou devidamente masturbado”.

    UNIDADE: * * * * *
    Praticamente não se consegue notar a distinção de autores das duas partes.

    NOTA FINAL: 7

  35. Olisomar Pires
    1 de agosto de 2016

    Bem escrita. História leve e rápida. Há alguns termos repetidos, nada grave. As duas partes se encaixam, inclusive o uso dos diálogos na segunda parte realçaram a primeira. Só não gostei do recurso da “fada”, afinal ela não fez nada. Sim, pode ser vista como alucinação da personagem, mas ela distraiu o efeito do conto, criou vida própria. No mais, considero um no conto.

  36. Gilson Raimundo
    31 de julho de 2016

    Muito bem…. A primeira parte foi bem simples, o autor tentou fazer algo legal, achei que faltava uma pegada que prendesse o leitor, não havia nada de atrativo era uma preparação…. não entendi qual a jogada do segundo autor que deveria valorizar a introdução do texto, dar algo para tornar agradável ao leitor e simplesmente abdicou disto fazendo uma brincadeira jocosa, inserindo uma fadinha que nada acrescentou ao conto, transformou algo que poderia ser bom num pastelão sem criatividade, numerar capangas, era preferível nem menciona-los, não gostei do todo mais pela falta de empenho do segundo autor… A musiquinha do final foi lastimável… parece que não foi aceito o espírito de colaboração…

  37. Danilo Pereira
    31 de julho de 2016

    Sobre o texto, percebe-se uma fluidez boa, gostaria de ver mais explorado o lado psicológico do personagem central. Entretanto achei a ideia da “fadinha” no início um pouco arriscada achando que o texto poderia cair em conceito, porém relembrei minhas aulas de filosofia em que o professor explicava o conceito em que Sócrates atribuía dizendo que todos nós temos um “Daimonion” ou Demônio em que sopra nos nossos ouvidos o que fazer… Dostoievski em sua obra “Os Demônios” mostra com perfeição todavia esse, explorando um outro lado dessas vozes. NOTA 8

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Publicado às 14 de julho de 2016 por em Duplas e marcado .