EntreContos

Literatura que desafia.

O Lobo (Thomás Bertozzi)

lobo

Terça-feira, quase hora de dormir, para os que dormem.

Era um daqueles momentos quando os cães latem ao mesmo tempo. Uns ladram, uns rosnam e outros raramente são ouvidos.

Do terceiro andar René fitava a rua com olhos distraídos e ouvidos atentos. Assim Laura o viu ao entrar no quarto: corpo inclinado e cotovelos apoiados no parapeito. Rápido, ele se virou com um meio sorriso e o indicador apontado para o alto.

– O vizinho arrumou outro cachorro chorão. Tá ouvindo?

Era um teste, não uma pergunta. De fato, um “cachorro chorão” uivava triste em meio a uma dezena de latidos. Contudo, havia outro som e quem prestasse muita atenção talvez conseguiria ouvi-lo, quase agudo, baixo como um sussurro e profundo como um segredo bem escondido. Um veludo envolvendo os ecos da noite.

– Não Rê. É o mesmo de ontem e coitado de quem mora ao lado disso. Credo.  Vou tomar banho.

Deu um passo e voltou-se:

-Tira as roupas do varal pra mim?  – completou com um sorrisinho e saiu

Paulo Matias de Souza, o Matias, preparava um golpe certeiro na melancolia. A luta se arrastava há mais de uma hora e as armas do guerreiro repousavam no sofá: internet, controle remoto e um livro fino. Lá estavam por conta de uma viagem até a cozinha onde fora buscar a arma que daria fim ao combate: cerveja.

Golpeada, a inimiga rendeu-se e se afogou num rio gelado e caudaloso. Matias fechou os olhos, respirou fundo, relaxou. Talvez conseguisse ficar em casa naquela noite. Talvez…

Aumentou ou volume da TV, mas ouviu outra coisa.

Pois o som voltara após três dias, fino como um assopro. Veio em meio aos latidos estridentes, desviando-se deles para chegar inteiro a quem pudesse escutá-lo. “Xits também ouviria”, pensou. Mas a cadelinha (da raça Xitsu, daí o nome) ficara com a ex-mulher, assim como uma porção de outras coisas. A cachorra, na verdade, chamava-se Bolinha e o nome era motivo de briga. “Até isso…”

Sobre o pulso os minutos foram do 47 para o 48 e Cinthia quase corria sobre as pedras portuguesas da praça e sob o ladrar de um sem número de cães. Todas as casas ao redor tinham as luzes apagadas, exceto por um pequeno bar, que nunca estava fechado.

A garota dispensara as aulas para ver o namorado e aparentemente estudara bastante. Fez hora extra, até. “Vão ligar”. “Já mandaram mensagem, aposto”. Não fosse o modo silencioso estaria livre de tais dúvidas, mas não era hora de conferir. Virou a cabeça: esquerda, direita e atravessou a rua. Ainda faltavam três esquinas. Pelo menos dali em diante era só descida.

Foi quando ouviu.

Os cabelos castanhos pousaram quietos sobre as costas da jovem, que estancou há dois passos da calçada. Forçou-se a subir o meio-fio e olhou ao redor. “O mesmo barulho de sábado”.  Estava bem próximo.

FUI NA GARAGEM. Assim dizia o bilhete mentiroso sobre o criado ao lado da cama. René duvidava que ela fosse acordar, mas, caso o fizesse,  como explicar à mulher que saíra para perseguir um uivo?

A curiosidade é mesmo implacável. Pode-se trancá-la num canto e tentar ignorá-la, mas ela persistirá a menos que satisfeita sua motivação. E foi essa força que levou René a sair pé ante pé e trancar a porta tão suavemente quanto um estalar de dedos.

 

Árvores altas aninhavam as luzes sob suas copas, como se protegessem o céu noturno do clarão indesejado. Do ponto onde estava, Cinthia as via uns cem metros à frente, quase ao nível dos olhos, grandes torres escuras e sem forma.  Um carro passou devagar lá em baixo e a descida era agora tão íngreme que a calçada tornava-se uma escadaria.

O espaço era estreito entre o corrimão e o muro, que acompanhava toda a descida à esquerda dos degraus. Não gostava dali. Era escuro e vez ou outra encontrava gente esquisita entrando ou saindo daquele terreno enorme, uma mancha escura ocupando metade do quarteirão.   Desceu tão depressa que o último degrau sequer sentiu o seu peso. Um pulinho mais e a jovem estava sob a luz amarelada da rua Estradinha, estreita e ladeada por simpáticas casas antigas.

Quis olhar para a direita, de onde viriam os carros, mas o que viu do lado oposto a fez esquecer todo o resto. Parecia um quadro: trinta metros à frente dois homens, um em cada calçada, observavam, congelados numa pose que só a curiosidade poderia moldar. E bem no meio da rua, entre ela e eles, alguma coisa vigiava… escura como uma sombra.

“Aproveito e subo até o bar do Clóvis”, pensou, enquanto amarrava a botina surrada. Matias levantou-se e em dez passos fez tudo o que precisava: terminou a cerveja, apanhou a jaqueta e pegou uma segunda garrafa no congelador.

Bateu o portão, virou a cabeça: esquerda, direita e seguiu pela primeira, para evitar a rua dos degraus. Um morcego passou rente aos seus olhos. Piscou. Um homem cruzou apressado mais adiante e uma brisa fria remexeu as folhas secas no chão. Ouviu um zumbido nos ouvidos…  e os cães responderam imediatamente.

René começava a subir a terceira quadra e o vento veio lhe aliviar a respiração ofegante. Viu um homem caminhando em sua direção e ouviu algo no ar, como um assobio. Perto demais. Apertou o passo e subiu à próxima esquina. Essa rua era estreita, cercada por grandes árvores. Vinha dali.

Virou a cabeça: esquerda, direita e foi pela primeira. Um par de faróis veio ao seu encontro e passou, turvando a visão. Baixou a cabeça, esfregou os olhos e atravessou para a outra calçada, mas logo estancou sob a luz de um antigo poste de madeira.

Um vulto enorme o observava alguns metros à frente.

Algo que não deveria estar ali.

E não era nenhum cachorro chorão.

————–

Foi como se ela o tivesse chamado. Primeiro, mexeu uma das orelhas e depois virou-se. Era um lobo enorme.

Por um instante a jovem o encarou, perplexa. O animal a olhava de forma estranha, quase como se a conhecesse. Então, inclinou a cabeça… e uivou.

O som encheu o ar, chegou até o céu e envolveu-a como um lago profundo. Sentiu medo. Um temor primitivo, filho da própria vida, de gelar o estômago. Disparou rua abaixo, como jamais voltaria a correr, até chegar a uma boa distância.  Olhou para trás. Nada.

Lembrou-se então do atraso e novamente temeu. Desta vez, um medo de franzir a testa, fruto da preocupação, que, ainda assim, deixava escapar um suspiro de alívio.

Faltavam poucos metros agora e Cinthia caminhou rápido para casa.

Uma garota surgiu apressada na esquina bem atrás do animal, que, após um instante, virou-se na direção dela. Não fora um movimento brusco. A fera moveu-se devagar, mas René temeu um ataque e sentiu pânico. Estava paralisado de medo. Seus pés eram duas pedras frias.

Então veio o uivo, e o som o arrebatou como um oceano, tão forte, tão intenso que poderia varrê-lo para longe.  Pensou que fosse desmaiar. Cerrou os olhos, trincou os dentes.

Quando os abriu, a garota desaparecera, os cães latiam.  Apoiou-se no poste, enxugou o suor da testa. O animal ainda estava lá e havia um sujeito do outro lado da rua, o mesmo que vira minutos antes.

O lobo trotou até o muro de arrimo, encolheu-se, saltou e René pôde ouvi-lo cair do outro lado.

O homem de jaqueta adiantou-se. “Vai segui-lo!?” Que fosse. Já não havia interesse muito menos coragem para ir adiante. Recuou alguns passos, virou-se e correu. Precisava chegar em casa antes que a mulher acordasse.

Matias caminhava depressa em meio às sombras largas que encobriam até as casas ao redor. Eram residências antigas e ele sonhava em viver ali com a esposa, quando ainda fazia planos.

Parou bruscamente emparelhado a um homem outro lado da rua. Olhou adiante e enxergou o que lhe pareceu ser um cão negro, muito grande.

Havia mais… alguém atrás do bicho… uma garota.

Então veio o uivo, forte o bastante para arrancar a pele de seu corpo. E mesmo assim, não era alto, não lhe feria os ouvidos.

Viu a menina disparar qual um gato assustado e o lobo (sim, parecia um lobo) andar até o muro e saltar. As patas traseiras rasparam três vezes nos tijolos antes da fera atingir o topo e desaparecer do outro lado.

“O Clóvis vai esperar”.  Atravessou a rua e encarou o homem:  rosto lívido, perplexo. Havia certa cumplicidade entre aqueles desconhecidos. Partilhavam algo irracional demais para contar a qualquer pessoa. Uma experiência incrível, incômoda e absurda.

Seguiu rumo aos arranhões deixados nos tijolos velhos. Marcas que  permaneceriam ali por um longo tempo. Terminou a garrafa e deixou-a no chão. Apoiou o pé direito, as mãos e em dois tempos entrou no terreno vago.

Era uma área grande e rochosa o suficiente para desanimar qualquer empreendedor da construção civil. O lobo desaparecera mais à frente e, apesar da escuridão, Matias seguiu apressado por uma valeta entre o muro e o barranco à esquerda, cravejado de inúmeros bambus finos.

Encontrou uma trilha e subiu o mais depressa que pôde, agarrando-se ao bambuzal como se fosse um corrimão.  Temia perdê-lo de vista.

Chegou enfim ao topo. E o medo se desfez.

A brisa  acariciou-lhe os cabelos suados e penetrou pela jaqueta aberta. Respirou fundo, olhou ao redor. Ali, longe das luzes, a paisagem era esbranquiçada pelo luar e Matias viu-se em meio às cinzas de inúmeras fogueiras extintas, cercadas por garrafas e cacos de vidro. O terreno era vago, mas nem sempre desocupado.

À frente, o mato alto crescia entre as pedras e uma árvore frondosa projetava-se mais adiante.  Para lá seguia o lobo, cabeça erguida, calda pendente, o corpo comprido e esguio. Sua pelagem tinha um brilho discreto e esverdeado, como as escamas de um peixe. Uma beleza noturna, selvagem, magnífica.

A fera trotou até o limiar da sombra dessa árvore, reduziu o passo e parou. Matias veio logo atrás e esperou a uma distância que considerou segura. Sentiu um cheiro adocicado, perfume da noite, de flores brancas que pontilhavam a copa frondosa. Pequeninos espelhos da lua minguante.

Um barulhinho agudo atraiu seus olhos, o mesmo que Xits fazia quando se reencontravam. O lobo balançava a cauda devagar…

… e alguém lhe acariciava a enorme cabeça.

 

A mão era pequena, de uma criança, que  saiu lentamente das sombras. Era um menino, pouco mais alto que o animal a seu lado. Estava nu até a cintura e calças escuras cobriam-lhe as pernas. Segurava uma vara comprida e fina de bambu apoiada em um dos ombros, como um pescador.

A cena era irreal, monocromática, como as imagens dos sonhos. Matias engoliu seco, pensou que iria acordar, mexeu os pés e um graveto estalou.

– Você não tem medo.

A fala do pequeno interrompeu o devaneio. Voz infantil, pausada por sotaque estranho, como se voltasse a falar após um longo tempo.

-Vem. Vem ver! – disse o menino, chamando-o com uma das mãos estendida. Matias se aproximou, seus passos esmagando as folhas secas no chão.

– Que quer me mostrar? – Perguntou, inclinando o rosto na direção do garoto de cabelos cacheados e olhos grandes.  Estava agora a centímetros do lobo.

– Vem – chamou, apoiando a mão livre nas costas do homem. Fosse mais alto, a teria pousado em seus ombros.

Entraram os três sob a copa e Matias dobrou a cabeça para evitar as folhas mais baixas. Viu o menino adiantar-se na semiescuridão  e saltar. Agarrou um galho fino e o trouxe até o chão, dobrando-o sem quebrar, até que tocasse uma das raízes. Ali o prendeu, sem nó nem prego.

Formou-se um quase-círculo: tronco, raiz e galho, e, num movimento quase circular, o garoto passou a vara de bambu por toda a extensão da figura que acabara de moldar.

Então, aconteceu…

Primeiro veio a brisa. Matias sentiu-a fresca e perfumada, o mesmo cheiro das flores ao redor, porém, mais forte. Era limpa, fina ao respirar. Parecia vir de longe.

E, de fato, vinha. Pois o círculo torto tornara-se uma janela, sem vidraça, aberta para outra noite, mais clara, onde o capim alto balançava ao sabor dos ventos.  Nada mais podia ser visto. Não ali, do lado de “fora”.

-Quer que eu entre?

O menino parara ao lado da passagem, com a vara novamente descansando sobre o ombro. Parecia refletir sobre a pergunta.

– Entrar…? Quer vir com a gente?

– Por que me chamou?

– Foi Nalile. Ela chama quem é capaz de ouvir.

“Ela…” – Se eu for, poderei voltar?

– Da mesma forma como entrou.

Matias refletiu por um segundo. Não parecia tão simples. Claro que não era!

– O que tem lá?

– Tantas coisas. Difícil dizer – O garoto fez uma pausa e olhou ao redor – Diga: o que tem aqui?

“O que tem aqui?”… “O que tem aqui?”… “O que tem aqui?”… A pergunta ecoou infinitamente até tornar-se incomensurável. Qualquer resposta seria débil, murcha, um pingo d’água. Mesmo assim, essa gotinha escorreu da mente de Matias e fluiu, involuntária e livre.

Ele pensou na cidade, no céu estrelado, na chuva e no sol. Havia casas, montanhas, oceanos, baleias, prédios, pessoas. Muitas e muitas pessoas e suas vozes, sonhos, gemidos, ordens, risadas. Lembrou-se dos colegas, da vizinha bonita, do pai, da mãe e da irmã. De si mesmo refletido no espelho, de um beijo há tantos anos… de um par de sapatos e  um canteiro de sempre vivas em algum lugar.

Lembrou-se da ex-mulher, de Xits, do sonho, da dor, da tristeza.

Fungou o nariz. Piscou com força os olhos úmidos. Viu sua casa, a mesa, infinitos papéis, contas, notícias, o alfabeto inteiro; planetas, galáxias, países, escadas, moscas, espinhos, ossos embaixo da terra. Viu a astúcia e a inocência, gratidão, desejo, raiva e dor. Ouviu o próprio coração martelar na garganta seca… sentiu as pernas amolecerem e   fraquejarem.

Ajoelhou-se, ofegante. Chorava.

Tudo complicado demais…

“O que eu tenho aqui??”

A loba encostou a cabeça em seu rosto.  Matias acariciou-a, sentindo a pelagem grossa escorregar por entre os dedos. Era úmida e fria como o ar da noite.

Respirou fundo, levantou-se, enxugou os olhos, riu para si mesmo, o sorriso dos resolutos.  Viu o garoto lhe sorrir de volta.

Quatro passos lentos… e o luar que entrava pela passagem o envolveu. Virou a cabeça: esquerda, direita e seguiu adiante.

Seus novos companheiros entraram em seguida.

Raiz e galho se soltaram, como um chicote. Os últimos raios da lua distante murcharam e sumiram.

Não havia mais passagem. Apenas sombra e silêncio.

Apenas o que há aqui.

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39 comentários em “O Lobo (Thomás Bertozzi)

  1. ram9000
    2 de abril de 2016

    Agrada-me a montagem das narrativas das personagens em paralelo. Está bem adaptado ao propósito. Houve excesso de citações quando a personagem pensou no “o que tem aqui”. O enredo é bom, talvez carecendo de que a quebra de expectativa quanto ao encontro com o lobo se dê de forma mais emocional.

    • Thomás Bertozzi
      5 de abril de 2016

      Valeu pela dica!

  2. Piscies
    1 de abril de 2016

    Eita ferro as metáforas então sendo postas em dia neste desafio!

    O conto é muito bonito e muito bem escrito. As imagens descritas são muito interessantes, e há algo de muito exótico nesta atmosfera de fantasia urbana. O conto é um tanto sombrio, e uma vez o autor usa mesmo a descrição das cores, como as cores de um filme, para narrar uma cena, o que caiu como uma luva. Um texto gostoso de ler e que me fez viajar e pensar muito!

    Entrar na conversa sobre os significados deste conto é algo complicado. O que era o lobo e o que era a criança? Eu sei que por vezes o autor não quer nada disso: não quer significados ocultos, não quer metáforas, só quer narrar o mundo que estava dentro de si. Transformar em realidade literária um mundo que estava apenas no seu coração. Mas, por vezes, em contos como este, o desfecho “comum” não existe. Tudo é tão obscuro que a mente quase grita pra tentar descobrir significados entre as linhas.

    E quem não gostaria de simplesmente ter a oportunidade de pular no portal para o outro mundo? É fácil achar que Matias foi tolo ao pensar duas vezes antes de considerar atravessar o portal, mas quem, em sã consciência, não pararia para pensar em tudo o que tem e na possibilidade de um não-retorno?

    Isso me lembra muito o que passaria na cabeça de um suicida. O lobo, que na verdade é uma fêmea (tal qual a palavra morte), chama seus “escolhidos” aos poucos… primeiro instigando uma ideia, mas sempre-presente quando a pessoa acha que havia fugido. Para uns ela é uma ideia assustadora mas.. para outros mais atribulados, como matias, uma ideia plausível. Seria o lobo a morte? Talvez…

    Gosto de contos assim. Ainda vou pensar muito nele antes de dormir. Isso, aliado a uma escrita primorosa, resultou em um texto sublime e de arrepiar.

    Parabéns mesmo!!!

    • Thomás Bertozzi
      6 de abril de 2016

      Muitíssimo obrigado Piscies! Fico muito feliz com os seus elogios. Que bom que gostou!

      Bem, quanto aos possíveis significados… deixo todos para você e os outros leitores. Porém, confesso que, após finalizado o conto, a ideia da “morte” realmente me ocorreu, pois, de certa forma, os efeitos seriam parecidos.

  3. Wilson Barros Júnior
    1 de abril de 2016

    “Os cães latem ao mesmo tempo” é muito bom. Na verdade, a escrita toda é muito limpa e criativa. O conto é muito bonito, muito poético, repleto de belas frases e situações com personagens mitológicos. A história é fluente e muito interessante. Excelente conto, parabéns.

    • Thomás Bertozzi
      6 de abril de 2016

      Obrigado Wilson!!

  4. Emerson Braga
    1 de abril de 2016

    Do ponto de vista gramatical e otográfico, não há o que dizer. Seu texto é muito bem escrito. Só encontrei um errinho de digitação no trecho “Parou bruscamente emparelhado a um homem outro lado da rua.”, quando deveria ser: “Parou bruscamente emparelhado a um homem DO outro lado da rua.”. Mas não é bem sobre isso que eu quero falar…
    Conto fenomenal! Até agora, eu havia lido todos os contos e os projetava em minha mente como se fossem filmes. Mas o seu, não. A única forma de ler sua história é projetá-la nos pensamentos em formato de HQ. No começo, foi um pouco penoso de organizar ideias, personagens e situações. Mas depois que você percebe que os quadros se complementam e você vê a mesma cena de vários pontos de vista, o conto fica deliciosamente interessante.
    Agora há pouco, li sobre outro lobo, no trabalho de mais um colega aqui do desafio. A presença que faltou no animal dele, sobrou no seu. Quando o lobo encontra o menino, então? Nossa! Aí é de arrepiar! Você trabalhou muito bem a simbologia do “chamado”, que sempre ganha a forma de um lobo em histórias que falam sobre pessoas deslocadas, que sentem como se pertencessem a outro lugar.
    Outro barato é que sua maneira de escrever é jovem, despretensiosa. Você não quer se exibir, quer apenas contar uma boa história. E conseguiu. Boa sorte!

    NOTA: 9,7

    • Thomás Bertozzi
      6 de abril de 2016

      Obrigado Wilson!!

      Vou ficar mais ligado nesses detalhes ortográficos. Eles atrapalham a estética e fluência do texto, por menores que possam parecer.

      Sobre as subdivisões da narrativa, elas, de fato, ficaram bem curtas e isso pode prejudicar o entendimento, especialmente no início.
      Mas a questão do limite de caracteres pedia isso.

  5. Leonardo Jardim
    1 de abril de 2016

    Minhas impressões de cada aspecto do conto:

    📜 História (⭐⭐▫▫▫): a ideia geral é interessante e prende a atenção, mas o início é muito confuso e irregular com apresentação de personagens desnecessários à trama. A história funcionaria muito melhor se o único foco fosse no Matias, que é o protagonista. Os demais estão sobrando. O final aberto me incomodou, pois a trama não se fechou e as dúvidas não trabalharam à favor. O texto não se fecha em si mesmo, a solução final não está bem conectada com o início. Se, por exemplo, o background do Matias fosse melhor explorado e a ênfase do conto fosse a sensação de descolamento dele com o mundo, o fim faria mais sentido, pois ele estaria abandonando nosso mundo por não ter nenhum interesse aqui. Foi assim que eu interpretei o texto, mas não foi esse o foco apresentado.

    📝 Técnica (⭐⭐⭐▫▫): é boa, com metáforas interessantes, mas muito descritiva e com alguns erros de pontuação, como em “Do terceiro andar (vírgula) René fitava”, “Sobre o pulso (vírgula) os minutos foram do 47 para o 48”. Resolvendo esses pequenos problemas, tem tudo para ficar bastante afiada.

    💡 Criatividade (⭐▫▫): não vi muita novidade nessa fantasia urbana. O velho mote de portais entre mundos ainda é válido, mas senti falta de algo que diferenciasse essa história das demais.

    🎯 Tema (⭐⭐): lobos gigantes e portais, uma fantasia urbana sutil, mas válida.

    🎭 Impacto (⭐⭐⭐▫▫): o texto me prendeu bastante no início até a cena do menino, mesmo com os problemas já citados. O fim aberto reduziu um pouco o impacto, mas ainda assim o texto agradou.

    • Thomás Bertozzi
      6 de abril de 2016

      Valeu Leonardo!

      De fato, ficou muito descritivo em alguns pontos. Ao ler novamente, algumas partes poderiam ser abreviadas.

      Quanto aos erros de pontuação, etc, estão todos anotados e (tomara) memorizados. Obrigado por apontá-los.

      Cada uma das três subdivisões da trama é curta ou bem curta. Isso pode atrapalhar a compreensão, fora que os caracteres para separá-las (as “bolinhas”) foram muito mal escolhidos. Falha minha.
      Acho, porém, que o foco somente em um personagem deixaria a coisa toda muito monótona. Além disso, René, Cinthia e Matias nasceram junto com o conto e eu não podia tirá-los de lá. Seria muito invasivo de minha parte.

  6. Gustavo Castro Araujo
    30 de março de 2016

    Realidades distintas, com protagonistas distintos cujas histórias se tangenciam, tendo por ponto comum um lobo sobrenatural. Achei válida a experiência narrativa, até mesmo por ser bem escrita e brincar com as percepções do leitor – esquerda, direita. De fato, é um texto inteligente, bem estruturado e interessante. No entanto, creio que o número de personagens tornou a condução um tanto pulverizada, sem direito a digressões filosóficas. Pela expertise do autor, creio que havia bala na agulha para tanto, caso optasse por focar a história – ou as histórias – no universo de dois personagens apenas.

    Nota: 7,8

    • Thomás Bertozzi
      8 de abril de 2016

      Fala Gustavo!
      Muito obrigado.

      A limitação de espaço deixou as 3 personagens “humanas” mais rasas. Porém elas nasceram junto com a trama e não dava para suprimir qualquer uma delas.

  7. Pedro Luna
    30 de março de 2016

    Não gostei muito. Achei que o conto flerta mais com o terror do que fantasia. Não achei a ambientação muito bacana, pois traz uma cidade, personagens do cotidiano, mas todo o tempo a minha cabeça quis formar imagens do passado, de vilas, de uma cidade vitoriana ou algo assim. Mas o conto traz a cidade abandonada na noite, com o passar de carros para nos lembrar onde estamos. Porém, a aparição do bicho e dos personagens da segunda parte do conto soam deslocadas nesse ambiente urbano.

    Também achei que a divisão do conto em personagens não ficou bacana aqui, criando interrupções e cansando a leitura. Acho que o conto deveria focar apenas em um personagem.

    No geral, achei mediano. A escrita é boa, mas a técnica para contar essa história deveria ser outra, na minha opinião.

    • Thomás Bertozzi
      8 de abril de 2016

      Ei Pedro

      “Vitoriana”. Não foi exatamente dessa forma que imaginei a rua onde as personagens se encontram, mas minha mente às vezes escorrega para um cenário assim quando releio aquela parte específica. Interessante o modo como você percebeu.

      De resto, é uma cidade moderna mesmo, porém vazia numa terça-feira altas horas da noite.

      No final das contas, a trama ficou dividida em “parte 1” e “parte 2”, e uma divisão muito nítida. Eu queria uma coisa mais sutil

  8. Evandro Furtado
    28 de março de 2016

    Hmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmm. Percebe o quanto a coisa é boa quando a gente começa com um hmmmmmmmmmmmmm? Bem, tô tentando digerir aqui então pera um pouco ……………………………………………………………….. ……………………………………………………….. Há um sem número de imagens bonitas e acho que esse é o grande forte. Algumas quebras infelizmente ficaram confusas. Digamos que houve um excesso de personagens que dificultou um pouco o entendimento. Você optou por um tipo de fantasia que berou o oriental, me pareceu meio exotérico, sei lá. Taí, vou ficar pensando mais um pouco por aqui.

    • Thomás Bertozzi
      8 de abril de 2016

      Muito obrigado, Evandro!

      Engraçado esse negócio de oriental. Não posso citar nenhuma influência específica que tenha me guiado nesse conto. (tudo bem… há um lobo escuro e assustador no meio da noite. Coisa raríssima! kkkkkkkkkk)

      Mas acho que as duas personagens “fantásticas” são um tanto incomuns, mais pela maneira como agem do que pela aparência que têm. Isso deixou a coisa diferente.

  9. Anorkinda Neide
    26 de março de 2016

    Poxa… engasguei aqui…
    Depois da pergunta do menino… os pensamentos do Matias… poxa… tipo vai entrando dentro da gente.
    Este texto é intimista, mesmo nao parecendo a princípio. E melancólico, com toda aquela melancolia q Matias estava tentando afogar na cerveja… rsrs
    Muito bom.
    A pegada de ter tres pontos de vista para a mesma cena, foi boa e me pareceu que o proprio autor, nao sabia bem pra onde o texto iria.. eu achei, desculpe se vc já tinha o roteiro pronto. E acabou pêgo pela mão do menino.. olha, achei isso demais!
    acho q o titulo deveria ser A Loba… entendo q quis deixar a surpresa no final, mas nao é tanta surpresa assim… e dae q o titulo ficou sem nexo, eu acho, deveria ser A Loba.. hehe
    Este é o texto q vou guardar aqui nos meus arquivos.
    Parabéns e boa sorte!
    Abraço

    • Thomás Bertozzi
      8 de abril de 2016

      Muitíssimo obrigado Anorkinda! Pelos elogios, críticas e por guardar o texto.

      Não me lembro tanto da criação da trama. Foi rápida e talvez eu tenha me guiado pelo uivo tanto quanto as personagens, pelo menos no início. O Matias, por exemplo, nem foi o primeiro a “nascer” e ele tinha outro nome… que detestava.
      Quando virou Matias a coisa se encaixou.

      Ah… e a loba era uma surpresinha para o final mesmo. Para quebrar um pouco os estereótipos.

  10. vitormcleite
    25 de março de 2016

    Gostei muito da tua história, com mistério e suspense, ritmo e deixa-nos com vontade de descobrir mais, enfim um conto cheio de fantasia. Muitos parabéns

  11. Pedro Teixeira
    25 de março de 2016

    Olá, autor(a)! O texto tem qualidade, mas achei que faltou trama. Tudo poderia ser contado num espaço menor. Os personagens soam rasos, sem emoção, quase todo o tempo. Há boas descrições e um uso interessante das figuras de linguagem, mas o enredo não me convenceu, e o a narrativa acaba se tornando cansativa a partir da metade. É uma boa ideia, mas carece de desenvolvimento. Parabéns pela participação!

  12. phillipklem
    23 de março de 2016

    Boa noite.
    Seu conto me manteve roendo as unhas do começo ao fim.
    As narrativas em paralelo serviram bem ao propósito de aumentar a tensão para o clímax do conto. Ver os diferentes personagens por diferentes pontos de vista foi bem interessante.
    Você tem uma escrita madura e certeira, bem direta. Não senti em nenhum momento que a narrativa desandou ou ficou desinteressante.
    Seus personagens foram todos muito bem construídos e, apesar de pouco explorados (devido ao tamanho do conto), foram bem aproveitados.
    Gostei muito do desfecho. Foi uma maneira bem sutil de terminar. Gosto de finais inconclusivos.
    Enfim, só tenho coisas boas para dizer sobre este conto.
    Boa sorte.

  13. Simoni Dário
    23 de março de 2016

    Olá Roni
    Acho que não entendi o conto. O personagem Matias até acho que sim, mas os demais ficaram meio de coadjuvantes e não entendi o papel deles no texto, desculpe. Também não entendi o papel do Matias, porque ele foi escolhido para ser o principal? Será que ele foi o único que enfrentou os medos, tinha tomado algumas cervejas e por aí foi? Você criou histórias paralelas e achei que elas se conectariam no final, até acho que aconteceu alguma coisa do tipo, mas não ficou claro pra mim, tive que ler algumas vezes o texto e acho que ainda estou boiando…desculpe. A narrativa fluiu até a última parte, daí já não entendi muita coisa. Vi beleza sim, o último parágrafo é mais poético que o restante do conto, mas ficou nisso. Entendimentos à parte, você escreve bem e está de parabéns!
    Bom desafio!

  14. catarinacunha2015
    22 de março de 2016

    Identificar um estilo forte logo no COMEÇO é raro. Aqui temos uma VIAGEM mais intelectual do que visual, o que me agrada profundamente. O FLUXO enxuto, o vocabulário rico e criativo nos leva a uma fantasia interior, não explícita. O FINAL aberto ficou muito bom. 11, nota 11! Não pode? Sacanagem, então vai um 10 mesmo.

  15. Brian Oliveira Lancaster
    21 de março de 2016

    OGRO (Objetivo, Gosto, Realização, Ortografia)
    O: O clima de mistério chama a atenção e prende o leitor, apesar da atmosfera clássica de fantasia aparecer somente ao final. – 7,5
    G: Histórias cotidianas com temática “noir” são certeiras ao criar noites sombrias e silenciosas. Gostei bastante do cenário construído. – 8,0
    R: Não sei se captei muito bem o que aconteceu no final. Entendi que o “portal” se fechou, mas o que houve com os outros personagens? Também achei ousada a construção geral, imaginativa, instigante, mas um tantinho confuso. Há três personagens principais, com divisões, mas ficou complicado acompanhar a linha de raciocínio com tanta coisa acontecendo. Talvez se dividisse em capítulos, ficaria melhor. – 7,0
    O: Escrita leve, fluente e tranquila. Fácil de compreender. – 8,0
    [7,7]

  16. Rubem Cabral
    21 de março de 2016

    Olá, Roni.

    Um texto criativo e agradável de ler. Bacana essa ideia do menino e de sua loba e das pessoas que a pudessem ouvir.

    O texto, contudo, carece de alguma revisão: “calda”, algumas vírgulas comidas, feito em “Não Rê.”, tem um “há” que deveria ser “a” tbm, mas está bem escrito em linhas gerais.

    O epílogo, nos cortando o vislumbre do reino do outro lado, não me agradou muito. Outra coisa que me incomodou foi certa inconstância do tamanho do lobo, uma hora é enorme, depois é menor que o menino…

    Nota: 6,5.

  17. Fabio Baptista
    19 de março de 2016

    Então… esse conto foi surpreendente, para o bem e para o mal.

    No começo, não estava gostando dessa pegada “quebra-cabeça”, onde várias histórias vão sendo contadas em paralelo para se juntarem numa mesma cena. Esse efeito, quando bem usado, fica bem legal. Infelizmente não foi o caso aqui… as histórias se fragmentavam muito rápido, não dando tempo de se apegar a ninguém. Esses caracteres para divisão também não foram muito felizes.

    Bom, daí o cara seguiu o lobo… e o que dava cara que seria uma história comum de lobisomem, mudou completamente a pegada, indo para um lado mais “Alice” com toques filosóficos.

    Gostei bem mais dessa segunda parte que da primeira e vou além: acredito que toda aquela fragmentação do começo foi totalmente desnecessária e prejudicial ao conto.

    Engraçado que o final aqui guarda algumas similaridades com “a garota na garrafa”, mas, ao contrário de lá, ficou com cara de final aberto (o que acho legal) e não de prólogo (que não acho legal).

    – Não Rê.
    >>> – Não, Rê.

    -Tira as roupas do varal pra mim? – completou com um sorrisinho e saiu
    >>> Má formatação desse diálogo. Espaços faltando e sobrando, começou com sinal de menos e não travessão, faltou ponto final.

    – Aumentou ou volume
    >>> o

    – emparelhado a um homem outro lado da rua
    >>> faltou um “do”

    – (sim, parecia um lobo)
    >>> desnecessário

    – rochosa o suficiente para desanimar qualquer empreendedor da construção civil
    >>> boa!

    – Sua pelagem tinha um brilho discreto e esverdeado, como as escamas de um peixe. Uma beleza noturna, selvagem, magnífica.
    >>> bela descrição, gostei!

    NOTA: 7,5

  18. Tiago Volpato
    17 de março de 2016

    A história tem um clima bem sombrio, lembrando um pouco Lovercraft. Gostei! Entretanto, achei ela confusa, em alguns trechos muito arrastada, o que fez com que eu não entendesse muito bem o que estava acontecendo, e me deixando desinteressado. Achei que faltou mais conflito no enredo, tá tudo muito descritivo.
    Abraços.

  19. Carlucci Sampayo
    16 de março de 2016

    Uma fantasia talhada no esquecimento de tudo o que não deu certo ou que não saiu como esperava o personagem. Um portal improvável e incrível, talvez uma alucinação poderosa que o consola, de alguma forma. O autor, em vocabulário caprichado, expressões coerentes e um texto narrativo de qualidade, perpassa o teor de sua fantasia entre os personagens que se interligam por vários motivos e, ao fim, a mágica acontece e o único que necessita de mudança e de partir para um novo rumo é aquele que encontra a razão de sonhar e crer no que diz a própria magia, ali à sua frente. Bonito, com muitos elementos de valor e mesmo extenso, com hiatos de histórias, o todo nos dá uma unidade de pensamentos para justificar a decisão final. Nota 8,8

  20. Pedro Arthur Crivello
    16 de março de 2016

    o conto “o lobo” começou bem. Tinha uma estrutura interessante, contando a visão de vários personagens , porem a história começa a cair quando o lobo aparece.
    A narrativa começa a ficar confusa, os personagens se misturam? E depois se foca em um deles , o matias , mas e os outros ? não há um final certo para eles , suas histórias ficaram incompletas para alguém importante na trama.
    E o final também ficou vago, quem era a loba ? a que proposito veio? E essa criança, claro que temos interpretações e isso é interessante para um conto , mas isso não foi construído, o final pareceu incompleto e não aberto. No fim também não da para entender se ele se tornou um lobo ou não .

  21. Rodrigues
    15 de março de 2016

    Não gostei da maneira como o conto foi apresentado, fora as diversas metáforas desnecessárias. O final com ares filosóficos acabou não funcionando comigo. Todas as construções me pareceram fracas como, por exemplo, a apresentação do tal grande lobo, que foi bastante abrupta e nada orgânica ou descritiva. Outra, a relação entre os personagens não foi aprofundada, o que poderia ser resolvido com diálogos. As minúcias descritivas das andanças dos personagens também não me caíram bem. Não gostei.

  22. André Lima dos Santos
    15 de março de 2016

    Belo conto. Um clima de suspense muito bem explorado pelo autor. Um incidente Incitante clássico, bem ornamentado para nos deixar curiosos. Desenvolvimento lento, mas nada que desanimasse a leitura. Final bom e conclusão igualmente boa.

    Não costumo gostar de contos que vendem um estilo no primeiro ato e se transformam nos atos seguintes, mas esse me convenceu.

    Além dos diversos erros de revisão e de português, gostaria de dar uma dica ao autor: quando se trabalha com muitos personagens, é bom colocar palavras-chaves quando se cita algum, para o leitor se lembrar. Exemplo: “e então João, o marido de Amélia, fez…”, ou então “Roberto, com seu bigode excêntrico, aceitou o convite…”.
    Em determinados momentos tive que subir para lembrar quem era Cinthia, por exemplo.

    Texto muito bom. Boa sorte no desafio!

  23. Davenir Viganon
    13 de março de 2016

    Acho que a história está mais para fantástico do que fantasia. Mas isso é o menos importante. A história é bem bacana e achei ousado colocar vários personagens se alternando. Mas não encontrei picos de emoção. Tive de ler uma segunda vez pra pegar bem a dinâmica da cena. Foi bem cinematográfica. Gostei do Matias e as partes de reflexão dele são o melhor da tua escrita no conto. Faço um balanço positivo do que li.

  24. Laís Helena
    13 de março de 2016

    Narrativa (1,5/2)

    Notei um deslize ou outro na revisão, mas no geral sua narrativa foi eficiente em me prender e me fazer sentir dentro da história. Algumas frases poderiam ter sido melhor redigidas, mas são apenas alguns detalhes que as tornariam ainda melhores.

    Enredo (1,5/2)

    Foi um conto interessante e diferente. Quando vi a palavra lobo, logo me veio à cabeça lobisomens e, apesar de não ter nada contra eles, gostei de ser surpreendida. O final foi satisfatório, mas gostaria de ter visto um pouco mais do dilema de Matias.

    Personagens (1/2)

    Fiquei incomodada com o fato de dois outros personagens tenham sido apresentados para depois sumirem da narrativa. Serviram para quê? Para mostrar que muitos dos que são capazes de ouvir o chamado não o atendem? Talvez isso tivesse poupado palavras para explorar Matias um pouco mais e mostrar seu medo de desapegar do passado, apesar de não existir nada que realmente o prenda além (isso eu inferi da leitura) do medo do desconhecido.

    Caracterização (2/2)

    Gostei do ar urbano que permeou a história, que foi muito bem trabalhado.

    Criatividade (2/2)

    Como citado antes, gostei de ser surpreendida!

    Total: 8

  25. Gustavo Aquino Dos Reis
    11 de março de 2016

    O conto está bem escrito. Porém, devo confessar que a história, pelo menos na minha visão, ficou um pouco confusa. O gênero “Fantasia” aqui está mais para o “Realismo Fantástico” e, infelizmente, não me convenceu.

    Porém, autor(a), você tem muito talento nas descrições e na construção dos diálogos refinados. Talvez, o tema não tenha ajudado muito.

    Boa sorte no desafio

  26. José Leonardo
    9 de março de 2016

    Olá, Roni Silva.

    Acho que “O Lobo” é um dos melhores deste grupo. As alternâncias parecendo denotar três narrativas simultâneas, com os devidos cortes, mas levando a um final em comum (que vemos mais em Matias que nos outros), foram muito bem elaboradas, a meu ver. Três pessoas, sem qualquer ligação entre si, atiçadas misteriosamente pelo uivo misterioso. O final deixou-me positivamente surpreso: estaríamos no mundo que o menino prometia? Será que nós mesmos não tivemos, ainda que inconscientemente, aceitado o convite de entes semelhantes? Ou será que o “mundo de lá” era uma ucronia sem muitas vantagens se comparada ao “mundo de cá”? Afinal, quando não se tem nada a perder, por que recusar-se a aventurar o desconhecido?

    Parabéns pelo resultado, Roni Silva. Embora alguns possivelmente apontem inadequação ao tema (ou pouca adequação ao gênero de ficção Fantasia), seu conto faz o leitor refletir, e jamais eu desprezaria algo do tipo.

    Boa sorte.

  27. Renan Bernardo
    8 de março de 2016

    Gostei bastante! Parabéns, autor! O mistério me deixou curioso até o final, mas não posso deixar de falar que fiquei um pouquinho decepcionado com o final. Pouca coisa mesmo. Seu vocabulário é excelente, você sabe utilizar as palavras e desenvolver a história.

    Nota: 9,5

  28. Antonio Stegues Batista
    7 de março de 2016

    Um lobo que surge na noite, um menino e um portal para outro mundo, outra dimensão. Matias transpões o portal, mas esse mundo, essa outra dimensão não nos é apresentada, apenas sugerida. O que resta é a realidade do cotidiano, desse mundo que bem conheço,e uma estória com um final que me deixa frustrado.

  29. Wender Lemes
    6 de março de 2016

    Olá, Roni. Seu conto é o quarto que avalio no desafio. É também o melhor até agora, sem demérito para os anteriores.

    Observações: sua capacidade de construir imagens e manejar sentimentos é realmente de um profissional. Achei legal o modo como a oportunidade de conhecer um novo mundo existe para os três personagens iniciais, mas só o Matias tem a coragem de persegui-la até o fim – também entra a questão analisada ao final de que, fechando a conta e passando a régua, ele era provavelmente o que tinha menos a perder.

    Destaques: a construção em três perspectivas foi executada com excelência, achei o portal para o outro mundo unindo as três etapas de desenvolvimento (no caso, da árvore) em um ciclo infinito bem original.

    Sugestões de melhoria: notei apenas um “emparelhado a um homem outro lado da rua”, que não prejudicou a leitura. Não sei como você poderia melhorar, achei realmente um conto excelente.

    Parabéns e boa sorte no desafio!

  30. angst447
    6 de março de 2016

    O autor conseguiu criar um clima de suspense interessante. E ainda trouxe reflexão sobre o sentido da vida – o que tem aqui?
    A fantasia está na loba ou na imaginação de cada um dos personagens?
    René, Matias, Cinthia, o menino e a loba Nalile formam a trama, dividida em pedaços de cada visão. A narrativa consegue prender a atenção.
    “Seus novos companheiros entraram em seguida”- Fiquei na dúvida se Cinthia e René também seguiram o mesmo caminho – na fantasia.
    Não encontrei falhas na revisão.
    Boa sorte!

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Publicado às 5 de março de 2016 por em Fantasia - Finalistas, Fantasia - Grupo 1 e marcado .