EntreContos

Detox Literário.

O Despertar do Dragão (Bernardo Stamato)

Por quanto tempo será que eu dormi? Dez anos talvez?

Parece que foi ontem que transformei aquele reino em ruínas. Foi divertido. Dessa vez, eu só destrui uma cidade para abrir o apetite, e nem foi uma capital. A idade deve estar me amolecendo.

Ou será que os mamíferos não constroem mais reinos como antigamente? Do topo da minha montanha, não vi nada surpreendente. Uma dúzia de cidades e uma centena ou outra de vilas. Antigamente, eu podia até brincar. Acabar com algumas cidades menores para que um exército se reunisse numa capital e ter uma batalha de verdade. Sentir as melhores flechas arranharem as minhas escamas, as melhores magias atrasarem o inevitável, se houvesse um cavaleiro realmente valoroso, permitir a honra de tentar encontrar a minha carne com sua espada. Então, queimar o mundo dos mortais. Um fogo tão alto que todo o continente fica avisado de que um dragão despertou. Uma verdadeira obra de arte.

E ainda tem mamífero que quer me caçar. A mente deles é muito pequena mesmo. Todo caçador de dragão acabou morto. E adivinha o que mata um caçador. Isso mesmo, um dragão. Ingratos. Os mamíferos nunca teriam saído das cavernas, se os dragões não tivessem deixado. Nós permitimos que os mamíferos vivessem. Ensinamos a usar aquelas patas imundas para construir e forjar. Ensinamos até magia. E nenhum deles parece se lembrar disso. São tão estúpidos que perderam a própria história e agora só se lembram dos últimos séculos. E ainda ficam ofendidos quando um dragão decide se alimentar ou quando acha que os mamíferos não estão cuidando direito dos seus reinos e toma a liderança. Pior, invadem nossos lares e nos chamam de monstros. Patético.

Quando os mamíferos querem tomar os lares dos lobos ou dos ursos, algum deles tenta revidar? Não, os mamíferos destroem o que bem entenderem, constroem uma cidade em cima e qualquer coisa que morava lá antes simplesmente morre. Alguns até deixam alguns bosques. Para quê? Para caçar, é lógico. Para matar por diversão. Quem será que ensinou os mamíferos a fazerem isso? Você adivinhou de novo. Nós, dragões.

Eu nunca gostei dos mamíferos tradicionais. Humanos, elfos, anões, tudo carne ruim. Prefiro a carne de unicórnios, mas esses são raros. Bruxas são saborosas, apesar de serem mais dóceis do que humanos, é melhor deixá-las como servas. Hidras são boas porque dá para ir comendo aos poucos. Gênios são verdadeiros banquetes, pena que os mamíferos expulsaram essas criaturas para longe faz muito tempo. E as ninfas… Ninfas sempre serão as minhas favoritas.

Uma vez um dragão ancião me contou que existiu algo antes dos mamíferos. Um povo ancestral que governou o mundo ao lado dos dragões. Um povo que sabia o seu lugar e respeitava seus superiores. Não se dignavam a construir cidadelas como os mamíferos atuais. Eles tinham um império. Um único império, que unificava o continente inteiro. Hoje, os mamíferos de uma ponta não sabem que os mamíferos da outra ponta existem e acham os seus reinos muito grandes. Piada.

Em meio às minhas reflexões, ouvi um gongo soar dentro de minha mente. Era uma das minhas magias de alarme sendo ativada. Intrusos. No desfiladeiro sudeste da montanha. Se chegaram tão alto, não são aventureiros medíocres. Talvez aqueles autointitulados heróis. Vermes!

Alcei voo de dentro do meu lar até a fenda do topo e comecei a circular a montanha. Eu não sei o que leva um mamífero a invadir os meus domínios. É óbvio que eu sempre vou ter o terreno ao meu favor. E lá estavam eles, encurralados no meio de uma passagem pelo desfiladeiro, decidindo entre voltar, avançar ou lutar. Decidi fazer o favor de eliminar a terceira opção deles.

Senti minha essência arcana pulsar de dentro do meu ventre até as pontas das minhas asas, fazendo o meu corpanzil estremecer de prazer e proteção enquanto conjurava uma magia. Pude ver quatro arcos, um cajado e uma varinha apontados em minha direção, nada assustador. Mamíferos inteligentes nunca atacam um dragão de frente.

Uma saraivada de flechas veio, sendo que apenas duas penetraram minhas escamas, beliscando minha carne, ambas do mesmo mortal. O mamífero com a varinha cantarolou algumas palavras arcanas e cometeu o erro de me atacar. Imediatamente a minha magia fez efeito e refletiu o feitiço do mamífero nele mesmo. Devo reconhecer que era um truque relativamente poderoso, talvez tivesse aberto algumas feridas, pena que ele tenha sentido na pele o seu próprio poder. O mamífero urrou de dor e caiu de joelhos, sua frágil pele aberta em bolhas pelo seu rosto e suas patas. O mamífero com o cajado hesitou entre me atacar ou ajudar o seu amigo e optou por lançar um milagre de cura, amenizando seu sofrimento.

Usando todo o meu peso, acertei a montanha com as minhas patas traseiras e com a cauda logo abaixo dos aventureiros, fazendo as rochas vibrarem violentamente num estrondo. Dois invasores não conseguiram se segurar. Enquanto o mamífero com o cajado conseguiu agarrar o mamífero com a varinha no último instante, o outro não teve a mesma sorte e despencou. Menos um.

Peguei impulso e saltei para mais um voo enquanto os aventureiros correram para a entrada de uma caverna dentro da montanha. Previsíveis. Esperei todos entrarem no longo corredor e pousei com o focinho na entrada já emanando minhas labaredas.

Peguei fôlego e assoprei fogo enquanto apreciava os gritos dos mamíferos. Não compreendo por que inventaram a música, se o sofrimento dos mortais é o som mais belo da natureza.

Meus olhos faiscaram quando eu conjurei mais uma magia. Uma muralha de energia bloqueando a entrada da caverna. Eu sabia aonde aquele corredor iria parar e garanti que não haveria retorno.

Voei de volta para o meu lar e entrei por um dos corredores. Demorei décadas para decorar cada passagem daquele labirinto, inclusive aquelas pequenas demais para mim, e valeu muito à pena. Era fácil encurralar qualquer intruso na minha montanha.

Ainda mais intrusos barulhentos como aqueles. Estavam brigando. Discutindo se deveriam fugir ou avançar. Discutindo quais truques teriam efeito sobre mim ou não. O mamífero com a varinha era esperto, sabia que aquela minha magia só teria efeito uma vez. Mas sabia que eu ainda podia usá-la mais três vezes?

Como o dragão honrado que sou, não iria subestimar meus invasores. Eles iriam sentir toda a minha cólera.

Meu corpanzil se eriçou com mais uma magia de reflexão. Então, senti um frescor com o campo antimagia. Em seguida, meu calor se intensificou com uma camada de fogo que emanei por entre minhas escamas. Por fim, vibrei enquanto meus músculos se retesaram e ansiaram pelo combate conforme meus reflexos e meus movimentos se aceleraram. Se um deles durasse mais do que um minuto, eu o presentearia com a honra de se tornar meu escravo.

Em questões de segundos, atravessei o corredor e energizei mais uma baforada.

Tudo era fogo!

Não era possível enxergar nem pedra e nem mamíferos. Apenas seus gritos confirmavam que suas pequenas vidas continuavam a existir.

Quando as labaredas cessaram, pude ver o medo em cada um daqueles minúsculos olhos. Aparentemente, estavam todos sob efeito de magia de proteção contra fogo. Mamíferos esforçados. Mamíferos medrosos e desesperados. Os melhores temperos.

O mamífero com a varinha conjurou um truque para dissipar a minha proteção. Realmente esperto, por mais que sua tentativa falhasse – e falhou – iria gastar a minha magia. O mamífero com o cajado se concentrou e parte das rochas ganharam vida como um elemental da terra, enquanto os outros dois disparavam com suas flechas inúteis. Faltava um.

Foi engraçado ver o rosto do mamífero com o cajado quando o meu campo antimagia dissipou o seu elemental, que simplesmente sumiu no ar ao chegar perto para o combate.

Girei meu corpanzil e acertei minhas duas asas e minha cauda contra o mamífero com o cajado, só para amolecer sua carne. Então, desferi duas garradas e, por fim, abocanhei seu tórax. O corpo se debateu entre as minhas presas, mas só por um instante. Assim que senti a carne relaxando, engoli o mamífero morto com armadura e tudo. Seu aço era mais apetitoso do que sua carne.

O mamífero com a varinha parecia implorar pelas suas magias. Provando que são criaturas patéticas, os três aventureiros desapareceram na minha frente. Para a minha felicidade, mais duas flechas acertaram o meu flanco, começando a causa algum incômodo. O mamífero que sabia usar o arco estava ali em algum lugar ainda.

Olhei para a direção de onde as flechas vieram e nada. Acertei a garra na parede uma vez e só encontrei rochas. Acertei a outra garra e errei o mamífero de novo. Aproveitei a extensão da minha cauda e golpeei o espaço mais abrangente possível e senti uma criatura sendo esmagada. Ataquei com as duas asas e senti sua carne perfurar. Enquanto o mamífero agonizava, abocanhei o que restou dele e sacudi seu corpo mole, que foi revelado quando o capuz caiu do pescoço. Uma bela aquisição, caso não tivesse sido rasgado junto do dono.

Senti picaduras pelas minhas patas e vi que os outros dois mamíferos com arcos haviam trocado de armas e agora atacavam com espadas. Sabia que a invisibilidade acabaria quando eles atacassem. Será que o mamífero com a varinha sabia se teletransportar? Na dúvida, era hora de acabar com a brincadeira.

Minha bocarra e minhas narinas inflamaram mais uma vez e o fogo dominou a caverna. Os gritos do mamífero com a varinha cessaram rápido dessa vez. Os dois últimos eram valorosos. Compreenderam que não havia escapatória e atacaram com tudo. Confesso que até soltei um grunhido de dor com um dos golpes. Pena que as chamas do meu corpo queimavam a cada espadada que eu recebia, facilitando muito o meu trabalho. Era curioso ver os mamíferos tirando gotas de sangue de mim e achando que aquilo significava algo. Talvez porque aquelas gotas fossem o suficiente para banhá-los por inteiro. Ainda assim, eram meras gotas de sangue.

Rasguei um peitoral com uma garra e decapitei o mamífero por baixo da armadura com a outra. Perfurei o abdômen do último com as minhas asas e arremessei-o contra a parede com a minha cauda, fazendo-o largar sua espada e seu escudo e cair de joelhos.

Degustei o eco do impacto e a visão dos heróis desfalecidos. Fazia décadas que eu não sangrava. Os mamíferos estavam de parabéns.

– Nós seremos vingados – o último sobrevivente balbuciou.

– Você não sabe quantos vingadores eu já matei.

– Você sangra tanto quanto qualquer mortal. Você vai cair.

– Mamíferos têm medo de insetos, por acaso? Quantos formigueiros você já destruiu e nem se deu conta? A sua morte é tão insignificante quanto a morte das milhares de formigas que você já matou sem querer.

Lágrimas começaram a escorrer. Era risível.

– Devo agradecer – eu brinquei com minha refeição. – Um capuz de invisibilidade, um cajado, uma varinha, três arcos, duas espadas e vejo que o seu escudo é uma bela peça também. Nunca vi um leão tão bem esculpido. Minha coleção nunca vai esquecê-los.

– Você vai cair…

– Você está ficando repetitivo.

– Existem outros.

– Por favor, nós estávamos nos divertindo tanto. Não estrague o momento com esse papinho clichê.

– Mais fortes do que nós. Mais poderosos. Mais…

Com uma garra, abri sua garganta e encerrei o falatório. Mamífero tedioso.

Recolhi minha recompensa e voltei para o meu lar. As armas ficaram elegantes na base da pilha de ouro, ao lado dos equipamentos que eu conquistei de outro grupo de aventureiros no século passado.

Devo admitir que aquela batalha me deixou empolgado.

Quando filhote, eu vivia caçando. Hoje, eu perco mais tempo esperando os reinos mamíferos engordarem do que me alimentando. Finalmente percebi que estava esquecendo a graça da vida. Estava esquecendo a emoção da surpresa. Eu repetia a mim mesmo que precisava proteger o meu lar e o meu tesouro. Como fui tolo. Mesmo que eu me ausentasse por meses ou anos, quem teria a audácia de tentar me roubar tão cedo? E se ousasse, qual seria o problema? Eu poderia me divertir tomando de volta o que é meu. Como eu estava agradecido pelos invasores!

Antes, estava com preguiça. Agora, queria mais. Eu precisava sair da minha zona de conforto. Se tudo o que meus olhos podiam ver do topo da minha montanha era frustrante, eu precisava ir além. Conhecer as novidades que os mamíferos haviam descoberto na última década.

Visitar novos reinos.

Buscar impérios.

Caçar heróis.

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24 comentários em “O Despertar do Dragão (Bernardo Stamato)

  1. Anorkinda Neide
    26 de março de 2016

    Segundo texto que eu li, na vida, sob a perspectiva do dragão…hehe
    Gostei!
    Imaginar os humanos pequenininhos e ridículos.. é um bom exercício mental! 🙂
    Parabéns pelo texto
    Abraço

  2. André Lima dos Santos
    18 de março de 2016

    O conto foi bem escrito, mas senti falta de uma trama bem elaborada. A história se baseia em uma batalha que foi muito bem descrita, por sinal. Mas é preciso de elementos da narrativa muito bem elaborados quando se decide fazer uma obra em ato único. Senti falta de uma resolução impactante, emocionante, gloriosa como uma boa história de heróis… Me frustrei com o final. Ficou parecendo que o autor nos jogou uma história sem saber o que ela significa.

    Um conto razoável, em minha opinião. Boa sorte no desafio!

    • Bernardo Stamato
      16 de abril de 2016

      Hum, trama mais elaborada… Vou lembrar dessa dica quando for escrever da próxima vez! Obrigadão!

  3. Laís Helena
    17 de março de 2016

    Narrativa (1/2)
    A narrativa sob o ponto de vista de um dragão foi interessante. Apenas um único erro de digitação me saltou aos olhos, e apesar de em minha opinião a introdução ter ficado um pouco longa, me prendeu.

    Enredo (1/2)
    Aqui eu fiquei com a sensação de que faltou alguma coisa. Talvez você pudesse ter detalhado mais as impressões do dragão sobre os arredores e destacado a monotonia, assim o final, em que ele decide deixar a preguiça de lado e voltar a destruir cidades em vez de esperar que venham até ele, teria ficado mais marcante.

    Personagens (2/2)
    No geral, gostei como você trabalhou a personalidade orgulhosa do dragão.

    Caracterização (1/2)
    Senti falta de um pouco de descrição do ambiente. Os arredores da caverna e o tesouro do dragão são importantes o suficiente para que ele os mencione, certo? Acredito que isso também teria contribuído para deixar seu conto mais marcante, pois fortaleceria o contraponto entre o dragão do início, que estava acomodado em seu lar, e o do final, que decidiu resgatar as aventuras da juventude.

    Criatividade (1,5/2)

    Você utilizou um dragão e menciona elfos, anões, humanos e etc. Nada de muito novo, exceto, talvez, por ter escolhido o ponto de vista do dragão. Mas como gosto de elfos e dragões, apesar de serem batidos, não vou descontar muitos pontos aqui.

    Total: 6,5

    • Bernardo Stamato
      16 de abril de 2016

      *Não prolongar a introdução.
      *Mais detalhes e impressões do narrador.
      *Usar algo além do básicão, como elfos, anões, dragões etc.

      Anotado! 😉

  4. Tiago Volpato
    17 de março de 2016

    Interessante você fazer a história narrada pelo dragão, isso foi legal. Você escreve bem e tem uma narrativa agradável, o texto é bem legal. Contudo faltou alguma coisa pra me conquistar, para me fisgar de verdade. O texto é bom, achei que você conseguiu criar uma coisa bacana dentro do desafio. Parabéns.

    • Bernardo Stamato
      16 de abril de 2016

      Vou procurar esse “alguma coisa pra conquistar” da próxima vez. Obrigado pela força!

  5. Pedro Arthur Crivello
    16 de março de 2016

    É um texto de narrativa inovadora, usar o ponto de vista do dragão foi fantástico e surpreendente, foi uma ideia boa , e sua escrita também é fantástica, consegui sentir a personalidade da criatura pelo jeito que ele descrevia toda a cena , só gostaria de pontuar uma coisa ou outra.
    Senti mais descrições de como é o dragão, qual sua cor ? seu tamanho ? seu nome ? seu passado.? Por falar em passado, você jogou informações mas não concluiu, quem eram as criaturas q governaram a terra antes dos humanos, um nome já bastaria , outra falta que senti foi de uma mudança no personagem principal ( isso enriqueceria o texto , mas essa falta não o empobreceu)

    • Bernardo Stamato
      16 de abril de 2016

      Hum, ok! Vou procurar desenvolver melhor o narrador da próxima vez! Obrigado pela dica!

  6. Gustavo Aquino Dos Reis
    15 de março de 2016

    Vi Smaug, vi Glaurung, vi Ancalagon, vi Scatha, vi Alduin, vi Paarthurnax e vi também um conto bem escrito.

    O enredo é um pouco batido, mas tem identidade própria. Todos os elementos do fantástico estão presentes na narrativa leve e bem elaborada.

    Faltou mesmo, na minha opinião, uma história mais arrebatadora. Fiquei extremamente curioso quanto ao “povo ancestral que viveu antes dos mamíferos” e acreditei, por um breve momento, que o conto iria enveredar por ali.

    Não tem problema. É um trabalho de peso.

    Gostei.

    Parabéns.

    Boa sorte no desafio.

    • Bernardo Stamato
      16 de abril de 2016

      Falei do “povo ancestral” pra dar uma noção do quão antigo os dragões são e como até o próprio dragão do conto não é um dos mais antigos, apesar de saber mais sobre a história do mundo do que qualquer mortal. Pode deixar que, dá próxima vez, vou fazer mais do que uma menção!

      Obrigadão pela força!

  7. Renan Bernardo
    13 de março de 2016

    Bem interessante a história no ponto de vista de um dragão. Gostei da abordagem utilizada, mas achei bem maçante as inúmeras descrições das lutas do dragão contra os mamíferos. Bom vocabulário e boa escrita.

    Nota: 7,5

  8. Antonio Stegues Batista
    10 de março de 2016

    Ao começar a leitura achei que seria uma boa estória com dragões atacando vilas, exércitos, com uma linha paralela mostrando as emoções e sentimentos dos personagens, mas o conto ficou só no dragão massacrando um grupo de pessoas (mamíferos não soa legal), numa caverna. O dragão está contando a “história” para alguém. O leitor? ” -Quem será que ensinou os mamíferos a fazerem isso? Você adivinhou de novo. Nós, dragões.” A narrativa faz descrições de uma única luta, que se torna frustrante. Parece que faltou emoção.

    • Bernardo Stamato
      16 de abril de 2016

      Hummm… Vou procurar algo menor focado da próxima vez. Obrigadão pela dica!

  9. Rodrigues
    8 de março de 2016

    Nossa, parece narração de jogo de RPG: elemental, magia, varinha, proteção, etc. A palavra mamífero sendo repetida quase o tempo inteiro deixou o texto cansativo, fora esse dragão que parece um sábio, um ancião ciente de todas as coisas. Não sei, mas vejo os dragões como criaturas mais impulsivas e ferozes, mas posso estar errado. Achei que a história não ousou em nada, simplesmente foi narrada mais uma luta de dragão contra soldados. A comparação entre as mortes causadas pelos humanos e causadas pelos dragões foi interessante, mas mal direcionada e executada.

  10. José Leonardo
    8 de março de 2016

    Olá, Draco.

    Gostei de como o conto se desenvolveu a partir do ponto de vista do dragão. A figura mitológica contém em si certa aura de perenidade, de sujeito acompanhante da história das Eras, para além de uma fornalha animal solapadora de vidas e construções. Há um pouco disso, aqui — o dragão recordando tempos passados nesse seu despertar.

    O desenvolvimento versa, penso eu, a respeito da brutal diferença de força entre os lados antagônicos (dragões e homens) e o resultado inevitável de tal confronto. O dragão não esconde seu orgulho e a vontade de destroçar uma raça que julga, amparado pelo registro dos séculos, como inferior.

    Há pouquíssimos erros ortográficos (onde pude perceber) e o estilo flui, não tem travas. Tem quase as características de apontamentos diarísticos (“Um dia na vida de um dragão” também não seria um título ruim), o que, a meu ver, prejudica um pouco o impacto e a força literária.

    Boa sorte.

    • Bernardo Stamato
      16 de abril de 2016

      Boa vou procurar diminuir as características de apontamentos diarísticos! Obrigadão pela força!

  11. Wender Lemes
    6 de março de 2016

    Olá, Draco. Seu conto é o décimo primeiro que avalio nesta primeira fase do desafio.

    Observações: tradicional fantasia dos RPG’s com dragão, guerreiros, magos e curandeiros tentando derrotar a besta e vencer a própria impotência. Confesso que torci pela derrota do dragão e seu ego inflado.

    Destaques: a história contada pela perspectiva do monstro é uma estratégia interessante para sair um pouco do comum. Encaixou-se bem no tema, não percebi erros de ortografia.

    Sugestões de melhoria: sugiro, da próxima vez, ousar um pouco mais. Fora a parte da narração do ponto de vista do dragão, a história não foge muito do previsível. O dragão é o mesmo sacana fódão do início ao fim. Você demonstrou dominar muito bem a técnica, mas realmente não consegui simpatizar muito com o desenvolvimento da história.

    Parabéns e boa sorte no desafio!

    • Bernardo Stamato
      16 de abril de 2016

      Ok, vou procurar ir além e narrar mais do que uma cena tão focada da próxima vez. Obrigadão pela dica!

  12. angst447
    6 de março de 2016

    Logo, percebemos que o narrador é um dragão. Não creio que fosse intenção do autor estender o suspense quanto a identidade. Um ser sarcástico e cruel, despertado do seu estado tedioso.
    Gosto das frases mais curtas,contundentes.
    Apesar do conto ser longo e sem quase diálogos, a leitura não se tornou enfadonha. A fantasia está presente, claro.
    Não encontrei erros fugitivos da revisão.
    Boa sorte!

    • Bernardo Stamato
      16 de abril de 2016

      Dá até um alívio ler um comentário puramente elogioso! =D Obrigadão pela força!

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Publicado às 5 de março de 2016 por em Fantasia - Grupo 1 e marcado .