EntreContos

Detox Literário.

O Bardo Mais Chato do Mundo (Daniel Martins)

Cadê meu unicórnio?

– Eu disse que não deveríamos ter entrado naquele portal – Resmungou Conrad, que sempre fazia questão de pontuar os erros do grupo.

– Você poderia ter dado sua opinião antes de entrarmos –Retrucou Ericksen em resposta ao bardo ranzinza.

Suzanne se preocupava em descobrir onde estavam. A elfa analisava a vegetação e não conseguia reconhecer uma só plantinha. Estavam com certeza muito longe de casa, talvez estivessem até mesmo em um mundo diferente do seu. Conrad permanecia reclamando:

– Eu sabia que aquela feiticeira era furada. Por que ela ia ajudar a gente mesmo?

– Ela nos pediu para encontrar um amuleto em troca dessas informações, lembra-se? – Acrescentou Edra, a bárbara que ainda não havia se pronunciado e preocupava-se mais em proteger o grupo de eventuais perigos.

– E vocês acham que vamos achar um rubi amarelo aonde mesmo? – Perguntou olhando os bolsos de sua roupa.

– Se você acha que pode estar com você, posso ajudar a vasculhas as cavidades. – Disse Edra com irritação.

– Calma aí amiguinha. É que eu aprendi a nunca confiar numa pessoa que consiga soltar um raio pelas mãos sem se queimar – Respondeu Conrad enquanto cutucava o mago Ericksen com o cotovelo.

Não foi a primeira vez que o bardo disse ou fez algo estúpido. Três dias atrás eles tiveram que enfrentar uma horda inteira de orcs apenas porque ele não conseguiu permanecer em silêncio. Semana passada, quase foram presos depois que Conrad ofendeu a filha de um xerife, obrigando-os a se desfazer de um grande número de peças de ouro no pagamento de sua fiança.

Conrad era o que podemos chamar de “mal necessário”. O rei das terras do Norte havia convocado desesperadamente um grupo de heróis capazes de trazer de volta seu unicórnio preferido. O animal havia sido levado por um grupo de ladrões, interessados em usar seus dons mágicos na prática de outros crimes.

Parecia uma missão simples. Achar os gatunos, espancá-los até a morte, resgatar o unicórnio e trazê-lo de volta. Ou assim imaginaram Edra, Suzanne e Ericksen quando se apresentaram para a tarefa.

As complicações começaram quando o rei Julius oitavo explicou-lhes porque não mandava seu exército atrás dos ladrões. Aquele raríssimo unicórnio só poderia ser controlado por quem tivesse a raiz de uma planta chamada apiaqueira. E a única disponível havia sido levada junto com ele.

E apiaqueiras crescem como mato? Claro que não. Elas são raríssimas.

Mas então por que foi preciso que um bardo se juntasse ao grupo? Por causa de um dragão. Por que será que sempre tem um dragão guardando ou dormindo em cima daquilo que mais precisamos?

Conrad era insuportável. Contava o tempo todo histórias duvidosas sobre suas conquistas e feitos, tocava uma flauta transversal como quem sacrifica um gato e era terrível com as mulheres. Alguém, algum dia deve ter-lhe dito que era um homem atraente e ele acreditou, pois quase sempre ele saia das tavernas com a cara avermelhada por algum tapa desferido por alguma dama ofendida.

Apesar de tudo isso, ele era o único capaz de fazê-los passar incólumes por aquele dragão. Outros bravos heróis já haviam tentado derrotá-lo, mas terminaram assados pelas chamas vomitadas pelo bicho. A única possibilidade eram colherem as raízes da apiaqueira enquanto Conrad colocava a fera para dormir sob sua melodia de qualidade duvidosa.

 

Lista de compras

Os quatro caminhavam lentamente por algo que poderia ser definido como uma floresta. Havia árvores e vegetação, mas as folhas não eram verdes, e sim de um tom próximo ao violeta. O sol vermelho brilhando tímido acima deles talvez fosse a explicação. Suzanne começou a se lembrar das histórias de seu avô sobre um lugar como aquele. Um mundo perdido, habitado por seres diferentes dos que conhecíamos. Conrad interrompeu:

– O velho disse o nome desse pardieiro?

– Eu estava tentando lembrar – respondeu irritada a Elfa que empunhava seu arco, preparada para qualquer surpresa.

– Vejam! Tem alguma coisa se mexendo atrás daqueles arbustos – Alertou Ericksen enquanto preparava mentalmente um feitiço de ataque.

Suzanne apenas sinalizou com a cabeça para Edra que sacou sua espada de duas mãos e permaneceu de frente para a mata, como um rebatedor de beisebol a esperar pelo lançamento.

Enquanto isso, a elfa embrenhou-se nos arbustos com a sutileza característica da sua raça e encurralou quem estava ali escondido, obrigando-o a se revelar.

Um homenzinho de não mais de meio metro saiu dos arbustos pedindo por todos os deuses para que não o machucassem. Vendo que era inofensivo, Conrad se pôs à frente de Edra e sacou sua adaga, apontando-a para ele em posição imperativa.

Era uma figura deveras interessante. Parecia uma miniatura de elfo, só que mais gordo e desajeitado. Os pés descalços eram excessivamente peludos e sujos. O bardo fez a primeira pergunta:

– O que houve com o seu pé?

– O que houve com a sua cara? – Respondeu irritado.

– Queira nos desculpar, homenzinho. – Disse Edra, contornando a situação. Era bastante irônico que a bárbara, uma máquina de moer carne ambulante conseguisse ser mais educada que aquele magricela e sua flauta. De qualquer forma funcionou:

– Não sou um homenzinho. Sou um hobbit. – Disse ele ainda olhando torto para Conrad.

Ericksen quis saber o nome do hobbit. Ele respondeu que era Louc. Suzanne foi direto ao ponto:

– Louc, nós estamos numa missão. Precisamos encontrar raízes de apiaqueira. Sabe onde encontramos uma?

– Claro que sei. Apiacas estão entre as frutas mais apreciadas pelo meu povo, mas vocês não vão querer ir até lá.

– Por causa do dragão? – Sugeriu Edra.

– Isso mesmo – confirmou o Hobbit, que fez uma proposta ao grupo:

– Eu lhes digo onde encontrar a árvore e vocês me trazem algumas frutas?

– Devíamos ter feito uma lista de compras – Resmungou Conrad. – Deixa eu tomar nota. Um unicórnio, Raiz de apiaqueira, um rubi amarelo e agora frutas. Alguém lembrou de trazer uma mula?

– Ela está entre nós! – Exclamou Edra tirando sorrisos dos outros.

Assim que o trato foi fechado, Louc mostrou o caminho a seguir. Bastava olhar para a montanha mais alta, aquela que estava parcialmente encoberta pelas nuvens. Dragões não costumam vivem numa estalagem próxima à praia.

 

O fruto da Apiaqueira

Chegar ao topo daquele monte não foi nada fácil. Era possível chegar até a metade do caminho circundando a montanha, mas do meio em diante, era preciso escalar.

Suzanne ia à frente, martelando os pinos e amarrando a corda. Ericksen seguia logo atrás, controlando o vento com sua magia para que não os derrubasse, e finalmente, vinha Edra carregando Conrad nas costas, já que o Bardo quase caíra para a morte certa por duas vezes antes de receber auxílio.

Foram necessárias várias horas até alcançarem o cume da montanha, mas nada de dragão até aquele momento.

Quando visualizaram o topo, viram apenas uma árvore de proporções gigantescas, cujas raízes grossas penetravam no chão como as garras de um felino e cujas folhas avermelhadas formavam uma copa extraordinária.

O tamanho da árvore era um problema. Cada apiaca, o fruto da apiaqueira era do tamanho de uma melancia e haviam prometido levar algumas para Louc. Também precisavam das raízes com as quais a feiticeira lhes faria o elixir para enfeitiçar o unicórnio. Mas não havia nenhum sinal de alguma gema amarelada, a taxa cobrada pela bruxa pelo serviço de abrir o portal e preparar o elixir.

Desconfiados, começaram a coletar o que podiam, Ericksen cortava algumas raízes enquanto Edra colhia frutas. A corda usada para subir agora era trançada numa espécie de sacola onde cinco apiacas foram amarradas.

Tudo ia bem até que Conrad se afastou do grupo procurando por um lugar para descansar. Por sobre o chão barrento havia uma pedra alaranjada. Sentou-se sobre ela, assustando-se quando a pedra se mexeu.

Não deu tempo para o Bardo reagir a tempo de não ser derrubado. A “pedra” onde havia se sentado era a cauda de um dragão de tamanho considerável que os encarou de forma demoníaca antes de levantar voo.

– O rubi amarelo! – Disse Suzanne ao perceber que um dos itens de sua “lista de compras” era o pingente do colar usado por um lagarto voador gigante.

A próxima meia hora após esse incidente foi dedicada ao combate. Se é que se pode chamar de combate quando quatro pessoas tentam desesperadamente não morrerem fritos pelo hálito de um dragão.

 

Churrasco

Ericksen não podia atacar. Ele precisava usar toda a sua concentração no feitiço de proteção que envolvia o bardo, de cócoras no chão a tapar os próprios olhos.

Suzanne se esquivava com maestria das baforadas enquanto tentava jogar flechas de volta. Infelizmente, as fechas eram defletidas pela couraça da criatura como se fossem bolinhas de papel atiradas contra uma parede.

A única capaz de realizar algum estrago era Edra e sua espada de duas mãos. O difícil era atingir um bicho maior que um elefante e que alçava voos rasantes em alta velocidade.

A última esperança residia em Conrad. Ele precisava tocar sua flauta e adormecer a criatura, mas o bardo tremia de medo como motor à etanol numa manhã gelada. Foi só depois de muito tempo e muitos gritos desesperados do grupo que ele finalmente sacou seu instrumento e começou a tocar.

Conrad podia ser um imbecil, mas não é que ele era mesmo capaz de colocar aquele monstro para dormir? Só era difícil de saber se o bicho adormecera graças ao efeito mágico da flauta ou porque não aguentava mais ouvir aquele som horrível.

Com o dragão tirando uma soneca, houve tempo para o grupo fazer a feira. Suzanne retirou a gema do gigantesco animal, que pareceu enfraquecer quando ela lhe foi tirada. Correram desesperadamente descer a montanha, acreditando que teriam tempo até que o monstro acordasse.

Infelizmente, tão logo Conrad parou de tocar a flauta, o dragão despertou e começou a procurar por eles. Ericksen preparou, às pressas, um feitiço de proteção e conseguiu proporcionar aos outros uma descida segura até o meio da montanha. Era hora de Conrad retribuir o favor e tocar novamente para adormecer o dragão, mas, uma vez em segurança, o bardo começou a correr montanha abaixo, deixando seus companheiros para trás.

Não demorou até que o mago se esgotasse e fosse encurralado pelo dragão. A criatura, que diminuía de tamanho a cada minuto, ainda tinha força suficiente para uma baforada certeira que transformou Ericksen em cinzas.

Numa atitude heroica, o mago teve tempo de jogar a sacola com as raízes de apiaqueira para os amigos. Suzanne agarrou o pacote e puxou Edra consigo para a fuga. Chorariam em outra oportunidade a perda do amigo.

Mas o dragão não estava satisfeito. Já estava na metade do tamanho original e parecia uma questão de tempo até que sucumbisse, mas havia um alvo. Um homenzinho magricela corria amedrontado montanha abaixo e foi na direção dele que o dragão seguiu.

O bicho tentou uma última labareda, mas seu fôlego se esgotara. Conrad se salvaria depois de ter traído seu grupo?

Tudo indicava que sim, embora o dragão tenha optado por um último ataque desesperado. A criatura colocou toda a sua energia numa última investida, porém passou longe de atingir o alvo. O imenso lagarto voador se chocou contra a montanha, provocando um pequeno terremoto e um desmoronamento de rochas.

Edra e Suzanne, que haviam ficado para trás, estavam longe do alcance das pedras, mas Conrad estava logo abaixo. Ele foi soterrado por uma pilha de escombros e, aparentemente, nada mais podia ser feito.

Mas a bárbara não parecia convencida de que aquela era uma situação definitiva. Deixando o embrulho de apiacas no chão, a mulher correu com todo o seu vigor em direção à pilha de rochas e começou a removê-las uma por uma. Suzanne não entendeu a atitude da amiga. Conrad não era um amigo, além de ser provavelmente o bardo mais chato que conhecera em sua vida, por isso, a elfa apenas se aproximou daquela cena.

Quando Edra terminou de remover as pedras, que não eram poucas, encontrou o corpo de Conrad ainda íntegro. Ela se virou para Suzanne e disse:

– Será que ele ainda está vivo?

A elfa chegou mais perto e aproximou a mão das narinas de Conrad respondendo sorridente em seguida:

– Sim. O desgraçado sobreviveu. Ainda está respirando.

Naquele momento, Edra desembainhou sua espada de duas mãos e desferiu um único e certeiro golpe no pescoço de Conrad, atirando a cabeça para alguns metros longe do corpo. Ela sorriu para a amiga e disse:

– Me desculpe a pressa, mas eu precisava ter certeza que o desgraçado estava mesmo morto!

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15 comentários em “O Bardo Mais Chato do Mundo (Daniel Martins)

  1. Pedro Teixeira
    29 de março de 2016

    Interessante esse clima de “Caverna do Dragão”, mas curto mais narrativas impessoais, acho que o tipo de observação feito aqui ficaria melhor em um conto narrado em primeira pessoa. Há um clima de humor negro até bacana, mas o final foi um pouco apressado e achei que a atitude da personagem não condizia muito com o comportamento apresentado por ela até então. Parabéns pela participação!

  2. Anorkinda Neide
    25 de março de 2016

    Olá! Então A caverna do dragão, voltou! hehe
    Não deixa de ser uma adorável inspiração!
    O texto é bom, flui e nao cansa.
    Mas.. é mais do mesmo, mesmo com o final cheio de pré-julgamentos!
    Mas a historia é sua, respeito-a.
    Aliás, final não , né.. ainda precisamos salvar o unicorninho! rsrrs
    Abração!

  3. Tiago Menezes
    17 de março de 2016

    Olá Patolino, tudo bem? Olha, achei seu conto agradável de se ler. Senti uma grande nostalgia ao relembrar os tempos em que eu jogava rpg de mesa. As ações dos personagens forma bem divertidas, principalmente do Bardo, porém achei que você poderia ter se aprofundado mais neles, talvez incluindo um pouco mais de diálogo. a trama foi interessante, apesar de ser muito clichê no meio do rpg. Tirando um ou dois erros de escrita, no geral foi um ótimo texto. Ah sim, achei a parte do “motor à etanol” meio deslocada, visto que em um mundo de fantasia no estilo medieval essa comparação não poderia ser feita. De qualquer forma, parabéns e boa sorte.

  4. Pedro Arthur Crivello
    17 de março de 2016

    o texto “o bardo mais chato do mundo” , tem alguns pontos interessantes, porem tenho mais críticas ,construtivas, mas infelizmente negativas

    Enquanto à história, ela não me prendeu muito e pareceu incompleta, pois a missão de recuperar o unicórnio foi esquecida, como a morte de um personagem relevante como erickssen foi rapidamente esquecida (mesmo no calor da luta, deveria ter uma descrição maior, um momento que mostra-se a relevância da morte do personagem, achei vazia de significado, para um personagem que estava desde o começo na trama).

    A narrativa tem alguns detalhes que não enriqueceram o texto, e para mim geraram estranhamento. Usou algumas descrições fazendo referências modernas como “mas o bardo tremia de medo como motor à etanol numa manhã gelada.” sendo que você descreve um lugar em que motores não existiam e talvez nunca existiram (você não deixa nenhum indicio de modernidade)

    sua gramática parece correta, mas ainda senti falta de uma riqueza de detalhes maior, como descrição das características físicas dos personagens, ou mais tensão no embate do dragão.

    você usou um universo próximo do rpg, achei isso interessante , com todas as criaturas de um rpg possivel , é uma história mais leve de ler admito , na minha percepção faltou um pouco de tensão.

  5. Tiago Volpato
    17 de março de 2016

    Gostei pelo texto ter uma linguagem simples, tornando a leitura bem agradável. Achei que a aventura tem um estilo videogame de ser, o que ganhou pontos comigo, achei que combinou com o tema do desafio, e contribuiu para uma história bem descontraída. Por outro lado, achei a história um pouco carregada de cliches, o que prejudicou um pouco, os subtítulos achei que mais atrapalharam do que acrescentaram em alguma coisa. O final ficou muito corrido, deixando transparecer que o autor estava chegando no limite de palavras e teve que resolver tudo de uma vez. Isso prejudicou, achei o final fraco, senti que você precisava ter explorado mais a chatice do bardo, não nos deixou felizes, nem triste com a sua morte.

  6. Laís Helena
    13 de março de 2016

    Enredo (1,5/2)

    Vi aqui uma brincadeira com vários clichês da fantasia e, no geral, gostei. O único ponto que me incomodou foi que não ficou tão claro por que o dragão estava diminuindo de tamanho. Ericksen preparou um feitiço de proteção, mas não foi especificado o que ele fazia, mas cheguei à conclusão de que servia para diminuir o dragão (ou foi o efeito da música?). Gostei do final.

    Narrativa (1/2)

    O estilo de narrativa escolhido se enquadrou na proposta, entretanto, algumas coisas me incomodaram, como algumas frases que ficaram um tanto longas, especialmente após os diálogos, o que quebrou um pouco a fluidez.

    Além disso, há deslizes para o tempo verbal presente (como por exemplo nessa frase: “Conrad era o que podemos chamar de “mal necessário””; o “podemos” está no presente, enquanto todo o restante do texto se encontra no pretérito).

    Os subtítulos podiam estar destacados de alguma forma (em negrito ou itálico, por exemplo), pois da forma como estão causaram confusão (só notei que “Cadê meu unicórnio?” era um subtítulo quando cheguei em “Lista de compras”). Mas creio que isso seja mais uma limitação de formatação do site do que um deslize cometido pelo autor.

    Personagens (1,5/2)

    Entendo que dentro da proposta mais cabiam personagens que são estereótipos em vez de algum que tenha uma personalidade bem caracterizada e mais profunda. Eles se resumem aos seus papéis, o que trouxe o ar cômico de que a história precisava. Eu só achei que faltou enfatizar um pouquinho mais uma característica da personalidade de cada um (exemplo: a seriedade do mago, a bárbara que só resolve problemas no soco), o que os teria tornado ainda mais caricatos.

    Caracterização (2/2)

    Neste tópico eu pretendia analisar o worldbuilding e sistema de magia (o que desse para ser explorado dentro de um conto, claro), entretanto, isso não se encaixa muito em seu conto. Posso dizer, entretanto, que seu conto apresentou alguns elementos interessantes quanto ao worldbuilding (como a floresta mágica e misteriosa) que contribuíram para a construção do clima caricato.

    Criatividade (2/2)

    Apesar de comédia não ser meu tema favorito, me diverti lendo e gostei da maneira como você utiliza os vários clichês.

    Total: 8

  7. André Lima dos Santos
    9 de março de 2016

    Estamos diante de um texto que possui diversos erros ortográficos, gramaticais e de digitação. Não fosse por isso, o conto certamente seria avaliado com mais carinho pelos leitores. Revisar SEMPRE.

    Sobre os elementos da narrativa, o autor preferiu utilizar a estratégia de lançar o INCIDENTE INCITANTE logo nos parágrafos iniciais, fugindo do modelo clássico de desenvolver os personagens a priori. O desenvolvimento ficou bem bacana. Ponto positivo, ao meu ver, é o conjunto de diálogos leves e divertidos. Certamente o conto se destina ao público infantil. O que não me agradou muito foi a pouca atenção que o autor deu à CRISE, jogando-nos diretamente ao CLÍMAX, que também merecia um capricho a mais. A RESOLUÇÃO foi divertida e cumpriu ao que o texto se propôs.

    Sem muita complexidade, com uma TRAMA bem clichê, o conto não me agrada por inteiro, o que me faz classificá-lo como RUIM. Mas ficam as dicas para o autor.

  8. Gustavo Aquino Dos Reis
    9 de março de 2016

    Gostei do tom bem humorado do conto. Achei a divisão dos capítulos original, mas devo dizer que não me pareceu adequada ao andamento da história. O trabalho apresenta personagens definitivamente bem construídos. O final tragicômico ficou legal, mas confesso que fiquei com pena do Conrad.

    O conto precisa de uma pequena revisão, principalmente na pontuação de alguns diálogos.

    Hobbits!

  9. José Leonardo
    7 de março de 2016

    Olá, Patolino.

    É um enredo inteligente, divertido, com toques pontuais de ironia, além de escapar das obviedades que um mote busca — montanha — dragão de vez em quando estampam. No entanto, fiquei com a sensação de que o conto “prometia” mais e terminou demasiado abrupto, a morte do bardo irritante (que tanto se assemelha aos amigos chatos de todos os tempos e indivíduos) selando um enredo que poderia se desenvolver na busca do unicórnio e confronto com os salteadores.

    Mesmo assim, vê-se que o autor tem amplo domínio da língua e dentro da proposta (priorizando o bardo e sua eterna arte de irritar os outros), é um texto bem arquitetado. Não notei erros gramaticais. Creio que poderia dar mais destaque aos subtítulos, negritando-os por exemplo.

    Boa sorte.

  10. Wender Lemes
    6 de março de 2016

    Olá, Patolino. Seu conto é minha primeira leitura neste desafio. Certamente, enquadra-se no tema. Lembrou-me, de cara, “A Caverna do Dragão”.

    Observações: talvez tenha sido um problema comigo, acabei esperando mais do conto do que ele realmente me apresentou. Não vejo como um problema você ter usado apenas metade do limite de palavras, era uma opção, mas acho que preocupou-se demais com manter-se dentro do tema e poderia ter usado o restante desse limite para desenvolver melhor os personagens ou terminar a trama.

    Destaques: a pegada tragicômica (principalmente em relação ao bardo) é interessante, você possui uma boa gramática, o conto é bom e tem potencial para ficar bem melhor.

    Sugestões de melhoria: levar a trama até o fim (cadê meu unicórnio?); expor os personagens a mais situações, aprofundando-os, para que o leitor possa se afeiçoar a eles e sentir quando eles morrerem (é uma dificuldade que também tenho, então te entendo); por fim, sugiro também uma pequena revisão para corrigir detalhes como “A única possibilidade eram colherem”(a possibilidade era).

    Perdão se pareci tão chato quanto Conrad nesse comentário, realmente vejo potencial no seu conto. Parabéns e boa sorte no desafio!

  11. Carlucci Sampayo
    6 de março de 2016

    Começando pelo final, achei surpreendente! A movimentação de todo o texto é excelente, com a perfeita descrição da missão encomendada meio que às pressas; revelando algo de cômico e heroico nos quatro integrantes da jornada para todas as tarefas propostas; cujo encandeamento deixa o texto mais intrigante. Todos os personagens incidentais têm função importante e a cada novo passo dos personagens principais é renovado o papel de cada um destes e, neste passo, a história cria força e objetividade. O linguajar jovem e despreocupado em meio aos desafios da missão, as questões individuais de cada um do grupo e suas habilidades e dificuldades – tudo isto traça um enredo fantástico e diferente que sobressai-se em meio ao cenário. Mesmo que a luta contra o dragão tenha sido brevemente descrita, sua força reside no empenho de cada um, à sua maneira e a vitória final, de onde destaca-se a ação rápida e inusitada de Edra; deixa ao leitor a sensação de que ainda pode acontecer muita coisa. Texto leve, bem humorado e com os recheios mágicos necessários a uma boa fantasia. A figura do hobbit parece destoar um pouco do quarteto, mas, pelo que tudo indica, sua função esgota-se na informação e na encomenda. A lista de compras foi uma ótima sacada e um meio inteligente e divertido de constar tudo o quanto era para a jornada ser bem sucedida! Bastante criativo! Nota 9,5.

  12. angst447
    6 de março de 2016

    Encontrei alguns lapsos cometidos na hora da revisão:
    – (…) achar um rubi amarelo aonde > ONDE
    – (…) posso ajudar a vasculhas > VASCULHAR
    – Calma aí amiguinha.> Vírgula depois de aí, separando o vocativo
    – A única possibilidade eram > ERA
    – Dragões não costumam vivem > VIVER
    Algumas vírgulas estão faltando, também.
    O tema Fantasia foi abordado com sucesso.
    Os diálogos agilizam a leitura, evitando o marasmo na narrativa
    O final quase surpreendente, mas com toque de humor, fechou bem a trama.
    Boa sorte!

  13. Rodrigues
    6 de março de 2016

    Achei a narração bem espontânea e gostei de todos os elementos criados, personagens, cenários e outras criaturas. A história é simples e lembra um episódio do desenho Caverna do Dragão, fiz a associação por causa do personagem Conrad, que muito lembra o Eric – que consegue ser simpático e engraçado mesmo sendo um covarde falastrão. Dentro da proposta que o conto busca apresentar, achei bom.

  14. Renan Bernardo
    6 de março de 2016

    Achei bastante batida a ideia. Segue uma trajetória que lembra mais uma quest bem simples de um RPG. Também encontrei vários problemas de ponto de vista entre os personagens, e acredito que não foram intencionais. Ainda assim, o autor tem uma escrita decente e um bom vocabulário. Tem potencial para melhorar bastante.

    Nota: 5,5

  15. Antonio Stegues Batista
    6 de março de 2016

    O texto está bem escrito, frases corretas, com um pequeno erro, de digitação,creio, porém, achei que os personagens ficaram mais para um conto de fadas infantil do que uma estória de Fantasia para adultos. Também achei estranho as frases: “rebatedor de beisebol a esperar pelo lançamento”, “máquina de moer carne”, “motor à etanol”. Com esses elementos no texto, supõe-se existir na época em que se passa a estória. Se foi proposital ou não, deixou a estória menos séria.
    NOTA- 7,5

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Publicado às 5 de março de 2016 por em Fantasia - Grupo 1 e marcado .