EntreContos

Detox Literário.

A neblina, o bosque e a montanha (Phillip Klem)

A neblina o bosque e a montanha

Caleb abriu seus olhinhos devagar, piscando com dificuldade para a luz cálida que banhava o lugar onde estava. Que lugar era aquele, afinal? Tudo o que o menino conseguia ver era uma neblina densa e úmida, que causava um arrepio gelado. Tentou sentar, mas não sabia nem se estava deitado. Não sentia o que era em baixo ou em cima. A luz parecia vir de todos os lados. Procurou lembrar-se de alguma coisa, qualquer coisa, mas não conseguiu. Não fazia ideia de quem era, de onde estava e nem de como foi parar ali.

 

* * *

Este conto faz parte da coletânea “Devaneios Improváveis“, Quarta Antologia EntreContos, cujo download gratuito pode ser feito AQUI.

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31 comentários em “A neblina, o bosque e a montanha (Phillip Klem)

  1. ram9000
    2 de abril de 2016

    O conto falha no quesito “surpresa”: durante a trama o leitor é capaz de prever o que o desfecho apresenta. Um bocado longo, com alguns elementos desnecessários. A escrita está apropriada ao tema. Acho que uma revisão para tentar deixar uma pouco mais nebulosa a realidade que o desfecho apresenta, além de retirar um excedente sem grande função na história por dar mais velocidade ao conto.

  2. Evandro Furtado
    2 de abril de 2016

    Taí, curti. Aquela velha estratégia de balancear realidade e fantasia em dois planos paralelos. Funcionou bem aqui, mas em alguns momentos senti que ficou meio piegas. Acho que esse sentimento se dá, sobretudo, porque tenho visto uma certa insistência no desafio em contos de fadas/histórias infantis. Acho que é um gênero super-válido, mas sou da turma que defende um texto reflexivo para todas as idades.

  3. Wilson Barros Júnior
    1 de abril de 2016

    Um conto de Fadas, estilo Grimm moderno, com direito a Trolls. Como em Neil Gaiman, o conto parece sempre ocultar algo psicológico, mais profundo, atrás dos monstruosos trolls. A mulher na poltrona é tipicamente “freudipiana”. Mais um conto que confunde a realidade e a fantasia. Bem feito, parabéns.

  4. André Lima dos Santos
    1 de abril de 2016

    Olá autor, tudo bom?
    Primeiro gostaria de salientar que encontrei apenas dois erros de revisão. Primeiro na repetição de que um vazio estava preenchendo o peito do menino, nos primeiros parágrafos; e segundo para a palavra monstro escrita sem o N, lá pro meio do conto.
    Fora esses dois errinhos, o conto está muito bem escrito. As contrações frasais foram muito bem escolhidas.
    O autor optou por lançar o incidente Incitante logo nos primeiros parágrafos, o que particularmente me agradou muito. Adoro contos que começam obscuros, com clima de suspense. Um clímax razoável (Achei que o combate poderia ser mais detalhado) e uma trama boa, mas com uma resolução bem previsível. No início do conto já joguei essa possibilidade no ar, coisa que no meio do conto já deu pra confirmar.

    Não fosse pela resolução ter sido jogada ao leitor antes da hora (Sempre digo que o plot twist é algo perigoso) este conto seria excelente. Mas o classifico como bom.

    Boa sorte no desafio!

  5. Leonardo Jardim
    1 de abril de 2016

    Minhas impressões de cada aspecto do conto:

    📜 História (⭐⭐⭐⭐⭐): muito boa! Achei que a trama funcionou perfeitamente, as informações foram dadas aos poucos e as peças montadas gradualmente. A revelação do fim não chegou a ser uma reviravolta, pois já havia presumido en algum ponto do texto, mas encantou mesmo assim. Uma bela história infanto-juvenil.

    📝 Técnica (⭐⭐⭐▫▫): o autor sabe contar uma história e descrever ambientes e cenas. Porém, podia trabalhar um pouco mais na revisão. Seguem alguns trechos que anotei para comentar e ficam mais como dicas que críticas:

    ▶”Sua respiração ardia e seus olhos lacrimejavam”. Reparei um excesso no uso de “seu/sua”. Umas das coisas que aprendi aqui no EC é evitar, pois além da sonoridade feia, pode gerar sentido dúbio (mas sempre escorrego nisso também).
    ▶”parecia ser uma floresta, ou um bosque”. Sempre entendi que floresta e bosque eram sinônimos.
    ▶”Por que chora (vírgula) pequena criatura?”. Antes do vocativo, vírgula.
    ▶”Galvin não queria assustar ― disse o homenzinho (ponto) ― Galvin só ficou preocupado”. Esse problema de pontuação no diálogo ocorreu em outros trechos. Dê uma lida nisso aqui pra entender melhor como funciona: http://www.recantodasletras.com.br/artigos/5330279
    ▶”não estava mais na *clareira*, mas sim em um cômodo pequeno e quente, que cheirava a lenha queimada. O anão caminhou até a *lareira* e pegou a *chaleira* que ali fervia, derramando um pouco de chá numa xícara de *madeira*”. Leia essa frase em voz alta e perceba que a repetição da terminação “eira” (4x) incomoda bastaste. Nesse caso, opte por sinônimos.

    Corrigindo essas bobeiras, teremos um texto muito bom.

    💡 Criatividade (⭐⭐▫): o mote principal (imersão num mundo fantástico como metáfora para problemas reais) é criativo, mas alguns elementos (anões, troll, etc.) são comuns.

    🎯 Tema (⭐⭐): fantasia clássica, mas contada de forma que pode parecer real.

    🎭 Impacto (⭐⭐⭐⭐▫): gostei muito do texto, mas o impacto final não foi completo, pois já havia intuído o que estava acontecendo no meio do texto. Como já disse, ainda assim, o final emocionou.

    Parabéns pelo ótimo texto! 👏👏👏

  6. Thomás Bertozzi
    31 de março de 2016

    Um conto muito bonito. Os mistérios são revelados aos poucos e isso prende a atenção do leitor.
    As pitadas do “mundo real” colocadas aqui e ali fornecem algum chão para a história e estimulam a imaginação.

  7. Gustavo Aquino Dos Reis
    31 de março de 2016

    Excelente conto e de uma qualidade ímpar. A história transita no onírico, no maravilhoso, flana pela Alta Fantasia e deságua no Realismo Mágico. Gostei muito.

    Parabéns pelo excelente trabalho.

    Boa sorte no desafio.

  8. Gustavo Castro Araujo
    30 de março de 2016

    Gostei muito do conto. A atmosfera onírica que o permeia é fantástica na melhor acepção do termo. Sim, é um texto infanto-juvenil mas que tem a qualidade de atrair mesmo os leitores adultos e já calejados (eu ia dizer “aqueles que já passaram dos 40”, mas achei que isso poderia ferir suscetibilidades, rs). Há um encantamento natural e que em instante nenhum soa forçado, com foco na amizade bem construída entre Caleb e seu pequeno amigo Galvin.

    Poderia dizer, entretanto, que faltou um tantinho de ousadia no desenvolvimento da história – metáforas de efeito, alusões poéticas – mas isso não tira o mérito do autor que, por opção, preferiu jogar luzes nos sentimentos conflitantes vividos pelo protagonista.

    Nesse aspecto, a narrativa, que já vinha num ritmo interessante, ganhou cores ainda mais fortes no fim, quando Galvin se sacrifica pelo amigo. Não esperava essa reviravolta e creio que isso tornou o texto ainda melhor. O fato de o menino “ver a si mesmo ouvindo histórias da mãe” já era esperado, mas a notícia de que tudo decorrera de um transplante de coração, não. Por isso não há como negar que o arremate é perfeito.

    Não creio que este conto, apesar de todas essas qualidades, seja o campeão deste desafio. No entanto, acredito que se o autor o inscrever num certame infanto-juvenil, teria muitas chances de êxito. Talvez fosse o caso de estendê-lo e transformá-lo numa novela.

    Nota: 9

  9. Wender Lemes
    28 de março de 2016

    Olá, Jean. Esta é minha sexta leitura na fase final do certame.

    Observações: usar o onírico como respaldo para a fantasia é uma saída comum, mas o modo como é executada faz a diferença. Neste conto, você usa como plot twist final o esclarecimento de que a história ocorreu nos sonhos da criança em coma induzido durante a cirurgia de transplante de coração, o que é uma estratégia visível para sensibilizar o leitor – ainda assim, funcional.

    Destaque: embora não seja meu estilo preferido de contos, o que mais me sensibilizou não foi saber a situação real de Caleb, foram suas atitudes enquanto sonhava. O maior destaque, em minha opinião, é a bondade do protagonista e de seu amigo Galvin. As descrições também são muito bem feitas – outro ponto positivo.

    Sugestões de melhoria: não reparei e questões ortográficas que pudessem ser corrigidas, a revisão foi apurada. Como ocorre com outros contos que chegaram à fase final, o objetivo não é propor grandes reflexões, ou elaborar uma trama com mais reviravoltas que a segunda temporada de “Demolidor”. O que se intenta é ganhar o leitor através da sensibilidade, e não consigo pensar em um modo de mudar/melhorar isto no seu conto.

    Parabéns e boa sorte no desafio.

  10. Claudia Roberta Angst
    28 de março de 2016

    Conto longo, mas os diálogos agilizaram a leitura. Não encontrei lapsos de revisão ou entraves na linguagem empregada. A narrativa flui com facilidade, como um conto de fadas.
    O menino, convalescendo de uma importante cirurgia, sonha ou delira com uma história fantasiosa. Suponho que tenha sofrido uma cirurgia cardíaca ou até mesmo um transplante.
    Achei o final bem poético, com um tom delicado que combina com os sonhos infantis. Eu já tinha adivinhado que a mulher mais linda do mundo era a mãe. mas isso não estragou a surpresa final.
    Boa sorte!

  11. catarinacunha2015
    28 de março de 2016

    O COMEÇO já nos situa na VIAGEM infantil. O FLUXO, que poderia ser mais enxuto para o pequeno leitor, é envolvente e faz das tripas coração para falar da luta do bem contra o mal de forma “fofa”; e consegue. FINAL com surpresa apaixonante. Digno de um Chub. 9,7

  12. Rodrigues
    27 de março de 2016

    Meu personagem favorito do conto foi o homenzinho, bem engraçado, e a técnica utilizada em seus diálogos – comendo os artigos – foi bem criativa. Fora isso, achei a narrativa muito óbvia, o autor demora muito para chegar ao ponto em que quer, como no exemplo da caminhada de Caleb e do homenzinho ao encontro do Troll, achei cansativo. O excesso de dramaticidade ao final me fez gostar menos do conto.

  13. vitormcleite
    25 de março de 2016

    história bem escrita mas, desculpa-me, sem chama, pareceu-me que falta algo que abane o leitor. É só uma opinião. Lamento que a luta com o “gigante” não tenha importância na história, podia ser o elemento para dar suspense ao texto. Parece que te limitas a contar a história e falta sublinhar aqueles momentos de maior entusiasmo para agarrar o leitor.

  14. Renan Bernardo
    25 de março de 2016

    Muito bonita a história! Gostei do final, apesar de já ter percebido que era a mãe dele bem antes (mas não que ele estava fazendo um transplante). O significado dela é muito bonito. O autor tem bom vocabulário, soube fazer uma estrutura bem legal e dar vida aos personagens.

    Parabéns!

    Nota: 9,5

  15. Davenir Viganon
    24 de março de 2016

    Aqueles contos com final “ohhhhh”, além de surpreendente, foi muito tocante. Explicou tudo em poucas palavras. O menino sem coração adaptando o tradicional jornada do herói em sua cabeça e a própria escolha em uma aventura genérica para esconder uma camada mais profunda.
    Pela história ser toda uma Fantasia do menino, não colocaria estritamente como Fantasia, porque a parte mais importante da história se passa no mundo real, enfim, é 99% fantasia, mas aquele 1% de realidade.
    A história em si satisfaz muito ao fim da leitura. Os personagens são muito carismáticos e a escrita tem aquela dose de inocência e, mesmo não tendo lido os outros contos deste grupo deu pra ver porque passou de fase. O conto é muito bom! Emfim, me pegou.

  16. Carlucci Sampayo
    24 de março de 2016

    Um belo conto, cheio de fantasia e muita imaginação, com personagens que se integram num mesmo cenário fantástico. Representação interessante do amor materno, do amor humano e da capacidade de renovação sempre presente na natureza, transportando o tema para um evento significativo para o personagem. O transplante sendo a realidade pode ser maquiado com uma bela história de conto de fadas e assim, a beleza subsiste em uma história onde a magia é a tônica e faz com que tudo seja crível, possível. Descrições e narrativa bem construída, embora extensa. Talvez a leveza que se desejou dar ao texto tenha estendido a divagação, tornando-o mais extenso que o necessário; mas ainda assim, a composição tem peso e valor, sendo inovadora e bonita. Nota 9,5

  17. Pedro Teixeira
    24 de março de 2016

    Olá, autor(a)! Um belo conto, muito bem escrito e com uma trama excelente. Essa abordagem sentimental não é a minha preferida, o que não impede que esse seja um dos melhores contos do desafio que li até agora, na minha opinião, pela grande qualidade, técnica e segurança na narrativa, ótimas descrições e personagens bem desenvolvidos. Os clichês do estilo – personagens fofos,ou inteiramente bons ou maus, o mocinho fisicamente frágil contra o vilão poderoso, a vitória surpreendente – estão presentes, mas é algo que faz sentido no contexto em que é apresentado. O final não traz uma grande surpresa, tudo se encaminhava para um conclusão como esta, mas não deixa de ser uma trama bem amarrada, muito bem escrita e com ótima ambientação. Parabéns pela participação!

  18. Rubem Cabral
    24 de março de 2016

    Olá, Jean.

    Gostei do conto: tem um jeito de fábula infantil e os personagens são bem simpáticos. A trama é bem bolada e o final surpreende.

    A escrita é simples e bem correta, com apenas pequenos acertos de pontuação a fazer. A narração poderia ser um pouco mais densa ou rica, contudo, trazendo mais cor (ou a ausência dela) de forma mais clara ao leitor.

    Do conto só não gostei muito do início, com a famosa cena clichê de alguém desmemoriado acordando em um lugar desconhecido.

    Nota: 7,5.

  19. Laís Helena
    21 de março de 2016

    Narrativa (2/2)
    Sua narrativa é boa e, na minha visão, adequada para um conto infantil: nem detalhada demais nem de menos. Além disso, não notei nenhum deslize na revisão.

    Enredo (1,5/2)
    Acho que não consigo mais não me conectar com histórias infantis. Um YA (young adult) ainda consegue me prender e me divertir, mas uma história infantil não mais. Além disso, não gosto de histórias com a dicotomia entre bem e mal tão marcada, e muito menos quando chego ao final e descubro que foi um sonho. Mas não sei se seria justo tirar pontos aqui apenas devido ao meu gosto pessoal, pois seu enredo é bom, com mistério, ação e uma surpresa no final (ainda que eu não tenha gostado dela).

    Personagens (1,5/2)
    Não me conectei aos personagens pelo mesmo problema pelo qual não me conectei ao enredo: não sou o público dessa história. São personagens que se resumem ao papel que têm na trama, sem uma personalidade elaborada ou com desenvolvimento aprofundado, mas que dentro da proposta do conto, são adequados. Talvez Caleb tenha agido de maneira um tanto madura demais em alguns momentos.

    Caracterização (2/2)
    O seu conto tem uma caracterização mais genérica, com reinos, trolls e bem versus mal, mas, assim como no caso dos personagens, se encaixou na proposta, além de nada ter se destacado por soar inverossímil ou fora de lugar.

    Criatividade (1/2)
    Talvez eu não ligasse para os elementos clichês da história se o restante dela tivesse me cativado, mas, como já mencionado, não sou o público para ela, além de você ter escolhido justo os elementos de que menos gosto (como a história que se revela ser um sonho).

    Total: 8

  20. Brian Oliveira Lancaster
    21 de março de 2016

    OGRO (Objetivo, Gosto, Realização, Ortografia)
    O: Bem emocionante, com toques infantis aqui e ali. Apesar de ser apenas uma “projeção”, conseguiu captar bem o tema pretendido. – 9,0
    G: O tom de conto de fadas afasta alguns leitores, mas tentei ler como se fosse aqueles livros infanto-juvenis com uma pitada de moral da história no final. Gostei bastante do resultado, da melancolia, e do tom “aventuresco”. É um texto mais infantil, mas cativa. Há vários elementos típicos de jogos de tabuleiro e rpg. Apenas na troca de cenário (do vale para o castelo) achei a passagem um tanto corrida. O restante ficou ótimo. – 8,5
    R: Bem estruturado, com final de “sonho” que tantos odeiam, mas aqui faz bastante sentido e não “enganou” o leitor. Pelo menos, a mim, satisfez. – 8,5
    O: Notei algumas vírgulas fora do padrão, mas nada que atrapalhasse a leitura geral. – 9,0.
    [8,8]

  21. Pedro Luna
    18 de março de 2016

    Bom, o conto foi um misto de sensações. Acho que foi o primeiro desse grupo que bateu o pé e foi realmente fantasia. A escrita é muito boa e os primeiros parágrafos, apesar de muito subjetivos, conseguem criar a tensão pela situação estranha que vive o personagem. O anão também é carismático na medida certa, e a forma como ele fala e diz Uba! não incomoda. Porém, deu pra matar logo que a voz pertencia a alguém contando uma história. Ao final, foi tudo um sonho? Mas o texto diz que houve um transplante. Ou o menino estava apenas lembrando? Também não gostei da parte que Gavin cede o coração ao personagem, alegando que eram amigos e tal, achei meio forçado. Na medida, um bom conto, ainda que eu não tenha pego 100 por cento da ideia ao final.

  22. andreluiz1997
    16 de março de 2016

    Bravo! Bravo! Maravilhoso! Seu conto foi o meu preferido até agora, e certamente merece muito uma nota dez. Foi belo e emocionante na medida do possível, e você conseguiu usar de um tema até então comum e simples e o trouxe para o verossímil de tal forma que Caleb parece mesmo ter existido. Você deu alma – literalmente – ao personagem. Galvin é outra fofura! Boa sorte!

  23. piscies
    15 de março de 2016

    O conto está muito bem escrito. O autor tem domínio da escrita e um estilo bem consolidado, fazendo uso, inclusive, de alguns trechos mais simplicados apenas por entender que seriam melhor encaixados em um conto quase “infantil” como esse – e realmente encaixaram.

    O conto não é infantil, é claro, mas a linguagem toda precisava assim o ser para narrar o que acontece na cabeça de uma criança.

    As imagens projetadas por essa leitura foram muito belas. Foi muito impactante pensar que algo assim pode estar se passando na cabeça de alguém que está em coma, ou simplesmente dormindo diante da possibilidade de jamais acordar. Especialmente uma criança, que ainda tem tanto pela frente e não tem a mínima noção do que está acontecendo.

    Um problema: ficou claro o desfecho do conto ainda no seu início. Não sei se era o objetivo do autor, mas isso tirou todo o impacto do final. Assim que Galvin falou que haviam roubado o coração de Caleb, eu também sabia que era um transplante de coração.

    De resto, o conto é excelente. As imagens passageiras da mãe de Caleb vieram tão levemente que o leitor quase não nota. Tudo é muito belo e bem descrito. Parabéns!

  24. Swylmar Ferreira
    15 de março de 2016

    Um lindo conto infantil. Possui enredo belíssimo e é de uma felicidade impressionante. Parabenizo o autor pela criatividade e pela excelente escrita. O conto é pertinente ao tema e os diálogos estão em perfeita harmonia com o enredo. Conforme fui lendo o texto comecei a perceber que entregava o final, então apesar de objetiva, a conclusão, ao menos para mim, não surpreendeu. De qualquer modo fiquei encantado.
    A nota é 8,8.

  25. Simoni Dário
    14 de março de 2016

    Olá Jean.
    Hum Hum, sei não, estava gostando de todo o texto até chegar ao final,que é surpreendente por ser mais real e possível do que toda a história, por isso o meu estranhamento, é como se não combinasse com o restante do conto. Foi assim, entrei completamente no tom mágico que você deu à narrativa o tempo todo e aí vem um final daqueles, que nos tira da fantasia meio que de repente, o que me decepcionou um pouco.
    O texto porém, está narrado de maneira excelente, esteticamente está impecável e tem uma história bem envolvente, com ação que prende até o final, apesar de ter dado uma esfriada em dado momento.
    Ficou muito bom de todo o modo. Parabéns!

  26. Anderson Henrique
    14 de março de 2016

    Conto divertido como um filme de sessão da tarde. Alguns trechos são muito piegas e forçados (tenho que pegar de volta meu coração. Não por mim, mas por quem me ama.). A conclusão é interessante.
    Nota 6.5

  27. Fheluany Nogueira
    12 de março de 2016

    Narrativa bem estruturada: na introdução cria-se um suspense, o desenvolvimento traz cenas de um conto infantil, que lembra, em parte os diálogos de Harry Potter com um elmo; mas, sem nenhum clichê, o desfecho faz o leitor retornar gradativamente para a realidade – todo o clima construído no texto é simbólico, para facilitar o confronto de uma criança com um transplante de coração. Se o conteúdo foi bem trabalhado, a linguagem está no mesmo nível. Parabéns ao autor! Amei o conto.

  28. Anorkinda Neide
    12 de março de 2016

    Não acho justo um conto botar a gente pra chorar, assim tão delicadamente! 🙂
    Eu já tava feliz com o tom chub do conto, com o Uba! de Galvin…
    já tava feliz com a narração da mãe, tão sutil, tão linda… já comecei a chorar lembrando minha falecida maezinha lendo historias pra mim…
    E ae vem o final… judiaria
    isso nao se faz, vais levar zero!!
    .
    Parabens, pelo conto, impecável!
    e tb agradeço por esta leitura.
    abraços de um coração bonzinho aqui!

  29. Evie Dutra
    9 de março de 2016

    Que conto fofo! Me fez chorar e sorrir, tudo ao mesmo tempo.
    Caleb é um personagem tão cativante, mas Galvin.. me encantei pelo Galvin! Me fez pensar numa versão pequena do papai noel.
    Esse é um daqueles contos que a gente lê pensando “puxa, isso daria um livro!”. E depois lemos o livro pensando “uau, isso daria um filme!” hehe.
    Adorei a escolha da imagem! Foi a primeira coisa que me chamou a atenção e já me fez interessar pelo conto.
    Adorei também a mensagem que você transmitiu, principalmente quando Galvin diz: “Homem nunca feliz se coração pertence a si mesmo. Tem que dar, todo dia, o coração pra aqueles que ama. Só assim é feliz.”
    Enfim.. Amei o conto. Parabéns e boa sorte.

  30. Emerson Braga
    8 de março de 2016

    Olá, Jean. Logo de início, gostaria de dizer que achei seu conto muito bonito. Provavelmente, lerei para minha sobrinha e perguntarei sua opinião.
    Apesar de agradável, sinto que faltou ousadia, e você preferiu não arriscar, investindo em alguns clichês para garantir a simpatia do leitor. Por exemplo, o “homenzinho de fala engraçada”. é um arquétipo batido e que não acrescenta muito à história. Pelo contrário, sua maneira de falar nos desvia dela e nos faz lembrar de tantas outras que se utilizaram do mesmo recurso.
    Apesar de ter personagens pouco expressivos, sua história é bem contada, tem um desfecho bem legal. Mas carece de um enredo mais consistente.
    Boa sorte.

    Nota: 6,5

  31. Fabio Baptista
    6 de março de 2016

    Pô, acho que caiu um cisco no olho aqui, peraí… rsrs

    Conto muito bonito. Já na metade ficou previsível que fosse rolar um “Deus Ex”, mas a solução, a questão do transplante, ficou muito boa.

    A escrita é simples e conduz a trama com agilidade e ternura. O anãozinho é um baita personagem (talvez descrevê-lo como “gnomo” coubesse melhor). Também teria mudado a raça do vilão… achei muito inteligente para um troll. Mas são só detalhes.

    Muito bom, parabéns!

    – como um buraco negro no meio do seu peito
    >>> alguns seu / sua podem ser omitidos ou substituídos por artigos, dando mais agilidade ao texto. Aqui, um exemplo.

    – Se estivesse em silencio
    >>> silêncio

    – Por que chora pequena criatura?
    >>> Por que chora, pequena criatura?

    ― Meu nome Galvin, anão do bosque. ― Disse, dando dois passos
    – Aqui, Écalebi. Sentir melhor se beber isso. ― disse Galvin
    >>> A pontuação usada nos diálogos não ficou padronizada

    – Não conseguia chorar, ou gritar. Sua garganta ardia, pedindo ar. Sentiu a armadura estalar
    >>> esse sequ~encia gerou rimas involuntárias

    – achatado por um mostro
    >>> monstro

    – Ela tinha um livro
    >>> cacofonia (é latinha)

    NOTA: 8,5

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Publicado às 5 de março de 2016 por em Fantasia - Finalistas, Fantasia - Grupo 3 e marcado .