EntreContos

Detox Literário.

Período de semidesintegração (Daniel Vianna)

‘Céu prateado. Mar acinzentado.

Calça velha e tênis surrado.

Olhar aborrecido e sorriso desbotado.

Sigo pela orla, andar arrastado.’

 

Do violão não sai uma nota, e eu só tenho uma nota. É nota de cem, e ninguém troca.

A onda quebra, traz a maresia. A onda faz barulho, parece eco. Tenho aqui um Humberto Eco. Não vou ler agora. Faz frio e minha garganta está seca.

Silêncio.

A música toca, ela está no ar, está no vento. Só eu a escuto. O violão não quer aprisioná-la. Então, ela toca e eu escuto. Vai embora, foge no ar, e me escapa.

A canção veio do céu prateado ou do mar acinzentado? Roubou-lhes a cor? Ou será que ela saiu de mim, deixando-me com a boca seca, o olhar aborrecido, o sorriso desbotado, seguindo pela orla, andar arrastado?

Então já não faz diferença entre céu, mar e eu. Somos todos prata.

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126 comentários em “Período de semidesintegração (Daniel Vianna)

  1. Pedro Luna
    29 de janeiro de 2016

    O texto sem dúvidas é bonito, mas não enxerguei a história. Praticamente, interpretei todos os parágrafos de modo independente, e quando tentei juntar, não consegui a conexão.

    De positivo, a boa escrita. Confesso que li cantando, me pareceu muito uma letra de canção.

  2. Swylmar Ferreira
    28 de janeiro de 2016

    Gostei muito do texto, da construção das frases, suavidade. Pecou na criatividade e o conto merecia um enredo mais clássico.
    Parabenizo ao autor principalmente no jogo das palavras.
    Boa sorte.

  3. Kleber
    28 de janeiro de 2016

    Olá Tomé!

    Conto meio que em verso e prosa. Misturados como o caleidoscópio de sentimentos que transmitiu através das tuas palavras. Gostei do esforço, da técnica e do resultado. Escrita impecável e gostosa de se ler. Poderias ser compositor. enverede por este caminho, que é mais proveito$o do que o nosso, amigo!

    Sucesso!

    • Tomé Dídimo
      29 de janeiro de 2016

      Pô, Kleber, valeu a dica, irmão! Felicidades para ti e para os teus, um feliz 2016 e um grande abraço.

  4. mkalves
    28 de janeiro de 2016

    Isso poderia ser letra de música, não!? Tem densidade e sensação de poema. Gostei, mas não como conto.

    • Tomé Dídimo
      28 de janeiro de 2016

      É possível, mkalves. Não tenho muita experiência com contos, mas muita com letras de música. Ainda estou em fase de aprendizagem de técnicas de narrativa. Mas valeu a impressão e fico feliz que, ainda assim, tenhas gostado. Um grande abraço e feliz 2016.

  5. Nijair
    28 de janeiro de 2016

    .:.
    Período de semidesintegração (Tomé Dídimo)
    1. Temática:
    2. Desenvolvimento: Gostei do ganho/bengala do texto inicial, seduzindo o leitor com poeticidade. As ressignificações das palavras sempre me agradam – é o texto no contexto, com suas plurissignificações.
    3. Texto: Então, já não há diferença mim, o céu e o mar. Somos todos prata. Sugestão, apenas.
    4. Desfecho: Envolvente, ao juntar todos os elementos em poucas palavras, mas várias interpretações.
    Top 15, certamente!

    • Tomé Dídimo
      28 de janeiro de 2016

      Valeu, Nijair. Certamente concluindo o comentário anterior, certo? Análise muito legal. Muito obrigado. Reitero os abraços e as felicitações para este ano. Até mais.

  6. Nijair
    27 de janeiro de 2016

    Belo jogo de palavras e excelente miríade de sentimentos, sons e cores. Show!

    • Tomé Dídimo
      28 de janeiro de 2016

      Valeu, Nijair. Muito obrigado. Um feliz 2016 e um grande abraço.

  7. Tamara Padilha
    27 de janeiro de 2016

    Adorei!
    Uau, um conto meio solto, tudo meio aleatório mas ficou um tanto poético, principalmente a inserção de mar, céu prateado, violão.
    O conto que mais fez meu coração bater forte até agora.

    • Tomé Dídimo
      28 de janeiro de 2016

      Muito obrigado, Tamara. Fico feliz pela recepção. Um feliz 2016 e um grande abraço.

  8. Daniel Reis
    26 de janeiro de 2016

    Oi Tomé, o negócio mesmo é ver para crer. Vi e acredito que:

    TEMÁTICA: inspiração e arte, vindo de dentro e de fora, da natureza. O sentido natural da inspiração.

    TÉCNICA: solta, sem amarras, a escrita se desenvolve mais como uma confissão do que uma narração. Gostei do recurso de partir de uma letra de música, no início.

    TRANSCENDÊNCIA: Anoiteceu/prateou. E a inspiração foi embora. Mas foi bom enquanto esteve aqui.

    • Tomé Dídimo
      27 de janeiro de 2016

      Muito obrigado, Daniel. Sucesso pra ti e para os teus e um feliz 2016. Abraço.

  9. piscies
    24 de janeiro de 2016

    Um poema muito belo; um momento de reflexão. É o artista olhando o mar e vendo a si mesmo nas ondas. É o momento que desejamos colocar no papel e descobrimos que jamais conseguiremos: o nosso momento, apenas nosso, que jamais conseguiremos contar a ninguém; que jamais sequer tentaremos.

    Um poema belíssimo mas de difícil interpretação. Para mim, é isto: o artista usufruindo da arte por si só. O violão não quer tocar, por que não é o momento para tal. Tornando-se um com o céu e o mar, o música apenas ouve a canção da natureza e torna-se um com ela – torna-se prata, como ela.

    As palavras são belíssimas, e conjuram imagens inspiradores na mente do leitor. O autor com certeza é amigo das palavras. Usa-as com sabedoria e muito amor.

    Parabéns!

    • Tomé Dídimo
      24 de janeiro de 2016

      E aí, meu amigo Piscies. Tudo bem, campeão? Um grande abraço. Estava andando agora há pouco e estava pensando em algumas coisas sobre o conto em questão. Algumas pessoas pensam antes de fazer alguma coisa, premeditam, planejam, agem com maestria. Acho que este não é o meu caso. Simplesmente escrevo o que vem à mente. Mas é depois, com a releitura e com a análise dos outros é que eu entendo o significado (por isso que, abaixo, disse que, fora o título, o restante é todo intuitivo). Porque você pode me perguntar: “O que é que Umberto Eco tem a ver com a história? Qual a razão daquele parágrafo?” Agora entendo que Umberto Eco escreveu um belíssimo livro que retrata as mazelas da igreja. Só que eu, no momento em que me encontrava, estava com a “garganta seca e com frio”. Não queria ler (ou beber, como disse o amigo Selga) Umberto Eco. Em momentos de crise (infelizmente, essa é a verdade), eu queria um lugar onde pudesse me aquecer um pouco e tentar, talvez, matar a sede. O que eu acho legal é que eu não pensei em nada disso quando escrevi. É como se o meu verdadeiro “eu”, subconsciente, tomasse meu lugar, tomasse o comando e eu apenas digitasse. A música, no caso, reflete não só a inspiração como também a fé nos dias difíceis. E agora eu entendo isso melhor. Graças, também, à interpretação dos colegas. Mais um motivo pra eu gostar muito desse espaço. Um feliz 2016 pra ti e para teus familiares e que Deus abençoe a todos nós. Um grande abraço.

      • Piscies
        25 de janeiro de 2016

        Te admiro Tomé!

        Sou um cara muito metódico e que “pensa demais”. Isto na arte pode ser prejudicial. Conheço pessoas que, como você, escrevem apenas pelo prazer de escrever. Sentam e escrevem. Não querem saber de quem lerá, de como soará ou se a trama está boa ou não.

        Já fiz isso algumas vezes e sei do sentimento libertador que é. É como tirar o peso gigante de algo – qualquer coisa – que vem curvando você há anos.

        Infelizmente, hoje em dia muitos dos meus textos simplesmente não nascem desta forma por que, novamente, sou muito crítico comigo mesmo. A arte nem sempre é racional…

        Parabéns meu camarada!

  10. Tomé Dídimo
    23 de janeiro de 2016

    Muito legal, Laís. Muito obrigado. Fico feliz que tenha gostado. Muito sucesso pra ti e um grande abraço.

  11. Laís Helena
    23 de janeiro de 2016

    O jeito poético da narrativa caiu bem para um microconto (se fosse um pouquinho maior, talvez tivesse se tornado enfadonha), embora não seja meu tipo favorito . Pelo que depreendi, ele tentava captar a melodia do céu e do mar e transmiti-la pelas notas do violão, que foi o elemento de que mais gostei aqui, talvez por ter me lembrado de “O Nome do Vento”. De qualquer forma, uma maneira interessante de descrever o processo de inspiração de um artista.

  12. Fabio D'Oliveira
    23 de janeiro de 2016

    ௫ Período de semidesintegração (Tomé Dídimo)

    ஒ Estrutura: Tomé escreve de forma bela. Tão bela que fui obrigado a ler o texto três vezes! A narrativa, por vezes forçadas, por vezes natural, é agradável aos olhos do leitor poético. Uma lapidação e um olhar crítico iria ajudar Tomé a evitar os exageros.

    ஜ Essência: Não é bem uma estória. É uma viagem na mente do narrador, que não sabemos quem é. Talvez nem seja um indivíduo. Nunca saberemos. E gosto disso. O microconto que se atreve a fazer um enredo tem que fazer algo muito bem feito. No caso desse texto, não há essa exigência. Podemos ler despreocupados.

    ஆ Egocentrismo: Gostei tanto da leitura quanto do conteúdo. Agradável. Fora alguns exageros que podem ser melhorados numa lapidação mais crítica, o conto está excelente. Tomé merece os parabéns por isso!

    ண Nota: 9.

    • Tomé Dídimo
      23 de janeiro de 2016

      Muito obrigado, Fábio. Anotei suas impressões, são um excelente retorno. Muito sucesso pra ti e um grande abraço.

  13. Eduardo Selga
    22 de janeiro de 2016

    ESSA NARRATIVA É PARTICULARMENTE interessante para quem gosta dos pormenores ligados ao gênero textual e narrativo, porque a inclusão dos versos iniciais não fazem com que o texto seja prosa poética, embora poesia exista nela; tampouco poema em prosa, pois o enredo e personagem estão bem visíveis.

    Trata-se de prosimetrum, ou seja, o texto em que, EM RELAÇÃO À FORMA, coexistem prosa e verso. O que não impede de ser conto, diga-se, pois este é gênero narrativo e aquele é gênero textual.

    É uma narrativa bastante sensível. A música, o personagem, o céu e o mar parecem constituir um todo único, um amálgama. Curiosamente, é uma música que existe sem o concurso do instrumento musical que o protagonista carrega, como se fosse uma expressão da própria natureza.

    Isso é muito relevante, porque temos uma herança estética do Romantismo que faz com que a natureza seja uma espécie de testemunha e cenário da emoção, apenas. Não atua como partícipe, como personagem. E é essa participação, divergente do Romantismo, que este conto coloca. Não é uma novidade, pois nos textos pós-modernos é comum, mas mesmo assim tem relevância porque como eu disse a herança romântica é muito forte. Basta ler alguns contos daqui, principalmente os escritos em prosa poética.

    Há uma passagem no texto que me chamou muito a atenção. Ei-la: “Não vou ler agora. Faz frio e minha garganta está seca”. Do modo como os termos estão postos, tem-se a impressão de que a leitura não se dará porque a garganta do personagem está seca e por estar frio. Óbvio, nenhuma relação direta existe entre uma coisa e outra. No entanto, terá sido um descuido de quem escreveu aproximar as duas sentenças? Pode ser, mas prefiro acreditar que foi proposital, de modo a causar um efeito sinestésico, como se a leitura causasse a sensação de líquido e só “caísse bem” em temperatura quente.

    A nota dissonante ficou por conto de um trocadilho com as palavras eco e Eco, um tanto forçado.

    • Tomé Dídimo
      23 de janeiro de 2016

      Agradeço o bom comentário, acho que deu pra evoluir um pouco. As críticas duras também são bem vindas, já que o importante mesmo é aprender, sempre. Com relação ao presente conto, chama-se Período de Semidesintegração, e é a única coisa que foi realmente pensada. O resto foi intuitivo. Meia vida ou período de semidesintegração é um termo vindo da química e que fala sobre a datação do carbono, bem como sobre a perda de propriedade dos elementos. Serve, aqui, como analogia para falar sobre envelhecimento, desvanecimento, perda de inspiração (no caso do compositor, elemento utilizado para protagonizar a ideia). Eu passava por uma crise quando o escrevi, e o microcosmo, no caso, coincidiu com o macrocosmo, já que o mundo também está em crise. Pra onde ele caminha? Geralmente, nos refugiamos na fé, e aí eu cometi o “erro” de mencionar Umberto Eco. Por fim, a música, representando a marcha para o progresso e a crença em dias melhores. Ela nos escapou. Para onde ela foi? Deixou-nos cinza. Cinza não, prata. Outro “erro”. Recordo-me agora dos fenômenos que pessoas em todo o mundo dizem ter visto nos céus. Os cristãos chamam isso de mera manifestação do mundo espiritual, e que não há seres de outros planetas, mas anjos, em outras dimensões, e que estão bem aqui, ao nosso lado. Interessante, não? Mas são coisas que nos fazem querer ver para crer, como foi com Tomé… Bem, é isso. Um grande abraço e muito sucesso em 2016.

  14. Marcelo Porto
    22 de janeiro de 2016

    Lembrei dum documentário de Gil e Caetano. Tem tanta viagem nesse vídeo que tem hora que você se pergunta o que é que esses caras bebem? Ou fumam?

    Esse conto (ou poesia) é um mais um exemplo de uma viagem, uma boa viagem. As imagens e o ritmo me causaram um bom sentimento.

    Boa sorte.

    • Tomé Dídimo
      22 de janeiro de 2016

      Fico feliz que tenha “viajado”, meu amigo Marcelo, além da lembrança dos mestres Gil e Caetano. Fico realmente feliz. Sucesso pra ti, um feliz 2016 e um grande abraço.

  15. Mariana G
    22 de janeiro de 2016

    Eu não gostei muito do ritmo inicial, nãos sou apreciadora desse tipo de poesia ou texto poético com rimas, de um jeito ou de outro sempre parece forçado ao meu ver. Porém os últimos parágrafos são bem legais e de certa forma tocantes.
    Boa sorte!

  16. Miguel Bernardi
    21 de janeiro de 2016

    E ai, Tomé Dídimo. Tudo bem?

    Gostei muito do que li, pois o ritmo empregado, cada vírgula bem colocada e a poesia saltam aos olhos. É bonito ler algo assim.
    Tive que ler duas vezes, entretanto, para poder capitar melhor a mensagem. Acho que foscaste bastante na beleza e deixou o fato de passar a mensagem de forma clara um pouco de lado (o que pode ser problemático quando o espaço é pequeno, como aqui).
    Senti um pouco a falta de um enredo, também. Mas acho que isso é pessoal.

    Grande abraço e boa sorte.

    • tomé dídimo
      21 de janeiro de 2016

      Valeu pelo retorno, Miguel. Muito sucesso em 2016 e um grande abraço.

  17. Thales
    21 de janeiro de 2016

    Putz.

    Cara… eu sempre digo isso quando me deparo com um conto assim. Sou péssimo pra avaliar poesia. Não sei nem o que falar. Simplesmente não faz parte dos meus gostos, é algo que, além de eu não ser fã, eu simplesmente não consigo analisar, pois sou quase um analfabeto no assunto.

    Se este desafio fosse por nota, eu lhe daria um 7, para não lhe prejudicar muito, pois, apesar de eu não ter entendido nada do seu texto, percebo que trata-se de um escritor experiente e que transborda habilidades na escrita. Como é um desafio onde temos que escolher nosso top 15, seu conto, infelizmente não fará parte da minha lista. Mas quero deixar claro que não estou, de forma alguma, desmerecendo seu trabalho. Apenas estou dizendo que não tenho (pois não consigo) nenhuma crítica a fazer.

    Desculpe pelo comentário pobre :/

    Boa sorte!

  18. Matheus Pacheco
    20 de janeiro de 2016

    Cara, é um texto digno de uma musica, realmente me emocionou.

  19. Jef Lemos
    20 de janeiro de 2016

    Olá, Tomé.

    Infelizmente, não consegui curtir. Achei que ficou repetitivo em alguns trechos, e mesmo sendo proposital, não conseguiu me fisgar. O enredo também não me agradou, pois não consegui identificá-lo durante a leitura. É bem musical, ritmado e poético, mas não fez meu estilo.

    De qualquer forma, parabéns.

    Boa sorte!

    • tomé dídimo
      21 de janeiro de 2016

      Valeu, Jef. O importante é o retorno, amigão. Um feliz 2016 e um grande abraço.

  20. Anorkinda Neide
    20 de janeiro de 2016

    Ahhh.. tava sem inspiração, poetinha?!
    A prosa tá com um ritmo gostoso de ler em quase toda ela, nos dois últimos parágrafos é q o ritmo se perdeu, acho que se vc tivesse vontade de lapidá-los poderia retomar o ritmo inicial.
    A parte ritmada realmente quase dá pra ler cantando, o que é quase uma canção.. existe prosa-canção? Se não, invento agora, vc escreveu uma prosa-canção 🙂
    .
    Eu sei bem como é, pq o faço muito, preocupar-se com o ritmo, com as rimas e deixar o sentido meio que ‘voando’, pairando acima do texto, o que pode ser bom pq cada leitor vai pegar o sentido que melhor lhe couber… No caso, leitores de poesia, que são poucos aqui no EC…hehe (deixe o Luna vir ler, q ele é um bom leitor de poesia! ^^ )
    .
    Enfim, uma prosa gostosa vc nos trouxe, obrigada!
    Abração e feliz 2016 \o/

    • Tomé Dídimo
      20 de janeiro de 2016

      Muito obrigado. “Assistirei” suas aulas, as do Lna e as do Germani. Muitas felicidades neste novo ano e um grande abraço.

  21. Renato Silva
    20 de janeiro de 2016

    Seu conto está mais para um poema, uma cantiga ou algo do tipo. O texto é bonito e você passou sua mensagem. Em minha humilde opinião, um micro conto não pode ser comparado a um conto convencional. Ter apenas 150 palavras é muito pouco para contar uma estória com começo, meio e fim. O negócio é improvisar, contar um pequeno acontecimento, um “causo”, fazer uma breve reflexão ou mandar uns versos.

    Boa sorte.

    • Tomé Dídimo
      20 de janeiro de 2016

      Valeu pela boa análise, irmão. Um feliz 2016 e muito sucesso. Abração.

  22. mariasantino1
    19 de janeiro de 2016

    Oi, tudo bem.

    O seu conto tem um “Q” PARNASIANISMO, um pouco parecido com aquele poema do Olavo Bilac“Cheguei. Chegaste. Vinhas fatigada E triste, e triste e fatigado eu vinha. Tinhas a alma de sonhos povoada , E a alma de sonhos povoada eu tinha… […]
    Bem, não me agradou muito, porque há um jogo de palavras bacana, mas a mensagem ficou muito diluída, no ar. Não consegui captar. Porém se era só pra brincar com as palavras, posso dizer que você mandou bem, mas só isso não é suficiente.

    Boa sorte no desafio.

    • Tomé Dídimo
      19 de janeiro de 2016

      Obrigado pela comparação. Na verdade, é um texto escrito lá pra agosto do ano passado, num período muito turbulento de minha vida, o qual gostaria de esquecer, mas que acabou servindo pra matar as saudades do desafio, já que é pequeno e estava à mão. Sem grandes pretensões mesmo. Um feliz 2016 e um grande abraço.

  23. Tom Lima
    18 de janeiro de 2016

    Esse foi estranho.

    Achei bonito, gostei da estética. Mas parece que faltou enredo, trama…

    Ficou parecendo algo entre poesia e conto, mas que acabou ficando no meio, não sendo nem um nem outro.

    • Tomé Dídimo
      19 de janeiro de 2016

      Na verdade, tem um enredo sim, bem de leve, como captado pelo Fil Felix, abaixo. Mas concordo que não ficou marcante. De todo modo, valeu o comentário. Um grande abraço e feliz 2016.

  24. Brian Oliveira Lancaster
    18 de janeiro de 2016

    BODE (Base, Ortografia, Desenvolvimento, Essência)

    B: Prosa poética bem executada. Conseguiu alinhar dois estilos diferentes. – 9
    O: Fluente e suave, como as ondas descritas. Existiram uma ou duas repetições que incomodaram um pouco, mas que não estragaram a experiência. – 9
    D: Acorrentar o final ao início foi excelente, deu aquela recompensa que o leitor espera (o que não devia acontecer sempre, mas estamos mal acostumados). – 9
    E: Essência de conto, alma de poesia. Um violão e um ponto. Para nossa alegria… – 9

    • Tomé Dídimo
      19 de janeiro de 2016

      Valeu pela generosidade, Brian. Tava com saudade da galera. Muito sucesso pra ti e para os teus e um feliz 2016. Grande abraço.

  25. Lucas Rezende de Paula
    18 de janeiro de 2016

    Não achei a história no conto, o texto está muito bonito e bem escrito, mas ainda assim não identifiquei o “conto”.
    Boa sorte!

    • Tomé Dídimo
      19 de janeiro de 2016

      Valeu, Lucas. Tá anotado, irmão. Sucesso neste ano e um grande abraço.

  26. Matheus Pacheco
    18 de janeiro de 2016

    Muiti bonito, uma pequena brincadera a parte como eu fiz em outro comentário, tá ouvindo muito Rammstein.

    • Tomé Dídimo
      19 de janeiro de 2016

      Valeu Matheus. A propósito, já se foram quase dois mil anos e parece que foi ontem, né irmão. Saudades (kkk, brincadeira, Tomé, Mateus, sacou?). Rammstein também é muito legal. Lembro da trilha sonora de Triplo X (Bang! Bang!). Show de bola. Um grande abraço e feliz 2016.

  27. Jowilton Amaral da Costa
    18 de janeiro de 2016

    Pô, desculpe, não gostei não. gosto de prosas poéticas curtas, mas, esta não me agradou. A poesia da prosa poderia ficar melhor, na minha opinião, achei que os versos e toda a condução do texto ficaram fracos.

    • Tomé Dídimo
      19 de janeiro de 2016

      Valeu Jowilton. O “feedback”, ou melhor, o retorno, caramba… O retorno é mais que importante. Feliz 2016 e sucesso pra ti e para a família. Um abraço.

  28. Bruno Eleres
    17 de janeiro de 2016

    As imagens evocadas são belas, mas me pareceu mais uma poesia do que uma prosa-poética.

    • Tomé Dídimo
      19 de janeiro de 2016

      Caraca! Tá parecendo conversa de bar (isso é um conto! Não, não é não, é poesia! Não é não, é conto,… kkk). Mas valeu o comentário, Bruno. Muito sucesso neste ano de 2016 e um grande abraço.

  29. Evandro Furtado
    16 de janeiro de 2016

    Fluídez – 10/10 – texto firme, bem estruturado sem problemas;
    Estilo – 5/10 – perdeu ponto pois não é conto;
    Verossimilhança – 7.5/10 – algumas imagens até bem apreensíveis, mas em alguns momentos é metafórico demais;
    Efeito Catártico – 7/10 – é um texto bem escrito, mas não conseguiu me tocar como deveria.

    • Tomé Dídimo
      19 de janeiro de 2016

      É uma análise muito bem feita, Evandro. Valeu. Um grande abraço e feliz 2016.

  30. Fabio Baptista
    16 de janeiro de 2016

    Ganhou pontos pela beleza com que usou e combinou as palavras, principalmente no início. Mas, cometeu o mesmo “pecado” que a maioria está cometendo – o texto é mais uma poesia, um fragmento de algo, praticamente sem qualquer vestígio de enredo.

    Abraço!

    • Tomé Dídimo
      19 de janeiro de 2016

      Valeu a análise, meu irmão. Um grande abraço e muito sucesso em 2016.

  31. Harllon
    16 de janeiro de 2016

    Seu texto eu vejo mais como poesia do que micro conto, já que há a presença de ritmo, rima, um jogo poético de palavras, afáveis à leitura.

  32. Harllon
    16 de janeiro de 2016

    Vejo este seu texto como uma poesia, que apesar da estrutura ser em prosa, tem ritmo e rima, um jogo poético de palavras afáveis para ler. Mas, infelizmente, não identifico seu texto como micro conto.

    Abraços e boa sorte!!!

    • Tomé Dídimo
      19 de janeiro de 2016

      Momento 1: Um compositor duro e sem inspiração caminha pela orla; Momento 2: Ele desiste de ler um livro e sente a inspiração de uma canção, mas não a desenvolve; Momento 3: Ele reflete sobre o que ocorreu, sobre seu desvanecimento e o de tudo a sua volta, como consequência. Teria sido preguiça, falta de esperança? Mas talvez o erro tenha sido técnico e, assim, o aspecto poético tenha ficado mais evidente. De todo modo, tua impressão é sempre muito importante. Desejo um grande sucesso pra ti neste ano que se inicia, e um grande abraço.

  33. Andre Luiz
    15 de janeiro de 2016

    Achei interessante o seu conto, principalmente as antíteses que estão presentes nele. Os opostos são realmente palco para muitas produções artísticas e poéticas, e você soube utilizar a poesia em seu conto. Apenas senti falta de algo ao qual pudesse realmente me apegar… Boa sorte!

    • Tomé Dídimo
      19 de janeiro de 2016

      Valeu, André. Tá anotado, irmão. Um grande abraço e muito sucesso neste ano que se inicia.

  34. vitor leite
    15 de janeiro de 2016

    olá, não gostei e vou comentar antes de ler os outros comentários, mas me pareceu um texto desintegrado, parecia que estava a ouvir rádio com o som cortado com interferência, com cortes, percebes? Não percebi a existência de uma linha condutora que me parece indispensável para agarrar os leitores, de qualquer modo desejo-te a maior sorte neste desafio

    • Tomé Dídimo
      19 de janeiro de 2016

      Gostei do lance da fragmentação. De fato tenho mesmo esse problema nas coisas que escrevo. Talvez seja até mesmo algo mais profundo, de minha personalidade. Não sei se conserto ou se uso como estilo. De todo modo, valeu a análise. Muito sucesso neste novo ano e um grande abraço.

  35. Leonardo Jardim
    15 de janeiro de 2016

    Minhas impressões de cada aspecto do conto antes de ler os demais comentários:

    📜 História (▫▫▫): o texto não conta nada, não tem uma história. Mesmo sendo um microconto, ainda precisa de uma.

    📝 Técnica (⭐⭐⭐): excelente, musicado como um poema e ritmado como uma música. Parabéns.

    💡 Criatividade (⭐▫▫): não vi nenhum elemento que se destacasse nesse ponto.

    🎭 Impacto (⭐▫▫): o texto é gostoso de ler, mas não me causou impacto. Talvez seja pela falta de trama ou de final forte.

  36. Murim
    15 de janeiro de 2016

    É um conto que adotou uma prosa poética e acabou escorregando feio na poesia. Essas rimas (ado, ado, ado, ado) são bem fracas. Mas o pior mesmo é que elas foram usadas duas vezes, na epígrafe (totalmente desnecessária) e no final do conto. Apesar disso, você usou muito bem os jogos de palavra. O final ficou um tanto confuso.

  37. Wilson Barros Júnior
    15 de janeiro de 2016

    Lembra muito as músicas de Gabriel, O Pensador. (“Maresia, sente a maresia”). Uma coisa bonita, boa de se ler. Continue escrevendo assim, é admirável. Seu conto é poético, belo e de muita força. Ficou muito adequado ao tamanho. É esse tipo de coisa que vale a pena ver nos desafios.

    • Tomé Dídimo
      19 de janeiro de 2016

      Valeu, Wilson. Muito obrigado. E gostei também do Pensador (tá sumido). Um grande abraço e feliz 2016.

  38. elicio santos
    15 de janeiro de 2016

    Isso não tem nada a ver com um microconto. É poesia. Uma micro narrativa deve produzir um encadeamento lógico de ideias e uma sequência com início, meio e fim. Pela falta de compatibilidade com o estilo proposto pelo desafio, eu simplesmente me faço avesso a maiores comentários. Não gostei.

  39. Antonio Stegues Batista
    15 de janeiro de 2016

    Gostei do conto que é ao mesmo tempo uma poesia, bem estruturada e frases coerentes, bela estética e um bom final que surpreende.

    • Tomé Dídimo
      19 de janeiro de 2016

      Fico feliz que tenha gostado, Antonio. Um grande abraço e um 2016 de grandes realizações para ti e para os teus.

  40. Cilas Medi
    15 de janeiro de 2016

    Não é um conto, é poesia. Uma forma abstrata de se conectar com a realidade e, assim, projetar os pensamentos e sentimentos sobre a vida. É belo. Boa sorte!

    • Tomé Dídimo
      19 de janeiro de 2016

      Muito obrigado, Cilas. Sucesso pra ti e para os teus neste ano que se inicia. Grande abraço.

  41. catarinacunha2015
    15 de janeiro de 2016

    INÍCIO lento . FILTRO dificílimo de ser trabalhado por exigir encadeamento imediato de ideias, exibindo ESTILO poético de personalidade. A TRAMA ficou perdida entre as diversas pontas soltas, salva pelo PERSONAGEM bem caracterizado. FIM belo, mas disperso.

    • Tomé Dídimo
      16 de janeiro de 2016

      Quando puder, não se esqueça de me explicar o que é filtro. Aprender é sempre bom.

      • Catarina
        22 de janeiro de 2016

        Tomé, trata-se de um critério pessoal. Chamo de FILTRO a necessidade de tirar pontuação que trava o texto, expressões, palavras repetitivas, sinônimas e/ou tramas que nada acrescentam ao conto sem comprometer a integridade do trabalho. Você fez isso bem e concatenando as ideias.

      • Tomé Dídimo
        24 de janeiro de 2016

        Entendi, Catarina. Diz respeito à fluidez do texto, certo? O que o torna mais fácil de ler, atenuando os gargalos. Conceito muito legal. Valeu. Abraço.

  42. Sidney Rocha
    15 de janeiro de 2016

    Eu amo esse estilo. Invejo quem consegue brincar com palavras e trazer sonoridade ao que escreve. Além disso, me senti conectado com sua história. Sucesso!!

    • Tomé Dídimo
      19 de janeiro de 2016

      Muito obrigado, Sidney. Muito sucesso neste ano de 2016 e um grande abraço.

  43. Gustavo Castro Araujo
    14 de janeiro de 2016

    Não há aí uma história, algo que nos leve de A para B. Como sou clássico, tendo a torcer o nariz para esse tipo de ausência, que torna o conto um retrato, ainda que bonito. De qualquer forma, não posso negar uma certa inveja pelo modo que você, caro autor, escreve. É diferente, criativo e cheio de nuances. As rimas, os jogos de palavras, os efeitos sonoros, tudo ficou interessante, revelando, a meu ver, uma simbiose entre personagem, cenário e música. Enfim, apesar da falta de narrativa — e quem disse que um conto precisa disso? — achei o texto bem escrito e, de certa forma, instigante. Parabéns!

    • tomé dídimo
      14 de janeiro de 2016

      Cara, te tenho como um escritor de tão elevada estima que o simples fato de me dizer que inveja a forma como escrevo já é o suficiente, já me sinto um vencedor neste desafio. Muitíssimo obrigado e um feliz 2016 para ti e para os teus. Muito sucesso e um grande abraço.

  44. Marina
    14 de janeiro de 2016

    Adoro prosa poética. Deixa tudo tão mais leve. Senti-me flutuando em suas palavras; senti o mar, a maresia, a música. Ouvia as ondas, o vento, o violão. Não concordo com as pessoas que dizem não ser um conto. É um conto poético. Um momento. Adorei.

    • Tomé Dídimo
      19 de janeiro de 2016

      Muito obrigado, Marina (vem chegando o verããão…). Um grande sucesso pra ti e para os teus, neste ano de 2016,e um grande abraço.

  45. José Leonardo
    14 de janeiro de 2016

    Olá, Tomé Dídimo.

    (Curioso seu pseudônimo. Fiquei pensando o que Tomé, o Dídimo, teria a ver.)

    Seu microconto, a meu ver, é sobre a sôfrega busca pela inspiração, sobretudo quando se passa muito tempo sem ser “visitado” por ela. Quando finalmente encontra-se um caminho para apanhá-la, ela se esvai. Pior: e se saiu de si mesmo, que maldito deslize impediu sua captura?

    É um belo texto, Tomé. Aquele jogo de palavras, simples, sonoro, bem bolado. A última frase ficou um tanto abstrusa para o pleno entendimento da ação, e por isso corroboro alguns comentários a respeito.

    Sucesso neste desafio.

    • Tomé Dídimo
      14 de janeiro de 2016

      Tomé, Dídimo, é apenas uma brincadeira iniciada aqui e que eu gostei de levar adiante, como se fosse uma marca. Os que lêem (e já leram antes) entendem. Um grande abraço e muito sucesso pra ti.

  46. Fil Felix
    14 de janeiro de 2016

    Achei muito bonito, bem construído e narrado. Ao contrário de alguns comentários, não acho que por ter poesia a narrativa não deveria estar no desafio. Tem poesias que contam muito e contos que não contam nada. Há uma história aí, é a vinda da inspiração, é como andamos a esmo por essa vida e de repente, pow, surge algo. Uma maneira bonita de retratar isso.

    Esteticamente, também é agradável, cria um formato e uma identidade ao conto, que acho muito importante. Dar personalidade à ele. Só achei que o penúltimo parágrafo poderia ter sido omitido, não ter entregue como ele linkou as coisas, acabou ficando explicadinho demais. Mas não tira sua beleza.

    • Tomé Dídimo
      14 de janeiro de 2016

      Valeu, Fil. Sabia que um dia ia escrever algo que te agradasse. Valeu a generosidade e muito boa sorte, meu nobre. Um abraço.

  47. Leda Spenassatto
    14 de janeiro de 2016

    Em seu devaneio um passeio pelas cores do deprimente e ao mesmo tempo um reencontro do seu eu.
    Gostei!

    • Tomé Dídimo
      19 de janeiro de 2016

      Captei a vossa mensagem, amável guru (gurua?, vou ver no Google). Muito obrigado pela análise e por ter gostado. Muito sucesso em 2016 e um grande abraço.

  48. Ricardo de Lohem
    14 de janeiro de 2016

    Não se uma poesia cabe em um desafio de contos, são coisas totalmente diferentes. Não há história, e também não entendi claramente que emoções o autor quis passar, ou sobre o que se estava falando: é sobre alguém morrendo na praia? Não há como avaliar, porque não é um conto.

  49. Sidney Muniz
    14 de janeiro de 2016

    Interessante e corajoso.

    Um texto bonito, talvez não um conto, talvez…

    Ainda assim é de se parabenizar a construção e a leveza com que as palavras se aproximam, pois li quase cantando, quase pois em alguns momentos torci o nariz para algumas rimas: parece Eco… Humberto Eco… isso não me agradou, por exemplo.

    Ainda assim a ideia é interessante e a escrita dentro da proposta é sim muito boa.

    Desejo boa sorte e lhe parabenizo.

    • Tomé Dídimo
      19 de janeiro de 2016

      Muito obrigado, meu irmão Sidney. Sucesso pra ti e para a família em 2016 e um grande abraço.

  50. Simoni Dário
    14 de janeiro de 2016

    O texto fala da falta de inspiração de um compositor? Não conectei aqui, a narração me envolveu na primeira frase e no tom poético, mas não consegui visualizar as ondas, a orla, o vento, não me senti dentro da cena. Gostei da última frase e o cinza ao prata teria finalizado melhor.
    Boa sorte!

    • Tomé Dídimo
      19 de janeiro de 2016

      Pouca imersão. Ok. Tá anotado. Valeu o comentário, Simoni. Um grande abraço e feliz 2016.

  51. Claudia Roberta Angst
    14 de janeiro de 2016

    Prosa ou poesia? Os dois, claro. E quem sou eu para criticar prosa poética? Mas cuidado para não deixar as rimas adquirirem muito domínio no texto. Quebra um pouco o ritmo da leitura.
    Sensível, a narrativa foca em um momento particular, onde a melodia e a harmonia entram em conflito, para depois tudo terminar em cinzas, ou prata dos artistas.
    Boa sorte!

    • Tomé Dídimo
      19 de janeiro de 2016

      “Mas cuidado para não deixar as rimas adquirirem muito domínio no texto. Quebra um pouco o ritmo da leitura”. Isso é que é uma aula. Muito sucesso pra ti neste ano de 2016 e um grande abraço, Cláudia.

  52. Daniel
    14 de janeiro de 2016

    Gostei bastante. Dos versos iniciais desenvolveu-se uma prosa em tom de poesia que narra justamente o drama daqueles versos. Espero que faça sucesso!

    • Tomé Dídimo
      16 de janeiro de 2016

      Captou muito bem o desenvolvimento e o motivo da formatação. Valeu.

  53. Thata Pereira
    14 de janeiro de 2016

    Gostei. Poético e achei até boêmio. A leitura no começo soou como música, mas foi triste não conseguir acompanhar o ritmo durante o restante do conto.

    Boa sorte!

    • Tomé Dídimo
      19 de janeiro de 2016

      Gostei da ideia. Devia ter bolado uma partitura, jogado pro word e lançado como imagem. Muito sucesso pra ti, Thata, neste ano de 2016 e um grande abraço.

  54. Rubem Cabral
    14 de janeiro de 2016

    Olá.

    Achei o miniconto bonito, embora não tenha gostado muito das rimas. A mistura de poesia à prosa e as brincadeiras (eco x Umberto Eco) foram interessantes, a escrita está correta, mas o enredo não me chamou muito a atenção.

    Boa sorte!

    • Tomé Dídimo
      19 de janeiro de 2016

      Muito obrigado pela avaliação e pelo comentário, mestre Rubem. Tá tudo anotado. Um 2016 de muito sucesso e realizações e um grande abraço.

  55. Daniel Vianna
    14 de janeiro de 2016

    Gostoso e melancólico. Poético. Soa como se a música fosse a própria alma do poeta, que se esvai, a qual ele poderia, se quisesse, aprisionar em sua viola. Show de bola.

    • Tomé Dídimo
      19 de janeiro de 2016

      Uau! Muito profundo, cara. Nunca tinha visto a viola como uma ratoeira. Boa abstração (kkk). Tu é um cara maneiro, Daniel. Valeu. Um grande abraço e sucesso em 2016.

  56. Pedro Henrique Cezar
    14 de janeiro de 2016

    Achei a poesia bem interessante. Bem suave, veio ocupando seu espaço, e fazendo imaginar. Depois da resposta do autor, e relendo o texto, foi possível enxergar com maior exatidão o que ele quis transmitir. A primeria impressão não tinha sido suficiente para encontrar o foco geral do texto. Mas, como bem disse, depois de uma explanação e releitura, foi possível enxergar a dimensão do conto. Parabéns!

    • Tomé Dídimo
      19 de janeiro de 2016

      Valeu, Pedro (a propósito, Cilas e Mateus também estão aqui. E ainda tem o Daniel. Que encontrão, hein?). Sucesso pra ti em 2016 e um grande abraço.

      • Pedro Henrique Cezar
        22 de janeiro de 2016

        Valeu! Para você também!

  57. rsollberg
    14 de janeiro de 2016

    Não consegui enxergar a história como um todo. Vi um personagem em um determinado ponto de sua vida, analisando as coisas ao redor e a si.

    A linguagem empregada é bela, tenta cativar no leitor uma espécie de sinestesia.
    Para falar a verdade, o que menos chamou a minha atenção foram as rimas. Vieram descompromissadas, quando, gosto pessoal, prefiro mais intensas.

    Penso que num sarau, esse tipo de conto despertaria várias reflexões e debates. Seria muito interessante ouvir a voz do autor e compreender de forma mais plena o texto.

    Parabéns e boa sorte!

    • rsollberg
      14 de janeiro de 2016

      Agora vi um adendo do autor. Caso o final fosse “somos todos cinza”, penso que o conto teria uma desfecho bem melhor Ai, teria entrado a sacada do cinza cor e do cinza pó, que remeteria ao fim da vida. Afinal, inevitavelmente seremos todos cinzas.

    • Tomé Dídimo
      19 de janeiro de 2016

      Valeu, mestre Rsollberg. Tá anotado. Um feliz 2016 e um grande abraço, irmão.

  58. Davenir Viganon
    14 de janeiro de 2016

    Tenho dificuldade com a linguagem poética. Entendi graças a explicação do autor, mas não foi o suficiente para me conectar com o conto.

    • Tomé Dídimo
      19 de janeiro de 2016

      Tá anotado, Davenir. No entanto, não posso deixar de lhe aconselhar que, caso gostes mesmo da escrita, mesmo que a poesia não seja sua praia ela é um excelente exercício. Eu, por exemplo, sou um bom atacante (futebol), mas sou péssimo em embaixadinhas. Hoje não, porque já estou meio velho, mas em algum momento resolvi treinar esse fundamento. Pra alguma coisa serviria. (Caraca, isso lá tem alguma coisa a ver com a questão?… Enfim). Um grande abraço e feliz 2016.

  59. Bia Machado
    14 de janeiro de 2016

    Bem poético, não há dúvida, bonito em várias das construções utilizadas. Mas me senti perdida por não conseguir saber quem é essa pessoa e o que acontece, afinal, por isso não me cativou o suficiente. Acho que me passou batida a relação do título com o texto. Dica: não tem H no nome desse escritor que citou. Boa sorte.

    • Tomé Dídimo
      14 de janeiro de 2016

      Valeu pelo Umberto (Não Humberto). A pessoa é alguém que sente o desvanecer da vida, tal qual um elemento químico em período de meia vida já ultrapassado (ou ultrapassando). Por isso, o céu cinza, o mar prata. Na verdade, há um erro na última frase. Deveria ser: “somos todos cinza” (no caso o “eu”, o mar e o céu, na visão da pessoa em questão). Valeram os apontamentos. Um grande abraço.

      • Bia Machado
        14 de janeiro de 2016

        Obrigada! Prometo que vou reler antes da avaliação final. 😉

  60. Rogério Germani
    14 de janeiro de 2016

    Utilizou bem as técnicas poéticas para a construção do conto. No entanto, senti que algumas ficaram ficaram forçadas…
    Parabéns!

    • Tomé Dídimo
      19 de janeiro de 2016

      Muito obrigado, Rogério. Tá anotado. Se puder, depois, especificar onde ficou forçado (se não for pedir muito), agradeço. Mas tá anotado. Sucesso em 2016 e um grande abraço.

  61. Renata Rothstein
    14 de janeiro de 2016

    Belo, sensível e profundo. Poesia.

    • Tomé Dídimo
      19 de janeiro de 2016

      Muito obrigado, Renata. Um feliz 2016 pra ti e para os teus e um grande abraço.

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Informação

Publicado às 14 de janeiro de 2016 por em Micro Contos e marcado .