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Detox Literário.

Luxuria est vita (Gustavo Aquino)

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COMPLETAMENTE EMBRIAGADO, Anísio arrumou um reboliço na curimba de pai Benedito de Guiné e, numa daquelas pusilanimidades patéticas, embora fosse um capoeirista versado nas rodas de Itabuna junto de Pastinha, fora pego a bambu pelos ogãs e chutado gongá afora. Envolvido por aquela lânguida indiferença tão característica das potências do álcool capazes de tornar os cenários mais inverossímeis em circunstâncias normalíssimas, estirado em decúbito dorsal na calçada, ele ignorou os hematomas, os músculos doloridos, e permitiu-se observar, com o olhar enlevado, os confetes que agora flutuavam no vazio estrelado do céu soteropolitano – arco-íris multifacetado de papéis feitos de aparas arredondadas polvilhando vielas, sarjetas e ruas apinhadas de gente.

Depois de alguns instantes, pôs-se de pé. Movido por uma ébria vaidade, alinhou a desmazelada fantasia carnavalesca de papa que trajava. Numa morosidade maciça, rindo consigo mesmo como se o mundo fosse uma cômica anedota, conferiu os adereços que ornamentavam aquela estapafúrdica vestimenta: o anel de São Pedro enfiado no anular, o solidéu encardido, posicionado na beirada da cabeça, a tosca férula na destra, o pálio amarrotado. Sorvendo o último gole do moscatel que havia abafado do padê de Exu, largou-se na euforia contagiosa daquela terça-feira de carnaval que se derramava em marchinhas feéricas por todo Pelourinho.

Numa felicidade retardada, contagiante, Anísio topou com amigos de infância, companheiros de arruaça, bozó e vadiação. Bebeu muito, deu de beber ainda mais, entornando copos espumantes de cerveja, monjopinas, doses heroicas de uísque barato. Cruzou com a rapaziada do conceito, a negrada que botava para frente, e, das mãos do próprio Viola, diante dos olhares aprovadores de Poeta e Boca, cheirou carreiras homéricas de brizola esticadas em mesas de alumínio e baforou loló como se o amanhã fosse nada menos que ilusório. Continuou em sua romaria virtuosa num halo de fervor beneditino, na direção da Praça Castro Alves, a Jerusalém de todos os pecados, sambando com a fauna fantasiada que se destacava aqui e acolá: Napoleões de chapéus bicorne, Madres Teresas de Calcutá, Cristos retintos afagando candidamente vulvas de diáfanas Marias Madalenas, pierrôs, rainhas de Sabá. Dedilhou contornos eróticos, buliu sexos que se insinuavam em movimentos prosaicos, no ritmo do trio elétrico de Dodô e Osmar, improvisado num Ford 1929, que anunciava que Mamãe Oxum – que é também Nossa Senhora da Conceição –, com seu vestidinho amarelo e colares de conta, estava presente naquela noite para inspirar os seus filhos com a sua graça e a sua putaria.

Na entrada da Praça Castro Alves, à frente do cortejo de pândegos, Anísio, com a férula brandida à la relíquia cristã, recitava, num latim esdrúxulo, o sermão que ouvira na sua mocidade quando o diácono de São Francisco surpreendeu-o com Doralice nos fundos da igreja:

tum podex carmen
extulit horridulum luxuria pudendus

Fogos tingiram o céu, explodindo em riscos multicoloridos. O Ilê Aiyê, como uma onda vermelha e branca, dissolveu-se na praça. A euforia do carnaval atingiu o apogeu e, com a bata totalmente rasgada pelos puxões violentos dos foliões que se acotovelavam, Anísio foi agarrado por uma jovem vestida como cigana. Ela ofereceu-lhe a língua vermelha, rosa em flor no verão, e ele, guloso, sugou-a docemente. De olhos fechados, dançando de lábios colados, foram conduzidos pelo calor, pela excitação, por aquela música estridente, pelo perfume dos cabelos crespos, pelo ranço agradável do suor que escorria em profusão de outros corpos.

Então, no paroxismo do êxtase, ele abriu os olhos. E, além dos ombros desnudos da pequena, pôde vislumbrar aquela mulher singular, única, vestida de homem, que se atracava em beijos furiosos com um negro corpulento à sua frente. O contraste era escandaloso se comparado com as outras mulheres e isso lhe causou um profundo ímpeto de luxúria. Tostada de sol, com um físico inverossímil de Victor Macture, carnuda, atlética, tudo nela parecia exprimir um apetite vital tremendo. Anísio teve uma ereção instantânea e, com inusitada violência, desesperado, soltou-se dos braços da cigana. Variando, contendo uma inusitada dispneia que agora lhe acometia o peito, apoiou-se com esforço nos ombros do negro, investiu a cabeça entre os dois e penetrou a língua semienrolada na bela orla violenta daqueles lábios.

Subitamente, tudo se apagou.

 

II

 

Ao voltar à realidade, viu que estava sendo carregado por braços fortes. A visão turva buscou reconhecer quem o carregava; mas, na posição em que estava, era impossível fitar a face misteriosa e a única coisa discernível era o protuberante pomo de adão que birimbolava em movimentos espetaculares. Após alguns momentos, foi colocado sobre um banco, longe da algazarra. Diante de seus olhos, a baía de Todos os Santos se estendia num panorama indescritível. De repente, uma voz de diapasão preencheu o seu estado de semiconsciência.

─ Se aprume, meu tio! Que porra é essa! Tá morrendo é?

Anísio esboçou uma resposta, mas não conseguiu articulá-la, muito menos manifestar a sua sincera alegria ao reconhecer que o seu interlocutor de voz masculina, e linguajar cavernoso, era aquela mulher que ele havia beijado em voluptuosa simultaneidade com o negro. Forçou as cordas vocais novamente, buscando energia para falar, porém uma forte convulsão o interrompeu.

─ Acuda! Acuda! ─ urrou a mulher, desembestando atrás de ajuda. E Anísio, permitindo-se a um último lampejo de luxúria, observou as cadeiras rebolosas e as nádegas duras daquela cabrocha com deliciosa felicidade.

Às portas de um ataque cardíaco, com o esfíncter rompido jorrando excrementos, Anísio teve aquela misteriosa revelação que somente a morte é capaz de nos mostrar. Diante de uma insofismável certeza, a gargalhada inusitada avolumou-se na caixa dos peitos e saiu pela boca junto com uma hemoptise violenta. Ali, sobre o catre de cimento, soltou um derradeiro suspiro.

Quando o adamado retornou com socorro, Anísio já estava gelado. Notaram que, além de estar todo cagado, um leve sorriso se destacava em seus lábios roxos. Confetes, dançando no claro arrebol que se projetava naquela manhã de quarta-feira de cinzas, enguirlandavam, paulatinamente, o corpo estendido. Anísio fora embora debaixo de uma apoteose de carnaval, nas asas de uma desenfreada luxúria.

Morrera de tanto pecar…

…Ou de tanto viver.

48 comentários em “Luxuria est vita (Gustavo Aquino)

  1. Gustavo Aquino Dos Reis
    25 de fevereiro de 2015

    Muito obrigado pelos comentários!

    Só algumas curiosidades:

    *o fato do personagem Anísio estar vestido de papa no meio do carnaval do Pelourinho não é apenas para ser meramente cômico ou caricato. Seu nome, bem como a vestimenta, faz alusão ao Papa Gregório I – cujo nome verdadeiro é Gregorius Anicius -, e foi o papa responsável por estruturar a ordem dos sete pecados capitais como conhecemos hoje;

    * “tum podex carmen extulit horridulum luxuria pudendus”, assim como o pseudônimo “Adso”, faz homenagem ao livro “O Nome da Rosa”, de Umberto Eco;

    * O início dos carnavais soteropolitanos foram realizados pelos irmãos Dodô e Osmar que improvisavam o seu trio elétrico num Ford 1929.

    Não houve erro na escolha da escola vocabular. Muito pelo contrário! Assim como o carnaval é uma festa que une o sagrado e o profano, tentei transitar a minha escrita nesse molde valendo-me de regionalismos e expressões mais pomposas à la o mestre Jorge Amado e Nelson Rodrigues.

    Infelizmente, o resultado do conto saiu aquém do meu esperado e confundiu a maioria dos leitores :(… Mas, sem dúvida, a experiência foi muito proveitosa. 🙂

    E sim, mestre Gustavo de Andrade, o conto é exatamente uma ode à pluralidade e a luxúria. Como não haveria de ser? Luxúria é vida! 🙂

    Afinal, parafraseando aquele velho disco do Caetano, o carnaval é a invenção do “Diabo” que “Deus” abençoou.

    Parabéns aos vencedores!

  2. wilson barros
    23 de fevereiro de 2015

    Este é outro conto em um estilo algo barroco, como o “sermão da sexagésima “do Lázaro Beleléu. Igual ao Sermão, a linguagem também é rebuscada, com o uso do preciosismo da Escola de Gôngora. A religiosidade, aqui, não é a dos padres, é a do Candomblé, dos Terreiros de Oxum, e desta vez, o conto é bastante erótico e sensual. Não deixa de ser interessante a retomada de uma escola antiga, com novas técnicas e recursos, e o conto ficou muito bom, mas também meio difícil de entender. Não me refiro ao seu significado, mas à ação mesmo. Achei que Anísio tinha beijado um homem “adamado”, vestido de mulher, mas não tenho certeza, porque foi uma “mulher que urrou “acuda”” e “desembestou atrás de ajuda”. Mas talvez o autor tenha querido criar um efeito “Henry James”. Se você gosta do candomblé, deve ler os livros de Jorge amado, principalmente “Jubiabá”. Não encontrei erros de português.

  3. Jowilton Amaral da Costa
    23 de fevereiro de 2015

    Hahaha, gostei. o vocabulário meio pomposo e com algumas palavras difíceis não me incomodou, pelo contrário, achei que foi certeiro para o tipo de narrativa carregada no humor. Parabéns.

  4. Leandro B.
    23 de fevereiro de 2015

    Oi, Adso.

    O conto não funcionou muito bem comigo. Provavelmente a culpa é mais minha do que qualquer outra coisa. Achei o vocabulário um pouco… rebuscado, e não estou dizendo que há razão no leitor que reclama disso. A coisa só ficou um pouco cansativa, tendo que, do início ao fim, buscar o significado de cada termo.

    De novo, e quero muito frisar isso, não é como se eu estivesse dizendo que há algo errado no conto pelo vocabulário. Como leitor, é obrigação minha investigar e ampliar o meu próprio para apreciar o que o autor está expondo.

    Só que, como experiência, acabei não me entretendo tanto aqui. Eu sinto que estou parecendo demais um adolescente que só lê turma da mônica, mas não consigo encontrar outros motivos para não ter apreciado a história.

    Enfim, é isso, camarada. Uma defasagem minha impossibilitou uma verdadeira apreciação.

    Abraços

  5. Edivana
    22 de fevereiro de 2015

    … ou de tanto viver. Talvez, eis aí a morte que todos deveriam experimentar um dia. Morrer, nem que seja no meio dos excrementos, ainda com o sorriso nos lábios. Não pensar demais, apenas viver mais. Um conto e uma lição pomposa. É isso. Abraços.

  6. Alexandre Leite
    21 de fevereiro de 2015

    Com uma linguagem, às vezes, empolada, o texto conseguiu se aproximar da ideia popular para transmitir uma história com clareza no tema.

  7. Leonardo Jardim
    20 de fevereiro de 2015

    Prezado autor, optei por dividir minha avaliação nos seguintes critérios:

    ≋ Trama: (3/5) boa, gostei do uso do carnaval no tema, acho que foi o único que fez isso. O excesso de rebuscamento e palavras desconhecidas atrapalhou um pouco a compreensão.

    ✍ Técnica: (4/5) excelente, gostei muito. Recheado de ótimas construções, ótimo vocabulário e boas metáforas. Só vi problema nas frases muito longas e uso de muitas palavras desconhecidas um pouco fora de contexto (embora me obrigue a aprender cada vez mais).

    ➵ Tema: (2/2) dentro (✓), principalmente pelo final.

    ☀ Criatividade: (1/3) morte por exagero no carnaval é comum (lembrei, pelo menos, de Dona Flor e Seus Dois Maridos).

    ☯ Emoção/Impacto: (3/5) gostei, mas queria ter gostado mais. Os motivos foram expostos acima.

  8. alexandre cthulhu
    20 de fevereiro de 2015

    Um texto bem condizente com o desafio ( pecados). VoÇe redige muito bem e faz ostentação disso. Mas lembre-se de que escrever palavras bonitas e frases floreadas não é sinonimo de escrever bons textos. Eu senti que me perdi um pouco nas suas descrições extensas.
    Mas é apenas a minha opinião
    Abraço e boa sorte

  9. Pétrya Bischoff
    19 de fevereiro de 2015

    Bueeeeenas! Na quinta tentativa, com todo amor empenhado em terminar esse texto, eis que o venci! \o/ Antes de mais nada, acho a escrita belíssima e invejável, nota-se o domínio da técnica no autor. No entanto, ele se utiliza de regionalidades em demasia; eu diria que 40% do texto travou muito minha leitura. Com calma e refletindo sobre as palavras, consegui terminar e absorvê-lo. Gostei da estória que, além de tudo, também é uma crítica às festividades carnavalescas. Não serei egoísta a ponto de sugerir que o autor pode essa escrita, visto que o faz muito bem. Boa sorte. 😉

  10. Rodrigues
    18 de fevereiro de 2015

    Acho que foi o único conto que conseguiu fazer essa relação entre o pecado e o tesão pela vida, colocando de forma única descrições, sentimentos, cenários e personagens que juntos formam um quadro perfeito da festa carnavalesca, da euforia, perversões e subversões. Esse conto faz parte dos muitos que li aqui e me deixaram boquiabertos, com certeza estará entre os meu preferida. Sinceros parabéns ao autor!

  11. Swylmar Ferreira
    18 de fevereiro de 2015

    Texto muito bem escrito, o enredo e personagem lembraram-me Vadinho. apresenta A linguagem apesar de rebuscada não é cansativa, além, está muito bem narrado e a cronologia perfeita, a conclusão apesar de óbvia é quase obrigatória. Belo conto.
    Parabéns Sr. Adso

  12. Pedro Coelho
    17 de fevereiro de 2015

    Ficou com cara de crônica, se fosse em primeira pessoa poderia até ser uma. Mas ficou bom, bem descritivo, porém não ficou cansativo. Acho que daria uma cronica melhor do que um conto. Mas nem por isso ficou ruim. Movimentado tal qual carnaval. Luxurioso tal qual viver.

  13. Maurem Kayna (@mauremk)
    17 de fevereiro de 2015

    Além do excesso de palavras pomposas, sobram adjetivos demais que não acrescentam informação relevante à trama. Poderiam funcionar para o ritmo da leitura, mas aí a pomposidade atrapalha. A história funcionaria melhor se o ritmo fosse mais fluído.

  14. Bia Machado
    16 de fevereiro de 2015

    Eu gostei da narrativa, achei bem elaborada em sua simplicidade. Simplicidade de enredo, quero dizer. Porque na linguagem, achei um tantinho rebuscada. Sim, rebuscada, com termos corretamente empregados, mas que tiram um pouco da naturalidade da situação que está sendo narrada. Vê-se que a pessoa conhece bem da cena, parecendo até mesmo tê-la vivido na Bahia, e por isso até desconfio do autor, mas só desconfio, ao estilo de Guimarães, rs. Talvez, opinião minha, fosse mais bacana esse narrador ser mais alguém do “povão”, não sabe? Como se fosse algum cidadão dali, a observar a cena, alguém que tudo viu e contou na maior pra gente. Eu, pelo menos, tentaria fazer desse jeito, e fiquei todo o tempo da leitura imaginando como seria esse narrador. Mas te parabenizo pela segurança na narrativa. Parabéns!

  15. Carlos Henrique Fernandes Gomes
    15 de fevereiro de 2015

    Maravilhoso vocabulário! Você conduz o Anísio muito bem desde a curimba de pai Benedito até o derradeiro catre de cimento com uma certa maestria. Só seria maestria absoluta se você me fizesse ver e ouvir o Carnaval; eu só vi! A parte final que diz “Anísio fora embora debaixo de uma…” em diante está demais no conto. Precisava de mais Carnaval e suas luxúrias para que eu acreditasse que o Anísio morreu de luxúria! Tenho certeza que ele morreu de outra coisa… Mesmo assim devo dizer que um dia quero escrever como você, com essa exatidão, conduzindo o leitor na palma da mão.

  16. Pedro Luna
    14 de fevereiro de 2015

    Um texto bem escrito. Um vocabulário show de bola. Faltou mesmo uma trama bacana que prenda a atenção e instigue. O conto ficou bom, só não ficou do jeito que gosto. Priorizo as tramas, e aqui ela se desenrolou lentamente em parágrafos cheios de palavras que eu não conhecia, mas que não trazem fogo para o texto.

  17. Lucas Almeida
    13 de fevereiro de 2015

    O que me cativou no seu texto foi a riqueza de vocabulário, muito bem usado, e o contraste do pecado da luxúria com “aquela festa maravilhosa” do carnaval neste mês em que estamos foi uma jogada, ao meu ponto de vista, muito inteligente. Parabéns, e boa sorte 😀

  18. rsollberg
    11 de fevereiro de 2015

    Infelizmente não funcionou comigo.

    Achei o texto muito truncado, que é exatamente o oposto do que esperaria em um desafio de 1000 palavras. (ok, isso é um problema exclusivamente meu).
    Apesar do bom uso do vernáculo, a estória é extremamente descritiva, e isso, a meu ver, prejudicou a trama.

    De qualquer modo, parabéns e boa sorte no desafio.

  19. Rodrigo Forte
    11 de fevereiro de 2015

    Serei bastante sincero aqui, e o que vou falar é gosto puramente pessoal: não me descem muito bem esses textos em que são utilizados termos regionais em excesso.

    Eu tive que recomeçar o conto umas 3 vezes, pois acabava perdendo totalmente a atenção ao ver que não conseguia me lembrar da palavra que havia sido dita na linha anterior.

    Na segunda parte e coisa melhora, e dá pra ver que o autor tem um domínio absurdo da língua portuguesa. Mas, como eu disse anteriormente, acabei ficando distraído por esses “problemas” (como disse, particulares) que me impediram de aproveitar a história em sua totalidade.

    De todo modo, tudo foi escrito de maneira brilhante. Boa sorte!

  20. Gilson Raimundo
    10 de fevereiro de 2015

    A este Vadinho moderno, será que Jorge não se inspirou aqui, aquele mesmo o amado que um dia também contou as peripécias de uma noite carnavalesca… A história foi muito bem exposta, cheia de belas cenas, mas confesso achei como se fosse uma releitura, muito boa pra ser verdade.

  21. Gustavo Araujo
    9 de fevereiro de 2015

    Um conto verdadeiramente fantástico. Desde o uso das expressões, passando pelo desenvolvimento até o desaguar na quarta-feira de cinzas. O fato de situar-se em Salvador, então, tornou a narrativa ainda melhor especialmente porque não se recorreu em momento algum aos clichês que normalmente povoam textos ambientados no nordeste brasileiro. Gostei muito, especialmente porque não se vê esse tipo de texto por aqui. Espero de verdade que o autor nos contemple com outras obras dessa natureza. É com o diferente que se aprende, ainda mais quando esse diferente aproxima-se da perfeição técnica. Parabéns.

  22. Cácia Leal
    7 de fevereiro de 2015

    O texto está bem escrito, mas de difícil leitura. Já escrevi assim, usando termos rebuscados. Hoje, prefiro uma linguagem mais clara e menos clássica, por isso, apesar de concordar que a linguagem foi bastante trabalhada, não me agradou esse estilo. Além do que, o uso excessivo de termos da religião afro, como o candomblé e a umbanda, não são muito compreensivos para quem não os conhece. Essa cultura de frequentar terreiros não é usual em algumas regiões do Brasil, como de onde eu vim. Nada contra, sou espiritualista e já frequentei terreiros, mas só os fui conhecer após os 30 (anos… sim… rs).

  23. Anorkinda Neide
    7 de fevereiro de 2015

    Então…nao gostei
    Frases muito longas me deixam nervosa e muita informação em pouco tempo.É um recurso válido e tem seu público,mas nao faço parte dele…hehe
    Gostei dos dois versos finais 🙂

    Boa sorte ae!

  24. Luis F. T.
    6 de fevereiro de 2015

    A escrita rebuscada tornou a leitura difícil, confesso. Mas demonstrou a erudição do autor, além do fato não não haver erros gramaticais aparentes. Parabéns!

    Também achei que mecânica narrativa utilizada para diferenciar o estupor e a sobriedade (afetando o modo como via e descrevia o mundo ao seu redor) do personagem Anísio foi bastante engenhosa.

    A história em si é simples e bastante adequada pra um conto curto.

    Assim, embora não seja meu conto favorito (pela pompa na forma como foi redigido), é um texto que tem minhas sinceras admirações (justamente pelo mesmo motivo, rs).

  25. Luan do Nascimento Corrêa
    6 de fevereiro de 2015

    Gostei do conto, esbanja cultura. Uma coisa que não me agradou, e isso é apenas minha opinião, foi a busca por palavras desconhecidas, naqueles casos em que, sob meu ponto de vista, não havia necessidade, por existirem palavras sinônimas e muito conhecidas. Mas isso é um detalhe, parabéns pelo conto!

  26. Brian Oliveira Lancaster
    5 de fevereiro de 2015

    Meu sistema: EGUA.

    Essência: Bem, toda bagunça da festa que se aproxima está aí, num conto cotidiano. Nota – 9,00.

    Gosto: Aí complica. Se por um lado é um texto muito bem escrito, por outro, é de difícil entendimento. Comecei lendo com “ãh?” e só no capítulo dois, que tem uma troca brusca de rebuscamento (quase enrolei a língua agora), é que fui entender o que se passava. Escrita? Perfeita. Flui? Infelizmente, não. Nota – 7,00.

    Unidade: Gramática e ortografia impecáveis, mesmo com palavras desconhecidas. Nota – 10,00.

    Adequação: Total, apesar de abordar apenas um ou dois tipos. Nota – 9,00.

    Média: 8,8.

  27. Sidney Muniz
    5 de fevereiro de 2015

    Um bom conto. Gostei muito da narrativa envolvente, e ainda que a rebusques possa incomodar a alguns, para mim foi muito interessante. Deixo abaixo algumas dicas, de leitor chato que sou, ao autor(a) dessa obra.

    improvisado num Ford 1929 – não gostei da citação da marca.

    com a sua graça e a sua putaria. – como a narrativa seguia com certa polidez e rebusques em minha opinião a escolha da palavra “putaria” destoou das demais.

    Inverossímil – repetição, que até mesmo não sendo dentro de um mesmo parágrafo me desagradou, sugiro um sinônimo.

    com “inusitada” violência, desesperado, soltou-se dos braços da cigana. Variando, contendo uma “inusitada” – Repetição de inusitada

    a língua semienrolada na “bela” orla “violenta” daqueles lábios. – em algumas passagens do texto o excesso de adjetivos me incomodou um pouco, como nessa frase.

    No mais um ótimo conto!

    Trama:(1-10)=10 gostei bastante, principalmente pela ambientação do conto
    Narrativa(1-10)=10 Ótima
    Técnica(1-10)=9 Muita boa, apenas alguns deslizes.
    Personagens(1-10)= 10 Muito bem construidos
    Inovação e ou abordagem do tema(1-5)=5
    Título(1-5)=5 muito bom título!

    Parabéns e boa sorte!

  28. rubemcabral
    5 de fevereiro de 2015

    Boa a história e bem bacana ver muito da cultura brasileira presente no texto. Agora, chovendo no molhado, o autor exagerou ao pinçar tantos vocábulos antediluvianos, resultando num conto bem travado, sem a leveza que o tema carnavalesco pedia. Algumas palavras, feito “arrebol”, por exemplo, só me recordo de vê-las em textos do século XIX. Então, feito diria o molusco ex-presidente, eu aconselharia: “menas, autor, menas”…

  29. Thales Soares
    5 de fevereiro de 2015

    Não há dúvidas de que o escritor deste conto é muito habilidoso e domina perfeitamente nossa lingua, sabendo brincar a vontade com as palavras. Porém, para mim, o conto ficou muito pesado e cansativo. Muita descrição e poucas ações. Fiquei bastante entediado enquanto lia. Mas devo ressaltar que a escrita está magestosa, mas, infelizmente, muito exagerada. O final foi bom, fechou bem o conto.

  30. Ricardo Gnecco Falco
    4 de fevereiro de 2015

    De difícil leitura, porém ricamente ilustrado. Um conto repleto de belezas singulares que faz o leitor viajar no tempo, no espaço e no significado de algumas palavras também, muito embora o belo contexto exemplifique de forma inigualável a maestria do autor.
    Quase um Clássico, com C maiúsculo.
    Parabéns!
    😉

  31. AJ Paes
    2 de fevereiro de 2015

    Este texto está muito rebuscado e com isto o humor (sim há muitas situações engraçadas neste texto), acaba se perdendo em meio a palavras que quebram o ritmo e algumas palavras totalmente desnecessárias.

    Escrever rebuscado não é sinônimo de escrever bem.

    abs

  32. Willians Marc
    2 de fevereiro de 2015

    Olá, autor(a). Primeiro, segue abaixo os meus critérios:

    Trama: Qualidade da narrativa em si.
    Ortografia/Revisão: Erros de português, falhas de digitação, etc.
    Técnica: Habilidade de escrita do autor(a), ou seja, capacidade de fazer bons diálogos, descrições, cenários, etc.
    Impacto: Efeito surpresa ao fim do texto.
    Inovação: Capacidade de sair do clichê e fazer algo novo.

    A Nota Geral será atribuída através da média dessas cinco notas.

    Segue abaixo as notas para o conto exposto:
    Trama: 7
    Ortografia/Revisão: 10
    Técnica: 8
    Impacto: 6
    Inovação: 6

    Minha opinião: Bom, não gosto muito desse excesso de palavras pomposas, acho um pouco desnecessário, mas isso é só gosto pessoal mesmo. Enfim, achei a trama simples e não me causou grande impacto.

    Parabéns e boa sorte no desafio.

  33. Andre Luiz
    1 de fevereiro de 2015

    Olá, Adso, será mesmo Anísio um pecador de carteirinha? Vamos à avaliação!

    A) Primeiramente, deixo claro que comecei a ler seu texto com revolta, pois achei-o chato. (Sem ressentimentos) Mas, à medida que a leitura avançava, senti que tudo ia se encaixando, retratando os pecados de forma completa, o uso de drogas, a traição, luxúria e tudo mais. A bagunça do carnaval, a erotização e o sexo que rola solto neste evento foram todos repassados ao leitor com verossimilhança. Há várias passagens líricas e estéticas, como: ” Ela ofereceu-lhe a língua vermelha, rosa em flor no verão, e ele, guloso, sugou-a docemente. “. Há um suspense iminente quando Anísio beija a mulata e tudo fica escuro, além de um final catastrófico e assombroso. Parabéns pela ótima leitura que me proporcionou.

    B)Contudo, sinto que o uso excessivo de palavras cultas e extremamente incomuns pode prejudicar a leitura em várias partes. Por exemplo, em esfíncter, arrebol e insofismável, que tive de procurar definições no dicionário. Além do mais, o início (como eu já comentei) está arrastado demais por causa destas palavras “diferentes”, salvo o eufemismo.

    No mais, parabéns e sucesso!

  34. Virginia Ossovski
    31 de janeiro de 2015

    Esse ficou extremamente bem escrito, talvez um pouco demais, algumas frases muito longas no começo, mas o autor tem um grande domínio do que faz. As descrições ficaram muito bonitas, adorei a ambientação carnavalesca. Sucesso no desafio !

  35. Sonia Rodrigues
    28 de janeiro de 2015

    Enredo fraco.
    Um homem bebe, e, em consequência da bebedeira, morre.

    O começo não tem atrativo: COMPLETAMENTE EMBRIAGADO, Anísio arrumou um reboliço. Eu não continuaria a ler. Claro, eu tinha de dar uma opinião, então li.
    O final é decepcionante: morreu de tanto pecar ou de tanto viver. Conversa de bêbedo. Tão pouco atraente quanto o começo.

    Estrutura: a divisão do conto em dois me parece desnecessária, já que a segunda parte é continuação temporal da primeira.

    Estilo – frases rebuscadas que dificultam a compreensão do texto, talvez tentando dar a ele significado e importância. O efeito foi tornar a leitura tediosa. Ex:
    “aquela lânguida indiferença tão característica das potências do álcool capazes de tornar os cenários mais inverossímeis em circunstâncias normalíssimas”
    “observar, com o olhar enlevado, os confetes que agora flutuavam no vazio estrelado do céu soteropolitano – arco-íris multifacetado de papéis feitos de aparas arredondadas polvilhando vielas…” – soteropolitano dá a impressão que o autor andou lendo dicionário.
    “ Numa morosidade maciça, rindo consigo mesmo como se o mundo fosse uma cômica anedota, conferiu os adereços que ornamentavam aquela estapafúrdica vestimenta:…”
    “o protuberante pomo de adão que birimbolava em movimentos espetaculares”
    “Confetes, dançando no claro arrebol que se projetava naquela manhã de quarta-feira de cinzas, enguirlandavam, paulatinamente, o corpo estendido”

  36. Thata Pereira
    28 de janeiro de 2015

    Gostei do conto. É muito interessante quando uma autor consegue transmitir uma cultura diferente do leitor com tanta perfeição. Foi uma grande viagem todas as imagens que passaram pela minha cabeça enquanto lia.

    Gostei muito.

    Boa sorte!

  37. alexandre cthulhu
    28 de janeiro de 2015

    bom texto, mas um pouco confuso, talvez pelo pouco uso de parágrafos e pontuação adequada. mas gostei parabens

  38. Mariana
    27 de janeiro de 2015

    Um dos melhores contos até agora!! Uma ótima escrita e o desfecho incrível! E não menos importante, o tema foi muito bem explorado. Parabéns e boa sorte!

  39. JC Lemos
    27 de janeiro de 2015

    Sobre a técnica.
    Muito boa! Porém, não sou fã de histórias contadas com tanta “classe”. Acho que cansa o leitor. Mas o conto foi muito bem narrado, com um final perfeito.

    Sobre o enredo.
    Gostei. O tom, a forma como os acontecimentos se sucederam, remeteram-me ao conto Saturnália, do José Leonardo. Essa coisa suja, visceral, dá uma cara diferente ao texto. Algo que realmente nos remete aos pecados. O pobre coitado morreu, mas viveu, então foi um final feliz… ou não.

    Parabéns e boa sorte!

  40. Fabio Baptista
    26 de janeiro de 2015

    Olha, é bastante claro que o autor sabe o que está fazendo (ou engana muito bem! kkkk).

    É uma história simples contada de um jeito bem peculiar. Infelizmente esse jeito, com tantas palavras “difíceis” e tanto rebuscamento em alguns pontos, não me agrada. Questão de gosto mesmo.

    No final, entendi que deu uma puta treta depois que ele se meteu no beijo, mas não captei ao certo se a mulher era na verdade um travesti, se foi o negão que estourou o esfíncter dele e tal…

    Veredito: escrita muito competente dentro do estilo proposto, mas que não “fez a minha cabeça”.

  41. Gustavo de Andrade
    26 de janeiro de 2015

    Esse final destruiu o conto pra mim. Tentou passar uma relativização do que é “pecar” que não foi intencionada pelo texto, ao menos aparentemente pela leitura. Pareceu mais um ode à pluralidade e luxúria que alguma reflexão sobre hedonismo ou algo do gênero. Ainda, trouxe uma veia cômica divertida, mas não tão capaz de sustentar, sozinha, o enredo.

  42. Eduardo Selga
    26 de janeiro de 2015

    Parece-me que houve um equívoco na escola vocabular, pois certas palavras utilizadas, não obstante demonstrem domínio da linguagem por parte do(a) autor(a), fogem ao perfil do personagem. Ainda que o narrador não seja o próprio, e estar distante da ação, os termos que ele usa esfriam a atmosfera de carnaval. Isso é estranho, uma vez que até o último instante o personagem demonstra alacridade e lascívia, algo que está distante de, por exemplo, “Quando o adamado retornou com socorro, Anísio já estava gelado”, porque o uso de “adamado” (semelhante a uma dama), vocábulo que significa “efeminado”, é uma palavra fria, distante, desconhecida e que, inclusive por isso, não transmite a todos a intenção pretendida. Ora, numa ambientação de carnaval, em se tratando de um personagem “largado na vida”, usar termos assim soa como um desnecessário preciosismo.

    Algo semelhante ocorre em “Dedilhou contornos eróticos, buliu sexos que se insinuavam em movimentos prosaicos, […]”. “Contornos eróticos” e “buliu sexos” me parecem expressões envergonhadas, usadas substituir a contundência das outras palavras que a ambientação e o tipo de personagem pedem e que não foram usadas.

    Por outro lado, houve uma ótima utilização de termos que ligam o personagem ao seu ambiente, na falta de melhor palavra, “popular”. É o caso de “abafado” para significar “roubado”, “monjopinas” (cachaças), “rapaziada do conceito” (grupo de pessoas bem conceituadas num certo grupo social) e “brizola” (antiga gíria designadora de cocaína).

    Além desse desnível vocabular, com um narrador indeciso quanto à linguagem, a trama não me parece bem conduzida. O grande mote, o desejo sexual de um homem heterossexual por um travesti, não é desenvolvido a contento. Numa tentativa de conseguir a verossimilhança pela mimesis, houve, quero crer e considerando o limite de palavras, maior preocupação em munir o leitor com referências do mundo real empírico (Mestre Pastinha, Ilê Ayê, Pelourinho, por exemplo) e com citações da religiosidade afro-brasileira (curimba, Pai Benedito de Guiné, gongá, Exu, ogã, Oxum), que aliás se relacionam muito bem com o enredo, do que em pegar pelo pé o grande impasse proposto pelo enredo.

  43. Tiago Volpato
    26 de janeiro de 2015

    O conto foi muito bem construído dentro do clima que você criou. Não vi nenhum erro que deva ser ressaltado. Só não é um estilo que particularmente eu goste, mas sei que é o tipo de coisa que muitos gostam de ler e creio que pra esse público você tenha conseguido se destacar.

  44. Lucas Rezende
    26 de janeiro de 2015

    Olá, autor(a).
    Parabéns pela técnica, não tenho sobre o que falar. Apenas elogios à escrita.
    A história também está muito boa. E que sirva de lição para os foliões ansiosos pelo carnaval: “C* de bêbado não tem dono”. Hahahahaha
    Apesar de já ter alguns contos falando sobre luxúria (tenho certeza que virão muitos outros), este me agradou mais.
    Uma ótima história com um final cômico se não fosse trágico, gostei.
    Boa sorte!!!
    May the force be with us…

  45. Claudia Roberta Angst
    26 de janeiro de 2015

    Conto muito bem trabalhado, escrito com cuidado e objetivo claro. Graças ao limite imposto, não se estendeu além do necessário e assim conservou o impacto da narrativa. Algumas palavras mais eruditas misturadas a termos mais… humm… como diria mais populares como por exemplo “estar todo cagado”, dão um tom especial ao texto. Se fosse mais longo, eu acabaria achando chato, mas não foi o que aconteceu. Gostei da abordagem do pecado da luxúria e do final. Morreu de tanto pecado ou de tanto viver. Afinal, luxúria é vida. Parabéns pelo trabalho. Boa sorte!

  46. mariasantino1
    25 de janeiro de 2015

    Ah! Eu vou chutar quem escreveu esse conto. Foi o José Leonardo 😉 Digo isso por causa da gravura insana (Pieter Brueghel the Elder. Zoiei tudo, os pecados e as virtudes, cada quadro tem suas particularidades, mas esse que foi escolhido, putz! Destaco o lado direito. Que coisa!) e da narrativa condensada e cheia irreverência.

    Cara! Bom demais. Foi muito bem repassada a desventura do Anísio, e eu adorei os contrastes entre o sacro e profano, as ótimas construções que por diversas vezes me fizeram ficar rindo para a tela do pc (uma imagem medonha, acredite) —– “permitiu-se observar, com o olhar enlevado, os confetes que agora flutuavam no vazio estrelado do céu soteropolitano – arco-íris multifacetado de papéis feitos de aparas arredondadas polvilhando vielas, sarjetas e ruas apinhadas de gente.” […] “afagando candidamente vulvas de diáfanas Marias Madalenas, […] “Ela ofereceu-lhe a língua vermelha, rosa em flor no verão” […] Se sente até um calorão com as imagens que você criou. É tragicômico a epifania tardia do Anísio acerca do afeminado. Ô meu pai, tadinho!, e as palavras que não conhecia — Pusilanimidade/covardia. Monjopina/ cachaça (as demais foram referentes à fantasia de papa). Muito obrigada por isso, pois quando leio algo quero mesmo aumentar o vocabulário.

    Sem ressalvas, gostaria muito de ver esse conto como o favorito do certame.

    Parabéns!

  47. Miguel Bernardi
    25 de janeiro de 2015

    E aí, Adson, tudo bem?

    Seu texto, até agora, foi um dos que mais me agradou. Não consegui encontrar erros na narrativa, que é limpa e gostosa. A situação toda é bem estranha, acho, porque nunca fui ao carnaval (me julgue haha), mas não duvido de que coisas assim aconteçam (tirando a parte do ataque cardíaco).

    A parte na qual o cara fala em latim não fica muito bem (opinião pessoal).

    A técnica é ótima, e ter dividido o texto em duas partes me deixou pensando no que havia acontecido na lacuna entre essas partes. Interessante.

    O final caiu muito bem, como uma luva. O ataque cardíaco, associado a luxúria e a ereção (talvez?) fez muito sentido, fortalecendo mais ainda o final.

    Abraços e boa sorte no certame.

  48. Alan Machado de Almeida
    25 de janeiro de 2015

    Acho que estou precisando ler mais, pois não entendi totalmente o final. De qualquer modo boa sorte.

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Informação

Publicado às 25 de janeiro de 2015 por em Pecados e marcado .