EntreContos

Detox Literário.

Paixão de Primavera (Jefferson Lemos)

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Os raios de fim de tarde deitavam sobre as planícies longínquas, enquanto Berenice observava seu amado à distância. Andava distraído, com a silhueta delineada dando ênfase a sua forma perfeita e musculosa. Já havia tanto tempo que o admirava, mantendo sempre uma lonjura saudável, que decidiu tomar uma decisão. Iria se encontrar com ele naquela noite, e consagraria aquela união tão especial, que mesmo de forma empática, mostrava a força da conexão que ambos criaram. Seus sorrisos tímidos quando o observava pela cerca, sempre eram retribuídos com alguma gargalhada extravagante, ou demonstração de virilidade. Ela sentia que ele tinha essa necessidade de se mostrar, e isso era um impulso que a impelia a continuar com seu jogo.

***

Este conto faz parte da coletânea “Devaneios Improváveis“, Segunda Antologia EntreContos, cujo download gratuito pode ser feito AQUI.

35 comentários em “Paixão de Primavera (Jefferson Lemos)

  1. JC Lemos
    12 de janeiro de 2015

    Gostaria de agradecer a todos que me disponibilizaram um pouco de seu tempo e sua paciência para a compreensão do texto. Esse mês eu não estava me sentindo inspirado, então deixaria passar. Mas no último dia, o Miguel Bernardi me incentivou a continuar, e eu continueI. Então, por isso eu peço desculpas pelos erros. Faltou uma revisão mais apurada e a culpa é minha.
    Guardei tudo o que me foi dito e o que der, estarei trabalhando melhor.
    Há coisas no texto que não tem explicação, mas essa é a intenção. Eu não queria fazer toda uma história de o porque o centauro nasceu. Ele simplesmente nasceu e pronto. Acho que a fantasia dá a liberdade para isso, é eu quis aproveitar.
    Enfim, muito obrigado pelos comentários, são mais valiosos do que qualquer posição no certame.

    Abraços!

    • O Bardo
      12 de janeiro de 2015

      Sir Jefferson!

      Parabéns pelo conto, o melhor de sua autoria que tive oportunidade de ler até o momento.

      Achou meu texto sem graça e me tachou como salafrário, mas a amizade segue a mesma. kkkkkkkkk

      Abraço!

      • JC Lemos
        12 de janeiro de 2015

        Fiquei até feliz quando vo aquelas estrelas. Hahahahah
        Mas dá um desconto aí, seus outros contos são magníficos, só falei aquilo para destoar um pouco. Hahahha

        Abraços!

      • JC Lemos
        12 de janeiro de 2015

        Vi*

  2. Pétrya Bischoff
    11 de janeiro de 2015

    Eita’porra! O texto me deu um pequeno “asco”, mas não ruim. Achei interessante a zoofilia e maaaaais louca ainda a descrição da coisa nascendo, que bizarro hahhahaha. Senti a agonia da mãe, também, mas foi tão estranho que ri. A escrita apresenta alguns erros e a narrativa cansa, mas gostei do nascimento. Boa sorte.

  3. Jowilton Amaral da Costa
    11 de janeiro de 2015

    Putz, zoofilia contada de forma romântica, nunca li nada parecido, que eu me recorde. Berenice guerreira viu? huahuahuahua. desculpe, mas, não consegui segurar a piada. Bom conto. Boa sorte.

  4. Miguel Bernardi
    11 de janeiro de 2015

    Que conto bom! E, talvez, com um pouco de guilty pleasure! (culpa em ter gostado tanto).

    É uma obra genial, muito acima da média, criativa desde a primeira linha. Amei o final! Autor, meus mais sinceros parabéns! Que louco haha! Sabe, adorei ser enganado: pareceu o Dan Brown fazendo “Dan Brownzises”. A narrativa flui de forma excelente, e não consegui encontrar erros. Portanto, parabéns também pela revisão. Adorei. É outro 10!

    Boa sorte no desafio!

  5. Eduardo Matias dos Santos
    11 de janeiro de 2015

    O início deixa a desejar, e trabalha contra o texto, mas o desenvolvimento é cativante e muito interessante. Parabéns ao autor e boa sorte no desafio.

  6. Sidney Muniz
    11 de janeiro de 2015

    Suas vontades ela guardava para si, enquanto supria-se com sonhos. – Achei essa passagem um tanto quanto incoerente.

    Essa paixão que ardera como fogo em galho seco, cresceu até não mais caber no peito – Uma rima que soou mal…

    embaixo de um tempo ameno que ameaçava uma tempestade de fim de tarde. – outro trecho aparentemente incoerente.

    Com passadas curtas e desreguladas, ele viu uma criatura caminhando. A chuva tocou-lhe a pele e fez o sangue escorrer em cascatas, o menino-cavalo chorava, enquanto internamente seu avô orava. Mas de nada adiantaria, o Deus que ele adorava não tinha jurisdição naquele tipo de assunto.

    chorava – orava – orava – adorava – não soou bem para leitura, um tanto quanto cansativo.

    Jurisdição – a palavra não se encaixou no parágrafo nem mesmo no texto.

    Bom, o conto é curto, interessante e a trama é boa, mas perceptível.

    Eu gostei, ainda que dessa vez a escrita não tenha me agradado. A técnica pode ser melhor lapidada, contudo nota-se o talento do autor(a) e isso é louvável.

    Desejo sorte no desafio!

    Parabéns!

  7. Fil Felix
    10 de janeiro de 2015

    Esquema do comentário + nota: 50% Estética/ Tema e 50% Questões Pessoais

    = ESTÉTICA/ TEMA = 4/5

    Uma visão do tema totalmente diferente neste desafio, deixando na consciência do leitor a “criatura fantástica” até o momento do nascimento. Escrita suave e que não cansa, só percebi alguns probleminhas já ditos aqui (como um “veze”).

    = PESSOAL = 5/5

    Gostei bastante, mais um pro meu pódio pessoal ^^. Comecei achando que seria mais uma novela mexicana, mas quando eu li “alisou sua crina”, gzuis! Tive que reler pra ver se entendi certo. Terminei o conto com aquela cara de “caraca, é isso mesmo, mesmo?”, o que sempre é bom. Apesar da bestialidade, da zoofilia, não me pareceu apelativo nem sugestivo. Apenas no final, com o nascimento, que fica mais trash, digno de um filme B de terror (no bom sentido). Mas o desenvolver até que é tranquilo, mais um ponto.

  8. Tiago Volpato
    10 de janeiro de 2015

    O texto é bem escrito a ideia muito boa, mas a forma que o texto foi conduzido não me agradou muito. Em muitos momentos me senti entediado. Mas tem muitas partes fortes no texto e que saltam a vista, no geral é um bom texto. Abraços!

  9. JC Lemos
    9 de janeiro de 2015

    Sobre a técnica.
    Deslizes comentados, posso dizer que gostei da forma como foi narrado. A divisão de atos ficou boa, dando uma boa continuação temporal ao conto. Cada ato terminando com uma surpresa.

    Sobre o enredo.
    Bizarro e animalesco. Gostei dessa mistura e do resultado. Sobre os pais, imagino como uma pessoa do modo de vida deles reagiria com um acontecimento desses, e acho válido a impotência quantô ao caso. E no final, quando fala de Deus, imagino que seja uma relação comparando os deuses gregos responsáveis pelos centauros, com o Deus cristão.

    Enfim, um bom conto!

    Parabéns e boa sorte!

  10. Lucas Rezende
    9 de janeiro de 2015

    Caramba!
    O conto começa bobo e de repente, fica completamente bizarro. A cena do nascimento da “criança” é chocante. A ambientação da trama é bem feita. Alguns erros não tiraram os méritos bestiais e macabros da história.
    Boa sorte!!!

  11. Anorkinda Neide
    9 de janeiro de 2015

    Logo no inicio, eu saquei q o galã era o cavalo,só me surpreendi mesmo foi com a narração do encontro deles no celeiro, achei engraçado, principalmente aqui: Olhou nos olhos negros e avassaladores de seu companheiro, e sentiu que era reciproco.
    kkkk
    Achei demais bizarra a gravidez da moça, talvez se o conto já levasse para o lado da fantasia antes da concepção,ficasse mais aceitável. O que ajudaria tb a aceitar a passividade dos pais da moça.
    Enfim,nao curti o nascimento do centaurinho… faltou, como falei o autor me conectar com a fantasia…fiquei numa praia psicologica, pensando na tara da moça e não consegui me afeiçoar à criaturinha..rsrsrs

    Boa sorte!

  12. bellatrizfernandes
    9 de janeiro de 2015

    O que foi visto… Não pode ser desvisto.
    What. The. Fuck.
    Isso foi tão intenso. Tão louco.
    God.
    Eu preciso de um tempo.

  13. Brian Oliveira Lancaster
    8 de janeiro de 2015

    Então… Bizarro. Se a ideia era contar uma “origem” dos Centauros, se saiu muito bem. Escrita que atiça a curiosidade, apesar de demorar um pouquinho para o texto engrenar. A revelação que se dá no meio do texto exigiu a pergunta “É isso mesmo? Deixa ler de novo”. O que nos leva ao final mais estranho ainda. Bem, “absurdo” é apenas uma das faces do fantástico. Não curto esse estilo, mas conseguiu impressionar.

  14. piscies
    7 de janeiro de 2015

    TRAMA 5/5
    ACHEI! O Conto-tabu!!! rs. Todo desafio tem um conto-tabu, mas esse foi o mais forte que li no site. Se a intenção era incomodar, o autor foi extremamente bem-sucedido.

    Tudo foi muito bem colocado. A forma como Toninho é exibido pela primeira vez, como cavalo, é narrada com tanta naturalidade que faz o leitor se perguntar o que diabos ele deixou de ler nos parágrafos anteriores. A surpresa é inevitável. O desfecho, surpreendente. As imagens de terror são muito boas. Enfim, uma história de arrepiar!

    Gostei, inclusive, da personagem principal, Berenice. Um psique desequilibrado por ter vivido dezoito anos isolada da sociedade, mal tendo contato com homens e, como bem colocado, na flor da idade. Dá quase para entender por que ela tem esse lado bestial.

    TÉCNICA 4/5
    A leitura foi muito boa. Só vi um número de falhas um pouco acima do normal, mas todas já foram comentadas.

    Parabéns e boa sorte no desafio!

  15. Ana Paula Lemes de Souza
    7 de janeiro de 2015

    Nossa, gostei demais!!!

    Fiquei super surpresa com a inesperada revelação do amante e o final foi surpreendente! Curti muito mesmo!!!

    Só um detalhe: tem alguns pecados gramaticais no texto. Vou citar alguns e espero que eu te ajude o fazendo. Lembrando que os erros não vão pesar na minha nota, apenas os aponto com a finalidade de ajudar o autor na revisão final.
    Abraço e boa sorte!

    – “Era hora de dar continuidade a família” = Era hora de dar continuidade à família –> Continuidade refere-se à extensão de um acontecimento, e deve ser utilizada a crase (dar continuidade a algo)

    – “lhe lançando espiadas longas” = lançando-lhe espiadas longas –> Depois de vírgula, deve-se usar ênclise, pois a colocação dos pronomes oblíquos átonos depois do verbo no início de frase é obrigatória.

    – “E naquela noite”. –> Esse trecho não deveria iniciar parágrafo.

    – “Eram corpos se entrelaçando dentro do celeiro abandonado e escuro, onde somente uma testemunha acompanhava a gata que se esgueirava ligeira, ao encontro do amante”. –> Qual é a testemunha?

    – “desforme” = disforme. Pelo contexto, dá a entender que a figura apresenta deformação, é desconforme, grotesco, desagradável. A grafia correta da palavra é disforme, com i.

    – “desta veze” = “de uma vez”. Pelo contexto, dá a entender que as paredes uterinas foram rompidas de um só vez.

  16. Laís Helena
    6 de janeiro de 2015

    Gostei bastante. O texto começou de maneira despretensiosa, então quebrou as expectativas e, no final, trouxe mais uma surpresa ao leitor.
    A narrativa também é muito boa; exceto por alguns deslizes na gramática, conduz o leitor pela história sem problemas.

  17. Willians Marc
    6 de janeiro de 2015

    Olá, autor(a). Primeiro, segue abaixo os meus critérios:

    Trama: Qualidade da narrativa em si.
    Ortografia/Revisão: Erros de português, falhas de digitação, etc.
    Técnica: Habilidade de escrita do autor(a), ou seja, capacidade de fazer bons diálogos, descrições, cenários, etc.
    Impacto: Efeito surpresa ao fim do texto.
    Inovação: Capacidade de sair do clichê e fazer algo novo.

    A Nota Geral será atribuída através da média dessas cinco notas.

    Segue abaixo as notas para o conto exposto:
    Trama: 7
    Ortografia/Revisão: 9
    Técnica: 9
    Impacto: 10
    Inovação: 9

    Minha opinião: Parabéns autor(a)! Gostei muito do conto, achei que ficou parecendo uma mistura de Nelson Rodrigues com Stephen King. A trama no geral é simples: paixão, sexo e traição, também achei a reação dos pais muito estranhas, porém… a criatividade e a forma com que o conto enganou o leitor para depois jogar tudo para o alto me agradou muito.

    É a média de nota mais alta que eu dei até o momento (faltam ser lidos oito contos)

    Parabéns e boa sorte no desafio.

  18. rubemcabral
    6 de janeiro de 2015

    Ugh! Eu e um amigo escritor brincávamos certa vez que depois da moda dos vampiros e lobisomens bonitinhos alguém traria centauros à tona, com o agravante “dote” dos equinos, rs. As mocinhas tipo Bela teriam tempos difíceis.

    Então, foi boa a surpresa do conto. Iniciou-se bobinho e inocente e passou ao bestialismo numa virada muito interessante. Fora detalhes de revisão, não vi maiores problemas. Bom conto!

  19. Swylmar Ferreira
    5 de janeiro de 2015

    Oi
    O conto foi bem escrito. Apesar do início morno, torna-se interessante fazendo com que o leitor permaneça focado. Parabéns!

  20. rsollberg
    4 de janeiro de 2015

    Muito bom!
    Absolutamente original.

    A técnica de mudança de ritmo foi empregada com louvor, você soube preparar o terreno para a surpresa.

    Penso que se Nelson Rodrigues tivesse se aventurado nesse universo da literatura fantástica, teria escrito algo parecido com o seu conto.

    Várias sentenças foram bem construídas ao longo do texto
    Discordo do colega que não gostou do encaixe da última frase, acho que ela fechou a estória de modo sublime. Espero que você não seja a favor da zoofilia, rs!

    Parabéns, conto acima de média!
    Boa sorte no desafio.

  21. Gustavo de Andrade
    2 de janeiro de 2015

    O começo achei tão sem graça, mas claramente foi proposital. Conseguiu subverter a família, a castidade e a mitologia em um só conto… parabéns! Houve alguns erros de gramática, mas creio que não seja além de prestar mais atenção na hora de revisar. Gostei por demais! “Deus não tinha jurisdição naquele tipo de assunto”. Boa escrita!

  22. Andre Luiz
    31 de dezembro de 2014

    Eu simplesmente não concluí (até as cenas finais) que Toninho era ou não um cavalo. Agora sei que era sim. Gostei bastante da ambientação meio rural e também do clima de suspense em todo o conto. Não encontrei pontas soltas; tudo se encaixou ao final. Porém, o ponto alto com certeza foi o nascimento daquele “sátiro/centauro/coisa estranha”, com uma descrição perfeita e dotada da mais bela cena macabra do concurso até agora. Parabéns e sucesso no concurso!

  23. Marcellus
    29 de dezembro de 2014

    Sete parágrafos “água-com-açúcar” até começar a bestialidade… tive que reler para entender. Foi uma virada marcante, provoca o leitor, mas senti que ficou pela metade. Se a ideia era chocar, que chocasse com todas as letras. Se não, o relato do nascimento não precisaria ser tão grotesco. Me pareceu que o autor não encontrou o meio-termo que queria.

    De qualquer forma, o conto ganha pontos pela surpresa.

    Como dica, a revisão que falhou em alguns pontos (“…haviam… sidos…”, “Mas pensando de forma consciente”, “desforme”, “desta veze”, “garrado”…) e a supressão da última frase. Deus (o cristão) não apareceu em nenhum momento na história, não poderia mesmo ter aparecido, já que trata-se de uma criatura mitologia grega. Só serviu, portanto, como bandeira indicativa do ateísmo autoral. Nada contra, mas não ficou bem encaixado.

    Boa sorte no desafio!

    • Nascido das Brumas
      29 de dezembro de 2014

      Apenas uma correção. O autor não é ateu.

      • rsollberg
        3 de janeiro de 2015

        Kkkkkkkkkkkkk

  24. Claudia Roberta Angst
    27 de dezembro de 2014

    Olha, prendeu minha atenção e me manteve curiosa até o final. Fui pega de surpresa pela revelação do ‘amado’. Foi ousado, mas caiu bem na narrativa fantástica. Linguagem bem trabalhada que seduz o leitor com facilidade. Boa sorte!

  25. Leonardo Jardim
    26 de dezembro de 2014

    Devo dizer que a surpresa funcionou bastante comigo. Fiquei até mesmo chocado com a ousadia do autor. Quando a menina engravidou, já imaginava que nasceria um pequeno centauro (confesso que é a primeira vez que imagino um centarozinho bebê, obrigado por isso! rs). A cena final, do nascimento, ficou fantástica! O parto bizarro foi muito bem narrado. O autor domina a escrita!

    Para fechar a trama, também fiquei com a sensação de que faltou algum elemento mágico que fizesse possível a geração da criatura fantástica. Na mitologia grega, por exemplo, os centauros são filhos de deuses e titãs.

    Na parte técnica, além das qualidades narrativas, peguei alguns pequenos erros que já foram todos citados pelo Fabio.

    Ótimo conto. Parabéns e boa sorte!

  26. daniel vianna
    25 de dezembro de 2014

    Bem escrito. No entanto, creio que faltou aí o ‘elo perdido’ que conferiria plausibilidade ao texto, já que há relatos de comportamentos sexuais bizarros pelo mundo afora, sobretudo no campo, e, no entanto, nunca ouvimos falar da existência de um bebê meio cabra meio homem. Boa sorte.

  27. Fabio Baptista
    24 de dezembro de 2014

    ======== TÉCNICA

    Muito boa.

    Conseguiu conduzir a história com beleza e fluidez.

    E me enganou direitinho! kkkkk

    – observava seu amado à distância
    >>> sem crase

    – continuidade a família
    >>> com crase

    – sidos deixados
    >>> sido

    – reciproco
    >>> recíproco

    – desforme
    >>> disforme

    – desta veze
    >>> sobrou um “e”

    ======== TRAMA

    Gostei bastante, achei a abordagem do tema muito criativa.

    Começa com um clima bucólico, muito bem ambientado e evolui gradualmente para o macabro.

    Também me incomodou um pouco a passividade dos pais da garota frente à notícia da gravidez, mas também não consegui pensar em algo melhor.

    ======== SUGESTÕES

    Não tenho muito a sugerir além do que já foi falado.

    O conto ficou realmente muito bom.

    ======== AVALIAÇÃO

    Técnica: ****
    Trama: ****
    Impacto: ****

  28. Sonia Rodrigues
    23 de dezembro de 2014

    Muitos detalhes desnecessários. Mais sutileza e menos descrição funcionaria melhor, deixar um espaço para a imaginação do leitor seria desejável. A figura da moça como “inocente” não pega – ela faz todo um elaborado jogo de sedução que náo condiz com a “inexperiência” que o autro quer vender.
    Os pais descobrem a gravidez e fica por isso mesmo, ninguém tenta descobrir o que aconteceu? Não houve espaço para a figura do pai nem da mãe da moça.
    O final, colocando no meio um Deus sem jurisdição ficou horrível. Até ali o conto não tinha nenhuma conotoção moralista ou ética e sai esse Deus aí do nada, ficou estranho.

  29. mariasantino1
    23 de dezembro de 2014

    Parabéns autor!

    Você escondeu bem e funcionou perfeitamente comigo a introdução do seu conto. Achei mesmo que se tratava de um homem e eu senti meus sentimentos revolvidos entre alegria/riso/dó… É um texto insano e criativo. Comecei a ler com um sorriso no rosto porque gosto desse clima campestre, dei CTRLC e CTRLV em algumas partes que gostei a beça: “uma lonjura saudável” (adorei isso)… “Essa paixão que ardera como fogo em galho seco, cresceu até não mais caber no peito” … “Iria usar, pela primeira vez, a colônia tão especial que seu pai havia comprado para sua mãe na feirinha de domingo.”, e confesso que depois do encontro e ato nada santo, não consegui mais recortar e colar, porque me vi querendo saber como essa loucura iria terminar. Estava envolvida de tal maneira e ri tanto ao mesmo tempo que senti dó de: “E esse sorriso tão lindo morreu no exato momento em que o ato de traição foi avistado.” Você vendeu muito bem sua ideia, passou verossimilhança e sua narrativa é cativante, se preocupa em criar vínculo (eu me importei com a Berenice) e enternecer o leitor(ao menos foi assim comigo)

    Você permite? — “Os sonhos de garota não haviam – e nem mesmo deveriam ser – sidos deixados para trás.” Colocaria o travessão no final da frase numa boa, assim ficou truncado. — “Berenice, perdida a consciência” (perdia a consciência, não?). reciproco (recíproco) — Sugiro mesclar algumas palavras na hora do parto, para retirar as repetições de “saia” e outras com o mesmo radical. Ex — “A criança continuou a se remexer e rasgar, SAINDO pouco a pouco. Puxou a pata que havia SAÍDO primeiro e tentou SAIR pelo mesmo lugar…”Sugiro: expulsar, expelir, surgir, irromper, escapar, nascer…

    Nada disso retira o brilho do seu conto, são apenas algumas sugestões. Reitero que gostei bastante.

    Parabéns, abraço e Boa Sorte!

  30. Virginia Ossovsky
    21 de dezembro de 2014

    Nossa! Achei bem criativo, confesso que no começo achei que me cansaria mas a partir do meio me interessei e o final me deixou abismada! Agora queria saber do destino do centaurozinho rsrsr. Parabéns e boa sorte !

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Publicado às 20 de dezembro de 2014 por em Criaturas Fantásticas e marcado .