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Detox Literário.

Beautiful Cretaures – Resenha (Raquel Brabec)

Beautiful Creatures

Por mais fantasioso que um livro seja, ele precisa ter um pé na realidade. Parece até contradição, mas o que dá graça a um livro fantástico são os argumentos, a lógica, a sensação que você poderia virar uma esquina e dar de cara com um daqueles seres mágicos, ou atravessar uma parede em uma estação de trem e ser transportado para outra realidade.

Pra mim, foi isso que faltou em Dezesseis Luas, o primeiro livro de uma trilogia sobre Conjuradores (o termo ‘bruxos’ é coisa do passado) e outras criaturas mágicas.

O livro conta a história a partir do ponto de vista de um garoto, Ethan, que vive atormentado por sonhos com uma garota misteriosa, até que um dia a dita cuja aparece em seu colégio. Lena, a novata, causa alvoroço na cidade de Gatlin por ser sobrinha de Macon Ravenwood, um velho recluso que mora em uma casa mal-assombrada. Coisas estranhas acontecem quando ela está por perto, o que desperta tanto o fascínio de Ethan quanto o medo nos habitantes de Gatlin.

Vários aspectos da história são legais, como os poderes dos conjugadores, a casa temática de Ravenwood, as viagens ao passado. Gostei da abordagem de temas como morte de entes queridos e preconceito com o que é diferente, à lá Carrie, a Estranha.

Por outro lado, em alguns momentos achei o enredo sem sentido, mesmo para um mundo mágico, como a música que aparece sem explicação no Ipod de Ethan, os sonhos que afetavam fisicamente tanto Lena quanto Ethan, ou quando eles encontram um artefato importante jogado no meio do nada. Como isso acontecia? Quem provocava? Fiquei sem entender.

Em todo o livro, a dicotomia é bastante presente: bem e mal, luz e trevas, amigo e inimigo, o que acaba criando alguns estereótipos, como a líder de torcida fútil, a vilã megera, a dona de casa alienada. Talvez as autoras pudessem desenvolver mais o meio termo na personalidade dos personagens.

Sobre os personagens principais, achei a narração de Ethan feminina demais para um homem (não é preconceito, é só que homens costumam ser mais diretos e menos apegados a detalhes sentimentais). Lena faz o tipo menina com poderes invejáveis que só quer ser uma garota normal e essas balelas. As cenas entre eles não me comoveram, talvez porque o romance-adolescente-impossível toma boa parte do livro, o que cansou um pouco.

O livro é bom, com ressalvas. Ainda estou decidindo se vou aguentar as mudanças de humor de Lena no livro Dezessete Luas (pelo resumo que li, seu grau de chatice foi elevado a 2). Talvez dê uma chance. Se for um dia de lua cheia, quem sabe.

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Um comentário em “Beautiful Cretaures – Resenha (Raquel Brabec)

  1. Jefferson Reis
    22 de novembro de 2014

    Assisti ao filme e não gostei.
    Esse livro não me atrai. Sou leitor de fantasia, mas Dezesseis Luas não está em minha lista.

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Publicado às 20 de novembro de 2014 por em Resenhas e marcado , , , .