EntreContos

Detox Literário.

Confidências (Gustavo Araujo)

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Rafaela tinha seis anos quando nos conhecemos. Como todo início de amizade, ainda mais numa idade tão tenra, nosso primeiro contato foi de uma distância respeitosa. Apesar disso, conversamos, tentando disfarçar o constrangimento de amigos recém apresentados. Ela me pareceu cheia de vida, os olhos brilhantes e curiosos prontos para devorar o mundo, enquanto eu me limitava a ouvir, incapaz de interrompê-la.

Toda vez que nos encontrávamos ela repetia seu nome completo, por vezes acrescentando o nome do pai, da mãe e da irmã. Certa vez trouxe um desenho de todos os quatro, enormes cabeças enfeitadas por sorrisos em meia lua. Ao fundo, uma casinha amarela e no alto, um sol com raios infinitos entre nuvens azuis.

Em pouco tempo me afeiçoei a Rafaela. Esperava ansiosamente que ela me chamasse e mostrasse seus desenhos. Logo nos tornamos próximos.

Fui o primeiro a saber quando ela arriscou as primeiras palavras. “Ivo viu a uva”, escreveu uma série de vezes. Ao lado, desenhou uma porção de círculos, pintando tudo de roxo, os riscos coloridos feitos com lápis de grossas pontas ultrapassando os limites dos contornos trêmulos.

Lembro quando a escola começou para valer. Não, não estou falando de brincadeiras de recortar e colar, mas de escola de verdade, fazer contas, somar, dividir e multiplicar. Rafaela, como muitas crianças, não gostava de matemática. Levou um bom tempo até que aprendesse a tabuada. Vi, eu mesmo, os números, os sinais de “X” e de “=”, repetidos vezes sem fim, até que ela recitasse em voz alta, aquele timbre engraçado de passarinho, todas as séries, do 1 ao 9. Se errasse, vinha o choro molhando o papel, e novamente a sequência escrita, o pulso firme de raiva.

Um dia, Rafaela me contou que sua mãe preparava uma festinha para seu aniversário de dez anos. Que no meio da conversa perguntaram a ela o que queria de presente. “Uma bicicleta”, foi a resposta. A mãe, cheia de paciência, disse que não seria possível, que eles não tinham dinheiro, mas que ficaria feliz em dar a Rafaela um vestido. A menina sabia das condições dos pais e por isso mostrou-se compreensiva. “Tudo bem”, disse resignada. A mãe perguntou então que cor de vestido ela gostaria e a resposta foi “cor de rosa, né?”, como se essa fosse a única opção no mundo. Na hora do almoço, o pai chegou dizendo: “trouxe seu vestido, querida”. Rafaela olhou o homem, a roupa velha e os cabelos precisando de um corte. Teve pena dele. Do sacrifício que ele devia ter feito. Imaginou que veria em suas mãos um pacote ou uma caixa pequena. Só que não. Às costas dele ela notou a bicicleta, cor de rosa, exatamente como queria, com fitinhas pendendo do guidão.

Aos doze anos Rafaela conheceu um menino. Chamava-se João Pedro. Era um ano mais velho que ela, alto, de cabelos ondulados e pequenos olhos castanhos, um garoto que estava sempre sorrindo e dizendo coisas engraçadas. Durante semanas falou dele, de como era bonito, de como seu sorriso formava covinhas no rosto, e de como isso o tornava frágil e maroto ao mesmo tempo. João, segundo ela, não era como aqueles meninos que faziam piadas grosseiras para disfarçar o fato de serem pouco mais que crianças. Estava a anos-luz deles. Era um sonho.

Um dia houve uma festa na casa de uma colega, a Carminha. Os meninos tiveram que levar refrigerante e as meninas, doce ou salgado. Apesar da música, os meninos esperavam de um lado e as meninas, do outro. Ninguém, especialmente os garotos, queria correr o risco de chamar outra pessoa para dançar e levar um “não” na frente de todo mundo. A humilhação seria insuportável. Até que um menino chamado Alexandre se encheu de coragem e tirou uma das meninas, a Maria Helena, para dançar. Ele era a fim dela, todo mundo sabia, e ela, a fim dele, o que facilitava as coisas. Dançaram sozinhos no meio do salão – ele com as mãos segurando a cintura dela, e ela segurando os ombros dele. Os dois se olhando, a coisa mais linda.

Foi o que bastou para que outros casais se formassem. De repente, sem que ninguém esperasse, João Pedro perguntou se Rafaela gostaria de dançar. Ela tomou um susto e disse “não” por puro reflexo. Ele ficou ali parado, sem entender direito, mas então ela percebeu que tinha feito uma besteira enorme e disse “não, quer dizer, sim… sim, eu danço.”

Dançaram um bom tempo, ela me contou depois, feliz da vida. Era um tipo de dança com uma vassoura, em que os casais vão se formando e se desfazendo à medida que a vassoura é passada. Mas, no fim, depois de virem que João e Rafaela estavam se entendendo, ninguém mais teve coragem de separá-los. Claro que eles se beijaram naquela noite e Rafaela teve a sensação de quem caía em um precipício. Era um beijo tão bom, doce e cheio de cumplicidade, que ela achou que estava no céu.

Rafaela não teve vergonha de me confessar que estava perdidamente apaixonada por João Pedro. Que se imaginava casando com ele, passando férias na praia e construindo castelos de areia com os filhos. A vida seria perfeita ao lado dele, isso era certo.

Naturalmente fiquei com ciúmes, mas ela estava tão entusiasmada que eu não quis acabar com aquela alegria tão inocente quanto genuína.

Dias depois, ela me procurou entre lágrimas. João Pedro vinha agindo como se nada tivesse acontecido entre eles. Tratava Rafaela como se ela fosse uma amiga qualquer. Uma amiga. Ela não quis acreditar. Junto a mim, lamentava-se, chamando a si mesma de burra e até de coisas piores. Eu quis dizer que não, que ela era tudo o que alguém poderia querer de bom, que aquele garoto era um idiota e que não merecia uma menina tão doce quanto ela.

Eventualmente, Rafaela se recuperou da queda. Superar a primeira decepção amorosa da vida é um ritual de passagem obrigatório para qualquer pessoa que deseje conquistar o amor próprio. O único porém é saber que nunca mais nos apaixonaremos pela primeira vez.

Aos quinze anos ela conheceu outro menino, chamado Henrique, e engatou um namoro sério. Henrique tinha dezoito anos e já dirigia. Juntos eles iam ao cinema e a restaurantes. Pareciam um casal em sintonia, mas Rafaela me contou que ele estava forçando a barra, que queria algo mais, que “não estava aguentando a espera”. Claro, o menino queria transar com ela. Eu não soube o que falar. Em meu íntimo, não concordava, mas não quis parecer o amigo ciumento. Talvez ela devesse passar por isso, não sei. Para meu alívio, porém, ela disse que mesmo tendo vontade não se sentia preparada. Eles acabaram terminando logo em seguida.

Certa manhã , Rafaela me confidenciou que seu pai estava pensando em mandá-la estudar em outro país. Eu fiquei sem chão. “Me leva junto?”, eu quis dizer, mas, de novo, ela estava tão feliz com a ideia que eu achei melhor deixar para lá, não queria ser enxerido. “Vou para os Estados Unidos”, ela disse. “É um intercâmbio. Deve levar de seis meses a um ano!”

“Um ano!?”, eu pensei. Um ano inteirinho separado dela? Não… Seria impossível. Depois de tanto tempo tínhamos nos tornado tão íntimos que eu me enxergava como parte dela, como uma extensão de sua personalidade, de seus desejos, medos e anseios. Ela não podia ir assim, para o outro lado do mundo, sem mais nem menos e me deixar para trás.

Mas ela foi.

E durante um ano eu fiquei sozinho, sem conversar com ninguém, sem sentir o calor de suas mãos, seu abraço ou sua respiração. Os dias passavam devagar. Eu via o sol nascer e se por, as nuvens se formando, a chuva caindo. O frio levantando as folhas e o vento varrendo as pessoas para dentro das casas. E morria de saudades dos momentos com Rafaela, ansiando por sua volta a cada amanhecer.

Lembro bem do dia em que ela voltou. Era verão, fazia um sol danado. Ela chegou com uma mala enorme, cheia de lembranças. Eu não via a hora de conversarmos. Queria que ela me contasse tudo sobre a viagem, do que mais tinha gostado, o que tinha visto, o que era legal ou não, quem tinha conhecido.

Mas ela simplesmente me ignorou. De longe, eu ouvia seus telefonemas, agora repletos de expressões estrangeiras. “Hello”, “friend” e “honey”, entremeados por risadinhas e piadas que eu não conhecia. Era obrigado a escutar músicas e canções que eu não entendia. Passei a me sentir um estranho. Rafaela era outra pessoa.

Aos dezoito anos, ela passou no vestibular. Sei por causa das apostilas e dos livros que vi. Ela iria cursar engenharia. A mãe estava super satisfeita, mas ela mesma não parecia tão entusiasmada. O fato é que ela já não me procurava há tempos e o ingresso na faculdade me fez entender que dificilmente voltaríamos a ser amigos como antes.

Se fiquei com raiva, decepcionado? Claro que sim.

Na ausência dela, imaginei diversas vezes um diálogo em que lhe dizia tudo o que eu estava sentindo, em que questionava seu afastamento assim, sem mais nem menos, em que dizia que não era justo ela me ignorar daquele jeito. Eu queria que ela sentisse remorso, que se arrependesse por ter esquecido tudo o que passamos. Não era justo o que fazia comigo. Tantas vezes ouvi que era seu melhor amigo, o único a quem ela podia contar qualquer coisa…

Acabei me conformando. Não que eu alimentasse esperanças de que ela iria retornar. Não, eu não tinha essa ilusão. Imaginava que Rafaela logo se casaria e teria filhos. Passaria as férias na praia construindo aos castelos de areia que tanto sonhava. Não haveria tempo para mim nesse futuro provável.

Mas eu jamais poderia condená-la por isso. Para que servem os amigos senão para perdoar?

Às vezes aqueles que amamos nos decepcionam, mas por algum motivo disfarçamos essa aparente falta de consideração como um algo insignificante. Cobrimos a ausência de reciprocidade com um manto de devoção incondicional, convencidos de que apesar de tudo estaremos prontos a ouvir e a dar apoio sempre que for preciso, em qualquer situação.

“Pode contar comigo, não importa quando ou onde. Estarei aqui, sempre, em todas as horas do dia ou da noite, se você precisar de carinho.”

Sofrimento é algo a que nos apegamos facilmente.

Um dia, para minha surpresa, Rafaela me procurou de novo. Ou talvez seja melhor dizer que ela me encontrou.

Foi quando notei como o tempo havia passado. Ela envelhecera. De seus olhos pendiam bolsas escuras. Riscos profundos vincavam a pele flácida do rosto e seu sorriso, outrora contagiante, exibia certa amargura e pesar.

Não me importei. Conversamos durante horas e horas. Relembramos muito do que ela havia me confidenciado. Em alguns momentos, ela sorria. Em outros, soltava uma gargalhada daquelas escandalosas, sem se importar se alguém mais ouviria. Súbito, ela não conseguia se segurar e chorava. Dizia-se contente por ter me reencontrado. Naquele dia eu senti que ocupava um lugar no coração dela, de verdade. Foi o dia mais feliz da minha vida.

Demorou para eu perceber. Nosso encontro derradeiro não fora obra do acaso, mas sim uma espécie de despedida. Quando me dei conta de que jamais veria Rafaela outra vez, senti-me envolver pelo fim inevitável, mergulhando num oceano desprovido de luz, ao qual terminei me acostumando.

A longa noite – que eu julgava eterna – findou quando uma garota deparou comigo assim, por acaso. Era uma menina linda, muito parecida com Rafaela. Os mesmos olhos brilhantes e curiosos, o mesmo sorriso divertido. Devia ter por volta de doze anos. Sem muita cerimônia, foi logo perguntando quem eu era, o que eu fazia ali.

Toda a minha vida fora dedicada a Rafaela, de modo que só poderia falar dela. Poderia ter ficado quieto, mas, talvez pela saudade, contei à menina tudo o que fora guardado em minha memória.

Com a urgência que as crianças têm de aprender, a garota sorveu cada letra, cada linha, cada parágrafo. Assim como Rafaela, ela também riu e chorou. E assim como Rafaela, também me abraçou junto ao peito, como se eu fosse o bem mais valioso deste mundo.

Naquele dia mesmo, virando uma página da vida, abraçou um lápis com os dedos pequenos, apoiou a mão no papel e, com uma firmeza que me era familiar, escreveu as palavras que me trouxeram à vida uma vez mais: “Hoje te encontrei. Meu nome é Luísa e vamos ser melhores amigos, assim como você e vovó.”

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46 comentários em “Confidências (Gustavo Araujo)

  1. Gustavo Araujo
    5 de outubro de 2014

    Caros,

    Agradeço a leitura e os comentários. Receio que falhei na minha proposta com este conto. Quis escrever um texto sob o ponto de vista de um diário (um Caderno, na música do Toquinho) que, depois de fazer parte da vida de uma menina, vê-se abandonado a partir da adolescência dela. Claro, eu jamais poderia refletir a genialidade do autor da música — deveria ter ciência disso desde o princípio –, mas resolvi arriscar. O resultado foi um conto raso, com protagonista-narrador esquemático, longe do que eu pretendia. Soube disso ao ler, logo depois de publicar.

    Bueno, como diria a Pétrya, não se pode acertar sempre. Fico feliz, de todo modo, porque algumas pessoas enxergaram qualidades na escrita e que, de certa forma, foram tocadas pela história. Agradeço com mais veemência, porém, àqueles que indicaram as (inúmeras) falhas da narrativa, o que permitirá que o texto seja repensado e, oportunamente, reescrito.

    Abraços.

  2. Eduardo Barão
    4 de outubro de 2014

    A escrita é bem correta, mas acho que tudo poderia ter sido narrado de forma mais concisa (faço coro a quem achou que a narrativa se estendeu além da conta). A ausência de um clímax também me manteve distante durante toda a leitura.

    No fim das contas; o conto não é ruim, mas também não é grandioso e muito menos o melhor do desafio. Boa sorte e continue escrevendo.

  3. Fabio D'Oliveira
    4 de outubro de 2014

    Gostei, rapaz! A narrativa desceu naturalmente, mostrando que escreve bem. A história também ficou boa. Parabéns.

  4. angélica
    4 de outubro de 2014

    Adorei o conto, sua escrita simples facilitam a leitura. A musica combina muito com a historia narrada, gostei do tom infantil utilizado e apesar das descrições da vida da personagem da infância ate a idade adulta a estrutura do conto ficou boa. Gostei muito do final da historia, tinha imaginado algo diferente,e me surpreendi . Boa sorte!

  5. Thiago Mendonça
    4 de outubro de 2014

    Adorei o conto. Sua escrita é fluida e não cansa. Desde o começo eu já imaginava que o narrador não era humano, mas fiquei tentando adivinhar o que seria (ser´que é um animal? um brinquedo?) e o final não me desapontou. Não vi nada revolucionário ou tocante no texto, mas ele é extremamente competente e bem escrito. Parabéns pelo bom trabalho!

  6. Edivana
    4 de outubro de 2014

    Gostei do conto, das reflexões e fiquei boa parte imaginando quem era o tal amigo, um pouco de desatenção da minha parte, que só fui sacar o lance do diário bem depois, mas poderia ter matado com as bolas roxas, enfim. O narrador consegue passar sua desilusão e isso é legal.

  7. tamarapadilha
    4 de outubro de 2014

    Ah, que criativo! Gostei! Logo imaginei que fosse um diário e acho que não me enganei, né? Ou sim? Fiquei triste quando a Rafaela o deixou de lado… Me prendeu muito, parabéns, boa sorte!

    • tamarapadilha
      4 de outubro de 2014

      Esqueci de comentar que você conquistou de vez minha simpatia no conto no aniversário de doze anos, quando o pai faz um grande esforço para dar a filha o presente desejado.

  8. Andre Luiz
    4 de outubro de 2014

    Rafaela é sim uma personagem bem construída e o narrador, infelizmente, poderia ter sido mais explorado. Acredito que faltou, em vários momentos, a inclusão de diálogos, até por conta da fluidez que prende os leitores ao texto. Logo, a trama é excelente, mesmo sem inovar muito, e o enredo é bom, mesmo sem, visualmente, não ser chamativo. Em suma, gostei da ambientação e da trama, bem como de Rafaela. Entretanto, há algo mais a que se fazer; nada que comprometa a beleza do conto. Parabéns!

    • Lígia
      4 de outubro de 2014

      “Faltou, em vários momentos, inclusão de diálogos”… Diálogos, meu querido? Entre um caderno e Rafaela? Putz!

  9. Felipe Moreira
    4 de outubro de 2014

    Um conto bem trabalhado, de narrativa honesta. O narrador é sensível e expôs os momentos mais delicados da Rafaela, acompanhou suas principais transformações e fases de amadurecimento. Uma história comum, contada de um jeito novo, delicado. É tão real que a verossimilhança ficou impecável.

    Parabéns e boa sorte.

  10. Alana Santiago
    3 de outubro de 2014

    Gostei da narrativa, mas a falta de enredo mais sólido não acompanhou à altura a boa ideia que você teve. Ficou simples demais, mas acredito que ele pode ser trabalhado e ficar ainda melhor. Parabéns!

  11. Thata Pereira
    3 de outubro de 2014

    Eu comecei a ler esse conto ontem, mas não tive tempo de terminar. A história ficou tão intacta na minha cabeça que pude voltar no parágrafo que parei sem perder o gosto que estava sentindo ao lê-lo. Adorei o final… o mais bacana é que o(a) autor(a) não colocou o nome da música no conto, iria quebrar todo o encanto.

    Boa sorte!!

  12. felipeholloway2
    3 de outubro de 2014

    Que sacana, esse autor: nos induzir duas vezes ao erro, pela narrativa e pela imagem, hahaha

    Olha, eu estava prestes a acusar o conto da mesma falha apontada em Bang Bang: a extensão temporal abrangente desacompanhada de complexificação psicológica, mas… o caráter inumano do narrador meio que neutralizou a minha crítica! E foi uma surpresa tão boa que neutralizou, ainda, tudo o mais que eu pretendia comentar, neste sentido. De modo que, bem, eu gostei demais do resultado. Mesmo.

  13. Fabio Baptista
    2 de outubro de 2014

    ========= ANÁLISE TÉCNICA

    Excelente!

    Conseguiu contar a história com muita ternura.
    Senti falta apenas de uma boa metáfora para arrebatar completamente os corações.

    – depois de virem
    >>> verem

    – nascer e se por
    >>> pôr

    – construindo aos castelos
    >>> os

    ========= ANÁLISE DA TRAMA

    Muito boa também.

    Toda a história é bastante verossímil e contada de um jeito doce, de se ler com os olhos cheios de nostalgia e saudade, do tempo que se foi e das coisas que não aconteceram.

    Mas o diferencial mesmo é o narrador. Gostei bastante da dúvida gerada pela identidade dele. A princípio pensei que fosse a morte (mas logo concluí que não, afinal só conheceu a menina com 6 anos… e a menina ia procurá-lo). Quase pensei que fosse um urso de pelúcia (daí a música poderia ser “Meu ursinho blau blau de brinquedo” ou “Vem meu ursinho querido, meu companheirinho, ursinho pimpão… PIMPÃO” kkkkkkkkk).

    ========= SUGESTÕES

    Tentaria colocar um pouquinho (só um pouquinho mesmo) de poesia aí no texto.

    ========= AVALIAÇÃO

    Técnica: ****
    Trama: ****
    Impacto: ****

  14. Swylmar Ferreira
    1 de outubro de 2014

    O conto é simples e muito bem escrito. O texto apresenta estrutura semântica perfeita. O história escolhida pelo(a) autor(a) é o que chama a atenção, excelente. A linguagem é objetiva e a escrita é excelente, o(a) autor(a) optou por narrar o texto.

    Parabéns e boa sorte.

  15. David.Mayer
    1 de outubro de 2014

    Que massa o conto. Em alguns momentos, deixados como pensamento e reflexão, foram muito bem encaixados e bolados. Suspeitei de inicio que o narrador seria um bicho de pelúcia da protagonista, mas ainda assim não fiquei decepcionado. Ehehehe. O conto no todo foi muito bom. A questão da narrativa, do desenvolvimento, da técnica e o desfecho.

    Fechou bem justinho. É o tipo de conto despretensioso que leva o leitor a refletir muito e meditar sobre a vida. kKkkkkkkkkkkk

  16. Camila H.Bragança
    1 de outubro de 2014

    Prezado/a colega

    Vossa escrita é simples e acessível, e vossa obra tem uma ideia ousada/interessante. Atesto que a condução não foi a melhor para conectar o receptor/leitor ao que o narrador era na verdade. Não concordo com o repasse de elucidação de ideias ao vídeo/música, pois creio que vossa obra deve ser o centro da atenção e, por isso, deve caminhar com as próprias pernas. Quando o narrador falou de si mesmo somente como um observador, não houve mistério a ser desvendado pelo receptor/leitor, pois criou-se a ideia – errônea -, de que se tratava de uma pessoa –>> nosso primeiro contato foi de uma distância respeitosa/ Em pouco tempo me afeiçoei a Rafaela. Esperava ansiosamente que ela me chamasse e mostrasse seus desenhos. Essas frases poderiam ser refeitas dando a ideia de objeto, não pessoa. –>> nosso primeiro contato foi A uma distância QUE PERMITIA OBSERVAR SEU ROSTINHO BEM PRÓXIMO DE MIM, E FICAVA ENCANTADO COM (poderia inserir as características físicas de Rafaela, por exemplo)/ Em pouco tempo me afeiçoei a Rafaela. Esperava ansiosamente que ela ME TOMASSE/PRENDESSE/AGARRASSE NAS MÃOS E FALASSE DE SEUS DESENHOS/SONHOS/IDEIAS.
    Em resumo, o acréscimo de palavras com sentido dúbio impessoal, poderiam convidar o leitor a desvendar algum mistério que de revelaria ao final de vosso texto (nunca sobre a muleta do vídeo/música).
    –>> Para o fim, use: Minhas páginas/meu papel.
    Saudações!

    • Camila H.Bragança
      1 de outubro de 2014

      Erro: desvendar algum mistério que (SE) revelaria…

    • Antonio Pecci
      1 de outubro de 2014

      Obrigado pelas considerações, Camila. É desse tipo de comentário que todo escritor (ou aspirante a) precisa 😉

  17. williansmarc
    1 de outubro de 2014

    O conto é bem escrito, quase não tem falhas como já foi falado, mas a trama é bem comum mesmo. A vida de Rafaela é uma tipica vida de uma pessoa de classe média em que o tempo vai passando e deixando saudades. Também acredito que deveria ter ficado mais claro que o narrador é o caderno/diário de Rafaela. O tom infantil não me incomodou, pois acho que essa foi a intenção do autor,

    Abraço.

  18. Lucas Almeida
    30 de setembro de 2014

    Um texto bonito, mas faltou algo a mais, algo que prendesse a leitura. E também, acredito que houve detalhes que ficaram sobrando, pois pensando numa menina escrevendo sobre sua vida no caderno, não daria tantos detalhes como os contados pelo caderno. Boa sorte! 🙂

  19. Anorkinda Neide
    28 de setembro de 2014

    Pois… achei muito comprido. O que está contado aí, poderia ser dito com menos parágrafos… Algumas vezes as especulações que o narrador fazia não condiziam com um ‘caderno’… mas isso só percebi depois…
    passei boa parte do texto achando q o narrador era um cachorro! hiuhaiuha acredita?
    é que não olhei a musica antes de ler.
    um pouco piegas, mas um bom conto, se encurtado…hehehe

    abração

  20. Carolina Soares
    28 de setembro de 2014

    Olá,

    sua estória é linda, sua narrativa é singela, delicada e ingênua. Parabéns! As personagens são muito bem construídas, um ou outro equívoco na pontuação só. Boa sorte no desafio!

  21. Pétrya Bischoff
    28 de setembro de 2014

    Buenas, parabéns pela escrita, correta. Também penso que passaste no conto o mesmo embalo da melodia da música, isso é bom. Não gostei da infantilidade/ingenuidade da estória, traduzida em sua narrativa, mas foi em função da música, então não há o que se fazer.
    Boa sorte.

  22. Andréa Berger
    28 de setembro de 2014

    Gostei do conto, que é permeado dessa delicadeza infantil. Sua escrita é boa, a história, apesar de comum, é muito boa também. Nada brilhante, mas nem tudo tem que ser cheio de brilhantismo nessa vida. Continue escrevendo, acho que pode sair muita coisa boa daí.
    Um abraço e boa sorte.

  23. Lucimar Simon
    27 de setembro de 2014

    Um ótimo conto. Como é bom imaginar. Como é bom ver a criatura tomar forma antes a imaginação criativo do criador. E se fosse Deus? Não seria tão perfeito. As linhas não se entortaram, foram retilíneas. A objetivação através do objeto, o colocar-se opinando, o dizer sutil por uma modelo infantil. Mito bom, narrativa perfeita, construções frasais perfeitas, personagens, sem erros e muito bem construída. E a disputa ficará acirrada e a escolha realmente se fará entre estes últimos postados. Parabéns. Boa Sorte.

  24. ana caroline
    27 de setembro de 2014

    Não podia deixar de comentar.
    Que conto lindo! Parabéns!

    Encontrei esse blog por acaso. Estava procurando sobre contos no google e me apareceu esse site. Comecei a ler seu texto e jamais imaginei que estivesse escrevendo sob inspiração de uma música, quando li o final me surpreendi, achei incrível, a música o caderno é tao bela, e o texto também.
    Parabéns!

  25. Miguel Bernardi
    26 de setembro de 2014

    Olá, querido/a autor(a).

    Que conto bonito temos aqui! Me arrepiei me aproxiando do final! Enxerguei um pequeno ‘spoiler’ antes do último ponto chegar, o link para a música ‘O Caderno’. Você é um(a) gênio/a, de verdade. É algo comum à todos, e sei que muitos dirão que é infantil, mas esse é o forte do conto: a nostalgia, a infância… me surpreendeu muito positivamente.

    Grande abraço1

  26. rsollberg
    26 de setembro de 2014

    Que engraçado, vejo muita semelhança entre esse conto e o seguinte: Inverno.
    Ambos tratam das mesmas fases da vida, mas esse é um pouquinho mais detalhado.

    Muitos escritores tiverem sucesso em escrever do ponto de vista de um objeto, tenho uma amiga que escreveu como se fosse um guarda-chuva, Gabo foi um mestre nesse sentido. Acho que aqui você foi muito bem sendo um caderno!

    O texto tem muito ritmo e é gostoso de ler.
    Demonstra a realidade com muita sutileza.
    Gostei bastante.

    Parabéns e boa sorte.

  27. piscies
    24 de setembro de 2014

    Sua forma de escrita é boa: ler o que você escreve não cansa os olhos nem me dá sono, o que é muito bom. O que quebrou aqui foi o conto.

    Achei o conto bastante enfadonho. Nada acontece de verdade: é apenas a narração normal da vida normal de uma garota normal. O que deveria ser o clímax – a descoberta, a surpresa – seria o fato de que o narrador é o diário da personagem, mas esta ideia é muito batida e bem difícil de reproduzir nos dias de hoje com alguma surpresa. O conto me prendeu no início por que eu queria conhecer mais o narrador, mas deu para perceber em pouquíissimo tempo que ele não era uma pessoa e sim uma “coisa”. Como o conto era sobre música, pensei que o narrador era algum instrumento musical (um violão ou um piano) mas poucas linhas depois ficou óbvio que ele era um diário ou caderno.

    Como todo o conto gira em volta do mistério do narrador, e a resposta a este mistério está bem clara muito antes do final, achei o conto fraco. Mas a sua escrita é boa, então o que falta é inovação / imaginação. Continue lendo e escrevendo!

  28. fmoline
    23 de setembro de 2014

    O tom do texto é muito bonito e tem uma leitura bem clara. Gostei do ar do narrador e, mesmo não conhcendo a música, o achei um personagem bem construido. Pensamentos, remorsos, desejos, você deu aos seus personagens tudo e, portanto, fez uma história graciosa e, por isso, parabéns.

    Boa sorte.

  29. Gabriela Correa
    23 de setembro de 2014

    Que escrita doce, singela! Essa inocência infantil da música é cativante e você captou muito bem com sua escrita sensível. Uma leitura tão gostosa! Não há nada genial, ousado ou inovador: mantem-se na zona de conforto. Mas não vejo problemas nisso, pois seu resultado é de uma ternura encantadora. (Esse final do caderno com a netinha me fez sorrir na hora!) Funciona muito bem dentro da sua delicada proposta. Parabéns e boa sorte!

  30. Brian Oliveira Lancaster
    23 de setembro de 2014

    O gênero urbano/cotidiano está em peso nesse desafio. Gostei do tom melancólico de alguém contando uma história feliz e triste ao mesmo tempo. Faz-nos pensar. A vida é feita de conexões. Encontrei somente uma ou duas frases que ficaram um pouco deslocadas, mas o restante dá o tom perfeitamente. No entanto, não vi grandes atrativos para quem não curte sentimentalismos. Mas, para quem gosta, está muito bem escrito e fluente.

  31. Fil Felix
    23 de setembro de 2014

    #O que gostei: sua narrativa é muito tranquila, flui muito bem, sem nenhum erro que prejudique. Gosto de histórias que retratam as emoções bem lá no fundo, que é o que encontrei no seu conto. A música também casou perfeitamente e passa bastante ternura.

    #O que não gostei: apesar dos prós, falta clímax no seu conto. Nada que choque ou surpreenda o leitor acontece. Do início ao fim acompanhamos a protagonista, que faz coisas típicas de sua idade, nada de novo até aqui. O único ponto que gera uma certa curiosidade no leitor é a identidade do narrador,mas que não chega a ser surpreendente.

    #O que mudaria: criaria um twist aí na história da Rafaela, pra deixar sua vida menos trivial, e levantar alguma fase que realmente deixe o leitor intrigado.

  32. JC Lemos
    22 de setembro de 2014

    Olá, tudo bem?

    Maia um conto inocente, puro e bonito. Achei legal essa coisa do diário (mesmo já sabendo que era um, antes de chegar ao fim). Gostei da simplicidade, mas acho que ela também foi o que prejudicou o texto, abstendo-o do ingrediente necessário para uma melhor história.

    Não é ruim, mas creio que faltou algo.
    De qualquer forma, está de parabéns. O texto está bem escrito e dividido.

    Boa sorte!

    • JC Lemos
      22 de setembro de 2014

      Mais*

  33. rubemcabral
    21 de setembro de 2014

    Achei o conto bonito, impregnado de inocência e com poucos erros (só reparei duas falhas com hífens). A narração realmente foi muito simples, mas resultou até em algo gostoso de ler, que lembrou-me algumas passagens de O Pequeno Príncipe. Já tinha imaginado que seria o caderno o confidente, mas não deixei de gostar do final.

    Enfim, não é um conto excelente, mas achei acima da média.

  34. Gustavo Araujo
    21 de setembro de 2014

    Apesar de bem escrito, falta substância aí. Sim, eu entendi que o narrador é o “caderno” a que se refere a música, mas creio que a falta de profundidade dos personagens terminou por fazer o texto naufragar.

    Não sou preconceituoso. Não abomino quem lê YA, saga Crepúsculo ou “A Culpa é das Estrelas” (este, na minha opinião, é um ótimo livro), mas esse tipo de literatura requer uma audiência específica que, acredito, não será encontrada aqui.

    Como alguém disse, faltou ousadia no seu conto, faltou sair do quadrado, deixar a zona de conforto. Não há conflito, não há obstáculo a ser vencido. Não há razão para nos identificarmos com os personagens ou para torcermos por eles e isso, num conto, numa narrativa curta, é imperdoável.

    Há boas passagens, diga-se, especialmente quando o narrador divaga sobre a amizade e seus valores, mas isso, sozinho, não segura o conto. Enfim, uma ideia interessante – eu gosto muito dessa canção do Toquinho – mas que ficou na promessa.

    Não desanime, porém. O material é bom e você claramente sabe como por as ideias no papel. Basta ter um pouco de paciência e aprender com o pessoal aqui. Boa sorte.

  35. José Geraldo Gouvêa
    21 de setembro de 2014

    Texto marcado pela qualidade da forma e pela falta de ousadia do conteúdo. Não há nenhum conflito real, nenhuma transgressão. E há também um certo distanciamento em relação ao envolvimento dos personagens, o que nos impede de ver o que não devemos, mas também nos nega o desenvolvimento da história. Isso me passa uma impressão de frieza, que não me agrada.

  36. José Leonardo
    21 de setembro de 2014

    Olá, autor(a).

    É uma boa escrita, não possui deslizes gritantes (de fato, reforço o apontamento de Maria Santino a respeito) e no que tange à gramática está a contento. A música, unicamente como base, teve adequação. A narrativa começou demasiado lenta, mas foi avançando.

    Alguns conseguiram a conexão entre “Confidências” e “O caderno”, mas não acredito que ver o vídeo antes ou depois venha a interferir nisso. Se seu texto servisse de mote para “abrilhantar” ou “realçar” um vídeo/música pré-existente (como para “casar” uma coisa com a outra), sinceramente eu o abandonaria. Quero que o conto seja o centro, não elementos exteriores a ele.
    Desculpe, mas achei o narrador meio infantil, sem vontade própria — alguém que cala na hora errada e que, quando percebe a inexorável irretratabilidade do tempo (as “decisões sem volta”), tende a culpar a “pessoa amada”. Eis o principal motivo pelo qual o conto não “funcionou” comigo (mas me sentiria ao menos um pouco cativado se o narrador fosse um presidiário ou alguém às portas da morte destilando suas últimas palavras).

    Boa sorte.

  37. mariasantino1
    21 de setembro de 2014

    Boa Tarde!

    Parabéns pela boa ortografia e pelo bom parágrafo quando a Rafaela se vai para os E.U.A. Infelizmente o conto esbarra nos meus gostos pessoais, para mim sua narrativa se assemelha a esses livros atuais que não me apetecem nada nada. (A culpa é das Estrelas, Crepúsculo e afins). Me incomodou o uso do “só que não” (cacofonia, soque, verbo socar) e o uso de “a coisa mais linda” (Ai, ai…) não funciona, comigo, para descrever um momento ou repassar a emoção contida nele. Outro ponto é o fato do narrador não fazer nada. Acredito que ficaria mais rico se ele fosse um escritor, músico, artista, sabe? Caberia até um padecer enquanto cria algo com devoção para a Rafaela (queria ter visto isso aqui).
    Boa sorte.
    Abraço!

  38. Claudia Roberta Angst
    21 de setembro de 2014

    A narrativa carrega inocência do começo ao fim. Está bem escrito, mas parece que o autor não quis correr riscos e ficou dentro do seu quadrado criativo. O início me entediou um pouco mesmo com toda a sua delicadeza. O final, achei mais interessante. Segue o tema da música, aceitando o desafio proposto.Leitura agradável, mas sugiro que da próxima vez, abra as asas e voe um pouco. Boa sorte!

  39. Alexandre Parisi
    21 de setembro de 2014

    Cara, gostei muito. Desde a homenagem à música do Toquinho até o modo como você falou de amizade. Em alguns momentos eu pude ver a mim mesmo nesse conto. Essa devoção que temos para com os outros, gente que às vezes adoramos e nem nos dão pelota. Achei que tudo foi tratado de forma terna e sutil. Bacana mesmo. O único porém é que o conto PRECISA que as pessoas vejam o vídeo DEPOIS de ler. Quem passar direto ou deixar de ver por preguiça não vai conseguir se conectar, infelizmente. Abraço e boa sorte.

  40. mhs1971
    21 de setembro de 2014

    Um conto bem escrito, com toda a rigidez ortográfica de escrita e coesão, típicas de quem está acostumado a seguir regras ortográficas e de redação. Porém nem sempre seguir religiosamente as regras tornam um conto melhor. Pode seguí-las, mas sempre tem o “algo a mais” que nenhum livro de regras ou lições de escola ou curso conseguem ensinar. A faísca, o contexto, a criatividade de uma boa história é o Graal de um bom contador de história. Pode ter a técnica que encanta a professora de Português mas não tem a alma que conquistará o leitor, que seguirá a sua ideia.

  41. Leandro
    21 de setembro de 2014

    Caro autor, pontos positivos para sua escrita e enredo, mas achei tudo muito infantil, cheio de flores e rosas… acredito que algo menos infantil encantaria mais os associados aqui…

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Informação

Publicado às 20 de setembro de 2014 por em Música e marcado .