EntreContos

Detox Literário.

A Noite do Cão Vermelho (Maria Santino)

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A Aldeia

O jovem sioux havia completado dezesseis anos de idade e estava na hora subir as montanhas para ter a sua revelação. Por esse motivo, naquela noite, em especial, ele partira ciente dos rumores de ataques que deixavam aqueles iguais a si sobressaltados. Entretanto, para aqueles sioux as tradições eram bem mais importantes e não deveriam ser interrompidas por qualquer motivo.

Sendo assim, o rapaz de pele parda, traços grossos e bem marcados, ascendeu à grande montanha com a rapidez e o vigor que sua idade lhe proporcionava, chegando ao cume em algumas horas e permanecendo assentado em profunda concentração; enquanto evocava as divindades ancestrais de sua tribo, pois seria ali que ganharia um nome próprio.

O brilho da lua banhava seu corpo e a leve brisa constante carregava grãos de areia e odores desagradáveis dos confins da cidade (cada vez mais próxima daquela região). Não tardou para que o jovem visualizasse um grande cão vermelho se aproximando na cerração que se formava. A aparição tinha olhos rubros e mordazes e as imagens que se constituíam dançavam sobre sua cabeça o enchendo de contentamento.

– O Grande Cão Vermelho! – dizia de si para si em seu idioma, explodindo em júbilo e erguendo os braços para os céus.

Ao longe, um bramido perdido começava a incomodá-lo, no entanto, aquele era seu momento, e dessa forma, o sioux que a partir daquela noite passaria a ser chamado de Cão Vermelho, tentava permanecer alheio ao resto do mundo.

******

Quando o brilho nos céus ganhou uma tonalidade alaranjada que indicava a chegada de um novo dia, Cão Vermelho começou a descer a montanha apressado, louco para contar aos demais o que vira ali. A caminho, sentia o peito pulsar de um modo estranho, como prelúdio de algo, mas preferia pensar que aquilo era devido às emoções que sentira no topo daquele morro. A aldeia ficava ao pé da elevação e não tardou muito para seus olhos avistaram o que sobrara dela.

O jovem correu sentindo as lágrimas chegarem constatando os escombros do lugar onde crescera, observou o fogo e a desolação estampados em tudo e viu OS SEUS, caídos, mortos e banhados em sangue. Alguns tinham ferimentos na cabeça, abdômen… E jaziam sobre os membros em grotesca imagem. Cão Vermelho corria de lá para cá balbuciando a esmo, e assim que avistou o pai diante das ruínas de sua morada, se ajoelhou tocando naquele corpo inerte. Seu grito ecoou longe afastando as aves e animais que se chegavam em busca de alimento. O sioux se culpou e desejou está ali e não ter subido a montanha naquela noite para poder defender OS SEUS.

Trêmulo de dor e ódio sussurrou algumas palavras ancestrais e pode visualizar a barbárie ocorrida. Suas mãos tocavam o falecido pai e as visões da noite anterior que este presenciara, explodiram na mente em grande fluxo. Via o poder bélico destroçando as carnes daqueles que lutavam com lanças e armas cortantes… A ira gratuita dos homens brancos tomando posse e ampliando seus domínios como se aquilo fosse o correto…

O coração rasgado de Cão Vermelho não lhe deixava ter outra reação a não ser chorar alto batendo no próprio peito contaminado pela mágoa.

Por breves momentos sua visão ficou vermelha e o jovem não viu de imediato quem disparou o projétil, não sentiu a dor do ferimento e quando a boca se encheu de sangue, a certeza da morte iminente o cobriu de súbito como as nuvens cobrem o brilho do sol. Caído sobre o corpo de seu genitor, viu as botas do oficial de uniforme azul se chegarem e sentiu as mãos do algoz virando seu corpo ferido para observá-lo nos olhos. Depois, veio a cusparada despejada no rosto e aquilo o deixou mais revoltado e obscurecido que antes.

Não houve nenhuma ação, os espasmos da dor o dominavam, o oficial se afastou observando o entorno e subiu em um cavalo abandonando a região em seguida e levantando poeira no horizonte.

Sobre o solo, Cão Vermelho clamava baixinho, sentindo as forças lentamente se esvaírem.

Manitu… Oh, Grande Manitu!

**********

O confronto

Momentos depois, na cidade instalada não muito distante, o conhecido oficial Carson Ford (que gostava de bradar a todos, ser o dono de suas próprias leis), adentrava em um prostíbulo com o intuito de se divertir e beber, afinal, a noite fora movimentada para ele, que, satisfeito, não via à hora de gabar-se dos “peles vermelhas” massacrados. Sua menina preferida corria ávida para recebê-lo assim que o via cruzar a soleira e ambos corriam para o andar superior daquele estabelecimento dentre risos e gracejos diversos.

Na antiga aldeia, acontecimentos místicos ocorriam em propulsões grandiosas enquanto no outro extremo dois corpos “brincavam” voluptuosamente sobre um leito empoeirado, e cavaleiros e diligencias iam e vinham no calor do ambiente árido daquela cidade. O oficial adormecia satisfeito e tinha sonhos entrecortados que mesclavam homem e besta, via centelhas de fogo dançando sobre um corpo moreno e em seguida, escutava grunhidos de fera ecoando em seus ouvidos tão reais que o despertava e o deixava assustado.

**********

 Ao cair da noite, o Saloon Chave do Sol não podia mais albergar a ninguém e enquanto os tragos, jogos e danças sucediam deixando a atmosfera descontraída naquele ambiente, uma fera de pelagem vermelha farejava o rastro que a levaria brevemente até ali.

– Mirei e atirei na cabeça do miserável, Ned. Passei a noite vendo aqueles condenados morrer e aquele era só mais um. Bang! E ele caiu, virei o infeliz e ele ainda me olhou estranho sabe… parecia um bicho… – exclamava o oficial sorvendo a cerveja e cuspindo em seguida no chão de madeira do Saloon onde estava.

– Selvagens! Ford. Selvagens… – exclamava outro levando o fumo até os lábios.

– Adoro esse serviço, sabe Ned? Quem esses miseráveis pensam que são? Donos da terra? – Os dois riam e observavam uma pequena confusão em um jogo de cartas logo à frente.

Então… Subitamente um garoto de calças curtas e franzino, adentrou o recinto e bradou assustado:

– Há uma fera sobre o telhado do prostíbulo, olhem!

As atenções se voltaram imediatamente para as janelas, e logo, alguns exclamaram ao observar um monstro canino com olhos encarnados ressoando seus grunhidos de fera enquanto caminhava de lá para cá tendo uma lua amarela e redonda estampada nos céus.

Um reboliço principiou e rapidamente muitos já estavam do lado de fora do Saloon observando um cão vermelho caminhar sobre o telhado da construção próxima.

– Mas… que diabos é isso! – exclamou o oficial pondo o rifle em riste na direção do ser.

O barulho que a multidão fazia era ensurdecedor, mas ninguém tomava qualquer atitude a não ser a de se esconder aos montões detrás de CarsonFord. O tiro disparado não atingiu o alvo, pôs o cão, ágil, pulou sobre uma carroça de feno ali próximo, e depois, tocou o solo se erguendo e expondo uma imagem já conhecia por Ford.

Após pular uma pequena cerca Cão Vermelho era novamente um jovem indígena e caminhava proferindo palavras que ninguém entendia tendo ainda seus olhos muito encarnados e coléricos. As pessoas se desesperavam ao ver aquela transformação e passaram a correr de um lado para o outro exclamando:

“Valha-me Deus! É o demônio!” […] “Saiam da frente, fujam todos!” […] “Socorro! Socorro!”

O oficial erguia uma das mãos e falava alto para todos escutarem espumando de ódio e desejo de ferir aquele que se chegava próximo de si desprovido vestes ou armas. Ford não o temia, o breve entorpecimento do álcool e a ira o guiava.

– Aquele que atirar vai se haver comigo. Deixem… é assunto meu!

O sioux continuava falando alto com sua voz rouca, tinha lágrimas nos olhos e apontava para o outro a sua frente, porém, não havia ninguém ali capaz de traduzir aos demais o ele que dizia, muito menos de entender suas agruras. O oficial lançou uma enorme faca sobre o solo e segurou outra meneando a cabeça enquanto dizia:

– Éh! É vingança que você quer, é isso? Vem, vem então. Vamos acertar os pontos, maldito!

Ao ouvir aquelas palavras as pessoas tomaram seus lugares formando uma grande roda no meio da rua de chão batido, temiam a fera que haviam visto, mas a vontade de presenciar um duelo como aquele era maior e isso as mantinha ali coladas umas nas outras. Até o xerife se chegou empunhando uma winchester, mas bastou o oficial Ford o fitá-lo, para que este baixasse a arma e se colocasse como espectador junto aos demais.

Cão Vermelho tomou a faca e se atirou em um só ímpeto gritando e erguendo a guarda; deixando que Ford o acertasse próximo a pelves. Com aquele movimento alguém atirou para o alto entusiasmando outros a fazer o mesmo. O índio, assustado, não sabia o que fazer diante de tanto ódio. Ford o chamava rindo com satisfação, sentia prazer, sim, e perceber que havia uma plateia observando seus atos só o deixava mais exultante.  Cão Vermelho, por sua vez, admoestava seus impulsos coxeando e segurando a faca mantendo os olhos cravados no oficial, a dor física não o incomodava tanto, mas a certeza de não haver mais um lar que aguardasse o seu retorno, fazia as lágrimas aumentarem o fluxo.

Logo entendeu que aquele era um combate e arquejou o corpo tal qual o oponente.  Os dois homens deram um meio giro soerguendo as armas e passaram a alternar as investidas em um curto intervalo de tempo, como uma dança sincronizada retirando faíscas no choque dos gumes que faziam as pessoas murmurarem em uníssono:

“Uhhhh!!”  “Ahhhh!!!”

As palavras de ordem passaram a ecoar e aquilo fazia o peito de Ford explodir de excitação:

“Fura ele, Ford!” […] “Vai! Mata esse desgraçado!”

Ódio… O ódio era a mola propulsora de todos ali. Ford ousava mais nas investidas e suava batizando o adversário com um amplo repertório de insultos. O sioux lembrava-se da caça aos búfalos nas pradarias e do respeito que havia naquela disputa entre homem e animal, tão diferente daquele confronto que ocorria naquele momento.

Carson Ford já estava cansado quando decidiu lançar uma grossa quantia de terra e pedregulhos com suas botas na direção do outro a sua frente. Cão Vermelho levou as mãos aos olhos e cambaleou frente ao desnorteio que sentiu. Diante disso, o oficial atacou com fúria, adiantando na mente a vitória e os aplausos que ouviria em seguida.

*******

O ato foi rápido e preciso, a faca cingiu de vermelho o peito empapando a camisa azul, o homem franziu o cenho enquanto a poeira assentava no chão, o golpe profundo o fez levar as mãos para pressionar o ferimento e conter o sangue que caia em grossas gotas. Com passos pesados, o oponente se afastou e o corpo desabou sobre o chão provocando surpresa nos expectadores. O sioux, em pé, observou a queda de Ford e impulsionou o braço para desferir o golpe final percebendo o relutar em aceitar a derrota estampados nos olhos do outro.

Em uma fração de segundos, a faca caiu longe após o tiro certeiro no braço, em seguida, uma saraiva de disparos recaiu sobre o corpo do indígena e uma poeira ascendeu provocando uma nuvem que encobria seu corpo e deixava aqueles que puxavam os gatilhos perdidos, cegos.

Quando os sons dos tiros cessaram, os presentes pasmaram em ver somente o corpo de Carson Ford sobre chão e estremeceram vendo a besta peluda grunhir e desaparecer nas colinas que ladeavam a cidade.

29 comentários em “A Noite do Cão Vermelho (Maria Santino)

  1. vitorts
    22 de maio de 2014

    Como disseram, precisa de uma revisão. Também apontaria para uma suavizada na estereotipação dos não-indígenas. E pode perder o pudor! Soa melhor um transavam do que “brincavam”. Do jeito que está, pende para a infantilização.

    De resto, falando do enredo, gostei bastante da abordagem! Os elementos fantásticos casaram bem com a mística indígena.

    Boa sorte no desafio!

  2. Marcellus
    22 de maio de 2014

    A ideia de conto é muito boa, mas a carência de revisão tira o brilho do texto.

    Ainda assim, é uma história que vale a pena ser trabalhada. Boa sorte ao autor!

  3. rsollberg
    22 de maio de 2014

    Gostei da estória. Mesclou bem o fantástico e o universo western.
    A narrativa é forte e envolvente.
    O ritmo é bom e prende a atenção.
    O final, apesar de bastante visual, tem seu mérito.
    Parabéns e boa sorte no desafio.

  4. Bia Machado
    17 de maio de 2014

    Gostei do conto, mas os altos e baixos me incomodaram um pouco, principalmente na segunda metade, no início dela. O começo foi bem interessante, e foi o que me prendeu para continuar lendo, enfim, um material bom que merece ser mais trabalhado. Boa sorte!

  5. Brian Oliveira Lancaster
    16 de maio de 2014

    O texto tem alguns pequenos problemas, mas ganha pelo inusitado misturado à fantasia, quase não utilizada neste contexto do desafio.

  6. Leandro B.
    13 de maio de 2014

    Mencionaram os problemas de revisão, realmente uma pena.
    De todo o modo:
    A história é razoavelmente simples: uma história de vingança sobre uma tribo massacrada. Felizmente, ser simples não é algo ruim. O conto, de fato, apresenta algumas cenas muito boas. De todas, gostei muito do final. Não é uma surpresa, ao contrário, traz uma espécie de tradicionalismo muito bem vindo.
    O problema é que algumas cenas também estão fracas e podem ser melhoradas. A luta, por exemplo, que deveria ser o ápice do conto, não partilha da mesma força de outras passagens.
    “Cão Vermelho tomou a faca e se atirou em um só ímpeto gritando e erguendo a guarda;”
    e, razoavelmente depois:
    “Logo entendeu que aquele era um combate e arquejou o corpo tal qual o oponente.”
    Digo, ele não percebeu que era um combate antes? E porque cão vermelho se segurou tanto?! Ele não sabia o que fazer diante de tanto ódio? Ora, cão vermelho, ali, deveria SER o ódio, entende?
    Claro, na minha perspectiva de leitor.
    Há também uma “quebra” desnecessária entre uma cena e outra da luta, que fragiliza o clima, entre os parágrafos que se inicia com:
    “Carson Ford já estava cansado quando decidiu lançar uma grossa quantia de terra e pedregulhos com suas botas na direção do outro a sua frente. ”
    e
    “O ato foi rápido e preciso, a faca cingiu de vermelho o peito empapando a camisa azul, ”
    Enfim, camarada, você mesclou ótimas cenas com outras nem tão boas. Acho que a pressa foi sua grande inimiga aqui, mas aposto que da próxima vez você terá mais cuidado.
    Parabéns pelo texto.

    • Tomahawk
      13 de maio de 2014

      Agradeço a muito leitura e comentário. Certamente a fragilidade das cenas não seguiram o tom gradativo que gostaria de ter dado, pois acabei recortando e colando muito sem rever, com cautela, o resultado final. Sim, estarei aqui no próximo. Novamente agradeço e desejo êxito neste desafio.
      Saudações.

      • Tomahawk
        13 de maio de 2014

        Ups! Agradeço (e* muito) a leitura e comentário.

  7. Felipe Moreira
    11 de maio de 2014

    Gostei do início, todo aquele momento ritualístico e sob a perspectiva do índio, o que pouco aconteceu no desafio. Porém, na terceira parte, o conto se perdeu na adrenalina, virou um roteiro bang-bang em ritmo acelerado. Cão Vermelho acabou sendo pouco explorado no ponto de vista, visando mais a ação.

    De qualquer forma, parabéns e boa sorte.

  8. Thata Pereira
    9 de maio de 2014

    Gostei do conto no geral, apesar que as duas primeiras partes ganham destaque. o destaque da expressão OS SEUS me fez esperar que algum enigma fosse desvendado, mas nada ocorreu. Espera, na verdade, tudo ocorreu, mas esperava uma explicação mais explicita. Gostei do índio ter voltado em forma de lobo, gostaria de umas melhores descrições nessa parte. Da transformação novamente em índio…

    Boa Sorte!

  9. Tom Lima
    7 de maio de 2014

    Belíssima ideia, mas faltou alma.
    Não consegui sentir a dor da personagem, é tudo muito rápido, muito acelerado.

    Boa sorte.

  10. Rodrigo Arcadia
    6 de maio de 2014

    legal o enredo de vingança e tal. mas pra mim, do meu gosto, não é interessante. tem pessoas que curtem um estilo assim. mas que haja um interesse em todos os personagens, para o leitor se sentir pelos personagens.

    Abraço!

  11. Ricardo Gondim
    6 de maio de 2014

    (SPOILER)

    Espero que CV sobreviva para retornar em outro conto. E com a mesma fluência. Gostei muito.

  12. Sérgio Ferrari
    5 de maio de 2014

    Um drink no inferno, sem álcool, sem inferno. 😉 (bom começo, no entanto) Nota 4 de 10

  13. Swylmar Ferreira
    5 de maio de 2014

    Oi Tomahawk,
    O enredo do conto é muito bom, com a narrativa seguindo a linha correta (inicio, meio e fim). Chamou a atenção o detalhe da subida à montanha, o misticismo e o rogo por vingança. O final foi muito legal com o desaparecimento na poeira do cão vermelho.
    Não esmoreça. Nossas criticas são construtivas e tem o intuito de ajudar.
    Parabéns pelo conto.

    • Tomahawk
      5 de maio de 2014

      Sua gentileza é louvável.

      Novamente agradeço pelo tempo cedido. Tenha uma excelente semana e boa sorte no desafio.

  14. Davi Mayer
    4 de maio de 2014

    Muitas pessoas já falaram. Questão de revisão de palavras inadequadas, tempos verbais, etc. A história não prendeu tanto. Principalmente no começo. E o lugar comum também, enfim. Mas falar do mesmo de uma ótica e forma diferente ajuda a melhorar.

    Abraços.

  15. mariasantino1
    3 de maio de 2014

    Que pena 😦 O conto parece uma corrida de cavalos e cada falha é uma queda, uma mutilação… Ao final da disputa, somente o focinho do equino cruza a linha de chegada.
    .

    Correu e esqueceu de revisar, correu e mutilou o texto, fez trocas bobas que deixam o conto como uma janela embaçada. BANG! Um tiro de canhão. REVISÃO. REVISÃO. REVISÃO.

  16. Isabella Andrade
    3 de maio de 2014

    Os erros gramaticais já foram expostos, não vou falar disso também. Nota-se que tens talento, e muito. A narrativa é um pouco pesada, densa, senti e isso é apenas por gosto, que os parágrafos me cansavam ao longo da leitura. Queria mais do velho oeste por aqui, um pouco mais de descrições, mas o conto é bom e a ideia é interessante. Meus parabéns pela originalidade, e boa sorte!

  17. Fabio Baptista
    3 de maio de 2014

    Aqui os erros gramaticais até que não me incomodaram tanto.
    Travei a leitura em:
    – à hora
    – corria/corriam/ocorriam
    – ambiente / brevemente
    – o fitá-lo
    – pelves

    O tal do OS SEUS também me pareceu estranho, mas não chegou a incomodar.

    Infelizmente eu não consegui me conectar à história mesmo. Acho que essa coisa de índio x “homem branco mau” já saturou um pouco, aqui dentro do próprio desafio.

    A escrita é fluída, mas não me conquistou. Senti falta de uma frase marcante, uma bela metáfora, algo que ficasse na cabeça por algum tempo.

    Também achei que o conto acaba meio “do nada”.

    Enfim, não gostei.

    Abraço.

  18. JC Lemos
    2 de maio de 2014

    História muito boa! Contada aos olhos do índio, mostrando a dor da perda de seus ente queridos, e ainda com o fantástico para dar um toque especial.
    A cena da transformação ficou gravada na memória, assim como o totem de animais de um outro conto que li aqui. A sensação foi a mesma em ambos.
    Gostei da narrativa direta e sem rodeios.

    Não acho que há necessidade de ressaltar o que já foi dito sobre técnica, pois o autor já entendeu, então está de boa.

    Um conto bem acima da média. O autor está de parabéns!
    Boa sorte!

  19. Tomahawk
    2 de maio de 2014

    Uau! Não sei como fui capaz de fazer isso. AVISTARAM, ao invés de AVISTASSEM. PODE visualizar, ao invés de PÔDE. ESTÁ ao invés de ESTAR. PÔS ao invés de POIS. PROPULSÕES/ SARAIVA _DA (sumiu o “da”) ARQUE(j)OU. CINGIU, ao invés de TINGIU… Dará outro texto só de falhas. Não vou ficar inventando desculpas, foi falta de atenção, MESMO. Agradeço pelo tempo cedido, peço desculpas pela incapacidade.

    • Claudia Roberta Angst
      2 de maio de 2014

      Foi só a pressa, eu entendo perfeitamente. Tem uma hora que a gente quer ver o conto de pé, esteja como estiver. Não é incapacidade, só impaciência. 🙂

  20. rubemcabral
    2 de maio de 2014

    A ideia do conto é simples, mas até resultou num texto interessante. “Pegou” um tanto a revisão, pois algumas palavras me pareceram trocadas: “propulsões” x “proporções”, “saraiva”, “cingiu de vermelho”…

    • rubemcabral
      2 de maio de 2014

      Ah, a imagem do índio é ótima.

  21. Eduardo Selga
    2 de maio de 2014

    Não vejo muito mais a ser dito.

    Sabemos bem que, de um modo geral, os westerns contam a história do genocídio indígena a partir do ponto de vista do branco dominador, com a demonização do homem nativo. Assim, quando se lê uma estória que põe em relevo o modo de enxergar o mundo do indígena, isso merece atenção. Um lobo no telhado do saloon merece mais ainda.

    A presença do aspecto mágico num texto ambientado no “velho oeste” contribui sobremaneira para seu sucesso. Para os nativos o limite entre os dois mundos era tênue, e isso, no discurso do poder, era visto como marca de “subcultura”, ou seja, mais um motivo para serem extirpados da terra que lhes pertencia (“Quem esses miseráveis pensam que são? Donos da terra?”)

    É pena que os deslizes gramaticais, alguns dos quais já pontados aqui, não permitam a completa excelência.

  22. Anorkinda Neide
    1 de maio de 2014

    Fiquei muito feliz com a colocação do universo indígena aqui… e não foi por causa do final não.. jurei q ele morreria na saraivada de balas, o q seria perfeitamente compreensível.
    O que me chamou a atenção foi o cuidado, certamente vindo de uma boa pesquisa, de descrever alguns, claro que poucos, componentes indígenas. A visão, o cão vermelho e a ‘possessão’ digamos assim, do animal sobre o jovem, são perfeitamente coerentes com um toque de fantástico, que afinal, é o desejado neste site.
    Parabens a(o) autor(a), e simbora corrigir os deslizes no português… hehehe

    ahh tb não entendi pq OS SEUS em maiusculas, nao ficou legal.

    Abração

  23. Pétrya Bischoff
    1 de maio de 2014

    A Claudia já citou os deslizes, não o farei novamente.
    Gostei bastante do conto, realmente cheio de emoção. Senti que aí nasceu uma lenda, isso foi legal. Aqueles primeiros momentos da “fera” nos telhados remeteu-me alguma releitura steampunk d’O Médico e o Monstro. Tens uma bela estória aqui, só revise-a. Boa sorte 😉

  24. Claudia Roberta Angst
    1 de maio de 2014

    Ah, a pressa, essa impulsora de erros. Detalhes bobos como sílabas desaparecidas, acentos esquecidos, um verbo mal conjugado. Exemplos: “(…)não tardou muito para seus olhos AVISTARAM o que sobrara dela.” Acredito que o trecho tenha sido reescrito e o autor esqueceu de mudar para “avistassem”
    (…)Trêmulo de dor e ódio sussurrou algumas palavras ancestrais e PODE visualizar(…) – faltou aí o acento circunflexo no O – o que traz o verbo para o pretérito.
    “O sioux se culpou e desejou ESTÁ ali (…)” – No lugar de ESTAR
    “uma SARAIVA de disparos” (seria uma saraivada?)
    “(…) e ARQUEJOU o corpo tal qual o oponente.” O verbo “arquejar” existe, mas acho que no caso seria mais adequado “arqueou”.
    Há outros deslizes, típicos erros de quem não concedeu ao conto uma segunda olhada ou mesmo uma leitura em voz alta (funciona comigo).
    Não entendi OS SEUS – o porquê da ênfase em maiúsculas. Fiz isso em meu conto do desafio do tarô – péssima ideia.
    Quanto ao enredo, eu gostei. Imaginei o cão vermelho formado por nuvens rubras, irado e vingativo. A leitura prendeu minha atenção até o fim. Boa sorte!

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Publicado às 1 de maio de 2014 por em Faroeste e marcado .
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