EntreContos

Detox Literário.

Daihachi (Tom Lima)

Naginata_2

“A força não provém da capacidade física.
Provém de uma vontade indomável.”
Mahatma Gandhi

Não era difícil se manter no caminho. Ele era simples e bem demarcado, mas difícil de ser percorrido. Pedras brancas arredondadas delimitavam a estrada. Pinheiros de erguiam altos e densos, impedindo a luz do Sol de castigar Naginata.

***

Este conto faz parte da coletânea “Devaneios Improváveis“, Primeira Antologia EntreContos, cujo download gratuito pode ser feito AQUI.

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47 comentários em “Daihachi (Tom Lima)

  1. Frank
    26 de fevereiro de 2014

    O conto é simplesmente estupendo; gostei muito: narrativa, ambiente, ação. Mas também devo admitir que em termos de tarô a coisa ficou muito “tênue”. Tirando isso, um dos melhores contos do desafio, sem dúvida.

    • Shinmen Takezo
      26 de fevereiro de 2014

      Obrigado pelo elogio e pela leitura, Frank.

  2. Blanche
    26 de fevereiro de 2014

    Bem estruturado, bem escrito, oriundo de uma pesquisa aprofundada sobre a cultura japonesa e suas ramificações… Mas não me prendeu. Na verdade, me senti desinteressado durante toda a leitura. Contudo, isso diz respeito ao meu gosto pessoal e não altera de forma alguma a qualidade (inquestionável) do conto. Boa sorte. 😉

    • Shinmen Takezo
      26 de fevereiro de 2014

      Obrigado pela leitura e elogio, Blache.
      É uma pena não ter sido do seu agrado.

  3. Rodrigues
    26 de fevereiro de 2014

    Como não entendo nada de cultura japonesa, não tenho como analisar o cenário. O texto, embora truncado em algumas partes, flui de maneira bacana para a leitura. Li em partes e achei interessante a personagem e o universo criado, assim como o final, que fechou muito bem o texto.

    • Shinmen Takezo
      26 de fevereiro de 2014

      Obrigado, Rodigues.

  4. Pedro Luna
    25 de fevereiro de 2014

    Bons tempo em que eu lia Samurai X. Bom, Vagabond, eu curti o conto. Esse período é massa e ambientar o conto nele foi uma escolha maluca que deu certo. Achei show de bola

    • Shinmen Takezo
      26 de fevereiro de 2014

      “escolha maluca que deu certo”

      Muito obrigado pelo elogio, Pedro. Fico feliz em ter agradado.

    • Felipe França
      26 de fevereiro de 2014

      Creio que Samurai X, para os mais chatos: “Rurouni Kenshin”, foi um dos melhores animes que assisti. Quando li este texto, na mesma hora pensei nestes maravilhosos tempos.

  5. Thata Pereira
    25 de fevereiro de 2014

    Gostei muito do conto, principalmente porque, como disse no comentário do conto anterior que li, existem muitos filmes abordando samurais, a cultura japonesa, mas nunca me interessei em ver. Ler para mim foi esplêndido, mesmo não possuindo as bases para saber se tudo que foi dito é ou não o correto.

    Como muitos pelo que percebi, boiei na parte do tarô rs’ Mas, sinceramente, acho que já tem muitos contos abordando o tema de forma explicita demais. eu gostei da ousadia.

    Boa Sorte!

    • Shinmen Takezo
      26 de fevereiro de 2014

      Muito obrigado. Thata.
      Fico feliz em ter sido sua porta de entrada para a cultura e História do Japão, que são tão rica e belas.

  6. Bia Machado
    25 de fevereiro de 2014

    Pôxa, gostei bastante desse conto. Claro, tem umas coisas a se consertar, aqui e ali, mas achei bem original e uma história que foge aos padrões dos textos apresentados para o desafio, no geral. É, o Tarô ficou bem escondido, rs. Mas a narrativa foi a culpada, desviou minha atenção! Parabéns! =)

    • Shinmen Takezo
      26 de fevereiro de 2014

      Fico feliz em ter agradado a atual campeã 🙂

      Obrigado pela leitura e elogio.

  7. Weslley Reis
    25 de fevereiro de 2014

    O conto é excelente. As sutilezas da narração me carregaram e me envolveram, mesmo não sendo apreciador da Cultura japonesa. Mas não consegui achar o tema no conto, talvez pelo meu pouco conhecimento em ambos aspectos. De qualquer forma, parabéns pelo conto

    • Shinmen Takezo
      26 de fevereiro de 2014

      Obrigado pela leitura e elogio, Weslley.

  8. Leonardo Stockler
    24 de fevereiro de 2014

    De fato, o conto é muito bonito. Você criou e adornou imagens muito belas, do começo ao fim, o que demonstra um bom fôlego. Acho legal a ideia de espalhar arcanos pelo conto e deixá-los camuflados, mas o único que eu encontrei foi esse eremita no final (aliás, belíssimo). Realmente, você deixou passar um errinho ou outro, mas nada que comprometeu a narrativa. Gosto muito do cenário e da ambientação, dos filmes do Kurosawa, e acho que sua poética me lembrou bastante dessas obras. Incorporou os elementos na medida certa, sem deixar o conto afetado. A luta com o monstro aparece de repente, e dá um toque fantástico inesperado ao conto, o que só o deixa mais brilhante.

    A única coisa em que fiquei pensando, é que talvez o Bushido e a relação da personagem principal com uma menina camponesa apareçam de uma maneira um tanto forçada. Li esses dias que o Bushido só tornou-se de fato um código de honra no começo do século XX, então pode ser que isso não fosse um problema tão grave assim. Ao mesmo tempo, também não sei como seria possível a relação de uma samurai com um eta (camponês). Claro que é possível e você tem licensa poética pra fazer o que quiser. Esses detalhes não comprometem a sua história, mas é algo que me apareceu como dúvida.

    De qualquer forma, parabéns.

    • Shinmen Takezo
      26 de fevereiro de 2014

      Seu comentário me deixou sem palavra,Leonardo.

      Ter alguém dizendo que meu conto o lembrou de Akira Korusawa é melhor que ficar em primeiro lugar no desafio!

      Toda vez que venho responder a segunda parte do seu comentário esse elogio me paralisa.

      Muito obrigado!

      Espero responder as questões que você levantou. mas por hora não sou capaz.

      Novamente, muito obrigado.

  9. Ryan Mso
    23 de fevereiro de 2014

    Excelente conto. As considerações a serem feitas já foram feitas, então apenas parabenizo ao autor pelo conto.

    • Sinmen Takezo
      24 de fevereiro de 2014

      Obrigado pela leitura, comentário e elogio, Ryan.

  10. Pedro Viana
    23 de fevereiro de 2014

    O conto é excelente, a narrativa perfeita, estou sem palavras para descrever a pesquisa/ambientação do Japão e sua cultura – pelo menos do que sei, tudo bateu e encaixou – mas definitivamente a abordagem do Tarô não me comprou. Pelos comentários vi que a proposta era metafórica. Ok. Mas a linha comparativa dos arcanos com os personagens é muito tênue e, se formos analisar de uma maneira mais ampla, tendo como base o grau de analogia deste conto, qualquer personagem de qualquer obra poderia ser “assimilado” a um arcano, por isso o elemento Tarô aqui não me convenceu. Apesar disso, reafirmo que o conto é excelente e que, se não fosse o desafio temático no qual está concorrendo, receberia meus votos de olhos fechados. Meus sinceros parabéns!

    P.s.: talvez seja loucura minha, mas enxerguei no primeiro parágrafo uma metáfora sobre o destino simplesmente brilhante.

    • Sinmen Takezo
      24 de fevereiro de 2014

      Entendo seu ponto, Pedro. Eu mudaria um pouco a sua frase e diria “Muitos personagens de muitas obras poderiam ser assimilados à Jornada do Louco”. Como o Monomito do Campbell.

      A questão do destino está sempre em minha mente, mas a primeira frase não foi uma analogia deliberada. Jung tem uma explicação para isso 🙂 Te agradeço por ter feito com que eu a notasse.

      Fico feliz por ter agradado, mesmo não recebendo seu voto. Pagamos sempre por nossas escolhas, eu estou pagando por ter decidido tratar o tema dessa forma.

      Novamente, obrigado pelo comentário e elogios.

  11. Gustavo Araujo
    22 de fevereiro de 2014

    Quando John Blackthorne chega ao Japão feudal a bordo de um navio holandês, durante plena guerra civil, ele é recebido como bárbaro. Isso não impede que os camponeses, depois da intervenção do Padre Alvito, um dos muitos Jesuítas presentes, o ofereçam algumas opções para distraí-lo. Uma mulher? Um menino? Um pato? Essa passagem do espetacular romance de James Clavell – Xógum – revela o quanto a questão sexual era aberta no Japão daqueles dias. Os Jesuítas tentaram – e por algum tempo até conseguiram – incutir os preconceitos típicos do cristianismo na sociedade japonesa, mas com a sua expulsão por Tokugawa Ieyasu, após a unificação, os costumes típicos foram restabelecidos mesmo que, em alguns casos, à base da espada. Não sei, realmente, se a protagonista Naginata seria banida por ser lésbica, especialmente por alguém como Ieyasu, para quem o fim justificava os meios. Mais incrível é ela ter se tornado general, rs.

    De todo modo, gostei muito deste conto, especialmente por conta do contexto histórico descrito. Não só isso. O conceito filosófico do bushido, dos samurais e até dos ronin (ainda que não mencionado expressamente) é o que realmente salta aos olhos, já que é abordado com maestria, sem parecer arrogante ou exagerado. Enfim, é um conto para quem gosta de história do Japão, para quem se amarra em cultura japonesa, especialmente nos valores tradicionais. Claro que algumas liberdades são tomadas aqui e ali, mas isso faz parte do jogo de criatividade que se espera de uma boa história. Não vai agradar a todos, infelizmente, mas para mim foi um excelente momento de entretenimento.

    Sinceramente, não enxerguei elementos do tarô, mas também não os procurei. Estava gostando demais da narrativa para perder tempo procurando significados subliminares referentes aos arcanos. Na realidade, chego a desconfiar – e me perdoe o autor se eu estiver errado – que este texto já estava pronto e foi postado assim, para ver no que ia dar. Aliás, parece mesmo um pedaço, um trecho de algo mais ambicioso. Se for esse o caso, espero ler o que existe além disto.

    Embora me veja impossibilitado de votar neste conto, já que, a meu ver, o tema proposto no desafio ficou em segundo plano, quero dizer que foi um prazer lê-lo. Para ficar nota dez, só falta um revisãozinha. Parabéns ao autor.

    P.S. Só não entendi o Título. “Daihachi” significa “oitavo” em japonês, não? Para mim, não ficou muito clara a relação com a trama, mas algo pode ter me escapado…

    • Shinmen Takezo
      26 de fevereiro de 2014

      Fico feliz em ter lhe proporcionado um “excelente momento de entretenimento”.

      O conto foi escrito para o desafio, em cima do simbolismo do oitavo Arcano, A Força (sim, a Força é o oitavo Arcano enquanto a Justiça é o décimo primeiro, mas isso é assunto para outra conversa). Portanto eu não o perdoarei e vou lavar essa ofensa com sangue! 🙂

      Há influência grande de três arcanos. Um fica evidente na última frase.

      Durante a escrita tive vontade de ir além, tanto no passado quanto no futuro de Naginata, principalmente na relação pai de Naginata – Tokugawa Ieyasu, então talvez haja mais pra você ler, Gustavo.

      Decidi esconder coisas pelo texto, deixando elas lá para o leitor encontrar ou não. Fiz isso pois é algo que eu aprecio muito em tudo que leio e o fiz sabendo do risco de desagradar muitos. Compreendo porque não poderei contar com seu voto, mas realmente fico feliz por ter sido de seu agrado.

      Muito obrigado pelo comentário, criticas e elogios, Eduardo.

  12. Edson Marcos Nazário
    19 de fevereiro de 2014

    Quando vi que o conto teria como cenário o Japão, fiquei curioso em saber como o autor encaixaria o tarô na cultura japonesa. Ficou tudo meio subentendido, quando deveria estar explícito, pois acho que o tema exige isso. Está incrivelmente bem escrito, a descrição das cenas é excelente, mas faltou alguma coisa. Boa sorte!

    • Shinmen Takezo
      23 de fevereiro de 2014

      Foi meu objetivo ficar subentendido, Edson , mesmo sabendo que isso não agradaria a todos.

      Obrigado pela leitura e pelo comentário.

  13. Felipe França
    18 de fevereiro de 2014

    Deixe-me fazer parênteses aqui: sou apaixonado pela a cultura japonesa e gostei muito deste conto. Mas isto é uma questão de ordem pessoal; apenas uma observação… agora vamos aos fatos. Está muito bem escrito e a trama flui fácil. Dá para visualizar os personagens e seus cenários facilmente na mente, e a ideia do (a) o autor (a) ter utilizado duas mulheres como par romântico prende ainda mais a atenção. Poucas pessoas conseguiram visualizar, entretanto elementos do tarô estão salpicados por toda a narrativa, de uma maneira mais “personalizada”, mas encontramos. O final deixou aquele gostinho de continuação… de querer mais. O autor (a) brinca com a temporalidade dos acontecimentos trazendo mais dinamismo para a história em si. Enfim… é isto que eu tenho a dizer… um excelente conto. Boa sorte! Ao infinito… e além.

    • Shinmen Takezo
      23 de fevereiro de 2014

      Muito obrigado pelos elogios, Felipe.
      Me deixa extremamente feliz ter sido do agrado de um amante da cultura do Nihon.

      Domo Arigato.

  14. Paula Melo
    17 de fevereiro de 2014

    A ideia me pareceu boa,mas não me prendeu ( questão de gosto).
    Conto muito bem escrito,mas não consegui localizar o tema do desafio no conto.

    Boa Sorte!

    • Shinmen Takezo
      23 de fevereiro de 2014

      Obrigado pela, leitura e comentário, Paula.

      Me esforcei tanto para que os Arcanos ficassem escondidos que os leitores nem os veem. 🙂

  15. Anorkinda Neide
    17 de fevereiro de 2014

    Conto muito bem escrito, mas não me pegou.
    e sinceramente, não encontrei o tarot nele.. no finalzinho eu desconfiei q podia estar ali o eremita…mas achei q eu estava imaginando coisas..hahaha
    pelos comentarios vi q era isso mesmo e mais arcanos infiltrados na trama, realmente não os percebi.

    boa sorte, abraço!

    • Shinmen Takezo
      23 de fevereiro de 2014

      Preferi deixar os Arcanos subentendidos, mesmo sabendo que isso poderia não ser do agrado de todos.

      Obrigado pela, leitura e comentário, Anorkinda.

  16. Claudia Roberta Angst
    16 de fevereiro de 2014

    Percebi o Eremita no finalzinho, com o seu cajado e lanterna. O tarô está implícito no conto muito bem escrito, por sinal. O enredo no entanto não me prendeu, talvez por falta de identificação com as personagens. Boa sorte!

    • Shinmen Takezo
      23 de fevereiro de 2014

      Obrigado pela, leitura e comentário, Claudia.

  17. Alan Machado de Almeida
    15 de fevereiro de 2014

    Dos contos lidos por mim nesse desafio esse aqui até então foi o que mais gostei. Quanto a homossexualidade da samurai achei bem abordada. Geralmente as culturas mais homofóbicas são aquelas com base em religiões cristãs, muçulmanas ou judaicas. Mas isso não significa que pessoas de outras culturas também não possam ser. Não é só a religião que incentiva a homofobia. Vi um filme baseado na cultura nórdica onde um viking sofre represarias por ser homossexual. Apesar da religião dessa cultura não condenar essa prática abertamente. Mudando de assunto, o conhecimento do autor pela cultura japonesa deu um brilho à trama. A história é simples, mas esses pequenos detalhes a fizeram ter um gosto especial.

    • Shinmen Takezo
      23 de fevereiro de 2014

      Fico feliz por ter sido do seu agrado, Alan.

      Obrigado pelo elogio, leitura e comentário.

  18. Ricardo Gnecco Falco
    15 de fevereiro de 2014

    Uma Odisseia nipônica implicitamente moderna. Bem escrita, porém — totalmente uma questão de gosto pessoal — que não me apeteceu.
    Boa sorte!

    • Shinmen Takezo
      23 de fevereiro de 2014

      Obrigado pelo elogio, leitura e comentário, Ricardo.

  19. Rodrigo Arcadia
    15 de fevereiro de 2014

    conto bom, personagem boa também. só fiquei na duvida do lesbianismo no Japão feudal. mas o que peca, apesar do conto ser bom, é a falta do tarô. se está no conto, está bem escondido, pois não pesquei nada dele. mas acharia estranho um tarô numa época dessas.

    Abraço!

    • Shinmen Takezo
      23 de fevereiro de 2014

      O simbolismo do tarô fica subentendido, Rodrigo. A história se passa no início do século XVII, o tarô já existia, mas provavelmente não havia chegado ao Japão no formato de baralho.

      Obrigado pela leitura e comentário.

  20. Eduardo Selga
    15 de fevereiro de 2014

    Mas cadê o tarô?

    O(a) autor(a) possui boa técnica narrativa, e isso gerou um conto que relativamente à superfície textual é muito bom, provocando algumas imagens de fato curiosas, como em “O peso da desonra a fazia levantar”, oração na qual se percebe uma bela antítese, pois o peso normalmente dificulta levantar. Particularmente bonito é esse trecho: “Eles vinham como ondas no mar revolto, inundando sua mente com o passado doloroso / A última conversa com Hiroki quebrou na praia de seus pensamentos com toda a força”. O uso de palavras como “ondas”, “mar”, “inundando” e “praia”, pertencentes a um mesmo campo semântico fazendo com que o sentimento quase se materializa frente ao leitor é de fato um ótimo exemplo de uso literário da palavra.

    Pelo mesmo motivo gostaria de elogiar a sequência narrativa em que estão a protagonista e a serpente. Foi um trabalho de carpintaria textual.

    A abordagem do lesbianismo no Japão dos samurais me pareceu bastante factível, na medida em que homossexualismo está presente em todas as sociedades humanas em todos os tempo históricos. Mas já não tenho certeza dessa intolerância que o personagem Leyasu demonstra para com Naginata, pois ao menos o homossexualismo masculino era tolerado. Portanto, talvez haja alguma inverossimilhança externa nesse ponto.

    Mas cadê o tarô? Talvez ele esteja simbolicamente posto ao longo de todo o conto, mas não consegui enxergá-lo de maneira inequívoca. Suponho que Leyasu seja o Imperador, Hiroki a Temperança, o monge o Eremita, a serpente a Morte, a relação da protagonista com Hiroki os Enamorados. Mas se houve essa intenção ficou nebulosa em demasia.

    • Shinmen Takezō
      15 de fevereiro de 2014

      Muito brigado pelos elogios, Eduardo. Fico feliz em ter agradado.

      Eu costumo dizer que se uma obra não se defende sozinha é porque o autor falhou. Então admito minha falha, mas vou defende-la um pouco.

      Quanto ao exílio de Naginata. O período em que a história se passa abre brechas para essas suposições pois foi um período de transição no Japão. A ideia era colocar exatamente nesse período a transição da aceitação para a não aceitação desses relacionamentos.

      Quanto ao Tarot, ele é um conjunto de arquétipos que representa uma jornada. Preferi considerar ele assim e não simplesmente como um baralho, então mexi com as ideias por trás dos símbolos. Também por isso Naginata é o foco das representações, sendo hora um Arcano, hora outro, de acordo com o ponto da jornada em que ela se encontra. Meu foco nesse conto foram três cartas e a mais óbvia delas ficou explícita na última linha:

      “A beira do abismo, apoiada em seu cajado, Naginata iluminou a escuridão.” 🙂

      Obrigado novamente, Eduardo. Até.

  21. Jefferson Lemos
    15 de fevereiro de 2014

    Achei o conto bem bolado. Essa mistura foi diferente, mas acabei por não gostar. Me cansei em algumas partes e assim como o Rubem, achei a parte da samurai lésbica um pouco forçada.
    De qualquer forma, parabéns e boa sorte!

    • Shinmen Takezō
      15 de fevereiro de 2014

      Obrigado pela leitura e comentário, Jefferson.

  22. rubemcabral
    15 de fevereiro de 2014

    Achei o conto bom, foi interessante misturar história japonesa com fantasia e o tarô, só revelado ao final. A ideia de uma samurai lésbica no Japão medieval foi, no entanto, meio difícil de aceitar.

    • Shinmen Takezō
      15 de fevereiro de 2014

      Obrigado pela leitura e comentário, Rubem.

      O período histórico abre essa brecha. Naquele tempo classes sociais e costumes não estavam bem delimitados. Só depois da unificação e depois do governo de Ieyasu é que essas coisas ficaram mais sólidas.

      Enfim, era uma brecha que eu aproveitei sabendo do risco de parecer pouco plausível.

      Obrigado novamente.

  23. Pétrya Bischoff
    15 de fevereiro de 2014

    Gostei bastante do fato de a personagem ser mulher e ter conquistado um espaço masculino. A escrita e a narrativa são muito boas, possibilitando uma imagem mental bastante caprichada das cenas descritas. No entanto, não me agrada a história oriental e o conto em sim não me encantou. Enfim, parabéns e boa sorte 😉

    • Shinmen Takezō
      15 de fevereiro de 2014

      Obrigado pela leitura e comentário, Pétrya.

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Publicado às 15 de fevereiro de 2014 por em Tarô e marcado .