EntreContos

Detox Literário.

O Caminhar do Louco (Ryan Martins Silva)

Seria a primeira vez que Lúcio teria contato com uma cartomante. O rapaz de seus vinte e tantos anos possuía uma descrença forte para com toda essa história de ocultismo, e por isso nunca sequer chegara perto de qualquer coisa do tipo. Sua vida inteira ouvira falar do charlatanismo envolvendo o misticismo cigano, e por isso seu posicionamento era este, o de dúvida constante. Todavia munido por uma curiosidade afiada e uma vontade de saber maiores do que qualquer falta de fé que estivesse contida nele e, não menos importante, em conjunto do pedido de sua bela nova companheira, se rendera ao encontro com o oculto, propriamente dizendo, com o tarô. Um homem se rende ao que for por uma mulher, acredite ele, ou não.

A procura por uma cartomante acontecera por motivo simples e talvez até leviano. Certa vez conhecera uma linda garota que lhe brilhara os olhos, tal como acontece em todo filme romântico que passa na televisão. A ninfa não era outra coisa senão uma aficionada pelo ocultismo, e principalmente pelo tarô, de maneira que uma coisa levaria à outra, e por fim levou. O homem, quando apaixonado, não é mais do que um mero bobo, e por assim o ser, perde toda a autonomia que pensa possuir.

Se conheceram num parque, saíram numa noite, flertaram em uns dias, se apaixonaram em um tempo, e por fim, violentado pelo amor, Lúcio acabou convencido de que teria, ao menos uma vez na vida, de consultar uma cartomante. Lúcio não se importava em visitar uma cartomante, mas sim em perder o seu tempo sem que nada em troca viesse a ganhar. Impregnado de pragmatismo, o homem pensa cronologicamente e entende tanto das coisas quanto entende do seu próprio eu.

Foi então que, indicada pela nova companheira de Lúcio, apareceu Madame Shalom, a exuberante cigana que viria a lhe contar o grande segredo de sua vida. Ao menos era isso o que Lúcio caricaturava em sua mente antes de conhecer a dita cuja. Madame Shalom era uma velha cigana de pele desgastada pelo tempo, morena com um dourado fino proveniente da purpurina espalhada pelo corpo. Negros fios de cabelo feito a noite trançavam a sua cabeça, e um forte batom vermelho feito o sangue coloria sua boca. Verrugas e rugas para todo o lado, como ele já esperava.

Na cabeça da cartomante ele não podia deixar de notar uma bandana ornamentada com contas de ouro e desenhos de luas, sóis, estrelas e cometas. Nas mãos de grossas veias, anéis de cor púrpura, esmeralda, anil e pérola. Pulseiras que cobriam boa parte do braço, douradas e prateadas. Só conseguia ele pensar na quantidade de pessoas que haviam sido enganadas para a obtenção de tudo aquilo.

Lúcio a olhava com bastante curiosidade ao passo que sentia no ar um cheiro alucinante dos mais diversos aromas emanados das velas que compunham o local. Grandes argolas de puro ouro nas orelhas e colar perolado no peito aberto. Vestido vermelho, e preto no top e nas laterais do corpo. Um ar de superioridade, e um olhar hipnotizante de cor âmbar. Uma figura diferente das que Lúcio se acostumara a encontrar, e principalmente uma figura que lhe causava um desconforto que não saberia explicar, se perguntado por qualquer um que soubesse o que se passava em sua mente.

Seu olhar tendencioso e ao mesmo tempo despreocupado faziam firula pela espalhafatosa sala escura em que se encontrava. Perpassando por véus de seda, as tais velas cheirosas e todo o tipo de objeto místico. Desde bolas de cristal, até as tão esperadas cartas de tarô estendidas na mesa entre eles.

– O Tarô esconde segredos que você sequer consegue imaginar, e um deles balbucia qualquer coisa incompreensível para as mentes vis e passageiras que não o querem ouvir.

O jogo começava, e a cigana lançava aos ouvidos de Lúcio palavras de grande efeito que ele não compreendia tão bem quanto gostaria.

– O chamam por diversos nomes, e o fazem por procurar aquele que é em si mesmo a poderosa expressão do efêmero fluxo que é o existir. O Arcano primeiro e último, o símbolo da busca e do desapego. O grande número 0, e talvez também o 22. A carta despreocupada munida de preocupação. É almejada e temida, e retumbante é o anseio daqueles que são acometidos pelo Louco, pois a loucura é mera expressão de um eterno aprendiz, e a vida é o caminho traçado pelos seus pés. O virar dessa carta conta mais do que se quer ouvir, mais do que se pode ver, e supera o que se pode vir a compreender. The Fool, Le Mat, O Louco, tantos o chamam, poucos o ouvem.

Com as mãos trançadas no colo, o rapaz ouvia com atenção quieto. Haviam se apresentado antes mesmo daquela primeira fala, mas apenas com um aperto de mãos que dizia “sei quem você é”, e nada mais. Seu interesse parecia crescer a cada momento, que continuava com as falas da eminente cigana. E a voz sedutora e lacerante brandia entre os dentes brancos e dourados:

– Esta carta simboliza o desapego, a busca, o deixar de existir, o repouso. O Louco é o andarilho despreocupado, livre, solto. No seu caminho o acaso é quem dita os passos e quem comanda os seguimentos. A borboleta é o algo a que se procura e o cão é o algo a que se prende. O cão morde os calcanhares mantendo O Louco na dita sanidade, a borboleta voa alto o levando ao esplendor do possível impossível.

Neste momento Lúcio bocejara, seus pensamentos se fixavam apenas em uma coisa: “Ela está me lendo uma cartilha”. Então Madame Shalom parou, inspirou fundo e disse:

– A carta significa isso e muitas coisas. A carta é mero aparato de algo maior. A leitura que acabou de ouvir é decorada por todo e qualquer um, mas o sentido que existe nela vai além de qualquer decoro e de qualquer ouvir. Veja bem, menino, lhe contarei, para seu agrado, a história do Louco, e depois você se irá de modo diferente de como chegou aqui. Pois se é isto o que quer, nada mais poderá ser diferente Lhe contarei com O Louco se tornou O Louco da carta.

Lúcio se impressionara mais uma vez. Fora o fato de ter perdido aquela mesma curiosidade que tinha aumentado em um primeiro momento com as falas da cigana pensando que infelizmente ela era apenas mais uma charlatã que lia uma cartilha para ele com uma retórica avançada em voz, o rapaz também pensara em qual seria a história por trás daquela carta. Na verdade, tal como o fora por toda a sua extensão de vida até aquele momento, Lúcio era um cara que gostava particularmente de ouvir histórias, e se ele tinha de tirar algo de útil dali, que fosse uma boa história. Para sua surpresa, foram exatamente estes os ditos da cigana, os de que ela contaria a história, e mais, ao que parecia, ela sugeria que isso era exatamente o que ele queria. No instante em que ela se calou, ele arregalou os olhos com um afastar da cabeça para trás expressando sua surpresa. Sua curiosidade que depois do primeiro contato tinha se elevado, mas depois sofrido queda, agora retornava à ascensão e ele se voltava para ela com um dizer receoso:

– A senhora me pegou… Eu já estava para desistir… E… sendo assim, por que não? Conte-me, qual é a história desse tal louco. Vamos, conte-me!

Outro profundo suspiro inflava o peito de Madame Shalom, e sem qualquer aviso-prévio ela começou o seu conto sobre O Louco:

– A história que vou lhe contar foi-me contada por minha avó, e a avó de minha avó contou para ela, e a avó da avó de minha avó contou o mesmo, assim consequentemente até o tempo em que O Louco era homem, antes de se tornar Arcano. Dessa maneira, meu jovem agraciado, essa história que eu vou lhe contar é real, mas depende de você conceber o que é a realidade, ou não.

Há tempos que se estendem pelos ventos da eternidade, houve em um vilarejo medievo europeu um jovem sonhador que não possuía na mente outra coisa se não a sua solitária agonia. Não sabia descrevê-la a outrem e tão pouco tinha alguém para contar se soubesse como fazer. Era um solitário com uma solitária agonia. Passava os dias a pensar naquela dor que possuía rasgando seu peito por dentro. Sua família o tinha como um castigo divino, pois ele nada fazia a não ser vadiar olhando despreocupado para tudo ao seu redor com aquele olhar triste característico. Não sabiam o que se passava em sua mente, mas tão pouco queriam. Era inútil na lavoura, na casa, onde fosse, e por isso o viam como penitência pelos pecados cometidos por eles e todos os antepassados de sua família. O Louco era um infeliz para eles, mas mais do que isso, um inútil. Para os sábios do lugar, era justamente o contrário. Era um homem feliz, pois sempre se mostrava despreocupado para com tudo. Viam em seu olhar, não a tristeza, mas sim a contemplação da vida e das beatitudes divinas. Todavia, tal como a família, o viam como um louco. O resto do vilarejo o tratava de maneira semelhante aos sábios, em vista, e de maneira semelhante à família, em segredo. Não lhe faziam troça, a não ser as crianças que demonstravam publicamente as conversas que aconteciam no aconchego das casas. Sua vida se estendia vagarosa e tediosamente à morte, e esta, tão temida por todos, não era para ele mais do que um último suspiro para todo o seu pesar.

Certo dia, decidido de que sanaria toda aquela agonia, O Louco resolvera montar uma trouxa e seguir caminho para onde seus pés o levassem. Acreditava que onde estava não encontraria nada diferente do que já encontrara e por isso sentia em si aquela angústia sem fim. Muniu-se de pão, água e um cajado, presente de seu avô, onde se encontrava pendurada a trouxa. Tinha vestes modestas acinzentadas que lhe exprimiam o sofrimento e a pobreza física e espiritual. Sem se despedir de qualquer alma que o fosse, seguiu para o Norte, para onde todos aqueles que procuram alguma coisa seguem.

A viagem parecia que seria longa, pois mesmo antes de chegar à primeira colina, O Louco já se encontrava em estado de cansaço intenso. Parara à entrada do vilarejo, e sem olhar para trás sentira viajando consigo uma leve brisa que bagunçava minimamente seus loiros fios de cabelo, mas suficientemente para lhe aguçar a percepção. Parecia que algo lhe passara voando ao lado da face direita, e quando parou para olhar o que era, se deparou com uma magnífica borboleta. Suas longas asas tinha um colorido significante. Dividida em quatro filetes, cada asa tinha a cor púrpura na parte superior, seguida embaixo por um azul petróleo com pequenas partículas brancas espalhadas, lembrando o céu noturno que mais tardar apareceria. Completando a paleta da asa, as cores grená e jade se misturavam em espirais, que escondiam um pequeno filete preto no meio das asas, o corpo do inseto alado. Maravilhado com tal visão, O Louco começou a perseguir o bicho com os olhos fixos na leveza de cada bater de asas. E quando se deu por conta, estava mais longe do vilarejo do que jamais havia estado, e mais, sem aquele anterior cansaço que momentos antes o acometia. Com o bater das asas e a perseguição do Louco, em certo momento a borboleta parara no alto de uma árvore onde se encontrava um homem pendurado pelo pé.

– Ora, vejamos se quem segue não é O Louco!

– Você me conhece, homem pendurado pelo pé?

– Indubitavelmente, meu caríssimo impulsivo, como não haveria eu de conhecer o número 0!?

– Número 0?

– Ainda não sabes que és o número 0?

– Não, não sei.

– Ahaha!!! Pois ainda saberá, caríssimo…! Ainda saberás!

E ditas estas palavras, o homem de calça vermelha e camisa azul que se encontrava pendurado pelo pé com as mãos para trás do corpo, sorriu, e ao tempo que o fez, a borboleta alçou voo titubeando para longe. E O Louco, sem qualquer aviso, seguiu atrás como fizera antes deixando para trás o homem pendurado pelo pé.

Não tardou e a borboleta vagarosamente parou mais uma vez, mas diferente do encontro anterior, O Louco agora se via parado na frente de uma bela mulher de longos cabelos loiros feitos os do rapaz.

– Bela roupa, Louco!

Incrivelmente os trapos que vestira quando saíra de casa, agora eram substituídos por uma maravilhosa roupagem. O Louco vestia uma camisa esmeralda que se estendia até um saiote, e por toda a extensão se encontravam desenhos de folhas verdes e objetos redondos cor de fogo. A calça cor de musgo e o sapato amarelado com guirlandas douradas na ponta, passavam quase que desapercebidos por conta da eminente pena vermelha no alto do chapéu de mesma cor dos calçados.

A mulher em contrapartida, encontrava-se sentada em um trono revestido de almofadas de todas as cores conhecidas. Trajava um vestido branco pintado com rosas por toda a extensão. Seu olhar para O Louco era de profunda satisfação.

– Mas essa roupa não é minha!

– Mas é claro que é, Louco.

– Não, não é. Eu não vestia isso quando saí de casa.

– Mas agora veste.

– Mas como?

– És um arcano, oras! És O Louco!

– Você também me conhece?

– É claro, sou a Imperatriz. Conheço a todos!

– Mas como me conhece?

– Oras, já disse, sou a Imperatriz, conheço a todos!

– Acredito, pois possuis a beleza de uma real imperatriz.

– Agradeço seu gracejo, Louco. Tome, leve isso como prova de meu apreço.

E entregando ao Louco uma rosa de cor salmão, voltou-se a contemplar o céu. Ao mesmo tempo, a borboleta que jazia parada no ombro da Imperatriz alçou voo mais uma vez, e como antes o fizera, O Louco seguira caminho atrás da magnífica criatura, agora empunhando em um braço o cajado, e no outro a graciosa flor sem se preocupar mais com que roupa usava, só se preocupava em seguir a borboleta.

O caminho se tornava diferente na medida em que O Louco seguia atrás da borboleta. A paisagem que outrora se manifestava em pradarias, agora culminava em um extenso lago envolto por um longínquo matagal. O ser alado que ditava os passo do Louco parava mais uma vez, agora na ponta de uma folha da grande mata. Diante de si encontrava-se uma figura tão espetacular quanto a própria borboleta. Se tratava de um anjo de asas rubras que trocava um líquido transparente de um cálice dourado a outro de mesma cor. Um de seus pés tocava a água do lago e o outro a terra que o cercava, e seu ar sereno afirmava a quietude do local.

– Saudações, Louco.

– Saudações, anjo. Sabes pelo visto também quem sou.

– Sim, eu sei. Mas sabes quem sou?

– Não, não sei. Quem és?

– Sou a renovação da vida.

– E o que isso quer dizer?

– Quer dizer que a partir daqui você será o que deve ser, pois ainda não sabes que o é.

– E como poderia eu saber?

– Não poderia, Louco. Mas a partir daqui saberás.

E com essas palavras a borboleta voou mais uma vez. E com o voo, mais uma vez O Louco seguiu.

No fim do matagal, encontravam-se duas pessoas. Um homem, e uma mulher. Enamorados.

– Vejamos se quem vem não é O Louco! – Uníssono.

– Sim, sou eu.

– Vejo que aceitares ser quem és! – O homem.

– Não poderia ser de outra maneira, poderia? – A mulher.

– Mas é claro que poderia, o livre-arbítrio permite ele ser o que quiser! – O homem.

– Não é o que me parece. – A mulher.

– E também não é o que é para parecer! – Uníssono.

– Ele pode achar isso uma confusão. – A mulher.

– E tomara que ache! – O homem.

– Pois ele é inocente, e busca algo por impulso! – Uníssono.

A borboleta que batia asas entre o diálogo dos enamorados seguiu viagem depois das últimas palavras ditas em uníssono. O Louco, como de praxe, a seguira sem qualquer outra preocupação que não essa. Sua própria agonia parecia ter desaparecido, a única coisa que lhe importava era seguir a beleza alada.

O aspecto tranquilo do cenário em que encontrara o anjo, agora pouco a pouco ia se tornando cada vez mais sombrio. Após passar pelos Enamorados, O Louco foi detido por mais um descanso do seu pequeno guia. Dessa vez o céu havia escurecido de tal forma que a noite se fazia imperiosa, mas não havia estrelas como se esperava, no lugar havia nuvens carregadas e raios vermelhos traçavam toda a extensão celeste. Nas patas da borboleta se encontrava uma gigantesca criatura com chifres de bode na cabeça, tronco humano e pernas e patas do mesmo animal dos chifres. Rosto vermelho sorridente. Olhar tendencioso.

– Já não era sem tempo, Louco.

– Me esperava?

– Tal como todos esperam, andarilho.

– E por que me esperava?

– Por que eu não esperaria, meu maravilhoso Louco?

– Eu não sei.

– Eu sei que não, meu belíssimo Louco. Mas me diga, que é que mais desejas, posso lhes dar o que mais desejas!

– Não desejo coisa alguma.

– Nem a Morte?

– Não mais.

– Ora, ora! Vejamos o que temos aqui…!

A voz do Diabo era sarcástica, ardilosa e sedutora. Enquanto falava, rodeava O Louco abraçando-o e tomando diversas formas. De bela mulher a viril homem, de pequeno coelho indefeso, a magnânimo dragão.

– Nada quero, senão seguir este ser. – E apontando para a borboleta, O Louco se desvencilhou do Diabo.

– Pois então segues, assim encontrarás o que queres! AHAHAHA

A risada ecoava pelo ar enquanto a borboleta seguia caminho com O Louco ao seu encalço.

Não tardou e ela mais uma vez parou. Mas desta vez ninguém apareceu. O Louco então perguntou:

– Para onde vais, minha querida amiga?

Mas resposta alguma surgiu dela, em vez disso um latido surgiu atrás do Louco, e quando este se virou para ver de onde vinha aquele som, deparou-se com um pequeno cão branco que fazia firulas para ele.

– Quem é você, pequeno animal?

Um latido retrucava a pergunta, e um salto com a língua para fora e o rabo a abanar completavam a resposta.

– Queres viajar comigo? Mas eu não tenho nada para lhe dar. Então não venha, não quero companhia de outro que não da borboleta.

Mas o cão não o faria, latia agora mais do que nunca e rosnava para a borboleta.

– Vá! Vá embora que não te quero aqui!

E ditas as palavras, a borboleta mais uma vez se mexeu. O latido do cão ecoava tentando atrapalhar o caminhar do Louco, e momento ou outro o pequeno canino mordia os calcanhares do Louco como se quisesse impedi-lo no seu seguir.

Depois de muitos passos, e algum tempo sem parar, a borboleta começou a voar mais para o alto, e assim fazendo, fez O Louco acompanhá-la sem qualquer dúvida na mente ou no coração, apenas o arranhar nos calcanhares do pequeno cachorro branco. A paisagem tomava um aspecto totalmente diferente de todos os demais que visitara O Louco, agora se encontrava em um penhasco que divisava a terra do mar. A cúpula celeste trocava a imensidão da noite pelo domínio imperioso do Sol, e o único som que se ouvia era das águas turbulentas se debatendo contra a parede rochosa. O Louco chegara ao fim de sua jornada, despreocupado com tudo, aceitando o que era, e impelido a escolher entre a borboleta, e sua magnífica inspiração, e o cão, e sua medida desesperada de manter O Louco são e salvo. O caminhar do Louco culminou e terminou até onde se sabe ali, entre o cão e a borboleta.

Dizendo as últimas palavras, Madame Shalom inspirou fundo outra vez, olhou para Lúcio em quietude como se esperasse a fala de seu cliente.

– E é só isso!? Acabou? Assim? O que acontece com o tal louco? Ele vai atrás da borboleta, ou fica com o cão? Acho que é atrás da borboleta, mas se bem que ele conversou com o cão… Não entendi essa história muito bem, explique-me!

Lúcio se encontrava em um estado de empolgação diferente de qualquer outro em que já havia se encontrado ao ouvir uma história. Parecia uma criança que acabara de ouvir a melhor aventura de todos os tempos. Ele estava acostumado com finais concretos, e não algo como aquilo, então se agitava.

– Lúcio, você foi acometido pelo Louco, agora tente compreender o que ouviu, pois não posso lhe fazer ouvir nada diferente do que lhe fiz ouvir.

O rapaz se encontrava indignado, ao mesmo tempo com um sorriso matreiro no rosto indicando que aceitava aquilo por mais que não quisesse. Se divertira apesar de tudo, pensava que valia a pena os tostões cedidos à cigana. Por fim, Lúcio retornou do encontro com o oculto ganhando alguma coisa, tal como queria, uma coisa que lhe faria pensar pelo resto de sua vida.

– Por que será que me saiu justamente O Louco, e não outra carta?

Anúncios

34 comentários em “O Caminhar do Louco (Ryan Martins Silva)

  1. Lucas Guimarães
    25 de fevereiro de 2014

    Olá, Hórus! Bom conto, você escreve muito bem, a fábula do Louco ficou muito bem adequada ao padrão fábula e eu gostei da ideia de misturar a consulta com a história do Arcano. Só não posso dizer que ficou ótimo porque faltou dar o laço final no conto, o fim precisa ser trabalhado mais, ter uma relação mais forte com o resto do história. Enfim, bom conto! Parabéns!

  2. Frank
    25 de fevereiro de 2014

    Também achei que as duas histórias ficaram desconexas. É preciso dar uma revisada, pois tem muitos “errinhos”. No mais, achei bem bacana a ideia de unir a história de um arcano a uma consulta de cartomante.

  3. Pedro Luna
    25 de fevereiro de 2014

    Não curti muito. Achei que a quebrada no meio do conto para narrar ”outro conto” não funcionou e ficou cansativo. E de certa forma, anula a primeira metade, tornando-a dispensável. ; /

  4. Tom Lima
    19 de fevereiro de 2014

    Acredito que o limite de palavras imposto pelo desafio foi um problema aqui. Acabou sendo um bom conto que poderia ser ótimo. Faltou desenvolvimento para os diálogos, acredito que tenha sido pelo limite de palavras.

    Gosto do inicio ir por um caminho e o desenvolvimento por outro. O cliché da cartomante me agradou aqui, normalmente ele me incomoda mas aqui serviu de guia para a jornada. Asim como não achei o passei pelos Arcanos algo solto, mas um esboço da Jornada do Louco.

    Um bom conto que poderia ser ótimo se tivesse mais espaço.

    Parabéns.

  5. Blanche
    19 de fevereiro de 2014

    Vejamos…

    A narrativa está ok. Algumas frases realmente ficaram estranhas e certas passagens soaram clichês, mas não encontrei algo que desmerecesse em demasia a qualidade do texto. O que me incomodou de verdade foi a ausência de conexão entre a primeira e a segunda parte do conto. A trama sem rumo definido não me envolveu e acabou se tornando cansativa depois de um tempo, tanto é que senti um vazio desagradável após findar a leitura.

    Todavia, teu potencial é evidente.
    Só falta trabalhar melhor as tuas ideias. Boa sorte. 😉

  6. Gustavo Araujo
    18 de fevereiro de 2014

    A ideia de contar a história do Louco como fruto de uma consulta à taróloga é bacana. Assim como o reflexo que tal história produz na cabeça daquele que a ouve. O problema é a história do Louco em si. É um personagem cujas características já nos são conhecidas, de modo que sabemos exatamente o que esperar dele – de sua caminhada, quero dizer – e, infelizmente, a narrativa segue à risca essas ideias preconcebidas. Não há nada surpreendente, nenhuma reviravolta, tudo soa enfadonho, chato até. Tivesse o autor a ousadia de subverter a história, transformando o mundo do Louco em algo próximo do País das Maravilhas de Lewis Carrol, talvez o resultado tivesse sido melhor. Não sei… só uma sugestão. De qualquer forma, gostei do final aberto, mas isso não minimiza a falta de sobressaltos que poderia ter tornado a história mais interessante.

    Ressalte-se, contudo que não dá para negar que quem escreveu conhece do ofício – os erros perceptíveis aí estão por falta de revisão adequada e não por imperícia no trato da gramática.

    Espero ver mais contos seus nos próximos desafios.

  7. Pedro Viana
    18 de fevereiro de 2014

    Infelizmente, o conto tem uma séries de pontos negativos. Espero que entenda que minha intenção ao enumerá-los seja somente ajudar. Não vou gastar seu tempo com dezenas de detalhes, por isso me concentrarei em apenas dois (os que acho mais importantes). Primeiro, sua história não se conecta. Há uma séries de personagens, elementos e imagens que são jogados na frente do leitor e, no fim, descobrimos que foram aleatórios e não tiveram função alguma (além de abrir espaço para uma possível discussão metafórica, que definitivamente não vem ao caso). Segundo, a escrita. Não vou repetir o que meus colegas já disseram. Só acrescento, talvez como uma sugestão: trabalhar frases mais curtas. Ajudam a dar ritmo ao conto. Inúmeras vezes vi frases neste aqui de cinco, seis linhas. Há mais pontos a serem revisados, mas a grande maioria já foram comentados. Da minha parte, é isso. Abraço e boa sorte nos trabalhos futuros.

  8. Bia Machado
    18 de fevereiro de 2014

    Gostei muito do começo, mas depois o ânimo foi se acabando, não conseguiu me prender, principalmente com relação aos diálogos. Acho que dá para mexer em várias coisas, tentando continuar no mesmo ritmo do início, que estava interessante. Boa sorte!

  9. Anorkinda Neide
    13 de fevereiro de 2014

    Olá Horus… gostei muito da historia do Louco, de como ele virou Arcano..embora possa dar uma melhorada nos diálogos, como disseram.. mas do jeito q está já está bom.. eu gostei e me diverti com os personagens.

    mas do Lúcio mesmo, não curti.. a consulta toda foi muito fora dos padrões de uma consulta ao Tarot.. não conseguiu me convencer.. hehehe

    Boa sorte ae!!Abração!

  10. Thata Pereira
    8 de fevereiro de 2014

    Escrita: na minha opinião precisa melhorar. Mais treino, mais leitura. Leve em consideração os toques que recebeu e reverá aqui. Leia fazendo uma análise dos diálogos, concordâncias. Tome cuidado com as repetições. Submeter um conto à análise de outras pessoas é o caminho.

    História: vou ser sincera, eu ainda não sei o papel do Lúcio aí. Para mim ele tá boiando, procurando seu rumo rs’ Eu adoro ciganos (aqueles que sabem respeitar o seu espaço) e, por isso, não gostei das descrições da cartomante. Eu, Thais Pereira, retiraria esse começo e esse final e desenvolveria melhor a história do louco. Sem explicações, sem ninguém contando.

    Se melhor desenvolvida a história do louco é muito bacana! Gostei dele encontrando os arcanos pelo caminho e gostei muito de como os enamorados conversaram (ela fala, ele fala, os dois falam juntos), mas isso não quer dizer que foram bons diálogos. Aliás, o que é um bom diálogo? Não sei. rs’

    Boa Sorte!

  11. Claudia Roberta Angst - C.R.Angst
    6 de fevereiro de 2014

    Escolher o arcano do Louco para desenvolver seu conto foi um ato de coragem. Porque a carta pode ser um zero ou ficar depois do mundo. Acho que é o símbolo que mais intriga, solto,livre em interpretações. E todo escritor não é um pouco louco também?
    A narrativa não me prendeu muito, mas sou uma leitora com distração concentrada, então não sirvo de parâmetro. Achei que se preocupou demais em detalhar o significado da carta e sua simbologia, ficando muito didática para o meu gosto.
    Claro que tem muito potencial e com certeza ainda nos surpreenderá com contos excelentes. Continue nesse caminho, mas sem o louco…rs
    Boa sorte!

  12. Ricardo Gnecco Falco
    6 de fevereiro de 2014

    Um pouco mais de calma nas descrições e atenção nas falas já daria um bom acréscimo de qualidade a esta obra, que peca não por falta de criatividade, mas de cuidado com a verossimilhança.
    Boa sorte!
    Abrax!
    😉

    • Hórus
      6 de fevereiro de 2014

      Bom comentário, Ricardo. Agradeço-o e também à leitura.

      Grande abraço!

  13. Tiago Volpato
    6 de fevereiro de 2014

    Uma coisa que me incomodou é a presença da cartomante. Eu sei que o tema é o tarô, mas seria legal ver alguma subversão a rotina cartomante/leitura do futuro.
    Abraços!

    • Hórus
      6 de fevereiro de 2014

      Poxa, pior que eu não faço ideia de como colocar o tema “tarô” sem apresentar a cartomante…

      De qualquer maneira, agradeço a leitura e o comentário.

      Abraços, Tiago!

  14. Leonardo Stockler
    6 de fevereiro de 2014

    Olha… É complicado. Eu poderia dizer que o conto está mal escrito, mas não está. Ele começa de um jeito muito objetivo, com um bom ritmo. Nada chama muito a atenção. Mas de repente começam alguns deslizes, umas frases malconstruídas. Tem uma determinada frase, não me lembro aonde, que tem quatro linhas sem nenhuma vírgula. Claro que isso em excesso acaba comprometendo o texto, mas neste caso, o que comprometeu é outra coisa. Mas é difícil saber o que: talvez a escolha pela história. A estrutura narrativa que você escolheu: tem a mesma forma de uma parábola, de uma piada. Três eventos que consistem na mesma coisa e que postergam a conclusão. Por isso é que os diálogos não acrescentam nada, estando até um tanto enfadonhos, como no caso daquela parte da Imperatriz. Eu sei que a sua escolha foi contar a história da carta do louco, mas não sei se foi uma boa escolha. É porque é um tema que não te permitiria ir muito além do que você já foi. Claro que é possível fazer de tudo, em se tratando de literatura, mas isso exige muito. O que posso sugerir? Que a história do louco apareça apenas como um elemento, um detalhe, em algum outro conto maior que você pode fazer com esses personagens aí. Porque aí desta forma você pode deixar o conto mais colorido, inserir mais detalhes, aprofundar os personagens, justificar os motivos da consulta e o que foi que mudou depois dela… Essas coisas. Abraços!

    • Hórus
      6 de fevereiro de 2014

      Bom comentário, Leonardo. Como eu disse anteriormente, estou ciente dos erros cometidos, hei de trabalhar para produzir um melhor conto futuramente.

      Muito obrigado pelo comentário e pela leitura.

      Grande abraço!

  15. Rodrigo Arcadia
    6 de fevereiro de 2014

    Nesse conto faltou emoção e por isso, o leitor tem a leitura sem interesse e sem empolgação. A origem do Louco tem sua ideia boa, mas que perde pela falta de algo mais, que ele reagisse mais, fosse louco realmente, que interagisse com os outros arcanos.
    Bom é isso.
    Abraço!

    • Hórus
      6 de fevereiro de 2014

      Infelizmente eu “pequei” nesse quesito. Eu queria deixar um valor brando na carta, meio “nebuloso”, mas foi uma tentativa falha, nada que não seja passível de conserto. Haha

      Obrigado pela leitura e o comentário, Rodrigo! =]

  16. mhs1971
    5 de fevereiro de 2014

    Não me chamou muito a atenção. Talvez se houvesse elementos ou situações mais dramáticas, provavelmente teria o chamariz que tornaria-o interessante. Nem me ateria em avaliar sintaxe ou ortografia, pois isso é tolice. Escrever bem muitos o fazem. Problema é que não se contam um boa história. Até mesmo um capiau, com todo linguajar típico e palavras ditas erradas sabem como contar a história que acompanhamos até o final e finalize com um gosto de querer mais. Burocrático e comum.

    • Hórus
      6 de fevereiro de 2014

      Bom posicionamento, “mhs1971”. Obrigado pelo comentário e a leitura. =]

  17. Paula Melo
    5 de fevereiro de 2014

    Gostei muito da ideia,pra mim mesmo o conto ficando um pouco fraco a ideia deu uma certa “vida”.
    Creio que o autor(a) possa melhorar,vejo potencial.
    Boa Sorte!

    • Hórus
      6 de fevereiro de 2014

      Verdade, Paula. A ideia é boa, a execução foi ruim. Consegui fazer essa autoavaliação, e notar essa crítica no comentário da galera. Hei de melhorá-la com as dicas que ando a receber.

      Agradeço a leitura e o comentário! =]

  18. Pétrya Bischoff
    5 de fevereiro de 2014

    Gostei de sua escrita e narrativa, principalmente enquanto na história do Lúcio. Já o “conto do louco” não me agradou. A narrativa ia bem até ele começar a encontrar com os outros arcanos. Achei os diálogos não tão bons, penso que justamente eles demeritaram seu conto.

    Enfim, boa sorte 😉

    • Hórus
      6 de fevereiro de 2014

      Ôpa, Pétrya, há muito o que melhorar, mas que bom que gostou de ao menos uma parte do conto. De qualquer maneira, estou ciente das falhas. Hei de melhorar!

      Obrigado pela leitura e o comentário. =]

  19. Harry
    5 de fevereiro de 2014

    Oi Hórus. Gostei bastante do seu conto, apesar de eu ter me confundido em certas partes… e achar desnecessárias algumas outras. Mesmo assim gostei muito! Parabéns e boa sorte!

    • Harry
      5 de fevereiro de 2014

      Ps: Agora quero só ver se você vai saber quem sou eu! skposksopksposk

    • Hórus
      6 de fevereiro de 2014

      Agradeço o comentário, Harry.

  20. rubemcabral
    5 de fevereiro de 2014

    Lamento, Hórus, mas achei o conto fraco. Penso que faltaram descrições mais vivas e menos usuais, em especial na fábula do Louco (cujo todo soa meio infantil, não sei se intencionalmente). Penso que não houve também um bom encaixe entre a história do Lúcio (cuja trama é rala e carece de conflito) e a fábula (mais interessante, embora bastante literal quanto à figura tradicional do Louco do tarô).

    Quanto à escrita, há bastante por acertar: concordância, preposições com uso estranho e muita, muita repetição (“Louco”, “Louco”, etc.). Talvez nomeando o rapaz ou fazendo uso de características físicas ou de personalidade (louro, jovem, moço, tolo, etc.) você poderia evitar tal excesso.

    • Hórus
      5 de fevereiro de 2014

      Agradeço o comentário, Rubem. E digo, não precisa lamentar, pois se ele está fraco não poderia ser de outra maneira, e as críticas servirão, e muito, para o engrandecimento de contos futuros.

      Como disse no meu comentário anterior, trata-se de um estilo de escrita diferente do que estou acostumado, tentei trabalhar com ele, mas como se percebeu, foi um desastre.

      Quanto ao “Louco”, eu quis colocar desta maneira, frisando mesmo, não queria defini-lo diferente, e sim provocar esse excesso que você comentou.

      Obrigado mesmo pelo comentário, é mais um de grande valor, pois me situa na condição em que me encontro como ascendente a escritor.

  21. Eduardo Selga
    5 de fevereiro de 2014

    O conto apresenta problemas estruturais muito graves na narrativa e no aspecto sintático-semântico.

    O texto se inicia por um caminho que sugere ao leitor que a trama desaguará em algo relativo à relação do personagem com sua namorada, pois é ela quem indica a cartomante.

    Entretanto, o enredo, que já caminhava um tanto arrastado em função de excesso de narração sem maior efeito estético (dando a nítida impressão de que o(a) autor(a) não sabe muito bem para onde ir), muda de rumo e passa se concentrar na estória do Louco e sua relação com outros personagens do tarô. Essa mudança não mudou muita coisa, pois o texto continuou arrastado. No fim, temos duas narrativas em uma e as duas juntas não constituem um todo esteticamente harmônico.

    O(a) autor(a) conduziu sua narrativa por meio de vocábulos e estrutura sintática muito próximos ao coloquialismo. Porém, tão próximos que não há no texto nenhum trato linguístico maior, e quando tentou algo mais ousado caiu em comparações sem força expressiva porque previsíveis (“NEGROS FIOS de cabelo FEITO A NOITE trançavam a sua cabeça, e um forte BATOM VERMELHO FEITO O SANGUE coloria sua boca”). Quem lê tem a sensação de estar diante de uma conversa enfadonha ou um filme cansativo. Esse passo marcado se reflete inclusive nos diálogos, como na sequência abaixo:

    “– Você também ME CONHECE?”

    “– É claro, SOU A IMPERATRIZ. CONHEÇO A TODOS!”

    “– Mas como ME CONHECE?”

    “– Oras, já disse, SOU A IMPERATRIZ, CONHEÇO A TODOS!”

    Existem muitos exemplos de falhas de regência, ou seja, palavras que pedem determinado complemento e é dado outro, gramaticalmente incorreto. Quando esse equívoco é proposital e há um motivo estético perceptível, tudo bem. Mas não foi o caso. Não citarei exemplos desses casos, e sim alguns exemplos de palavras que foram incluídas na oração mas não fazem sentido. Provavelmente o(a) autor(a) quis expressar um sentido mas o resultado não foi satisfatório.

    “Não sabiam o que se passava em sua mente, mas tão pouco queriam (…).” (TAMPOUCO, e sem o MAS);

    “e por fim, violentado pelo amor (…)” (VIOLENTADO sugere ESTUPRADO)

    “o homem pensa CRONOLOGICAMENTE e entende tanto das coisas (…)” (O que seria PENSAR CRONOLOGICAMENTE? Se for pensar no tempo a expressão não é essa);

    “A carta despreocupada MUNIDA de preocupação (…)” (MUNIDA significa MUNICIADA, ABASTECIDA; além disso, se ela é DESPREOCUPADA como pode ter PREOCUPAÇÃO?)

    • Hórus
      5 de fevereiro de 2014

      Obrigado pelo comentário, Eduardo. Bastante construtivo. Tentei um novo estilo de escrita, muito diferente do que estou acostumado, e o resultado foi este. Eu próprio não gostei, porém resolvi lançá-lo desta maneira para receber as críticas sobre. Tal como você fez.

      Só existem alguns poréns em seu comentário.

      Quando destacou a parte do “VIOLENTADO”, trata-se exatamente do que eu queria exprimir, como você disse “ESTUPRADO”, pode não ter condizido com o texto todo, tal como você frisou alguns “me conhece”, porém, não se tratava de coisa diferente disso.

      CRONOLOGICAMENTE em contraposição a KAIROLOGIGAMENTE. No que diz respeito à História da Filosofia, o primeiro termo é muito mais utilizado do que o segundo, sendo este expressão do “momento”, enquanto aquele expressão do o que consideramos comumente como tempo. Pensamos em “passado; presente; futuro”. Aqui eu quis refletir a má percepção do indivíduo contemporâneo para com a questão “tempo”, sendo que ao meu conceber, questões míticas se dão kairologicamente, visto que são de pouca relevância em um âmbito científico, enquanto metafísicas, por exemplo. Desta forma, por se tratar de um conto com caracterização mítica, quis frisar isto. (Não hei de me estender aqui, pois isso tomaria espaço demais, e leitura de menos)

      Este seu último comentário sobre o “munida”, trata-se de uma complicação. Quis colocar nos termos que utilizei uma expressão do paradoxo que é a carta do Louco para mim. A carta não tem valor de preocupação, é uma carta, papel, porém o sentido da carta pode levar ao indivíduo a se preocupar, tal como uma surpresa quando se percebe que foi ela, a carta do louco, quem foi virada.

      De qualquer maneira, minhas contatações em resposta ao seu comentário são inúteis, pois se você não conseguiu compreender, o que escrevi agora em resposta, o problema não é seu, e sim meu por não ter conseguido me expressar de maneira decente.

      Desta forma, agradeço de verdade o comentário, pois foi, como dito anteriormente, bastante construtivo, principalmente por conta deste final. O início foi importante, mas este final foi mais válido para a minha avaliação.

  22. Jefferson Lemos
    5 de fevereiro de 2014

    Não me interessei muito, porém gostei bastante da história do Louco.
    No geral, para mim foi um bom conto.
    Parabéns e boa sorte!

    • Hórus
      5 de fevereiro de 2014

      Obrigado pelo comentário, Jefferson. Existe muito o que melhorar, talvez em um próximo conto eu me saia melhor. =]

E Então? O que achou?

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.

Informação

Publicado às 4 de fevereiro de 2014 por em Tarô e marcado .