EntreContos

Detox Literário.

Paradoxo (Jefferson Lemos)

Diário de Joshua Herington, encontrado no porão de sua casa, por entre caixas e mais caixas de entulhos e bugigangas. Joshua era formado em Física e trabalhava no governo no desenvolvimento de projetos para melhoria da sociedade. Certo dia ele saiu para trabalhar e nunca mais foi visto. Seus amigos foram interrogados, colegas de serviço e qualquer outro que pudesse tê-lo visto, ninguém teve qualquer pista sobre o seu paradeiro. Houve relatos de mudanças de comportamento de Joshua, perto da data do seu desaparecimento, pelo menos foi esse o relato dos envolvidos no caso. Sua esposa havia dito que ele andava fechado e quase não saia de casa, andava para cima e para baixo com um caderno na mão, e hora ou outra estava escrevendo naquele mesmo caderno.  As buscas por Joshua Herington cessaram após alguns meses e um funeral simbólico foi feito em sua homenagem.

Hoje sua filha voltou à antiga casa para recolher algumas coisas, pois ela e sua mãe pretendiam vender a casa de vez e o que não pudesse ser aproveitado, iria para o lixo.

Annie Herington entrou no porão, fuçou por entre as coisas e acabou encontrando o diário. Pegou-o entre as mãos, virou de um lado para o outro e encontrou o feixe, simples e sem nenhuma proteção. Subiu as escadas e caminhou para a cozinha, sentou-se sobre o balcão e abriu o diário. Ele estava abarrotado de coisas. Anotações em cima de anotações, cálculos, desenhos em esboço, mais cálculos, lembretes, alguns relatos… Annie folheou o diário sem se preocupar e foi passando as páginas sem muita atenção. Levou dois minutos sentada ali, revirando o diário sem nenhuma animação aparente. Pouco depois da metade, as anotações deixaram de ser simples anotações, os cálculos e os desenhos sumiram, e os relatos estavam separados por dia, havia um espaço de mais ou menos um mês destinado a esses relatos. Isso chamou a atenção de Annie, então ela começou a ler.

Dia #1

“Eu sei que estou parecendo um adolescente escrevendo diários, mas não confio no meu computador para gravar uma coisa dessas. Há duas semanas, em uma segunda de manhã, estava assistindo o noticiário sobre o 11 de Setembro. Pessoas falando, relembrando seus entes queridos e tudo mais. Porém, nas gravações do dia do acidente, feito por pessoas que estavam por lá, eu vi um homem. Era um homem comum, já com uma idade, diria que mais ou menos o que tenho hoje em dia, cinquenta e três anos. Não pude reparar muito, pois a imagem da câmera não era muito boa, mas esse homem estava lá, assistindo aquilo com certa “satisfação”? Não sei dizer, ele simplesmente parecia se sentir bem em estar ali. E isso não era o pior de tudo, o pior de tudo é que ele se parecia comigo! Eu não sei por que eu senti isso, eu simplesmente senti que ele se parecia comigo. Acho que no fundo eu senti medo, nosso projeto está quase concluído e logo entraremos em fase de testes com humanos, algo secreto, é claro, porém eu não creio que vá dar certo. Estamos muito distantes de encontrar a verdadeira realidade por trás de toda essa complexidade. Espero não estar enlouquecendo com todo esse estresse.”

Annie não sabia o que sentir naquele momento, já passava das duas da tarde e sua mãe esperava que ela voltasse até a noite, já com tudo separado na casa, esperando apenas o caminhão de mudanças. Mas ela se sentiu tão absorvida pelas coisas que viu escrita ali, que não parou e continuo sua leitura. Alguns dias eram apenas relatos das coisas que aconteciam no dia-a-dia, outros eram mais pessoais, seu pai parecia estar enlouquecendo a cada dia mais.

Dia #13

Hoje aconteceu de novo. Depois daquele dia eu venho procurado reportagens sobre fatos que tenham marcado nossa história durante esses anos, e alguns dele eu até tive vontade de vivenciar, pessoalmente. E foram nesses que eu me foquei. Procurei por alguns vídeos na internet e reportagens, vídeos amadores, qualquer coisa. Encontrei um sobre o furacão Katrina em Nova Orleans. Vídeos amadores de pessoas que estavam no local após o incidente, levando ajuda e resgatado feridos. E sim, aquele mesmo cara estava lá! Ele estava entre as pessoas que estavam ajudando, retirando crianças de lugares propensos à catástrofe e levando-as para locais mais seguros. Ele parecia estar disposto a fazer aquilo, assim como eu me senti quando aquilo havia acontecido. Lembro-me de, em um momento, ele ter olhado diretamente para a câmera e parecia estar olhando diretamente para mim. Não tenho ideia de como sei onde posso encontra-lo, eu apenas sei. E isso é uma coisa que está tirando minha sanidade, eu sinto quase como se o conhecesse, são apenas duas ocasiões e eu sei que pode ser coincidência, porém com os avanços que estamos tendo com o projeto, eu tenho ficado inseguro, mesmo o projeto caminhando para frente e não para trás. Vou procurar mais algumas coisas e sinceramente espero não encontrar mais nada. Isso está me deixando maluco, não sei o que fazer.

Annie estava assustada com tudo aquilo que estava lendo. Seu pai, quem a havia criado e um exemplo para ela por toda a sua vida, estava enlouquecendo aos poucos, debaixo do nariz de todos, e ninguém foi capaz de perceber. Nessa hora, já eram quatro horas da tarde, e ela desceu do balcão, passou pela sala entulhada de caixas, pegou sua bolsa que estava jogada em cima de uma delas, colocou o diário dentro dela e saiu pela porta da frente, trancou a casa e foi embora, sua mãe a esperava. Chegando em casa, explicou para a mãe que havia muitas coisas lá, e que levaria mais de um dia para organizar tudo, sua mãe aceitou sem pestanejar, e ela subiu para o quarto. Deitou na cama sem nem mesmo retirar os sapatos, retirou o diário de dentro da bolsa e voltou a lê-lo de onde parou. Mais alguns relatos do progresso do trabalho e coisas cotidianas, agora com um pouco mais de loucura adicionado à escrita, e no décimo nono dia, ele havia voltado com a mesma conversa estranha sobre o homem que havia visto.

Dia #19

Agora tenho certeza de que realmente estou enlouquecendo!  Em 2009, um vietnamita abre fogo em um centro para imigrantes em Binghamton, Nova York (norte), matando treze pessoas. Ele estava lá, em vídeos amadores eu o vi, por entre as pessoas que observavam o trabalho da polícia e dos bombeiros ao recolher os corpos. Em 2010, as tropas do Iraque foram retiradas e um alvoroço marcou a chegada delas aqui. E ele estava lá, vi pela reportagem do canal 11, ele pareceu ter olhado para a câmera novamente, como daquela vez. Em 2011, Osama Bin Laden foi morto e uma grande coletiva foi armada para esclarecer o que havia ocorrido. E mais uma vez, eu o avistei por entre as pessoas que estavam por lá. Meu Deus, isso é insano, e a forma como eu sempre acabo o notando nos lugares… estou ficando maluco e com medo, e não sei mais o que fazer.

A vontade de Annie Herington em mostrar aquilo à sua mãe era grande, mas ela tinha medo que o governo de alguma forma soubesse e viesse para buscar. O governo ficou muito em cima dela e de sua mãe logo assim que seu pai desapareceu. Até o momento ela ainda não havia entendido, mas depois de achar o diário de seu pai, começou a ter uma noção de o porquê. Continuou focada no que estava lendo, e nesse momento já passava das oito da noite. Nem mesmo ouviu sua mãe chama-la para o jantar. Ela já estava na metade do diário, porém as páginas escritas estavam acabando, e a cada página, ela sentia-se mais entorpecida, e também cada vez mais triste por não ter conseguido ver o que estava acontecendo ao seu pai. Finalmente, ela chegou à última página, depois de mais alguns relatos sobre o misterioso homem nas páginas anteriores, seu pai parecia com uma sanidade estável na última página, e por mais que parecesse “normal”, ainda falava algumas coisas sem sentido.

Dia #28

Hoje eu acabei de perceber o que realmente tudo aquilo significava. Depois de ver todos aqueles vídeos e o encontrar nesses lugares que significavam algo pra mim, eu acabei entendo a mensagem. Peguei os papéis do experimento e analisei minuciosamente nesses últimos dias. Descobri que a possibilidade de regressão é maior do que a de progressão. Acabei de ligar para lá e me candidatar como voluntário. Na verdade, fiz até um favor para eles, ninguém queria ir e creio que ninguém iria mesmo. Mas eu sei o que vai acontecer, e sei que vai dar certo. Espero que minha esposa e minha filha um dia possam entender. Talvez eu tenha até mesmo escrito isso com esse intuito, minha menina é esperta e espero que ela acabe encontrando isso antes dos militares. Vou viver esses meus últimos dias o melhor que eu puder. Amo minha mulher e minha menina, porém o destino fala por nós de uma forma que não podemos mudar. Certa vez ouvi em um lugar, uma frase que dizia; “O destino é inexorável”, e isso eu não posso negar. Tenho que fazer o que vou fazer, afinal de contas esse é o ciclo. Se algum dia você ler isso meu amor, ou até mesmo você, minha filha, espero que vocês possam entender o porquê eu tive que fazer o que fiz. Mas lembre-se que eu sempre estarei observando vocês, e vocês estarão em meu coração, onde quer que eu possa estar.

Annie tinha noção do que poderia ter acontecido, mas de forma nenhuma queria acreditar, ela fechou o diário, com lágrimas nos olhos e ficou deitada na cama, chorando e imaginando as coisas que aconteceram e a levaram até aquele momento.

Linda Herington estava na cozinha terminando de arrumar a mesa e já estava cansada de chamar Annie para o jantar, decidiu subir e ver o que estava acontecendo. Subindo as escadas, caminhou até o quarto da filha, e quando abriu a porta. Ela estava deitada na cama, com os olhos vermelhos de tanto chorar. Seu olhar parecia triste e um pouco diferente, entorpecido. Aproximou-se da filha para saber o que estava acontecendo, e antes mesmo que pudesse falar alguma coisa, sua filha falou: “Temos que encontrar o papai”.

24 comentários em “Paradoxo (Jefferson Lemos)

  1. Jefferson Lemos
    30 de outubro de 2013

    Gostaria de agradecer a todos vocês por toda atenção, as críticas e os puxões de orelha.
    Prometo que tentarei melhorar meu nível para o próximo desafio, e o que aprendi aqui, com vocês, vai ficar comigo pra sempre. Parabéns à todos vocês, pelos seus textos e seus esforços.
    Obrigado mais uma vez, e que venha Novembro!

  2. Bia Machado
    29 de outubro de 2013

    Achei interessante o “eixo” da história, até lembrei daquele tal “viajante do tempo” que aparece em algumas fotografias, rs. Mas acho que pode dar certo como algo ainda maior, com espaço suficiente para detalhar essas ações do personagem principal, nada contra a ambientação fora do Brasil, mas seria mesmo legal brincar com os nossos próprios fatos históricos… E se está começando, por favor, continue, se aperfeiçoe, quero ler mais contos seus! 😉

  3. José Geraldo Gouvea (@jggouvea)
    27 de outubro de 2013

    Pois bem, não vou votar nesse conto, mas já o considero um dos melhores do desafio. Entre os melhores porque constrói de forma lógica a questão do paradoxo temporal, talvez até inspirado no caso John Titor. Mas sem o meu voto porque, como o próprio autor admite, está “no começo” de sua carreira. Neste estágio o seu estilo está muito verde e o texto padece disso. A introdução é excessivamente, em vários momentos o autor se alonga demais. Este talvez seja o único entre os contos do desafio que estaria melhor se usasse MENOS palavras.

  4. Juliano Gadêlha
    26 de outubro de 2013

    Uma boa história, mas não me parece muito adequada para um conto, e sim para algo maior, e pelo jeito essa é a sua intenção. Espero que você continue desenvolvendo essa trama, tem potencial. Não vejo problema no fato de o conto ambientar-se em outro país. Claro, uma história semelhante se passando no Brasil e em nossos fatos históricos seria interessante, mas o autor é quem sabe o que quer e o que está disposto a escrever. Como eu disse, gostaria de ver essa história mais desenvolvida.

  5. fernandoabreude88
    24 de outubro de 2013

    Achei bacana a ideia do diário, mas não e execução. Acho também que falou uma descrição mais abrangente dos cenários onde Joshua revê situações históricas.

  6. Andrey Coutinho
    23 de outubro de 2013

    Ah… estava faltando uma história que tratasse dos paradoxos proporcionados pela Viagem no Tempo, uma das feições mais fascinantes desse tema, na minha opinião. Como grande fã da temática, já estou bastante acostumado com a exploração do desenvolvimento paradoxal de personagens e eventos, então admito que não fiquei muito surpreso com o rumo da narrativa. Mas sei que esse tipo de desenvolvimento não é tão recorrente, e o primeiro contato de um leitor/espectador com esses rumos é sempre fascinante. Já dá pra ver os efeitos disso nos comentários: a grande diversão está em tentar entender precisamente como funcionam as mecânicas paradoxais e “ligar os pontos” das realidades temporais.

    O seu conto obedece às diretrizes básicas desse tipo de narrativa, e dá espaço à introdução de elementos mais singulares que, no entanto, não foram ainda muito explorados.

    Em geral, o autor fez um ótimo trabalho nesse conto, ainda mais tendo em vista a sua declaração de que está iniciando no meio literário. Certamente está no caminho certo. Parabéns!

  7. Sérgio Ferrari
    23 de outubro de 2013

    Isso, ambientado no Brasil e algumas pitadas de coisas de fora do país e também uma narrativa em primeira pessoa, o cara mesmo escrevendo o diário. Eu curti demais, mas só as partes do diário. Boa história, muito boa mesmo. Vale a pena mudar e colocar coisas mais únicas, como o Rubem disse. Enfim, parabéns.

  8. bellatrizfernandes
    22 de outubro de 2013

    Achei a história muito boa, muito promissora. Congruente com o tema. Me lembrou bastante do filme Homem do Futuro, com Wagner Moura. Daria um bom livro. Porém, parece que em todas as frases você estava correndo, para terminar, para economizar sentenças. O diário não parece ter sido escrito por uma pessoa, mas por um esquilo hiperativo (nossa, isso soou mal, desculpe). Se algum dia você decidir desenvolver, tenha mais calma e lembre-se que os pontos finais, apesar de não parecerem, são nossos amigos. As pessoas não ficam repetindo o que estão sentindo. Elas desenvolvem uma ideia com começo, meio e fim, principalmente escrevendo.
    Nossa, soou super arrogante esse review. Enfim, foi o que eu achei.

    • Shadow
      22 de outubro de 2013

      De forma alguma soou arrogante. Eu entendi o que você quis dizer, e peço desculpas pelos erros que foram vistos nesse texto, pois sei que errei, e muito. Estou começando agora nesse meio literário, e ainda estou aprendendo muita coisa. E em relação ao texto, estou aprimorando e transformando em algo maior, com mais explicações e melhor estruturado. Mas ainda sim, agradeço pelo comentário e assim como o de outros aqui, será muito construtivo para mim.

      • Ricardo
        23 de outubro de 2013

        É isso aí, Shadow! Este é o maior prêmio deste Desafio: poder perceber como nossos escritos são vistos/entendidos pelos nossos leitores! Assim, podemos (sempre) aprimorar nossas criações e crescer junto dos demais colegas escritores, num ambiente de ajuda mútua e interesses em comum!
        Como já havia dito lá embaixo, sua escrita é ágil e instiga o leitor a continuar lendo. Com certeza você tem tudo para se tornar um grande escritor, parceiro!
        Forte abraço e siga em frente!
        Abrax!
        😉

  9. Elton Menezes
    22 de outubro de 2013

    Sobre a história… Péssimo início, tende até a afastar alguns leitores. Teria sido melhor apresentar com calma o Joshua e, mais adiante, falar do sumiço e do diário encontrado. Mas você começa falando do diário, parte para falar quem é o cara, e depois volta ao diário… Perda enorme de paralelismo textual. Sem falar que o leitor tá nem aí pro sumiço do Joshua. O relato envolve várias expressões contraditórios, por exemplo: como Joshua precisa a idade do homem se a imagem da câmera não é boa? Em relação ao conteúdo em si… A idéia é bem interessante, tem um forte teor conspiratório, mas se perde pelo formato em diário. Seria MUITO melhor se acontecesse em tempo real, com um narrador personagem contando o que está percebendo, e nós acompanhando a mistura de loucura e realidade nele. Por que a divisão do diário em “dias”? O que o dia 1 representa na vida de Joshua, para ser tratado como o primeiro dia? O final do texto não tem final, simplesmente.
    Sobre a técnica… Perda também de paralelismo do tempo verbal: começa no passado, fala de hoje no presente, aí volta para o passado… Escolha em qual tempo verbal o texto está. Existem também algumas falhas textuais e relatos que rebuscam sem importância, por exemplo “Pegou entre as mãos”, “virou de um lado ao outro”, “sem se preocupar/sem atenção/sem animação aparente”, “que não parou e continuou”, “caminhando para frente e não para trás”. Tem ainda muito eco: no dia 1 tem pior de tudo 2x e sentir 5x; no dia 13 tem estar 4x…
    Sobre o título… Não vi relação alguma com a história.

  10. Frank
    17 de outubro de 2013

    A história me lembrou aquelas na qual um sujeito misterioso é fotografado em diferentes cenários (geralmente catástrofes), mas colocar esse tal sujeito como protagonista e seus conflitos sobre a viagem no tempo foi diferente. Acho que o texto precisa de uma revisão: o texto tem muitos clichês e alguns trechos de frase a mais (ex. há muita redundância).

  11. Rodrigues
    16 de outubro de 2013

    O conto não prendeu a minha atenção. Nas duas histórias, tanto na da menina que acha o diário como na do viajante temporal, não encontrei algum elemento que me levasse a um envolvimento maior com o texto. Não há um relacionamento anterior entre este pai e esta filha, algo que poderia me aproximar dos personagens. Não há ação na história. No último texto que postei, ˜Sob as Lápides de Sabara˜, utilizei praticamente o mesmo artefato visto neste conto. Um diário, uma história perdida que é encontrada. Mas para que isso funcione, a ação do personagem é necessária. No caso deste texto, seria o seu estranhamento com o mundo que o cerca, com as mudanças no tempo e, já que estamos falando de conflitos armados e atentados, a interação do personagem destro deste universo cheio de possibilidades que foi criado.

  12. selma
    16 de outubro de 2013

    entendi a proposta da historia, ela promete muito, mas não cumpre.
    tirando a gramatica, que precisa de revisão, fica claro que se pode escrever bem sem utilizar palavrões, citações, grego ou troiano. posso dizer que gostei. parabens.

  13. C.R.Angst
    15 de outubro de 2013

    Gosto de finais abertos que incomodam e instigam a imaginação. Cada um que crie o the end que lhe parecer mais apropriado. O artifício da leitura fo diário ficou interessante.

    • Elton Menezes
      22 de outubro de 2013

      Quando o texto gera um ambiente propício a isso, é perdoável. Mas criar um final em aberto por falta de interesse de concluir o que gerou, ou por falta de tempo/espaço e dizer que o leitor se encarregue é quase um crime literário…

      • Shadow
        22 de outubro de 2013

        Amigo, aceito a crítica literária vindo de todos e creio que sejam todas de muito ajuda para o meu desenvolvimento, mas só peço a você que não fale das coisas que não sabe. O que eu escrevi eu escrevi pela vontade de escrever. Não é um texto impecável, e muito menos algum dos bons que vi em todo esse desafio, mas sou amador, nunca antes tive algum contato com o mundo literário dessa forma, apenas lendo livros, e esta é a primeira vez que participo do desafio. Você pode criticar meu texto o quanto quiser, ainda estou aprendendo muitas coisas, e em relação a esse texto eu já vi onde errei e tenho providenciado a melhora, mas não vou aceitar que as pessoas digam que o que faço é sem vontade de fazer ou que dou desculpas para não dar continuidade a história. Fiz desse jeito porque quis, e já vi onde errei, não tem nada a ver com apenas ter sido feito para o desafio ou por falta de espaço.

      • Shadow
        22 de outubro de 2013

        Opa amigo, beleza? Então, meu conto está disponível para avaliação, não o que me levou a escrever ele, ou o que me levou a deixá-lo assim. Então por favor, não fale de coisas que você não sabe. Eu fiz o meu conto da forma que achei mais adequado e da forma que me agradou. Não tenho desculpas para o que fiz, e muito menos disse para o leitor se encarregar do final. Se você é uma pessoa assim, peço que não rotule os outros pelas suas atitudes.

  14. TONINHO LIMA
    14 de outubro de 2013

    Achei , apesar de ter sido exatamente o que incomodou outros leitores, o final em aberto muito intrigante e inteligente. Precisamos encontrar o papai pode ser tudo. Ou nada. Gostei.

  15. mportonet
    14 de outubro de 2013

    Esperava mais. A narrativa é boa, mas a premissa é básica. O artificio utilizado para contar a história também não contribuiu para o desenvolvimento da trama, a leitura do diário se tornou um filtro a mais na história.

    O final completamente em aberto me incomodou também. Uma história como essa não cabe no limite do desafio, mas seria de bom tom dar uma direção para nós, os leitores. Talvez uma pílula do porquê o pai sumiu, a viagem em si não justifica isso.

    E porque não ambientar no Brasil?

    Desculpa o jabá, mas acho que cabe como uma referência para uma abordagem diferente, na tentativa de fugir do clichê que é a viagem no tempo. Tenho um romance publicado com o mesmo nome, que também gira em torno de uma viagem temporal (imagina a expectativa com que li o seu conto). Coloquei uma máquina do tempo na Bahia, o viajante se chama João e é negro. Mesmo sendo uma história com cara de superprodução hollywoodiana, tentei inserir aspectos locais para tentar fugir do lugar comum.

    Pense nisso.

  16. Gustavo Araujo
    12 de outubro de 2013

    Gostei do conto no geral. A premissa utilizada pelo autor é muito boa, ainda que com os tradicionais furos que caracterizam o tema. No entanto, a história me pareceu apenas pinçada de algo maior. Parece na verdade um excerto de um romance ou de um conto mais extenso. Claro que todo mundo chega no fim fazendo a clássica pergunta: tá, e então?

    Não vejo problemas em ambientar o conto em outro país, contanto que isso não soe forçado. Achei apropriada a contextualização nos EUA neste caso porque, seguindo a tradição de Arquivo X, é naquele país que o governo detém os documentos e as provas que atestam a possibilidade do impossível acontecer. “A Verdade Está Lá Fora” é um slogan americano e não brasileiro. Claro, teria sido bacana ver o autor ousar e estabelecer os paradoxos com os acontecimentos importantes na história tupiniquim, mas o fato de não tê-lo feito não torna o mote do conto menos atraente.

    Um bom conto – ainda que carente de revisão gramatical. Parabéns.

  17. Ricardo
    12 de outubro de 2013

    Literalmente, a obra foi muito bem executada. Narrativa ágil, leitor instigado, escrita precisa. Mas… Nem sempre a FC pode ser utilizada para explicar (no sentido de verossimilhança) todas as sobras que novelos narrativos, principalmente os mais ricos em lã, deixam à mostra para os leitores puxarem. Gostei da cor, mas esta roupa me arranhou um pouco a pele…
    🙂

  18. Thais Lemes Pereira (@ThataLPereira)
    11 de outubro de 2013

    Não vou poder fingir que não conheço o autor, porque acabei descobrindo. (rs’)
    Então, só posso dizer que essa é uma das melhores coisas que me apresentou e estou contente de ter lido. Só penso que poderia ter estendido mais um pouquinho. Por que ele não voltou? É o tipo de coisa que me incomoda quando fica aberta…

    E concordo com o Rubem, quanto ao E.U.A. Particularmente, prefiro quando autores brasileiros escrevem no cenário brasileiro.

  19. rubemcabral
    11 de outubro de 2013

    O título “Paradoxo” tá perfeito pro conto. 😀

    Então, achei o texto curioso, pois parte de uma premissa interessante (a la Exterminador do Futuro). Porém, fiquei com um “pulgueiro” atrás da orelha.

    Vejamos, se Joshua pôde se ver nos documentários e descobriu que ele deveria ser voluntário à experiência, temos portanto somente uma linha do tempo possível e em “loop”, OK?

    Logo, isso significaria que Joshua foi ao passado e só assistiu os eventos sem conseguir modificá-los? Afinal, o 11 de Setembro acontecera da mesma forma, Katrina, etc. Joshua se candidata e desaparece, sem alterar o destino da humanidade e fica num tipo de “loop”.

    Este cenário é estranho pq o projeto então só conseguiria permitir viagens ao passado, mas sem modificações ao que já teria acontecido. Para este cenário funcionar melhor você poderia inserir algo como a história sendo reescrita pelo viajante. Joshua sabendo daqueles fatos que não são do conhecimento de mais ninguém. Dele ter memórias dos acidentes/incidentes e não existirem mais provas de tais acontecimentos.

    Por outro lado, se houvessem várias linhas do tempo, Joshua não se veria nos documentários (pois sua LT seria diferente da LT do viajante), mas assim ele poderia ter alterado a história de outras LTs (e neste caso não haveria diário em outras LTs, pois ele desapareceu no passado).

    Como aparentemente o conto optou pelo cenário de única LT, o resultado foi meio paradoxal, rs.

    Por fim, deixo meu puxão de orelhas por você ter ambientado o conto nos E.U.A. Eu teria gostado mais de algum Jorge impedindo o Mensalão, a morte da Dorothy Stang, o golpe de 64, a derrota do Brasil na Copa de 50, etc.

E Então? O que achou?

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Informação

Publicado às 11 de outubro de 2013 por em Viagem no Tempo e marcado .