EntreContos

Detox Literário.

Flor de Lótus (Bia Machado)

Já devia estar acostumada ao frio de noites geladas como aquela. Minhas lembranças iam e vinham, em um turbilhão, e isso fazia também com que eu não conseguisse me sentir aquecida. Seria correto dizer que tinha o frio na alma?

Levei noites e noites para decidir fazer o que faria a partir daquele instante: descobrir a verdade sobre uma das pessoas a quem mais amei na vida. A verdade que ouvira dos lábios de minha própria mãe que, sem saber, deixava-se confessar um segredo guardado a sete chaves.

“Seu pai, seu pai é um assassino! E eu, sua cúmplice, por nunca ter contado nada a ninguém. A que preço, Senhor, a que preço?” E rezava, fervorosamente, como se expiasse todos os pecados a cada conta do terço que apertava entre seus dedos.

Ainda posso ouvir o choro de mamãe, seus gritos abafados pelo travesseiro, culpando-se por não ter a coragem de denunciá-lo. Eles ecoam em minha mente, são como lamúrias que levo comigo.

Assim como nas outras noites, meu pai embebedou-se entre as paredes do botequim da Praça do Coreto. Não há mais graça naquele lugar, onde tantas vezes brinquei quando criança, os pés descalços, sentindo as pedras duras do calçamento. A total inocência da filha de um assassino.

Esta noite, assim como as outras, ele saiu do botequim sozinho, passos trôpegos, cambaleando, sem olhar para frente. O que faria se me visse ali? Como gostaria de encará-lo e poder sussurrar: “Agora sei seu segredinho, seu velho safado! Sabe quanto nojo ainda sinto de você?” Não, talvez eu não conseguisse fazer nada daquilo. Talvez emudecesse, as lágrimas rolassem, e eu só conseguisse perguntar, de maneira incessante: “Por quê? Por quê? Por quê?”

Ele colocou as mãos nos bolsos, um segundo depois de cobrir ao máximo o rosto com o chapéu. Já passava da meia-noite e estávamos nós dois ali, no silêncio da madrugada, eu podia sentir seu coração acelerado, mesmo de longe, envolta nas sombras que agora eram minhas constantes companheiras. Aliás, elas pareciam ter nascido comigo. Eu, a filha do coveiro. A filha do assassino.

A mulher surgiu de repente. Não consegui reconhecê-la no primeiro momento. Pareceu-me, em princípio, a cunhada de Dona Albertina, uma que caíra na vida depois do escândalo de um romance com um homem bem mais velho, já casado. Aproximou-se de meu pai, rindo, fazendo graça, enroscando-se nele tal qual uma gata vira-lata. A sensação de asco cresceu-me quando ele retribuiu as risadas, sussurrando palavras quaisquer em sua orelha. Soltando-se dele, a mulher foi caminhando na frente, enquanto ele parou e acendeu um cigarro. Parecia não ter pressa de terminá-lo.

Foi quando ele olhou em minha direção e eu, em um impulso desnecessário, protegi-me da forma como pude atrás da parede. Senti as batidas aceleradas do meu coração, como se este quisesse sair pela boca. Como podia ainda estar respirando, sofregamente, parecendo precisar de todo o ar possível em meus pulmões?

Esperei por algum tempo, até que criei coragem para continuar a observação. A rua estava vazia. Ele já tinha ido para onde eu sabia que iria. De alguma forma, eu sabia qual era o destino dele.

O cemitério.

Meus passos eram lentos, pesados, quanto mais pressa eu tinha em chegar. Não podia fazer nada, eu cria na sensação de que, naquele momento, poderia apenas observar. Olhar e ver. Sentir compaixão, talvez, por ele e por mim mesma. Era como uma voz a me guiar, aconselhando-me: “Veja com seus próprios olhos, garota, veja o monstro de quem descende. Veja de onde veio a sua semente, a podridão de onde foi gerada, o genitor que lhe cobrou caro cada minuto de sua existência… Vá, garota, e veja, veja com seus próprios olhos o que a mãe não teve coragem de gritar aos quatro ventos…”

Os portões estavam abertos, o que era comum. Meu pai não era dos melhores funcionários que um cemitério talvez devesse ter, porém fazia tudo ali, praticamente, e ninguém lhe invejava o posto. Para uma cidade pequena como aquela, bastava um coveiro que não ligasse para o silêncio dos túmulos e não se importasse em lidar com a morte, chegasse a hora que chegasse, da forma como fosse. Meu pai era assim.

Infelizmente, agora eu sabia. E talvez naquela noite estivesse prestes a ter certeza.

Logo a mulher apareceu, caminhando rápido, entrando no campo santo sem tempo suficiente para desistir de seu futuro. Esperei um pouco e entrei, com uma vontade secreta de manter-me longe daquele lugar, por onde passara tantas vezes, observando as fotografias e imaginando quem teriam sido aquelas pessoas tão sérias, tão antigas. Em meus devaneios infantis, ficava me perguntando se já tinham se transformado em pó, se ainda restavam ossos no caixão, até mesmo quanto tempo os vermes teriam se demorado a dar conta de tudo o que fosse possível ser feito, da parte deles.

Meu pai sempre se orgulhara de mim por eu não demonstrar medo algum de cadáveres, túmulos, da morte em si. E antes eu me deliciava com a admiração dele por mim. Eu era a sua menina, a única, a que não se importava em ser a filha do coveiro. Diferente de minha irmã, que não perdeu tempo em ir-se embora da cidade com o marido, deixando para trás toda a vergonha de uma família que ela julgara que nunca estivesse à sua altura. “Ele fede à bebida e à morte, minha irmã”, ela tentava me convencer, mas como convencer alguém cego de amor, totalmente devota ao pai que sempre fora seu protetor, aquele que sempre a guardaria dos perigos do mundo inteiro?

Algumas risadas me trouxeram à realidade. A alguns metros de mim, lá estavam os dois. “Veja com seus próprios olhos, garota, veja o monstro de quem descende…”, surgiu a voz, novamente, inundando-me a consciência de um desespero por algo que eu já sabia que me aguardava, fatidicamente.

Mas era verdade. Eu precisava ver. Para que finalmente caísse em mim, em meu juízo… Para que as lembranças viessem à tona. Talvez eu mesma jamais quisesse me lembrar. Era necessário. E não demorou muito.

Meu pai parecia ávido, não demonstrava mais estar tomado pelo álcool que consumira. Parecia se aproveitar da carne da mulher como se aproveitasse de um alimento, mordia-a, parecendo não se importar se a machucaria, ou não. No começo, ela parecia estar gostando. Gemia, gritava de forma abafada, podia ouvi-la dizendo “Quem diria, o coveiro beberrão assim, tão ardente?” Aos poucos, porém, o risinho abafado foi sendo substituído por pedidos, cada vez mais insistentes, para que parasse com aquilo. “Assim não, assim machuca… Por favor…”

Aos poucos, várias e várias vozes estavam repetindo em meu ouvido, em um crescente desespero, que me era impossível evitar: “Veja! Veja de onde veio a sua semente…”

E as vozes se misturavam aos pedidos dela, que saíam com dificuldade de sua garganta, pois meu pai começava a esganá-la, ao mesmo tempo em que lhe estapeava o rosto.

“…A podridão de onde foi gerada..”

“Por favor, não faça… isso… Por favor…”

“…O genitor que lhe cobrou caro cada minuto de sua existência…”

“Não me machuq…”

Até que nenhuma palavra mais saiu de seus lábios. E nem dos meus, pois era como se algo me impedisse de me mover ou gritar. Como se permitissem apenas que eu visse a cena.

“Vá, garota, e veja, veja com seus próprios olhos…”

Parecendo não ainda totalmente satisfeito com o que fizera à mulher, meu pai rasgou-lhe as roupas, admirando o corpo já sem vida. Aquele olhar… Apenas uma vez antes eu tinha visto aquele olhar, eufórico e ao mesmo tempo parado no tempo.

Meu pai já tinha olhado para mim da mesma forma. Agora eu podia me lembrar.

“..O que a mãe não teve coragem de gritar aos quatro ventos…”

Como se olhasse através de mim, ele começou a cavar. Foi quando percebi que aquela era a parte do cemitério destinada aos indigentes. Havia apenas as covas com os caixões de madeira comum, identificados simplesmente com um número. A cova para a mulher que tinha acabado de ser morta por ele seria uma já existente. Ele a enterraria em uma cova já utilizada, talvez nem a abrisse completamente. Ela seria enterrada, e por baixo os restos mortais de outro pobre ser humano continuariam ali, sem que talvez jamais se soubesse de quem eram.

Aos poucos, enquanto ele terminava a tarefa, eu sentia as lágrimas chegarem, o choro se transformar em algo convulsivo. Meu pai não parou um instante de cavar, enquanto não alcançou a profundidade desejada. Antes de colocar o corpo da mulher na cova, porém, ainda bateu-lhe com a pá na cabeça, inúmeras vezes, para se certificar de que não voltaria à vida. Eu queria gritar, mas som algum saía da minha garganta.

“Veja com seus próprios olhos, veja!”, podia ouvir as vozes gritando, cada vez mais alto dentro de minha cabeça, enquanto meu pai apressava a tarefa de cobrir o corpo com toda a terra retirada.

Tudo terminado, meu pai acendeu outro cigarro e fumou tranquilamente, sem a mínima pressa, tal qual fizera com o outro. Dessa vez, não parecera ter sentido minha presença. Aquele cigarro parece ter demorado uma eternidade, minutos intermináveis.Jogou no chão o que restava, pisou com a sola do sapato e revolveu a terra, para que encobrisse os resíduos. Começou a caminhar, como se de repente tivesse perdido o interesse por tudo o que acontecera ali e agora só quisesse descansar.

Antes, parou diante de um túmulo e ficou por algum tempo observando. Dessa vez, mesmo distante, pude ouvir as palavras que disse, antes de caminhar em direção ao portão principal e fechá-lo, indo embora parecendo não querer se demorar.

“Estou com saudades, filha.”

Finalmente fui libertada da minha imobilidade e me dirigi ao túmulo onde meu pai proferira as palavras. E não havia mais dúvida alguma: meu pai era um assassino… E ali estava a prova de que eu tinha sido sua primeira vítima: o meu túmulo.

……………………………………………………………………….

Este conto foi escrito por Bia Machado para o Desafio Literário de Setembro de 2013.

43 comentários em “Flor de Lótus (Bia Machado)

  1. Martha Angelo
    29 de setembro de 2013
    Avatar de Martha Angelo

    Muito bom! Narrativa envolvente, personagens bem construídos! Um dos melhores do concurso até agora!

  2. vitorts
    29 de setembro de 2013
    Avatar de vitorts

    Muito bom! Percebi que a garota estava morta antes por conta das sutis insinuações no texto. Foram todas muito bem colocadas. A construção dos personagens também está ótima. Parabéns pelo conto!

    • Bia Machado
      30 de setembro de 2013
      Avatar de Amana

      Conseguiu pegar as insinuações? Sim, foi de propósito, rs. Valeu, Vitor! 😉

  3. diogobernadelli
    29 de setembro de 2013
    Avatar de diogobernadelli

    Eu gostei bastante da leitura. Demorei pra sacar que a garota estava morta, mas isso aconteceu antes do final. No entanto, o que me agradara não havia sido o argumento em si, mas a construção dos personagens. Nota-se uma tentativa de tornar seus atores críveis, coisa que grande parte dos demais contos ignorou.

    • Bia Machado
      30 de setembro de 2013
      Avatar de Amana

      Opa, valeu muito o comentário, Diogo. Eu me preocupo muito mesmo com a construção das personagens. Se eu não conseguir delineá-las como quero, se elas me parecerem sem graça alguma, não consigo continuar qualquer texto…

  4. Fernando Abreu
    28 de setembro de 2013
    Avatar de Fernando Abreu

    Achei bacana, mas excede na tentativa de passar uma grande tristeza ao leitor. Podia cortar umas lágrimas aí, até o texto ficar melhor e mais enxuto. Ideia boa, construção esquisita.

    • Bia Machado
      30 de setembro de 2013
      Avatar de Amana

      Sim, faltou revisão na correria, para tirar algum excesso, ou cortar lágrimas, como você diz. Ou talvez fosse o meu estado de espírito na hora da escrita, e como só tive duas horas para escrever e revisar, foi o que saiu! Valeu o aprendizado, de escrever sempre, não parar por tanto tempo, como parei, de escrever contos. 😉

  5. Sandra
    28 de setembro de 2013
    Avatar de Sandra

    Narrativa simples, de fácil leitura, muito bem desenvolvida. Fui pega desprevenida, não me preparei para o final… Apreciado!

    • Sandra
      28 de setembro de 2013
      Avatar de Sandra

      A escolha do título foi muito boa… O ‘puro’ trazido, à tona, da escuridão, do lodo, do mórbido… 😉

    • Bia Machado
      30 de setembro de 2013
      Avatar de Amana

      Obrigada pela leitura, Sandra! E você deve ter sido a única que “pegou” o sentido do título… Na verdade, esse conto escapou de ter sido intitulado “A filha do coveiro”! =P

  6. Rubem Cabral
    27 de setembro de 2013
    Avatar de Rubem Cabral

    Bem, desde o inicio eu já havia sacado o segredo. Achei o conto bom, mas nada acima da média. A escrita é correta e simples, os personagens são interessantes, embora o pai fosse meio improvável (ter assassinado várias pessoas e ainda estar “na ativa”).

    • Bia Machado
      30 de setembro de 2013
      Avatar de Amana

      Obrigada pelo comentário, Rubem, acho que por ter sido escrito em coisa de duas horas, na correria, e ainda por cima enferrujada, não ia sair nada acima da média mesmo. Agora, não concordo quanto a esse adjetivo “improvável”, cara, leia “Serial Killer: louco ou cruel?”, da Ilana Casoy, se não leu, ou assista a alguns episódios de Investigação Discovery, é cada coisa do outro mundo que esse coveiro é fichinha perto, rs. E também não me lembro de ter especificado a quantidade de gente que ele matou no conto… De repente nem foram muitas. Talvez a filha tenha sido a primeira de poucas, bem poucas…

      • rubemcabral
        30 de setembro de 2013
        Avatar de rubemcabral

        Talvez eu não tenha me expressado bem, Bia. Eu quis dizer “meio improvável” no sentido do cara ser acobertado pela esposa nos assassinatos anteriores e no da própria filha. E ainda o sujeito estar livre, leve e solto, na “ativa”. Não quis dizer “improvável” pelas motivações, modus operandi, tipo de distúrbio ou algo do tipo.

        Sei que infelizmente existem maníacos de todo o tipo imaginável.

        Quanto ao “acima da média”, não fique chateada. Veja o que a correria fez ao final do meu conto tbm… 😦

      • Bia Machado
        30 de setembro de 2013
        Avatar de Bia Machado

        Não tô chateada não, Rubem, que é isso. Você tem todo o direito de achar o que quiser do que estiver lendo, rs. Só quis explicar que foi o que deu pra fazer, mas isso não me isenta de culpa, rs. Quem manda deixar pra última hora? Como sempre, né? Eu não aprendo mesmo… ;P

  7. Maria Inês Menezes
    26 de setembro de 2013
    Avatar de Maria Inês Menezes

    Ótimo conto, boa escrita! Gostei

  8. Thais Lemes Pereira (@ThataLPereira)
    24 de setembro de 2013
    Avatar de Thais Lemes Pereira (@ThataLPereira)

    Arrependi-me de ter lido antes os comentários. Então, já sabia que estava morta, mas sou uma louca, fanática por spoilers (rs’).

    Mesmo assim, adorei o conto. Adorei a narração. Consegui sentir todo o sentimento necessário para lê-lo. Parabéns!!

    • Bia Machado
      30 de setembro de 2013
      Avatar de Amana

      Eu reclamo, mas às vezes eu procuro spoilers também, ou eles me perseguem, rs. Pôxa, obrigada, só isso que posso dizer! 😉

  9. feliper.
    24 de setembro de 2013
    Avatar de Rodrigues

    Achei muito dramático. Personagens e descrições exageradas, além da surpresa final que não me agradou.

    • Bia Machado
      30 de setembro de 2013
      Avatar de Amana

      Não dá pra agradar todo mundo, infelizmente. Sabe aquela história de “É o que tem pra hoje”? Então, foi o que consegui bolar em duas horas, só para poder participar, depois de tanto tempo sem finalizar um texto! Fica pro próximo! 😉

      • feliper.
        30 de setembro de 2013
        Avatar de Rodrigues

        =)

  10. Bia Machado
    24 de setembro de 2013
    Avatar de Amana

    Gostei, não consegui imaginar que o final seria esse, viajei na narrativa… Talvez pudesse ter ter escrito um pouco mais, desenvolvido algumas partes melhor, como o espaço de tempo entre a praça e o cemitério… Achei interessante esse recurso de não se dizer onde o conto passa, ou o nome da personagem… E nem o pai também, que eu me lembre. Só quem é nomeada é a tal da Albertina, rs… 😉

  11. piscies
    23 de setembro de 2013
    Avatar de piscies

    Ótimo conto. Só fui suspeitar do final nas últimas linhas do conto, e mesmo assim era difícil ter certeza. A narrativa foi muito bem feita, a leitura flui muito bem, e o clima gerado é sombrio, do jeito que deveria ser. Ótimas descrições e boa técnica. Muito bom mesmo!

  12. Emerson Braga
    23 de setembro de 2013
    Avatar de Emerson Braga

    Acidez na medida certa. gostoso de se ler. Parabéns.

  13. José Geraldo Gouvea (@jggouvea)
    22 de setembro de 2013
    Avatar de José Geraldo Gouvea (@jggouvea)

    Não tive nenhum indício de que a filha estivesse morta, a não ser quando, lá pelo fim da história, comecei a achar que o assassino estava descuidado demais. Este conto também me arrebatou na leitura e deslocou para baixo um outro que teria voto certo.

    O tema do fantasma autoconsciente é meio batido, mas a história se salva não por isso, mas pelo fato de ser escrita com segurança e explorar um conflito familiar interessante. E principalmente por se esgotar sem deixar a sensação de que é um recorte de algo maior.

    • Bia Machado
      30 de setembro de 2013
      Avatar de Amana

      Obrigada pelo comentário, JG, valeu muito. Para falar a verdade, não gosto muito de contos de fantasmas, rs. Mas foi a ideia que veio à mente e fiquei com medo de não surgir outra! 😉

  14. Gustavo Araujo
    22 de setembro de 2013
    Avatar de Gustavo Araujo

    Ao contrário do pessoal que comentou antes, eu não consegui perceber, ainda no início, como a história se desenrolaria. Talvez a culpa seja minha, já que às vezes posso ser um pouco lento para essas coisas. Mas, por outro lado, talvez isso seja um mérito do conto – pelo menos para mim – já que a leitura natural e fácil, dessas que absorvem, me impediu de visualizar o desfecho antes da hora. Claro, seria possível aprofundar certos aspectos, mas no geral gostei do que li.

    • Bia Machado
      30 de setembro de 2013
      Avatar de Amana

      Ah, eu também sou bem lenta pra essas coisas. Fiquei inocente até o último segundo de “Sexto Sentido”, mas sabe que adoro ser enganada? Não deve ser à toa que sou fã de Agatha Christie, rs… Na próxima, quero pensar com mais calma e começar a planejar e a escrever antes, com certeza! 😉

  15. Claudia Roberta Angst
    20 de setembro de 2013
    Avatar de Claudia Roberta Angst

    Muito bom. O final não chega a surpreender, mas fecha a narrativa de forma bem satisfatória, dando um ponto final a qualquer dúvida.

  16. Simone Xavier de Lima
    19 de setembro de 2013
    Avatar de Simone Xavier de Lima

    O conto está bem escrito e a leitura é bastante envolvente. Parabéns!

  17. Lúcia M Almeida
    19 de setembro de 2013
    Avatar de Lúcia M Almeida

    Muito bom !

  18. Reury Bacurau
    19 de setembro de 2013
    Avatar de Reury Bacurau

    Bem escrito e cruel! Gostei!

  19. Marcelo Porto
    19 de setembro de 2013
    Avatar de Marcelo Porto

    A narrativa prende desde o inicio, a prosa é boa e nos faz ler até o final. É um bom conto, pesado e incômodo, mas previsível.

  20. selma
    19 de setembro de 2013
    Avatar de selma

    achei facil de descobrir logo de inicio que ela estava morta. uma historia forte e cruel, mas verdadeira, ein! gostei das colocações. poderia ter explorado mais. parabens.

    • Bia Machado
      30 de setembro de 2013
      Avatar de Bia Machado

      Obrigada pelo comentário, Selma! Acabei tendo que escrever o conto às pressas, coisa de duas horas, então não saiu exatamente como eu queria, mas foi muito bom participar! Sim, dei umas pistas durante o desenvolvimento, uns pegaram, outros não. Isso é interessante! 😉

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Publicado às 19 de setembro de 2013 por em Cemitérios e marcado .