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Detox Literário.

O Laboratório (Antonio Stegues Batista)

Em um prédio cinzento e sinistro, sem janelas no andar térreo, a porta de madeira antiga parecia uma cicatriz na parede de tijolos escuros. Naquele ponto da rua estreita, o nevoeiro se condensava com mais força. Certas noites, o doutor Henry Jekyll entrava pela frente e o senhor Edward Hyde saía pelos fundos.

37 comentários em “O Laboratório (Antonio Stegues Batista)

  1. Sarah Nascimento
    16 de fevereiro de 2026
    Avatar de Sarah Nascimento

    Olá! Caraca, esse microconto tem muita coisa no não dito! A descrição de onde se situava o Laboratório, os detalhes da porta, a névoa e até os nomes aí do doutor. Mas o que foi genial prá mim foi isso dele entrar pela frente sendo um cara e sair pela porta de trás sendo outro cara. Isso foi genial, sério, isso sim é a definição de subtexto. A gente fica imaginando mil coisas. Como ele se transformou? O que aconteceu? Foi físico? Foi mental? Acho que seu microconto deixa as perguntas certas sem resposta. Não é confuso e ainda fica misterioso, parabéns pela técnica.

  2. Fernanda Caleffi Barbetta
    16 de fevereiro de 2026
    Avatar de Fernanda Caleffi Barbetta

    Olá, Stevenson

    Gostei bastante do seu microconto. Criativo. Gosto quando os textos fazem referência, de maneira inteligente, a algo já existente.

    Embora enxuto, a parte inicial, bastante descritiva do cenário, não serve exatamente para contar a história. Pareceu mais uma enrolação para evitar um texto curto demais. Precisa ser super enxuto? Não. Precisa evitar descrição? Não. O que quero dizer é que poderia ter usado essa descrição a favor da narrativa, por exemplo, falar mais das duas portas ao invés de citar a porta que parece uma cicatriz. É uma imagem forte e fiquei pensando se essa cicatriz significa alguma coisa. O texto é curto, cada palavra conta. Se você escolheu descrever o prédio dessa forma, essa descrição precisa me contar alguma coisa. Aí eu fico achando (e deve ser isso) que me faltam referências. Pode ser? Pode.

    Parabéns pelo texto!

  3. André Lima
    16 de fevereiro de 2026
    Avatar de André Lima

    Infelizmente, nunca li O Médico e o Monstro. E adoro esses clássicos góticos, mas esse, por algum motivo, me escapou.

    Tive que pesquisar para entender minimamente.

    Gostei de técnica, da sacada de trazer um clássico. Trabalho bem feito. O conto diz pouco, mas diz o suficiente.

    “a porta de madeira antiga parecia uma cicatriz na parede de tijolos escuros” foi uma construção que me animou.

    Parabéns pelo bom trabalho!

  4. leandrobarreiros
    16 de fevereiro de 2026
    Avatar de leandrobarreiros

    Oi, Stevenson.

    Acho que o ponto forte do conto não é tanto a ambientação, que dê fato é muito boa, mas a sacada de trazer o médico e o monstro para o desafio de metamorfose.

    Nao lembro se está no original, acho que sim, mas não passou despercebida a menção à falta de janela no térreo, o que traz o mistério da relação de jekyll e Hyde.

    Uma homenagem boa.

  5. Asstrongo
    15 de fevereiro de 2026
    Avatar de Asstrongo

    Há ecos de Stevenson nesta passagem, mas não é apenas passagem, mas ferida que já não sara, memória de uma separação. O nevoeiro que se adensa ali parece já saber o que vai acontecer, sendo um observador solitário e fantástico, como se a cidade também participasse do segredo, e é essa camada a mais que torna o conto interessante.

  6. maquiammateussilveira
    15 de fevereiro de 2026
    Avatar de maquiammateussilveira

    Este conto faz uma menção bem atmosférica do clássico “O Médico e O Monstro”, com certeza uma das narrativas mais famosas da literatura sobre metamorfose. A construção de ambiente e atmosfera, no início desse micro, é muito bem escrita. Descrições desse tipo não são fáceis de fazer. O final é divertido, quando entendemos de qual história trata a descrição construída, aliás, muito fiel ao estilo da obra original. Mas faltou um algo a mais para esse microconto, e a estrutura ficou estranha: a descrição da atmosfera e do ambiente tomam a maior parte do texto e então segue-se uma única frase de revelação e, fim. Pela falta de mais elementos, apesar de bem escrito, o resultado ficou mediano.

  7. Alexandre Costa Moraes
    15 de fevereiro de 2026
    Avatar de Alexandre Costa Moraes

    Stevenson,

    Eu gostei muito da ambientação que você trouxe, o prédio cinzento e sinistro, sem janelas no andar térreo, a porta de madeira antiga que parecia uma cicatriz na parede de tijolos escuros… o nevoeiro denso naquele ponto da rua. Em poucas linhas, você cria um clima gótico bem convincente e coloca o leitor na cena.

    Porém, em seguida já vem o arremate ancorado numa intertextualidade que, infelizmente, precisei pesquisar para entender (a metamorfose está na referência aos personagens, não no texto em si).

    Quando a gente pega essa chave, o microconto ganha contexto e funciona de forma incrível, mas, sem ela, a transformação não acontece.

    Ainda assim, gostei muito do seu microconto. Bem escrito e com ritmo e punch. Parabéns.

    Boa sorte no desafio.

  8. Alexandre Parisi
    15 de fevereiro de 2026
    Avatar de Alexandre Parisi

    Oi, Stevenson! Teu conto me transportou direto para aquela Londres vitoriana sombria e carregada de névoa. A ambientação é, sem dúvida, o ponto alto do texto: a imagem da porta de madeira como uma “cicatriz” na parede foi uma sacada visual sensacional, que produz um sentimento de suspense imediato.

    O que me agradou foi esse clima gótico muito bem amarrado, mas, sendo sincero, o texto carece de originalidade. Por ser uma releitura fiel de O Médico e o Monstro, ele soa mais como um resumo ou uma imagem estática de uma obra já consagrada do que como uma história com brilho próprio. Senti falta de uma reviravolta, algo que trouxesse um olhar novo ou inédito sobre a transformação clássica de Jekyll e Hyde.

    Tecnicamente é um trabalho muito sólido, mas faltou o nocaute literário da surpresa.

  9. Fabio D'Oliveira
    15 de fevereiro de 2026
    Avatar de Fabio D'Oliveira

    Simples, mas não simplista.

    Num oceano de metáforas sobre metamorfose, esse micro é um respiro. A transformação não tem grande peso aqui, mas está presente. Isso não é um problema, para mim. O autor compensa isso através de uma ambientação impecável. Me senti caminhando no meio da neblina, numa rua lacônica e deserta. O cenário gótico parece fácil de construir, mas não é. Sua atmosfera é muito forte e exige habilidade. Parabéns!

    Gostei bastante!

  10. Bia Machado
    14 de fevereiro de 2026
    Avatar de Bia Machado

    Gosto de como o texto recria a atmosfera sombria e nebulosa do universo de Jekyll e Hyde, condensando em poucas linhas a essência dessa dualidade. A imagem do prédio cinzento e da porta como cicatriz funciona bem para situar o leitor nesse clima gótico. É uma homenagem direta, simples e eficaz ao clássico, mas se fosse o mesmo enredo com outros nomes, creio que diriam ser apenas uma fanfic da obra de Stevenson.

  11. danielreis1973
    14 de fevereiro de 2026
    Avatar de danielreis1973

    Prezado(a) Microcontista (aviso comum em todo os contos):

    Por conta do sistema de comentários (abertos) e do sistema de votação (escolha dos dez favoritos), estou adotando também um critério de análise mais simples para todos, procurando refletir mais como me senti com leitor do seu texto do que como analista/crítico e atribuidor de notas. Por isso, desculpo-me de antemão pela concisão, e reforço que o que comento aqui é sobre como me senti ao ler seu conto, não sobre o quão bom ele ou você é, ok?

    Vamos à análise:

    O Médico e o Monstro é uma história emblemática de metamorfose (ou, mais especificamente, de transformação continuada, já que um se alterna com outro), e portanto absolutamente ligada ao tema do desafio. Só me parece que o microconto não traz novidades à história, tratando mais de um still (imagem estática) do que do desenrolar de uma cena em si. De qualquer forma, desejo sucesso no desafio!

  12. Renata Rothstein
    14 de fevereiro de 2026
    Avatar de Renata Rothstein

    Olá, Stevenson, tudo bem?

    Vamos lá: seu microconto captura de forma eficiente a metamorfose de Jekyll em Hyde, usando descrição sombria e concisa para criar atmosfera e tensão. A transformação é apresentada de maneira clara e simbólica, com um cenário que reforça o tema de identidade dupla e transformação moral.

    O que funciona: a narrativa é enxuta e eficaz; a referência a Jekyll e Hyde é imediatamente compreensível e traz força ao microconto. A ambientação contribui para o clima de metamorfose sombria e inevitável.

    O que poderia melhorar: sendo muito curto e direto, o microconto depende do conhecimento prévio do leitor sobre Jekyll e Hyde; pequenas inserções sensoriais ou internas do personagem poderiam aumentar a sensação de transformação e impacto emocional.

    No geral, é um microconto claro, sombrio e simbólico, que trabalha metamorfose clássica de forma direta e eficaz.

    Desejo boa sorte no Desafio.Beijos

  13. Leila Patrícia
    13 de fevereiro de 2026
    Avatar de Leila Patrícia

    Oi, Stevenson

    Eu li como uma releitura direta de Dr. Henry Jekyll e Edward Hyde, apostando mais na atmosfera do que na surpresa. A descrição do prédio e da neblina até criou um clima gótico interessante, mas o conto funciona quase como uma cena já conhecida, sem acrescentar muito à transformação dos personagens.

    A imagem da porta como cicatriz é a única parte que pulsa para mim.

    Boa sorte no desafio

  14. Martim Butcher
    12 de fevereiro de 2026
    Avatar de Martim Butcher

    Stevenson,

    A ideia de recontar minimamente uma história pra lá de conhecida é muito boa, dá um sabor borgiano à coisa. Mas, se for para apostar nisso, então seria melhor reduzir ao mínimo pra valer. De que serve a descrição do ambiente? Fico aqui imaginando outro título e uma forma hiper-reduzida:

    “O médico

    …e então Mr. Hyde saía pela porta dos fundos.”

    E fim de papo.

    Sei lá, é um palpite. Outra possibilidade seria uma paródia da história conhecida que entrasse em atrito com a original (bem ao estilo de Borges, que em “La Casa de Asterión” conta a história do Minotauro da perspectiva do monstro). Mas, assim como está, seu conto fica no meio do caminho: nem tão diminuto, nem tão diferente da história conhecida.

    De todo modo, fica aqui meu elogio pela abordagem do tema – valha a ironia – bem original, pois o fato de recontar uma história é em si uma metamorfose (não sei se foi proposital, mas tá valendo).

  15. Kelly Hatanaka
    12 de fevereiro de 2026
    Avatar de Kelly Hatanaka

    A ambientação brilha neste conto. E, em tão poucas palavras. No caso, é a história do Médico e o Monstro, mas a ambientação permitiria o desenvolvimento de uma boa história de terror ou suspense.

    Quanto ao enredo, ele é correto. Uma homenagem ao clássico de Stevenson, o que atende bem ao tema.

    Mas, é somente isso: o enredo de uma história já consagrada, sem tirar nem por.

  16. toniluismc
    12 de fevereiro de 2026
    Avatar de toniluismc

    Olá, Stevenson! (quem me dera)

    Esse é daqueles que cumprem tabela direitinho: referência clássica ao Jekyll e Hyde, uma imagem atmosférica do prédio como portal de dualidade, e pronto, metamorfose sugerida em poucas linhas.

    A porta como “cicatriz” e o nevoeiro dão um ar gótico simpático, e a saída pelos fundos fecha com economia. Mas é exatamente isso que deixa tudo morno. Parece tarefa resolvida, sem ousar além do óbvio. Não há surpresa, nem um twist que faça o leitor pausar e repensar a transformação; fica na superfície da alusão literária, sem impacto emocional ou uma camada que justifique o espanto.

    Se o propósito era só marcar presença no tema, missão cumprida. Se era provocar algo mais, aí faltou ousadia pra sair do térreo.

  17. Gustavo Araujo
    12 de fevereiro de 2026
    Avatar de Gustavo Araujo

    Gostei do conto. A história do Médico e o Monstro, do escocês Robert Louis Stevenson condensada em menos de 99 palavras. Minha crítica, minha pequena crítica, é que talvez o(a) autor(a) tenha dado destaque demais ao prédio e não exatamente ao mote principal desse clássico. Como ambientação, diria que está 100%, já que permite ao leitor perceber a atmosfera sombria do edifício, da rua, do clima, mas acho que isso acabou roubando um pouco o brilho da metamorfose revelada no fim. Por outro lado, essa estratégia pode agradar leitores que apreciam reviravoltas ao fim da história. A conferir. Parabéns e boa sorte no desafio.

  18. Nilo Paraná
    11 de fevereiro de 2026
    Avatar de Nilo Paraná

    Olá Stevenson.

    Um conto com uma releitura do Médico e o Monstro. Você descreveu em 36 palavras de forma magistral um cenário da Londres do século 19. Isso mostra tua capacidade descritiva. Mas apenas a releitura, sem nada novo, empobreceu o conto, apesar de muito bem escrito. Boa sorte na competição

  19. Pedro Paulo
    11 de fevereiro de 2026
    Avatar de Pedro Paulo

    Adorei a sutileza do texto, pegando carona em uma outra referência popular, como muitos fizeram com Kafka. A maneira como estruturou o micro permitiu o início descritivo, deixando uma única frase para arremate e contemplação temática. Muito bem!

  20. Mariana
    11 de fevereiro de 2026
    Avatar de Mariana

    Um microconto bastante curto que faz uma homenagem ao Médico e o Monstro. Ele apresenta uma releitura (bem rápida) da história clássica e da fratura de personalidades do mesmo indivíduo. Está bem escrito, é legal, mas perde força por não trazer algo novo. Queria uma ideia de quem está atrás do pseudônimo, não do Stevenson. Enfim, parabéns e boa sorte no desafio.

  21. Luis Guilherme Banzi Florido
    11 de fevereiro de 2026
    Avatar de Luis Guilherme Banzi Florido

    Olá, Stevenson! Tudo bem? Um conto curtinho, direto ao ponto. Uma homenagem ao clássico da literatura. Aqui, você não quis ousar, fez o básico trazendo uma história já conhecida, em forma mais de homenagem que qualquer outra coisa. O problema, pra mim, é que faltam elementos no conto que tornem a experiência marcante de algum modo. Do jeito que está, é excessivamente pragmático e carece de clímax. Parece só um resumo curtíssimo da história original. De todo modo, um bom trabalho. Parabéns!

  22. Fabiano Dexter
    11 de fevereiro de 2026
    Avatar de Fabiano Dexter

    Ola Stevenson,

    gostei do seu micro, uma homenagem ao Medico e o Monstro, um livro sobre transformações e metamorfoses.

    Ainda que uma boa ideia, parece que ficou faltando alguma coisa para completar a experiência. Algum desenvolvimento a mais… não sei. Mas a sensação de que poderia ser mais me pegou.

  23. GIVAGO DOMINGUES THIMOTI
    11 de fevereiro de 2026
    Avatar de GIVAGO DOMINGUES THIMOTI

    Olá, Stevenson!

    Tudo bem?

    Seu micro é curtíssimo. Está adequado ao tema, apoiando-se numa obra (O médico e o monstro, né?). Até imprime um ambiente noir . É uma aposta ousada, a qual depende do conhecimento do leitor para que venha o impacto.

    Infelizmente, com este leitor, isso não ocorreu.

    Boa sorte no desafio!

  24. Priscila Pereira
    11 de fevereiro de 2026
    Avatar de Priscila Pereira

    Olá, Stevenson!(Autor de O médico e o monstro, legal!) Tudo bem?

    Seu micro é baseado em O médico e o Monstro, e é praticamente um resumo da ideia central da história, que nunca li, só ouvi falar. Achei a ambientação bem feita, com o clima certo. Não tem muito subtexto, nenhuma ideia nova, nenhuma subversão à versão original, mas é um bom micro, bem escrito e claro. Parabéns!

    Boa sorte no desafio!

    Até mais!

  25. Rodrigo Ortiz Vinholo
    11 de fevereiro de 2026
    Avatar de Rodrigo Ortiz Vinholo

    Gostei da referência literária, e é interessante dentro da proposta de tamanho reduzido, mas como ela não adiciona nada na história clássica, apenas reforçando a mensagem dela com uma nova linguagem mas se outra inovação ou surpresa, perde um tanto de força. Ainda assim, bem escrito e aderente ao desafio.

  26. Leandro Vasconcelos
    11 de fevereiro de 2026
    Avatar de Leandro Vasconcelos

    Opa! Como vai autor? Seu conto é uma obra derivada de “O Estranho caso do Dr. Jekyll e Mr. Hyde”. Uma singela homenagem a essa obra. Não li, mas busquei a referência na rede. Interessante. Em poucas linhas, você consegue nos transportar a Londres, criando uma atmosfera tipicamente londrina e bem aterrorizante. Conseguimos antever que algo sinistro está por trás desse “laboratório”, o que nos impele a conhecer mais da obra original. A metamorfose pode ser inferida de poucas palavras. Simples, mas impactante e autêntico. Gostei!

  27. Fernando Cyrino
    10 de fevereiro de 2026
    Avatar de Fernando Cyrino

    Ei, Stevenson, uma homenagem feita ao seu chará, não é mesmo? E em forma de microconto. Mas, amigo, achei que ia entregar mais que a entrada de um e a saída do outro pelas portas frontal e de fundos… Na minha opinião deveria entregar mais, sabe? Mas releve, trata-se só da opinião de um antigo (põe antigo nisso) adolescente que teve marcados seus 14 anos pelo livro… Abraços e sucesso no desafio. 

  28. Lucas Santos
    10 de fevereiro de 2026
    Avatar de Lucas Santos

    Parabéns pela participação, Stevenson!

    Observação: esta análise parte de alguém que não leu “O Estranho Caso de Dr. Jekyll e Sr. Hyde”!!!

    O leitor é imediatamente transportado para o cenário sinistro do microconto. Tem bastante força imagética. Talvez fosse interessante inserir elementos além dos visuais, como aroma (p. ex.: miasmas) e temperatura (p. ex.: frio).

    A metamorfose está na mudança de nomes/personalidades que ocorre ao final. Modificação essa que não é explicada, o que é um ponto positivo. Isso, somado a outros elementos do texto, faz com que algumas dúvidas surjam na cabeça de quem lê, como:

    1) Quais são os eventos que ocorrem no térreo do prédio, onde não há janelas?

    2) Por que o doutor Henry/Edward tem uma identidade secreta? O que ele pratica dentro do prédio? Por acaso, estaria escondendo um experimento científico?

    O texto diz muito além do que está escrito.

    1. andersondopradosilva
      10 de fevereiro de 2026
      Avatar de andersondopradosilva

      Gostei do conto. Cumpriu uma tarefa difícil de maneira bastante econômica. Escreveu uma ficção de fã, abordou o tema e usou poucas linhas. A obra ficcionalizada não me ocorreu com exatidão, mas consegui perceber que se tratava de alguma obra famosa do cinema e/ou da literatura em que alguém entrava uma pessoa boa e saía uma pessoa ruim, sofrendo uma transformação (no contexto do desafio, uma metamorfose), e essa percepção de que se tratava dessa tal obra foi suficiente para eu entender a ficção de fã. Parte do meu entendimento minimamente correto de que se tratava de uma ficção de fã de uma outra obra famosa foi possível graças à competência com que o autor construiu um ambiente sombrio. A única coisa de que eu não gostei foi a imagem, que facilitou demais o trabalho imaginativo do leitor. Daí, fiz o seguinte, li tentando ignorar a existência da imagem, exercício que me provocou muito agrado diante do que lia, o que reforçou meu gosto pelo conto. Ah, depois passei os olhos pelos comentários dos colegas, vi de que obra original se tratava e pensei um “ah, sim, claro, não li, mas vi na televisão em algum momento da vida”.

    2. Antonio Stegues Batista
      10 de fevereiro de 2026
      Avatar de Antonio Stegues Batista

      A narrativa “pinta” um cenário sinistro, destacando-se uma porta na arquitetura escura, bruta e estéril. O umbral dá acesso ao mistério e a magia. Uma fanfic de O Médico e o Monstro de Robert Louis Stevenson contada em 99 palavras. Muito bom, gostei.

    3. cyro eduardo fernandes
      10 de fevereiro de 2026
      Avatar de cyro eduardo fernandes

      Stevenson conseguiu fazer uma releitura satisfatória de uma história conhecida. Parabéns e boa sorte.

    4. Thiago Amaral
      9 de fevereiro de 2026
      Avatar de Thiago Amaral

      Gostei do conto. Poderia não ter gostado por se basear somente em uma descrição, mas na verdade ela diz muito sobre o(s) personagem(ns), abordando sua psicologia de forma poética. Gostei principalmente da porta como uma cicatriz.

      Uma boa homenagem à obra original, e uma boa ideia. Se terá destaque, vai depender dos outros contos, que podem ter maior carga dramática ou narrativa.

    5. claudiaangst
      8 de fevereiro de 2026
      Avatar de claudiaangst

      Olá, autor(a), tudo bem?

      Narrativa curta e coesa. O tema proposto pelo desafio foi abordado de forma sutil. O desfecho traz a referência do livro O Médico e o Monstro, ao citar as duas facetas do protagonista:  doutor Henry Jekyll metamorfoseado em Edward Hyde.

      Não encontrei falhas de revisão.

      Bom uso de poucas palavras, desfecho bem construído e impactante.

      Parabéns e boa sorte!

    6. Ana Paula Benini
      8 de fevereiro de 2026
      Avatar de Ana Paula Benini

      Gostei da sutileza da transformação.

      • Ana Paula Benini
        15 de fevereiro de 2026
        Avatar de Ana Paula Benini

        me aprofundando: achei sucinto, rítmico e claro.
        A temática não mexeu comigo – e acho muito pessoal- a ponto de ser um dos meus dez primeiros, mas digo: parabéns e continue escrevendo

    7. LEO AUGUSTO TARILONTE JUNIOR
      8 de fevereiro de 2026
      Avatar de LEO AUGUSTO TARILONTE JUNIOR

      Seu microconto é interessante. O tema da metamorfose aparece na transformação do Dr jackchel em Mr Raid. Você criou um microconto fanfic de um médico e o monstro. Foi uma ideia bastante interessante e ousada.

    8. Wilian Cândido Corrêa
      8 de fevereiro de 2026
      Avatar de Wilian Cândido Corrêa

      Muito legal, a metamorfose aparece sem precisar ser explicada.

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    Publicado às 8 de fevereiro de 2026 por em Microcontos 2026 e marcado .