Um, dois, três passos. Não vou chorar. Solto sua mão. Tenho medo de ficar sozinho… Viro para trás, lá está você, saia rendada, camisa branca. Coragem, você diz. No rosto jovem, os olhos marejados. Vai, Toninho, você incentiva, acenando de longe. E eu, engolindo o choro, mergulho corredor adentro.
Um, dois, três passos. É como um longo túnel.
Sentada, você se vira para trás. Camisola desbotada, o corpo que fenece. Perguntas transbordam pelos olhos. Sou eu, mãe, sussurro, segurando sua mão.
Um, dois, três passos, avançamos passadiço afora. Não quero ficar sozinho. Não chore, você diz. Não chore.
QUE LINDO!! A metamorfose de feto para recém-nascido … LINDO!
Que sensibilidade! Esse texto realmente me tocou.