EntreContos

Detox Literário.

Ciclo (Maria Santino)

A escuridão do velho casebre foi quebrada pela faísca e chama do fósforo a acender o cachimbo nos lábios da idosa. Lampejos em prévia de tempestade adentraram pelas frestas sendo refletidos no gume da faca e vidro da garrafa de cachaça sobre as coxas envoltas no vestido encardido. Sentada no assoalho de madeira ela bebia na busca de aplacar o medo de estar lúcida, porque vivia assim: espasmos e espasmos de loucura. Queria esquecer as certezas que a lucidez trazia, o desejo igual feitiço que lhe fazia sair em nova excursão à procura de bebida e tabaco. O esmorecimento ébrio a fez deitar-se no chão de madeira, mas não foi suficiente para conter a certeza do que havia se tornado.

O céu despejou fúria em forma de água no mesmo instante em que as mãos ressequidas firmaram a faca e ela ensaiou movimentos de vai e vem com o objeto sobre o ventre. Mas então os pensamentos fraquejaram de vez os membros e o frenesi travou luta para empurrar sua consciência num recanto do cérebro. A mutação veio em seguida como tantas vezes acontecera, os ossos torceram-se como galhos e folhas secas. Asas negras romperam das suas costas numa aflição febril e molhada. Antes houvesse posto um fim naquilo, antes fosse corajosa para empurrar a faca de uma vez. Sabia o que estava prestes a acontecer, mas agora era tarde. Lutou o quanto pôde para conter o anúncio em forma de pio, e quando não suportou mais, abriu o bico e permitiu a explosão agourenta:

— Ai! Quem quer? Quem quer?

Ainda entre realidades teve certeza do que havia feito anos atrás.

“Eu respondi ao chamado do Matinta perera”

Lembrou-se de todas as vezes que acordou caída na mata, e de quando tentou se aproximar de alguém e foi recebida com pavor, rezas, tabaco e a palavra que mais do que nunca se tornou sua denotação: Matinta perera. Tinha certeza de que aquele era o momento derradeiro, mas qualquer esforço seu era vão.

Abrigou-se no esteio esterno de um casebre e proferiu mais uma vez.

— Ai! Quem quer? Quem quer?

***

Sem conseguir dormir a jovem criança resolveu pular da rede. Havia algo na tempestade como um choro ou pedido que parecia falar dentro de sua mente. Abriu a porta e viu um pássaro empoleirado na cumeeira da casa.

— Ai! Quem quer? Quem quer?

Saiu maravilhada pela descoberta. O pássaro falava com ela. Riu e de forma brincalhona respondeu:

— Eu quero!

Sobre o chão da casa, naquela área externa, uma idosa caía em estado semiconsciente no mesmo tempo em que um pássaro, antes uma criança, ganhava a noite. Pela manhã a idosa estaria morta, porém um novo ciclo se iniciaria tendo somente a noite como testemunha.

Anos se estenderiam até que outros lábios proferissem novamente a afirmativa:

“ Eu respondi ao chamado do Matinta perera”

26 comentários em “Ciclo (Maria Santino)

  1. Elisabeth Lorena
    24 de julho de 2021

    Matinta Pereira sendo enfocada pelos olhos da bruxa velha que quase da fim ao mito com o suicídio pensado momentos antes de sua última transformação.
    Uma lenda que descobri ser do Norte, mas que conheci em São Paulo e que assustava meus primos. Gostei do tema. Levar adiante a cultura é também papel do escritor.
    Sucesso no Desafio.

  2. Welington
    24 de julho de 2021

    Que bacana! Um trama de folclore e com uma pegada levemente de terror. Tá aí, gostei disso! Destoa das temáticas de cotidiano depressivo que eu li às fartas no concurso. Respeito, avalio a forma, mas não curto. Aqui vi algo que gosto, explorar folclore na literatura.

    Inclusive você escolheu uma lenda que certa vez me perguntei como torná-la factível, literariamente profícua, num era tão distante do mundo rural e semi-selvagem em que a lenda da matita surgiu. E você conseguiu. Ficou convincente e com um clima pesado. Até a ambientação, com chuva e tempestade, ajudou muito no teor sombrio da história. Parabéns!

  3. Rafael Carvalho
    24 de julho de 2021

    Parabéns pelo conto, gostei muito da forma como foi abordado a lenda tão marcante do nosso folclore. Gostaria muito de ver sua escrita sobre outras lendas, tenho certeza que ótimas e criativas obras brotariam em um campo fértil de possibilidades.

    A divisão dos atos, entre a cena focada na velha Matita e o segundo ato onde a criança toma parte como ator principal, foi bem interessante e trouxe um final bem satisfatório para o conto. Obrigado por propiciar uma leitura tão agradável. Boa sorte.

  4. gisellefiorinibohn
    23 de julho de 2021

    Olá, Pio!

    Muito bom o seu conto! Eu conheci essa lenda através de um conto da Vanessa Honorato, “Quem quer?”, lá no blog d’As Contistas. Esta sua versão, apesar de condensada pelas limitações do desafio, ficou muito boa, também, com o clima de suspense bem construído.
    Na parte técnica, está muito bem escrito, apesar de pequenas falhas de pontuação. E só notei um errinho de digitação na frase abaixo:

    “Abrigou-se no esteio esterno de um casebre e proferiu mais uma vez.”

    Enfim, um conto bonito e que resgata uma figura do nosso folclore. Um belo trabalho.
    Parabéns e boa sorte no desafio! 🙂

  5. Natália Koren
    22 de julho de 2021

    Nossa, muito bom, me vi automaticamente transportada pra esse lugar sombrio e meio indefinido, com ares de interior, de mata e de folclore.
    Mesmo que algumas coisas fiquem nebulosas, eu vejo esse texto muito mais como sensorial do que explícito, com uma escrita que mescla um estilo fluido e dreto com a contação popular.
    O final também conclui e amarra muito bem a história, completando (veja só!) um ciclo fechado. 😉
    Gostei muito, parabéns!

  6. acapelli
    22 de julho de 2021

    Seu texto reconta a lenda da Matinta Pereira. O destaque para mim foi a descrição bem imagética da transformação da velha. O texto, porém, cai de ritmo após a quebra de cena e se encerra de forma bastante previsível. Senti falta de algumas vírgulas no primeiro parágrafo.

    Desejo sorte no desafio. Um abraço.

  7. antoniosbatista
    20 de julho de 2021

    O conto descreve o mito de Matinta Pereira, uma bruxa velha que se transforma em pássaro durante as noites. Perto de morrer, ela passa a maldição para outra pessoa. O conto tem uma escrita boa, boas descrições, formam imagens verbais que impressiona, porém, não trás nada novo. O tema é batido já li contos com a Matinta Pereira, mas com histórias girando ao redor do mito. Nesse conto é somente o mito, o ciclo que se repete.

  8. thiagocastrosouza
    19 de julho de 2021

    Poxa vida, um conto de terror com temática folclórica. Sempre tive medo da Matinta Perera quando criança, e lembro que o episódio sobre ela no programa Catalendas da Cultura me dava arrepios. Sobre o conto, achei a ideia bacana e bem executada, apesar de algumas questões. Não gostei muito da abertura, pois o texto, apesar de bom, está muito truncado, e acaba arrastando a leitura de um conto que tem, como proposta, ser curto. Apesar disso, superado esse primeiro desafio, somos ambientados e apresentados ao conflito da protagonista no final do segundo parágrafo, onde de fato o interesse pela história surgiu para mim.

    O final, com o ciclo renovado, também é muito bom, mas insiste em afirmar o que já está claro quando se estende nos dois últimos parágrafos. Porém, acho que te entendo, pois a frase “ Eu respondi ao chamado do Matinta perera”, é tentadora para fechar o conto.

    Grande abraço!

  9. Ana Carolina Machado
    18 de julho de 2021

    Oiii. Um miniconto sobre uma lenda da região Norte do país, a história da Matinta Pereira. Sempre ouvi sobre essa lenda e tenho um certo medo dela até hoje, principalmente quando vou para a casa da minha avó que fica perto de uma floresta, pois dizem que a Matinta Pereira fica assobiando em florestas e lugares de mata fechada e com muitas árvores. Nos interiores do Pará tem muitas lendas sobre visagens. A narrativa foi bem conduzida e passou aquela ideia do ciclo que continua e teve aquela atmosfera assustadora que essa lenda transmite, principalmente devido a ambientação e a sensação de que a floresta ajudava a esconder a Matinta Pereira. Parabéns pelo texto e boa sorte no desafio.

  10. Matheus Pacheco
    18 de julho de 2021

    Resumo: O texto fala de forma criativa sobre o ciclo da vida, a velha conversa com a rompe-malha, a matinta pereira, um personagem mitológico do nordeste que anunciava a morte de um conhecido.

    Coisas que gostei: Gostei muito da temática nacional e folclórica, achei o texto super criativo e dinâmico. Gostei muito de tratar o personagem da Matinta não só como morte, mas também como vida e renovação (tipo o mito grego de Apolo).

    Coisas que não gostei: Gostei do texto em sua totalidade.

  11. Catarina Cunha
    16 de julho de 2021

    MINI – O começo desperta curiosidade com a ótima descrição da personagem e sua luta interior. Soube sintetizar bem uma das lendas mais ricas do Brasil.

    CONTO – Infelizmente eu conhecia a lenda e, já no segundo parágrafo, sabia o final. Se não tivesse sido tão fiel talvez eu me surpreendesse.

    DESTAQUE – “O esmorecimento ébrio a fez deitar-se no chão de madeira, mas não foi suficiente para conter a certeza do que havia se tornado.” – deveria ter bebido mais.

  12. Andre Brizola
    15 de julho de 2021

    Olá, Pio!

    No meu processo de leitura e comentários desse desafio resolvi que leria tudo, em primeiro lugar, e depois voltaria relendo e comentando. E, naquela primeira fase, esse foi um dos contos que mais me chamou a atenção. E isso ocorreu porque o conto é muito bom.

    Não conheço muito desse personagem do folclore, por isso não posso fazer qualquer comparação com a lenda, se há precisão ou não. Mas, independentemente disso, acho que a história foi muito bem contada. Em primeiro lugar porque o texto está muito bem arrematado, com algumas construções muito bonitas e adequadas para o tom do enredo.

    Outro ponto forte é o quanto a angústia e o desespero da personagem são palpáveis. Essa tradução de sentimentos foi muito bem construída. É crescente, é instigante. E o final do conto é bem traduzido, embora de certa forma previsível. Mesmo assim há méritos.

    É isso, um conto muito forte e o meu preferido desse grupo. Parabéns. Boa sorte no desafio!

  13. DAYANNE DE LIMA PINHEIRO
    15 de julho de 2021

    Sou totalmente encantada pelo folclore, seu conto me ganhou completamente. Excelente!!! Um dos melhores, sem dúvida. Parabéns!

  14. Regina Ruth Rincon Caires
    15 de julho de 2021

    Ciclo (Pio)

    Comentário:

    Que linda história elaborada sob o fascínio da lendária Matinta Perera!

    “— Ai! Quem quer? Quem quer?”

    De início, vem a impressão de que o autor abusa dos adjetivos, mas, conforme a leitura se estende, é essa adjetivação “excessiva” que nos fisga. Somos tragados pelo encanto da lenda. O calvário da velha bruxa enternece, e, aquilo que deveria ser pavoroso se torna próximo, desperta carinho.

    O conto é primorosamente escrito, possui estrutura perfeita, a linguagem é clara. Parabéns, seu trabalho é magnífico!

    A inserção da criança na saga, alma nova, apesar de assustadora, traz a ideia da continuidade. A lenda continua, renasce. Muito bom!

    “Sobre o chão da casa, naquela área externa, uma idosa caía em estado semiconsciente no mesmo tempo em que um pássaro, antes uma criança, ganhava a noite. Pela manhã a idosa estaria morta, porém um novo ciclo se iniciaria tendo somente a noite como testemunha.
    Anos se estenderiam até que outros lábios proferissem novamente a afirmativa:
    “ Eu respondi ao chamado do Matinta perera”.”

    Parabéns, Pio!

    Boa sorte no desafio!

  15. Fernanda Caleffi Barbetta
    13 de julho de 2021

    Olá, Pio, gostei muito do seu miniconto. Parabéns. E eu acabo de aprender com a leitura do seu texto, pois nunca tinha ouvido falar na lenda da Matinta perera.
    Legal ter tratado de um tema do nosso folclore, apesar de não ter seguido exatamente a lenda da velha que se transforma em um pássaro agourento.
    O texto é muito bem escrito, não encontrei problemas gramaticais. Achei apenas estranho o uso da palavra molhada neste trecho – “aflição febril e molhada”

  16. Paulo Luís Ferreira
    12 de julho de 2021

    Resumo: Uma velha senhora no chão do casebre reverencia a loucura e um breve estado de euforia.
    Gramática: Uma narrativa corrente numa bela linguagem à moda das boas prosas/poéticas. E o melhor, sem problemas gramaticais.
    Comentário: Um conto que alude ao encanto da Matinta Pereira. Lenda e enredo que se casam em perfeita harmonia. Acompanhada de belíssimas sentenças em prosa/poética como esta: (Sentada no assoalho de madeira ela bebia na busca de aplacar o medo de estar lúcida, porque vivia assim: espasmos e espasmos de loucura.) O que, só enriquece a narrativa. Belíssima homenagem à lenda. Grande trabalho.

  17. Kelly Hatanaka
    11 de julho de 2021

    Oi Pio.

    Nossa, que assustador! Adorei!

    Curti esta narrativa, de uma maldição que se perpetua, que passa de uma pessoa para outra. Não conhecia esta lenda, fui pesquisar a respeito graças ao seu conto (você contribuiu para a diminuição da minha ignorancia, obrigada!).

    O começo foi muito bem pensado. Como se concentra no estado de espírito de Matinta, deixa o leitor mergulhado no mesmo estado de confusão do personagem, sem ter a mínima ideia de quem seja. A partir da metade do conto, temos a surpresa da compreensão.

    Parabéns, gostei muito!

  18. Giovani Roehrs Gelati
    11 de julho de 2021

    O conto estava meio confuso. Ao final é possível entender a ligação entre o menino e a velha, o Matinta perera e os eventos narrados, mas não surpreende muito.
    Talvez se a história se focasse menos no passado da velha e mais nos acontecimentos do presente narrado, ficaria mais interessante.

  19. Fabiano Sorbara
    10 de julho de 2021

    Muito bom ver uma lenda brasileira no conto. O folclore nacional é muito rica, pena ser pouco explorado. Eu mesmo só fui saber da existência da lenda de Matinta Perera um tempo atrás.
    Quanto a narrativa, no meu ponto de vista, acho que o primeiro parágrafo é bom, mas tive a impressão que o conto poderia começar direto no segundo,  que está mais envolvente e visualmente muitíssimo bacana com a transformação da personagem. Acredito que as informações iniciais pudessem ser diluídas ao longo do texto e o aspecto da loucura da idosa usada para confundir o leitor num jogo de realidade e insanidade.
    Bom, (dei uma de leitor beta, pra não dizer editor que anda com o filme meio queimado no grupo) mesmo fazendo esses apontamentos, digo que gostei bastante.
    Ah, ao fim do conto o título faz todo sentido.

  20. Júlio Alves
    10 de julho de 2021

    A impressão da primeira frase é intensa e carregada. Chama a atenção. Seu estilo chama muita atenção, é como se estivéssemos sendo lançados em direções opostas fisicamente dentro da narrativa. A percepção de um conto de horror é bem firme, e em alguns momentos em senti que poderia ser mais poético para que se elevasse o risco emocional da história.

    Tudo muito bem executado. Parabéns. Vontadezinha de vomitar no fim kk (no bom sentido, claro)

    GOREEE ❤

  21. iolandinhapinheiro
    10 de julho de 2021

    Olá, Pio.

    Aqui temos uma subversão da história da Matinta Perera, lenda do folclore brasileiro sobre uma pessoa que se transforma em pássaro e ainda atrás de tabaco e uma pessoa para quem passar a própria maldição,

    Não gostei do início. Achei excessiva a descrição do ambiente para causar impacto, como a luz sobre a faca e o vidro… Num texto de 500 palavras o autor não deve desperdiçá-las com estes trechos só para impressionar o leitor.

    A palavra externo (lado de fora) se escreve com x.

    A partir da transformação e a sequência, quando ela consegue repassar sua maldição para a criança inocente, a sua história ganha meu interesse, se torna muito melhor. Pontos para você.

    É isso.

    Parabéns pelo conto e sorte no desafio.

  22. Victor O. de Faria
    9 de julho de 2021

    BOI (Base, Ortografia, Interesse)
    B: Texto curioso. Tem uma pegada de folclore interessantíssima, mas o início é um pouquinho travado pelo excesso de pedantismo. Tem seus méritos, claro, mas não gosto de muitas descrições líricas uma após a outra. Isso cansa. Quanto ao restante, está muito bem construído e chama a atenção pelo ciclo quebrado e reiniciado no final. Parece aquelas histórias contadas por avós. Tenho curiosidade em saber se essa lenda existe mesmo.
    O: Escrita fluente e fácil de acompanhar (tirando as primeiras frases). Tem uma boa construção estrutural e consegue condensar muito bem a história completa.
    I: Quase um conto de terror, mas é bom ver textos saindo do lugar-comum por aqui. Agrada pela novidade.
    Nota: 9

  23. claudiaangst
    8 de julho de 2021

    Conto inspirado na lenda do folclore brasileiro – Matinta Perera – uma bruxa velha que à noite se transforma em um pássaro agourento. A narrativa descreve o ciclo amaldiçoado de quem responde ao chamado de Matinta Perera – e a criança toma o lugar da velha e segue a sua sina.
    Texto bem escrito e que prende a atenção em alguns momentos, em outros, achei um tanto arrastado, parecendo mais longo do que o estipulado.
    Parabéns pela participação e boa sorte no desafio.

  24. Priscila Pereira
    8 de julho de 2021

    Olá, Pio!
    Não conhecia a lenda da Matinta Perera, aí fui googlar e não vi nada sobre como ela se tornou quem é… Seria que foi invenção sua? De qualquer forma eu gostei bastante do conto! Está redondinho, sem faltar ou sobrar nada. Muito bem contado e ambientado. O primeiro parágrafo é soberbo ao mostrar o que está acontecendo ao invés de contar. Muito bom!
    Parabéns!
    Boa sorte! Até mais!

  25. Eduardo Fernandes
    6 de julho de 2021

    Não conhecia a lenda do Matinta perera, o que me fez desgostar um pouco do texto. Imo, a não ser que uma lenda seja muito conhecida, não se deve assumir que as pessoas conhecem. E creio que isso levou-te a um “contar ao invés de mostrar” quando a velha diz que respondeu ao chamado do Matinta perera.

    Eu teria tirado a parte da criança e explorado um pouco mais a velha, contextualizado e falado sobre o momento da morte… embora o tema seja difícil para 500 palavras apenas. Dividir o texto deixou-o muito raso.

    Acho que este é um texto para 3.000 palavras no mínimo dos mínimos, deixá-lo com 500… não sei… faz com que ele perca muito.

    A escrita em si é boa. Um pouco arrastada, mas faz muitos escritores de terror tem essa escrita arrastada, então não é propriamente um problema.

    Não posso dizer que gostei, mas também não desgotei. Provavelmente teria gostado de lê-lo numa estória curta com muito mais palavras.

  26. Anderson Prado
    6 de julho de 2021

    Pessoas que respondem a um chamado se tornam uma figura folclórica.

    Veja que legal: gostei do seu conto. Eu poderia pesquisar sobre a lenda da Matinta Pereira, mas isso estragaria o deguste do seu texto, o qual quero avaliar pelo que ele é e, não, pelo que dele extraio a partir de pesquisas paralelas. E gostei do que li aqui. O conto está bem escrito e oferece uma leitura ágil. Mas do que mais gostei é do clima bastante assustador que você conseguiu construir.

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Publicado às 5 de julho de 2021 por em Minicontos 2021, Minicontos 2021 - Finalistas, Minicontos 2021 - Grupo Pinscher e marcado .
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