EntreContos

Detox Literário.

Só o mensageiro (Carlos Vieira)

Jojosé, prestativo, ingenuinamente gago, portava recado sério ao Delegado Olegário: “Sua mulher, Cicinha, reabandonara-o por outro!”.

Atravessou-lhe, porém, boato do estouro de Boião Chifrudo, animal de conhecida faixa etária: oitenta arrobas, envergadura de longametragem entre cornos. Sendo esta notícia mais urgente, calamitosa, adiantou-se espalhafatoso: “Chif-chif-chifruuuudo!”. 

Dia de feira, ademais santo, da praça apertada mensageiro desmanchou romaria, empilhou barracos, embaralhou verduras, afugentou jogatinas, desembainhou pistolas. Não há pólvora que deschifre o medo do preocupantemente desconhecido. Entre vivos e feridos, nenhum legume. 

Perante Olegário, Jojosé, depoente, narrou custoso o ocorrido, pois Boião, nem rastro. Deveras difícil, porém: dar o primeiro recado.

83 comentários em “Só o mensageiro (Carlos Vieira)

  1. Daniel Reis
    1 de fevereiro de 2020

    Esse conto eu tive que ler várias vezes até entender – acho que o limite de palavras pegou um pouco… e a inventividade do autor também. Apesar do efeito modernista, a história fica incompreensível. As autor, os legumes. Aos leitores, as verduras. Boa sorte no desafio.

  2. Tom Lima
    1 de fevereiro de 2020

    Jojosé, ingenuinamente gago. De uma (talvez longa) linhagem de gagos, pelo nome. Amei o uso das palavras aqui. Reabandonara-o conta uma história em si mesma.
    Jojosé pode nem dar o primeiro recado, já que, de certo ponto de vista, já avisou ao delegado que tem chifrudo solto na praça.
    Gostei muito da leitura, apesar de parecer que pra caber nas 99 palavras alguma coisa foi perdida, coisa que ajudaria o conto.
    Parabéns.
    Abraços.

  3. Ana Maria Monteiro
    1 de fevereiro de 2020

    Olá, Lamparina. Tive grande dificuldade com a linguagem (o que não foi negativo, eu é que sou portuguesa, mas até gostei dos neologismos e tal). A parte difícil foi destrinçar dois enredos (ainda que tenham servido deliciosamente uma narrativa irónica e divertida) e chegar a uma conclusão. Em todo o caso, muito bom. Parabéns e boa sorte no desafio.

  4. M. A. Thompson
    1 de fevereiro de 2020

    Um conto ousado no sentido de trabalhar com uma linguagem regional que não nos dá muita clareza em uma primeira leitura. Talvez seja um cordel oculto, não conheço bem o gênero, mas a estrutura me faz lembrar disso. Entretanto, a história de perde no meio da história. Boa sorte.

  5. Gustavo Azure
    31 de janeiro de 2020

    É um conto com uma personalidade forte e difícil. Eu li várias vezes e não consegui entender muito bem. Meu entendimento é bastante limitado? Talvez. Mas tentei. Lendo alguns comentários, consegui chegar em cantos mais claros. De toda forma, a escrita é boa e há uma humor nessa narrativa. Boa sorte!

  6. Givago Domingues Thimoti
    31 de janeiro de 2020

    Affe, um conto com um regionalismo quebra a dureza do meu julgamento… Pode não, uai!
    Brincadeiras à parte, agradou-me bastante o regionalismo. Acho que, por conta do caso, a história me lembrou um pouco a escrita do Graciliano Ramos, com as suas histórias do interior.
    Gostei do conto, porém tenho uma observação, um tanto negativa. Existem dois grandes focos na história e a sensação final que tive foi a de que nenhuma delas foi bem abordada.

  7. Gustavo Araujo
    29 de janeiro de 2020

    Gostei do regionalismo impregnado, das falas criadas, das palavras inventadas, subvertendo o lugar comum. Prova de que o autor sabe aonde quer chegar, que conhece os caminhos. O conto tem esse ar de causo, como se narrado por um daqueles sujeitos gaiatos, num bar qualquer de cidade de interior, que jura de pé junto que é tudo verdade. Talvez o próprio Jojosé, que queria avisar o delegado que ele, o delegado, claro, era corno. Diante da dificuldade, Jojosé preferiu dar ao homem outra notícia — uma metáfora, vejam só –, a de que um boi enorme, dono de longos chifres, havia escapado. Chifrudo, alguém disse. Quem? O delegado ou o boi? Na dúvida, é melhor não saber. Parabéns pelo trabalho e boa sorte no desafio.

  8. Luiz Eduardo Domingues
    29 de janeiro de 2020

    Muito bacana a maneira como você usou a linguagem, lembrando em muito “Grande Sertão Veredas”. Belo conto, parabéns!

  9. Andreza Araujo
    29 de janeiro de 2020

    Não senti a leitura tão fluida por causa de uma linguagem a qual não estou acostumada. Aqui, me senti limitada, mais por minha culpa do que por culpa do autor, obviamente. Li com atenção, acho que entendi. Se apreciei? Achei criativa a parte da correria com o boi na feira (a imagem do legume é excelente), mas não me emocionou.

  10. Gio Gomes
    29 de janeiro de 2020

    Olha, isso aqui tá muito bom, isso aqui tá bom demais. Lamparina, achei excelente sua criação. Tá lendo mto Guimarães Rosa. rsrs

  11. Rsollberg
    28 de janeiro de 2020

    Fala, Lamparina!
    Inicialmente o que mais gostei nesse impressionante curto texto que diz tanto é o desafio ao leitor. Sim! É um conto, mas também é um teste para a capacidade de interpretação, imaginação e humor de quem lê. Creio que muita gente vai desistir, outros tantos vão reclamar e um punhado certamente irá aceitar a provocação. Esses últimos irão criar teorias na tentativa de compreender.
    Eis a minha:
    É um texto que propositalmente foge do ordinário em sua estrutura. Cada construção de sentença habilmente realizada para criar um delicioso quebra-cabeça para o leitor. Em pouquíssimo espaço temos a apresentação de três personagens, o emissário gago Jojosé, o Delegado Olegário e o Boi Chifrudo.
    Em um primeiro momento temos a apresentação do problema, o pobre gago que tem que dar uma noticia complicada. Aqui é importante destacar o uso do neologismo; o ingenuinamente gago busca condensar duas qualidades do personagem, um homem ingénuo (ninguém em sã consciência entregaria essa noticia) e e um gago genuíno. Em seguida temos a mulher que “reabandonara” ou seja, indicando que não era essa a primeira vez que a mulher do delegado ia embora. Neste primeiro parágrafo tudo é aproveitado.
    Ocorre que, como se não bastasse a missão original, Jojosé fica sabendo através de boato que um animal colossal escapou. Aqui temos a escolha do animal também como um simbolo em razão dos cornos. Entendendo que em ordem de calamidade está noticia seria muito mais importante, grita na praça “Chifrudo”, Aqui é muito importante destacar alguns pontos: primeiramente salientar o pandemónio que se criou na praça com tal anúncio espalhafatoso, que acabou com a romaria, com a feira, com os jogos. Nenhum legume sobreviveu. Outro aspecto que cabe interpretação é, todos correram com medo do Boi ou com medo do Delegado que era Chifrudo mais uma vez? Ao gritar Chifrudo os homens do local também se sentiram ofendidos, ou seja Jojosé mirou em um e acertou em todos?! Ou o medo daqueles que desembainharam suas armas é um medo honesto porque todos tinham caso com Cicinha? Creio que um boi raivoso é tão perigoso quanto um delegado corno. Não por outra razão, o leque está posto e as opções na mesa.
    Por fim, temos o mensageiro diante de Olegário para dar o recado original, uma vez já desfeita a confusão. E ai, temos um efeito interessante de que tudo pode começar mais uma vez, como o delegado irá reagir ao par de chifres? Como um boi louco na feira?!
    E agora Jojosé???
    Parabéns e boa sorte no desafio!!!

    • Lamparina de Barros
      30 de janeiro de 2020

      Prezado Rsollberg! Seu comentário, por si só, já fez valer a pena cada uma das 99 palavras arranjadas (e espremidas) para contar essa estória. Meu sentimento é de enorme gratidão pelo seu tempo dedicado em analisar tão cuidadosamente o texto. Jojosé diria: “Que que bom que vo-você topou a pro-provocação!” Rsrs

  12. Wallace Ferreira Anselmo
    28 de janeiro de 2020

    Eu não entendi nada, por mais que eu amo palavras e contextos novos, eu fiquei perdido, desculpe.

  13. Fil Felix
    28 de janeiro de 2020

    Bom dia! Textos mais regionais, com sotaque ou palavras bem específicas acabam tornando a leitura um pouquinho mais difícil, por não ficar muito fluido. Particularmente gosto desse tipo de literatura, ajuda a expandir o vocabulário! O conto traz duas situações que em algum momento se misturam, pelo que pude entender: a mensagem da traição ao delegado e a possível vinda do touro. É uma comédia, em que se misturam a ideia do delegado chifrudo e a confusão em acharem que o touro tá vindo, com as pessoas trocando as coisas. Pelo menos li nesse sentido, algumas frases ficaram meio complicadas ou complexas demais.

  14. Catarina Cunha
    28 de janeiro de 2020

    Gago genuinamente ingênuo (ingenuinamente ?) confunde as bolas ao levar recado vexado.
    Elementos fundamentais do microconto:
    Técnica — regular. Nota-se, claramente, que houve aqui um grande sofrimento para cortar a gordura do texto, comprometendo a fluidez.
    Impacto — regular – uma boa ideia mal executada.
    Trama — boa – tem expressões interessantes que poderiam ser melhor exploradas.
    Objetividade — regular. Faltou nexo de causalidade para que eu sinta empatia. Não pelo vocabulário e sim pela construção

  15. Sarah S Nascimento
    28 de janeiro de 2020

    Comecei a ler seu microconto e percebi de imediato que precisava prestar muita atenção em cada palavra. Os primeiros aspectos sobre o José principalmente. O microconto descreve muita ação, mostra um cenário confuso e sei que isso foi feito intencionalmente.
    Não achei tão divertido no final das contas, mas foi criativo. Principalmente a afirmação de que seria complicado dar a primeira notícia que ele fora levar. Esse pequeno suspense que deixa tudo meio cômico e trágico ao mesmo tempo.
    Quanto as palavras, achei que algumas eram difíceis de entender, sei que todos que participam do desafio são leitores e a gente espera que tenham um certo conhecimento de palavras mais rebuscadas, mas não achei a leitura agradável. Boa sorte no desafio.

  16. Cicero G Lopes
    27 de janeiro de 2020

    Uma linguagem rica e um ótimo conflito! Parabéns e boa sorte!

  17. brunafrancielle
    27 de janeiro de 2020

    Ao terminar a leitura do seu conto, o que eu pensei foi “Quantas vezes vou ter que reler pra entender o enredo?”
    Li duas, e não sei se peguei o “espírito da coisa”.
    Uma história sobre chifrudos.
    O mensageiro começou a atirar na praça? Porque? Ou era o Delegado, mas ele ainda não sabia que era corno, correto?
    Era porque o Boião estava a solta na praça e estavam tentando caçar ele?
    Não encontrei muita coerência

  18. Amanda Gomez
    26 de janeiro de 2020

    Olá,

    Gostei do ritmo dado ao conto, não sei explicar que estilo é esse, mas particularmente gosto bastante. Sempre tem pelo menos um nos desafios do EC. Será o mesmo autor?🤭

    Gostei do conto, é bem visual os personagens carismáticos e conseguir isso em um micro é mérito. Um mensageiro gago não podia dar em outra. Gostei das descrições. Posso ter deixado alguma cosia passar, mas tudo bem.

    Parabéns pelo texto, boa sorte no desafio.
    😁👍

  19. Raione LP
    26 de janeiro de 2020

    Há vários aspectos interessantes no conto, como o exercício / jogo com as palavras, o neologismo “ingenuinamente”,o ritmo em si (gostei especialmente da sequência da feira). Por outro lado, o desenrolar da história ficou um pouco confuso.
    Boa sacada o título.

  20. Eder Capobianco
    25 de janeiro de 2020

    Candido poderia usar esse micro-conto como exemplo do localismo…………a linguagem empregada remete ao sertão…………..o pretérito mais-que-perfeito é fundamental para gerar esta percepção………….além de evidenciar o enredo cômico contado por um narrador que mede muito bem as palavras……….a escolha do nome + a característica do personagem ser gago também ficou legal………..parabéns!……….

  21. Bia Machado
    25 de janeiro de 2020

    Oi, Lamparina, tudo bem? Gostei do conto por seu enredo, despretensioso, mas que me levou para o universo do sertanejo, do nordestino, pro mundo de Suassuna, principalmente… Quanto à estética apresentada, porém, senti que não combinou, achei muito rebuscada, a ponto de me incomodar por quebrar meu ritmo de leitura. Na quarta tentativa é que acho que consegui compreender bem tudo o que aconteceu, sem dúvidas. Obrigada!

  22. Vanilla
    25 de janeiro de 2020

    Bom, admito a você que não estou pronto para sua escrita, demorei um pouco para entender tudo haha
    O que eu diria é que falta um pouquinho de fluidez na coisa toda pelo fato de parar para entender uma frase inteira, mas a criatividade e a forma de contar a história foram incríveis para mim.
    Parabéns, achei muito interessante sua forma de contar histórias e gostaria de conhecer mais!

  23. Mariana Carolo
    25 de janeiro de 2020

    Eu vi o João Grilo contando essa história. Divertido demais e ousada na escolha da ga-ga-ga-gueira do protagonista. Está entre os meus favoritos. Parabéns e boa sorte no desafio!

  24. Ana Carolina Machado
    24 de janeiro de 2020

    Oiiii. Um microconto sobre um mensageiro gago que levava uma mensagem sobre uma traição, mas que acaba dando a notícia sobre um boi “chifrudo”, o que o prejudica na hora de dá a notícia original pois como ele gritou chifrudo fica parecendo que já era uma referência a traição. Parabéns pelo texto e boa sorte no desafio.

  25. Thata Pereira
    24 de janeiro de 2020

    Li umas quatro vezes, cada vez que lia entendia um pouco mais, mas ainda assim acho que faltou entender algo. Sua capacidade criativa é invejável, mas sinto não estar preparada para sua narração, sinto de verdade!
    Boa sorte!!

  26. Marília Marques Ramos
    24 de janeiro de 2020

    Acho que seu texto pode ser aperfeiçoado, falta sincronia. Boa sorte!

  27. lialaz
    23 de janeiro de 2020

    Achei razoável e desnecessário fazer piada com pessoas que gaguejam.

  28. leandrociccarelli2
    23 de janeiro de 2020

    A estrutura do texto é primorosa, engenhosa e te leva para o ambiente. Esta não foi para mim uma leitura fluída, pois não estou habituado a linguagem no estilo cordel (mas esse não foi um defeito do texto, não!). Gostei muito, parabéns e boa sorte!

  29. Angela Cristina
    23 de janeiro de 2020

    Olá!
    Ótimo texto, narrativa gostosa de ler.
    Adorei o “reabandonara” e a “envergadura de longa-metragem.
    Parabéns!

  30. Rubem Cabral
    23 de janeiro de 2020

    Olá, Lamparina.
    O conto lembrou-me literatura de cordel. Há muita coisa boa: a brincadeira com o nome do personagem gago, a invenção de algumas palavras tbm. Contudo, o fluxo do conto ficou um tanto confuso ao descrever as ações. Boa a cena da feira, o desespero de Jojosé, etc.
    Boa sorte no desafio!

  31. Andrei Oliveira
    23 de janeiro de 2020

    Gosto de qualquer ideia que remeta a Guimarães Rosa e todo o seu brilhantismo linguístico. Sobre a linguagem, não tenho nada a adicionar, salta aos olhos, é bela, é criativa, engenhosa. Escrever assim, não é fácil não.
    Contudo, todo esse experimentalismo é uma faca de dois gumes, numa narrativa longa, esse tipo de linguagem vem a ser mais uma personagem da história, se não a principal, e faz a perfeita ligação entre a forma e o conteúdo da narrativa. Já num conto curto, onde não se dispõe do folego suficiente para dar vida ao experimentalismo linguístico e tampouco se oferece tempo para mente do leitor começar a assimilar o léxico, todo esse trabalho de criatividade soa apenas como estranheza e confusão.

  32. Davenir Viganon
    22 de janeiro de 2020

    Tem mensageiro gago e tem corno, não entendi mais que isso, pra ser sincero. Achei que o conto tentou colocar mais que cabia nas 99 palavras. tem umas sacadas engraçadas mas o enredo ficou confuso demais pra mim.

  33. Priscila Pereira
    22 de janeiro de 2020

    Olá, Lamparina!
    Não sei se entendi tudo que tinha pra entender…
    A leitura, pra mim, foi muito difícil, indigesta, isso por conta do hábito e do gosto por linguagem mais simples e direta.
    Uma pena não poder apreciar seu conto devidamente, mas admiro a criatividade e a ousadia de mandar um conto assim.
    Parabéns e boa sorte!

  34. Sabrina Dalbelo
    21 de janeiro de 2020

    Olá,
    Admiro a tua capacidade criativa, notadamente quanto aos neologismos no texto.
    Todavia, creio que o rebuscamento na narrativa, e talvez as diversas palavras novas, atrapalharam a compreensão da história, que é bastante engraçada.
    Parece comédia de cordel, bem legal, mas a leitura ficou um pouco trancada.
    Parabéns pela criatividade.
    Um abraço!

  35. Pedro Gomes
    21 de janeiro de 2020

    Confesso que não consegui apreender a história. Talvez haja alguma coisa a nível de linguagem ou regionalismo que me escapou.

  36. Anderson Góes
    21 de janeiro de 2020

    Não entendi a sua proposta, acho que fiquei mais perdido no seu micro conto que esclarecido. Todavia lhe felicito pela ousadia em apresentar um texto tão original!
    Boa sorte.

  37. Fabio D'Oliveira
    21 de janeiro de 2020

    Olá, Lamparina!

    O maior pecado nesse texto, ao meu ver, é tentar colocar muito dentro de pouco espaço. E isso numa narrativa densa. Boa, mas pesada. Vou ser sincero: para um microconto, cansou-me bastante. Gosto de narrativas leves, então isso é algo bem pessoal.

    Voltando ao comentário inicial, quando você coloca muita coisa num pote pequeno, a tendência é que fique tudo apertado e desfigurado. O melhor, nesse caso, seria se focar num argumento.

    Mas o conto está bem construído, dentro do que se propôs.

    Enfim, é isso!

    Parabéns pelo conto e boa sorte no desafio!

  38. Rodrigo Fernando Salomone
    21 de janeiro de 2020

    Lamparina me ganhou colocando o nome de Jojosé em um gago, kkkk. Parabéns, muito bem escrito, com a regionalidade típica nordestina. Boa sorte.

  39. Evandro Furtado
    21 de janeiro de 2020

    O conto, sem dúvidas, destaca-se pela narrativa, tanto positiva quanto negativamente. Apesar de muito bem trabalhada, e possuir um estilo próprio, ela acaba por deixar, também, a trama um tanto confusa. É preciso voltar inúmeras vezes a leitura. Isso é amplificado pela ausência de conectores, talvez provocada pela necessidade de ganhar espaço no desafio.

  40. Marisa Déa
    21 de janeiro de 2020

    Belo conto que valoriza muito a linguagem, lançando mão de estruturas linguísticas complexas que tornam a narrativa densa e interessante.

  41. Rafael Carvalho
    21 de janeiro de 2020

    Achei o texto um pouco confuso, deu um nó na minha dislexia. Ehehe
    Após ler algumas vezes, consegui pegar a “pedra fundamental” do micro conto e acabei gostando.
    Parabéns pelo regionalismo, não conheço muito dessa escrita, mas deixou o texto com um ar nordestino bonito de se ler.

  42. Renata Rothstein
    20 de janeiro de 2020

    Achei um pouco confuso (mas é lerdeza minha rs) e muito engraçado. Adorei também as palavras e a ironia do texto, isso tudo com 99 palavras.
    Parabéns pelo trabalho, boa sorte no Desafio.

  43. Maria Alice Zocchio
    20 de janeiro de 2020

    Gostei das brincadeiras com as palavras, mas o “causo” ficou um pouco confuso.

  44. Maria Alice Zocchio
    20 de janeiro de 2020

    Gostei das brincadeiras com as palavras, mas o “causo” ficou um pouco confuso.

  45. Juliana Calafange
    20 de janeiro de 2020

    Divertidíssimo, Lamparina! Vc soube usar muito bem o limite de palavras, criando algumas com a junção de duas ou mais. Gracilianamente gostoso de se ler. Congratulações!

  46. Andre Brizola
    20 de janeiro de 2020

    Olá, Lamparina! Texto bem construído esteticamente, mas de difícil assimilação. O conteúdo está tão denso no texto que dá a impressão de possuir mais do que as 99 palavras. Algumas ideias funcionaram espetacularmente bem (“entre vivos e feridos, nenhum legume”), enquanto outras me deixaram razoavelmente confuso (“da praça apertada mensageiro desmanchou romaria”). É uma anedota muito bem escrita, e até engraçada, mas que esconde uma parte de seu humor entre o peso das palavras. É isso! Boa sorte no desafio!

  47. Neuceli Silva
    20 de janeiro de 2020

    Adorei seu texto. Senti-me lendo Guimarães Rosa com seus neologismos gostosos de serem repetidos. Parabéns!

  48. Rozemar Messias
    20 de janeiro de 2020

    Conto complexo para poucas palavras, parabens pela ousadia, gostei do regionalismo. Boa sorte!

  49. Vitor De Lerbo
    20 de janeiro de 2020

    Uma narrativa que foge do convencional e que conquista pela mistura de simplicidade com uma linguagem não linear, misturando dois enredos.
    Admito que tive que ler algumas vezes para compreender a história, que possui graça na intersecção das duas tramas.
    Pelo estilo e a habilidade do/a autor/a, esperei um final mais impactante ou surpreendente, ou que nos mostrasse mais da reação do Olegário. Mas ele acabou quase que explicando o conto, lembrando o leitor da primeira tarefa de Jojosé.
    Inteligente o uso dos nomes Jojosé e Cicinha, em que a sílaba se repete para termos a ideia do falso gago.
    Boa sorte!

  50. Vil Verdict
    20 de janeiro de 2020

    “Entre vivos e feridos, nenhum legume”: essa me ganhou. “Deveras difícil, porém: dar o primeiro recado.”; já essa, me ganhou de vez. Consegui “ver” o texto como um filme. Bem imagética sua narrativa. Parabéns.

  51. Fheluany Nogueira
    20 de janeiro de 2020

    Título, pseudônimo, linguagem e ambiente regionalistas, jogos de palavras e neologismos, tudo repleto de sugestões. Da gagueira sempre se originam anedotas, por isso relato “custoso”. O que faltou mesmo foi um impacto final maior, porque a dificuldade em se relatar o “reabandono” da mulher já apareceu na segunda linha do texto.

    Parabéns pelo trabalho. Sucesso! Abraço.

  52. Áureo Poente
    20 de janeiro de 2020

    Penso que, no “causo”, o autor não foi objetivo ao ponto de passar com clareza a sua mensagem, desculpa se não entendi o texto, mas isso é mais falha minha que sua, talvez me falte bagagem literária para entender a sua proposta. Todavia lhe felicito pela ousadia em apresentar um texto tão original!
    Boa sorte.

  53. Augusto Schroeder Brock
    20 de janeiro de 2020

    Quando leio um texto assim fico muito reticente em opinar/julgar, pois parte de mim se sente incompetente. Enxergo criatividade, domínio da língua, o regionalismo, o humor, entretanto não consigo fluir com o causo, o enredo. Preguiça minha? Pode ser. Talvez esteja acima da minha bagagem e capacidade atual. Parabéns pelo texto!

  54. Angelo Rodrigues
    20 de janeiro de 2020

    Conto que objetiva relatar um “causo”.
    Acho que, no “causo”, o autor não foi objetivo o suficiente ao ponto de passar com clareza a sua mensagem literária, fazendo com que o leitor, como um curioso nessa feira de legumes e verduras, não conseguisse tirar da bainha as suas pistolas da compreensão textual, morrendo na ponta dos chifres do Boião Chifrudo.
    Ainda bem que o dia era santo e o tal teve sua alma levada numa liteirinha na direção do céu.
    Boa sorte.

  55. Marco Aurélio Saraiva
    20 de janeiro de 2020

    É um bom conto! Uma comédia cheia de regionalismos interessantes. O problema: para que eu risse, demorou três lidas, já que a escrita é tão confusa (ou rebuscada? não sei dizer) que demorei para entender quem era sujeito de qual frase, e quem fazia exatamente o quê no conto.

    Resultado: gostei! Mas depois da terceira leitura, o que não foi muito legal.

    Escrita: Boa?

    Conto: Bom.

  56. Sandra Teixeira
    20 de janeiro de 2020

    Um excelente conto que nos remete ao regionalismo muito bem. Divertido, porém senti, durante a leitura que faltava algo. No mais muito bom, parabéns!

  57. Claudio Alves
    20 de janeiro de 2020

    Estou rindo ainda do seu belo conto, outro detox literário. Lembrou Guimarães Rosa. Boa sorte!

  58. Fernanda Caleffi Barbetta
    20 de janeiro de 2020

    Olá, Lamparina. Na primeira leitura, achei o texto confuso, porém, ainda bem que o li novamente, pis achei realmente muito bom e criativo. Adorei o uso das palavras,construidas e/ou utilizadas com cuidado e genialidade. Faltou utilizar um pouco o fato de o mensageiro ser gago, achei que esse fato fosse render algo à narrativa. Gostei da sacada “Entre vivos e feridos, nenhum legume” que “deu o ar da graça”…Parabéns pelo trabalho. Boa sorte.

  59. Alice Castro
    20 de janeiro de 2020

    Confuso para a minha simplicidade como escritora. Não o compreendi a contento, talvez deveras pela complexidade dos termos. Entretanto, curtido o entre mortos e feridos, nenhum legume…

  60. Jowilton Amaral da Costa
    20 de janeiro de 2020

    Achei o conto truncado. Tive tanta dificuldade de me conectar a história, que o humor sugerido no texto não me atingiu completamente, pegou só de raspão. Boa sorte no desafio.

  61. drshadowshow
    20 de janeiro de 2020

    Conto irreverente, com história que me remeteu ao cordel. Interessante, Parabéns e boa sorte.

  62. Fernando Cyrino
    19 de janeiro de 2020

    Cara Lamparina de Barros, cá estou eu às voltas com a sua história feita em soluços do gago Jososé que vai ao delegado como emissário de um chifre sofrido pelo delegado, esposo da Cicinha? Tenho dúvidas aqui. Será que foi este fato que provocou o estouro de uma boiada, ou seria só o estouro do corno (homem que se faz imenso) em dia de feira (ficou excelente a sua forma de me mostrar a feira), ou mesmo seria um portento de boi de oitenta arrobas a se arremeter contra legumes, jogatinas, barracas? Depois das lidas e relidas achei que continuava em aberto esse e outros pontos, o que não considero como erro, até porque pode ter sido a minha incompetência de leitor incapaz de perceber as entrelinhas do que você, Lamparina de Barros, queria me contar. Conto que gostei dos neologismos, do regionalismo que pra mim é universalismo, remeteu-me a Guimarães Rosa, com certeza. Gostei das aliterações, Rosa também as curtia, como no começo em ga, gago, Olegário, delegado… Ficou legal. Parabéns pela sua ousadia, mas senti que poderia ter trabalhado não somente as palavras em si, mas o sentido maior do que precisava me passar como seu leitor meio incompetente.

    • Lamparina de Barros
      21 de janeiro de 2020

      Olá, Fernando! Fico “me coçando” para esclarecer alguns pontos, conforme perguntam, mas não acho justo fazê-lo agora (quem sabe após o resultado? rsrs), nem com os outros microcontos, nem com os próprios leitores. Penso que o interessante do texto, depois de apresentado, é falar por si só. Muito menos o “não entendimento” (se é que há um sentido verdadeiro e único) seria culpa do leitor.
      O mais engraçado de tudo isso é que tantos comentários (com opiniões muito próprias, divergentes e sinceras) reforçam ainda mais a ideia de como os boatos são incertos, duvidosos, de ouvir dizer, de não se entender direito, de achar que é isso, mas é aquilo. Achei esta ideia muito legal e só me ocorreu depois e por causa dos comentários! Quanto ao universalismo do neologismo, sensacional, também acho! hehe.
      Gratidão.

  63. Paulo Luís
    19 de janeiro de 2020

    Um folclórico conto numa linguagem original, sem os escabrosos vícios dos clichês tão comuns nestes textos de temática regional. Uma narrativa cheia de inventividades, com uma infinidade de imagens, somando-se o humor. Um enredo bem construído com o começo, o meio e o fim desenvolvido com maestria. Belíssimo conto, Parabéns autor (a).

  64. Emanuel Maurin
    19 de janeiro de 2020

    O conto é engraçado, bem escrito e a linguagem é rica.
    Boa sorte

  65. Jorge Miranda
    19 de janeiro de 2020

    Ingenuínamente gago (um gago ingênuo e genuíno) …um texto um tanto quanto dífícil de se ler, não é algo para se compreender de primeira, mas destaco a originalidade da escrita. Acredito que vale como um exercício para uma construção textual com um certo regionalismo.

  66. Nelson Freiria
    19 de janeiro de 2020

    “envergadura de longametragem entre cornos” ahuehaueaeu muito criativo. É um micro conto interessante, tem uma linguagem bem trabalhada, que ao mesmo tempo que dá um toque regional, também dá uma leve dificultada ao entendimento, forçando o leitor a prestar devida atenção para não se embananar nos ocorridos. Porém o encerramento acabou sofrendo por não ser tão impactante.

  67. Elisa Ribeiro
    19 de janeiro de 2020

    Destaque para a linguagem e a elegância da narrativa que contou tanto com tão poucas palavras. O pecado é a falta de surpresa no enredo. Mas gostei mesmo assim. Parabéns! Abraço.

  68. jetonon
    19 de janeiro de 2020

    Histórias em cordel são bastantes gostosas de serem lidas.
    Boa sorte!

  69. Matheus Pacheco
    19 de janeiro de 2020

    Tem uma influência grandona do Guimarães Rosa aí, hein?
    Muito Legal texto e reuni tudo que eu gosto: uma ambientação que, talvez pela imagem, reflete o sertão, neologismos e talvez, uma história de corno (kkkk).
    Um ótimo conta.
    Um grande abraço.

  70. Fabio
    19 de janeiro de 2020

    Ola escritor(a). Se eu tivesse que fazer um resumo como nos demais certames do entre contos, diria que voce usa de linguagem regional, ganhando a minha admiração. Escrever sobre situações de determinadas localidades nos remetem a vivenciar parte do que acontece nestes locais. Porem, sinto que faltou algo que me favorece na compreensão.
    Boa sorte.

  71. Pedro Paulo
    19 de janeiro de 2020

    Como os colegas, o microconto me obrigou à releitura, indicativo de sua qualidade técnica. Usou a linguagem regionalista para dar à leitura uma tônica singular, marcada por palavras igualmente únicas que aludem a um contexto rural, interiorano. Esse mesmo contexto transparece nas personagens e suas sutis – mas existentes – caracterizações. Acho que o mais correto é inferir que o conto possui um final aberto, o mensageiro ainda indeciso sobre como dar sua mensagem.

    Boa sorte!

  72. angst447
    19 de janeiro de 2020

    Conto que lembra literatura de cordel, com a linguagem característica e personagem singular. A confusão de mensagens, ora do animal com chifres, ora do delegado chifrudo, dá um toque de humor à curta trama. Boa sorte!

  73. Nilo Paraná
    19 de janeiro de 2020

    muito agradável a escrita regionalista. Também a trama lembra muito historias nordestinas. Muito bom.

  74. Regina Ruth Rincon Caires
    19 de janeiro de 2020

    Quanto ao pseudônimo, duas possibilidades: Manoel de Barros (Lampião) nordestino e mulher (autora): Lamparina de Barros. Ou Lamparina de Barros referente à lamparina do tempo de Cristo (que era de barro). Aposto na primeira.

    Quanto ao texto, uma delícia de leitura. O autor fez um enxugamento de artigos definidos e indefinidos, o que não é tarefa fácil. E a linguagem regional é uma riqueza da literatura, leva a gente para longe. Algumas pérolas desta linguagem que encanta, catadas no texto: “portava recado sério” – “reabandonara-o” – “envergadura de longametragem entre cornos” – “ademais santo” – “preocupantemente desconhecido” – “que deschifre o medo” – “narrou custoso o ocorrido”. Neologismos adoráveis.

    Jojosé, cabra prestativo, era o mensageiro do pedaço e carregava uma tarefa nada fácil. Uma figura caricata, gago, benquisto na sua terra. Pessoa cordata que dá a impressão de ser aquele sujeito com quem ninguém cria caso. Gente boa. A caracterização soou plana diante do potencial oferecido. Mas é um belo texto, um presente. Parabéns!

    Boa sorte no desafio!

    Abraços…

  75. Fabiano Sorbara
    19 de janeiro de 2020

    Olá, Lamparina! O tom de cordel me agradou muito, literatura brasileira da melhor qualidade, ignorada por muitos. Agora, achei o microconto raso, gostaria de ver mais ação, principalmente porque você menciona que o personagem é gago e não utiliza a gagueira posteriormente, a comédia é uma característica presente nos cordéis.
    Desejo boa sorte no desafio. Abraços.

  76. Carolina Langoni
    19 de janeiro de 2020

    Entendi metade do texto por isso vou avaliar essa parte.
    Bem único esse seu jeito de escrever, um pouco complicado, mas faz dele bem diferenciado. Queria ver um pouco mais :DD

  77. Luiza Moura
    19 de janeiro de 2020

    Impossível não se encantar por essa linguagem regionalista que nos lembra imediatamente grandes nomes da nossa literatura brasileira. Li o texto umas 4 vezes, fiquei absolutamente encantada!

  78. antoniosbatista
    19 de janeiro de 2020

    Não ha como evitar, a linguagem lembra Guimarães Rosa, inventor de palavras. Fazia conexões frasais estranhas. O conto foi bem elaborado, estruturado, com uma história muito simples onde as palavras se misturam embaralhando-se, obrigando o leitor a reler para entender o que havia acontecido. Não sei se a gagueira do personagem tem algo fundamental na história. Fica difícil dizer coisa melhor. De qualquer forma, parabéns pela inventividade.

  79. Luciana Merley
    19 de janeiro de 2020

    Olá. A linguagem chama a atenção de imediato pela riqueza e uso meticuloso de cada espaço no texto. Me lembra muito uma mistura dos cangaços de Lampião com um dos meus contos favoritos de Guimarães Rosa (A hora e a vez de Augusto Matraga). Precisei ler várias vezes para captar tudo, mas acho que consegui. Um micro pesado e rico em significados. A ironia com o “chifrudo” ficou muito boa. Parabéns.

  80. Anorkinda Neide
    19 de janeiro de 2020

    Jojosé nao era o mensageiro? quem fez a algazarra na feira?
    entendi nao.
    mas entendo que é dificílima a tarefa de dar o primeiro recado ao delegado :p re-chifrudo? kkkk

  81. Cilas Medi
    19 de janeiro de 2020

    Olá Lamparina,
    Texto entrecortado com, aparentemente, dois casos sem sincronia. Em pouco texto o ideal é ficar somente com um argumento. Foi o melhor que pude avaliar. Boa sorte!

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Publicado às 19 de janeiro de 2020 por em Microcontos 2020 e marcado .