EntreContos

Detox Literário.

Inferno (Andreza Araujo)

O público encarava a enorme bola de fogo que se aproximava com rapidez. O herói também; estalou os dedos, preparou-se para voar.

Qual era o sentido de tudo aquilo, afinal? – Perguntou-se.

Todos comemorariam sua nova oportunidade de vida, enquanto ele sequer pensava em si próprio. Ele ainda era humano, mas quem se importava com os sentimentos dele? Era uma vida de aparências, uma verdadeira ficção.

– Que se foda essa porra toda.

Sentou no asfalto e cruzou os braços. Sorriu; ele nunca sentira seu coração tão quente, apesar de ter sempre vivido um inferno de existência.

69 comentários em “Inferno (Andreza Araujo)

  1. Gio Gomes
    1 de fevereiro de 2020

    Um conto sobre egoísmo, incluso aí o suicídio e com um toque no assunto do herói, e ainda uma construção visual elaborada. Bastante coisa com 99 palavras. O forte da literatura é justamente o que está além das imagens, Jubileu. Você provavelmente sabe disso, e acho que aqui o visual ofuscou o que seu texto tem de melhor.

  2. Vanilla
    1 de fevereiro de 2020

    Muito legal essa construção da história e a personagem é bem interessante, parabéns!

  3. Daniel Reis
    1 de fevereiro de 2020

    Vem, meteoro! Acho que o protagonista também quer que o circo pegue fogo. Ainda que ache simpático, a história não me capturou muito, não sou muito de super-heróis. Boa sorte no desafio!

  4. Tom Lima
    1 de fevereiro de 2020

    Um herói que desiste do legado, já que não é valorizado.
    Me parece que não funciona porque o limite de palavras impede o desenvolvimento dele. Quero dizer, você me diz que sua vida era um inferno, mas não vemos isso. O efeito seria maior com esse desenvolvimento.
    Um ponto interessante, que me ocorreu durante a leitura, é que ele talvez sobreviva a essa catástrofe. Isso seria algo bem interessante de se ver.
    Abraços.

  5. Ana Maria Monteiro
    1 de fevereiro de 2020

    Olá, Jubileu. Gostei bastante do seu micro, apesar de ser pouco claro quanto à situação em que o protagonista se encontrava. Mas há uma tomada de posição, uma oposição, uma afirmação de si próprio e o júbilo que resulta da libertação. Seja qual for o destino do seu herói, ele mereceu ser escrito. Parabéns e boa sorte no desafio.

  6. Matheus Pacheco
    1 de fevereiro de 2020

    Então… O herói superou sua expectativas ao não se mover para salvar o mundo do meteoro. Talvez ele tenha feito o certo. Talvez o meteoro fosse Deus dando uma segunda chance para os Dinossauros.
    Um ótimo conto.
    Um abraço.

  7. M. A. Thompson
    1 de fevereiro de 2020

    A Terra em vias de destruição por uma bola de fogo e o herói desiste de ajudar? Não é de todo ruim. Parabéns.

  8. Angela Cristina
    1 de fevereiro de 2020

    Olá!
    De repente o mundo cai sobre as nossas cabeças e tudo passa a fazer sentido.
    Bom texto.
    Parabéns,

  9. Gustavo Azure
    1 de fevereiro de 2020

    Gostei do conto e da maneira como abordou o lado dos heróis que sempre precisam cumprir a expectativa das pessoas para continuar em um novo dia, enquanto ele talvez não faço o que realmente deseja, carregando o fardo de uma vida frustrada. Boa sorte

  10. Givago Domingues Thimoti
    31 de janeiro de 2020

    O cruzar de braços de um herói, que recusa-se a cumprir sua função benfeitora por conta do sentimento de não apreciação por parte da sociedade. Achei o conto bom, mas o tema e o protagonista causam um verdadeiro estranhamento em mim.
    No final, ele não era herói…

  11. Rubem Cabral
    31 de janeiro de 2020

    Olá, Jubileu.
    Não ficou muito claro para mim a natureza da bola de fogo e como o cansado herói poderia impedi-la com seu sacrifício…
    Contudo, achei interessante a ideia do herói de “saco cheio”, hehe.
    Boa sorte no desafio!

  12. Marco Aurélio Saraiva
    31 de janeiro de 2020

    Um herói que desiste de salvar o povo pela enésima vez, após notar que nunca lhe dariam o devido valor. Engraçado como esta situação pode ser extrapolada para diversas outras na vida; quem nunca passou por um momento como este?
    Apesar da identificação fácil com público, porém, achei que o conto ficou devendo em impacto ou emoção… talvez os dois.
    Escrita: Boa
    Conto: Bom

  13. Catarina Cunha
    30 de janeiro de 2020

    Herói de saco cheio chuta o balde.
    Elementos fundamentais do microconto:
    Técnica — fraca. As metáforas não deram liga e não gerou empatia.
    Impacto — fraco. Não houve aprofundamento para valorizar a revolta.
    Trama — regular. A ideia do inferno, real e interior, foi boa, que poderia ser melhor trabalhada.
    Objetividade — fraco. Há certa confusão entre real e imaginário. Pode ser ignorância minha. Peço desculpas, não funcionou comigo.

  14. Thata Pereira
    29 de janeiro de 2020

    Né!!! Eu sempre fico pensando nos heróis, tadinhos. Fica defendendo as pessoas e esquecem deles rsrs’ Mas aqui, esse é um tema bem explorado, acho que a gente precisava saber um pouquinho mais sobre esse super herói para ter sentimentos por ele e para entender os seus motivos, diferenciando-o dos que já estamos acostumados.

    Boa sorte!!

  15. Amanda Gomez
    29 de janeiro de 2020

    Olá,
    Um conto interessante, diferente do esperado, surpreende quanto as intenções do herói cansado de ser herói. Até conseguir pensar pelo lado dele, mas não causou muita simpatia. O ” problema” do conto é o final…não combinou com a grandeza dos acontecimentos. Amenizou…e acabou deixando sem emoção. Não dá pra defender o cara…e já que ele meteu o foda-se que fosse mais viceral., Não sei… impactante.
    Prometia.
    Boa sorte!

  16. Fil Felix
    29 de janeiro de 2020

    Boa tarde! Uma cidade sendo atacada e um herói cansado de guerra precisa protegê-la não é uma trama inovadora. Mas tem seus prós, principalmente o final, deixando no ar se ele realmente impediu a bola de fogo ou não, já que “cruzou os braços e sentiu o calor”.

  17. Cicero G Lopes
    29 de janeiro de 2020

    É um conto que vai, vai, vai… Foi, foi e acabou não fondo! Boa sorte.

  18. jowilton
    29 de janeiro de 2020

    Bom conto. Um Super-Herói com crise existencialista não é muito original, a originalidade acontece quando ele deixa de cumprir seu papel e deixar todos queimarem. Está bem escrito. Boa sorte no desafio!

  19. Ana Carolina Machado
    28 de janeiro de 2020

    Oiiii. Um microconto sobre um herói que se sente cansado de tudo e acha que as pessoas se sentem grata por serem salvas, mas ainda assim não enxergam como um ser humano, mas como um meio de continuarem suas vidas. E fica aquela reflexão: O herói salvava a todos, mas quem o ajudava? . Parabéns pelo texto e boa sorte no desafio.

  20. Sabrina Dalbelo
    28 de janeiro de 2020

    Olá,
    Que interessante! Um super-herói cansado “dessa porra toda”. Gostei, muito subversivo. kkkk
    Afinal, salvar o mundo já não fazia sentido e quem disse que a obrigação era dele?
    Muito criativo.
    Única uniquinha sugestão: troca os pronomes possessivos (seu / sua) por objetos diretos ( o / a) e releia o conto. Olha como ficou mais rico.
    Abração!

  21. Sarah S Nascimento
    28 de janeiro de 2020

    Oi, muito legal seu microconto! Estava curiosa pra ler quando vi o título.
    Olha, foi uma reviravolta inesperada e interessante essa do herói. Ele meio que pensou que não ia valer mesmo a pena salvar a todos.
    Pensou nele mesmo na hora mais crucial de todas, muito criativo da sua parte.
    A melhor parte para mim foi ele sentar no chão, cruzar os braços e pensar “dane-se tudo isso”, risos, um ótimo microconto.

  22. Claudio Alves
    28 de janeiro de 2020

    O herói “chutou o balde”. Virou vilão? Será? Bastante peculiar e interessante esse conto. As vezes os “heróis” tornam os outros “personagens” preguiçosos, pela certeza de alguém vai fazer algo. A mamãe que sempre faz a lição do filho, por exemplo. Bom texto. Boa sorte no Desafio.

  23. Rafael Carvalho
    28 de janeiro de 2020

    Como a ameça não fazia parte do mistério em questão, ao meu ver, poderia ter deixado mais explicito o que estava colocando todos em risco, tive que ler mais de uma vez para entender, ou supor, que a bola de fogo estava caindo do Céu, seria uma possível nova extinção? Talvez…, quem sabe isso não deixaria mais claro a reação do nosso protagonista.
    Acho que faltou alguma frase, palavra… sei lá, também não saberia como encaixar, que nos desse algo mais desse herói que se rebelou diante do problema.
    Mas de forma geral gostei do conto, parabéns e boa sorte no desafio.

  24. Andre Brizola
    27 de janeiro de 2020

    Olá, Jubileu! O tema do super herói defendendo pessoas e povos que não dão a mínima para seu salvador enquanto indivíduo (suas emoções, suas necessidades e suas relações sociais) foi amplamente utilizado nos quadrinhos e teve seu ápice, talvez, com Chris Claremont. Ele foi além, inclusive, criando para seus x-men a imagem de seres anormais, temidos e odiados por aqueles que estavam sempre protegendo. Foram anos de enredos criando e moldando cada mágoa, cada amargor e cada decepção desses “mutunas”. Isso sem citar outros personagens clássicos que passaram por situações semelhantes. E esses heróis atingiram o ponto de serem adorados pelos seus leitores. O que quero dizer é que dificilmente conseguiríamos chegar nesse ponto de simpatia pelo herói frustrado de seu conto em tão poucas palavras. Talvez até funcionasse, se trabalhado de outra forma. Da forma como foi concebido aqui, ele pareceu mais birrento do que melancólico, um pouco raso e altamente beligerante, já que seu questionamento parece surgir do nada. Assim como sua reação extrema. Carecia de um pouco mais de malho em cima do desenvolvimento do texto, deixando parecer que a frustração do herói era algo já existente, e não uma reflexão de última hora. Enfim, é isso! Boa sorte no desafio!

  25. Bia Machado
    27 de janeiro de 2020

    Olá, Jubileu! Olha, eu gostei do seu conto, porém acho que, dentro do limite de 99 palavras ia faltar espaço para a gente se apegar a esse super-herói ou, pelo menos, compreender um pouco de seus motivos. Assim ficou um tanto vago, e a reação dele quando resolveu não fazer nada me pareceu muito com um ataque de criança mimada. Algo assim só se esse herói aí fosse o Batman, interpretado pelo Ben Affleck. Obrigada!

  26. Fabio D'Oliveira
    27 de janeiro de 2020

    Olá, Jubileu!
    Aí está um conto que, de início, pensamos que não é grande coisa. Mas quando lemos, sentimos a reflexão criada, ficamos satisfeitos. Pelo menos, foi assim comigo. Além de ser uma leitura divertida, pela leitura literal, ainda trouxe uma importante reflexão: é bom quando nos sacrificamos para o coletivo sem considerar nosso indivíduo?
    Muitos heróis, de cinema principalmente, quando apresentados, são deuses livres do egoísmo, e isso tira um pouco da humanidade deles. E, assim, nos emocionamos com a situação criada, pelas cenas épicas, e não pelos personagens e seus sacrifícios. Acho que é por isso que Watchmen é um dos meus HQ favoritos. É mais humano.
    Enfim, é isso!
    Parabéns pelo contaço e boa sorte!

  27. Pedro Paulo
    27 de janeiro de 2020

    Uma personagem com o destino de um mundo inteiro em mãos, no momento climático se perguntando porque é que ele teria que lidar com tudo aquilo. Com a profusão de histórias de super-herói, antes nos quadrinhos e agora nos cinemas, a questão quanto ao valor do heroísmo já foi bem explorada e acho que foi bem explorada neste microconto. O impacto, no entanto e ironicamente, fica um pouco diminuído, talvez porque pelo formato não tenha havido tempo para uma relação maior com a personagem, sua reação sendo mais uma questão narrativa (isto é, algo para garantir o final surpreendente), do que uma experiência subjetiva da protagonista, com a qual poderíamos realmente nos identificar. De todo modo, boa sorte!

  28. Rozemar Messias
    27 de janeiro de 2020

    Texto bem escrito, bom tema, mas ficou um pouco confuso. Boa sorte!

  29. brunafrancielle
    27 de janeiro de 2020

    Inusitado. O autor conseguiu “me enganar”, pois achei que ele iria salvar o mundo.
    Não é uma história que a gente ve todo dia, o que é o que eu quero ler, basicamente.
    Porém falta um pouco de emoção. Talvez a escolha das palavras “coração quente” tenha amenizado a sensação de revolta do herói que o conto queria ou poderia passar e isso prejudicou o impacto de emoção.
    “Coração quente” não combina com um discurso ou pensamento de revolta.
    Minha impressão foi um pouco subjetiva, mas é o que senti/achei lendo seu conto.

  30. Davenir Viganon
    26 de janeiro de 2020

    O heróis se sente melhor quando manda tudo a merda. Gostei da quebra de expectativa mas as metaforas que usou passou longe pra mim. Bom conto!

  31. Marília Marques Ramos
    26 de janeiro de 2020

    É um texto debochado. Isso não é necessariamente ruim. Muito pelo contrário. Adorei a forma como o autor tratou o tema! O final também divertiu bastante.

  32. Evandro Furtado
    26 de janeiro de 2020

    Mais um conto que sofre ao tentar se adaptar ao limite de palavras. A fantasia, de forma geral, requer um largo espaço para desenvolvimento (vide Tolkien). Justamente foi isso o que afetou o conto aqui.

  33. Gustavo Araujo
    26 de janeiro de 2020

    O problema de usar metáforas é que dependendo do nível de sutileza, o enredo fica incompreensível. A mim parece ter sido o caso aqui. Pelo que notei, temos aí um sujeito que, diante do perigo, manda tudo às favas, aceitando o destino. As alusões à bola de fogo, porém, se mostram insuficientes para que essa percepção se confirme. Uma pena, porque o autor parece alguém que conhece do riscado. De todo modo, desejo boa sorte no desafio.

  34. Raione LP
    26 de janeiro de 2020

    Me pareceu um pouco difícil enxergar os contornos da situação (bola de fogo? que nova oportunidade de vida?). Quanto à crise existencial do (super)herói, não me pareceu muito convincente, mas antes algo repentino, infantilizado.

  35. Regina Ruth Rincon Caires
    25 de janeiro de 2020

    Seria o pseudônimo uma referência aos 50 anos? Completou? Indulgência?! Se for, fique tranquilo, tudo se acomoda…

    Escrita perfeita, estudada. Proporciona uma leitura fluente e muito interessante. Belo texto. Retrata aquele momento em que o estalo (insight) ocorre. Qual é o significado que dei à vida (America first)? Qual foi a importância? Herói?! Tenho certeza de que sentiu o peito quente, quase o fim da linha, mas há uma reviravolta, pode acreditar. Não há super-heróis, eles são de mentirinha, fazem parte do mundo imaginário. O poder fica lá, na fantasia.

    Parabéns, Jubileu!

    Boa sorte no desafio!

    Abraços…

  36. Luciana Merley
    25 de janeiro de 2020

    Olá, Jubileu. A sua forma de escrita é bastante fluida e elegante, mas eu não entendi muito. Li várias vezes e só consegui enxergar incógnitas. Elas são favoráveis ao conto, mas desde que não finalizem em si mesmas, sem um significado, um enredo com o mínimo de sentido. Muito, muito confuso mesmo. Foi minha percepção. Um abraço.

  37. Carlos Vieira
    24 de janeiro de 2020

    Um anjo caído contemplado com a possibilidade de retornar ao mundo dos vivos. Jubileu represente uma festa diante de um evento marcante, mas no fundo o inferno seria aqui. Um conto questionador do sentido das coisas. De que lado estaria o inferno.

  38. Anderson Góes
    24 de janeiro de 2020

    Acredito que o sentido do conto é que tudo e todos na vida acabam se cansando uma hora ou outra, até mesmo super-heróis com seus ideais elevados e se super-heróis ligam o botão do “foda-se” então porque não nós também?
    Uma excelente forma de abordar a ideia e usar um super ser foi fantástico, parabéns!

  39. antoniosbatista
    24 de janeiro de 2020

    Me pareceu que o super-homem se revoltou e não quis ser mais o salvador do planeta, dos fracos e oprimidos. O conto é interessante, mostra que mesmo os heróis são humanos , com suas virtudes e defeitos, tem lá seus problemas como todo mundo.

  40. Luiz Eduardo
    23 de janeiro de 2020

    Após ler uma segunda vez compreendi o sentido da história. Uma bela história, cheia de ironias. Acho apenas o início um pouco truncado. No mais, parabéns!

  41. Elisa Ribeiro
    23 de janeiro de 2020

    Um herói reflete sobre o sentido da vida justo no momento em que dele se espera ação. A referência ao “público” logo no começo me fez pensar que o narrador observa a reação da audiência no cinema ao desempenho do herói dentro do filme, entendimento esse que valoriza ainda mais o micro. O fecho do conto ficou excelente. Parabéns e boa sorte! Abraço.

  42. Fabiano Sorbara
    23 de janeiro de 2020

    Olá, Jubileu! O herói que vira o anti-herói, bem no momento que mais as pessoas necessitam dele.
    Texto bem construído, leitura agradável. Deixa certa tensão no ar. Gostei!
    Desejo boa sorte no desafio. Abraços.

  43. Fabio Monteiro
    23 de janeiro de 2020

    Deixou um final aberto a interpretações. Eu gosto de contos assim. Esse é o tipo de escrita que vale a pena. Boa Sorte.

  44. Alice Castro
    23 de janeiro de 2020

    Seria ele um bombeiro? De qualquer forma, compreendi muito bem a sua postura e quase desistência da vida. Na verdade, acho que ele não desistiu de fato, mas cansado, deixou-se absorver pela situação em que se encontrava, seja real ou figurativa. Como de quem luta todos os dias contra os mesmos demônios.

  45. Valéria Vianna
    23 de janeiro de 2020

    Um conto suicida! Interessante a reflexão depressivo-repentina do personagem que, justo neste momento, decide não fazer nada! Quem vai ser o herói que nos salvará do herói. Congratulações.

  46. Fernando Cyrino
    23 de janeiro de 2020

    Ei, Jubileu, que legal ficou o seu conto. Sim, os super-heróis também se entediam e podem mesmo se revoltar e nessa hora eles se assentam no asfalto e ligam o foda-se. Herói também tem coração, não é mesmo? A leitura corre legal, você sabe contar uma história. Gostei do seu conto. Parabéns.

  47. Paulo Luís
    22 de janeiro de 2020

    Um herói cansado de sua própria existência, claro! Herói também é gente. Ainda mais quando não se têm os devidos reconhecimentos. Maravilha este conto, a nos mostrar o outro lado da moeda. Engaçado e irônico. Belíssimo conto, parabéns.

  48. fernanda caleffi barbetta
    22 de janeiro de 2020

    Olá, Jubileu, gostei da ideia de um heroi que desiste de salvar as pessoas e cruza os braços, esperando tudo ser destruido, bem criativo, saiu da narrativa que sempre esperamos ler quando se trata de super-herois. Algumas sugestões: o trecho: “Todos comemorariam sua nova oportunidade de vida, enquanto ele sequer pensava em si próprio” ficou estranha, não sei se por causa dos tempos verbais utilizados: O vebo dicendi após o travessão é em caixa baixa. Leitura fluida. Parabéns e boa sorte.

  49. Vitor De Lerbo
    22 de janeiro de 2020

    Se ninguém se importava com os sentimentos do nosso herói antes, agora, então…
    Acho interessante as discussões sobre super-heróis, que não conseguem se encaixar a lugar algum. O paradoxo entre seus super poderes e a solidão gera um debate curioso.
    É engraçado ver que o egoísmo, algo praticado corriqueiramente por tantas pessoas, seja tão execrável em um super-herói. Essa falha de caráter, ao mesmo tempo que nos gera raiva, ironicamente o aproxima das pessoas reais, sendo sua resposta às injustiças diárias.
    E ainda por cima, me parece que até sem querer, o herói se levanta contra esse modo de vida injusto – exterminando a vida em si; inclusive a própria. Se ele ainda é humano, como o texto nos informa, uma bola de fogo gigante caindo do céu provavelmente vai prejudicá-lo bastante, mesmo que ele sobreviva.
    A inação é uma ação; nesse caso, o herói foi juiz e executor, decidindo que a pena justa para o seu povo era a aniquilação, conseguindo o seu tempo para pensar em si próprio, já que provavelmente ele será o único sobrevivente, por um tempo.
    Uma discussão ampla suscitada por um texto breve.
    Boa sorte!

  50. Maria Alice Zocchio
    22 de janeiro de 2020

    O maior ato desse herói cansado foi mostrar para o povo apático e acomodado que não podem depender de um ser humano com super poderes. Eles não existem, turminha. Vamos acordar. Muito bom. Gostei.

  51. Fheluany Nogueira
    22 de janeiro de 2020

    Um herói cansado, rebelde ou qualquer um que se sente como um e se frustra pelo não reconhecimento, agradecimento? Gostei da alegoria, criativa e sarcástica. Leitura ágil, fluida e, mesmo em um pré-apocalipse, ficou divertido ver um super-herói fazer birra.
    Parabéns pelo trabalho e boa sorte! Abraços.

  52. Angelo Rodrigues
    22 de janeiro de 2020

    O público encarava a enorme bola de fogo que se aproximava com rapidez. O herói também; estalou os dedos, preparou-se para voar.
    Qual era o sentido de tudo aquilo, afinal? – Perguntou-se.
    Todos comemorariam sua nova oportunidade de vida, enquanto ele sequer pensava em si próprio. Ele ainda era humano, mas quem se importava com os sentimentos dele? Era uma vida de aparências, uma verdadeira ficção.
    – Que se foda essa porra toda.
    Sentou no asfalto e cruzou os braços. Sorriu; ele nunca sentira seu coração tão quente, apesar de ter sempre vivido um inferno de existência.
    Conto legal, embora envolto em brumas além da conta.
    Herói que, desiludido com sua aura de ficção, resolve abdicar do seu status e deixa que a grande bola de fogo caia sobre tudo, destruindo tudo.
    Uma ideia legal, meio Batman-depressivo, que resolve abdicar do seu trono e manda tudo pro inferno.
    Se posso ousar, diria que, ainda que de forma subjetiva ou simbólica, ninguém senta no asfalto e cruza os braços. Haveria uma construção melhor para explicitar que o herói resolveu empacar feito uma mula e dar um foda-se a tudo.
    Boa sorte.

  53. Augusto Schroeder Brock
    22 de janeiro de 2020

    Olá!
    O simbolismo do super-herói é amplo e já foi muito explorado. Mas mesmo assim consigo imaginar uma mãe que se desdobra em um lar de ingratos, um funcionário de baixo escalão que trabalha pelos outros… Possibilidades infinitas. O herói ganha humanidade quando é capaz de criticar a própria existência.
    Parabéns.

  54. Rodrigo Fernando Salomone
    21 de janeiro de 2020

    Superman em crise??? Foi a imagem que visualizei, rsrs…só faltou pegar um chopp e uma porção pra assistir o fim da humanidade. Muito bom. Parabéns e boa sorte.

  55. Carolina Langoni
    21 de janeiro de 2020

    Ele abandonou as pessoas então?
    Se foi isso, herói ele não foi no final.
    Um herói não abandonaria pessoas morrendo na sua frente mesmo com “turbulências” na cabeça. (se não tivesse risco de vida eu entenderia)
    Mas, é um texto bem escrito, envolvente e que faz as pessoas pensarem nas atitudes diárias. Gostei bastante.

  56. Nilo Paraná
    21 de janeiro de 2020

    gostei, a revolta do herói. É bom parar para pensar e deixar de agir por inercia. boa reflexão. vai valer a pena?

  57. Anorkinda Neide
    21 de janeiro de 2020

    Quem nunca,né?! rsrs
    Nunca sentiu o coração tao quenta.. adorei essa.. a satisfação interna é o que há de melhor!
    .
    Gostei bastante do teu texto. Parabéns

  58. drshadowshow
    21 de janeiro de 2020

    O Super homem de saco cheio de ser herói. Ok. Poderia ter explorado o tema da falta de sentido no heroísmo sem usar a temática dos super-heróis, o que deixaria o texto menos infantilizado. Não me agradou. Ainda assim, boa sorte!

  59. Cilas Medi
    21 de janeiro de 2020

    Um super herói? Um batalhador da vida infernal do dia a dia, sempre querendo mais e mais para satisfazer aos outros?
    Um alienado cuja mente pode até derreter de tantas preocupações?
    Assim é a vida, quer queira quer não e nos habituamos a ela, mas, nesse momento de reflexão, tem que haver um lugar próprio para o fazer.
    Descansar na guia ou sarjeta, basta escolher.
    Leitura fácil.
    Parabéns! Sorte no desafio!.

  60. Emanuel Maurin
    21 de janeiro de 2020

    Esse herói não terá mais ninguém pra salvar, vai passar a eternidade sozinho. Bom, quem tem hora que a gente quer que o mundo se exploda, mas passa rapidinho. Seu conto tá bem escrito. Boa sorte

  61. Nelson Freiria
    20 de janeiro de 2020

    Uma atitude anti heroica para quebrar expectativas. Por mais que eu tenha gostado da ideia, penso que a conclusão do herói poderia ter um chamativo a mais para tomar tal atitude, ou ter feito alguma revelação mais específica no último parágrafo. Mesmo assim o conto é bacana, me lembrou The Boys. A estrutura está mto bem adequada ao desafio.

  62. Jorge Miranda
    20 de janeiro de 2020

    Um herói que naquele dia estava de saco cheio de um monte de coisas. Mesmo não sendo nenhum super-herói muitas vezes a gente também tem simplesmente de chutar o pau da barraca. Um texto meio inusitado mas que apreciei. Boa sorte no desafio.

  63. angst447
    20 de janeiro de 2020

    Um herói que decide que não vale a pena se empenhar tanto para salvar a humanidade. Talvez por falta de reconhecimento, ou por estar em um mau dia. De repente, torna-se indiferente ao inferno que se aproxima.
    Conto escrito com tom de humor e cinismo. Final inesperado, bem construído, negando a expectativa que se cria de um herói. Boa sorte!

  64. Luiza Moura
    20 de janeiro de 2020

    Uma forma de escrita bem arriscada e corajosa, eu gosto, mas não é um vocabulário que me agrada muito.

  65. renatarothstein1
    20 de janeiro de 2020

    Confesso que não entendi muito bem seu conto.
    O homem era um mutante, que já experimentava a dor de ser diferente, concluindo que, no final das contas, tanto fazia?
    Vc eacreve bem, espero ter entendido um pouco.
    Desejo boa sorte no Desafio
    Abraços

    • leandrociccarelli2
      20 de janeiro de 2020

      Engraçado! Eu gostei do conto, me surpreendi com o final, mas não entendi 🤣🤣🤣🤣🤣. Enfim, boa sorte e parabéns! 🤪

  66. Eder Capobianco
    19 de janeiro de 2020

    Talvez um sentimento que Hancock consiga decifrar muito bem………..não é fácil conceber que um herói, tipo o Super Homem, tenha algum motivo para não ser feliz……….e que ele se questionaria sobre o porque salva as pessoas…………..enfim………..cumpria a missão de ser um micro-conto…………

  67. jetonon
    19 de janeiro de 2020

    Creio ser difícil de decifrar onde o escrito queria chegar. Confesso que me surpreendi com o final.
    Boa sorte!

  68. Priscila Pereira
    19 de janeiro de 2020

    Olá, Jubileu!
    Um conto de fantasia pré apocalíptico com 99 palavras 👏👏👏👏👏
    Muito bom, deu pra imaginar um herói, que cansou, uma geração que não dá valor aos heróis, um fim próximo, uma liberação de uma alma aprisionada.
    Parabéns e boa sorte!

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Publicado às 19 de janeiro de 2020 por em Microcontos 2020 e marcado .