EntreContos

Detox Literário.

Fim de tarde (Renata Rothstein)

O sol do fim de tarde espalha ondas alaranjadas pelo assoalho.

No tapete, Mariana e Carlos fazem amor, apaixonadamente.

Reconciliação. Outra.

 Então, as vozes – incessantes, cruéis.

Chora, em silêncio. As vozes ordenam o que deve ser feito.

Estende o braço. Busca a faca, sob o sofá.

As ondas no assoalho são agora assustadoramente rubras. Invadindo tudo, tempo e espaço.

O tapete, a sala e o mundo: escuridão. A janela do quinto andar: a luz, a libertação.

As vozes. Mariana obedece. Caminha. Sem olhar para trás, salta para o vazio.

69 comentários em “Fim de tarde (Renata Rothstein)

  1. Vanilla
    1 de fevereiro de 2020

    Concordo com o comentário, achei borrado também a ideia com tão pouco número de palavras, mas foi uma ideia bem bacana. Parabéns!

  2. Daniel Reis
    1 de fevereiro de 2020

    Amor homicida ou pacto sinistro? Não fica clara a história de Carlos e Mariana. O limite de palavras também contribui para deixar muito borrada a razão das vozes na cabeça de Mariana. De qualquer forma, é um bom conto para ser ampliado. Sucesso no desafio!

  3. Tom Lima
    1 de fevereiro de 2020

    Crime causado por insanidade mental, as famosas “vozes”. É um clichê, e o problema deles é que foram usados tantas vezes que já perderam o seu efeito, e é o que acontece aqui.
    Na leitura, o conto me perdeu no “as vozes ordenaram o que deve ser feito”.
    O conto faz bem ao retratar um casal que briga com frequência, mas não ao retratar a loucura, as alucinações auditivas e os efeitos disso. Por isso perde a força.
    Tem boas construções, boas frases, e gosto da forma que, em poucas linhas, conseguiu mostrar uma relação de brigas e reconciliações.
    Abraço.

  4. Ana Maria Monteiro
    1 de fevereiro de 2020

    Olá, Mens Sana. Pois, de Sana essa Mens não tinha nada. Esquizofrenia – pura e dura. Muito bem contado. Parabéns e boa sorte no desafio.

  5. Rubem Cabral
    1 de fevereiro de 2020

    Olá, Mens Sana.

    Bom conto. Muito triste, é claro. Ilusões provocadas por doenças mentais são sempre horríveis. Apesar do tema pesado, vc soube dosar bem através da utilização de imagens.

    Boa sorte no desafio!

  6. Matheus Pacheco
    1 de fevereiro de 2020

    Uma história sobre uma insanidade recorrente e um assassinato causado pelas vozes sussurrantes de uma pobre alma.
    Não há muito o que expor porque o conto é muito bem fechado dentro de si.
    Um excelente conto. Um abraço.

  7. M. A. Thompson
    1 de fevereiro de 2020

    Uma louca ouve vozes, mata o parceiro e depois comete suicídio. O conto está completo e ficou perfeito, mesmo com poucas palavras. Parabéns.

  8. Thata Pereira
    1 de fevereiro de 2020

    Bom, se a intenção era falar de transtornos psicológicos, para mim não funcionou por conta da imagem e o impacto ao descobrir que tem uma menina ali no fundo, socorro kkk’ Gostei do conto e da história, principalmente dessa frase aqui: O tapete, a sala e o mundo: escuridão. A janela do quinto andar: a luz, a libertação.
    Boa sorte!!

  9. Gustavo Azure
    1 de fevereiro de 2020

    A narrativa me agradou e a escrita também. A sucessão de parágrafos pareceu forçar um ritmo ao texto, não sei se seria necessário o apelo visual disso. Provavelmente o relacionamento entre os dois personagens não era bom, cheio de idas e vindas, até que ela não quis mais que acabasse, ou as vozes não quiseram. De toda forma, boa sorte

  10. Carolina Langoni
    31 de janeiro de 2020

    Achei impactante, dramático e profundo o modo que o texto mostra os acontecimentos. :DD

  11. Renata Rothstein
    31 de janeiro de 2020

    A mente de um esquizofrênico é, realmente, um enigma até para ele mesmo.
    Aqui pude observar que a personagem havia esquematizado tudo, deixando inclusive a faca sob o sofá – seduziu o namorado/marido como antes, o matou e já estava convencida de que só o suicídio a libertaria.
    Trágico.
    Boa sorte!

  12. Fil Felix
    31 de janeiro de 2020

    Boa noite! Um micro conto interessante, que aborda um casal momentos antes de uma tragédia. Há as vozes, que podem ser interpretadas de várias formas, me lembrou um pouco do filme Bebe de Rosemary (eles transam no chão tambem). Além do assassinato, tem também o suicídio. Ficando no ar quem são essas vozes?

  13. Marco Aurélio Saraiva
    31 de janeiro de 2020

    Sombrio. Um microconto muito bem colocado, fala muito em pouco espaço, como um microconto deve ser. A personagem principal tem várias faces, várias nuances, e uma loucura desenfreada que termina na própria morte. Foi um conto fúnebre, muito bem executado.

    Escrita: Muito boa
    Conto: Muito bom

  14. Sarah S Nascimento
    31 de janeiro de 2020

    Olá, seu microconto é bem forte, cheio de significado, muito triste.
    Toda a cena foi construída perfeitamente. Gostei muito da descrição sobre como o sol iluminava e o que ele iluminava no início. Depois, o mesmo detalhe quando tudo ficou macabro.
    Cada detalhe ficou ótimo. Como as palavras sozinhas como “janela” e “liberdade”, foi uma forma resumida de dizer o que aconteceu, de forma que compreendemos imediatamente.
    Parabéns, foi um excelente microconto. Fiquei triste pelo final.

  15. Jowilton Amaral da Costa
    31 de janeiro de 2020

    Conto sobre uma mulher com esquizofrenia, provavelmente, já que escuta vozes, e que assassina o namorado/marido a facadas. O grande problema do conto está na trama, que não convence o leitor, ao meu ver. Não há um suspense, foi tudo muito direto, a transa, as vozes, as facadas, muita cena forte e pouco envolvimento com os personagens, para que o impacto final fosse maior. Boa sorte no desafio.

  16. Angela Cristina
    31 de janeiro de 2020

    Olá!
    As dores de uma pessoas falam mais alto do que a sanidade.
    Bom texto.
    Parabéns.

  17. Catarina Cunha
    31 de janeiro de 2020

    Vozes cortam a onda de casal apaixonado e tudo acaba em sangue.
    Elementos fundamentais do microconto:
    Técnica — boa. Prejudicada pelo excesso de vírgulas, que desacelera o fluxo. O que pode ser estilo, mas aqui não caiu bem.
    Impacto — fraco. Bastante previsível.
    Trama — boa. Gosto de histórias de suicidas. Esta poderia ser mais densa.
    Objetividade — boa. Palavras elegantemente escolhidas.

  18. Ana Carolina Machado
    29 de janeiro de 2020

    Oiiii. Um microconto sobre uma mulher que parece ter transtornos mentais e que guiada por vozes que apenas ela escuta acaba gerando uma tragédia. É um conto muito triste, pois podemos sentir a dor que as vozes geradas pela doença mental causavam a ela e no fim levaram ao seu fim. Parabéns pelo texto e boa sorte no desafio!

  19. Cicero G Lopes
    29 de janeiro de 2020

    Maravilhosa escrita, excelente construção das cenas, como um rio que segue lento ao seu conhecido destino. Boa sorte

  20. Fabio D'Oliveira
    29 de janeiro de 2020

    Olá, Mens!

    É um conto com muitas camadas. Fala, em geral, de um relacionamento complicado. Somando isso à possível doença da pessoa assassina, esquizofrenia, talvez, trouxe o trágico desfecho. A imagem ajudou. Depois de ler, parei para pensar olhando-a e senti uma grande agonia. Como se estivesse lá. Foi uma boa escolha. Sua descrição deu vida para as cenas e a imagem fortaleceu tudo.

    Esse é o ponto forte do seu conto, pois o conteúdo é manjado. Se não fosse sua habilidade, cairia no plano comum fácil.

    Enfim, é isso!

    Boa sorte! E Parabéns pelo texto.

  21. Evandro Furtado
    29 de janeiro de 2020

    É um conto difícil de analisar já que, apesar de bem escrito, peca no desenvolvimento da trama. Falta desenvolver, perante o(a) leitor(a), empatia para com as personagens. Dessa forma, o impacto desejado acaba não sendo alcançado.

  22. Rafael Carvalho
    29 de janeiro de 2020

    Diferente da opinião de alguns aqui, achei bem as orações curtas super bem utilizadas, deixou o texto um pouco menos fluido, mas deu um tom interessante de algo crescente, marcando passo, avançando. Parabéns pela escrita e pelo conto, boa sorte, abraço

  23. Maria Alice Zocchio
    28 de janeiro de 2020

    A personagem tem traços de esquizofrenia , mas a voz que pode ser da loucura também pode ser pelo cansaço e incômodo de mais uma reconciliação. Deve ter se cansado e apelou para a saída radical. Assassinato acompanhado de suicídio. Está bem escrito,mas eu, particularmente, fujo um pouco das tragédias.

  24. Sabrina Dalbelo
    28 de janeiro de 2020

    Olá,
    As palavras estão colocadas de forma a contextualizar a trama, que é bem inteligível.
    Maria e Carlos são um casal em constantes problemas de relacionamento. De súbito, Mariana mata Carlos e se atira do prédio, quem comanda as ações são as “vozes”. Seria Mariana esquizofrênica? Acho que sim, que lástima.
    Bem colocado e me cativou.
    Um abraço

  25. Claudio Alves
    28 de janeiro de 2020

    E o Desafio nos traz um legítimo Hitchcock! Suspense, desatino, reviravolta. Bom argumento. Bom desenvolvimento. Bom Conto. Boa sorte!

  26. Anderson Góes
    28 de janeiro de 2020

    Um conto com o começo interessante, depois tenta nos dizer que por conta da loucura a personagem mata e depois se suícida, ok até aí, bom enredo e uma boa premissa, apenas esbarra no fato da faca já estar sob o sofá, o que nos leva a pensar em premeditação… a não ser que vocês guardem facas sob os sofás das casas de vocês! Então a insinuação à loucura se perdeu por completo para mim nesse simples detalhe… em todo caso, boa sorte!

  27. antoniosbatista
    28 de janeiro de 2020

    Achei uma história triste, atual. Mas não há nenhuma originalidade no argumento; mulher transa com o marido depois de uma briga e vozes na sua cabeça dizem para matá-lo. A escrita é primorosa, pontuação perfeita, mas parece que faltou algo mais do que a mulher surtar e se atirar pela janela. Talvez num conto mais extenso, com maiores detalhes, ficaria mais interessante, como as descrições dos fantasmas na sua imaginação, a luta íntima contra o mal, etc. e tal. Misturar poesia com terror nem sempre dá certo.

  28. Davenir Viganon
    28 de janeiro de 2020

    Achei bem feito, mas não o suficiente para refrescar uma história batida de loucura com suicídio no final. Bom conto, mas não mais que isso.

  29. Carlos Vieira
    27 de janeiro de 2020

    Oi, Mens Sana. A premissa é sempre interessante, insanidade. A narrativa ficou bem encaixada, e a ausência de verbos em algumas orações funcionou bem, para deixar as coisas jogadas no ar, sem “os pés no chão”. Um caráter trágico desembocou num final também trágico, um tanto linear neste aspecto.

  30. Pedro Paulo
    27 de janeiro de 2020

    É um microconto em que cada palavra importa e pode ser um ponto de virada, invertendo a situação e acrescentando ao contexto. Como iniciamos em uma situação e encerramos noutra totalmente diferente, o desenrolar da leitura se assemelha à queda de um precipício, sem tempo para pensar ou mesmo processar devidamente as causas. Lida-se com o fato: há vozes; ele está morto; ela obedece. Efeito interessante.

  31. Luciana Merley
    27 de janeiro de 2020

    Olá, Mens Sana. O início é bem interessante e abre uma perspectiva bacana sobre o conto. A virada brusca, que dá certo em alguns casos, não funcionou muito bem nesse enredo. Talvez num texto maior em que você pudesse apresentar um pouco mais da história desse casal. Nesse mini texto, ficou parecendo uma tentativa de chocar o leitor de qualquer jeito. Não gostei muito. Um abraço.

  32. brunafrancielle
    27 de janeiro de 2020

    Não achei muito inovador.
    O louco que ouve vozes. O enredo não teve surpresas,reviravoltas.
    Este tipo de história não me impressiona mais, por já ter visto muitas delas. Era preciso um algo a mais pra fugir do comum em histórias do gênero.
    A narrativa é clara e consegue transmitir o que quer. Não mudaria nada na narrativa. Muito boa.
    Apenas o enredo não fez meus olhos brilharem

  33. Valéria Vianna
    27 de janeiro de 2020

    Mesmo os neuróticos lutam com vozes internas. Conto bem trabalhado e com um contraponto de escuridão e luz que valoriza a narrativa. Congratulações.

  34. Andre Brizola
    26 de janeiro de 2020

    Olá, Mens Sana! Um bom conto. Um suspense que cresce e termina de forma dramática e violenta. Muito bem escrito e conduzido. Poucas palavras capazes de descrever com exatidão toda a cena, toda a angústia da personagem e toda a dimensão de seu problema. Para ele talvez tenha sido uma reconciliação; para ela, e suas outras vozes interiores, não. Bom trabalho! Boa sorte no desafio!

  35. Givago Domingues Thimoti
    26 de janeiro de 2020

    É um microconto poderoso, pois consegue passar ao leitor a brutalidade da situação. Contudo, para mim, faltou uma maior interligação entre os trechos. Essa fragmentação tornou a leitura algo travado, com uma baixa conexão entre as partes do texto. Seria mais interessante juntar esse conto.
    No mais, um bom trabalho

  36. Marília Marques Ramos
    26 de janeiro de 2020

    Gosto das analogias usadas nesse texto. Também costumo usá-las quando escrevo. Muito bem feito!

  37. Luiz Eduardo Domingues
    26 de janeiro de 2020

    Achei interessante a proposta, com um final bastante singular e inusitado ainda que não tenho ficado bastante evidente o que acontece com a moça após matar o namorado. Parabéns!

  38. Regina Ruth Rincon Caires
    26 de janeiro de 2020

    Texto bem escrito, cadenciado, a carga de suspense é bem distribuída. Interessante o trabalho feito com cores, faz o leitor visualizar a cena. Se descreve uma cena real ou delírio, Mens Sana, não tira o valor da escrita. Você escreve muito bem. Bom conto.

    Parabéns, Mens Sana!

    Boa sorte no desafio!

    Abraços…

  39. Raione LP
    26 de janeiro de 2020

    Há alguns aspectos interessantes no conto, como a transformação do lugar a partir do momento em que o distúrbio de Mariana se manifesta (o sol no assoalho agora parece infernal, coberto de sangue) e o efeito de concisão / compressão obtido neste trecho: “Reconciliação. Outra.”. Por outro lado, o enredo um tanto conhecido / previsível (vozes que ordenam assassinato seguido de suicídio) retira a força da narrativa.

  40. Elisa Ribeiro
    25 de janeiro de 2020

    Uma história de amor que se transforma em horror. Pareceu-me que a personagem Mariana sofre um surto psicótico. Os elementos imagéticos inseridos na trama valorizam o conto, assim como a escolha precisa das palavras. Um final impactante. Parabéns pelo trabalho. Um abraço.

  41. Fabiano Sorbara
    25 de janeiro de 2020

    Olá, Mens! Um micro de romance passando para o terror. bem construído. fiquei na duvida se a cena descrita foi um assassinato ou um surto psicótico. Parabéns pela obra!
    Desejo boa sorte no desafio. Abraços.

  42. Gustavo Araujo
    25 de janeiro de 2020

    Ótimo conto de suspense. Bem ambientado, bem desenvolvido. Gera no leitor essa expectativa, de quem está matando quem. Gostei das descrições e da maneira como se passa do encantamento amoroso para o horror ensandecido do assassinato. Um ótimo trabalho! Parabéns e boa sorte no desafio!

  43. Vitor De Lerbo
    24 de janeiro de 2020

    Mesmo com o peso da cena, a prosa poética dá uma leveza ao ambiente, quase que como uma música clássica de fundo. Bela ambientação e a trama, que parecia de puro amor e desejo, apresenta uma reviravolta interessante.
    Parabéns e boa sorte!

  44. Alice Castro
    24 de janeiro de 2020

    Uma viagem de LSD talvez. Conto complexo, um tanto quanto triste sem sê-lo. Pode ser uma analogia à fuga da óbvia separação, ou pelo vazio de uma relação sem afeto, apenas física. Ou, ainda, um transtorno de alguém com esquizofrenia?
    Para se pensar…

  45. Amanda Gomez
    24 de janeiro de 2020

    Olá,

    Resumo (😁👍 🤔😐 🥺😱 🙄👎): 😁👍

    Gostei da forma como você ditou o ritmo da narrativa, a estrutura em forma de atos, causou uma atmosfera intimista e o clima de suspense foi bem aproveitado. Contribuiu também para não deixar óbvio o que estava acontecendo, apesar de ser, explico. É uma história comum, loucura, suicídio, desespero, foi a estrutura no texto que trouxe a originalidade. Permitiu que eu lesse em um ritmo que pediria até aquelas musicas de fundo, os sussurros das vozes, visualizar as pegadas de sangue marchando até a janela.

    Parabéns, boa sorte no desafio.

    Destaque 📌 “Reconciliação. Outra.” Duas palavras que torna possível visualizar toda a dinâmica do relacionamento.

    Conclusão 😯

  46. Fabio Monteiro
    23 de janeiro de 2020

    Alucinações auditivas claras. Ela obedeceu as vozes? Fiquei na duvida. Fica claro que voce cita uma pessoa com problemas de saude mental. Textos dessa magnitude me agradam. Boa Sorte no desafio.

  47. Fernando Cyrino
    23 de janeiro de 2020

    Oi, Mens Sana, caramba, que terror foi esse?! Você narra de um jeito legal e fez com que a cena ficasse muito evidente para mim, o que quer dizer que se tornou ainda mais chocante. Uma história de amor onde entra a loucura. A esquizofrenia é algo terrível e seria por causa dela o tanto de brigas e reconciliações do nosso casal? Só sei que não sei? Caso considere mesmo a foto como a cena do apartamento, preciso dizer que Mariana, ou Carlos deveriam cuidar melhor dele, mas aqui, sem dúvidas que já é chatice do leitor também meio maluco. Bem, é isto. Abraços.

  48. Paulo Luís
    23 de janeiro de 2020

    Esquizofrenia aguda e dupla, que isso, amor entre dois malucos? Haja terror, pra tão poucas palavras. Só faltou como cenário, um manicômio. É de dar inveja a qualquer Hitchcock . Boa sorte no desafio

  49. Priscila Pereira
    23 de janeiro de 2020

    Olá, Mens!
    Muito bom o uso de cada palavra pra montar toda a trama. Uma moça esquisofrênica que acaba dando ouvidos as vozes em sua cabeça e mata o namorado e depois se joga pela janela…
    Triste, trágico, muito bem escrito. Aproveitou cada palavra pra dizer o que queria. Muito bom!
    Parabéns e boa sorte!

  50. fernanda caleffi barbetta
    23 de janeiro de 2020

    Olá, Mens-sana, seu conto é pesado, com uma boa carga de suspense. Gostei da forma como usou as palavras para não revelar de quem se tratava, nos deixando na dúvida a respeito de quem havia pegado a faca. Conseguiu me fazer entender que ela o mataria com a faca e não que se jogaria pela janela.Gostei de ter sido enganada e só perceber no final.
    Só achei um pouco estranha a passagem do “No tapete, Mariana e Carlos fazem amor, apaixonadamente” (no presente) para logo depois vir o “chorando em silêncio”. Pareceu uma quebra de cena. Parabéns pelo conto. Boa sorte.

  51. Andreza Araujo
    23 de janeiro de 2020

    Que medo dessa foto. Hahahaha Gostei da construção que fez com as palavras, bem direto (em algumas partes, uma única palavra foi usada para criar todo um conceito).
    A imagem que escolheu acabou estragando parte do plot twist, que poderia ter começado como uma história de amor para depois se transformar num assassinato/suicídio/terror, porque a gente já entra no clima de terror logo no início, diminuindo parte do impacto.
    Gostei da ideia, trouxe novidade para o desafio. Boa sorte.

  52. Fheluany Nogueira
    23 de janeiro de 2020

    Que terror: amor com brigas, idas e vindas, esquizofrenia, assassinato e suicídio!
    Por que a faca estava debaixo do sofá? O crime era planejado ou fruto daquele instante, do comando das vozes?
    Bem, papel cumprido: uma história com sentido completo, um bom clímax para finalizar. Talvez, pudesse mexer um pouquinho na estruturação, para o micro ficar ainda mais chocante.
    Parabéns pelo trabalho. Boa sorte! Abraço.

  53. Angelo Rodrigues
    22 de janeiro de 2020

    Conto “eu ouço vozes”.
    Não sei se entendi como deveria, me desculpe se erro tão desavergonhadamente. Mas me passou que eram dois esquizofrênicos, um deles assassino e o outro suicida, ela mais ágil que ele, matando-se antes que ele a matasse, ou logo após ele se matar cortando a jugular.
    As ondas rubras no assoalho induzem sutilmente a que ela o matou. Ok, só ela ouvia vozes e era uma assassina suicida.
    Bem, se acertei, numa ou noutra avaliação, confesso que, embora ache legal a ideia, penso também que faltou um pouco de arranjo na estruturação do conto.
    Boa sorte.

  54. Augusto Schroeder Brock
    22 de janeiro de 2020

    Olá!
    O texto flui. O tema não cai ao meu gosto. Talvez por eu já ter lido bastante coisa com ideias semelhantes ou mesmo ter escrito coisas assim, posso ter enjoado. Se não fosse pela obrigação de comentar todos os contos, seria um texto que eu leria, conseguiria ver que está bem escrito, mas não me preocuparia em me aprofundar.

  55. Rodrigo Fernando Salomone
    22 de janeiro de 2020

    Bem trágico e esquizofrênico, como a protagonista. Adoro esse tipo de literatura, esse tipo de enredo, onde tudo que pode dar errado, dá errado, sem milagres ou reviravoltas gigantescas. Parabéns e boa sorte.

  56. Anorkinda Neide
    22 de janeiro de 2020

    Existe uma boa porcentagem de mulheres que voltam com o ex para dele se vingar.. pode se encaixar aqui mesmo com as vozes da esquizofrenia.
    é um tema pesado para mim (questões pessoais) mas pude gostar do texto está bem escrito e bem desenvolvido
    Parabéns

  57. Nilo Paraná
    21 de janeiro de 2020

    gostei do estilo. num primeiro momento concordei com o Nelson Freiria, mas depois relendo sem a ultima frase achei que ficaria muito difícil o entendimento., enfim, muito bom.

  58. Emanuel Maurin
    21 de janeiro de 2020

    Uai, ela mata ele depois se mata. Na primeira frase “ondas alaranjadas” eu usava muito esse termo, é bonito, mas bem clichê. No total seu conto ficou bem escrito. Boa sorte.

  59. Nelson Freiria
    21 de janeiro de 2020

    Quando olhei a imagem, pensei “vixi, lá vem a creepypasta”.
    Mas me enganei.

    O conto usa da pontuação, frases pequenas e espaço entrelinhas para dar uma impressão de andamento bem interessante, que é ágil, agradável aos olhos e com pausas bem marcadas para respirar e ler um texto de tema de assassinato e loucura (ou seria assombração).

    No geral, o conto foi bom, mas o último parágrafo/linha, tem um problemão. Na frase anterior já estava subentendido sobre o suicídio saltando da janela em “A janela do quinto andar: a luz, a libertação.”. Se parasse por aí, tava ótimo. Mas então vem mais um parágrafo explicando a mesma coisa e tirando da subjetividade do entendimento do leitor.

  60. Cilas Medi
    21 de janeiro de 2020

    Matar e morrer, suicídio e esquizofrenia.
    Preciso ter paciência com esse tipo de conto.
    Ah, sim, esqueci que tudo isso é proveniente do amor e do desejo.
    Ah, não, de novo?! Sorte na próxima vez.
    Sorte!

  61. Jorge Miranda
    21 de janeiro de 2020

    Ops! Eu gostei muito desse seu conto. Temos alguém com um transtorno mental (sintomatologia bem caracterizada nas vozes de comando), uma história de relacionamento conturbado com idas e vindas, conflitos e reconciliações. Um texto que apresenta um final que coroa com êxito todo o enredo apresentado.

  62. leandrociccarelli2
    21 de janeiro de 2020

    Muito macabro e extremamente bem ambientado. Conto muito imersivo. Fiquei tenso. E acaba no mesmo tom, ainda tenso. Gostei bastante, parabéns!

  63. angst447
    21 de janeiro de 2020

    A personagem ouve vozes que determinam o seu destino. Comete um assassinato e em seguida se joga da janela. A narrativa apesar de linear não é previsível. O autor soube conduzir bem o tom dramático atingindo o ápice bem ao final. Boa sorte!

  64. Gio Gomes
    21 de janeiro de 2020

    Primeira abordagem da loucura que leio nesse concurso. Bem tradicional. Exploração usual do tema e uma pequena reviravolta por ter dito inicialmente que Mariana estava de boas. Remeteu à Ismália de Alphonsus de Guimaraens.

  65. Luiza Moura
    20 de janeiro de 2020

    Uma excelente exploração de aspectos psicológicos do personagem!

  66. Bia Machado
    20 de janeiro de 2020

    Oi, tudo bem? Gostei da forma como você abordou o assunto, de forma a não deixar explícito o ápice do texto. O tom foi bem dramático e dentro do que pode ser mesmo uma crise psicótica de quem sofre de esquizofrenia. Uma escrita segura. Obrigada!

  67. drshadowshow
    19 de janeiro de 2020

    Mariana não estava medicada…Um belo olhar sobre a esquizofrenia. Cru e verdadeiro como a própria doença. Morro de medo de um dia deixar uma faca debaixo do sofá…Gostei pacas. Parabéns.

  68. jetonon
    19 de janeiro de 2020

    Será um ato de pudor para com a violência contra a mulher? Se sim. Parabéns! Se não. Vamos entender. O ocaso, o tapete vermelho, o ato sexual, paixão ou coito? O assassinato…
    Dúvidas…
    Boa sorte!

  69. Eder Capobianco
    19 de janeiro de 2020

    Uma esquizofrenia paralisante atingiu a personagem……………trágico……….no sentido humano………a banalização do eterno retorno……….o enredo é a principal atração do texto………a simplicidade estética destaca a abrangência do sentimento comum de que as coisas sempre serão as mesmas…………

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Publicado às 19 de janeiro de 2020 por em Microcontos 2020 e marcado .