EntreContos

Detox Literário.

Asterias (Tenente Isa)

 

A menina puxou a corda do brinquedo e o disco-voador subiu até o forro. Ficou rolando no teto, estranhamente.

— O meu disco não pode ser jogado na rua — dizia — porque senão vai embora, não volta mais.

Jogou o disco de novo. Sentia-o como de verdade mesmo e durante o tempo que estava no ar, autônomo, longe das mãos-bases de lançamento, orgulhoso, cheio de mistério, com armas apontadas, cheias de raiozinhos verdes. Mas um disco inabitado. E ela nem pensava em criar homens e pôr ali. O disco, vivo, subindo, descendo, planando. Então dialogou com as estrelas pousadas sobre a infância. Tremeluziam, respondendo: “Venha para nós, esperamos você”.

A lembrança veio vindo do fundo do tempo e afagou o interior do módulo, quase silêncio. Eu pensava que aquela incursão também podia ser como as do passado, viajava através das dobras espaciais. Fui trazida de meu planeta, para aquele lugar para cumprir missões. Tinha que proteger e defender os interesses da empresa de mineração espacial, nossa empregadora. E agora lá estava, com frio, assustada, a um milhão de anos luz distante do lar. O sol tinha uma estranha cor, um pouco maior e brilhava mais do que o nosso. A temperatura por lá não era fria demais, nem quente demais. Não detectamos água. E, se não existia água, também não existia vida. Cada movimento era dificultoso. Quase um martírio. Treinamos muito para qualquer eventualidade no desenrolar de episódios e deveríamos controlar os nervos abalados pelo ambiente hostil.  

A decisão era minha. Eu insistira para que aterrissássemos e explorássemos o solo de perto. O planetoide tinha uma beleza encantadora, que apreciávamos, mesmo informados dos seus duros acidentes naturais ou artificiais. Constatamos que não havia incidência de radiação e estávamos protegidos pelo equipamento especial. O vermelho do céu inebriava… A luminosidade forte machucava os olhos e impedia que avistássemos com clareza toda a área a ser analisada. Mesmo com toda a adversidade do clima, das diferenças de gravidade e do terreno acidentado, permanecemos a postos. Víamos somente o dourado da areia e os materiais preciosos assinalados pelos detectores.

Em um clique começou o transe que tornou inútil a nossa expedição. Os três homens se afastaram a pouca distância e eu mais atrás. Repentinamente, o susto: visores arrebatados, trajes dilacerados, corpos superpostos, sangue esvaído. Clamei pelos meus companheiros. Eu queria gritar, gritar até perder a voz.  Difícil ver o que nos atacou em tamanha velocidade. Os agressores eram capazes de se movimentar em qualquer direção.

Recuei de pronto, corri. Alcancei o módulo e o fechei, sem pensar muito, com todas as travas.  Não sabia como havia conseguido me salvar. Tudo confuso demais. O tumulto se adensava no peito. Não pude reconhecer o homem, que, com desespero, batia as mãos nos vidros; o rosto estava carcomido, um liquido espumoso escorria da cavidade onde deveria ser a boca.

Covarde, permiti que o pavor me prendesse. Permaneci de pé ao lado do deque, recuperando o fôlego e avaliando os estragos. Não abriria nenhuma tranca, jamais permitiria que aquelas coisas invadissem o convés. E, aquela porta não me levaria a lugar algum. Por que a fechara tão bruscamente? E, agora, estava só, só, só. Por detrás da porta, o tormento que já decorara, mistérios que já descobrira, crimes pelos quais pagarei. E a minha frente?…

Um mergulho no inconsciente transformou-me em personagem principal: passadiços vazios e sombrios, o maquinário perdido. Minha mente corria, sem configuração alguma, sem qualquer ideia que pudesse me dar uma sustentação. Era assim que eu sempre me encontrava ao me perder. Algo me perturbava. Todos os blocos pareciam explodir. Estaria em segurança ali dentro?  

Reflexos me fizeram arranhar paredes, quebrar aparelhos, trincar os acrílicos; o piso repleto de detritos das investidas infundadas em entender o que acontecia. Eu só queria poder regressar, sem me misturar a poças de sangue ou ser um tapete para as mentiras. Mas tudo o que me cabia era aquela cela de casco de sílica, que de transparente apenas tinha a melodia que me embalava o remorso. Decidi que o modo mais fácil de lidar com a perda dos companheiros era fingir que não haviam morrido. O choque me deixou anestesiada. Deitei e forcejei a calma. Prometi que só me mexeria para beber e urinar. Sentia uma dor que jamais imaginara ser possível, mas que, só durou alguns minutos antes de cair na escuridão…

Acordei com o corpo todo dolorido, pesada, com dificuldade em abrir os olhos ou em balançar a cabeça. Os reflexos tornaram-se mais lentos. Senti pela primeira vez o escoar do tempo. Uma letargia me dominava, mas precisava reagir: comunicar com a nave-mãe era urgente e, em seguida, iniciar a aceleração do lançamento.

Queria ignorar a sensação de estar sendo vigiada. Mas ela aumentava depressa, incomodava.  Tentei me mexer, não consegui mesmo não estando amarrada. Nada dependia da minha vontade, era como se estivesse magnetizada. Na boca, um amargor. Olhei ao derredor, sem identificar a origem da ansiedade que tomava conta de mim. Continuava só, os olhos continuavam pesados, somente um eco vazio passava pela sala-comando.

Foi então, que percebi o chiado, que me entregou a mais um pesadelo. Um zunido ressoava por toda parte, vindo das estruturas metálicas como uma alucinação prevista, entorpecente.

Minha mente não parava quieta, haveria de arrumar uma forma de compreender o que acontecia. Como entraram? Lá fora, aquelas coisas estraçalharam os colegas. Por que me preservavam? O que queriam de mim?  Estava travada em uma linha entre o medo e o instinto de sobrevivência.

Então, eu os entrevi… laminados, mórbidos, em busca das zonas sombreadas do veículo. Vivos, incaracterísticos. De início, não discernia exatamente como eram. Corpos transparentes. Em relances da luz, iam se adensando, desorganizadamente, tornavam-se grossos, hediondos.

Pude, então, distinguir a aparência de estrela, raios e braços muito curtos se projetavam a partir de um disco central. Pareceram-me cobertos por pequenos espinhos. Calculei que mediriam cerca de trinta centímetros. Mas trabalhavam em equipe. Eu vi do que eram capazes: caçaram e se alimentaram de outros seres maiores. Os movimentos eram livres, o voo, acelerado. Vibravam em fúnebre música aos meus ouvidos. Meu cérebro estava em lentidão desconcertante; o desastre, no entanto, veio rápido. Em convulsão, senti um daqueles estranhos seres resvalar para a única parte nua de meu corpo — a nuca. Lutei para me desvencilhar, entretanto não era páreo para a energia daqueles seres. Pânico! Tentei arrancá-lo. Não consegui. A cada membro que extirpava, outro, com maior vigor, crescia no lugar, rapidamente. Indefesa… O primitivo cerebelo, sob comando alheio, enviava um sinal que me mantinha inerte. Dominada, tive que me conformar com as ventosas que se aderiram à pele. Arquejei, inspirando fundo…

Uma voz veio em ondas corporificando. Em instantes, o assombro — de alguma forma o chirriado indistinto foi se articulando. Eu me comunicava com eles, eram inteligentes! Éramos uma só mente conectada; e, fizeram-me compreender que eles apenas desejavam sobreviver.  Alimentavam-se de hidrogênio, separando-o dos outros elementos com os quais combina, através de processos que consumiam energia. Eram a chave de um novo paradigma energético. No entanto, aqueles seres não possuíam meios de repor no ambiente a substância, que lhes era vital. Por isso a cor estranha da areia, a ausência de água. O elemento se esgotara. Queriam que eu os conduzissem a outro planeta…

Aquelas criaturas eram do Cinturão de Astérion, que definhou. Um lugar onde a água predominava e onde havia terra, plantas e animais de muitas espécies.  Exauriram a vida ali. Foi então, que partiram para o espaço sideral, como parasitas, juntos aos seres mais evoluídos do local, que acabaram por destruir também, quando acreditaram que não mais lhes serviriam. Dependiam de transporte, mas sempre alcançavam uma nova carona. Viveram nômades e dizimaram vários pontos do Universo. Iam sempre além, esmagando seres num atordoamento de luzes, desencadeados, endoidecidos nunca desviados de suas órbitas. Espaços invadidos, massacrados, vida triturada e esmoída até as últimas e imponderáveis ramificações dos sonhos.

Seriam os asterias como deuses iracundos e famintos? Ou meramente sobreviventes? Inteligentes sim, mas de comportamento estereotipado para a batalha da fome. Subsistiam através da violentação e do esvaziamento. Tinham o defeito grave de só enxergar em uma direção, num rumo determinado, nunca muito distanciado, com tenacidade. Virulentos, vorazes, foram sofrendo mutações ao se adaptarem a cada local. Predadores…

Estávamos todos ligados, comandados por uma ordem única. Não era possível evitar que me lessem os pensamentos. Na Terra havia profusão dos elementos desejados. Destruiriam a forma mais eficiente de armazenar a energia produzida por fontes renováveis. E, era para lá que eu deveria encaminhá-los. O planeta seria uma tão só imensa bola amarela, numa volta rude à solidão espacial de astro cadente na imensidão silenciosa.  Seria uma guerra. Medonha. Uma guerra para que meu mundo não fosse extinto. Eu era a defesa, e não poderia planejar nada que eles não pudessem decifrar. Foi procurando uma solução que me lembrei de histórias antigas da nossa civilização. Era me concentrar nelas.

A tecnologia desses alienígenas era, até certo ponto, sofisticada e muito prática, porém não poderia comparar com nossa eficiência. O sistema de manutenção de vida deles era arcaico, não concedia um controle rígido do retardamento rápido de renovação celular. Envelheceram no espaço e, ao que tudo indicava, pareciam estar entrando em fase final. Eram os últimos da espécie e traziam com eles material genético para florescer em outro lugar mais aprazível, com mais alimento. Não poderia permitir isto, nem com a Terra ou outro qualquer ponto dos cosmos.

Já decidira o destino desses saqueadores! O instinto me dizia que era o momento de agir. Não lhes daria outra oportunidade! Abandonei meus companheiros, não morri com eles e, agora, por qualquer padrão sensato, teria que encontrar uma solução. Tive vantagens e azar ao mesmo tempo, ao escapar para a mini-nave —ficou em mim a chance de continuidade da ameaça. Por isso, deixaria aqueles últimos remanescentes da raça dentro do módulo que programaria para a estrela incandescente mais próxima! Eu fugiria na cápsula de sobrevivência. Preparar-me, trabalhar depressa, romper a rotina e evitar a negação, tudo aliado a uma boa dose de sorte.

Percebi estar cometendo um grave erro, quando o zunido e a agitação cresceram no módulo. Ah, os asterias descobriam tudo! Minhas imagens mentais estavam sendo drenadas. Paralisei a expressão antes que me lançassem espinhos e ventosas.

Teria que usar o truque, de novo, era o último recurso para impedir que o predador percebesse meus planos:

Tarde alegre, levemente palpitante, excitada. Quando Lucifé chegou era uma bolinha de pelo com olhos e orelhas. Seguia a menina por todo o lado, era preciso cuidado para não o esmagar. A menina brincava com o gato angorá, bonito.  Ela tirava os sapatos, deitava nas pedras brancas e falava com o bichinho, afagando, com ternura, a sua cabeça. Depois, entediada, queria se levantar — havia sempre um lugar para ir, uma coisa para fazer.

Enquanto divagava pelos contos, consegui enviar a mensagem para a matriz: todos os tripulantes estavam mortos, que não viessem ao planetoide, se ele ainda existisse, depois do que eu ia fazer… Poderiam ver, de onde estavam, a explosão final. Acionei as turbinas como se fosse erguer o voo. Olhei para os lados, penalizada, sem rancor. Não poderia separar-me deles. Não havia condições para me abrigar na cápsula individual, seria perseguida. E sempre haveria o risco de que um deles se infiltrasse ali e, comigo, alcançasse primeiro a nave-mãe, mais tarde, a Terra. Eu tinha que ser destruída…

Eu e eles, em conexão. E eles, a arma.  O hidrogênio dos seus organismos reagiria com os metais. Essa fissão seria meu gatilho. O módulo não passava de um tubo de ferro que aquecido em chamas, explodiria em estilhaços.

 

##

— Gostou do conto?

O suor pregava a moça ao sofá. Parecia ver o fogo arroxeado da detonação. Resolveu olhar de novo para as páginas lidas:

— Gostei! Não é “O Planeta dos Macacos” ou “Os Invasores de Corpos”; nada clássico, está mais para filme B, mas agradou — Isa respondeu para o namorado, com um sorriso — É, criou um clima de terror legal e fugiu um pouco dos clichês…

— Venha cá! Quero um beijo.

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Sobre Fabio Baptista

13 comentários em “Asterias (Tenente Isa)

  1. Victor O. de Faria
    21 de setembro de 2018

    ET (Enredo, Texto)
    E: Texto que começa muito bem, com tensão crescente, mas que infelizmente se desconecta totalmente ao final. O sonho de criança, a missão, a fuga, a redenção, tudo se encaixou perfeitamente. Na minha opinião o pós-fim jogou um balde de água fria. Me senti enganado; a velha história de “tudo não passou de um sonho”. Numa revisão futura, se desejar, corte-o. Fica bem melhor. Só não ficou bem claro o motivo das criaturas não a atacarem da mesma forma. O texto dá a entender que ela estava protegida o tempo todo – como então uma delas entrou em sua nuca? Depois esse detalhe desaparece e fica apenas a possessão mental. Detalhes, detalhes…
    T: Cuidado com os tempos verbais. Tirando essa inconsistência, o texto flui muito bem e traz uma urgência constante.

  2. jggouvea
    20 de setembro de 2018

    Esse é um conto que padeceu da falta de uma leitura beta.

    O núcleo duro do conto é EXCELENTE. Criativo, bem narrado e com um ritmo eletrizante. Não há nada que se criticar ali.

    Mas o final é completamente sem nexo e atrapalha a experiência geral da obra.

    As reminiscências são um tanto longas, também, mas não chegam a comprometer. De qualquer forma, seria bom dosá-las na versão final.

    Gostei muito.

  3. Evandro Furtado
    20 de setembro de 2018

    Pontos Negativos

    – Esse final ficou completamente desconexo e desnecessário;

    Pontos Positivos

    – Há um clima de suspense interessante, evocado pela boa descrição das criaturas e de suas características. O autor conseguiu desenvolver muito bem a atmosfera sem enrolar muito.

    Balanço Final: Good

  4. Wilson Barros
    18 de setembro de 2018

    O conto pareceu-me inspirado no impressionante filme “Vida” com Jake Gyllenhall, desde os seres tentaculares até a cena do vidro, passando pela leitura mental dos alienígenas. Aliás, a cena em que a protagonista covardemente se recusa a abrir a porta para o homem que batia as mãos no vidro ficou perfeita e descreveu muito bem a covardia. Depois ela se senta, tem ataque de pânico…. Pareceu uma paródia dos filmes de heróis espaciais, Kirk, Spock, Taylor dos Macacos, como a Isa falou no final. Ou uma crítica ao esforço hercúleo do Watney “Perdido em Marte”. Os seres estrelas-do-mar foram bem construídos, sua saga pelo universo, devastando mundos. O final foi criativo e a astronauta meio que se recuperou do papel pusilânime que vinha interpretando, “travada em uma linha entre o medo e o instinto de sobrevivência”. O conto está escrito em um bom português, o que tornou a leitura agradável e interessante. Como sugestão, bem, mais “show” e menos “tell”. Menos descrições e mais sugestões. Bom conto, parabéns.

  5. Miquéias Dell'Orti
    14 de setembro de 2018

    Olá.

    Li e reli seu conto procurando alguma relação que justificasse o final, alguma pista do por quê você fez essa quebra… e não consegui encontrar nada 😦

    Confesso que, se não há nenhum motivo super mirabolante para que o conto tenha esse desfecho, para mim esse final ficou descolado.

    Porém, se não considerarmos isso, o que sobra é um conto muito bom! Uma narrativa competente, com frases bem construídas e uma boa tensão com as estrelas-do-mar bizarras que só queriam sobreviver se alimentando de todo o hidrogênio do universo, tadinhas.

    Parabéns pelo trabalho e ficarei aguardando as possíveis explicações para esse final 🙂

  6. Antonio Stegues Batista
    13 de setembro de 2018

    Os Asterias, (da região de Astérion) seres minúsculos tão ferozes e mortais quanto monstros espaciais. Alimentando-se de hidrogênio, dizimam mundos. a vida, onde quer que haja água. O corpo humano é composto de água em 75%, logo, torna-se um manjar para eles. Pois, os Asterias atacam um grupo de exploradores espaciais, deixando apenas um vivo, exatamente para poderem viajar a outro mundo, ou seja, a Terra. Ela, a sobrevivente, apesar da vigilância deles sobre seus pensamentos, decide por um plano em prática se sacrificar para o bem da Humanidade.. O enredo é bom, apenas bom, não tem nada demais, a protagonista não chega a ser uma subtenente Ripley, de Alien, o 8° Passageiro. O conto não é ruim, mas poderia ser melhor, com mais suspense, menos frases dispensáveis e mais ações fortes e surpreendentes. É isso. Boa sorte.

  7. iolandinhapinheiro
    11 de setembro de 2018

    Olá,autor!

    Foi o conto mais criativo que li até aqui, além de bem escrito, com boa utilização de linguagem técnica, convincente no sentido de nos colocar dentro da trama.

    O conto se concentra em uma única personagem, uma pessoa que não gera muita empatia com o leitor porque, logo no início do conto, deixa os seus amigos morrendo do lado de fora do módulo sem que isso gere grandes crises de consciência. O resto da história é o conflito da astronauta com os alienígenas que fazem contato com ela, afinal, para evitar que eles parasitassem outros planetas era determinante que os destruísse, mas ao fazer isso ela precisaria se sacrificar.

    Esta parte me lembrou alguns filmes em que a auto imolação foi a decisão adotada para situações semelhantes. Mesmo diante da decisão da astronauta em se sacrificar pelo bem do universo, a conexão entre eu leitora e a protagonista não foi estabelecida.

    No fim entendi que ela colocou o seu plano em ação e desintegrou-se junto com os extraterrestres.

    Logo depois temos um corte e nos é dado a entender que a história era o conto que havia sido escrito por um concorrente do EC (rs) que o mostrava para a namorada. Não precisava deste último charme, mas também não atrapalhou o trabalho feito.

    O conto é bem escrito e não encontrei problemas gramaticais em seu teor. Deixo os meus parabéns e desejo sorte no desafio.

  8. Pedro Paulo
    8 de setembro de 2018

    Antes de começar, esclarecerei alguns dos critérios a partir dos quais estarei avaliando, ainda que a nota não vá estar totalmente definida antes do desafio. Avaliarei o conto a partir do domínio da língua portuguesa, da estruturação da narrativa, da adequação ao tema e, enfim, mas não menos importante, da criatividade. Vê-se que são critérios interligados. Vamos lá!

    A força do enredo é a protagonista, narradora personagem cujas reflexões e decisões surpreendem. Da mesma maneira, boa parte das informações sobre a natureza do que está acontecendo nos é transmitida a partir de seu ponto de vista. Embora bem escrito, acredito que o conto deu muito espaço ao explicativo, mesmo nos momentos em que as coisas eram explicitadas por sensações da própria personagem. Pelas suas ações e pensamentos, entendemos que é uma militar bem treinada, mas também se trata da última informação pertinente que aprendemos sobre ela, o resto dedicado a tratar do caráter dos “asterias” e o perigo que representam. Nesse sentido, foi interessante acompanhar a dilema da personagem e as maneiras que imaginava para vencê-los, ela, a única esperança da humanidade. Ao mesmo tempo, tão pouco sabia sobre ela que a verdadeira surpresa que tive ao ler o seu plano foi que ela planejava se salvar. Para mim, imaginei que o autor buscaria o efeito dramático de ela ter que se sacrificar, algo que para mim não surtiria efeito pelo pouco que sei sobre ela. No fim das contas, ela acabou chegando a essa mesma conclusão e eu não me senti verdadeira compadecido, admirando sua coragem, mas não entendendo o que se perdia com isso, além de garantir a continuidade da humanidade, é claro. O final em si acrescenta como se fosse uma impressão do próprio conto, mas realmente não fez diferença. Boa sorte!

  9. Sarah Nascimento
    8 de setembro de 2018

    Olá! Seu conto ficou bem legal. Eu gostei da sua descrição dos alienígenas desse planeta. Ficou bem diferente, parabéns.
    Na verdade, eu gostei de tudo relacionado a eles, o planeta, a forma com que se alimentavam, a forma como se comunicavam, achei tudo bem criativo.
    Deu pra sentir a aflição e sofrimento dela quando os companheiros são mortos por aqueles seres.
    Não entendi em que ajudou o trecho em que a personagem envia aos aliens as imagens mentais da tarde que ela passou com um gatinho. Era só para distrair eles?
    O final do conto ficou trágico mas emocionante.
    Questão totalmente pessoal agora: eu preferia ter visto a explosão derradeira, acho que seria mais impactante do que descobrir que o conto era um conto. risos.
    Mesmo assim gostei bastante da sua história!
    P.S.: troca o nome desse gato, coitado. risos.

  10. Caio Freitas
    8 de setembro de 2018

    Como a própria Isa falou no final do texto, parece mesmo um filme B, daqueles hollywoodianos que tentam ser um blockbuster mas não conseguem. Lembrei de Prometheus, com toda essa parada de exploração e aliens parasitas. O final também ficou meio solto, os dois namorados conversando. Podia ter usado esse espaço para mostrar a nave explodindo. Boa sorte.

  11. Ricardo Gnecco Falco
    6 de setembro de 2018

    Olá, Tenente Isa! Terminei de ler o seu conto e confesso que não entendi muito bem a história… Não consegui captar o significado do final que você deu à narrativa. Contudo, analisando a escrita e o enredo, gostei da sensação de medo que permeia o texto; ficou bem real. Foi a descrição de alienígenas mais inesperada que vi até o momento. Talvez por não serem em nada semelhantes com a nossa forma (cabeça, membros superiores, inferiores, tronco etc.), ficou bastante interessante imaginar estes seres por você descritos. Gostei da tensão, do plano mental da protagonista para tentar escapar e ludibriar os alienígenas e, quando pensei que a cena final iria narrar exatamente esta tentativa, rolou essa quebra no texto, que eu — confesso — não tive capacidade para compreender. Mas, valeu a viagem! Obrigado por compartilhar sua história e boa sorte no Desafio! Saudações,
    Paz e Bem!

  12. Emanuel Maurin
    1 de setembro de 2018

    É muito bom, adorei.

  13. Emanuel Maurin
    1 de setembro de 2018

    Confesso que você me pegou, fui ao clímax achando que você iria se sacrificar pela humanidade.

E Então? O que achou?

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Informação

Publicado em 1 de setembro de 2018 por em Alienígenas.