EntreContos

Detox Literário.

O menino e o diabinho (José Américo Moura)

Em seu quarto escuro, aquele menino esmirradinho de calça curta deitou seus joelhos aos pés da cama e começou a rezar.  Ele rezava baixinho para não acordar seu irmão mais velho que dormia na cama ao lado.

“Ave Maria cheia de graça… Santa Maria mãe de Deus… Pai nosso… “ era assim todas as noites, ele rezava e pedia aos santos proteção para seus pais e irmãos, mas principalmente, para que  afastassem dele os maus pensamentos e que o capeta não invadisse mais os seus sonhos, coisas que vinham acontecendo todas as noites.

Por isso o padre lá da Igreja Matriz o aconselhou a rezar antes de dormir. Às vezes dava certo, outras não tinha jeito, o tinhoso aparecia e ele tinha longos e terríveis pesadelos.

O capeta aparecia em forma de coelho, com  dentões enormes atacava o menino que agarrava no pescoço do capetinha querendo enforcá-lo, mas o demo era esperto e escapava das suas mãos e partia para cima dele de novo que gritava de medo, era uma coisa horrível – aqueles olhos vermelhos que mais pareciam duas brasas acesas e todas as vezes que isso acontecia ele acordava com a cama toda molhada.

No inverno, dormir com a cama molhada era uma coisa muito ruim. Seu colchão de capim já tinha um buraco enorme no meio, sua mãe enchia aquele buraco com panos velhos e jogava o lençol em cima. Ele dizia pra mãe que só mijava na cama por culpa do capetinha que todas as noites vinha na sua cama para mordê-lo, mas a mãe nunca acreditou nessa história e ele sempre apanhava por causa disso.

Mas ele tinha um avô que sempre lhe dava bons conselhos.

Ele então contou ao avô sobre esse capetinha que em forma de coelho vinha nos seus sonhos para mordê-lo com aqueles dentões enormes e por isso ele acordava sempre mijado, molhando toda a cama e dormindo com muito frio.

Seu avô, que era um homem sábio,  sempre tinha solução pra tudo e lhe deu o seguinte conselho:

“Você vai ao campo de futebol, atravessa o “corguinho” que do lado de lá deve ter muitas varas de guaxima. Pegue umas duas ou três bem fininhas, limpe-as bem e guarde debaixo do seu travesseiro. Mas não conte a ninguém, não! Nem a sua mãe, muito menos para os seus irmãos.O capetinha pode ser algum deles e se você falar ele vai ficar sabendo e pode armar alguma pra você, o diabo é muito ardiloso.”

E continuou o vovô:

“Muito bem, tem mais uma coisa muito importante: quando o diabinho vier lhe morder você grite bem alto, o mais alto que você puder, grite assim:  Diabinho, diabinho, vou arrancar o seu courinho, diabinho, diabinho vou arrancar o seu courinho! Grite bem alto, grite três vezes e mete a mão debaixo do travesseiro, pegue uma varinha de guaxima e comece a surrar o cão, sempre gritando : diabinho, diabinho, vou arrancar o seu courinho! Bata com força! Dê uma surra no cão que ele nunca mais virá lhe perturbar.  Se uma vara quebrar, pegue uma outra e continue a sova, você vai ver como estará livre para sempre do danadinho.”

“Mas, vovô…” perguntou o menino: “como é que eu vou pegar a varinha se ainda estou dormindo?”

“Mas é dormindo mesmo, você tem que surrar ele durante seu sonho, não é no sonho que ele aparece? Então você dá seu jeito, se acordar continue batendo e depois volta a dormir, dá tempo sim; você é sabido, trata de buscar as varinhas lá no mato, mas antes vá lá na cozinha acender um cigarro pra mim.”

O avô do menino só andava se arrastando pela casa, ele era cego e só tinha uma perna que não funcionava mais e a outra foi cortada, por isso ele andava arrastando a bunda pela casa.

O menino ficou com aquilo na cabeça e logo que saiu de perto do avô foi até o campo de futebol, atravessou o ‘corguinho’ que na época estava rasinho e foi até o mato procurar varas de guaxima. Escolheu uma meia dúzia delas e levou pra casa, com cuidado pra ninguém ver conforme lha havia dito o avô. Com o canivete limpou direitinho as varas, ficaram branquinhas, estavam macias e cheirosas..

Foi até à loja do seu tio e pegou uma folha grande de papel, daqueles que ficam enroladas em uma bobina para embrulhar as compras dos fregueses. Seu pai vendo aquilo lhe perguntou para que era aquele papel, ele respondeu que era para fazer papagaio.

“Com papel grosso?” Perguntou o pai.

“ É sim, papai, eu gosto assim.” e foi embora.

Com as varas enroladas na mão ele entrou em casa tomando todo cuidado pra ninguém vê-las e as guardou debaixo do travesseiro de sua cama.

 

Aquele dia demorou muito para passar, o menino não via a hora de ir dormir para dar uma surra no capetinha. Naquela noite ele chegou em casa bem mais cedo e foi deitar. A mãe até estranhou, ele não era disso, geralmente ele ia dormir bem tarde  e jantava comida fria do forno porque nunca estava em casa na hora do jantar. Ficava até altas horas da noite brincando de polícia e ladrão, chegava em casa mais sujo que um porco, lavava os pés na bacia e ia dormir, não sem antes de dar um “bença pai”, “bença mãe”, que sempre respondiam entre os dentes “bençôe meu fi”, bençôe meu fi”. Ele sabia que se não desse bença é que os capetas vinham mesmo.

Naquela noite, ele perdeu o sono e ficou lendo revistas em quadrinhos sob a luz de uma lamparina fedorenta de querosene. Escolheu uma aventura do Fantasma, aquele que tinha um cachorro chamado Capêto, não era bem um cachorro, na verdade era um lobo.

O Fantasma, também chamado de Espírito que anda.Foram os índios pigmeus que o criaram, diziam que ele era imortal, ele morava em uma caverna que tinha a forma de uma caveira, usava um uniforme e tinha máscara, seu cavalo se chamava Herói e ele tinha também um anel na forma de caveira, que era a sua marca registrada: cada soco que ele acertava, o bandido  ficava com a marca da caveira no rosto que nunca mais saia.

Depois de ler umas duas revistas, finalmente ele dormiu e o pior, sem fazer as suas orações.  Tava ferrado, era hoje que o diabinho ia aparecer.

Tiro e queda!  Lá  no meio de um sonho profundo, o capeta chegou em forma de um coelhinho branco como a neve e macio que nem uma pluma, os olhos em brasas, mas com uns dentões que dava medo em qualquer menino.

Foi um horror, a briga do capetinha com o menino estava terrível. Depois daquele pesadelo quando o xixi começou a rolar atravessando o colchão e fazendo aquele barulho de água caindo ele acordou e se lembrou das palavras ditas pelo seu avô e começou a gritar bem alto:

“Diabinho, diabinho vou arrancar o seu courinho! Diabinho, diabinho vou arrancar o seu courinho”, e E metendo a mão debaixo do travesseiro pegou uma varinha de guaxima e na escuridão daquele quarto começou a surrar o irmão mais velho que dormia tranquilamente na cama ao lado.

Quando a guaxima começou a comer no lombo do seu irmão ele acordou e começou a gritar feito um desesperado, mas o menino não parava de bater, crente que estava surrando o diabinho. Com o barulho a mãe que tinha sono leve acordou e foi correndo para o quarto.

Com a lamparina acesa na mão ela viu que seu filho mais velho estava levando uma surra de vara do filho mais novo que gritava o tempo todo; “diabinho, diabinho… “ a vara descia no lombo do outro sem dó nem piedade e o filho mais velho só rolava na cama e berrava e xingava sem entender por que estava apanhando.

A mãe vendo aquilo apanhou uma vara que estava na cama e não pensou duas vezes, começou a bater no menino mijão que aos gritos dizia para a mãe que estava surrando o capetinha, mas a mãe não perdoou e continuou batendo no filho. Com aquela gritaria a criançada da casa acordou e começou a chorar, o pai que precisava acordar cedo para o trabalho se levanta muito puto da vida, passa a mão no cinto e se dirige ao quarto dos meninos.

E sem perguntar nada foi baixando a bordoada, todo mundo entrou no couro até a mãe que batia no menino, foi uma algazarra geral, todo muindo correndo pela casa com medo da cinta do pai que na verdade já não batia em mais ninguém ele só queria mesmo era entender o que estava acontecendo.

Após a tempestade o arco-íris sempre aparece no horizonte, e aos poucos as coisas foram se acalmando e logo a família toda estava na cozinha conversando sobre o acontecido.

Quando o pai perguntou para o menino por que ele estava surrando seu irmão mais velho, ele falou para o pai na maior sinceridade: “Foi o vovô papai, foi ele que mandou eu pegar umas varas de guaxima lá de lá do’corguinho’ para dar uma surra no diabinho dos meus sonhos”. O pai que já conhecia a história do diabinho em forma de coelhinho começou a rir dizendo: “ só podia ser coisa do papai, logo mais eu acerto as contas com ele”.

Fim da farra todos voltaram para suas camas e foram dormir. Mas de uma coisa eu tenho certeza, depois daquela noite o diabinho nunca mais apareceu nos sonhos do menino que até parou de fazer xixi na cama.

Entrou no cu do pato, saiu no cu do pinto, eu contei uma história, vocês agora me contam cinco.

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52 comentários em “O menino e o diabinho (José Américo Moura)

  1. Bianca Machado
    27 de abril de 2018

    Olá, autor/autora. Não me sinto em condições de fazer comentários muito técnicos dessa vez. Então tentei passar as minhas impressões de leitura, da forma como senti assim que a terminei. Desde já, parabenizo por ter participado!

    Então, vamos ao que interessa!
    ————————————————
    Não achei o texto tão engraçado assim, apesar de ver que ele foi escrito com essa intenção, daquele humor de causo, e eu gosto disso, desse humor leve. Para mim foi uma história agradável de ler, mas que nada tem de experimental, a não ser que seja para o próprio autor/autora. É isso, narração bem segura, mas não tem a ver com o desafio, em minha opinião. Boa sorte no desafio.

  2. Amanda Dumani
    27 de abril de 2018

    Um ótimo causo. Daqueles que me fazem imaginar uma roda de história regadas a café, bolinho de chuva e doce de leite. O ritmo é bom e a escrita é leve. Gostaria que você trabalhasse melhor a parte da loja e a motivação de embrulhar as varas. Sim, eu sei, é para escondê-las. Mas haveria um temperinho extra e mais uma oportunidade de colocar o menino em uma situação cômica. Não consigo vislumbrar o “experimental” porém fico na torcida que você tenha de fato experimentado algo novo escrevendo o conto.

  3. Sabrina Dalbelo
    27 de abril de 2018

    Olá,
    Taí um bom causo desses que se conta à beira de uma fogueira para a criançada dos escoteiros.
    Está bem escrito, a trama é boa e até convence. Se não fosse o final me contando que era literalmente um causo, eu pensaria que daqui a pouco o diabinho era algo real para o menino, apenas citado de forma metafórica no texto.
    Parabenizo o autor(a) pela singeleza na escolha das palavras, porque texto bom é o que se faz entender. A leitura é fluida e a mensagem é terna, como uma historinha para dormir (e foi uma dentro da outra, né!?).
    Parabéns!

  4. Daniel Reis
    26 de abril de 2018

    Um causo daqueles tradicionais, em que não encontrei realmente uma “experimentação” para o leitor – pelo menos, não inflingiu uma provação… um texto fácil de ler, afinal. Uma observação: no trecho em que compra o papel, acho que a pergunta tinha que ser do tio (dono da venda) e não do pai. De qualquer forma, desejo boa sorte e sucesso, Entrecontista!

  5. M. A. Thompson
    24 de abril de 2018

    Olá autor(a).

    Desculpe mas não tem nada de experimental, você deveria ter um conto guardado, queria a nossa opinião e mandou ver. Te respeito por isso, mas experimental é fazer diferente e seu conto é um conto como outro qualquer: começo, meio, fim, personagens, cenário, enredo, clímax, desfecho. Normalíssimo.

    Nem é um conto ruim. Um menino mija na cama, põe a culpa em um diabo que apare travestido de coelho nos sonhos. O avô ensina um jeito de acabar com aquilo e apesar da confusão do final, o diabo some e o menino para de mijar na cama.

    Os detalhes do Fantasma foram desnecessários.

    Parabéns pelo conto mas não considero um conto experimental.

    Boa sorte no desafio.

  6. Filipe
    23 de abril de 2018

    Que conto mais agradável! A inocência, a roça. Muito gostoso de ler.

  7. Ana Carolina Machado
    23 de abril de 2018

    Oiii. Achei o texto muito divertido e narrativa muito interessante, narrativa esta que valoriza a inocência da criança e a forma dela lidar com a questão de fazer xixi na cama. Acho que talvez o experimental esteja nas entrelinhas, até mesmo no fato da forma como a narrativa foi contada, mas o tema experimental poderia ter ficado um pouco mais claro. Parabéns. Abraços.

  8. Amanda Gomez
    22 de abril de 2018

    Olá,

    Olha eu dei boas risadas com esse causo, a narrativa é muito atraente, divertida, leve espirituosa, achei o conto todo muito bacana não tive que fazer esforço algum para chegar ao final dele…embora algumas repetições tenha quebrado um pouco a fluidez.

    É um ótimo causo, a questão fica por conta do tema do desafio, não sei se é uma novidade escrever esse tipo de narrativa para o autor, mas pro desafio em sim acredito que faltou o elemento experimental…aquilo que seria fora do comum, da caixinha, É um ótimo conto, em um desafio de comédia seria forte concorrente, agora nesse sinceramente não sei, acho que faltou um pouco pra chegar lá.

    Parabéns pelo texto e boa sorte no desafio!

  9. Andre Brizola
    21 de abril de 2018

    Salve, Zé!

    Cara, acho que seu conto não se enquadra no tema do desafio. Sei que é tudo uma questão de ponto de vista. Mas achei, se for possível fazer esse comentário, até bastante certinho. Eu gosto desses causos caipiras, e acho que o narrado aqui é bastante característico. Mas acho difícil comentar estando ele fora do “padrão” para o desafio.
    Agora, lendo por outra perspectiva, trata-se de um conto com algumas coisas a corrigir. Ha um conteúdo legal, carismático dentro da sua proposta, mas que precisa ser lapidado um pouco mais. Alguns errinhos na gramática, algumas situações não explicadas (a cena na loja do tio me pareceu desnecessária e gera situações não explicadas, por exemplo).

    É isso! Boa sorte no desafio!

  10. Rose Hahn
    21 de abril de 2018

    Caro Autor, alinhada com a proposta do desafio, estou “experimentando” uma forma diferente de tecer os comentários: concisa, objetiva, sem firulas, e seguindo os aspectos de avaliação de acordo com a técnica literária do “joelhaço” desenvolvida pelo meu conterrâneo, o Analista de Bagé:

    . Escrita: Singela, explicadinha;
    . Enredo: Capeta finge que é um coelho para assombrar menino mijão;
    . Adequação ao tema: Sorry, foi na contramão;
    . Emoção: Pela ousadia de um texto tão puro num desafio de doidos, parabéns pela coragem!
    . Criatividade: Contou um causo, tem potencial para contar outras histórias. Não deixei o capeta do Entrecontos te assustar.

    . Nota: É irrelevante. Vc. está experimentando o mundo do EC. Volte sempre.

  11. Jorge Santos
    21 de abril de 2018

    Este conto parece completamente desajustado com o tema. A história é simples e tem ecos na filosofia das histórias da Disney, sempre com uma função educativa. Azar, rapaz: tenho 46 anos e já eduquei tudo o que tinha para educar… :). À parte da função educativa e da história da superação do menino, não encontrei mais nada. Esperava mais. Boa sorte no desafio.

  12. Gustavo Aquino Dos Reis
    20 de abril de 2018

    Delícia de trabalho.

    Adoro causos. Amo a linguagem regionalista e meus olhos brilham quando vejo autores utilizando-a tão bem.

    Gostei muito da sua obra.

    Porém, infelizmente, não vi nada de experimental nele. E essa ausência fará com que o brilho do conjunto geral diminua um pouco.

    No mais, parabéns.

  13. angst447
    16 de abril de 2018

    Um causo bem divertido, que prende a atenção como se estivéssemos em volta de uma fogueira em noite de lua cheia.
    Imaginei que o avô do menino fosse o próprio saci aposentado. Sem uma das pernas, fumando… Sei lá.
    Há algumas falhas na sua revisão, já apontadas pelos colegas. O excesso de “tinha” e diminutivos me incomodou um pouco.
    Experimental ou não, o conto é uma leitura agradável, com bom ritmo e fluidez. Boa sorte!

  14. Renata Afonso
    15 de abril de 2018

    Oi, Zé!
    Gostei do seu conto, estou sorrindo até agora, achei leve, fluida e bem singela a história do menino mijão atordoado pelo tal diabinho que encontra a solução com um conselho do avô,
    Você escreve bem, é lógico, e o experimento acredito que esteja no experimentar o simples, contado de forma tão simples que parece que um amigo está nos contando.
    Boa sorte pra vc!
    Abraços

    • Zé Biguá
      15 de abril de 2018

      Que delícia de comentário, desses que me fez lembrar Louis Armstrong: ” And i think to myself: what a wonderful whord”.

  15. Priscila Pereira
    13 de abril de 2018

    Olá Zé,
    Imagino que o experimentalismo se dê pelo fato de que você nunca tenha antes se aventurado nos causos… Eu também não, seria muito difícil pra mim escrever assim. É um ótimo conto, bem humorado, interessante, fluido. Um autêntico causo! Se é o seu primeiro mesmo, você conseguiu se sair muito bem. Parabéns e boa sorte!

    • Zé Biguá
      15 de abril de 2018

      Estou adorando estar aqui, principalmente por poder interagir com pessoas como você que parece conhecer nossa alma.Obrigado pelo comentário tão simpático.

  16. Rsollberg
    13 de abril de 2018

    Fala Zé!

    Seu conto tem muita fluidez, a leitura ficar rápida, agradável e sem percalços.
    Gosto muito desse estilo “causo”, pois traz, mesmo sem pretensão” um pouco da nossa própria cultura. Não por outra razão, sentimos de imediato certa familiaridade.
    No que diz respeito aos personagens, penso que poderiam ser melhor explorados.
    O Avô tem potencial para crescer na história, bem como o irmão poderia ser melhor desenvolvido.
    Agora, como todo respeito, não consegui enxergar o tal do “experimentalismo” nessa obra. Pareceu-me um conto de gaveta aproveitado para o desafio. Bem, talvez seja esse o lado experimental, o famoso “vai que cola”.

    Saudações!

  17. Pedro Paulo
    12 de abril de 2018

    Olá, Zé! Encontrei no seu conto uma história leve e divertida, escrita de maneira fluida e clara. Não me restou dúvidas de que sabe contar uma história, mas tiveram alguns trechos que li sabendo que poderiam ter sido melhores escritos, além de outros em que se vê errinhos que seriam logo corrigidos em uma revisão mais assídua. Nomeadamente, falo de faltas de vírgulas, letras deslocadas e há uma crase utilizada de forma indevida (Foi até à loja do seu tio e pegou uma folha grande de papel), nada que de fato prejudique o conto. A maneira direta e casual como a história foi escrita dá a impressão de que o narrador está contando para a gente.

    Eu não estou concebendo o experimentalismo muito ligado ao conteúdo, dando mais atenção ao formato. Aqui, vemos um conto estruturado de maneira comum, com uma história linear de início, meio e fim. Nas últimas palavras, incluiu ali uma sentença que convida o leitor a uma brincadeira, mas eu não acolhi como um indicativo forte de um conto experimental, parecendo uma tentativa apressada de fazê-lo.

    Boa sorte!

    • Zé Biguá
      12 de abril de 2018

      Que legal, comentário honesto com correções devidas mas sem desmerecer a minha singela história. A crase errada me serviu de alerta. Obrigado amigo, se houver um próximo conto prometo me dedicar mais, esse do diabinho saiu de uma fornada só.
      Abraços e sucesso com seu conto.

  18. Anderson Henrique
    11 de abril de 2018

    Um bom conto, divertido, fluido, as figuras familiares bem caracterizadas. Li sem entraves, suave e fácil. Faltou adequação ao tema, o que é relativo, relativo, mas é preciso tomar uma decisão, não?

  19. Catarina Cunha
    10 de abril de 2018

    Frase especial: “Diabinho, diabinho vou arrancar o seu courinho! “

    Um conto divertido, leitura leve e simpática, mas muito simples para o que o desafio pede.Aparentemente o (a) autor (a) não ousou sair da zona de conforto. Talvez se o tema fosse “regionalismo”, “comédia” ou “cotidiano”, eu teria me impressionado mais. Sem dúvida o (a) autor (a) tem talento para contas “causos”, no entanto essa linearidade na forma textual fugiu, demais da conta, do tema e não empolgou.

  20. Luís Amorim
    8 de abril de 2018

    Conto muito divertido, especialmente a intervenção do avô dando seus conselhos para dar uma lição no diabinho. Tem alguns tempos verbais que não parecem os mais correctos. Não é bem um conto experimental, parece-me, a não ser talvez com a última frase.

  21. werneck2017
    5 de abril de 2018

    Olá,

    Li seu texto com prazer: ele encanta, cativa o leitor com sua pegada regionalista-folclórica. Tem humor e eu me diverti, apesar de haver necessidade de revisão. Dito isso, não vi o experimentalismo expresso no conto. Se um amontoado de palavras é experimentalismo, conforme alguns colegas salientaram, não haveria necessidade de categorizar este desafio e cada um postaria um texto inédito ao seu bel-prazer. Vi qualidade no seu texto, singeleza, humor, mas não vi o experimentalismo que é a que se destina esse certame. Boa sorte no desafio.

  22. Luis Guilherme Banzi Florido
    2 de abril de 2018

    Boa noiteee, tudo bao?

    Cara, seu conto é muito divertido e gostoso de ler! Adorei! A leitura flui rapida e natural, o enredo é agradavel e curioso. Me senti sentado numa mesa de madeira num sitio ouvindo um tiozinho contando causos de sua infamcia com olhos perdidos e saudosos. Que gostoso!

    Por outro lado, e agora vem a parte chata, achei que o conto se adequa pouco ao tema. Me parece uma historia comum do interior, um dos muitos causos contados. Nao consegui perceber experimentalismo. Porem, isso é algo muito particular, e acredito que va ter gente q discorde de mim.

    Adorei especialmente o desfecho, a parte da algazarra na madrugada. As situacoes sao muito visuais, e foi como se eu olhasse de fora rindo da cena toda.

    Parabens, bom trabalho!

  23. S Ferrari
    2 de abril de 2018

    Dentro de uma historinha destas “inocentes” nota-se que vc quis participar. Pouco esmero ao tema, no entanto. É, já devem ter dito isso. Talvez seja culpa da minha leitura. Mas falando da história, fico pensando pq falta um pouco de enfrentamento do autor (e de muitos autores contemporâneos) a arte de criar algo novo. Acho que falta coragem, ou será que é coisa de talento? Talento não deve ser, pq a contação da história é super divertida. mas a imagética é tão comum e pobre. Falta personalidade. Diabinho poderia ser algo novo né. Diabinho poderia ser O mestre pedra de rio coberto de espinhos de sorvete (que só surge no inverno) ao invés de coelhinho poderia ser um tomate com sotaque francês que reclamava ter semente de abacate dentro dele. Quero dizer…..fazer uma imagem superior para a imaginação do leitor, cansado do diabinho…. Abraços.

  24. Ana Maria Monteiro
    31 de março de 2018

    Olá Zé Biguá. Você ofereceu-nos uma história fofa, divertida e singela. Talvez seja essa a parte experimental; experimentar escrever uma história simples e redondinha em meio a uma imensa bagunça (no melhor dos sentidos, porque temos excelentes trabalhos neste desafio). Destoa? sim. Desta vez, todos destoamos. Há realmente uma ternura juvenil nesse menino e uma meninice reencontrada no avô que arrasta a cegueira, as pernas inúteis e o rabo pela casa toda. Você contou uma história e todos aqui estamos contando muitas, bem mais que cinco. Li com um sorriso que permaneceu até final. e continuo com ele enquanto comento. Está bem assim, então. Parabéns e boa sorte no desafio.

    • Zé Biguá
      31 de março de 2018

      Meu Deus, eu só agradeço por ler um comentário tão bonito, você leu com um sorriso nos lábios, eu leio com lágrimas nos meus olhos, Não preciso mais de nenhum prêmio, obrigado,

  25. Thata Pereira
    27 de março de 2018

    Bom, por estar em primeiro lugar no momento que comento, acabei lendo o comentário da Paula e concordo com o que ela disse: o experimental depende do ponto de vista. Portanto, só saberemos o motivo do autor considerar seu conto experimental quando ele for revelado.

    Minha visão de jornalista que só tem lido e assistido tragédias pensou maldades sobre o conto. Pensei que o irmão mais velho violentava o mais novo e que a imagem do “diabinho” era usada pelo mais novo como uma fuga. Bom, mas o conto não faz nenhuma indicação sobre isso. Pelo menos, espero não ter deixado passar.

    Gostei do modo como foi escrito, da última frase e encontrei apenas um errinho de digitação em uma palavra “muito(a)”.

    Só não encontrei o experimentalismo, infelizmente.

    Boa sorte!

  26. Paula Giannini
    26 de março de 2018

    Olá, Autor(a),

    Tudo bem?

    Experimentação depende do ponto de vista. Todo texto, ou melhor toda obra de arte é, obviamente, um experimento. Se um autor acostumado, por exemplo a escrever FC se propõe a escrever um causo, isso é uma experiência. Ainda mais simples que isso, tentar causar uma certa sensação, será, igualmente, uma experimentação.

    O autor nos traz um causo bem ao estilo Pedro Malasarte, uma narrativa ingênua que funciona muito bem se direcionado ao público infanto juvenil. Causo, bem ao estilo “matuto”, mas que também me remeteu a comédias de erros como as de Molliere, onde um acontecimento desencadeia outro e este, por sua vez, coloca um terceiro em curso. Isso acontece na cena onde todos terminam apanhando graças ao “bom Conselho do avô”.

    Parabéns por seu trabalho.

    Sorte no desafio.

    Beijos

    Paula Giannini

  27. Ricardo Gnecco Falco
    23 de março de 2018

    PONTOS POSITIVOS = Um ‘causo’ com uma pegada bem do interiôrrr… Menino que faz xixi na cama quase que diariamente acaba executando plano direcionado por seu avô para tentar resolver o problema e, mesmo causando um reboliço danado, ao final consegue êxito.

    PONTOS NEGATIVOS = Não encontrei um atendimento ao tema proposto pelo presente Desafio.

    IMPRESÕES PESSOAIS = Uma história que seria melhor aproveitada em um desafio não-temático, ou com tema pertinente à narrada pelo/a autor/a.

    SUGESTÕES PERTINENTES = Realizar uma ruptura do convencional no texto, criando um aspecto experimental no mesmo.

    Boa sorte no Desafio!

  28. Fernando Cyrino.
    20 de março de 2018

    Olá, Zé Biguá (cá costumo me admirar com os bandos de biguás voando em formação de V pelo céu. Ler o seu apelido fez-me lembrar muito deles, até porque você voa com a sua história). Nem vou me perguntar onde está a experimentação no seu conto. Ela povoa a história toda, eis que toda literatura nada mais é do que uma experimentação de palavras. Creio nisto. Achei que a sua experiência está ligada ao fato de que quis me trazer o olhar infantil da criança dentro do seu conto. Nesse sentido, achei que funcionou. Pareceu-me tratar-se de coisa autobiográfica e aí fiquei pensando se não poderia ter havido maior criação em cima do enredo. Sim, está tudo muito linear, muito retinho e sua história merecia ser mais criativa, dar voltas, buscar embrulhar mesmo o leitor. Texto bem escrito e o final ficou bacana ao me propor a continuação do jogo de contar. Grande abraço.

  29. Fabio Baptista
    19 de março de 2018

    Eu gostei do conto, ele é bem simpático. Até a metade mais ou menos eu estava pensando que ele caminharia para o lado do terror gore! Tipo, que o avô era o diabo mesmo e o menino surraria o irmão até a morte, batendo nele até que a pele começasse a desgrudar da carne e… bom, acho que já deu pra captar a ideia…

    Porém tudo acaba num final feliz, tendo o avô feito apenas uma brincadeira sadia e a famíla volta a dormir sossegada.

    Sobre o tema: experimentar um conto convencional num desafio experimental é uma experiência proposital por subverter o experimentalismo radical? Fica a dúvida…

    Abraço!

  30. Jowilton Amaral da Costa
    19 de março de 2018

    Achei um bom conto, bem escrito, o experimental passou raspando, se é que houve experimentalismo. Uma trama simples e divertida, como muitos disseram, um causo, bem contado, mas apenas um causo. Boa sorte no desafio.

  31. Mariana
    15 de março de 2018

    Um diabo em forma de coelho é uma coisa curiosa…. Não vou me alongar muito, é um texto bastante tradicional no conteúdo e forma. Parece até que o autor quis experimentar produzindo algo o mais tradicional possível: um causo do interior, com pai de cinta e avô antigo. Está legal, mas não adequado. Enfim, parabéns e boa sorte no desafio.

  32. Evandro Furtado
    15 de março de 2018

    O conto não se encaixa, exatamente, no desafio pela falta da experimentação. Faltou mesmo arriscar mais. A estrutura é comum, o conteúdo não tem nada de diferente.
    A história é bem linear, sem problemas aparente. Tudo é explicado de forma clara, sem confusão no enredo.
    A narrativa apresenta alguns problemas, sobretudo, com a pontuação. O texto me parece apresentar muitas marcas de oralidade e, ainda que isso possa ser um elemento de estilo do narrador, não contribui para o conto, sobretudo dado o fato de não adequar muito bem ao tema do desafio.

  33. Evelyn Postali
    14 de março de 2018

    Tadinha da criatura… Essa história é bem um causo, daqueles que se ouve e não se lê. A linguagem regional, começo, meio e fim, o humor. De experimental não tem nada, mas valeu a leitura. Gostei de como tudo aconteceu dentro do roteiro que construiu.

  34. Higor Benízio
    14 de março de 2018

    Não é um texto para este desafio, e o auto (a) com certeza sabe disso. Olha, não me leve a mal, mas é um desrespeito com os colegas aproveitar-se da obrigatoriedade de lermos os contos do desafio, para enfiar textos deslocados por nossa goela abaixo. No mais, o texto é um pouco ingênuo, mas nada que uma revisão não resolva. Ocorrem repetições de palavras, frases previsíveis, interrupções abruptas no ritmo da narrativa que não fazem o menor sentido, falas que não soam como as de personagens críveis etc.

  35. André Lima
    13 de março de 2018

    O tema não foi explorado nesse conto. Não se trata, em nenhum aspecto, de uma obra experimental.

    Apesar de ser um texto minimalista, com uma linguagem típica do interior, o autor não explora o humor negro de uma forma mais incisiva, o que o caracterizaria como obra experimental. E a obra pede pra isso!

    O texto tem um ritmo bem interessante, rápido, leve, mas a história é deveras linear. O final é decepcionante. A curiosidade e o mistério que o autor causa não são respondidos, o que nos deixa com a impressão de frustração ao término da leitura.

    Há coisas muito legais que podem ser aproveitadas do conto: a técnica é boa, leve, o autor tem muita habilidade para amarrar o leitor. Eu não conseguiria criar um texto com a linguagem utilizada pelo autor, mas este o fez com maestria nesse aspecto.

    Boa sorte no desafio!

  36. Fheluany Nogueira
    12 de março de 2018

    Uma leitura divertida, que segue pelas veredas mais previsíveis, com linguagem regionalista, bem amarrada ao estilo e assunto: um “causo”. As referências folclóricas e aos quadrinhos, a inocência da criança imprimiram simpatia ao texto. Ocorrem alguns equívocos de digitação, pontuação e uso dos tempos verbais, pouca coisa, que não chegou a prejudicar a fluidez da leitura. Não consegui captar nenhuma experimentação linguística ou estrutural. Mas é um bom texto. Abraço!

  37. Regina Ruth Rincon Caires
    12 de março de 2018

    Um conto gostoso de ler. Traz muita ternura, brinca com o folclore e está salpicado de inocência. Tem como pano de fundo o sertão e seus costumes. Uma história como tantas outras contadas por nossos antepassados em noites de descanso, sem pressa. A narrativa segue uma construção natural. Acredito que o texto não esteja nos moldes do desafio, mas não deixa de ser uma leitura prazerosa.

    Parabéns, Zé Biguá!

    Abraços…

  38. Rubem Cabral
    12 de março de 2018

    Olá, Zé Biguá.

    Vou fazer coro ao que quase todos comentaram: é um bom “causo”, com uso de linguajar típico do interior brasileiro, mas não é experimental. Em verdade, é bem o oposto disso: é um conto bem tradicional, de inspiração folclórica e que remete ao formato do “causo”, de histórias contadas ao redor de uma fogueira, por exemplo.

    O conto tem alguns problemas de revisão: há certa variação temporal, a narração vem e volta, passado e presente, sem razão para tal. Há alguns erros pequenos de grafia e pontuação tbm, embora tenham sido poucos os erros que vi.
    Boa sorte no desafio! Abraço!

  39. Antonio Stegues Batista
    12 de março de 2018

    É um conto de humor, sem dúvida, achei legal. Experimental? Acho que não,mas gostei. Só não entendi a cena do 4° parágrafo, não sei quem era quem! As situações e referencias do campo, o avô arrastando bunda pela casa, o pai surrando todo mundo, estão perfeitas. A referência sobre o Fantasma,com Capeto e Herói, um dos meus heróis preferidos na adolescência, foi uma surpresa gratificante. Boa sorte.

  40. Cirineu Pereira
    11 de março de 2018

    Um conto com ares de “causo” e, em se tratando de narrativas, há algo mais convencional que um bom causo? Esse conto, ao meu ver, apesar de fluído e bem humorado, é a antítese do experimento.

  41. iolandinhapinheiro
    10 de março de 2018

    Olá, autor. Vc trouxe para nós um conto simpático sobre um velho FDP que causa um transtorno enorme na família. Sinto dizer que não vi nada de experimental no texto. A culpa nem é sua. O conceito de experimental (se é que existe algum) é muito difuso deixando os escritores sem saber se o estilo (no seu caso, insólito) que trouxeram está dentro do tema. Eu mesma estou super perdida e acho que foi uma escolha infeliz a deste tema. Como conto a sua história tem um enredo simples e com uma boa fluidez. Não fosse a exigência do tema, conquistaria boas notas de muita gente que aprecia esta pegada mais sertaneja, muito agradável. Não encontrei muitos problemas embora também não tenha gerado o impacto necessário para que se destaque entre os melhores. Não tendo muito mais a dizer, desejo boa sorte. Um abraço.

  42. Paulo Luís Ferreira
    10 de março de 2018

    Tá difícil encarar este desafio!… Enquanto uns experimentam demais, outros experimentam tanto que se esquece de dizer alguma coisa em pró da escrita. Outros não sai do lugar comum. Este, por exemplo, no meu entender, não experimenta nada, onde não há nem uma pitadinha de sal para o experimental. Estando mais para um menino da porteira sem boi?

  43. Paulo Cezar S. Ventura
    10 de março de 2018

    Uau, uma bela história de causos do sertão das Gerais. Eu que sou de lá dessas paragens também, ouvi e ouço muitas histórias bonitas como essa. Mas queria entender mais esta história de “experimental”. Experimentar o quê? Histórias de capetinha são comuns, sacanagens do vovô, já presenciei também, menino mijão já fomos todos na vida. Mas a forma que você conta o causo é bem legal. De boa leitura.

  44. Angelo Rodrigues
    10 de março de 2018

    Caro Zé Biguá,

    o conto é legal. Parece uma daquelas histórias contadas nos livros do Câmara Cascudo, bem lá do interior do Brasil, antes da luz elétrica.
    Mas… confesso que não vi nenhuma experiência linguística, estilística e tal. Em outras condições, ok, o conto iria bem, mas como “Experimental”, sei não.

    Prometi a mim mesmo que não implicaria com essa questão, mas a história é interessantemente comum, fora demais do prumo do desafio.
    Não estou a julgar as qualidades do conto, mas a compreendê-lo no trilho do desafio, e isso não me parece acontecer.

    Boa sorte com o desafio.

    • Zé Biguá
      10 de março de 2018

      Você está certo, não é um conto experimental, até porque eu nem sei o que é isso. mas acredite meu amigo, estou muito feliz com seu comentário. É o primeiro conto que escrevo para ser julgado por pessoas que realmente entendem do assunto, eu sou apenas um contador de histórias dos meus tempos vividos no sertão das Minas Gerais.

  45. Matheus Pacheco
    10 de março de 2018

    Po velho, sacanagem com o garotinho mas por que sempre é culpa do irmão velho?Tá certo que geralmente eles realmente são os culpados, mas isso não vem ao caso.
    Excelente história, misturando toda a inocencia da criança e os demais aspectos do campo.
    Abração ao escritor

    • Zé Biguá
      10 de março de 2018

      Obrigado amigo, fiquei emocionado com seu comentário para minha pequena história.

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Publicado às 10 de março de 2018 por em Experimental e marcado .