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Ventos uivantes já não sopram mais (Victória Cardoso)

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Depois do último suspiro, silêncio. O tom alvo da sua pele se mesclava com o rubro do sangue. Documentos ardiam na lareira ao lado, queimando um passado que durante anos atormentou minha alma. Eis o problema do amor eterno: durar mais que o relacionamento, o tempo necessário para se transformar em ódio. No final, a única solução foi a morte. Para ela, a beleza de um descanso eterno; para mim, o amargo sabor da vida e do assassinato. Agora estou aqui, sozinho, preso em um morro de ventos uivantes que já não sopram mais.

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82 comentários em “Ventos uivantes já não sopram mais (Victória Cardoso)

  1. Gustavo Henrique
    27 de janeiro de 2017

    Não me tocou, não teve impacto, muito bem escrito o texto mas mesmo assim… não me cativou. Boa sorte no desafio!

  2. Thayná Afonso
    27 de janeiro de 2017

    Bem escrito, isso é claro, mas sem nenhuma grande surpresa. O desfecho ficou previsível e o conto não me causou nenhum impacto. Enfim, boa sorte!

  3. Pedro Luna
    27 de janeiro de 2017

    Olá, infelizmente o seu conto não conseguiu se desvencilhar da sensação de “nenhuma novidade”. Textos poéticos sobre crimes passionais existem aos montes. Gostei particularmente desse trecho: ” Eis o problema do amor eterno: durar mais que o relacionamento, o tempo necessário para se transformar em ódio.”, mas não foi o suficiente para gostar do conto como um todo.

  4. Remisson Aniceto (@RemissonA)
    27 de janeiro de 2017

    Me envolvi pouco com a narração, mas gostei bastante, pela capacidade descritiva do autor, que, apesar de não usar um tema incomum, tem competência bastante para iniciar e fechar com maestria.

  5. rsollberg
    27 de janeiro de 2017

    Um conto competente na sua narrativa, o que compensa a falta de novidade.
    Porém, não consegui me envolver com a trama. É um daqueles textos que clama por mais espaço, por mais desenvolvimento para arrancar a empatia visceral do leitor.
    De qualquer modo, parabéns e boa sorte

  6. Gustavo Aquino Dos Reis
    27 de janeiro de 2017

    Está muito bem escrito, embora contenha algumas construções que não me agradaram – porém, sou um mero leitor e isso não deve ser levando com tanta consideração.

    Em termos de história, convenhamos, é um tema bem batido. Crime passional e depressão pós-assassinato.

    Gostei e não gostei. O primeiro pela escrita, o segundo pela história.

  7. Lee Rodrigues
    27 de janeiro de 2017

    Então, Santine…

    O conto não tem problemas, a leitura flui tranquila, a imagem é linda, mas a construção ficou meio oca, sem intimidade com os personagens. A referência usada não me agradou, entenda, isso é meu gosto, não quer dizer que errou a mão, é só a percepção de alguém ranzinza. Sorry!

  8. Estela Menezes
    27 de janeiro de 2017

    Uma cena bem descrita, alguns comentários em tom confessional, detalhes que não consegui juntar de forma a dar um sentido ao que está sendo apresentado… Sem recorrer ao livro cujo título é citado, fiquei achando que talvez tudo não passe de uma boa ambientação para uma história que ainda deveria ser contada ou reconstituída …

  9. Leandro B.
    26 de janeiro de 2017

    Oi, Satine.

    Nunca li/assisti “O sopro dos ventos uivantes”, então as referências ficaram um pouco perdidas para mim, mesmo após a leitura de algumas sinopses.

    Analisando o conto fora de sua intenção, enquanto peça sozinha, gostei da narrativa, mas em nenhum momento senti impacto ou tive interesse no subtexto.

  10. Vanessa Oliveira
    26 de janeiro de 2017

    Impossivel ler e não lembrar de Heathcliff e Catherine, da relação conturbada e obsessiva dos dois, que beirava a loucura. Não sei se se inspirou na história deles, dá para pensar que sim pela temática e pelo nome, mas, se não, desculpe. É legal, bacana, mas não tem nada de novo, realmente. Li vários outros contos sobre assassinatos, feminicidio principalmente, então não causou aquela surpresa. Gostei da referência, apesar de detestar Morro dos ventos uivantes (oh livro que mexe com a gente). Boa sorte!

  11. Srgio Ferrari
    26 de janeiro de 2017

    Pouco criativo, né? Ventos uivantes é pegar carona, sim! Ainda mais sem nada de novo pra atrelar. Então fica péssimo no resultado final. Q pena.

  12. Sra Datti
    26 de janeiro de 2017

    Singular beleza poética. Mais uma puxada sobre tema “morte”… O tom poético não me permite a revolta, não me deixam entrever – apenas imaginar – o ciúme que possa ter pesado nas mãos de homem “ferido”, de alguma forma, o cenário anterior que inexiste, e que nos puxam variantes à mente.
    A linguagem poética atenuou o acontecimento e nos deixou com a composição da história. Ah, por que se calaram esses Ventos dos Morros Uivantes? Eles que teriam tanto a dizer…
    Muito bom!

  13. Glória W. de Oliveira Souza
    26 de janeiro de 2017

    Temática de inspiração machista onde a personagem demonstra sua intolerância com fim de um relacionamento. Próprio dos tempos atuais, onde (geralmente) o homem mata dizendo que foi por amor. E o pior: que o amor se transformou em ódio, justificando assim seus atos. Ou seja, nunca houve amor. O que sempre prevaleceu foi a posse. Nem o final, sem apelo dramático-cênico, pode-se concluir que estaria preso num possível arrependimento (ventos uivantes). Mas não convence. É só mais uma desculpa de mente doentia. Não me cativou.

  14. Rubem Cabral
    26 de janeiro de 2017

    Olá, Satine.

    Um bom conto, com boa escrita também. Apenas o tema, um tanto cansado, não me agradou muito. A referência ao Morro dos Ventos Uivantes foi divertida e inteligente.

    Nota: 8.

  15. Vitor De Lerbo
    26 de janeiro de 2017

    Bem escrito. Podemos sentir o rancor nas palavras do protagonista.
    As referências também são bem legais.
    Boa sorte!

  16. Felipe Teodoro
    26 de janeiro de 2017

    A história infelizmente não me ganhou. É previsível, a escrita é clichê e nessa tentativa de romantizar, tudo me soou um tanto superficial. O destaque a frase final, que possui certo brilho poético. No mais, acho que o autor não se arriscou muito na construção.

  17. Davenir Viganon
    25 de janeiro de 2017

    O conto não me envolveu, mas achei bem escrito. Tudo me pareceu desconexo, não sei até onde isso foi minha culpa. Pelo título, já imaginais que havia uma referencia a “Morro dos ventos uivantes”, mas além do título não sei até onde essa influência ajuda ou atrapalha o conto.
    Eu gosto desta coisa referenciada. O meu personagem Gregório é baseado em “A Metamorfose”, e entender o Gregório é bem difícil sem conhecer esse livro, sinto essa dificuldade ao ler o teu conto.

  18. Cilas Medi
    25 de janeiro de 2017

    Um texto comum, narrando um desespero de assassino, sozinho, desiludido, amargo e incoerente. Afinal, se ama e cansa, separa.

  19. Anderson Henrique
    25 de janeiro de 2017

    Bem escrito, mas sem grande apelo. O tema é recorrente aqui no desafio. Não vi nada que desmereça o conto, mas também não vi nada o que leve às alturas. Uma participação justa e correta.

  20. Simoni Dário
    25 de janeiro de 2017

    Um conto muito bem escrito, porém não me senti conectada à história. O tema é batido, mas reconheço o talento do autor com a narrativa.
    Bom desafio!

  21. Paula Giannini - palcodapalavrablog
    25 de janeiro de 2017

    Olá Satine,

    Você faz referência a um livro maravilhoso. Um clássico. Li na adolescência e por isso fui buscar embasamento para encontrar onde o conto se encaixava na história do romance em si.

    Creio que você quis recriar o clima, a atmosfera, o ambiente, enfim. Já que na história os protagonistas já estão efetivamente mortos no final.

    Um trabalho bonito. Bem escrito e sem falhas.

    Parabéns por seu trabalho e boa sorte no desafio.

    Beijos

    Paula Giannini

  22. Daniel Reis
    25 de janeiro de 2017

    Texto na categoria confessional, onde a morte, a separação e a tragédia dão a tônica. A morte como solução (fácil), a separação como prisão, a tragédia como assassinato. Apesar do princípio da história, não consegui me identificar com a motivação do personagem. Uma cena bem descrita, eu achei.

  23. Gustavo Castro Araujo
    24 de janeiro de 2017

    Um conto de mistério, que flerta com o policialesco. Bem narrado, bem construído. Acerta bem nas entrelinhas deixadas entrever numa relação amorosa que se viu finda, com uma solução dramática. Pelo que entendi, a garota (se é que é uma garota) morta, serve como metáfora para os ventos que enalteciam o lugar. Com sua partida, só resta a solidão eterna. Bom trabalho!

  24. Laís Helena Serra Ramalho
    24 de janeiro de 2017

    A narrativa é boa, mas em alguns pontos contou mais do que mostrou. Quanto ao enredo, não achei muito inovador. Talvez você tivesse trazido alguma surpresa ou um diferencial para o conto se tivesse revelado o motivo do assassinato, ou o que havia naqueles documentos que ele queimou.

    Também fiquei em dúvida quanto à ambientação. Não sei se foi influência da imagem, mas imaginei a história se passando em um ambiente externo, por isso estranhei a menção da lareira. Depois ele cita o morro, e aí eu pensei de novo em um ambiente externo (mas aí a casa poderia ficar em um morro). Para ser sincera, não captei o significado da última frase, uma vez que não li o livro referenciado. Mas, afora a referência, eu realmente senti falta de uma ambientação melhor, que me fizesse sentir dentro da história.

  25. Thiago de Melo
    24 de janeiro de 2017

    Satine,

    Muito bom o seu texto. No início achei que seria uma história de vampiros, mas ao longo do texto fui compreendendo e montando a cena na minha cabeça. Muito bom.

    Essa frase aqui já valeu o conto todo pra mim: “Eis o problema do amor eterno: durar mais que o relacionamento, o tempo necessário para se transformar em ódio.” Muito boa! Boa sorte no desafio.

  26. vitormcleite
    24 de janeiro de 2017

    Faltou algo que arrepiasse o leitor, ao longo da leitura parecia que já adivinhávamos o que vinha a seguir, lamento porque mostras que sabes escrever, parabéns

  27. Miquéias Dell'Orti
    24 de janeiro de 2017

    Olá,

    Gostei das imagens que você conseguiu criar, os documentos queimando na lareira e o corpo da mulher que acabara de ser morta, provavelmente por estrangulamento.

    Infelizmente não li (ainda) o Morro dos Ventos Uivantes para poder fazer um paralelo com sua história (se é que há algum).

    A escrita é competente e carrega certa tensão, mas como leitor não houve impacto ou sugestão à reflexão para mim.

    Boa sorte.

  28. Thata Pereira
    24 de janeiro de 2017

    Uma das maiores frustrações da minha vida foi não ter conseguido terminar de ler O Morro dos Ventos Uivantes, por isso não sei se tem relação com o conto. Achei que o que foi descrito falou muito, mas não disse nada que realmente importava.

    Se a resposta para esses questionamentos estiverem no clássico, ok! Problema do leitor que não tem o conhecimento necessário para entender a história. Acho isso válido (mas apenas e exclusivamente se todas as respostas estiverem no livro). Caso contrário, tudo ficou bastante perdido.

    Porque é importante citar os papeis queimando da lareira? Eles não acrescentam nenhuma informação ao leitor.

    Boa sorte!

  29. Amanda Gomez
    24 de janeiro de 2017

    Olá,

    Mais um crime passional sendo romanceado, só que dessa vez tem um toque a mais de um dos grandes clássicos da literatura mundial, mesmo assim não saiu do ”lugar comum”. É um bom conto, está bem escrito, mas não causa impacto ou novidades.

    O homem, mata a mulher, um dia os dois se amaram, só que o amor acabou antes da ”morte” os separá, transformando o sentimento no oposto, ele foi lá e a matou, e agora acha que é mais vítima que ela.

    Gostei de ser em primeira pessoa, pois conheci um pouco do personagem, mas não dá pra sentir empatia, tão pouco senti raiva, ou coisa do tipo.

    As referências soaram positivas, pra mim que li o livro, mas ficou bem distante de uma homenagem, ou algo assim.

    Uma pena, eu achei o conjunto da obra bom, mas não me cativou, desculpe. =/

  30. Mariana
    24 de janeiro de 2017

    Está muito bem escrito, mas não me tocou. Talvez se tivesse lido “O morro dos ventos uivantes”… Enfim, boa sorte!

  31. Luiz Eduardo
    24 de janeiro de 2017

    Indiscutivelmente bem escrito. Não posso dizer que conseguiu me envolver, mas daí é outra coisa. Para além dos gostos pessoais só tenho a parabenizar o/a autor/a. Boa sorte!

  32. Sabrina Dalbelo
    24 de janeiro de 2017

    Se todo assassinato fosse poético assim, que bom seria morrer…
    não, não, não, desculpa.
    É que está super bem escrito, é poético, como se não narrasse algo tão triste.
    Parabéns ao escritor(a).

  33. Juliano Gadêlha
    23 de janeiro de 2017

    Conto bem escrito. Não sei se realmente há referências a “O morro dos ventos uivantes”, pois não o li. Talvez o enredo tenha ficado um pouco aberto demais, genérico. Ainda assim, um bom texto. Parabéns!

  34. angst447
    23 de janeiro de 2017

    Às vezes, escolhemos palavras que esticam demais o conto. O início instigou minha curiosidade, mas depois o interesse se diluiu com o excesso de voltas dadas.
    Bem escrito, pecou somente pela densidade exagerada da trama que travou um pouco o ritmo da leitura.
    Enfim, foi uma ideia interessante que não vingou, mas valeu a tentativa.
    Boa sorte!

  35. Lohan Lage
    23 de janeiro de 2017

    Satine, seu texto me remeteu a uma série que estou assistindo pela Netflix, “The investigator: a british crime story”. Das tantas tragédias que uma “história de amor” pode desandar. Histórias que, na verdade, jamais foram de amor. Nunca li “O Morro dos Ventos Uivantes”, daí me faltou esse clique que talvez você tenha ocultado nas entrelinhas. Mas, em todo caso, valeu a proposta.

  36. lidiaduartec
    22 de janeiro de 2017

    Amo O morro dos ventos uivantes e achei genial o que você escreveu. Talvez seja Heathcliff devaneando após a morte de Cathy, ou apenas mais uma pessoa que se vê presa em uma história semelhante…
    Confesso que essa coisa de “paixão eterna” nunca me ganhou, pra mim Heathcliff era obsessivo com Cathy. Ele a causou muita dor e agonia… não acho que isso seja fruto do amor.
    Enfim, gostei muito! Boa sorte!

  37. Fil Felix
    22 de janeiro de 2017

    Gostei muito da frase sobre o amor eterno, bem profunda. O conto trata de um homicídio, que surgiu do amor transformado em ódio, rolando queima de arquivos (sugerindo um mistério). Ao contrário de um comentário que li, acho que o motivo por detrás do assassinato seja o de menos em sua proposta, que é a de mostrar esse lado do amor. Um ponto que não gostei tanto é o final com o morro dos ventos uivantes, fica muito como o livro.

  38. Tatiane Mara
    22 de janeiro de 2017

    Olá…

    Texto sobre um homicídio.

    Infelizmente não vemos o motivo, tampouco as personagens são apresentadas, não temos empatia, apenas lemos um evento.

    boa sorte

  39. Matheus Pacheco
    22 de janeiro de 2017

    Pois é, foi na beira do Pantanal que seu corpo tão belo enterrei, não sei se há uma referencia a essa musica do Raul Seixas, mas passa a mesma mensagem, de um homem com um amor tão intenso de uma mulher que o amor extrapola a lei e a vida do outro.
    Lindo o texto, um abraço ao escritor.

  40. Tiago Menezes
    21 de janeiro de 2017

    O texto foi bom, muito bem escrito. Gostei da explicação sobre o problema do amor eterno, e de como ele teria se transformado em ódio. Parabéns e boa sorte no desafio.

  41. Antonio Stegues Batista
    21 de janeiro de 2017

    Não li o livro “O Morro do Ventos Uivantes”, portanto, não sei se há alguma relação, ou semelhança com a história, por isso, não entendi os tais documentos. Não ha nenhuma pista que indique os motivos. Não me impressionou como história.

  42. Patricia Marguê Cana Verde Silva
    21 de janeiro de 2017

    Bom texto. Imagens vívidas. Confissão e Castigo. Ação e reação. Boa sorte!

  43. Luis Guilherme
    21 de janeiro de 2017

    Hmmm, é um conto muito bem escrito, com referência e com um excelente uso da linguagem, mas achei que faltou alguma emoção, algo que mexesse comigo. Foi muito linear e não teve clímax. Acabou se tornando modorrento, acho.

    Mas por outro lado, tem uma bela construção a trama.

    Acho que o problema maior é de ritmo, mesmo.

    PArabéns e boa sorte!

  44. waldo gomes
    21 de janeiro de 2017

    Parece que houve um homicídio. Não entendi o negócio dos documentos queimando, ficou aberto demais.

    Tem um comentarista por aqui que acha que micro conto tem que ser aberto, talvez para fugir da responsabilidade de analisar a estória, mas eu não vejo assim.

    Nesse caso, há uma estória, mas confusa.

    É bem escrito e possui uma boa narrativa, mas não convence ou impacta.

  45. Andreza Araujo
    20 de janeiro de 2017

    O texto é bonito e muito bem escrito, fácil de ler, mas não cativa, não tem um clímax, e a história não é empolgante. Achei tudo meio morno, apesar de ter apreciado a narração. A melhor parte do conto, pra mim, foi a cena dos documentos queimando. Imagino que ele tenha queimado a certidão de casamento deles, já que quando casamos, juramos amor eterno. A parte do morro e dos ventos, creio que seja subjetiva, abre para a interpretação, o que é bem bacana. É como se a vida dele também tivesse acabado ali, com aquele assassinato.

  46. elicio santos
    20 de janeiro de 2017

    Um mergulho psicológico confessional. Não achei empolgante. Boa sorte!

  47. Renato Silva
    20 de janeiro de 2017

    Seria uma versão alternativa do famoso romance de Emily Brontë, onde Heatcliff mata sua amada Catharine pra depois ficar se lamentando? Bem coisa dele mesmo: Faz a merda para depois, imediatamente, se arrepender.

    O texto tá bem escrito, mas sem qualquer mistério, ambiguidade ou reviravolta. Para quem leu ” O morro dos ventos uivantes”, fica a curiosidade em saber se trata do casal protagonista.

    Boa sorte.

  48. Eduardo Selga
    20 de janeiro de 2017

    O conto estabelece, desde o título, uma relação intertextual com o romance inglês “O morro dos ventos uivantes”, mas com poucos elementos originais. Parece ter pego alguns motes importantes do romance e mexido ligeiramente.

  49. catarinacunha2015
    19 de janeiro de 2017

    MERGULHO dramático, cheio de voltinhas inteligentes e difíceis, mas que resulta numa dolorosa barrigada na água. Essa decisão de enfiar o morro urrando no conto não me convenceu. A última frase tirou todo o IMPACTO gerado pelo sabor do assassinato. Neste caso, menos é mais.

  50. Tiago Volpato
    19 de janeiro de 2017

    Muito bom o texto! Muito bem escrito, você criou uma imagem bem vivida. Conseguimos imaginar o que se passa com o personagem. Parabéns!

  51. Edson Carvalho dos Santos Filho
    19 de janeiro de 2017

    Conto bem escrito, mas que não me cativou, pelo meu próprio gosto, não pela sua qualidade. Tive a impressão de que o final iria trazer alguma surpresa, o que não aconteceu. Não que isso seja necessário, mas que talvez trouxesse algo que me encantasse. Contos densos sobre assassinato, suicídio, psicopatas não fazem meu gosto, a menos que contenham alguma surpresa que me desperte um brilho positivo no olhar.

  52. brás cubas
    18 de janeiro de 2017

    Achei a inclusão da referência óbvia demais e redundante. Se já estava no título, por que explicitá-la novamente na última linha? Além disso, não consegui muito entrar na mente no assassino, suas motivações, que são o principal conteúdo do texto, não foram convincentes. Trata-se de um conto gótico, sombrio, mas não nos acrescenta muita coisa.
    A escrita é ótima, limpa, como já disseram aqui.
    Boa sorte!

  53. mariasantino1
    17 de janeiro de 2017

    Oi, Santine (por pouco quase não somos parentes, hã?)

    Não sei se entendi bem, se era o Heathcliff que havia assassinado a Catherine dando uma nova versão para o livro, queimando os documentos e apagando, dessa forma a existência dele (do Heathcliff) do mapa. A menção ao Morro dos Ventos Uivantes (livro que eu vivo falando e que tenho grande apreço) faz querer saber, se envolver imaginar possibilidades, mas não se pode afirmar ao certo muita coisa.

    Boa sorte no desafio.

  54. José Leonardo
    17 de janeiro de 2017

    Olá, Satine.

    Há a conclusão curiosa do narrador, de que a morte dela fez muito bem… à ela e o aprisionou de vez. Suponho que já viveram juntos, mas por motivos que nos escapam, se separaram. O sentimento, contudo, persistiu no homem. Os documentos incinerados têm papel decisivo (desculpe o trocadilho) no rompimento amoroso ou numa revelação que pode ter causado o assassinato.

    Escrita sem excessos, limpa e direta, mesmo com o teor do enredo não exigindo tais características.

    Boa sorte neste desafio.

  55. Guilherme de Oliveira Paes
    17 de janeiro de 2017

    Acho que há confusão da perspectiva do narrador: começa em terceira pessoa e depois passa pra primeira. O tema central tem sido mais que recorrente nos contos, e esse não parece trazer nenhum elemento que lhe confira originalidade. A conclusão me pareceu também de um lirismo mais superficial.

  56. Victor F. Miranda
    17 de janeiro de 2017

    Boa referência, mas avaliando o conto por si só, eu não senti nada de diferente. Achei mediano.

  57. Wender Lemes
    16 de janeiro de 2017

    Olá! Bom, não tenho a referência do livro citado, então devo dizer o que conseguiu me passar exclusivamente pelo conto: um tom meio gótico, um princípio de suspense. Aos poucos, sugere-se que o protagonista tenha assassinado sua amada, talvez porque ela soubesse de algum grande segredo seu (dos papéis queimados), talvez simplesmente por ela ter deixado de amá-lo. O fato é que tais mistérios acabam não atingindo a importância proposta.
    Parabéns e boa sorte.

  58. Fernando Cyrino
    16 de janeiro de 2017

    Olhe, tive dificuldades com o começo da história, que sempre precisa ser impactante para prender o leitor, mas esse “último suspiro” me soa a lugar comum demais e fiquei dando voltas nele, o que me dificultou caminhar no conto. Também o final não achei nada bacana. Então, consideremos o seguinte: seu conto é um sanduíche e nele a minha sugestão é que deveria avaliar a troca do pão, eis que o recheio ficou bem legal. abraços de sucesso.

  59. Bruna Francielle
    16 de janeiro de 2017

    Bem, eu gostei !
    As construções das frases foram boas, providas de certo ‘glamour’
    Nem deu para ficar com raiva de um assassino tão poético e apaixonado!
    Penso que o conto seguiu uma linha de narrativa ‘romântica’ e não se afastou dela, o que é um ponto positivo.

  60. Jowilton Amaral da Costa
    16 de janeiro de 2017

    Não gostei. Achei a dramaticidade forçada, meio piegas e pouco original. O amor no caso não foi eterno, já que se transformou em ódio, e isso acontecendo, teve um fim. Boa sorte.

  61. juliana calafange da costa ribeiro
    16 de janeiro de 2017

    Gostei, mas ache o final decepcionante, mera reprodução do título, parece q não sabia como terminar.

  62. Ceres Marcon
    16 de janeiro de 2017

    É trágico, mas não tocou.
    Tem boa narrativa, flui com tranquilidade, mas falta a surpresa.

  63. Marco Aurélio Saraiva
    16 de janeiro de 2017

    O óbvio: o relacionamento entre eles havia acabado, e ele a matou.

    As perguntas: Qual foi o motivo? Que documentos eram aqueles no fogo? Será que ele era envolvido com negócios escusos e ela sabia demais? A morte foi uma mescla de queima de arquivo com vingança pelo amor perdido?

    O texto, muito bem escrito, é bonito de ler. Infelizmente, as perguntas levantadas jamais terão respostas, o que me causa uma angústia triste. Também senti como se houvessem referências demais ao Morro dos Ventos Uivantes, que ainda não li então provavelmente não as entendi.

    De qualquer forma, um texto intrigante.

  64. Fabio Baptista
    16 de janeiro de 2017

    O texto deixa, de um jeito bom, algumas perguntas boas na cabeça do leitor, algumas lacunas para preencher – seria um vampiro? O que seria necessariamente essa prisão?

    A técnica empregada, porém, não ajudou. Não sei se a primeira pessoa foi a melhor escolha, inclusive as primeiras frases dão a entender que é uma narrativa em terceira, tanto que até dei uma travada no “atormentou”, revelando que era em primeira pessoa.

    Não li o livro “Morro dos Ventos Uivantes”, mas independente disso, a última frase tem bastante força (talvez tenha ainda mais para quem conhece a história).

    Abraço!

  65. andré souto
    15 de janeiro de 2017

    A técnica é boa, mas resvala para um formato meio clichê.

  66. Bianca Machado
    15 de janeiro de 2017

    Não gostei da forma como foi conduzido. O tema é muito recorrente e o autor/a parece que não se importou muito em elaborar mais, tentando dar mais vida, fugindo do óbvio. Parece ter tentado isso na última oração, mas não funcionou. Eu li o clássico, mas isso não me ajudou muito com relação à tentativa de criar empatia pela narrativa.

  67. Olisomar Pires
    15 de janeiro de 2017

    O texto é bem escrito, fala de homicídio passional e suas consequências para o assassino.

    Apesar do tom triste, nada mais foi passado, não é contagiante ao ponto de nos fazer querer saber mais, as personagens não foram trabalhadas suficientemente para isso. Lamento.

  68. Iolandinha Pinheiro
    15 de janeiro de 2017

    A referência ao livro talvez se refira à solidão de seus personagens. É bem escrito embora eu não goste da frase onde ele fala do “rubro do sangue”, achei muito clichê. A ideia de microconto não foi usada aqui. Faltou surpresa, faltou totalidade e subtexto. Acho que você nasceu para as grandes narrativas, e nas pequenas, precisa ser mais conciso, porque seu texto dá ideia de que não coube todo nele próprio. Você tem talento. Sorte no desafio.

  69. Tom Lima
    15 de janeiro de 2017

    Como sempre acontece, a ideia pareceu não caber no limite de palavras.
    Foi bem executado, mas não despertou sentimento algum em mim, parece não dar tempo de criar empatia com as personagens (limite de palavras).
    Um cuidado é sempre necessário com as referencias, elas devem dar um brilho extra à história, não ser o centro dela. Não sei qualé o caso aqui. No segundo, a referencia ser o centro da história, vira fanfic, que tem seu brilho e o seu lugar. Seria esse o caso se as personagens são as mesmas do livro. Prefiro acreditar que não, e que o assassino compara a sua história com a do livro, dando uma profundidade interessante a ele.

    Enfim, a execução foi boa, mas o limite pareceu atrapalhar.

    Boa sorte e abraços!

  70. Virgílio Gabriel
    14 de janeiro de 2017

    Não me leve a mal, mas se perdi alguma referencia externa, pareceu sem originalidade. Não me surpreendeu, mas também não me fez sentir sensações diferentes. É bem escrito, mas para por aí. Claro, caso tenha alguma referencia, como mencionei, infelizmente não faço parte do grupo que entendeu. Boa sorte.

  71. Givago Domingues Thimoti
    14 de janeiro de 2017

    Bom, um conto sombrio. É um texto forte que, para quem não leu o livro (como eu, por exemplo), pode ser um pouco aberto demais. Entretanto, muito bem escrito.
    Boa sorte!

  72. Andre Luiz
    14 de janeiro de 2017

    Gostei do desenrolar da história – a imagem contribuiu para criar o clima sombrio e fúnebre – e de algo que poderia virar um romance policial, inclusive.

    -Originalidade(5,0): O assassinato é um tema batido, principalmente quando o motivo envolve paixão e romances mal-resolvidos. Infelizmente, neste tópico não tive outra alternativa.

    -Construção(Uso do limite de contos para formar um enredo)(8,0): Achei a história interessante, e me fez querer saber mais. Todavia, a última sentença quebrou o clima, visto que os que não leram o romance “O morro dos ventos uivantes”(como é o meu caso) ficaram um pouco perdidos na referência. Liguei o fato a uma campina que é muito ventilada, somente.

    -Apego(6,5): Talvez o limite tenha sido o vilão do conto, visto que os personagens pareciam estar ligados à referência no final do texto de forma ao leitor completar suas características segundo a história. Gostei do enredo, porém faltou algo que me fizesse sentir pena da amada morta ou do amante arrependido.

    Boa sorte!

  73. Fheluany Nogueira
    14 de janeiro de 2017

    O romance citado é dos mais apaixonados da Literatura. Traz um ambiente sombrio e tempestuoso, um senso de mistério. É uma estória sobre amor não correspondido e vingança. O enredo do conto parece que o protagonista assassinou a mulher, por amá-la demais. Valeu como leitura fluente, um texto bem escrito e a referência clássica. Bom trabalho. Abraços.

  74. Anorkinda Neide
    13 de janeiro de 2017

    Não sei, li o livro qd adolescente, nem lembro mais dele, só do nome dos personagens, Entao, nao pesquei as referencias, como falei noutro conto.. eu avalio q este tem q se fechar em si e nao nos fazer pesquisar por algo, no caso, ler o livro.. inviavel ler o livro pra entender este microconto, ok? nao saquei q documentos estariam queimando? achei varias das frases, simplórias, pobres.
    Nao curti, infelizmente.
    abraço

  75. Renata Rothstein
    13 de janeiro de 2017

    Sem dúvida, muito bem escrito e pensado, mas acho que faltou um certo embasamento para alguns acontecimentos, como os documentos queimados, a questão do amor se transformar em ódio, enfim, a causa do assassinato (se é que há, realmente, razão para matar). E no mais, não há semelhança alguma com Heathcliff e Cathy, ambos matariam a tudo e a todos, nunca um ao outro.
    A frase citando ventos uivantes é ardilosa: pode funcionar como atrativa, ou não.
    Bem escrito, parabéns

  76. Douglas Moreira Costa
    13 de janeiro de 2017

    O texto é bem escrito, da pra sentir a melancolia da morte da mulher, e da pra visualizar toda uma história por trás do casal. E eu gostei bastante da frase “Eis o problema do amor eterno: durar mais que o relacionamento”, é uma ótima reflexão sobre o amor. No entanto, não traz nada de surpreendente, é apenas um história de amor doentio contada em poucas palavras.

  77. Priscila Pereira
    13 de janeiro de 2017

    Oi Satine, achei interessante você se basear no livro, mas acho que Heathcliff nunca mataria sua doce Catherine… não sei o que é, mas não consegui apreciar seu trocadilho com o livro… boa sorte!!

  78. Evandro Furtado
    13 de janeiro de 2017

    O texto busca ser um drama amoroso. Certas palavras destoam do tom geral do texto e quebram a mágica – “relacionamento”, por exemplo, parece fora de lugar aqui. Os personagens são bastante clichê, mas não interferem positiva ou negativamente. A trama é carregada de referências ao “Morro dos Ventos Uivantes” e baseia-se nisso para tentar criar impacto, no geral, não consegue.

    Resultado – Average

  79. Brian Oliveira Lancaster
    13 de janeiro de 2017

    GOD (Gosto, Originalidade, Desenvolvimento)
    G: Um bom conto gótico. Teve uma troca de ponto de vista inicial que nos dá um pequeno tropeço, mas depois o texto engrena bem. O cenário é opressivo e as palavras escolhidas remetem a isso. – 8,5
    O: Pontos de vista do “outro” costumam trazer enredos interessantes. Aqui não foi diferente. A escrita em primeira pessoa nos aproxima do indivíduo e traz aquela sensação de amargor e opressão. No entanto, meio que esperava o final quando falou-se em passado. Poderia haver outra reviravolta, ficaria mais emocionante, como ela se levantando ou algo assim. – 8,0
    D: O final traz uma veia poética e metáforas muito boas. – 8,5
    Fator “Oh my”: destaque para “a beleza de um descanso eterno” e a alegoria ao famoso livro do título. Mas ainda senti falta de um impacto maior.

  80. Evelyn Postali
    13 de janeiro de 2017

    Intenso e tenso esse relacionamento, não? E que papéis ele queimou? Que documentos? Ficou em aberto e deixou a curiosidade.

    • Evelyn Postali
      13 de janeiro de 2017

      Acredito que tenha ficado em aberto essa questão. A impressão que tive foi de que ela, como detinha os documentos, poderia estar se aproveitando disso. Chantagem é algo terrível. É mortal. Tanto para quem faz quanto para quem sofre.

  81. Zé Ronaldo
    13 de janeiro de 2017

    Micro aberto, denso, forte. Será Heathcliff? Ou apenas mais um que matou por amor e usurpou o nome de um dos maiores romances da literatura universal para abrilhantar, eficazmente, o texto? Muito bom. Leva o leitor a ruminar suas respostas.

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Publicado às 13 de janeiro de 2017 por em Microcontos 2017 e marcado .