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Literatura que desafia.

Ventos uivantes já não sopram mais (Victória Cardoso)

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Depois do último suspiro, silêncio. O tom alvo da sua pele se mesclava com o rubro do sangue. Documentos ardiam na lareira ao lado, queimando um passado que durante anos atormentou minha alma. Eis o problema do amor eterno: durar mais que o relacionamento, o tempo necessário para se transformar em ódio. No final, a única solução foi a morte. Para ela, a beleza de um descanso eterno; para mim, o amargo sabor da vida e do assassinato. Agora estou aqui, sozinho, preso em um morro de ventos uivantes que já não sopram mais.

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82 comentários em “Ventos uivantes já não sopram mais (Victória Cardoso)

  1. Gustavo Henrique
    27 de janeiro de 2017

    Não me tocou, não teve impacto, muito bem escrito o texto mas mesmo assim… não me cativou. Boa sorte no desafio!

  2. Thayná Afonso
    27 de janeiro de 2017

    Bem escrito, isso é claro, mas sem nenhuma grande surpresa. O desfecho ficou previsível e o conto não me causou nenhum impacto. Enfim, boa sorte!

  3. Pedro Luna
    27 de janeiro de 2017

    Olá, infelizmente o seu conto não conseguiu se desvencilhar da sensação de “nenhuma novidade”. Textos poéticos sobre crimes passionais existem aos montes. Gostei particularmente desse trecho: ” Eis o problema do amor eterno: durar mais que o relacionamento, o tempo necessário para se transformar em ódio.”, mas não foi o suficiente para gostar do conto como um todo.

  4. Remisson Aniceto (@RemissonA)
    27 de janeiro de 2017

    Me envolvi pouco com a narração, mas gostei bastante, pela capacidade descritiva do autor, que, apesar de não usar um tema incomum, tem competência bastante para iniciar e fechar com maestria.

  5. rsollberg
    27 de janeiro de 2017

    Um conto competente na sua narrativa, o que compensa a falta de novidade.
    Porém, não consegui me envolver com a trama. É um daqueles textos que clama por mais espaço, por mais desenvolvimento para arrancar a empatia visceral do leitor.
    De qualquer modo, parabéns e boa sorte

  6. Gustavo Aquino Dos Reis
    27 de janeiro de 2017

    Está muito bem escrito, embora contenha algumas construções que não me agradaram – porém, sou um mero leitor e isso não deve ser levando com tanta consideração.

    Em termos de história, convenhamos, é um tema bem batido. Crime passional e depressão pós-assassinato.

    Gostei e não gostei. O primeiro pela escrita, o segundo pela história.

  7. Lee Rodrigues
    27 de janeiro de 2017

    Então, Santine…

    O conto não tem problemas, a leitura flui tranquila, a imagem é linda, mas a construção ficou meio oca, sem intimidade com os personagens. A referência usada não me agradou, entenda, isso é meu gosto, não quer dizer que errou a mão, é só a percepção de alguém ranzinza. Sorry!

  8. Estela Menezes
    27 de janeiro de 2017

    Uma cena bem descrita, alguns comentários em tom confessional, detalhes que não consegui juntar de forma a dar um sentido ao que está sendo apresentado… Sem recorrer ao livro cujo título é citado, fiquei achando que talvez tudo não passe de uma boa ambientação para uma história que ainda deveria ser contada ou reconstituída …

  9. Leandro B.
    26 de janeiro de 2017

    Oi, Satine.

    Nunca li/assisti “O sopro dos ventos uivantes”, então as referências ficaram um pouco perdidas para mim, mesmo após a leitura de algumas sinopses.

    Analisando o conto fora de sua intenção, enquanto peça sozinha, gostei da narrativa, mas em nenhum momento senti impacto ou tive interesse no subtexto.

  10. Vanessa Oliveira
    26 de janeiro de 2017

    Impossivel ler e não lembrar de Heathcliff e Catherine, da relação conturbada e obsessiva dos dois, que beirava a loucura. Não sei se se inspirou na história deles, dá para pensar que sim pela temática e pelo nome, mas, se não, desculpe. É legal, bacana, mas não tem nada de novo, realmente. Li vários outros contos sobre assassinatos, feminicidio principalmente, então não causou aquela surpresa. Gostei da referência, apesar de detestar Morro dos ventos uivantes (oh livro que mexe com a gente). Boa sorte!

  11. Srgio Ferrari
    26 de janeiro de 2017

    Pouco criativo, né? Ventos uivantes é pegar carona, sim! Ainda mais sem nada de novo pra atrelar. Então fica péssimo no resultado final. Q pena.

  12. Sra Datti
    26 de janeiro de 2017

    Singular beleza poética. Mais uma puxada sobre tema “morte”… O tom poético não me permite a revolta, não me deixam entrever – apenas imaginar – o ciúme que possa ter pesado nas mãos de homem “ferido”, de alguma forma, o cenário anterior que inexiste, e que nos puxam variantes à mente.
    A linguagem poética atenuou o acontecimento e nos deixou com a composição da história. Ah, por que se calaram esses Ventos dos Morros Uivantes? Eles que teriam tanto a dizer…
    Muito bom!

  13. Glória W. de Oliveira Souza
    26 de janeiro de 2017

    Temática de inspiração machista onde a personagem demonstra sua intolerância com fim de um relacionamento. Próprio dos tempos atuais, onde (geralmente) o homem mata dizendo que foi por amor. E o pior: que o amor se transformou em ódio, justificando assim seus atos. Ou seja, nunca houve amor. O que sempre prevaleceu foi a posse. Nem o final, sem apelo dramático-cênico, pode-se concluir que estaria preso num possível arrependimento (ventos uivantes). Mas não convence. É só mais uma desculpa de mente doentia. Não me cativou.

  14. Rubem Cabral
    26 de janeiro de 2017

    Olá, Satine.

    Um bom conto, com boa escrita também. Apenas o tema, um tanto cansado, não me agradou muito. A referência ao Morro dos Ventos Uivantes foi divertida e inteligente.

    Nota: 8.

  15. Vitor De Lerbo
    26 de janeiro de 2017

    Bem escrito. Podemos sentir o rancor nas palavras do protagonista.
    As referências também são bem legais.
    Boa sorte!

  16. Felipe Teodoro
    26 de janeiro de 2017

    A história infelizmente não me ganhou. É previsível, a escrita é clichê e nessa tentativa de romantizar, tudo me soou um tanto superficial. O destaque a frase final, que possui certo brilho poético. No mais, acho que o autor não se arriscou muito na construção.

  17. Davenir Viganon
    25 de janeiro de 2017

    O conto não me envolveu, mas achei bem escrito. Tudo me pareceu desconexo, não sei até onde isso foi minha culpa. Pelo título, já imaginais que havia uma referencia a “Morro dos ventos uivantes”, mas além do título não sei até onde essa influência ajuda ou atrapalha o conto.
    Eu gosto desta coisa referenciada. O meu personagem Gregório é baseado em “A Metamorfose”, e entender o Gregório é bem difícil sem conhecer esse livro, sinto essa dificuldade ao ler o teu conto.

  18. Cilas Medi
    25 de janeiro de 2017

    Um texto comum, narrando um desespero de assassino, sozinho, desiludido, amargo e incoerente. Afinal, se ama e cansa, separa.

  19. Anderson Henrique
    25 de janeiro de 2017

    Bem escrito, mas sem grande apelo. O tema é recorrente aqui no desafio. Não vi nada que desmereça o conto, mas também não vi nada o que leve às alturas. Uma participação justa e correta.

  20. Simoni Dário
    25 de janeiro de 2017

    Um conto muito bem escrito, porém não me senti conectada à história. O tema é batido, mas reconheço o talento do autor com a narrativa.
    Bom desafio!

  21. Paula Giannini - palcodapalavrablog
    25 de janeiro de 2017

    Olá Satine,

    Você faz referência a um livro maravilhoso. Um clássico. Li na adolescência e por isso fui buscar embasamento para encontrar onde o conto se encaixava na história do romance em si.

    Creio que você quis recriar o clima, a atmosfera, o ambiente, enfim. Já que na história os protagonistas já estão efetivamente mortos no final.

    Um trabalho bonito. Bem escrito e sem falhas.

    Parabéns por seu trabalho e boa sorte no desafio.

    Beijos

    Paula Giannini

  22. Daniel Reis
    25 de janeiro de 2017

    Texto na categoria confessional, onde a morte, a separação e a tragédia dão a tônica. A morte como solução (fácil), a separação como prisão, a tragédia como assassinato. Apesar do princípio da história, não consegui me identificar com a motivação do personagem. Uma cena bem descrita, eu achei.

  23. Gustavo Castro Araujo
    24 de janeiro de 2017

    Um conto de mistério, que flerta com o policialesco. Bem narrado, bem construído. Acerta bem nas entrelinhas deixadas entrever numa relação amorosa que se viu finda, com uma solução dramática. Pelo que entendi, a garota (se é que é uma garota) morta, serve como metáfora para os ventos que enalteciam o lugar. Com sua partida, só resta a solidão eterna. Bom trabalho!

  24. Laís Helena Serra Ramalho
    24 de janeiro de 2017

    A narrativa é boa, mas em alguns pontos contou mais do que mostrou. Quanto ao enredo, não achei muito inovador. Talvez você tivesse trazido alguma surpresa ou um diferencial para o conto se tivesse revelado o motivo do assassinato, ou o que havia naqueles documentos que ele queimou.

    Também fiquei em dúvida quanto à ambientação. Não sei se foi influência da imagem, mas imaginei a história se passando em um ambiente externo, por isso estranhei a menção da lareira. Depois ele cita o morro, e aí eu pensei de novo em um ambiente externo (mas aí a casa poderia ficar em um morro). Para ser sincera, não captei o significado da última frase, uma vez que não li o livro referenciado. Mas, afora a referência, eu realmente senti falta de uma ambientação melhor, que me fizesse sentir dentro da história.

  25. Thiago de Melo
    24 de janeiro de 2017

    Satine,

    Muito bom o seu texto. No início achei que seria uma história de vampiros, mas ao longo do texto fui compreendendo e montando a cena na minha cabeça. Muito bom.

    Essa frase aqui já valeu o conto todo pra mim: “Eis o problema do amor eterno: durar mais que o relacionamento, o tempo necessário para se transformar em ódio.” Muito boa! Boa sorte no desafio.

  26. vitormcleite
    24 de janeiro de 2017

    Faltou algo que arrepiasse o leitor, ao longo da leitura parecia que já adivinhávamos o que vinha a seguir, lamento porque mostras que sabes escrever, parabéns

  27. Miquéias Dell'Orti
    24 de janeiro de 2017

    Olá,

    Gostei das imagens que você conseguiu criar, os documentos queimando na lareira e o corpo da mulher que acabara de ser morta, provavelmente por estrangulamento.

    Infelizmente não li (ainda) o Morro dos Ventos Uivantes para poder fazer um paralelo com sua história (se é que há algum).

    A escrita é competente e carrega certa tensão, mas como leitor não houve impacto ou sugestão à reflexão para mim.

    Boa sorte.

  28. Thata Pereira
    24 de janeiro de 2017

    Uma das maiores frustrações da minha vida foi não ter conseguido terminar de ler O Morro dos Ventos Uivantes, por isso não sei se tem relação com o conto. Achei que o que foi descrito falou muito, mas não disse nada que realmente importava.

    Se a resposta para esses questionamentos estiverem no clássico, ok! Problema do leitor que não tem o conhecimento necessário para entender a história. Acho isso válido (mas apenas e exclusivamente se todas as respostas estiverem no livro). Caso contrário, tudo ficou bastante perdido.

    Porque é importante citar os papeis queimando da lareira? Eles não acrescentam nenhuma informação ao leitor.

    Boa sorte!

  29. Amanda Gomez
    24 de janeiro de 2017

    Olá,

    Mais um crime passional sendo romanceado, só que dessa vez tem um toque a mais de um dos grandes clássicos da literatura mundial, mesmo assim não saiu do ”lugar comum”. É um bom conto, está bem escrito, mas não causa impacto ou novidades.

    O homem, mata a mulher, um dia os dois se amaram, só que o amor acabou antes da ”morte” os separá, transformando o sentimento no oposto, ele foi lá e a matou, e agora acha que é mais vítima que ela.

    Gostei de ser em primeira pessoa, pois conheci um pouco do personagem, mas não dá pra sentir empatia, tão pouco senti raiva, ou coisa do tipo.

    As referências soaram positivas, pra mim que li o livro, mas ficou bem distante de uma homenagem, ou algo assim.

    Uma pena, eu achei o conjunto da obra bom, mas não me cativou, desculpe. =/

  30. Mariana
    24 de janeiro de 2017

    Está muito bem escrito, mas não me tocou. Talvez se tivesse lido “O morro dos ventos uivantes”… Enfim, boa sorte!

  31. Luiz Eduardo
    24 de janeiro de 2017

    Indiscutivelmente bem escrito. Não posso dizer que conseguiu me envolver, mas daí é outra coisa. Para além dos gostos pessoais só tenho a parabenizar o/a autor/a. Boa sorte!

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Informação

Publicado às 13 de janeiro de 2017 por em Microcontos 2017 e marcado .