EntreContos

Literatura que desafia.

Diabetes (Alexandre Coslei)

– O senhor está diabético.

Três semanas depois, a sentença do médico ainda soava como um sino eclesiástico. A notícia, ao invés de conduzi-lo à moderação dos arraigados hábitos ditados pela gula, despertou-lhe uma rebeldia feroz. Tornou-se relapso. Atrasos e constantes negligências causaram a demissão do emprego que o sustentava há dez anos numa vida confortável. Comemorou a entrada no período sabático.

Diabetes, resultado de uma voracidade indiscriminada. A glicose invadira seu sangue como uma horda de bárbaros ansiosos por inundá-lo de uma selvagem doçura insalubre, todos dispostos a impor novas leis à sua alma. Diabetes, essa maresia de açúcar que corroía seu corpo de dentro para fora. O deleite dos seus excessos dionisíacos agora queria condená-lo à castração do apetite.

***

Este conto faz parte da coletânea “Devaneios Improváveis“, Terceira Antologia EntreContos, cujo download completo e gratuito pode ser feito AQUI.

 

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46 comentários em “Diabetes (Alexandre Coslei)

  1. Pedro Luna
    23 de fevereiro de 2015

    Gostei da loucura que envolve o conto. O personagem surtou. Lembrei de Despedida em Las Vegas antes mesmo de aparecer a menção. Gosto de bizarrices e esse lance da piração com as formigas foi o diferencial do conto.

  2. wilson barros
    23 de fevereiro de 2015

    Um conto realmente tenebroso, novamente com a temática da morte/suicídio, como muitos do desafio. Os diálogos estão bem construídos, de primeira linha. A temática é algo desagradável, pouco recomendável para estômagos fracos. Não encontrei erros de português, parabéns. Aliás, o seu estilo é caracterizado por uma escolha cuidadosa, criteriosa das palavras, o que, em última análise, é o que diferencia os bons escritores. Um bom conto, que mistura o estilo clássico com a ousadia dos contos de hoje. Achei o estilo muito semelhante ao de Murilo Rubião, e outros autores do realismo fantástico, como Júlio Cortázar e Garcia Márquez.

  3. Thata Pereira
    23 de fevereiro de 2015

    No começo o conto dá fome. No fim, coceira rsrs’ Não suporto formigas, principalmente doceiras. Tenho fobia, entro em desespero. Imaginar esse cara rolando com formigas foi desesperador rsrs’ Gostei muito do conto!

    Boa sorte!!

  4. Lucas Almeida
    23 de fevereiro de 2015

    Parabéns pelo texto! Muito bem escrito, você mostrou a gula em cada sentença com as comparações de forma genuína, e não ousaria dizer que faltou algo, pois para mim está perfeito. Muito boa sorte 🙂

  5. Carlos Henrique Fernandes Gomes
    23 de fevereiro de 2015

    Tudo acreditável, bem ritmado numa sequência agradável e até divertida. Só tenho a dizer que se a última frase é essencial para a proposta do conto, a idéia deveria ser inserida no contexto (talvez como uma idéia do personagem ou uma leitura da situação por um coadjuvante, tipo o português do boteco) e sair do final que ficou parecendo… como vou dizer?… uma opinião sua que destoa da voz narrativa. É só uma questão estética, já que é uma frase interessante, carregada de um significado de importante à profundo.

  6. Leandro B.
    22 de fevereiro de 2015

    Oi, Tarik.

    Apesar de bem escrito não consegui me envolver muito com a figura de Osvaldo. Existe um bom desenvolvimento do personagem, mas tive a impressão que o conto seguiu um caminho previsível demais. Desde o primeiro “Jamais” sabemos o que aguarda o personagem, que sua autodestruição é uma questão de chegar ao fim da leitura.

    O que me incomodou é que até essa missão ser realizada não tivemos uma reviravolta ou reflexão que despertasse qualquer sentimento meu quanto ao texto (melhor dizendo, então, que eu não tive essa sensação).

    A comparação com as formigas é interessante, mas acho que pra funcionar melhor precisava de mais problematização. Do jeito que está é só o homem justificando suas escolhas pelo comportamento dos animais.

    Enfim, acho que faltou algumas problematizadas na leitura. Mas, repito, está bem escrito. Provavelmente gostarei (ou já gostei) de outros tantos contos seus, mas aqui não funcionou muito para mim.

  7. Andre Luiz
    22 de fevereiro de 2015

    Olá, caro(a) Tarik!
    Seu conto foi simplesmente arrebatador, beirando por pouco a loucura; algo que me deixou chocado. Você foi capaz de assimilar suspense em uma narrativa impecável e de narração esplendorosa, fazendo-me delirar com este final arrebatador, em que Oswaldo Tanajura é abraçado por centenas de formigas como uma Rainha e se deixa levar pela morte premeditada. Parabéns!

  8. Swylmar Ferreira
    22 de fevereiro de 2015

    Gula. Muito bom conto Tarik.
    O texto tem boa estrutura, objetiva, quase tragicômico. A trama mostra as diversas fases desse pecado tão complicado. Linguagem é bem estruturada e fácil de ler.
    Parabéns.

  9. Bia Machado
    22 de fevereiro de 2015

    Hum, acho que gostei. Tem um toque meio exagerado, mas acho que é esse o diferencial do conto, uma situação que chega a ser surreal. Se houvesse espaço, poderia ser melhor desenvolvido e daria até um conto muito bom de realismo fantástico, com um foco na relação doentia com as formigas, rs.

  10. Gustavo de Andrade
    22 de fevereiro de 2015

    Foi interessante a comparação entre vício e rebeldia/orgasmo. Achei legal a trajetória do guloso, embora sem sentido ou mensagem real além do subentendimento dos malefícios da gula etc.
    Além disso, achei súbita demais a inserção das formigas na narrativa. Pareceram ter a função de um escape da obsessão, e trouxeram um impacto progressivamente destrutivo à sua vida, mas isso não ficou suficientemente elaborado. Não houve tanta naturalidade/organicidade na construção da trama. Além disso, senti falta de qualquer diálogo significativo ou interação entre personagens e, se fosse realmente só um monólogo, uma complexidade mental tangível do guloso.

  11. rsollberg
    22 de fevereiro de 2015

    Gostei!!!
    A texto já me ganhou nessa frase do começo: “A glicose invadira seu sangue como uma horda de bárbaros ansiosos por inundá-lo de uma selvagem doçura insalubre, todos dispostos a impor novas leis à sua alma.”

    O conto apesar de original, se destaca mais pelo estilo empregado (delicioso) do que pela trama. Várias são as sentenças que fazem sorrir ” via se como um personagem de grandes estruturas”, rs.

    Os poucos diálogos funcionaram bem. Num deles acho que deveria ser usado o “ironizou” em vez de “ironiza”.

    O final também foi bem bacana, O “abraço antropofágico” da mutação Osvaldo Tanajura com suas formigas complacentes. Não sei se é normal, mas o Tragicômico costuma funcionar comigo.rs

    Parabéns e boa sorte!

  12. Edivana
    22 de fevereiro de 2015

    Salve, Osvaldo. Fiquei impressionada com o prazer dos efeitos da diabetes, ficou legal isso, e essa filosofia, a de viver pouco, mas bem, a vontade é seguir, mas parece que a gente, normalmente, corre atrás da vida longa. Bem, vamos esperar o veredicto. Abraços.

  13. Pétrya Bischoff
    20 de fevereiro de 2015

    Buenas, uma daquelas estórias meio bizarras mas completamente possíveis. A narrativa nos faz quase entender o fascínio do cara pela comida, ao invés de causar pena, penso que justamente pq ele escolheu terminar assim. E vejo as formigas como uma tentativa de brincar de Deus, não por serem seus semelhantes (na gulodice) mas para colocá-los em uma posição como a sua própria: dependentes daquela vida. Para esse desafio, penso que o presente texto esteja muito bem desenvolvido e o tema bem explorado. Parabéns e boa sorte.

  14. williansmarc
    20 de fevereiro de 2015

    Olá, autor(a). Primeiro, segue abaixo os meus critérios:

    Trama: Qualidade da narrativa em si.
    Ortografia/Revisão: Erros de português, falhas de digitação, etc.
    Técnica: Habilidade de escrita do autor(a), ou seja, capacidade de fazer bons diálogos, descrições, cenários, etc.
    Impacto: Efeito surpresa ao fim do texto.
    Inovação: Capacidade de sair do clichê e fazer algo novo.

    A Nota Geral será atribuída através da média dessas cinco notas.

    Segue abaixo as notas para o conto exposto:
    Trama: 7
    Ortografia/Revisão: 9
    Técnica: 6
    Impacto: 6
    Inovação: 7

    Minha opinião: Gostei principalmente após a chegada das formigas, foi uma analogia criativa usar esses insetos junto ao diabético. Acho até que o conto poderia ter focado mais ainda nesse ponto, deixando um pouco de lado a rotina do protagonista e sua esposa.

    Parabéns e boa sorte no desafio.

  15. Leonardo Jardim
    20 de fevereiro de 2015

    Prezado autor, optei por dividir minha avaliação nos seguintes critérios:

    ≋ Trama: (2/5) achei razoável, mas não gostei muito. A ideia geral do suicídio por comida é legal, mas o desenvolvimento e ele ir virando formiga não me agradaram nem um pouco.

    ✍ Técnica: (3/5) funcionou, com narrativa rápida e de fácil leitura, mas sem grandes atrativos.

    ➵ Tema: (2/2) gula (✓).

    ☀ Criatividade: (3/3) convenhamos que é bem criativo.

    ☯ Emoção/Impacto: (2/5) não gostei muito do desenvolvimento, como disse acima.

    Único problema encontrado:
    ● Supõem os vizinhos do apartamento em que ele morava na Rua Paula Freitas que a inusitada obsessão por formigas culminou em suas extravagâncias (vírgula depois de “Freitas”)

  16. Rodrigo Sena Magalhaes
    18 de fevereiro de 2015

    Ufa! Até que enfim! Estava me sentindo péssimo por não gostar dos contos que li até agora. Peguei a sequencia que está na página. Esse conto deve estar entre os 3 primeiros! Ótimo conto. De gente que conhece do ofício. Parabéns!

  17. Gustavo Aquino dos Reis
    18 de fevereiro de 2015

    “A glicose invadira seu sangue como uma horda de bárbaros ansiosos por inundá-lo de uma selvagem doçura insalubre…” me ganhou com essa alusão digna de um Pantagruel! Osvaldo Tanajura, adorei!

  18. Jowilton Amaral da Costa
    17 de fevereiro de 2015

    Que conto! Gostei muito. Esse abraço antropofágico de Osvaldo (Oswald) foi matador. A gente sabe que o cara vai morrer de tanto comer, mas, a forma que a estória foi narrada até o momento fatídico é excelente. A entrada das formigas, as tiradas engraçadas, a citação do filme Despedida em Las Vegas, que também é um dos meus filmes prediletos, com o qual Nicolas Cage ganhou o Oscar e que me deixou com uma puta vontade de me embriagar após o fim, são somados ao conto de forma muito bem feita. Parabéns.

  19. Maurem Kayna (@mauremk)
    16 de fevereiro de 2015

    A linguagem excessivamente rebuscada atrapalha o ritmo da história em alguns momentos. Lembrei de Hemingway que dizia ser importante se escrever sobre aquilo que conhece muito quando li o trecho sobre as formigas. Saúvas não comem qualquer coisa, menos ainda açúcar – elas se alimentam de um fungo que é cultivado nos formigueiros a partir das folhas que as formigas cortadeiras levam para lá (sei que soa bobagem para quem não se preocupa com esse tipo de detalhes, mas é possível que para aqueles que conhecem o tema, esse pequeno porem atrapalhe a leitura). Achei ótimo o argumento do suicídio pela negação dos limites que seriam necessários para continuar vivendo, mas o meio escolhido para descrever o processo não pode me convencer justamente pelo pouco que conheço sobre os insetos.

  20. Ricardo Gnecco Falco
    16 de fevereiro de 2015

    Boa abordagem do tema. 100% de adequação ao solicitado pelo Certame. Texto muito bem escrito. História bem desenvolvida e apresentada. Inverossímil, porém uma leitura bem saborosa. 😉
    Parabéns!
    Boa sorte,
    Paz e Bem!

  21. alexandre cthulhu
    16 de fevereiro de 2015

    mais um bom texto neste desafio. Amigo(a), voçê faz descrições deliciosas “Insetos em comboio buscando quitutes, farelos, restos para estoque e posteriores banquetes. Formigas, incansáveis estivadores culinários que tinham como única preocupação abastecerem-se de comida. Ele imaginou o quanto seria feliz como formiga… Talvez numa reencarnação, quem sabe? ” – UAU!
    Osvaldo pecara por ser guloso, e procurou nas formigas a sua cumplicidade. Nunca tinha pensado que as formigas seriam insectos que apenas trabalhassem para comer.. Excelente analogia!
    Está no meu top10 🙂

  22. Gustavo Araujo
    15 de fevereiro de 2015

    Um conto muito fácil de comentar. Digo isso porque me identifico bastante com esse estilo de escrita. Não porque eu escreva dessa forma, mas é o tipo de narrativa que consegue me pescar sem maiores esforços. Gosto muito desse tipo de digressão, que vai fundo na questão psicológica do personagem, sem apelar a termos médicos mas focando nos fatos. Osvaldo me lembrou bastante o personagem “Quatro Queijos” do fantástico “Como Deus Manda”, do Ammaniti, especialmente por conta do mergulho cada vez mais obsessivo em um passatempo — lá, uma maquete; aqui, o formigueiro. Bastante engenhosa a construção. Como senão, como em tantos casos deste desafio, fica o arremate. Mas nada que tire o brilho da narrativa como um todo. Ótimo trabalho!

  23. Virginia Ossovski
    15 de fevereiro de 2015

    Apesar da tragédia no final, achei o conto divertido, talvez pela criatividade em fazer comparações com a diabetes e as formigas. Os diálogos, apesar de poucos, conferem vivacidade e agilidade à narrativa. Conto bem trabalhado, técnica boa. Sucesso no desafio !

  24. Pedro Coelho
    15 de fevereiro de 2015

    Não ficou ruim, mas tem hora que é descritivo demais, enrola, fala bonito e não sai do lugar em alguns momentos, deixando o texto um pouco chato. Acabou muito previsível também, dês do começo já imaginava-se que ele comeria até morrer e o autor não rompeu com nenhuma expectativa. Mas eu achei bastante interessante a relação do Osvaldo com as formigas, bem pensado.

  25. Anorkinda Neide
    14 de fevereiro de 2015

    Aqui, eu consegui me aproximar do personagem e de sua loucura/teimosia…
    queria ser formiga…hehehe
    Gostei bastante, pegou o pecado da gula e fez dele uma interessante narrativa.
    Parabens

  26. Sonia Rodrigues
    14 de fevereiro de 2015

    Gostei disso: um personagem de grandes estruturas / incansáveis estivadores culinários.
    Português excelente.
    Trama criativa, engraçada, bem trabalhada, atinge um clímax, dá uma reviravolta quando o personagem ouve sobre as formigas e vai evoluindo até o inevitável desfecho.
    Maravilhoso. Parabéns ao autor.

  27. Rodrigues
    14 de fevereiro de 2015

    Legal esse conto. Apesar do começo meio explicativo demais, a partir do momento em que as formigas começam a ser uma extensão da personalidade do personagem, a coisa toda ganha força e o conto fica muito interessante. Gostei da entrega final do personagem.

  28. mariasantino1
    13 de fevereiro de 2015

    Ele imaginou o quanto seria feliz como formiga… Talvez numa reencarnação, quem sabe? (Como assim?!!! KKKK). Tocava no vidro do viveiro e grunhia alguns sons ininteligíveis.(Hã?) Não bastava mais alimentá-las, ele queria ser formiga.Muitas construções interessantes (!)

    Hahaha! Um conto insólito! (no mínimo) É muito louco, e eu ri bastante. Parabéns!
    Gostei da construção do personagem, das várias construções frasais—>>> “O mundo iluminou-se num palco de delícias potencializadas.” que auxiliam em repassar a loucura do personagem. Só não gostei muito dele comprar comida para alimentá-las, bem que você poderia inserir um pouco de sangue e urina ao formigueiro para aumentar o nível de insanidade. Ele se sentiria mais parde delas. KKK.
    Não tenho muito o que comentar, só que gostei bastante (está ficando complicado escolher só dez contos 😦 )
    Boa sorte no desafio.
    Abraço!

    • mariasantino1
      13 de fevereiro de 2015

      Aff! Desconsidere o muitas construções interessantes antes do (!) * eu havia apagado, mas pelo que parece meu dedo travou. KKK. Mais abraço!

  29. Sidney Muniz
    13 de fevereiro de 2015

    Um bom conto, dos mais originais até aqui.

    Senti em certos momentos que a narrativa pesou um pouco, mas nada que interrompesse a leitura.

    O conto é bem conduzido, não achei que chega a ser cômico, mas tem uma pegada interessante.

    Gostei do que li e o final é bem interessante.

    Trama: (1-10)=10
    Narrativa (1-10)=8.5
    Técnica (1-10)=10
    Personagens (1-10)=10
    Inovação e ou forma de abordar o tema (1-5)=5
    Título (1-5)=5

    Muito bom! Parabéns!

  30. Eduardo Selga
    12 de fevereiro de 2015

    Por caminhos felizmente não muito óbvios, o conto chega mesmo a ser tétrico, encostando levemente na literatura fantástica por meio do insólito. Tétrico porque o personagem é um suicida “à prestação” que cultiva não apenas a morte (e o faz com grande prazer, deliciando-se com aquilo que provoca sua morte lenta), mas também a terra e as formigas que lhe vão cobrir o corpo. E o momento de sua morte, o “gran finale” do roteiro que vinha compondo cuidadosamente, inclusive alimentando suas personagens (formigas), é para ele uma catarse: “num abraço antropofágico” ele é a imagem da felicidade, “com um sorriso discreto, o semblante sereno e saciado”.

    Muito bom o domínio da linguagem, fazendo o que deve ser feito num conto, a hábil manipulação da palavra de modo que ela vá além do que comumente significa, criando algumas construções frasais muito interessantes. É isso, também, que faz com que o texto não seja apenas uma contação de estorinha. Alguns exemplos:

    “[…] por inundá-lo de uma selvagem doçura insalubre”: DOÇURA é uma palavra tão semanticamente positivada no senso comum que associá-la a SELVAGEM e INSALUBRE causa uma doce estranheza;

    “Diabetes, essa maresia de açúcar que corroía seu corpo de dentro para fora […]”. MARESIA é a ação oxidante do ar causado pela maré, assim como a diabetes oxida, enferruja, prejudica o organismo via AÇÚCAR, uma maré dentro do corpo;

  31. Brian Oliveira Lancaster
    12 de fevereiro de 2015

    Meu sistema: EGUA.
    Essência: simples, mas com uma qualidade impressionante. Nota 10,00.
    Gosto: o autor criou uma rápida conexão com um fator bem conhecido, para desenvolver uma história que caminhava para o lugar comum, até abordar a questão das formigas, o que deu um novo ar ao texto e me cativou. Nota 10,00.
    Unidade: nada me incomodou. Nota 10,00.
    Adequação: com plena certeza, a gula. Nota 10,00.
    Média: 10,00.

  32. Tiago Volpato
    11 de fevereiro de 2015

    Achei o seu conto o que mais trabalhou o tema proposto. Isso é bom. Quanto ao texto em si, eu senti um misto de emoções. Certos momentos gostei muito, outros nem tanto. Você tem um estilo mais carregado, que pede mais atenção do leitor e para algumas pessoas fica fácil se perder, principalmente nessa nossa era em que temos 10 abas abertas no navegador esperando para serem lidas (e que provavelmente nunca serão). Acho que seu conto funciona melhor no papel, ele seria perfeito em uma coletânea de contos.

  33. Rodrigo Forte
    11 de fevereiro de 2015

    Excelente, muito bom mesmo. Esse conto me tocou profundamente principalmente pelo fato de a gula ser algo que permeia os meus dias. Apesar de eu não me entregar a ela, e fazer o máximo para não sucumbir, tenho que travar batalhas diárias para não me empanturrar com alimentos deliciosos. Seu texto mexeu comigo principalmente por isso, vi como seria a situação se eu admitisse a derrota perante essa vontade. Parabéns e boa sorte.

  34. Gilson Raimundo
    11 de fevereiro de 2015

    Um conto lúdico, quase um causo este Osvaldo me fez lembrar a Dona Redonda da novela, se explodindo de comer. Gostei das inserções de personagens que reforçavam o humor do texto.

  35. Thales Soares
    11 de fevereiro de 2015

    Não gostei. O autor é extremamente habilidoso, disso não há dúvidas. Porém, não consegui me conectar com a história, e acheia-a pouco chamativa. A concorrência está pesada este mês, e fica difícil oferecer para o leitor uma sensação especial que nenhum dos outros contos ofereça. O final foi legal, apesar de ser um tanto óbvio que o cara morreria. Achei que fez falta uma imagem para acompanhar o conto.

    Boa sorte no desafio.

  36. Luan do Nascimento Corrêa
    10 de fevereiro de 2015

    Consigo visualizar nitidamente em minha mente um homem engordando e aos poucos se transformando em uma formiga, algo como “Cisne Negro”. Não há forma melhor de descrever a experiência deste conto. Brilhante, parabéns!

  37. JC Lemos
    10 de fevereiro de 2015

    Sobre a técnica.
    Gostei. O texto pareceu crescer. Não me pareceram apenas 1000 palavras.

    Sobre o enredo.
    Muito bom! O que a loucura não faz, não é? Gostei do desfecho e da forma como a narração fluiu, levando ao ápice muito bem executado.

    Parabéns e boa sorte!

  38. Fabio Baptista
    9 de fevereiro de 2015

    O conto começou bem, muito bem escrito (isso seguiu até o final). Pensei que acabaria indo para um lado bem “Despedida em Las Vegas” (ótimo filme por sinal), só que sem formigas.

    Essa entrada dos “animais de estimação” acabou desandando, na minha opinião. Não pelas formigas em si, mas acho que o autor perdeu a chance de explorar melhor esse lado “já estou fodido mesmo, então que se foda”.

    O anticlímax do final não me agradou.

    Veredito: boa escrita e bom início, mas se perdeu do meio para o final.

  39. Mariana Gomes
    9 de fevereiro de 2015

    A idéia é muito boa e foi bem desenvolvida e narrada. O psicológico do personagem foi o mais assombroso, a inveja em si é assombrosa. Parabéns e boa sorte!

  40. Alan Machado de Almeida
    9 de fevereiro de 2015

    Gostei da história de gula em si, mas a revolta do personagem achei sem sentido.

  41. Cácia Leal
    9 de fevereiro de 2015

    Excelente conto, muito bem trabalhado, desde a trama até o vocabulário utilizado. Cada palavra parece ter sido minuciosamente escolhida para o seu lugar. A escolha do personagem, sua conduta… a escolha de seu hobbie… muito criativo. Não há o que falar em críticas, Parabéns ao autor.

  42. Claudia Roberta Angst
    9 de fevereiro de 2015

    Uau, que viagem mais gulosa. Claro que o autor já sabe que escreve muito bem. Desconfio de um ou dois coleguinhas mais talentosos.
    A abordagem do pecado da gula através da condenação-diabetes ficou quase perfeita. Porque perfeita nem mesmo eu..rs. Há frases muito bem elaboradas como:
    = O deleite dos seus excessos dionisíacos agora queria condená-lo à castração do apetite.
    = Não se considerava um homem obeso, via-se como um personagem de grandes estruturas.
    Enfim, achei o conto muito bem conduzido e agradável de ler. Pobre Osvaldo, condenado a uma morte em um abraço antropofágico (gostei disso..rs)
    Parabéns! Boa sorte!

  43. rubemcabral
    9 de fevereiro de 2015

    Um bom conto; gosto de ler sobre personagens compulsivos que afundam em seus vícios, e o guloso Osvaldo foi um personagem interessante. Sua associação às formigas foi uma boa cereja em seu sundae.

    Quanto às críticas, achei às vezes a narração meio fria e esquemática, algumas comparações e descrições poderiam ser mais ricas também, por vezes soaram simples demais (não que eu defenda o exagero rococó de alguns autores).

    No frigir dos ovos (com muita manteiga e bacon crocante), não achei o conto ótimo, mas o classificaria na minha lista de bons, principalmente pelo bom enredo.

  44. Luis F. T.
    8 de fevereiro de 2015

    Gostei. É um conto bem escrito e fluido, que mostra a força da loucura e resignação pros prazeres. Minha única ressalva, é que a diabetes é tratada de forma muito superficial e até mesmo inverossímil. Alguém com a diabetes tão descontrolada, por um período tão prolongado, teria muitas outras consequências, acredito. Ainda assim, um ótimo conto, muito bem escrito e que prende o leitor. Parabéns!

    • Luis F. T.
      12 de fevereiro de 2015

      Favor ignorar a vírgula no trecho do meu comentário “única ressalva, é”. Que vergonha. 😦

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Publicado às 8 de fevereiro de 2015 por em Pecados e marcado .