EntreContos

Detox Literário.

Inspiração independente (Anorkinda Neide)

Inspiração independente

Na madrugada, o silêncio quebrado pelo ruído constante do ventilador, atormentava a inspiração que bradava por descer ao mundo dos mortais, mas era impedida pela prática macabra da procrastinação.

O autor e a tela em branco, não conversavam. As teclas não pulavam no exercício de montar palavras. A mandinga estava feita e, afeita às ansiedades, deleitava-se na fumaça dos cigarros, acesos um após o outro.

Sem comunicação, sem acesso à saída, a inspiração cansou de gritar e pôs-se a trabalhar sozinha…

 

Não sabia há quanto tempo o ventilador havia parado de quebrar o silêncio, de repente dera-se conta. A fumaça do cigarro não estava dissipando-se, estava parada a sua frente, entre uma baforada e outra, ele percebera.

Há quanto tempo estivera sem pensamentos, com o tempo paralisado em suas mãos? Parou de pensar novamente e no vácuo que se fez, algo surgiu na tela. Naquele cursor que pisca, esperando as letras serem digitadas no papel virtual, começou a formar-se um ser.

Não era um desenho, era um serzinho, uma porrinha de um serzinho com vida própria. Ficou piscando parado na tela em branco. Com a mão esquerda o autor desavisado teclou a letra A. O serzinho desbaratou a correr pelo resto da linha como a fugir da letra e ele ouviu: “Agora não!”, repetidas vezes.

Largou o cigarro e teclou para apagar a letra. A criatura parou e voltou a piscar, olhava para o autor com cara de paisagem. Teclou P. “Pare!”, gritou a porrinha, repetidas vezes, correndo na horizontal. Ele quis rir, mas o riso não saiu, soluçou.

Apagou a letra P. Acendeu outro cigarro, a fumaça ainda parada quase encobria a tela, que ainda em branco, exibia o rosto impassível do pequeno ser. O que ele queria?

 

Decidiu-se a não pensar e desatou a digitar. Nada que fizesse sentido e sem olhar para a tela. Não eram palavras, ele estava a golpear o teclado sem noção alguma. A fumaça inerte ajudava a afastá-lo do resultado desta insanidade.

Imaginou que havia matado o serzinho com as letras lançadas em profusa rapidez. Quanto tempo passara digitando? Olhou ao pé da página virtual e constatou que 362 palavras estavam registradas em seu Word.

-Mais três! Ele ouviu a voz da criaturinha, repetindo: “Mais três!”

Então o autor, um homem frustrado com sua vida literária insignificante, golpeou o teclado produzindo mais três palavras desconexas e fechou os olhos. O inusitado da situação já lhe cansara o ânimo.

 

Respirou fundo, no que podia seus pulmões enegrecidos por anos a fio no vício do tabaco, e suspirou. Escutou o ventilador voltar a soprar com seu barulho hipnótico e percebeu a fumaça esvaindo-se, mas não abriu os olhos.

Sentiu um toque frio no rosto. Enfim, olhou. O rosto impassível do serzinho digitalizado estava agora a milímetros de seus olhos. Saindo da tela, sua cabeça crescera consideravelmente e lhe sorria. Agora, ele tremeu e pensou em desmaiar, mas um novo toque frio em seu rosto lhe passou confiança.

A criatura encolheu-se de novo ao tamanho do cursor de digitação e ele pôde ver o conto que escrevera. Leu num fôlego, era no tema criaturas fantásticas, perfeito para participar do desafio de fim-de-ano.

Num vislumbre de premonição, viu-se vencedor com a mais alta pontuação. Isso não lhe era importante, mas diante da madrugada mais insólita que já vivera, qualquer presunção lhe seria perdoada. Não seria?

59 comentários em “Inspiração independente (Anorkinda Neide)

  1. Pétrya Bischoff
    11 de janeiro de 2015

    Hey, está bem escrito, sempre gosto quando o autor é personagem. Também remeteu-me um ambiente noir. Foi curto e suficiente para passar a estória, só não tenho certeza se me convence como criatura fantástica mas, ao imaginar-me madrugada a dentro forçando escrever algo à base de tabaco e (quem sabe) álcool (em demasia), acrescido de sono… posso conceber essa porrinha hahahah. De maneira geral, sem muitos holofotes, achei simpático. Parabéns e boa sorte.

    • Brigit
      11 de janeiro de 2015

      Obrigada, Pétrya!

  2. Miguel Bernardi
    11 de janeiro de 2015

    Achei a ideia mirabolante, interessante, fantástica. O texto ia muito bem até o desafio ser citado… acho que não engoli. Mas reconheci a situação do personagem, encarando a tela em branco com nenhum resquício de ideia lhe vindo até a cachola.
    A ambientação é boa, sim, e o fato do personagem detestar sua vida é bem representado.

    Bom conto, boa sorte no desafio!

    • Brigit
      11 de janeiro de 2015

      Obrigada, Miguel!

  3. Fil Felix
    11 de janeiro de 2015

    Esquema do comentário + nota: 50% Estética/ Tema e 50% Questões Pessoais

    = ESTÉTICA/ TEMA = 2/5

    Curto, uso de metalinguagem, de fato há uma criatura. Infelizmente, curto demais, não há tempo nem de se afeiçoar ao personagem. Eu tiraria aquele “porrinha” dali.

    = PESSOAL = 2/5

    Particularmente, não gosto quando citam o desafio dentro do conto, me passa a impressão que o autor não conseguiu chegar à lugar nenhum. Poderia ter tirado essa parte e falado de bloqueio criativo, que é universal, sem focar neste desafio.

    *Copiei o texto e colei no word pra ver se tinha as 365 palavras, mas tem mais =/

    • Brigit
      11 de janeiro de 2015

      Olá, FIl!

      O tal ‘porrinha’ eu tirei de uma apresentação teatral q teve na Band, anos atrás.. o Tuca Andrada chamava um ETzinho que apareceu pra ele, de ‘porrinha’, fiquei com essa palavra na cabeça e a uso constantemente… hihihihi

      Na altura em que foi citado o fato das 362palavras, rrealmente tinha 362 palavras, mas esse era o texto que o serzinho escreveu e nao o texto que vcs leram aqui, saca? 😛

      Abraçao

  4. Sidney Muniz
    11 de janeiro de 2015

    Eita!

    O conto é um tiro curto mesmo, mas estava sendo muito bem trabalhado, entretanto a menção ao desafio infelizmente me perturbou bastante.

    Acho que para um desafio literário não convém, e a escolha infelizmente foi equivocada.

    Desejo sorte a você e parabéns!

    • Brigit
      11 de janeiro de 2015

      Obrigada pela leitura Sidney! 🙂

  5. Eduardo Matias dos Santos
    9 de janeiro de 2015

    Alguns errinhos pontuais, mas não atrapalham a história que é muito boa. Um bom insight você teve, poderia trabalhar mais neste rumo, parabéns.

    • Brigit
      10 de janeiro de 2015

      Obrigada, Eduardo!
      Vamos trabalhar sim, eu e a inspiração!
      Valeu!

  6. rsollberg
    8 de janeiro de 2015

    Gostei.

    Curto e certeiro.
    Essa atmosfera criada me soou bastante familiar.
    Remando contra a maré, tenho que dizer que não vi qualquer problema com a referência no final do conto. E, sim, madrugadas em geral são ótimas para elevar nossa presunção. O dia seguinte é que normalmente surge implacável, rs.
    Aliás, nesse sentido, acho que tem muita gente comentando de madrugada.

    Parabéns e boa sorte!

    • Brigit
      10 de janeiro de 2015

      Olá!
      Ahh.. as madrugadas com seus devaneios..são indispensáveis!
      Obrigada pela leitura!

  7. JC Lemos
    7 de janeiro de 2015

    Sobre a técnica.
    Suave. Ler textos assim me lembra algum escritor, só não me lembro quem. Foi curto e direto, fazendo um bom uso da metalinguagem. Talvez se essa criaturinha fosse algo diferente à inspiração, teria sido melhor.

    Sobre o enredo.
    Foi bom e tinha potencial, mas não me agradou muito quando veio a menção ao desafio. Talvez se a criatura o assustasse de alguma forma, teria sido muito melhor. Imaginei algo bem diferente quando ela foi citada. Mas, de qualquer forma foi agradável.

    Talvez uma mudança de rumo possa melhorar e muito o conto. Tem bastante pano para manga aí.

    Parabéns e boa sorte!

    • Brigit
      10 de janeiro de 2015

      Obrigada, JC!!
      Também queria que a criaturinha assustasse, a principio, mas ela se mostrou tão benevolente!!! rsrsrs

      Abraço

  8. bellatrizfernandes
    7 de janeiro de 2015

    Meta. Adoro meta ❤
    Curto. Simples. Delicioso.
    Quero um bichinho desses me ajudando no NaNo 😀

    • Brigit
      9 de janeiro de 2015

      Reze pra mim, Brigit.. que lhe dou uma mão! hehehe
      Que bom que gostou da leitura… abração!

  9. Marcellus
    6 de janeiro de 2015

    Cafeína demais dá nisso. Se bem que serzinho desses viria bem a calhar… anotado como projeto de IA.

    Boa sorte no desafio!

    • Brigit
      9 de janeiro de 2015

      Obrigada pela leitura… sempre a deusa da inspiração dá uma mão… cabe a nós, pegar nela… hehehe

      abraço

  10. Swylmar Ferreira
    6 de janeiro de 2015

    Brigit. Massa!
    Conto rápido e efetivo.
    O cursor da tela como um ser foi inteligente.
    Parabéns.

    • Brigit
      9 de janeiro de 2015

      Que bom que essa originalidade lhe agradou 🙂
      Abraço

  11. Laís Helena
    6 de janeiro de 2015

    A ideia de metalinguagem, usando a inspiração como ser fantástico, foi interessante, e você também ganha pontos pela concisão.
    Entretanto, acho que faltou algo, talvez um pouco mais de emoção, o que levaria seus colegas escritores a se identificarem melhor.

    • Brigit
      7 de janeiro de 2015

      Olá Laís
      Obrigada pelas palavras!
      Até

  12. piscies
    5 de janeiro de 2015

    TRAMA 2/5

    Não dei nota mínima por que eu sorri enquanto lia, o que significa que não foi perda total de tempo, rs.

    Esse foi o desafio no qual mais vi metalinguagem. E esse conto foi o mais “escrachado”, rs. Como os outros contos que utilizam esse recurso, minha sensação é sempre que o autor não conseguiu fazer o que queria e escreveu o que deu na telha.

    Acho que isso tem valor. Quem nunca passou por isso? O conto narra a realidade de muitos (senão todos) escritores.

    NOTA: A ideia da inspiração como criatura estava bem legal no início, rs. Pena que depois desandou.

    TÉCNICA 3/5

    O autor escreve bem mas pecou um bocado na pontuação. Perdeu pontos também por lançar mão de xingamentos desnecessários para complementar a descrição de um personagem. Acho que dá para fazer melhor do que descrever a criatura como uma “porrinha”.

    Algumas frases com pontuações estranhas:

    – “…o silêncio quebrado pelo ruído constante do ventilador, atormentava a inspiração que bradava por descer ao mundo dos mortais…” – Entendo que o mais certo seria: “…o silêncio quebrado pelo ruído constante do ventilador atormentava a inspiração, que bradava por descer ao mundo dos mortais…”

    – “O autor e a tela em branco, não conversavam.” – Não precisa de vírgula aqui.

    Entre outras. O quarto parágrafo, em especial, merece uma reescrita total. Está confuso demais.

    De qualquer forma, que a sua inspiração esteja sempre com você! rs.

    • Brigit
      7 de janeiro de 2015

      Pois, essas virgulas estão estranhas até pra mim..estou começando a achar que realmente eu golpeei o teclado sem consciencia do q fazia.. rsrsrs

      Obrigada pelas considerações, realmente eu queria levar o serzinho para outro caminho, mas ele empacou… talvez esse meu desejo tenha ficado expresso no início do conto e por isso alguns comentarios se referem a mudança no desenvolvimento.

      Até!

  13. Lucas Rezende
    5 de janeiro de 2015

    Algumas coisas fora do lugar no início do texto deram uma travadinha. Já foi dito pelos meus colegas abaixo, não vou ser repetitivo.
    Mais um miniconto, não tenho nada contra, acho até interessante, mas o impacto precisa ser muito maior. Infelizmente não foi o que ocorreu, ficou meio estranho a referência ao desafio. Valeu a tentativa.
    Boa sorte!!!

    • Brigit
      7 de janeiro de 2015

      Lucas.. pena q o impacto foi pequeno, realmente a inspiração estava morna, também há a literatura morna..rsrsrs
      Obrigada pelas palavras!
      🙂

  14. Jowilton Amaral da Costa
    5 de janeiro de 2015

    Então, não gostei da história, o escritor demonstra que entende do ofício, mas, estava pouco inspirado realmente. O conto não convence e mencionar o desafio foi um tanto constrangedor para mim. Boa sorte.

    • Brigit
      7 de janeiro de 2015

      Jowilton, que pena que minha inspiração tenha sido tão pequena.. hehe
      Não queria tê-lo constrangido.
      Abração

  15. Brian Oliveira Lancaster
    4 de janeiro de 2015

    Metalinguagem bem ousada, apesar de curto. A história é curiosa e nos prende, apesar de sentir falta de um desenvolvimento maior. Com tantas criaturas fantásticas exóticas por aqui, eis uma que aparece agora, enquanto digito estas linhas. Faz todo o sentido, mas ao mesmo tempo fica com cara de delírio do narrador.

    • Brigit
      7 de janeiro de 2015

      Olá, Brian!
      Digamos que foi um delírio mesmo… hehehe

      Obrigada pela leitura!

  16. rubemcabral
    2 de janeiro de 2015

    Achei um bom conto, pois gosto de metalinguagem. Porém, queria mais desenvolvimento; não sou fã de minicontos e este teria potencial para mais…

    • Brigit
      7 de janeiro de 2015

      Obrigada pela leitura, Rubem!
      Que bom que gostou, mesmo sendo pequenininho 🙂

      Até

  17. williansmarc
    30 de dezembro de 2014

    Olá, autor(a). Primeiro, segue abaixo os meus critérios:

    Trama: Qualidade da narrativa em si.
    Ortografia/Revisão: Erros de português, falhas de digitação, etc.
    Técnica: Habilidade de escrita do autor(a), ou seja, capacidade de fazer bons diálogos, descrições, cenários, etc.
    Impacto: Efeito surpresa ao fim do texto.
    Inovação: Capacidade de sair do clichê e fazer algo novo.

    A Nota Geral será atribuída através da média dessas cinco notas.

    Segue abaixo as notas para o conto exposto:
    Trama: 7
    Ortografia/Revisão: 10
    Técnica: 7
    Impacto: 7
    Inovação: 9

    Minha opinião: Achei criativo e bem escrito, com boas metáforas. Também acho que a referência ao próprio desafio foi um pouco forçada, apesar de bem propicia. Não tenho sugestões para esse conto.

    Parabéns e boa sorte no desafio.

    • Brigit
      31 de dezembro de 2014

      Obrigada, Willians!
      Pois, todos estao torcendo o nariz pro final, mas ele veio, não pude evitar..hehehe
      bj

  18. Ana Paula Lemes de Souza
    29 de dezembro de 2014

    Ahhh, que belezinha de conto. Adorei o serzinho e a metalinguagem. Gostei bastante! Só tenho a mencionar que, no seu lugar, eu não mencionaria o desafio do blog EntreContos, achei que ficou um pouco forçado demais. Mas de qualquer forma é um conto muito bonitinho e bem escrito. Parabéns e boa sorte!!!

    • Brigit
      31 de dezembro de 2014

      Obrigada, Ana!
      Esse serzinho e um barato mesmo, e acho! hehehe
      Bj

  19. Anorkinda Neide
    29 de dezembro de 2014

    Gostei! Gosto de contos curtos e diretos.
    Percebi um repetição da palavra ‘rosto’, no antepenultimo paragrafo, poderia ser evitada…
    Gostei da criatura fantastica ser praticamente a propria inspiração, vindo dar a mão ao autor.
    Boa sorte, ae!

    • Brigit
      31 de dezembro de 2014

      Sim! Graças a Deus que a Inspiração sempre nos socorre!
      Que bom que gostou, Neide
      bj

  20. Claudia Roberta Angst
    27 de dezembro de 2014

    Ah, o serzinho tão fofo! Micro muso inspirador! Achei a ideia criativa, coisa de desenhista ou artista plástico. O tamanho do conto está perfeito, do jeito que eu aprecio. Quanto à referência ao certame, achei desnecessária. Boa sorte!

    • Brigit
      31 de dezembro de 2014

      Obrigada, Claudia!
      Sempre bom encontrar o leitor certo
      e a ideia criativa sempre vem inspirada em boas leituras como as que e faço ao ler-te!
      Bj

  21. Andre Luiz
    25 de dezembro de 2014

    Então… Gostei bastante do conto, principalmente aquele “serzinho” de inspiração tomando forma e “atrapalhando” a escrita do autor. Isto lembrou-me, certamente, o processo de escrita que às vezes me acomete, onde surgem inspirações que levam-me a um texto rápido e praticamente impressionista ou até mesmo expressionista. (Se fosse um quadro, com certeza poderia se passar por um Monet ou Van Gogh). No mais, acabei achando tudo muito rápido, mas a ideia era exatamente essa: Transmitir a plasticidade e a sensação de um momento de inspiração do autor que se chega e bagunça com nossa escrita. Sendo assim, foi muito bem feito. Parabéns e sucesso no concurso!

    PS: Sugiro atentar-se às dicas dos colegas comentaristas. São certamente muito engrandecedoras. Mesmo assim, meus parabéns!

    • Andre Luiz
      25 de dezembro de 2014

      Ah! Esqueci-me de mencionar a criatividade. Muito boa essa deste “serzinho” no cursor! kkk

      • Brigit
        30 de dezembro de 2014

        Obrigada!!
        Adorei essa sacada:’Transmitir a plasticidade e a sensação de um momento de inspiração do autor’, olha obra expressionista? to siachandu!
        valeu! até!

  22. daniel vianna
    25 de dezembro de 2014

    Este parece ter saído do ‘kit de primeiros socorros do escritor’. Muito criativo e bem bolado. Faltou inspiração e veio essa? Soou como ‘me dê um limão e eu te dou um limoeiro’. Gostei. Parabéns.

    • Brigit
      30 de dezembro de 2014

      Que bom que gostou, Daniel!
      Realmente foi essa inspiração que veio, mas nao sei se faltou nao, eu nem havia procurado por ela.. hehehe

      Obrigada!

  23. Gustavo de Andrade
    25 de dezembro de 2014

    Alô, inspirada.
    Achei que faltou uma inspiração nesse conto, uma vivacidade. É tudo tão cinza e psicologicamente amorfo que não pude sentir a história. É uma pequena narrativa sobre inspiração, mas ficou um tanto sem sal. Não achei um pilar bom pra construir um enredo, frágil demais. Dá pra usar essa sensibilidade mais blasé pra desenvolver coisas bem legais! Mas acho que este aqui não coube. :/

    • Brigit
      30 de dezembro de 2014

      Olha, eu acho que mesmo um sentimento cinza a gente pode sentir, não? rsrsrs
      Mas é isso, cada texto tem seu leitor e seu momento tb.
      Tomara que eu consiga desenvolver ainda muitas coisas legais! Amém! 🙂

  24. Fabio Baptista
    23 de dezembro de 2014

    ======== TÉCNICA

    Algumas vírgulas me incomodaram um pouco, mas nada grave.

    Só achei a escrita um tanto apressada.

    ======== TRAMA

    Então… vez ou outra aparecem textos fazendo auto-referência ao certame.

    Costumo não gostar desse recurso.

    E esse conto aqui não foi exceção.

    ======== SUGESTÕES

    Desculpe, mas qualquer sugestão seria no sentido de mudar completamente o texto, então não vou sugerir nada.

    ======== AVALIAÇÃO

    Técnica: ***
    Trama: **
    Impacto: **

    • Brigit
      30 de dezembro de 2014

      Ahh, que pena! hehehe
      A minha ideia inicial não foi de auto-referência, nem a ideia de durante a escrita, mas ao final, as quatro ultimas frases me vieram tao deslizantemente pela mente, que nao resisti em coloca-las!!

      Enfim, fui seguindo o texto, não pensei antes e escrevi depois, sabe como é?^^

      Até!

  25. Leonardo Jardim
    22 de dezembro de 2014

    Interessante! Quem aqui nunca viveu situação semelhante a que o protagonista deste conto vivenciou? Quanto tempo nós não passamos encarando o maldito cursor piscante? Acredito que autor teve alguma sensação parecida com essa que ele descreveu (sendo o pequeno ser, uma metáfora para a inspiração).

    Sobre a técnica, talvez enquanto golpeava o teclado, colocou algumas vírgulas em excesso, como em “o silêncio quebrado pelo ruído constante do ventilador, atormentava a inspiração” e “O autor e a tela em branco, não conversavam” (não se usa vírgula entre sujeito e verbo). Nada que atrapalhe muito, mas incomodou só um pouco.

    Com relação à trama, como disse acima, achei original na proposta do desafio. Não vi nenhum defeito grave, mas ao mesmo tempo ela não é daquelas arrebatadoras. Ficou aquela sensação de “forçação de barra” para entregar um conto no prazo. Achei a solução adotada boa, mas mesmo assim é diferente de uma trama mais elaborada.

    De qualquer forma, parabéns e boa sorte!

    • Brigit
      30 de dezembro de 2014

      Pois, eu comentei abaixo de que o prazo realmente influenciou, mas devido a que eu queria aumentar a participação do serzinho… mas acho que ele cumpriu o seu papel..hehehe
      Quanto às virgulas, realmente não tive consciência delas ae nos lugares errados, acho que elas tb criaram vida propria!

      Obrigada pela leitura e pela atenção!

  26. Sonia Rodrigues
    22 de dezembro de 2014

    Interessante a idéia do computador que cria vida, que digita por conta própria, idéia não de todo original, já a vi até em filmes.
    O problema é que o espaço dado ao cigarro foi maior do que o espaço dado ao serzinho.
    E o final ficou infantil. Esse narcisismo do autor megalomaníaco poderia ter sido aproveitado com mais vigor.

    • Brigit
      22 de dezembro de 2014

      Olá!
      Na verdade, eu utilizo os desafios para que se adaptem ao meu estilo, prociro não sair muito dele. Talvez por isso a ênfase no cigarro. hehe
      Mas a verdade é que eu realmente não tinha ideia alguma e sentei aqui e comecei a digitar, detalhe, eu não fumo! :p
      Gostaria de ter criado mais personalidade ao serzinho mas, eu achei que estávamos no ultimo dia para o envio, o que nao era assim, me enganei, portanto, enviei assim como nasceu mesmo, cru!
      O final foi mais uma brincadeira com os amigos do site.
      Abração

  27. Tiago Volpato
    20 de dezembro de 2014

    Bem interessante o conto, ficou bem diferente do óbvio do tema proposto. Parabéns.

    • Brigit
      22 de dezembro de 2014

      Obrigada, que bom que te interessou!
      Sabes, que escrevi antes de ler os demais concorrentes, e olha que já tinha muito concorrente.. hehehe
      Desde quando eu vi o tema do desafio e até votei nele.. eu pensei que os autores criariam Criaturas fantásticas novas, híbridas e originais, não sei pq isso não.. mas foi o que pensei, juro que me espantei ao ver os demais contos, não to achando ruim não, mas realmente, o meu serzinho ficou bem original.. hehehe
      Abração

  28. mariasantino1
    20 de dezembro de 2014

    Opa!

    Gostei de grande parte do conto, das imagens, da fumaça parada, do som do ventilador… Tudo isso reflete o estado de espírito do autor. O ser também é bacana, a narrativa é boa, mas, dessa vez, quis muito mais. Não curti o lance de casar com a realidade do presente desafio, mas isso é questão muito pessoal. Curti, mas sinto que poderia curtir mais.

    Boa sorte!

    • Brigit
      22 de dezembro de 2014

      Opa!
      Que bom que curtiu e que bom que poderias curtir mais, geralmente é esse o comentário que recebo em meus contos.. hehehe

      Abraço!

  29. Virginia Ossovsky
    20 de dezembro de 2014

    Gostei da ambientação, a ideia do serzinho brotando do cursor foi bem criativa, me identifiquei. Notei algumas vírgulas meio fora de lugar, mas nada que confundisse. Parabéns e boa sorte!

    • Brigit
      22 de dezembro de 2014

      Obrigada pela leitura!
      Já viste um serzinho no cursor? ai ai
      rsrsrs

      Abração

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Publicado às 19 de dezembro de 2014 por em Criaturas Fantásticas e marcado .
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