EntreContos

Detox Literário.

Tapetum Lucidum (Jowilton Amaral)

— Vai outra?

— Claro que sim, porra. Já está a fim de parar, é?

— Não, ao contrário, tô querendo é ficar muito doido. É que fico ansioso, achando que você tenha o que fazer e queira ir embora e talvez fique sem jeito de dizer, para que eu não me aborreça. Entende? Já que fui eu que te liguei para vir aqui, e pela situação que estou passando.

— Relaxa cara. Só vou embora amanhã. E desde de quando eu tenho estas cerimônias com você? Se eu quisesse ir ou tivesse algum compromisso eu já teria me mandado. Foda-se se você ficaria aborrecido. Cara, você anda muito esquisito. —. Risadas.

— Tem razão, você nunca foi de ter maricagem comigo, por isto o considero tanto. Legal. Então vamos beber. Minha irmã vai ficar puta com a gente.

— Vai não, ela foi pra fazenda com as meninas e só chega amanhã. Fica frio.

— Beleza.

— E a sua vizinha, a Lurdinha, onde ela está?

— Já já ela dá as caras por aí. Mas, não se anima não. O noivo dela, o manso que mora em outra cidade, veio visita-la.

— Sério?

— Seríssimo.

— Caralho! Outro motivo para enchermos a cara.

— Respeita minha irmã, seu sacana. — Risos.

— Faz tempo que não dou uma “empenada”, e você?

— Pra falar a verdade nunca deixei de curtir. Todo fim de semana eu tomo um porre. — Mais risos. — Há quinze dias eu estava tão louco que eu colei o meu ouvido no muro do fundo do quintal daqui de casa, achei que havia escutado um miado vindo de lá de dentro. Fiquei com o ouvido rente a parede por um tempão.

— Puta que pariu, tava muito louco mesmo.

— Muito louco mesmo.

— Cara, essa cena é “pinkfloydiana”. Eu tinha que ter presenciado.

— Pois é, eu estava ouvindo “Hey You”. — Gargalhadas intensas por alguns minutos e depois silêncio.

 

As brasas da churrasqueira iluminam os rostos dos dois amigos sentados lado a lado, em cadeiras de praia, sobre o cimento desnivelado da área de serviço da casa de Raul. Eles contemplam a claridade, imersos em seus próprios pensamentos. Cada um segura uma latinha de cerveja. O micro system em cima da máquina de lavar toca Jardim das Acácias. A voz do Zé Ramalho os hipnotiza. “Nada vejo por esta cidade, que não passe de um lugar comum, mas o solo é de fertilidade, no jardim dos animais em jejum…”. Lauro quebra o silêncio quando a canção chega ao seu fim.

 

— Tem falado com a Aurora.

— Não. A última vez que falei com ela foi há um mês. No dia em que ela foi embora.

— Tem pouco tempo que vocês se separaram. Daqui a pouco ela volta toda arrependida. Essas coisas acontecem, meu amigo.

— Tenho a impressão que ela não volta.

— O que aconteceu Raul? Foi por causa de suas doideiras de fim de semana? Você está bebendo demais?

— Sempre bebi demais, ela me conheceu “bebaço” em uma festa. — Falou Raul soltando uma gargalhada. E continuou. — Não é esse o motivo, aliás, tenho bebido bem menos do que antes. O problema é o gato.

— Gato?

— É, o gato. O gato siamês que apareceu aqui em casa neste último ano.

— Como um gato tem a ver com sua separação?

— Ela acha que eu estou obcecado pelo gato.

— Quê?

— Uma longa história, Lauro.

— Caralho, estou aqui de boa e tenho a noite toda. Conta aí.

— Bem, então vamos lá. Tá vendo este quartinho aí do seu lado?

— Sim, estou.

— Quando viemos morar aqui ele estava cheio de quinquilharias dos últimos moradores. Limpamos tudo e colocamos as nossas quinquilharias. Certo dia, encontramos aí dentro uma gata que havia acabado de parir quatro filhotes. Deixamos que ela se recuperasse por um tempo e depois pegamos os gatinhos e ela e os colocamos numa caixa de papelão e despachamos eles para bem longe. Pouco depois outra gata veio parir aí novamente. Fizemos o mesmo, colocamos numa caixa e os abandonamos em outra cidade. Contudo, outras fêmeas vieram, muitas outras, até que desencanamos. Os gatinhos, todos mestiços, alguns bem bonitinhos, parecendo de raça, ficavam andando e bisbilhotando a casa, as vezes roubando nosso almoço, ou cagando aqui dentro, empestiando tudo com o fedor insuportável da merda deles, e quando estavam mais crescidos desapareciam, ganhavam o mundo. Aí aparecia outra gata prenhe e tudo se repetia.

— Coisa chata, rapaz. Por que não matou eles?

— Pensei nisso. Mas, não tive coragem. E tenho certeza que não adiantaria nada, outras gatas apareceriam de qualquer forma. Entende?

— Entendo sim. — Lauro levantou-se e foi buscar duas latinhas no congelador. Aproveitou e acendeu a luz da área. Havia anoitecido e só o pequeno lúmen da churrasqueira clareava o lugar até então. Com a iluminação da lâmpada o quintal, que fora transformado em pomar e horta, pôde ser visualizado com mais detalhes. Haviam mamoeiros, goiabeiras, pés de tangerina, acerola e muitas variedades de hortaliças.

— Há seis meses acordamos com uma barulheira danada vinda daqui dos fundos. Levantei e vim ver o que estava acontecendo. O alvoroço vinha deste quarto, e quando cheguei até aqui vi um gato imenso comendo os filhotes recém nascidos. A gata parida tentava investir contra o intruso assassino, entretanto, ele era muito maior que ela e quando tentava ataca-lo recebia uma poderosa patada no focinho. Botei o pilantra pra correr a pauladas. Dois filhotes conseguiram escapar ilesos. Eram cinco. Pensei que o tivesse ferido mortalmente, tamanha a raiva e a força com que desferi o porrete nele. Mas, ele não morreu e voltou na noite seguinte para terminar o que havia começado. E terminou. Devorou os dois gatinhos que haviam sobrevivido.

— Filho de uma puta! — Exclamou Lauro.

— É, filho de uma puta.

— Por que será que ele fez isso, hein?

— Foi porque os filhotes não eram dele, eram de outro macho. O instintos destes bichos exigem que eles espalhem seus genes por aí. Para que seu DNA se perpetue. Para que isto aconteça ele mata os descendentes que não sejam seus, para que seus parentes sejam a maioria. Saca?

— Saquei. Sinistro.

— O mais sinistro não é nem isso. O bizarro mesmo você ainda não ouviu. — Raul falou cheio de mistério na voz e fazendo cara de assustado.

 

Um vento frio correu gelando a espinha dos dois no exato instante que uma Suindara rasgou mortalha no céu. Lauro e Raul estremeceram.

 

— Então continua. — Pediu Lauro sem muita convicção.

— Está bem. Eu tenho o costume feio e até mesmo anti-higiênico de mijar aqui no quintal. Principalmente quando estou bebendo. Me levanto vou até o meio do quintal e dou uma regada nas árvores. Faço isto desde que vim morar aqui há vinte anos. E nunca o cheiro de urina havia incomodado dentro de casa. De um tempo pra cá, não sei bem mensurar o tempo certo, Aurora começou a reclamar de cheiro de urina dentro de casa e começou a me culpar por isso. Eu também senti o cheiro, é um odor muito forte de xixi. Sentíamos a inhaca logo pela manhã ao levantarmos. Mas, eu sabia que não era o meu xixi. Havia alguma coisa de errado. Num sábado que eu estava biritando aqui nos fundos, como estamos fazendo hoje, eu sentado aí onde você se encontra, já era madrugada, eu me levantei e fui mijar como eu sempre fazia.  Eu estava muito chapado e por isso urinei aqui mesmo, bem próximo de onde estamos agora. Foi nesta hora que eu o vi. O gato siamês que matou os filhotes. Depois que ele finalizou o seu serviço macabro eu nunca mais o havia visto. Ele estava bem no fim do pomar. Pude distingui-lo entre as plantas por causa dos seus olhos brilhando. Ele aproximou-se com seu caminhar elegante e ficou a uma distância de uns dez metros de mim. Este quintal tem vinte metros de comprimento por dez de largura. Ele se sentou em suas patas traseiras bem no meio do terreno. Como se houvesse calculado, e ficou a me encarar. Seus olhos pareciam fogo verde que ardiam em suas órbitas; e sempre a me fitar. De uma hora para outra o esplendor verde mudou para uma cor escura medonha e ainda assim deslumbrantemente brilhante. Meu coração disparou dentro do peito. Minhas pernas perderam a força, Lauro. Aqueles olhos não eram de um gato comum. Não, não eram. Os olhos dele mudaram de cor e seu focinho pareceu transfigurar-se em algo demoníaco. — Lauro tentou sorrir, mas, seu riso saiu forçado e um pouco nervoso.

— Ah, para com isso, Raul, você estava doidão e imaginou isto.

— Sim, eu estava doidão sim. Mas, meu amigo, eu tenho certeza do que vi. O que eu vi não era deste mundo, eu posso lhe jurar. Acredite em mim.

— Ah, tá bom. E o cheiro de mijo dentro de casa. Como é que explica?

— Eu ainda não terminei a história, vou chegar lá. Depois desta aparição horrenda eu entrei. Fechei tudo, tomei banho e fui me deitar, mas, não conseguia dormir. Fiquei fritando, rolando de um lado para o outro. Aurora dormia a sono solto. De relance, quando me virei pela milésima vez na cama, vi o maldito siamês urinando ao pé da porta. Ele despejou gotas de sua urina de um lado e do outro. Mantive-me imóvel por alguns instantes e mais uma vez fui afrontado pelos assombrosos olhos negros reluzentes daquele ser. Assim que ele sumiu pelo corredor acordei Aurora com um empurrão e dei um pulo e acendi a luz. Porém, o gato não estava mais dentro de casa. Não havia nenhum sinal dele, sumiu como num sortilégio, e a urina evaporara, deixando apenas seu cheiro pestilento. Novamente ela me acusou pelo cheiro, insinuando que eu fosse o responsável pelo odor insuportável.

— Puta que pariu, Raul. Que história mais louca. Quer dizer que o gato estava mijando na porta do quarto de vocês?

— Sim, estava, e deliberadamente. A explicação é simples. Como eu urinava no quintal, ele tomava aquilo como uma provocação, era como se eu estivesse marcando o meu território, entende? Ele achava que o quintal era dele, por isso, só quem podia espalhar a urina pelo local era ele. Diante disto, numa disputa de força, ele entrava e mijava tudo dentro de casa. Se ligou?

— Me liguei. Que coisa. Mas os olhos estranhos dele foram imaginação sua, né?

— Gostaria muito que você estivesse com a razão. Os olhos são reais, Lauro. Depois deste dia eu comecei a pesquisar sobre gatos e eu só falava no gato e nos seus olhos que não são deste mundo. Eu realmente pirei. Eu passava vinte quatro horas da minha vida dedicado a provar para Aurora que eu não estava louco. E que não era eu que mijava a casa toda por mais bêbado que eu pudesse estar. No entanto, o filho da puta nunca mais apareceu. Aurora não mais suportou minha fixação pelo bicho e partiu.

No mesmo dia que ela me abandonou ele reapareceu. E tem vindo todas as noites. E foi por isso que eu te chamei aqui. Quero que alguém veja este gato dos infernos e olhe para seus olhos. E prove para Aurora e para mim mesmo que não estou louco.

— Quê? Tá me dizendo que você me chamou aqui para que eu possa ver este tal gato?

— Isto mesmo. Tá quase na hora dele aparecer. Ele sempre vem pouco depois da uma da manhã. Que horas são? — Perguntou Raul com olhos injetados de álcool e loucura. Assim pensou Lauro.

— Uma e sete. Cara, acho melhor eu ir embora, lembrei que sua irmã e suas sobrinhas chegam amanhã cedo, e eu quero está em casa quando elas chegarem.

— Você não vai a lugar nenhum. — Raul sentenciou firmemente.

— Mas…

— Silêncio. — Sussurrou Raul, levantando-se, apagando a luz da área de serviço e voltando rapidamente para sua cadeira. Com o dedo indicador apontou para frente. Mostrando algo para Lauro. Era uma noite sem lua e a casa foi tomada pelo breu. Lauro tentou sair dali, contudo, não conseguiu. Antes que pudesse se retirar de onde estava viu duas pequenas bolas esverdeadas brilhando nos fundos do terreno. Era o gato.

Sua respiração ofegou. Nada mais se ouviu, a não ser as respirações pesadas do dois amigos. O animal aproximou-se lentamente, as duas pequenas esferas cintilavam, balançando calmamente no ritmo das passadas do seu dono. No meio do quintal ele sentou-se. Os olhos refulgentes buscaram os olhos de Lauro.

— Você tá vendo, Lauro. — Perguntou Raul com a voz quase inaudível. Lauro não respondeu. Havia-se completamente envolvido pela criatura. De súbito, as cores fulgentes alteraram-se. Do verde claro e intenso passou para um negro assustadoramente brilhante. Um crepitar pôde ser ouvido pelos dois sujeitos. E eles tinham a certeza que aquele ruído vinha dos olhos daquele extraordinário ser. Daquela criatura fantástica e diabólica. Cujo os olhos inflamavam-se em fogo negro. Era assombroso e fascinante. O focinho da criatura transformou-se numa carranca pavorosa deixando-os ainda mais aterrorizados, mudos e absolutamente imóveis. Eles não puderam estimar quanto tempo durou aquela visão medonha. Pareceu o tempo da eternidade. E da mesma maneira lenta que ele acercou-se dos dois ele se afastou. De quando em quando voltando seus olhos para trás, que aos poucos retornavam a coloração original. Finalmente ele desapareceu, parecendo trespassar como um fantasma o muro dos fundos do quintal. Um miado lamentoso e terrível tirou-os do transe. Eles se olharam estupefatos.

— Você viu, não viu? — Raul perguntou.

— Sim, eu vi.

— Você pensou que eu estivesse louco, não pensou?

— Sim, pensei.

— Você vai contar a Aurora o que viu, não vai Lauro, por favor? — Lauro balançou sua cabeça afirmativamente.

 

Lauro e Raul amanheceram o dia onde estavam, em completo silêncio, ruminando o acontecido.

 

Lauro narrou a Aurora a experiência extraordinária que viveu naquela noite, entretanto, Aurora não voltou. Lauro nunca mais aceitou os convites de seu amigo e cunhado para visita-lo, sempre havia uma boa desculpa para nunca mais botar os pés na casa.

 

Raul continua morando lá. Deixou de desafiar o gato e parou de urinar no quintal. Por sua vez o fedor de urina não é mais sentido dentro da casa. Todavia, todas as noites, Raul só vai deitar-se depois de contemplar, por um espaço de tempo impossível de se medir, aqueles olhos macabros e tão reluzentes como um tapete brilhante a conduzir pecadores para as portas do inferno.

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(*) O Tapetum Lucidum (latim: Tapete brilhante) é a membrana posicionada dentro do globo ocular de certos animais vertebrados, como cães e gatos, capaz de refletir a luz que entra nos olhos e melhorar a visão do animal em condições de baixa luminosidade. Fonte Wikipédia.

35 comentários em “Tapetum Lucidum (Jowilton Amaral)

  1. Pétrya Bischoff
    11 de janeiro de 2015

    Ah, achei interessante o autor fugir de tantas criaturas mirabolantes que sugiram aqui e recair sobre um gato. Quer criatura mais sedutora, intrigante e intimidadora que um gato? Gostei da trama e do final, sem um clímax. Apenas um dia após o outro com respeito e observação mútua. A narrativa, a partir dos diálogos, quase nunca me agrada, pareceu-me artificial em vários momentos. De qualquer maneira, boa sorte.

  2. Miguel Bernardi
    9 de janeiro de 2015

    Gostei, entretanto, achei que algumas coisas ficaram mal justificadas: por exemplo, o que era o gato? Podemos até pensar, especular… mas algo mais objetivo seria legal.
    A escrita ficou legal, a maioria dos diálogos funciona… mas poderiam funcionar melhor.
    Adoro gatos e histórias sobre gatos, e isso fez com que eu gostasse um pouco mais do texto.

    Parabéns e abraço, boa sorte no desafio.

  3. Swylmar Ferreira
    9 de janeiro de 2015

    Oi autor
    A estrutura é boa e objetiva, você foi criativo e conseguiu um enredo favorável até quase o final, onde deu uma escapada. Em minha opinião o uso de palavrões foi excessivo, mas nada que prejudique o conto. Conseguiu ao final dar ao conto um toque de terror e suspense, o que ajudou bastante.
    Boa sorte e parabéns!

  4. Fil Felix
    9 de janeiro de 2015

    Esquema do comentário + nota: 50% Estética/ Tema e 50% Questões Pessoais

    = ESTÉTICA/ TEMA = 3/5

    Como já falaram bastante, desenvolver um conto em cima de diálogos não é uma tarefa muito fácil, ainda mais com tanto flashback. Mas, no geral, ficou interessante. Não reparei em muitos erros, só me incomodou um pouco o narrador ser mais descontraído enquanto os personagens, em suas falas, utilizarem um vocabulário mais rebuscado, achei que não combinou muito. O começo, com o “risos”, também achei meio off (o “rs” não saia da minha cabeça). Em relação ao tema, a escolha é boa e me lembrou Stephen King, mas assim como a Anorkinda, algumas partes pareceram buracos negros.

    = PESSOAL = 3/5

    Particularmente, não gostei muito. Não sei se pela desenvoltura dos personagens, que não simpatizei (esse protagonista e a história de mijar me revirou kkk), o aparecimento das gatas me ficou sem sentido, ou não peguei o desenrolar. Apesar do final bem amarrado, não me afeiçoei.

  5. Anorkinda Neide
    30 de dezembro de 2014

    Eu não gostei da historia em si. Q gato era esse? Pq as gatas vinham parir no quartinho? entendo q se deixe lacunas mas elas nao podem virar buracos negros no entendimento do leitor.. hehehe

    A briga toda com o gato foi só por causa do xixi no jardim? apesar do lance territorial, achei isso muito simplório.

    • Anorkinda Neide
      30 de dezembro de 2014

      estava escrevendo e a reposta entrou, afff lutando aqui com um teclado novo.. rsrsrs

      mas como eu ia dizendo…

      Concluo que a esposa foi embora não devido ao gato mas à beberagem do marido.. seria hora de ele parar com a cachaça nao? 😛
      Pareceu-me que o gato dos infernos aparece apenas para os bebuns.

      de qq forma, boa sorte ae!
      Abração

  6. Laís Helena
    28 de dezembro de 2014

    Foi um conto interessante, narrando a maior parte dos conflitos por meio de diálogos. No começo ficou meio confuso quem é que dizia o quê, e as primeiras falas de início me pareceram desnecessárias, mas ao final do conto ficou claro que Raul queria garantir que o amigo ficaria para ver o gato.
    A única coisa que me incomodou foi que os diálogos apresentam linguagem bastante coloquial, mas quando vai descrever o gato, Raul usa palavras mais rebuscadas, e isso não combinou muito, ficou parecendo incoerente para o personagem.
    O final ficou meio apressado e, quando o gato finalmente apareceu, você não soube passar muito bem a sensação de medo dos personagens. Mas, apesar dessas falhas, foi um conto muito legal; usar gatos como criaturas fantásticas fugiu um pouco do clichê.

  7. Jefferson Lemos (@JeeffLemos)
    27 de dezembro de 2014

    Sobre a técnica.
    Devemos concordar que o conto composto em sua maioria por diálogos é algo um pouco mais complicado de se fazer. Você se saiu bem em sua proposta, Entretanto, sou uma pessoa muito visual, e apesar de ter conseguido imaginar tudo que foi dito durante a conversa, senti falta de um pouco mais de ambientação. Uma atmosfera mais macabra envolvendo as personagens.
    E também achei o conto um pouco simplista demais em algumas partes.

    Sobre o enredo.
    Gostei. Lembrei-me no ato do Winston Churchil, o famigerado “gatinho” dos Creed em “O Cemitério”. Esse tom nebuloso e de tensão é bem a cara do terror “Kinguiano”[?????].
    A forma como você trabalhou a tensão foi agradável, suave.
    O que me incomodou foi apenas perto do fim, onde de uma hora para a outra , Lauro quer sair do lugar. Achei meio abrupto, poderia ter trabalhado melhor nisso.

    Sugiro uma melhor ambientação envolvendo a situação, levando o leitor mais a fundo na história.

    Parabéns, de qualquer forma. Ficou bom.
    Boa sorte!

  8. williansmarc
    26 de dezembro de 2014

    Olá, autor(a). Primeiro, segue abaixo os meus critérios:

    Trama: Qualidade da narrativa em si.
    Ortografia/Revisão: Erros de português, falhas de digitação, etc.
    Técnica: Habilidade de escrita do autor(a), ou seja, capacidade de fazer bons diálogos, descrições, cenários, etc.
    Impacto: Efeito surpresa ao fim do texto.
    Inovação: Capacidade de sair do clichê e fazer algo novo.

    A Nota Geral será atribuída através da média dessas cinco notas.

    Segue abaixo as notas para o conto exposto:
    Trama: 8
    Ortografia/Revisão: 7
    Técnica: 7
    Impacto: 7
    Inovação: 8

    Minha opinião: Gostei da trama e do ritmo que ela foi levada. Acho corajoso fazer o conto quase inteiro com diálogos, é algo bem difícil de ser realizado. No geral, gostei do conto,o excesso de risos no inicio do texto ficou um pouco repetitivo, sugiro trocar eles por algum sinônimo. Alguns diálogos tem um tom muito explicativo, acho que eles poderiam ser melhorados.

    Achei dois pequenos detalhes que eu percebi e acho que ainda não foram citados nos comentários anteriores:
    – Falta de interrogação em “tem falado a aurora”
    – Prenhe ao invés de prenha

    Parabéns e boa sorte no desafio.

  9. daniel vianna
    25 de dezembro de 2014

    É hilário quando Lauro resolve ir embora, achando que Raul está ficando mesmo louco… Cara, você é roteirista de Coragem, O Cão Covarde? Pois eu me senti assistindo a um episódio do desenho (eu me amarro!), com suas histórias surreais. O gato parece um daqueles personagens esquisitos que sempre chegam de visita e o Raul faz o papel do próprio Coragem. Gostei muito da história, mas achei que a trama, por outro lado, poderia ser melhor elaborada. Assim como Raul conseguiu envolver Lauro de modo que permanecesse ali até o momento em que o gato apareceu, também podia fazer com Aurora. Ele não pensou nisso? Entretanto, a história está bem estruturada. Ficou legal no modo de diálogo, quase que totalmente. Podia elaborar mais um pouco. De todo modo, divertiu muito e foi fácil de ler. Parabéns.

  10. Silvio Ferreira
    24 de dezembro de 2014

    Gostei
    A pegada de horror, paranoia, confusão…por momentos, pensei: será que a criatura existe ou Raul é só um mijão desmemoriado?
    Você me fez criar empatia pelos dois amigos e fez com que eu torcesse para que Raul provasse sua sanidade para Aurora.
    Você partiu do cenário mais simples e o contexto mais cotidiano para embasar seu conto e partir para o fantástico. Fez bem feito.

    Não Gostei
    Na minha opinião, Alguns diálogos mereciam revisão(muito pucos), algumas falas pareciam placas do tamanho de um outdoor piscando escritas ”INFORMAÇÃO”. Do tipo: ”Tem pouco tempo que vocês se separaram” ou ”por isto o considero tanto. Legal.” Você usou diálogos para estruturar seu conto inteiro, um desafio, mas há maneiras mais sutis de dar essas informações…com gestos, símbolos.

    Tenho um gato que é tipo esse aí do conto, uma fera!Rs!

    Parabéns,
    Abraços e Boa Sorte!

  11. Sidney Muniz
    23 de dezembro de 2014

    Realmente é um baita desafio, e você se arriscou bastante no conto. Isso foi louvável.

    Os diálogos e o uso de certos tabuísmos me decepcionaram um pouco, mas você conseguiu me fisgar em certos momentos..

    A narrativa poderia ser melhor trabalhada, e alguns diálogos se fizeram desnecessários.

    A trama é regular, mas a ideia, se melhor trabalhada, tem potencial.

    Algumas frases/expressões realmente não fizeram efeito,e em alguns momentos, tampouco sentido.

    Desejo sorte e um feliz ano novo!

  12. Sonia Rodrigues
    23 de dezembro de 2014

    Técnica de escrever o conto em diálogos é sempre um desafio. Os personagnes ficaram bem caracterizados somente pelas suas falas.
    Resvalou para o horror. O tema do territorialismo dá o que pensar, como se o sujeito estivesse procurando o seu lugar no mundo e precisasse desalojar um animal para isso, teria ele uma auto estima muito baixa, suponho.
    O mistério fica no ar. O gato, como no conto de Poe, sendo uma ponte entre outras idéias, outras emoções envolvendo os personagens. A culpa é do gato. A culpa não é do gato. Um gato como catalisador é ótimo.

  13. piscies
    22 de dezembro de 2014

    TRAMA 3/5

    Senti a sombra de Allan Poe cobrindo o conto, rs. A semelhança ao Gato Preto existe, mas nada que desagrade. O autor até reconhece isso, fazendo uma rápida referência ao conto, quando Raul ouve miados de dentro da parede da casa. Gostei!

    O clima de suspense é paupável e muito bom, mas achei o conto meio morno. Acho que é por que não pude deixar de pensar que todo o suspense e motivo por trás até mesmo da separação de Raul com a mulher é o fato de um gato sentir-se confrontado quando ele urina no quintal. Então o gato revida, urinando na casa. Nada muito sinistro aí… não é? rs. É claro que a parte do gato comendo os outros gatinhos foi macabra, mas como ela foi contada com tanta naturalidade por Raul, passou superficialmente. Também senti falta de um desfecho mais impactante.

    A explicação final, tirada da wikipedia, poderia ter sido omitida. Acredito que o leitor se sentiria mais intrigado ao buscar o termo no google ele mesmo, ler a descrição e então correlacionar os fatos.

    Uma pergunta: por que Raul pede respeito pela irmã dele quando Lauro fala da vizinha?

    TÉCNICA 3/5

    Apesar de eu apreciar a boa tentativa do escritor de fazer um conto baseado em diálogos (acho que 80% do texto é diálogo), achei o início muito confuso pelo fato de termos dois personagens conversando, sem sabermos quem é quem. Mesmo após a apresentação dos personagens e seus nomes, tive que voltar para entender quem falava o quê.

    Escrever um conto assim, focado nos diálogos, é até possível, mas exige uma maestria impressionante para manter o leitor focado na história e alimentá-lo com as informações necessárias para a trama. Percebi que até o autor sentiu falta dos parágrafos narrativos, fazendo Raul mudar subitamente a forma de falar quando vai narrar o que aconteceu no passado. Sua fala é sempre bastante chula e carregada de informalidades, mas na hora de narrar os acontecimentos passados, ela vira um orador exímio, usando frases como “Seus olhos pareciam fogo verde que ardiam em suas órbitas; e sempre a me fitar” e “De uma hora para outra o esplendor verde mudou para uma cor escura medonha e ainda assim deslumbrantemente brilhante.”. Não combina com a personalidade do personagem

    Existe também uma confusão no tempo da narrativa. O primeiro parágrafo de narrativa é escrito todo no presente, enquanto todos os outros estão no pretérito.

    Uma nota: não consegui formar na minha cabeça a imagem de um olho “negro assustadoramente brilhante”. Imagino que um dos requisitos de ser negro é não brilhar, rs.

    Abraço e boa sorte no desafio!

  14. rsollberg
    22 de dezembro de 2014

    Gostei da trama. A ideia é bem original e o título, pelo menos para mim, bastante instigante.

    No entanto, não curti muito a técnica nesse estilo.
    Particularmente, não vejo qualquer problema em estruturar um conto desta maneira, no entanto, não sinto afeição por diálogos que narram a história. Sei lá, me remete um pouco ao roteiro de rádio, onde tudo é descrito pelos personagens.

    Em determinado momento o protagonista usa “sortilégio”, “pestilento”, que na minha opinião, destoaram vocabulário empregado na maior parte da conversa.

    O autor também deveria prestar atenção na alternância do tempo verbal, “Lauro quebra o silêncio” “Raul falou”. “continuou”.

    A criatura foi bem desenvolvida e me despertou bastante interesse.
    Gatos e terror sempre casam bem, Poe, Constantine, Sonâmbulos e tantos outros!

    Achei o final bem bacana.

    Parabéns e boa sorte no desafio.

  15. Letícia Oliveira
    21 de dezembro de 2014

    Achei a escrita fraca, simplória, não me agradou. Vários erros gramaticais ou de digitação, que seja. Isso atrapalhou um pouco a leitura, mas o enredo ficou razoavelmente bom, original – o final até que foi legal, com o personagem ficando obcecado com o gato de tal forma que não ia dormir sem olhar nos seus olhos, quase criando uma relação íntima. Gostei também da construção do terror, com a apresentação do gato, seus olhos, seu apetite cruel por instinto etc. Um conto legal. Parabéns.

  16. Gustavo de Andrade
    21 de dezembro de 2014

    Além do fato de achar bem maneiro fazer um conto quase que somente em diálogo, para tentar adicionar além do que alguns aparentemente já apontaram e, talvez, simplesmente complementar o que disseram, tenho anotações sobre três partes em específico:

    1. “— Tem razão, você nunca foi de ter maricagem comigo, por isto o considero tanto. (…)” –> uma adição aleatória de informação que quebra com a naturalidade dos personagens e, assim, da narrativa

    2. “As brasas (…) Lauro quebra o silêncio quando a canção chega ao seu fim.” –> ótimo parágrafo! Consegue ser sensível e objetivo. Dá pra sentir aquele estágio pré-ebriedade quando se fica simplesmente contemplando as coisas.

    3. “Perguntou Raul com a voz (…) daquele extraordinário ser. Daquela criatura fantástica e diabólica. Cujo os olhos inflamavam-se em fogo negro. Era assombroso e fascinante.” –> muitos adjetivos, talvez? Querendo forçar uma tenebrosidade?

    Os fatores responsáveis por essas observações são recorrentes e entrelaçados durante o texto, e acho que, junto às observações do Fábio, da Ana etc. constroem o que eu pensei sobre este conto.
    Boa escrita!

  17. Douglas Moreira
    20 de dezembro de 2014

    O texto é muito bom. Gostei como abordou a criatura fantástica. Gostei muito do gato no escuro, são bem assustadores quando bem colocados. Como muitos disseram os diálogos do início são meio confusos, mas não tira o brilho, uma vez que conseguiu me prender a atenção.
    Com relação a erros não preciso apontar, uma vez que já fizeram isso.
    Parabéns!

  18. Eduardo Matias dos Santos
    19 de dezembro de 2014

    Texto bem escrito e até envolvente, mas o desfecho não me agradou. Eu gostaria de saber mais deste gato.

  19. Andre Luiz
    13 de dezembro de 2014

    Não pretendo estender-me demais no comentário porque acho que, da parte técnica, os amigos Ledi Spenassatto, Fabio Baptista e Ana Paula Lemes de Souza apontaram com maestria os erros que achei mais gritantes. Contudo, contribuo com minha opinião: Acredito que estas duas passagens são exemplos de passagens que poderiam ser trocadas. A primeira, “Com a iluminação da lâmpada o quintal, que fora transformado em pomar e horta, pôde ser visualizado com mais detalhes.” remonta em mim algo que acabo às vezes errando, quanto ao uso do aposto. Neste caso, o aposto está bem empregado, porém eu colocaria uma vírgula para realmente marcar a oração seguinte, separando “lâmpada” de “o quintal”. Além disso, sugiro marcar menos os diálogos com conjunções, tornando-o o mais coloquial possível(afinal, são dois amigos bebendo à madrugada), como no exemplo dois: “A gata parida tentava investir contra o intruso assassino, entretanto, ele era muito maior que ela e quando tentava ataca-lo recebia uma poderosa patada no focinho. Botei o pilantra pra correr a pauladas. ” O “entretanto” poderia sido substituído por um “mas”.

    Quanto à trama e enredo, minha singela opinião: Gostei bastante da significação de dominação selvagem, marcar território e tal. Certa vez cheguei até a pensar que o tal do Lauro fosse matar o gato para proteção. Mas não, ele ficou apenas na contemplação, e sem ver, foi aos poucos dominados pela criatura fantástica da noite. Perdeu a esposa, o amigo, porém permanecia subjugado ao felino. Muito bem construída, a trama prendeu-me até o final, tanto pelo clima de terror quanto pelo mistério do cheiro da urina(que, a princípio, foi o que mais me deixou curioso). Sendo assim, não tenho mais nada a fazer do que agradecer pelo belíssimo conto e desejar-te sorte no desafio. Parabéns!

  20. mariasantino1
    11 de dezembro de 2014

    Oi!

    As informações de rodapé e links dão uma dica sobre quem escreveu o conto.

    Bem, eu gostei, é simples, bem conduzido, linguagem informal do início ao fim. Nada muito mirabolante ( o que é uma pena porque fico querendo mais), nem tedioso. Encontrei dois climax bem suportados: Quando o Raul ver o gato pela primeira vez e quando os dois amigos veem o gato. Dizem que aquilo que mais cativa é o está perto, comum de todos, então acho que por isso seu conto agrada, porque todos já viram um gato e conhecem seus modos snobes/manhosos/misticos.

    É isso. Abraço!

  21. Claudia Roberta Angst
    11 de dezembro de 2014

    A ideia apresentada é muito boa, com o elemento fantástico bem assustador. A narrativa prende a atenção, pois o leitor fica ansioso para saber “qual é a do gato”. No entanto, acredito que os diálogos deveriam ser melhor elaborados para tornar a leitura mais clara e o ritmo mais agradável. Boa sorte!

  22. Ana Paula Lemes de Souza
    11 de dezembro de 2014

    Bem legal o texto, muito envolvente, prendendo-me até o final!
    Achei um erro que merece revisão: “Daquela criatura fantástica e diabólica. Cujo os olhos” = “Daquela criatura fantástica e diabólica, cujos olhos”.
    Boa sorte no desafio!

  23. simoni dário
    11 de dezembro de 2014

    Bem legal a história, um texto simples e limpo. Os diálogos estão realmente um pouco confusos, lá no início me parece que tem uma troca, onde o Raul fala que a irmã é dele. Achei a relação dos cunhados muito próxima para que o Lauro não soubesse o motivo da separação da irmã. Mas no geral está muito bom, a leitura vai envolvendo. Ler sobre gatos é sempre muito bom (tenho alguns), e os machos demarcam território mesmo, sem dó nem piedade. E quem já não avistou um gato assim, na noite, com aquele brilho nos olhos que chega a dar um frio na espinha? Avistar um cujos olhos se inflamam em fogo negro, então, não gosto nem de pensar…
    Foi uma ótima leitura.
    Parabéns e boa sorte!

  24. Lucas Rezende
    10 de dezembro de 2014

    A trama ficou muito simples e muito boa. O suspense pra saber que caralho é esse gato me prendeu até o fim do conto, e o final sem explicar ao certo o que é o gato ficou na medida certa.
    Só acho que os diálogos, principalmente as partes em que o Raul narra o que aconteceu, ficaram não naturais.
    No mais, muito bom.
    Boa sorte!!!

  25. Jowilton Amaral da Costa
    10 de dezembro de 2014

    Gostei. Lembrou-me as histórias apresentadas num programa das antigas chamado “Acredite se Quiser”. Vi algumas referências também ao conto “Gato Preto” do Poe, apesar de que em nenhum momento o autor(a) se referir a cor do gato. Foi mais na parte em que ele diz que pensou ouvir um miado vindo de dentro do muro; no conto do Poe ele mata a mulher e a empareda, enlouquecido pela influência maléfica de um “gato dos infernos” como esse do conto. Posso estar apenas viajando, o que é bastante comum em min com certas leituras, hehehe. Os diálogos realmente poderiam ser melhores e a revisão mais apurada. Mesmo assim boa sorte.

  26. Fabio Baptista
    10 de dezembro de 2014

    ======== TÉCNICA

    Faz correr bem a história e prende a atenção, pontos bastante positivos.

    Porém os diálogos (maior parte do texto) não soaram naturais na maioria das vezes.

    Muita repetição da palavra “eu” e alguns apontamentos gramaticais já realizados pelos colegas.

    ======== TRAMA

    Gostei bastante.

    É bem simples se for pensar bem, mas o suspense criado em torno do gato (que já são animais bizarros por natureza :D) foi bem legal.

    A parte do bicho parado no meio do terreno me lembrou uma vez que estava entrando em casa à noite e tinha um gato preto parado no meu quintal… deu medo! kkkkkk

    ======== SUGESTÕES

    – Tentar deixar os diálogos mais naturais

    – Dosar um pouco melhor a condução da história entre narrador/diálogos. Aqui pendeu muito para os diálogos.

    ======== AVALIAÇÃO

    Técnica: ***
    Trama: ****
    Impacto: ***

  27. Leonardo Jardim
    10 de dezembro de 2014

    Um conto montado em cima de diálogos. No início ficou um pouco confuso, principalmente na identificação dos personagens. Mas, com o desenvolvimento, as ideias foram encaixando-se e, quando a história do gato começou, a coisa ficou boa. Gostei dessa leitura de criatura fantástica, coisa quase cotidiana, que poderia ser uma história real, dessas que a gente ouve (ou ouvia) dos nossos avós.

    Tirando o início confuso, alguns erros de revisão e alguns trechos estranhos no diálogo (meio teatral), é, sem dúvidas, um bom conto que me prendeu.

    Parabéns e boa sorte!

  28. Brian Oliveira Lancaster
    10 de dezembro de 2014

    O estilo urbano caiu muito bem neste conto. Estava achando alguns comportamentos improváveis (afinal, já tive duas gatas), mas tudo se explicou em um piscar de olhos “medonhos”. Gostei, de certa forma simples, mas instiga a curiosidade com o fantástico refletido em algo aparentemente inofensivo. O final sem volta e meio cômico foi a cereja.

  29. rubemcabral
    10 de dezembro de 2014

    Faltou um pouco de revisão, mas o conto foi bem competente em criar uma história de elementos fantásticos a partir de coisas muito cotidianas, feito um churrasco regado a cerveja e gatos vira-latas invasores. Gostei!

  30. bellatrizfernandes
    9 de dezembro de 2014

    Uau, muito legal!
    O início ficou bem confuso. Não dava para saber quem estava falando e, assim, definir como é cada personagem. Todo o contexto da Aurora sendo irmã do Lauro ficou beeem confuso – se é que eu entendi direito – mas a história e a ideia ficaram bem desenvolvidas. Só daria uma revisada no começo, mas de resto está muito bom!
    Parabéns e boa sorte!

  31. Tiago Volpato
    9 de dezembro de 2014

    Texto bem escrito e muito bem construído. Lembrei das histórias macabras que contava a noite quando era criança. Só teve alguns erros que sempre escapam da nossa revisão. Parabéns!

  32. Ledi Spenassatto
    9 de dezembro de 2014

    A denominação da palavra gatos é bastante ampla e um pouco sinistra como no conto. E esse gato é tenebroso e assustador, não se intimida com nada, marca seu território como um cão.
    Entretanto, algumas correções escaparam a sua revisão ortográfica, dentre elas:
    ‘ do dois amigos ‘
    ‘ havia se completamente envolvido pela criatura ‘
    ‘ insinuando que eu fosse o responsável pelo odor insuportável ‘
    ‘ Assim pensou lauro ‘ (não se encaixa no parágrafo -, é desnecessário)
    ‘ e sempre a me fitar ‘
    ‘ ficou a me encarar ‘
    ‘ eu nunca mais o havia visto ‘
    ‘ eu quero está em casa quando eles chegarem ‘

  33. Virginia Ossovsky
    8 de dezembro de 2014

    Fiquei com medo rsrs, gatos no escuro são assustadores mesmo. Esse canibal, então… A história foi muito bem construída, no início não gostei muito dos diálogos, mas depois a leitura fluiu rápido. O autor soube usar bem a técnica e prender a atenção até o final. Parabéns e boa sorte !

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Informação

Publicado às 8 de dezembro de 2014 por em Criaturas Fantásticas e marcado .