EntreContos

Detox Literário.

O Voo da Fênix (Jefferson Lemos)

2014-09-15

Não sei ao certo quando tudo começou a “desandar”, e a vida, como ela deveria ser – como ela deveria ter sido –, passou a fazer sentido em minha cabeça, um berçário de estrelas onde cada neurônio superdesenvolvido era um astro em eclosão. Talvez tenha sido no momento em que as lâminas tornaram-se afiadas demais para minha carne, iniciando o processo de incisão em minha consciência. Talvez as cicatrizes tenham permanecido demasiadamente gravadas, como memórias indesejadas e voluptuosas, que se expandiam em velocidade estrondosa, corroendo cada hexágono imaculado.

Um lembrete do que eu era e onde deveria estar.

Quem sabe, possa ter sido um jogo do que as pessoas chamam de destino?

Ao certo é impossível de se calcular. Nunca fui bom com as crendices que a mim sempre foram desconhecidas. Estranhas sensações que se assemelhavam a primeira vez que vi um dos meus: Congelado, estático, azulado… não para esse tom, acho que se tratava de uma tonalidade mais vítrea, quase que imperceptível, e gélida. Mas não terminara ali – jamais fora assim, tão fácil. Muito pelo contrário, havia apenas começado.

Os vergões esmeraldeados formavam um fluxo de retalhos contrários em minha pele, acrescentando mais linhas, tornando os seis em setes, oitos, noves… ferimentos que surgiam além da minha capacidade de contá-los. O brilho refletido nas agulhas ainda me incutia o medo habitual, mesmo depois de tantas injeções; O líquido viscoso tracejando através de minhas veias, queimando neurônios, energizando impulsos de dores intermináveis. Amostras de tecidos eram coisas recorrentes, com frascos e mais frascos retirados.  Os talhos cresciam cada vez mais, ao passo de que os órgãos remanejados davam princípios do iminente problema causado por suas ausências. Cada dia uma nova dor, uma lembrança amarga para chamar de minha, afogando-me em uma realidade alternativa de um futuro predestinado. Cada marca uma história, cada história uma mágoa, e cada mágoa uma nova imagem, imortalizada em seu quadro único. Como as pegadas que nunca se apagam nas areias do tempo.

Por vezes eu tive saudade. Um sentimento que consumia pouco a pouco, derretendo como o ácido que desfazia a o tecido morto, comendo cada partícula que fosse possível digerir. Era uma vibração diferente e boa, por certo lado, mas difícil de compreender quando não se sabe ao bem o porquê. Era a falta incompreendida, a vontade de algo não alcançado; lembranças de coisas não vividas. O desejo arrebatador que me causava convulsões em noites de excitações alardeadas, acarretando alvoroço aos fantasmas que me rodeavam. Eu era o prêmio, uma recompensa máxima pelos esforços que nunca eram recompensados. O sucesso da busca incansável. O rei cuja coroa era ornamentada de chagas, cada ferida um novo elo. Era linda e feita de esmeraldas.

Meus súditos sabiam o que era melhor para mim.

A estranheza a tudo o que me cercava começou se instalando aos poucos, criando bolsões de ar em minhas concepções cada vez mais infladas. Hoje eu sei o que é a realidade, mas só tive a percepção de minha natureza após longas e laboriosas noites. Como um quebra-cabeça, montado durante décadas, cada peça encaixada perfeitamente em seu devido lugar, as palavras que soavam estranhas foram tomando formas compreensivas, e os insultos, que durante bom tempo passaram despercebidos, fazendo um sentido cada vez mais latente. Eu não era um deles, não merecia viver como eles viviam.

Foi então, que a partir daí, comecei sentir aos poucos o que era o ódio. Um sentimento amargo como o gosto deixado pelos dopantes injetados. Uma praga se alastrando por dentro, de forma incontida, infectando cada novo pensamento que brotava. Deu-se início ao ciclo de hibernação transcendental. Meu corpo comparecia, mesmo que forçado, a todas as sessões de confinamento e tortura, mas minha mente evoluía.

A ascensão, a princípio, era um buraco cavado em negrume desconhecido. Eu não subi, mas sim desci em queda infinita, cada vez mais para dentro, conhecendo algo que nunca pensei que pudesse existir. O universo interno era de proporções intangíveis, repleto de quasares reverberando a energia primordial em todas as direções. A profusão de vida que existia em um espaço tão compacto inchava minha compreensão numa inserção infinita de conhecimento. Convergindo a mim na velocidade da luz, rasgando o véu de minha visão, removendo as amarras etéreas que me prendiam a física limitada do entendimento dos seres que se julgavam superiores.

De olhos abertos, pela primeira vez, pude estender minhas asas. Libertar-me dos grilhões pesados que se agarravam aos meus pés, tanto quanto eu me prendia a existência em isolados instantes derradeiros. As brilhantes paredes de inox refletiam toda a glória suja do rei que me mirava no reflexo. Com o olhar inquisitivo, questionava-me sobre onde tudo iria acabar afinal. A verdade faz parte de você, mas de agora em diante, do que mais será capaz? E com o sentimento de desgosto que havia acabado de adquirir, percebi que naquele momento eu não me sentia mais como um animal. As emoções inseridas juntas aos medicamentos, também me tornavam algo que minha nova sabedoria ensinara a repudiar. Ali, olhando para mim e além, senti-me como os predadores. Os súditos carcerários que haviam me roubado a liberdade. Senti-me pela primeira vez como um humano.

E como humano – agindo como um -, cegado pela fúria, eu matei.

Cortei, retalhei e estraçalhei. Cada ano de tortura descontado em cólera devastadora, removendo os vermes, um por um, da face pútrida do lugar que chamavam de Terra. O lar da mais nefasta das civilizações.

Pobres de espírito e ricos de ganância. Meus escravizadores, que jaziam banhados em seu próprio líquido escarlate, pagando sangue com sangue.

Fui ferido durante a fuga, e nos resquícios da chacina, o vermelho e o verde dançavam em espiral, numa tentativa falha de mesclarem-se um ao outro. Mas eu sabia que isso nunca iria acontecer. Não há compatibilidade, nem sonhos compartilhados. A única coisa que dividíamos, naquele momento, era a dor. O ódio em comum havia escorrido pelos ferimentos, evacuando-se nos rodapés inoxidáveis.

Preso em baixo da terra, eu consegui fugir. Corri.

Corri dos pesadelos, do presente desperdiçado e da natureza a mim imposta. A transformação, apesar de indesejada, havia se completado. Era inevitável ignorar o que crescia, pulsando cada vez mais forte, insinuado pensamentos impensáveis. Volte e termine o que começou, ouvia-me dizer. Eu não queria, eu não podia e não o faria. E dentro das possibilidades ínfimas que se formaram em minha cabeça, eu escolhi desistir.

Senti o casco grosso abrindo-se tal como a porta do desespero de minhas torturas, escancarando lustrosas e transparentes asas. Refletindo a luz em profusão de cores. Elas movimentaram-se em velocidade célere, elevando-me cada vez mais alto, dando-me a direção no qual seguir.

E fui em frente.

Voei o mais rápido que pude, e agora estou aqui, sentindo os ventos solares causticando a pele, queimando meus olhos… a asa direita já se perdeu pela metade, e sinto o corpo vacilar em momentos cada vez mais frequentes. O vácuo é calmo, vazio e acalentador. Limpou todas as impurezas que se alojavam em meu ser, livrando-me do peso de ser quem não era. A morte é a troca pelos serviços prestados, mas isso não importa. Que tire tudo de mim, mas também leve a doença que me toma.

Olho para o brilho a minha frente, e isso me entorpece. Depois de uma vida inteira banhado em luzes fluorescentes, agora posso ver o sol por uma primeira e última vez. É terrível, mas belo. Revigora, repara e reconstrói. Dentro das sabedorias que tive em minha viagem transcendente, uma das humanas é que me define neste momento.

Vou em direção à morte, com certeza de que o fim é realmente o fim. Mas nada disso importa, pois tudo o que a paz do término me dará, é muito mais do que já tive. Por isso eu voo, sem pressa para chegar, hipnotizado por uma um sonho tangível, como uma mariposa em direção ao fogo.

Enfim livre, e em chamas…

 

…………………………………………………………………………..

O conto foi baseado em músicas mais atuais. O roteiro principal vem da música “Moth” da banda Hellyeah. Alguns outros traços encontrados foram inspirados na música “Embrace the Ending” da banda Mushroomhead.

78 comentários em “O Voo da Fênix (Jefferson Lemos)

  1. Alana Santiago
    4 de outubro de 2014

    Bom, vamos lá, ver se eu consigo passar tudo o que tinha passado. faz alguns dias que li seu texto, não inteiro, mas a primeira parte. E o achei sem muito um perfil de conto, mas sim de um texto reflexivo. Mas aí o narrador-personagem começa a discorrer sobre coisas que aconteceram (“Por vezes eu tive saudade. Um sentimento que consumia pouco a pouco, derretendo como o ácido que desfazia a o tecido morto, comendo cada partícula que fosse possível digerir”)e fala dos súditos, aí o seu texto começa a ter característica de conto. Não sou expert nisso, ok? É só a impressão que tive. Seu texto está muito bem escrito, tem passagens fortes, parece bem elaborado, e acho que o é, afinal, foi muito bom de ler e não foi enfadonho, de forma alguma. Mas uma curiosidade não consegui sanar ao final, a de saber, com certeza, quem é essa criatura. Confesso que pensei em várias possibilidades, mas não posso dizer que estou certa sobre qualquer um deles. O início me pareceu a fala de um anjo caído, ou de uma criatura demoníaca, não sei explicar. Talvez ele tenha ficado muito metafórico, ao menos para mim, me impedindo de ter essa certeza, me desculpe. Mas isso não fez com que eu gostasse menos do que li, achei muito bom, principalmente pela força das metáforas. Não conheço essas músicas e talvez eu conseguisse entender melhor, caso conferisse a letras, mas… Achei que perderia um pouco a graça. Prefiro gostar dele assim! Parabéns! Fechei meus comentários e leituras com um conto muito bom, isso é ótimo! =)

    • Alana Santiago
      4 de outubro de 2014

      Consegui! =D

    • Alana Santiago
      4 de outubro de 2014

      Ah, e com relação ao título, fiquei ressabiada: o termo “fênix”, também seria metafórico? =)

  2. Alana Santiago
    4 de outubro de 2014

    Não acredito! Fiz um comentário enorme e esse sistema não salvou? Será??? Vou esperar dois minutos se não vou refazer no bloco de nota e colocar de novo aqui… =\

  3. Carolina Soares
    4 de outubro de 2014

    Gostei da escolha desse animal mitológio e fantástico, porém acho que você deveria ter usado do mito e da ideia da fênix para um climax maior, mais épico. Fora isso, a escrita está boa, um bom conto.

  4. Eduardo Barão
    4 de outubro de 2014

    Não pude gostar pois me senti distante da narrativa o tempo todo, a ponto de me indagar mentalmente se de fato havia captado a verdadeira essência do conto. A escrita é bacana e recorre a metáforas bem estilizadas; no entanto, o exagero de algumas descrições e a ausência de um fio condutor acabaram tornando tudo muito confuso.

    Só me resta desejar boa sorte ao autor. Continue escrevendo.

  5. Lucas Almeida
    4 de outubro de 2014

    Gostei da metáfora, da critica, da riqueza estética do seu conto. Porém, senti falta de um clímax, algo que prendesse mais leitura e, devido à isso, o conto ficou só ficou bom por causa do citei ao começar o comentário. Era preciso mais. Mas Parabéns, e boa sorte! 🙂

  6. tamarapadilha
    3 de outubro de 2014

    Muito bom esse trecho “Cada marca uma história, cada história uma mágoa, e cada mágoa uma nova imagem, imortalizada em seu quadro único. Como as pegadas que nunca se apagam nas areias do tempo.”
    Achei um conto bastante metafórico, o que se tornou chato em algumas partes mas em outras se tornou bonito. A escrita foi o que eu mais admirei, foi muito bem escrito na minha opinião. Talvez uma sugestão seria você deixá-lo um pouco mais claro.

    • O Vigia
      3 de outubro de 2014

      Oi, Tamara!

      Obrigado pelo comentário!

      Pelo visto esse trecho agradou mais de um! 🙂
      Estou trabalhando nessa coisa toda de escrita, então espero melhorar mais.
      Quanto à um conto mais claro, me esforçarei para trazer no próximo!

      Abraços!

  7. felipeholloway2
    3 de outubro de 2014

    Achei muito ruim. As descrições distanciadas (e meio auto-congratulatórias, como se se tratasse de um político descrevendo sua trajetória) dos eventos por que o personagem passou, aliadas a frases de uma tacanhice ímpar (“Pobres de espírito e ricos de ganância”) foram minando toda a minha vontade de continuar lendo. O final tampouco conseguiu desfazer essa impressão geral de enfado.

    • O Vigia
      3 de outubro de 2014

      Olá, Felipe!

      Obrigado pelo comentário!

      Fazer o que, né? Nem todos são possuidores de exímias habilidades em escrita. Aos que são, sorte deles, e aos que não (eu), esforcem-se mais.

      Abraços!

  8. Edivana
    3 de outubro de 2014

    O conto tem uma pegada fantasiosa, preocupado em utilizar recursos poéticos que me agradou em parte, pois em alguns momentos fiquei um pouco confusa, mas achei, numa visão ampla, um bom conto! E o final, o final é sublime.

    • O Vigia
      3 de outubro de 2014

      Oi, Edivana!

      Temos que saber maneirar sempre né?
      Tô aprendendo a utilizar esses recursos poéticos, então acabo descendo a mão. haha
      Que bom que gostou do final!

      Abraços!

  9. Fabio D'Oliveira
    3 de outubro de 2014

    Não gostei muito. Para mim, o texto em forma de relato não foi a melhor opção, pois me pareceu fluído demais. Parte da história ainda está na sua cabeça, Vigia, parece que falta algo. Não sei… Está muito bem escrito, entretanto. Gostei muito de algumas passagens, que invocam imagens bem legai. Enfim, parabéns pelo texto!

    • O Vigia
      3 de outubro de 2014

      Olá, Fabio!

      Obrigado pelo comentário!

      O que falta pra uns sobra pros outros, né? haha
      Valeu a pena pelas passagens que gostou, assim espero. 🙂

      Abraços!

  10. Thiago Mendonça
    3 de outubro de 2014

    Olá,
    seguem minhas considerações:

    + dominio e utilização da escrita são perfeitos!!!!!
    + gostei da menção ao personagem da Marvel no seu pseudônimo 🙂
    – um pouco metafísiico pro meu gosto, não consegui me envolver completamente no conto e visualizar cada cena que se passava na cabeça do personagem

    *** nao me empolguei tanto por questao de gosto pessoal, mas sua técnica narrativa é impecavel

    • O Vigia
      3 de outubro de 2014

      Olá, Thiago!

      Obrigado pelo comentário e pelos elogios!

      Achei que faria sentido, sendo ele um observador galáctico. haha
      De qualquer forma eu gostei do resultado. É tão legal ver as pessoas discordando em suas opiniões. Gosto quando contos são assim, interpretado de varias formas.

      No próximo trarei algo melhor, prometo!

      Abraços!

  11. Fil Felix
    30 de setembro de 2014

    #O que gostei: algumas passagens criam imagens incríveis, talvez este seja seu ponto forte. Cada parágrafo é único e cria um personagem híbrido, como falaram. Gosto disso, e ainda tem uma pegada extraterrestre, cósmica ou algo assim. Seu codinome (O Vigia), também me lembrou do personagem da Marvel (que observam o Universo e Multiversos), não sei se era a intenção. Numa primeira leitura, não gostei muito do conto (pelos motivos abaixo), mas depois de ler alguns comentários e expandir mais o entendimento da história, melhorou um pouco.

    #O que não gostei: não há um fio condutor na história (não que seja necessário ter), mas pessoalmente preferia que a narrativa fosse um pouco mais clara, não apenas imagens aparentemente desconexas.

    #O que mudaria: daria uma guiada no conto, pois não entendi muita coisa hahaha.

    • O Vigia
      1 de outubro de 2014

      Olá, Fil!

      Obrigado pelo comentário!

      Olha só, achei que ninguém iria sacar essa do Vigia. hahaha
      De certa forma, dá um melhor sentindo ao conto. Esse mês eu quis combinar tudo, cada detalhe fazendo parte do enredo.

      Optei por algo mais desapegado desta vez, fazendo menção ao estado mental da personagem. Nem todos gostam disso, e eu entendo. 🙂

      Prometo melhoria para o próximo!

      Abraços!

  12. rubemcabral
    30 de setembro de 2014

    Gostei das imagens que o texto evoca, da prisão, tortura e metamorfose do personagem. Gostaria, no entanto, de ter compreendido mais: as motivações do pq fizeram o que fizeram, ou se o que ele faz depois é tão somente vingança contra seus captores.

    O fim – a imagem da mariposa indo de encontro ao sol – é bem bonito, tem um “quê” de Ícaro, fora a noção de que insetos são atraídos pela luz.

    Alguns dos erros com crases o Fabio já apontou…

    Ah, a imagem que ilustra o conto, ela é fantástica.

    Bom conto!

    • O Vigia
      1 de outubro de 2014

      Olá, Rubem!

      Obrigado pelo comentário!

      Bem, fiz o final pensando exatamente nisso. 😀
      Pensei que ninguém iria falar da imagem, pois também a achei sensacional. Imagem esta, que é a capa do cd de uma outra banda (Mudvayne) do vocalista do Hellyeah. hahaha

      Prometo melhoria nos próximos, trazendo algo mais consistente.
      O etéreo me fez bem, mas gosto de variar,

      Abraços!

  13. piscies
    29 de setembro de 2014

    Queria dizer que este conto me fisgou de forma inesperada, por que narra justamente o que vem acontecendo comigo em tempos recentes. A abertura dos olhos, a descoberta de certas verdades escondidas de nós a tanto custo por outros: por esses que tentam nos explorar; nos machucar.

    Me identifiquei tanto com o conto que parece que o personagem principal era eu. Me vi no fim da vida, assim como o personagem se vê: sem remorsos, sem pressa. Em paz.

    Parabéns. Eu comecei lendo o texto e não dando nada para ele. No final, o considerei um dos melhores do desafio.

    Não vou nem comentar sobre a sua forma de escrever por que ela é impecável. =)

    • O Vigia
      1 de outubro de 2014

      Olá, piscies!

      Gosto quando o leitor se conecta com o texto, e gosto ainda mais quando isso acontece em algo que escrevo. rss
      Fico feliz que tenha gostado, e espero que não esteja cogitando a possibilidade de voar em direção ao sol. 😀

      Obrigado pelo comentário!

      Abraços!

      • pisciez
        3 de outubro de 2014

        Talvez eu voe, mas que o voo demore mais uns 80 anos, hahaha!

  14. rsollberg
    28 de setembro de 2014

    É um conto onde o autor se esmera muito para criar uma narrativa bem visual e ricamente detalhada. Mas não é só isso. Acho que também inova ao tentar juntar os mundos – as formas e as emoções. A matéria e a metafisica.

    Gostei da linguagem empregada, as frases são bem construídas e invariavelmente levam a reflexão.

    O personagem criado é um híbrido e tem várias características diferentes. Acho que cada leitor visualizará de um jeito, por ser um texto aberto e não taxativo.

    Um trabalho bem ousado e criativo.
    Parabéns e boa sorte no desafio.

    • O Vigia
      1 de outubro de 2014

      Olá, rsollberg!

      Obrigado pelo comentário!

      Acho que isso é bom, né? Cada leitura será única.
      Creio que meu objetivo foi alcançado esse mês, sendo assim, estou feliz com qualquer resultado que vier. 🙂

      Abraços!

  15. Camila H.Bragança
    28 de setembro de 2014

    Prezado/a colega

    Vim por meio deste comentário discorrer acerca das impressões causadas pelo seu texto. A princípio ousei pensar que se tratava de um Frankenstein alado, mas suponho que haja algo extraterrestre pincelado em vossa obra. Sendo assim, muito do que é dito acerca de sofrimentos, sangue esmeraldeado, satisfaria. Chego a imaginar ambição humana sobre o espécime novo e o que se mostra obscuro em vosso texto ganha centelhas de luz. Caso esteja enganada novamente, atesto que tornarei a buscar algum significado.

    Saudações!

    • O Vigia
      28 de setembro de 2014

      Saudações, Camila!

      Obrigado pelo seu comentário.
      Você não está enganada. Minha ideia principal era exatamente essa, então você acertou em cheio dessa vez. Há muitas outras interpretações, mas essa também é a correta.
      Agradeço a leitura mais apurada!

      Abraços!

  16. Felipe Moreira
    28 de setembro de 2014

    Bem, eu achei o conto voltado pro lado metafísico, uma viagem cósmica, ainda que narrado em primeira pessoa. Na verdade ele ganhou formas na transformação épica em humano. Já a narrativa em primeira pessoa me fez encarar o texto como se fosse um livro de revelações, recheado de frases confusas e metáforas curiosas, mas que reunidas passam uma ideia límpida do objetivo do autor. Eu entendi em parte, mas permaneço confuso em outros aspectos. De todo modo, o conto é bem subjetivo e além da ideia de renascer das cinzas como a fênix, eu vi um ensaio de algo grandioso, no sentido físico também. Posso estar falando asneiras, mas foi a minha impressão. E durante a leitura, antes de saber quais músicas inspiraram esse belo trabalho, eu ouvia Zack Hemsey, o que meio que colaborou com essa minha interpretação do seu conto.
    Você escreve muito bem. Encontrei poucos erros e acho que foram aqueles comuns que todos cometemos quando digitamos em velocidade. No geral, sua técnica é muito boa.

    Parabéns e boa sorte no desafio. =)

    • O Vigia
      28 de setembro de 2014

      Olá, Felipe!

      Obrigado pelo comentário. Agradeço os elogios!

      Bom, você não viajou. Aqui no desafio, percebi que este texto é, o que você lê. Cada um vê de um jeito, e se esse é o que você viu, que então seja assim!
      No começo foi tudo pensando em um sci-fi intimista, mas assim como a criatura, o conto abriu as asas e alçou voos mais altos. Deixe que voe, contanto que não chegue muito perto do sol.

      Abraços!

  17. Gustavo Araujo
    27 de setembro de 2014

    Achei confuso de início, mas o desenvolvimento me fez perceber que a intenção do autor foi de provocar um tsunami mental mesmo. O texto fala de recomeço, de segundas chances, de renascimento — óbvio, por se tratar de uma fênix. Mas o faz de maneira competente, com diversas construções interessantes, ainda que outras nem tanto (o esmeraldeado não desceu bem, rs).

    Bem, o ato de escrever às vezes tem isso: as perturbações do autor podem encontrar eco no que o leitor quer ou precisa sentir. Quando isso acontece, bingo, a conexão é imediata, gerando uma espécie de empatia difícil de se ver em outros lugares. Porém, quando os estados de espírito são diametralmente opostos, a sensação é de vazio.

    Digo isso porque creio que quem já precisou juntar os cacos para recomeçar a vida do zero certamente vai encontrar neste texto um reflexo fidedigno de sua própria angústia. Já quem sempre viveu de modo estável, sem muitos altos e baixos vai perder a viagem. Espero que a maioria se encaixe no primeiro caso, pois o texto é muito bom em traduzir a aflição que permeia o reboot da própria existência. Parabéns.

    • O Vigia
      28 de setembro de 2014

      Fala aí, grande anfitrião!

      Primeiramente, gostaria de agradecer a oportunidade de fazer parte dessa maravilhosa família que é o nosso EC! E gostaria de dizer que todos vocês que estão aqui desde o início, mesmo que inconscientemente(julgando os pseudônimos), me ajudaram a chegar onde cheguei;

      É uma sensação muito, mas muito boa, poder ler esses comentários. Creio que atingi meu objetivo de causar sensações ao leitor, mesmo que seja a confusão. A gente pensa em muita coisa na hora de escrever, mas as vezes saem coisas que nem esperávamos, e o leitor reconhece, e aquilo faz algum sentindo para o que ele passou ou está passando.

      Agradeço pelo comentário, e fico feliz que tnha apreciado. Espero surpreender mais na próxima!

      Abraços!

  18. Swylmar Ferreira
    26 de setembro de 2014

    O conto é interessante, uma viagem. Ao meu ver a história está completa, linguagem apesar de objetiva utiliza metáforas nem sempre de fácil compreensão. O autor(a) optou por narrar o conto, em primeira pessoa pelo que pude observar, trazendo todo o sentimento/sofrimento do personagem à tona.
    O texto é uma viagem psicodélica angustiante onde o personagem parece nascer e renascer em sofrimento. Usou muita linguagem rebuscada e isso pode ter atrapalhado o entendimento dos leitores.
    O final não surpreendeu sendo o que se esperava, é o titulo da obra.
    Ao meu ver o autor(a) tem uma capacidade imensa e procurou externa-la neste conto.
    Boa sorte.

    • O Vigia
      28 de setembro de 2014

      Olá, Swylmar!

      Obrigado pelo comentário!
      Bom, como já disse em um comentário anterior, deixo o entendimento para o próprio leitor, e não o limito a apenas um sentido. Cada um tem a sua própria interpretação, e isso é o que me faz ter certeza de que este é o melhor conto que escrevi até hoje! rss

      Se tenho uma capacidade imensa ou não, eu não sei. Mas caso eu tenha, estou fazendo o que posso para trazê-la ao leitor cada vez mais!

      Abraços!

  19. Willians Marc
    25 de setembro de 2014

    Olá, não consegui me emocionar com o conto como os demais conseguiram, apesar de notar claramente a habilidade do autor(a) com as palavras, achei o texto um pouco travado e demorei pra lê-lo, mesmo não sendo tão extenso. Não tenho sugestões a dar ao autor(a), a não ser seguir os comentários dos colegas.

    Abraço.

    • O Vigia
      25 de setembro de 2014

      Olá, Willians!

      O importante é que leu, e teve o que dizer. Não dá pra agradar a todos, infelizmente. hehe

      Quem sabe num próximo desafio?

      Abraços!

  20. Andre Luiz
    24 de setembro de 2014

    Isto é judiação! Eu me identifiquei tanto com o personagem que praticamente fiz uma filosofia de toda a minha vida sentado à frente do computador. A tela borrou, como se uma lupa tivesse sido postada em meus olhos. Lágrimas? Talvez. Acho que é mais do que isso. Não é apenas isso. É a alma que luta para ser feliz. Enfim, deixando-me de lado um pouco, vamos falar realmente da produção: “Cada dia uma nova dor, uma lembrança amarga para chamar de minha, afogando-me em uma realidade alternativa de um futuro predestinado. Cada marca uma história, cada história uma mágoa, e cada mágoa uma nova imagem, imortalizada em seu quadro único. Como as pegadas que nunca se apagam nas areias do tempo.” Que passagem brilhante! (Acabei voltando para minha desesperada reação ao lê-lo.) Espero que ganhe, mas se isto não puder acontecer, saiba ao menos que seu conto tocou em meu coração. Parabéns!

    • O Vigia
      25 de setembro de 2014

      Olá, André!

      Rapaz, fiquei até sem ter o que dizer. Acho que é a primeira vez que recebo uma reação dessas, e a felicidade quando li seu comentário foi imensa. 😀 😀

      Não preciso ganhar (e sei que não vou) nada esse mês. O mais importante, que foi o feedback e a mudança na percepção dos leitores – para melhor -, foram meus maiores ganhos desde o início de minha “carreira”.

      Não que os outros comentários tenham sido inferiores, muito pelo contrário, foram todos de grande valia, mas o primeiro agradecimento que vem do coração a gente nunca esquece.

      Obrigado por ler, e sentir!

      Abraços!

  21. Thata Pereira
    24 de setembro de 2014

    Que conto bacana! Uma doideira que fez todo o sentido para mim. Acho que só quem “renasceu das cinzas” vai conseguir ver o quanto esse conto é perfeito! E eu ia ler ele ontem, mas ainda bem que não fiz, pois hoje foi o dia ideal. Ele fica meio confuso em algumas partes, mas foi exatamente isso que me encantou: pois não dá para ser sóbrio em uma hora como essa. Eu estranharia se o conto estivesse narrado em terceira pessoa, mas é primeira, é a pessoa narrando seus sentimentos. Gostei muito!!

    Boa Sorte!!

    • O Vigia
      25 de setembro de 2014

      Oi Thata!

      Fico feliz que tenha gostado. Na hora da desolação nada faz sentido, mas tudo faz sentido. Louco desse jeito.
      E que mais dias bons venham para os meu leitores, pois este autor só terá agradecer. rss

      Obrigado pelo parecer! 😀

      Abraços!

  22. José Leonardo
    24 de setembro de 2014

    Olá, autor(a).

    Escutar a música após finalizar a leitura realmente causou uma “bagunça” na pouca massa encefálica que está comentando aqui. Construí um castelo de cartas e deitei mão nele — achei sei conto próximo do sci-fi até o momento em que Hellyeah entrou em meus ouvidos: a partir de então, achei que tudo fosse alegórico, simbólico (no caso, muito sabiamente elaborado) sobre a libertação do “monstro” (a saber: nós). Fênix voando para a “liberdade incendiária” — acreditei que aqui havia encontrado o sentido do título.
    Para tanto (entender o mote do seu conto), tive de virar do avesso a letra do super-anarquista Hellyeah e então entendi. Abandonei a Fênix que estendia suas asas por todo o texto e a botei só no final. E gostei do que entendi. Aliás, as pinceladas de “Embrace de ending” também foram boas (lendo a letra, parece quase um contraste com o “meu molde é não ter moldes e ferre-se você” de “Moth”).

    Quanto à narrativa em si, é bela, tem potencial imagético, mas… é uma Ferrari na hora do rush, entende? Uma beleza potente que, em determinados momentos, não roda. Principalmente na primeira metade. Há meandros, há um jogo de mostro-escondo: quando começamos a entender o porquê daquele aprisionamento, o autor esconde o tesouro e torna aos detalhes da transformação (vai parecer loucura, mas lembrei de Virginia Woolf aqui — ela não entrega as coisas e nem nos puxa pela mão para descobrirmos os mistérios: ela nos larga à mercê da narrativa como quem diz “lá vai boi”). Isso é bom e ruim ao mesmo tempo (ou sou mesmo bipolar).
    No trecho “e os insultos, que durante bom tempo passaram despercebidos, fazendo um sentido cada vez mais latente”, esse “latente” me pareceu o oposto do que o autor quis transmitir (uma sugestão: talvez substituísse “latente” por “claro”; coaduna-se com as frases imediatamente antecedentes).
    Seu conto é bom, caro autor; parte de minhas restrições vem de minhas próprias limitações.

    Boa sorte.

    • José Leonardo
      24 de setembro de 2014

      *achei SEU conto próximo do sci-fi (…)

      • O Vigia
        25 de setembro de 2014

        Olá, José!

        Obrigado pelo tempo dedicado, e pelo seu parecer. Minha ideia foi fazer um sci-fi, mas as pessoas tiveram tantas sensações e opiniões diferentes, que não tento mais encaixá-lo em um tema específico, deixo isso a cargo do leitor. rss

        Fico feliz que tenha levado em consideração o conto com um todo (texto-música-imagem). Darei uma revisada nele ao término do desafio, e levarei em consideração todas as dicas que recebi. Quanto a Ferrari não rodar, acho que nos próximos posso tentar consertar. 😀

        Obrigado mais uma vez.

        Abraços!

  23. fmoline
    24 de setembro de 2014

    Olá,

    O autor faz comparações e descrições muito ricas! Pode ter parecido demais, mas eu gosto desse tipo de escrita e, por ser curto, não teve problema. A história não me encantou muito, mesmo com o personagem bem construído. Realmente não conhecia a música, o que talvez tenha influenciado…

    Boa sorte.

    • O Vigia
      25 de setembro de 2014

      Olá fmoline!

      Obrigado pelos elogios. É legal ver essa divergência de opiniões. Enquanto uns acham que o personagem é superficial, outros já o acham bem construído. Loucura, né? haha

      O importante é que leu e deixou seu parecer. 🙂

      Abraços!

  24. José Geraldo Gouvêa
    23 de setembro de 2014

    Também achei um texto confuso, embora tenha gostado muito da ideia geral do texto. Por um momento achei que tinha achado aqui um fã do Blue Oyster Cult transformando em literatura a letra de “Veteran of the Psychic Wars”, mas eu me enganei.

    O que me incomodou é o tipo de narrativa. Distante, sem construção de personagens. Um estilo “diário do monstro” que logo se mostrou inverossímil. Mas em seguida se mostrou adequado: o monstro não tem, realmente, como entender os humanos. Por isso não desenvolve personagens. Mas seria legal se a história tivesse um começo mais útil para explicar as motivações…

    Ainda estou confuso sobre o que achar, mas no geral achei “na melhor metade” dos contos do concurso.

    • O Vigia
      23 de setembro de 2014

      Olá JG!

      Minha cultura ainda não é tão abrangente assim, infelizmente.
      Bom, pelo menos fico contente que você tenha entendido a ideia principal. Arrisquei fazendo algo assim, pois queria passar uma coisa diferente, causar sensações diferentes. Agora, assumo as consequências. Se é para acharem um bom texto, mas não conseguirem se conectar, que seja. hahaha
      Obrigado pelo comentário, levarei em consideração sua sugestão!

      Abraços! 🙂

  25. Davi Mayer
    23 de setembro de 2014

    Conto interessante, mas ele me fisgou mesmo do meio em diante. Apesar de não gostar tanto de contos insólitos, esse até que consegui ler até o fim sem viajar tanto na maionese. Esse pelo menos teve uma história, pelo menos um retalho, para contar.

    O conto se baseou apenas no interior do individuo, e o que aconteceu com ele, e as coisas que fez apenas um olhar da mente e seus pensamentos. Mas careceu de mais partes que desenvolvessem o personagem com algo mais físico. Ele parece algo surreal, intangível. Apesar da tortura sofrida, não consegui ter empatia alguma com o mesmo, e de tabela com o conto.

    Escrita bonita, mas por vezes confusa e melodramática. Metáforas muito bem construídas e espelhadas na realidade do personagem em tormento.

    • O Vigia
      23 de setembro de 2014

      Olá Davi!

      Ele, definitivamente, não é um humano, então ele não vê o mundo como nós. Suas percepções são diferentes, mais obscuras. Se levarmos em consideração dos contos como histórias em quadrinhos, o meu seria um quadro, e eu chamaria de “Metamorfose”.
      Viajei, né? haha
      Acho que é o horário.
      Obrigado pelo comentário, volto mais afinado pro próximo. 😀

      Abraços!

  26. Claudia Roberta Angst
    23 de setembro de 2014

    Não me pergunte o porquê, mas passei aqui umas cinco vezes antes de ter a coragem de comentar.
    Bom, fiquei com a sensação de assistir à metamorfose de uma lagarta em borboleta. Desde o ovo até o voo. A passagem “Cortei, retalhei e estraçalhei. Cada ano de tortura descontado em cólera devastadora(…)” me fez pensar em uma lagarta devoradora, vingando-se do mundo.
    “Senti o casco grosso abrindo-se tal como a porta do desespero de minhas torturas, escancarando lustrosas e transparentes asas. Refletindo a luz em profusão de cores. ” = A borboleta saindo do casulo escuro.
    “Vou em direção à morte, com certeza de que o fim é realmente o fim.” = A borboleta tem vida curta.
    Claro que foi viagem da minha parte e o ser do conto é bem mais arghhhhhh….
    Enfim, a caracterização de toda metamorfose está bem feita. Palavras bem escolhidas, uma trama densa e pesada repassada pela peneira da poesia.
    Boa sorte!
    Obs.:Gostei da música, mas terei pesadelos?

    • O Vigia
      23 de setembro de 2014

      Por quê você fez isso?

      O que há de melhor para o escritor do que saber que seu conto causa diversas sensações e interpretações? rss

      Tanto como leitor quanto como escritor, esse desafio está sendo o melhor.

      Por mais que mudemos nossas ideias, a primeira impressão marca, e consequentemente fica. Se foi assim que você viu, que assim seja. Pelo menos pode dizer que leu um conto diferente do que todos os outros leram. 😀
      Obrigado pelo comentário, prometo vir melhor no próximo!

      Abraços!

  27. Angélica Vianna
    20 de setembro de 2014

    Achei o o conto um pouco confuso, mas eu gostei particularmente das descrições dos sentimentos e sensações , isso nos aproxima mais do texto, porém o personagem esta muito solto, acho que faltou caracteriza-lo mais no conto.Boa sorte!

    • O Vigia
      21 de setembro de 2014

      Oi Angélica!

      É, acho que o personagem é de veneta; é mais obscuro para um do que para os outros. Hoje em dia esses filhos estão cada vez mais rebeldes, vê se pode! 😀

      Obrigado pelo comentário!
      Abraços!

  28. Pétrya Bischoff
    20 de setembro de 2014

    Cara, não sei exatamente como, mas senti o personagem perdendo essência ao “evoluir”. Ele passou a ser um algo entre sublime e terreno, e o ódio que sente é por estancar entre ambos, não poder se definir… Viajei, mas foi o que senti. Também remeteu-me Psicologia de um Vencido de Augusto dos Anjos.
    Quando vi tuas músicas de referência, lembrei, no ato, de um colega do ensino médio que afirmava “sou quase from hell pq escuto Mushroomhead” hahahah’ SQN.
    Teu conto está excelente, tu sabes. Parabéns e boa sorte.

    • O Vigia
      21 de setembro de 2014

      Oi Pétrya!
      Quando eu terminei esse conto, sabia que tu ia matar a charada.
      Esse mês, A Viagem foi feita por mim, e não por você. 😉

      Mushroomhead é sensacional, e o melhor é que não e from hell. hahaha

      Obrigado pelo comentário. Excelente não, mas tá causando algumas sensações, e isso basta. rss

      Abraços!

  29. Lucimar Simon
    20 de setembro de 2014

    Um ótimo conto. Texto bem escrito. Coeso e de fácil leitura. Uma gradativa escalada nos acontecimentos e um fechamento muito bom. Uma metamorfose degradação do corpo elevação da alma. isenta ou não das culpas. As músicas não conheço. A tática de publicar por ultimo tem dado certo. vejamos que os melhores serão mesmo os últimos a serem postados. É a disputa está mesmo acirrada, percebe-se o fácil destruir com palavras, a elevação dos defeitos em detrimento das assertivas. claro que concordo, o texto aqui exposto deve mesmo ser batido. Observo tema, desenvolvimento e isso me agradou muito aqui. Parabéns, boa sorte.

    • O Vigia
      21 de setembro de 2014

      Oi Lucimar!

      Fico feliz que tenha sido de seu agrado. Acho que esse carinha obscuro conseguiu entreter alguns, né? 😀
      Obrigado pelo comentário!

      Abraços!

  30. Anorkinda Neide
    20 de setembro de 2014

    Gostei bastante do conto.
    Quero crer que vc deu um enfoque inverso à letra de Moth, onde a metáfora é o homem se sentir animalizar.. e aqui, é algo com o ‘humanizar’ uma criatura (uma mariposa? viajei. rsrsrsrs). Apesar do título, a criatura, definitivamente não é uma fênix…
    Realmente ficou obscuro demais, embora bonito e bem escrito.
    O parágrafo da ascensão, eu gostei muito, já entra aí meu gosto pessoal pelo assunto.
    Realmente não entendi o que é esta criatura ou se é uma metáfora, ela não ficou clara. Mas apesar disso a leitura é agradável e o final bonito.
    Parabéns

    • O Vigia
      21 de setembro de 2014

      Oi Anorkinda!

      Você merece um “joinha” duplo. rss
      Pelo menos sei que alguém conseguiu entender minha viagem. Você e a Pétrya não poderiam estar mais corretas.
      O título é apenas uma referência ao final, onde tudo termina em cinzas.
      Veja o texto como algo dentro do sci-fi, e conseguirá entender a criatura.
      Obrigado pelo comentário, e fico feliz que tenha gostado!

      Abraços! 😀

  31. Brian Oliveira Lancaster
    19 de setembro de 2014

    Meu cérebro travou nessa palavra: “esmeraldeados”. As metáforas criaram imagens vívidas, muito boas, e me fez ver que é possível criar um texto somente com elas. As palavras se encaixaram muito bem, apesar de levemente complexas. O quase-plot-twist também surpreendeu e no final, ficou aquela sensação de “entendi bem o que era?”. Notei pouquíssimos erros, mas isso fica para outros comentaristas.

    • O Vigia
      21 de setembro de 2014

      Olá, Brian!

      Estou descobrindo umas palavras novas. rss
      Dessa vez, o que tentei foi um quadro em movimento. Um momento eternizado, tornando-se cinzas ao final. Acho que alcancei, na maior parte. Mas só acho. 🙂
      Obrigado pelo comentário!

      Abraços!

  32. Rogério Moraes Sikora
    18 de setembro de 2014

    Belo trabalho, mas não me pareceu exatamente um conto. Parece-me mais uma sequencia de fatos, sem os elementos de um conto. O personagem é exageradamente misterioso, além disso o enredo não me parece muito claro. Tive dificuldade de me “situar” e compreender o texto. Porém, não tenho dúvidas da capacidade do autor (a), porquanto se percebe facilmente sua habilidade com as palavras. Tem talento. Boa sorte!

    • O Vigia
      20 de setembro de 2014

      Olá, Rogério!

      Obrigado pelos elogios. Mas veja só, logo eu, talentoso? Acho que não, mas sou esforçado. rss
      Espero trazer algo mais claro no próximo. 😀

      Abraços!

  33. Andréa Berger
    17 de setembro de 2014

    Me senti um pouco angustiada enquanto lia o conto. Essa vibe de ódio não é minha praia, mas no final, o lance da libertação foi quase que um alívio para mim. Seu conto está ótimo, uma boa narrativa, a gente acaba envolvido sem perceber que está se envolvendo. Sua personagem misteriosa e o enredo não muito claro deram uma atmosfera de “confusão” para quem lê o conto, talvez se for um pouco menos misterioso na próxima o deleite seja maior.
    Um abraço e boa sorte.

    • O Vigia
      20 de setembro de 2014

      Oi Andréa!

      Pelo menos o conto conseguiu te fazer sentir algo, mesmo sendo algo “ruim. hehe
      O primeiro personagem misterioso a gente nunca esquece. Gostei dessa experiência.

      Na próxima trarei algo melhor.
      Abraços! 🙂

  34. JC Lemos
    17 de setembro de 2014

    Olá, tudo bem?

    Gostei do tom “poético dó” conto. Toda essa coisa de transformação, o ser se transformando em homem (de forma metafórica) deixei o texto agradável. Como eu disse em um outro xintoísmo, gosto dessa narração intimista. Nos atrai para perto do personagem, mesmo ele sendo tão obscuro.

    Enfim, ouça os amigos e aprimore a escrita com essas muito boas dicas.

    Parabéns e boa sorte!

    • JC Lemos
      18 de setembro de 2014

      xintoísmo? WTF HUAHUAHUAHAUAH
      A Samsumg gosta de me trollar, cara.

      * “poético” do conto.
      * deixou
      * comentário

      • Anorkinda Neide
        19 de setembro de 2014

        hauuihuia os comentarios com corretores automáticos estão se tornando épicos!!

      • Claudia Roberta Angst
        19 de setembro de 2014

        Bem que eu tinha estranhado esse “xintoísmo”, mas em terra de criativos seres, melhor não opinar. 🙂

    • O Vigia
      20 de setembro de 2014

      Olá, Jefferson!

      Também fiquei me perguntando o que era esse tal de xintoísmo. rss
      Vejo que você conseguiu captar um pouco da essência do conto, então quer dizer que o personagem não é tão obscuro, certo? 😀

      Dicas anotadas!

      Abraços!

  35. O Vigia
    17 de setembro de 2014

    Atirou muito pra esquerda e o tiro passou batido. hehe
    Quem sabe alguém acerte. Ou então fiz algo tão obscuro que nem mesmo eu saiba o que é. Vai saber?

    Abraços! 🙂

  36. Gabriela Correa
    16 de setembro de 2014

    Gostei de sua escrita, poética, envolvente. Cria imagens belíssimas, o que revela aquela sensibilidade essencial para um bom escritor. Porém, como já foi comentado, senti falta dos elementos constituintes de uma narrativa: um enredo claro, um personagem bem construído… Soa como se fugisse ao gênero, como um devaneio, algo bem subjetivo. Particularmente, gosto desse tipo de escrita. Mas acredito que muitos se incomodem e que, como a proposta aqui era uma narrativa, você fugiu um pouco ao gênero. Mas, como gostei muito de sua escrita, deixo essas sugestões já aguardando seu próximo conto – certamente, com esse O vôo da Fênix, você já mostrou talento com as palavras e muita sensibilidade.
    Parabéns e boa sorte!

    • O Vigia
      17 de setembro de 2014

      Oi Gabriela!

      Fico feliz que tenha te agradado. Como disse em um comentário anterior, uso da imagem e da própria música (no caso desse desafio) para auxiliar no entendimento do conto. Acho que quem ouvir a música, conseguirá entender um pouco melhor o enredo. Mas só acho mesmo.

      Talvez eu esteja fazendo o show pra platéia errada, né? rss

      Obrigado!

      Abraços!

  37. Fabio Baptista
    16 de setembro de 2014

    ========= ANÁLISE TÉCNICA

    Sem dúvida o autor tem talento no trato com as palavras e demonstra potencial para criar belas imagens. Porém, em alguns momentos a linguagem ficou excessiva, prejudicando a fluidez e a clareza do texto

    – se assemelhavam a primeira vez que vi um dos meus
    >>> “à” primeira

    – não se sabe ao bem o porquê
    >>> trocaria esse “bem” por “certo”

    – que me prendiam a física limitada
    >>> “à” física

    ========= ANÁLISE DA TRAMA

    Também não consegui identificar um conto aqui.

    Me pareceu uma sequência de eventos que, apesar de apresentarem uma ordem cronológica, soaram um tanto “aleatórios”. Apenas uma colagem de memórias desse anjo/demônio/humano/fênix/…

    ========= SUGESTÕES

    Tentaria simplificar um pouco a linguagem, pelo menos em partes do texto, para que a trama pudesse se desenrolar mais claramente, guardando a linguagem mais rebuscada para trechos específicos.

    ========= AVALIAÇÃO

    Técnica: ***
    Trama: **
    Impacto: **

    • O Vigia
      17 de setembro de 2014

      Grande Fábio!
      Tô pra ver o dia em que algo que eu escrever irá te agradar. haha
      Mas deixo passar, pois você manja e sabe do que está falando. Mas ainda assim, é chato. 😛

      Se bem que, parando para pensar (e ler), você nem foi tão “mal” assim.
      Tentei fazer algo diferente, estou tendo muitas turbulências nesses meus dias nebulosos, e acho que isso está se aplicando ao que escrevo. Talvez seja bom, acho.

      Enfim, vou voltar mais afinado pro próximo, pois nesse, pelo visto, minhas baquetas quebraram bem na hora do “drum solo”.

      Abraços!

  38. mariasantino1
    16 de setembro de 2014

    Oi!

    Essa construção é estranha: “não sabia AO BEM o porquê…” Eu usaria AO CERTO. Algumas repetições (profusões, por exemplo), me incomodaram e algumas pontuações atravancaram a leitura. Eu gostei desse ar de plenitude alcançada do fim, mas é tudo meio subjuntivo demais (embora projete boas imagens em minha mente, obrigada por isso).
    Gostaria de ter gostado mais do seu conto. Enfim… Desejo sorte. Abraço.

    • O Vigia
      17 de setembro de 2014

      Tentei fazer algo diferente do habitual, fora do normal. Uma viagem que, se apreciada junto a música, no fim te dirá quem é o protagonista. Geralmente, as imagens que uso ilustram o conto de forma ao entendimento, e não apenas por estética.

      Enfim, para via das dúvidas, tens ai os nomes das músicas, caso queira ouvi-las, será feliz, pois são muito boas! rss

      Obrigado pelo parecer. Infelizmente não te agradei dessa vez, mas quem sabe na próxima, né? 😀

      Obrigado, e forte abraço!

      • mariasantino1
        17 de setembro de 2014

        Fala aí?
        Putz! Eu sou chata demais!
        Ver Vinnie Paul no clipe me fez querer ter uma metralhadora e completar…(Aff! Deixa eu com minhas rabugices). A segunda dica eu nem consegui ver até o fim, mas acho que entendi melhor, embora nada tenha mudado 😦 Não consigo mais escutar nada novo. Dicas de bandas com diferencial? Apocalyptica (Violoncelos, são demais) e Van Canto (instrumentos feitos com a boca).
        Até!

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Publicado às 15 de setembro de 2014 por em Música e marcado .