EntreContos

Detox Literário.

Vai Um Chazinho Aí? (Alan Cosme Machado)

Ayagoddess-1w– Rapaz, esse negócio não é ilegal, não?

– Claro que não, é de uso liberado. Tem uma galera que usa em rituais e coisas do tipo. Além do mais isso nunca te impediu antes.

– Rapaz, esse negócio não vicia, não?

– Não. Esqueça o preconceito, não tem nada a ver com drogas ilegais. Esses alucinógenos tem dosagem invertida. Quanto mais você faz uso, menos você precisa ingerir para sentir os efeitos. Ou seja, não vicia.

Ernesto olhou para o copo que segurava com a mão direita ainda meio receoso. Ele estava na casa de seu amigo, Orlando, em uma visita social de fim de semana.

Os dois tinham a mesma idade, vinte e sete anos. A amizade de Orlando e Ernesto era tão forte que sua relação era mais intima do que a de muitos irmãos. Por causa disso tinham algumas liberdades como um ir para a casa do outro sem avisar. Ernesto havia voltado da faculdade, a qual estudava a tarde, e como soube que Orlando comprou um console novo, um playstation 7, ele se convidou para uma sessão noturna de gameplay. No meio do entretenimento eletrônico Orlando veio com a novidade.

O tal chá é produzido a partir de duas plantas amazônicas, sua aquisição não é assim tão fácil, mas como o mestrado de Orlando tem a ver com o estudo de rituais indígenas ele acabou tendo acesso ao chá. Com um pouco de jeitinho ele conseguiu duas garrafa de ayahuasca. Na sua residência todo o aspecto religioso da bebida é despido e o ato passa a ter função puramente recreativa.

Ernesto ingere todo o conteúdo do copo em um gole só. Orlando sorri.

De início Ernesto não sente nada, mas em poucos minutos o chá faz efeito. Seu corpo começa a tremer e ele passa a suar frio. Como resultado Orlando ri ainda mais forte.

– Êta! É agora!

****

Com oito meses de idade o pequeno Ernesto ainda não estava com os sentidos desenvolvidos. Sua audição era equivalente a de um adulto com surdez leve. Algo que só iria reverter com a idade, o que é natural. Seu pai naquele instante o carregava nos braços. Sua memória era uma confusão, não eram retidas em seu frágil cérebro por mais do que algumas horas. Fantasia e realidade eram indistinguíveis. Ele nem entendia o conceito dessas duas coisas. Por outro lado sua mente não era presa a regras. Era livre.

O bebê é colocado no berço. Antes de ir embora o pai do menino alisa sua cabeça fazendo com que o rebento sorrisse. Sorriso sincero, o gesto foi do seu agrado. O cafuné foi relaxante. Ele ainda não sabia que aquele tipo de atitude era uma demonstração de carinho. Carinho, repulsa, ódio, amor. Ernesto era alheio a essas coisas.

Assim que o pai sai do quarto o pequeno Ernesto é deixado sozinho. Temendo que o bebê se sentisse desconfortável com a escuridão uma luz suave de um abajur era mantida acesa.

Com seus bracinhos roliços Ernesto se pendura no berço. Suas pernas de junta mole conseguiam facilmente escalar pela quina e em poucos instantes a liberdade.

A descida até o outro lado do berço foi bem sem jeito. Ernesto cai de bundinha no chão. Se seus pais estivessem perto ele choraria. Já havia aprendido que aquele era um excelente método de chamar atenção. Mas sem plateia não havia sentido no ato. Além do mais ele queria ficar despercebido. Sabia que se seus pais o encontrassem o mandariam de volta para a sua prisão.

A porta do quarto estava entreaberta. Só por causa disso o bebê conseguiu se esgueirar e ter acesso ao corredor.

Ernesto não conseguia se manter de pé por mais do que poucos segundos, por isso ele simplesmente engatinhava. Engatinhava muito. Conseguindo inclusive descer o lance de escadas que separava o andar dos quartos até o térreo onde havia a sala, a cozinha e a lavanderia.

– Psiu! Ô, menino! – Ernesto ainda não entendia as palavras. Não todas. Mas sabia quando estava sendo chamado. – Menino, vem cá!

Ernesto segue a voz até a lavanderia, em um cesto de roupa suja ele encontra quem o chamava. Era seu melhor amigo. Seu maior confidente e companheiro para horas de aflição. Com seus bracinhos ele pega o amigo e dá um forte abraço nele. – Também senti saudades. Há quanto tempo! – A mãe de Ernesto levou o brinquedo para lavar naquela tarde. Não haviam se passado mais do que algumas horas. Porém para alguém que viveu tão pouco aquilo era muito tempo.

Um ursinho de pelúcia velho, com alguns pontos precisando de costura. Ele não tinha nome, pois Ernesto não sabia ainda batizar as coisas. Esse era o seu melhor amigo.

****

Orlando deita o corpo do seu amigo no tapete de sua sala. Ernesto intercalava momentos de consciência com inconsciência. Ele tentava manter os olhos abertos, pois as alucinações atacavam com mais intensidade quando ele os mantinha fechados.

Azul, vermelho, verde, amarelo… A cor das paredes havia assumido um novo tom. Uma cor estranha, apesar de muito bonita. Uma cor que Ernesto nunca tinha visto antes, nem parecida. Ele respira fundo enquanto tenta entender se seu sonho foi uma memória esquecida de sua primeira infância ou se tudo não passou de algo fruto de sua imaginação. Seu corpo treme um pouco mais, o suor se intensifica. Ele não aguenta a tentação e fecha os olhos mais uma vez. Sua mente viaja novamente. Indo parar em outro momento de sua história.

****

Pernas finas, corpo magro, joelho e rosto ossudo. Ernesto não era muito popular aos doze anos, nem havia começado a se preocupar com isso. Com seu uniforme branco de colégio e carregando uma mochila que parecia ter o dobro do seu tamanho o pré-adolescente entra na instituição de ensino.

Lugar de muitos amigos, onde a educação aflorava e todos se davam bem.

“Masomeno”.

O professor de biologia faltou. Não haveria a primeira aula. Com o tempo livre os grupinhos se reuniam no páteo da escola. Um desses grupinhos queria mais privacidade. Eles se reuniram em uma sala abandonada esquecida bem lá no fundão do colégio.

– Esse aqui é aquele amigo que eu te disse. – Aos doze anos ou se é magricela ou roliço. Orlando se enquadrava na segunda categoria enquanto Ernesto na primeira. Orlando servia ali como pista, estava introduzindo Ernesto a um novo mundo.

– Oi, Ernesto. Dá uma olhada nisso aqui. – O amigo de Orlando era um adolescente de quinze anos como muitos outros. Meio galãzinho, era popular e paquerador. Ninguém parecia se importar com os chifrinhos indiscretos que brotavam de sua testa.

Ernesto pega da mão do garoto um negócio que nunca viu antes. Um punhado minusculo de ervas suspeitas enrolado em papel vagabundo.

O chifrudinho tira do bolso um esqueiro. Ernesto não precisou pensar muito para entender o que ele queria que fizesse. Ernesto põe o cigarrinho na boca enquanto o chifrudinho acende o cigarro. Ernesto dá uma tragada. Foi sua primeira experiência.

****

– BLEAARGH!

– Porra, Ernesto! Meu tapete, caralho!

Ernesto ignora a reclamação de Orlando. Ele registra apenas um blábláblá sem nexo. A única reação que tem é virar o corpo para o outro lado, ele queria manter o nariz longe do fedor do próprio vômito, uma decisão que tomou de forma subconsciente.

O odor azedo da comida não digerida espalhada no chão invadiu sem permissão suas fossas nasais. Mesmo Ernesto não sentindo o fedor, ele foi registrado pelo seu cérebro. Apesar de Ernesto estar inconsciente, seu cérebro ainda reagia a estímulos provocados pelo mundo a sua volta e tais estímulos influenciavam na sua viagem psicodélica.

Ernesto se encontrava em um esgoto. Um esgoto anormalmente grande, tipico de filmes e seriados americanos. Aquele cenário durou até Orlando tomar uma atitude e tirar o tapete da sala. O fedor foi embora assim como o esgoto.

****

– Eu perguntava, do you wanna dance?

– E te abraçava, do you wanna dance?

– Lembrar você.

– Um sonho a mais não faz mal.

No plano físico, no assim considerado mundo real, Ernesto nunca entrou em um cabaré, nightclub, puteiro, brega… Por causa disso aquela versão onírica não tinha nada a ver com a realidade. O bordel mais parecia um saloon de filme de velho oeste. Um saloon reservado especialmente para ele. Não havia mais nenhum cliente. As paredes, as mesas, as cadeiras, tudo, tinha um tom meio marrom. Como se fosse uma mudança em uma palheta de filme. A música tocada não combinava com o ambiente. Por alguma razão aquele som era guardado em um local especial de sua psique. Só por isso ele aparecia naquele cenário.

Ernesto senta na cadeira mais próxima do palco. Não queria perder nada.

Dolores, a professora de biologia da sua quinta série. Foi a primeira mulher em que Ernesto ficou interessado. Ele tinha doze anos na época, estava se descobrindo. Nunca conseguiu nada com ela, obviamente. Sua paixonite era totalmente platônica. Ali só isso já bastava. Dolores aparece no palco saindo de uma porta que deveria ligar aos bastidores. Ela começa a dançar pole dance em um daqueles mastros. Hoje em dia a professora deveria estar mais velha, mas como fazia muito tempo que Ernesto não a via em sua memória ela sempre teria deliciosos vinte e quatro aninhos.

Solange, sua primeira namorada. Ernesto tinha quinze anos na época, eles eram colegas de classe. O romance era bem imaturo, não durou mais do que três semanas. No segundo mastro disponível ela começa a fazer uma dança sensual.

Maria, a namorada do seu melhor amigo. Orlando por ser muito mais extrovertido tinha maior facilidade com o sexo oposto. Ernesto nunca admitiria isso, mas sentia uma pontada de inveja. Essa inveja se converteu em desejo. Um desejo pela mulher do amigo. Ernesto conseguiu se controlar logo não pôs sua amizade a perder. Porém ali era seu sonho, não precisava fingir para ninguém. No terceiro mastro maria faz sua dança.

Jaqueline, sua primeira vez. No quarto mastro ela se exibia.

Doroteia, se conheceram e se amaram em uma festa. Na manhã seguinte um perdeu o contato do outro e nunca mais se viram. No quinto mastro ela dançava.

Tatiana, sua atual namorada, a mulher com a qual ele planeja casar. O último mastro era reservado para ela.

Essas são as cinco mulheres que mais tiveram importância na vida de Ernesto. Todas estavam lindas, em sua melhor forma. Mais bonitas do que quando Ernesto as conheceu.

O show teve início. As cinco começaram a fazer um strip.

A coisa estava começando a ficar boa, mas quando esquenta mais o cenário muda. Ernesto não está mais no bordel.

Ernesto estava entrando em sua casa, mas Ernesto não era Ernesto.

Ele agora tinha seios e um corpo feminino. Ele agora era Tatiana, sua namorada.

Tatiana entra na casa para conversar com Ernesto. Aquela foi a última conversa entre os dois, foi quando eles brigaram feio e colocaram a relação de cinco anos à perigo, isso aconteceu na semana passada. Ernesto estava revisitando aquela briga, porém como se fosse Tatiana, não como ele mesmo.

Ernesto ouvia as reclamações que ele tinha feito a sua namorada e sentia exatamente o que ela sentiu naquela ocasião. O coração ficar mais apertado, o corpo começar a tremer, a sensação de raiva misturada a decepção e tristeza.

Os pensamentos que Tatiana teve naquela briga agora estavam disponíveis para Ernesto. Ele sabia o que ela pensava e percebeu o quanto estava sendo injusto e babaca.

Tatiana vai embora da casa de Ernesto batendo a porta com força. Assim que ganha a rua aquele sonho acaba. O que precisava ser mostrado já havia sido revelado.

****

– Cara, fiquei apagado por quantas horas?

– “Horas”? Você só apagou por quinze minutos!

– Porra, pra mim pareceu o tempo de uma vida.

– Então, cara? Como foi?

A memória de sua experiência alucinógena ainda estava fresca em sua cabeça, porém Ernesto não conseguia descrevê-la para o seu amigo com clareza. Orlando se prendeu as visões fantásticas na história, ignorando completamente as revelações e esclarecimentos de fatos passados.

– Quer repetir a experiência algum dia desses? Quem sabe você não acaba vendo coisas ainda mais interessantes.

Ernesto achou os sonhos muito bons, os melhores que já teve em vida. Mas o enjoo e o mal-estar o fez repensar um pouco o assunto. – Talvez algum dia, mas não por agora.

No meio da conversa dos dois o celular de Ernesto toca, antes de atender ele vê pelo visor quem estava telefonando.

Era Tatiana.

Ernesto ainda estava magoado com ela, mesmo tendo descoberto que naquela briga quem tinha a razão não era ele.

Será que ela quer conversar sobre a briga? Será que ela quer terminar o romance? Será que ela quer fazer as pazes? Será que ela quer reatar? Será? Será? Isso é uma coisa que não vai dar para saber, pois Ernesto simplesmente desliga o celular e o guarda novamente no bolso. No momento ele ocupava sua mente com um outro questionamento.

– Junto com o PS7 você comprou o God of War 5?

26 comentários em “Vai Um Chazinho Aí? (Alan Cosme Machado)

  1. patriciario
    29 de outubro de 2013

    Gostei mas não gostei….
    É difícil dizer isso, mas o que me cativou de verdade foi a personalidade dos personagens e não necessariamente a viagem no tempo em si, feita pelo alucinógeno. Foi isso, o conto poderia ser muito melhor, com certeza….

  2. Bia Machado
    28 de outubro de 2013

    Ideia interessante, mas não muito bem aproveitada. Gostei da parte “delirante”, mas acho que no geral, a coisa ficou um tanto insossa. Tá, mas eu ri com aquele “eu perguntava do you wanna dance?”, hhahahah, fiquei imaginando a situação, rs. 😉

  3. Sandra
    27 de outubro de 2013

    Curti a viagem. Meio louca e engraçada. Incomodou um pouco essa mescla de verbos no pretérito e no presente. Carece de revisão gramatical, de um mergulho mais profundo nesses delírios e um repensar nesse final.

  4. Juliano Gadêlha
    25 de outubro de 2013

    Muito divertido. Uma viagem no tempo diferente das que tenho visto por aqui, bem original. O texto carece de revisão, principalmente na pontuação. Mas a história é boa, e o autor narra com tanta propriedade a viagem alucinógena, que me pergunto se ele não teria realmente feito uma hehe. Gostei bastante, parabéns!

  5. fernandoabreude88
    24 de outubro de 2013

    A boa ideia inicial carece de… Hum. Precisa de ser ajeitada, não achei melhor palavra. Foi umas das melhores e mais saborosas escolhas de viagem que vi por aqui, através dos entorpecentes, como diria Gil Gomes. O narrador nos leva para locais que só uma mente sob efeito de alucinógenos conseguiria nos levar, por isso, tem méritos. Mas não gostei, no geral.

  6. Andrey Coutinho
    23 de outubro de 2013

    Que “viagem”, né? Uma verdadeira “bad trip” no tempo. Gostei da construção de alguma das cenas de alucinação, em especial a do strip club com as mulheres desejadas pelo protagonista… é uma ideia muito bacana (só acho que o autor ficou um pouco confuso na presença de tantas beldades… com a Tatiana, não seriam seis mulheres?)

    Com uma segunda leitura e edição rápida pelo próprio autor, já daria para melhorar bastante a qualidade, existem alguns problemas textuais de fácil resolução.

    P.S.: Será mesmo que God of War 5 só sai daqui a três gerações de consoles? hehehe

  7. Sérgio Ferrari
    23 de outubro de 2013

    Viagem no tempo mascarada. Eu teria curtido pacas se ela fosse de verdade. No caso, a alucinação foi bem meia boca. Peças mal encaixadas de ideia. Escrita, OK, mas parece que meio com pressa. Quer ver uma alucinação boa disso aí pra se inspirar:

  8. Elton Menezes
    22 de outubro de 2013

    Sobre a história… Sabe quando você começa a ler uma história e uma coisa ou outra já lhe incomoda? Foi o caso. De início as referências histórias usadas soaram tão razoáveis (como o playstation 7), que eu só consigo imaginar que o autor não se dispôs sequer a criar um ambiente, e colocou no videogame da Sony a obrigação de fazer isso. Agora imagine se daqui a 20 anos o playstation não existe, e alguém vai ler tua história… Depois, começam algumas falhas factuais, como o bebê que só vai perder a surdez quando crescer (de onde isso foi tirado?!).
    Sobre a técnica… Logo no início começou a variar o tempo do verbo, entre passado e presente. Falha grave. O uso de onomatopéias (Blaaargh) quebra o teor mais formal que o conto tinha até então. Só funciona quando o texto é irônico ou de humor desde o início. Do contrário, soa novamente como incapacidade descritiva. Se o texto tivesse sido escrito numa formato de humor, provavelmente metade das críticas seriam esquecidas, porque esse era o objetivo. Mas, no momento em que se assume um texto sério, perde o sentido coloca um humor forçado.
    Sobre o título… Também só funcionaria num texto de humor. Na tentativa de ser sério deste, ficou péssimo.

    • Alan Machado de Almeida
      22 de outubro de 2013

      Já estou fazendo outros textos e estou prestando atenção quanto aos tempos verbais, algo até óbvio, mas que só me toquei quando vi comentário de terceiros me alertando sobre isso. Quanto a surdez do bebê foi falha, pus um detalhe técnico que não combinou com a história. Minha irmã é fonoaudióloga. Tirei isso de seu trabalho, quando a gente nasce nossa audição e visão são péssimas só normalizando após um ano de vida. Ninguém é obrigado a saber isso, então meio que a referência só fez sentido para mim. Acho que meu maior erro foi ficar empolgado com a ideia e lançar ela logo, no desafio do próximo mês prometo trabalhar melhor o texto e disponibilizá-lo com mais calma.

  9. bellatrizfernandes
    20 de outubro de 2013

    Foi interessante a forma como você usou as alucinações para viajar no tempo. Isso foi bem bom. Mas o fato de eles estarem no futuro foi um pouco sem fundamento, sem motivo. Eles podiam facilmente estar jogando um playstation 3 com o God of War III e não mudaria nada na história.

  10. José Geraldo Gouvêa
    19 de outubro de 2013

    Mais um texto que promete muito, mas não entrega quase nada. O tema é batido, mas é um terreno seguro, onde se pode erguer uma narrativa muito interessante. Só que o autor não aprofunda muito, como disseram. Mas o pior defeito desse conto é o final extremamente broxante. E o autor nem pode dizer que o final é por culpa do limite de palavras, pois ainda havia 1350 que ele poderia ter usado, não apenas para criar um final para essta história (porque não, ela não tem um final, ela é apenas interrompida), mas para aprofundar a narrativa. Disseram que este é um texto despretensioso. Não concordo, é um texto descompromissado, isso sim. Não é que o autor esteja sem pretensões, ele está é sem comprometimento com a produção da história. É um texto narrado sem paixão, sem votade, sem TESÃO.

  11. Michael
    17 de outubro de 2013

    Gostei do contexto juvenil e descolado do conto, mas a narrativa encomoda um pouco, nada muito grave. No mais, parabéns!

  12. Claudia Roberta Angst (C.R.Angst)
    17 de outubro de 2013

    Mais uma possibilidade de interpretação de viagem no tempo. O cara viajou no sentido de sair do consciente, através elementos alucinógenos. Talvez, poderia ter explorado mais o tema, mas a história desperta interesse.

  13. Arnold Arg
    15 de outubro de 2013

    Tem boas técnicas de chamar atenção com a escrita. Mas faltou uma “profundeza” no conteúdo. Mais “veias” e mais “sangue”. Mas no geral é um bom texto.

  14. Frank
    15 de outubro de 2013

    Hahahaha…muito bacana, uma viagem total. Gostei muito da parte das 5 mulheres uma bela fantasia!

  15. Rodrigues Araujo
    11 de outubro de 2013

    Estranho esse conto. Gosto dessa coisa meio juvenil e subversiva do amigo que vai na casa do amigo para tomar o alucinógeno. Porém, digo que o texto tem repetições demais e as frases poderiam ser melhor colocadas, além da revisão gramatical. Agora, nas viagens do cara, há histórias interessantes que me prenderam ao conto. O lance da escola, das mulheres dançando no poste e da “encarnação” no corpo da Tatiana dão fôlego a este conto de tantas boas ideias, mas que podia ter sido melhor trabalhado.

  16. Thais Lemes Pereira (@ThataLPereira)
    10 de outubro de 2013

    Gostei muito da ideia, mas a narração me incomodou. É uma boa história para ser desenvolvida. Um pouco mais de ousadia nas alucinações e revisão tornará o texto bacana.

  17. rubemcabral
    10 de outubro de 2013

    Então, eu não gostei do conto.. 😦

    A ideia poderia ter sido melhor explorada, achei a história muito linear, um monte de alucinações e só. Qto à escrita, também está bem falha, principalmente no que diz respeito à variação temporal.

    O humor inserido, no entanto, foi divertido.

  18. Inês Montenegro
    8 de outubro de 2013

    Precisa de uma revisão, falhando alguma pontuação, uma maiúscula num nome próprio, e ajustar uns tempos verbais. Gostei do uso de “reviver” o passado psicológicamente – e mais tarde o passado recente na perspectiva da Tatiana e o “nunca aconteceu” do bordel – como aplicação ao tema. A ideia é simples, mas o modo como foi trabalhada tornou-a agradável de ler.

  19. mportonet
    8 de outubro de 2013

    Tenho um amigo que já tomou ayahuasca e pelo que li foi apenas a descrição da viagem provocada pelo alucinógeno e não um conto.

    No caso do meu amigo, ele debateu sobre o sentido da vida com uma índia que saiu do peito dele. Rsrs.

    Boa sorte na próxima.

    • Ricardo
      10 de outubro de 2013

      “ele debateu sobre o sentido da vida com uma índia que saiu do peito dele”…

      Porto, isso dá um conto “daqueles”, não…? 😉

    • Elton Menezes
      22 de outubro de 2013

      hahahahahahahahahahahahah muito bom, muito bom

  20. Gilnei
    8 de outubro de 2013

    Muito atemporal. Apesar de umas das características do conto ser o uso da linguagem simples. Ficou meio tumultuado de ideias.

  21. Gustavo Araujo
    7 de outubro de 2013

    Um texto leve, porém superficial. Gostei bastante da ideia da viagem no tempo ser resultado de uma experiência alucinógena, porém acredito que o autor poderia ter ousado mais. Não observei uma ligação nem mesmo indireta entre as imagens do passado e aquilo que Ernesto experimenta no presente. Outra coisa que não gostei foi a utilização de diferentes tempos verbais num mesmo parágrafo – às vezes até na mesma frase. Um exemplo disso: “Ernesto senta na cadeira mais próxima do palco. Não queria perder nada.” O texto está repleto dessa falta de paralelismo. Uma boa revisão, antes de postar, é fundamental para que a leitura não fique travada. Mesmo assim, vou dizer que apreciei a leitura. Não pude evitar alguns momentos de riso de minha parte. É um conto bom, mas que pode melhorar bastante.

  22. selma
    7 de outubro de 2013

    é, mas engov não vai adiantar mesmo. esse chazinho esta catalogado pela OMS como droga alucinogena e vicia sim! hahaha…mas a historia é boa, poderia ser mais explorada. não deixa de ser uma viagem no tempo. gostei. parabens!

  23. Ricardo
    7 de outubro de 2013

    Referências gamers à parte (não que eu não tenha me amarrado na ideia de imaginar como será uma Sony da vida no futuro…), achei o texto um pouquinho despretensioso demais. Nada que desabone o conto, apenas achei uma história simples; um enredo light. Muito embora, claro, valha a pena a leitura e a viagem, não esquecendo-se nunca de tomar um engov antes e outro depois! 😉

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Publicado às 6 de outubro de 2013 por em Viagem no Tempo e marcado .
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