EntreContos

Detox Literário.

Trans-forma-ações (Ana Paula Benini)

Nadava a braçadas, mas foi-se fluída com a correnteza, sem brigar.

Já no sol escaldante, subiu às nuvens sem ser vista, leve e dançante. Lá de cima, sentiu tudo, viu o mundo. Virou asas de anjo em sete cores, prometendo um pote de ouro.

Desceu ao solo com as gotas da chuva, com o peso do granizo e a leveza do floco de neve. Retorna sempre de um jeito ou de outro.

Linda, sem gênero, era apenas forma e sofria metamorfoses todos os dias – com ela, todos os tipos de vida se desenvolviam.

Sem ela, seríamos grão.

42 comentários em “Trans-forma-ações (Ana Paula Benini)

  1. Fernanda Caleffi Barbetta
    16 de fevereiro de 2026
    Avatar de Fernanda Caleffi Barbetta

    Olá, Miranda Magenta

    Muito original a ideia de usar a água para falar de metamorfose.

    Texto bonito, poético.

    Fiquei na dúvida se você quis mesmo dizer fluída ou se a ideia era de fluida, leve. Acho que faz mais sentido sem acento.

    Achei que nadar a braçadas ficou estranho para a molécula de água. Só “nadava” acho que ficaria mais fluido rsrs.

    Sugestão: colocar no presente. Para mim, usar no passado não fez muito sentido, já que deixa claro que essas transformações acontecem constantemente. Não está falando de uma molécula especificamente, mas da água em constante transformação.

    Não estou dizendo que está errado, mas julgamentos de valor, opiniões ou trechos muito explicativos como “Retorna sempre de um jeito ou de outro”, “linda” e “sem ela, seríamos grão”, enfraquecem o microconto.

    Parabéns pelo texto!

  2. André Lima
    16 de fevereiro de 2026
    Avatar de André Lima

    Transformar o ciclo da água em poesia não é tarefa fácil. A linguagem poética funciona muito bem. Construções imagéticas belas, embora eu tenha sentido um pouquinho de didatismo no final que tirou a força do conto.

    É um bom trabalho.

    Parabéns e boa sorte!

  3. Sarah Nascimento
    16 de fevereiro de 2026
    Avatar de Sarah Nascimento

    Olá! Uau, que microconto lindo e enigmático. Muito bonita essa analogia, embora eu tenha ficado confusa no início. Entendi que era uma pessoa que depois virou… água. Eu adorei principalmente o título do seu microconto. Acho que ele fala sobre não rotular nada e nem ninguém. Como as transformações acontecem e são necessárias e são boas e acontecem o tempo todo. Precisei ler duas vezes pra ver se entendi correto, a citação das asas de anjo, o tema ser sobre pessoas trans, foi inteligente e muito bem pensado.

  4. Alexandre Parisi
    15 de fevereiro de 2026
    Avatar de Alexandre Parisi

    Oi, Miranda! Teu conto é puro frescor e luz. Adorei como você transformou o ciclo da água em uma jornada poética de renascimento constante. É a metamorfose em seu estado mais essencial, e a imagem das “asas de anjo em sete cores” é belíssima.

    Porém, sendo sincero, a expressão “nadava a braçadas” me soou estranha; afinal, a água é o meio, não o nadador. Além disso, achei que as últimas frases ficaram um pouco didáticas demais. O texto já era tão visual que você não precisava “explicar” que sem ela seríamos grãos.

    No geral, é uma obra de grande sensibilidade que flerta com a poesia e traz uma camada interessante sobre a fluidez do ser e a ausência de gênero. Um dos melhores usos do tema no desafio!

  5. maquiammateussilveira
    15 de fevereiro de 2026
    Avatar de maquiammateussilveira

    De todos os contos desse desafio, esse é o que melhor aproveitou o tema proposto. Tudo no texto segue para uma metamorfose que não cessa. Na primeira leitura, demorei para entender do que se tratava. Mas isso não é um defeito do conto, pelo contrário. É porque a metamorfose já acontece logo na primeira frase, com o texto já andando. Ou melhor, já fluindo. Foi uma aposta ousada, e que deu muito certo. O elemento água domina forma e conteúdo. E tem coisa no mundo que mais se metamorfoseia do que a água? Líquida, sólida, vaporosa… Muito bem elaborado! Só para registar um pontinho que me desagradou: a frase final destoou do ritmo interessante que se seguiu em todo o restante do conto. Mesmo assim, um texto muito bem escrito, com domínio de técnicas de escrita, e uma ideia muito original. Parabéns!

  6. Bia Machado
    14 de fevereiro de 2026
    Avatar de Bia Machado

    Que texto bonito! Gosto muito de como você transforma o ciclo da água em uma narrativa quase mítica, cheia de movimento e delicadeza. A fluidez entre as fases cria uma sensação de dança contínua, como se a água fosse uma personagem em eterna metamorfose. A imagem final, lembrando que sem ela “seríamos grão”, fecha o micro com força e simplicidade. Ficou poético e muito bem amarrado. Gostei muito!

  7. leandrobarreiros
    14 de fevereiro de 2026
    Avatar de leandrobarreiros

    Gostei do micro.

    Nas primeiras linhas achei que se tratava de alguém morrendo, mas logo fica claro que estamos falando da água.

    Há duas coisas boas aqui, tanto a linguagem, poética sem exageros, quanto a ideia, bastante original.

    Acho que, por enquanto, tá na lista

  8. danielreis1973
    14 de fevereiro de 2026
    Avatar de danielreis1973

    Prezado(a) Microcontista (aviso comum em todo os contos):

    Por conta do sistema de comentários (abertos) e do sistema de votação (escolha dos dez favoritos), estou adotando também um critério de análise mais simples para todos, procurando refletir mais como me senti com leitor do seu texto do que como analista/crítico e atribuidor de notas. Por isso, desculpo-me de antemão pela concisão, e reforço que o que comento aqui é sobre como me senti ao ler seu conto, não sobre o quão bom ele ou você é, ok?

    Vamos à análise:

    Impossível não ficar cantando mentalmente “Drão” (“Se o amor é como um grão/ Morre, nasce, trigo/ Vive, morre, pão) por conta da última frase. Porém aqui a transformação é da água (“Planeta Água” do Guilherme Arantes), que vira chuva, vira rio, vira mar, vira lágrima. A premissa é ótima, porém achei o ritmo e a escolha das palavras um pouco “etérea”, quase romântica demais para o meu espírito. Desejo a você sucesso no desafio!

  9. Astrongo
    14 de fevereiro de 2026
    Avatar de Astrongo

    O texto narra o ciclo da água por meio de metáforas: a fluidez do rio, a evaporação. Há uma progressão sensorial do líquido, com imagens, movimento. A estrutura é circular, enfatizando a permanência do elemento. Embora tenha entendido, não me surpreendeu. Enfim, coisa pessoal.

  10. Alexandre Costa Moraes
    14 de fevereiro de 2026
    Avatar de Alexandre Costa Moraes

    Miranda Magenta,

    Achei seu microconto incrível. Você transforma a água em personagem e acompanha o ciclo dela (correnteza, vapor, nuvem, arco-íris, chuva, granizo, neve… sempre voltando de um jeito ou de outro, como se a metamorfose fosse a rotina do mundo).

    A nuance mais forte do texto foi a personificação poética. A água “sem gênero”, só forma, mudando todo dia e sustentando a vida. Muito bom!

    O risco, por ser microconto, é a quantidade de imagens que podem dispersar e a explicação no fim, que acaba deixando o texto mais “dito” do que “sentido”. Porém, o conjunto da obra tem beleza e coerência. Parabéns!

    De forma geral, você abordou muito bem o tema.Boa sorte no desafio.

  11. Pedro Paulo
    14 de fevereiro de 2026
    Avatar de Pedro Paulo

    Um micro para a água! Muito bonito, com uma escolha muito interessante de colocad a água como protagonista e o seu ciclo como enredo, apropriando-se do tema na maneira rotativa e diária como acontece. E ainda incorpora a essencialidade da protagonista: sempre retornando e em todo lugar, inclusive em nós, que nada seríamos sem esse componente. Boa abordagem!

  12. Fabio D'Oliveira
    14 de fevereiro de 2026
    Avatar de Fabio D'Oliveira

    Poético.

    Lindo.

    É um micro que brinca com o leitor. É um dos textos mais fortes em relação ao tema. De forma literal, podemos enxergar a metamorfose como a morte. No além, ela enxerga tudo. Entende tudo. E vive tudo. Eu gosto disso. Mas o conto abre espaço para a interpretação metafórica. Mudamos o tempo todo. Vivemos em ciclos. E quando um ciclo termina, é como se fosse uma morte, finito.

    Gostei muito deste micro… Adoro qualquer coisa que me faz pensar.

  13. GIVAGO DOMINGUES THIMOTI
    13 de fevereiro de 2026
    Avatar de GIVAGO DOMINGUES THIMOTI

    Olá, Miranda Magenta!

    Tudo bem?

    Esse microconto é uma interessante dramatização do ciclo da água. Está imbuído de lirismo, poesia, mesmo que condicionado à estrutura de um microconto. Me alegrou, embora tenha essa senão referente a estrutura.

    Em termos estruturais, penso que algumas construções me soaram estranhas, quando pensamos na personagem água, por exemplo “Nadava a braçadas, mas foi-se fluída com a correnteza, sem brigar.” Obviamente, quem nada somos nós, animais. A água é só meio. Convém readaptar, na minha humilde opinião.

    Atenciosamente,

    Givago

  14. Martim Butcher
    12 de fevereiro de 2026
    Avatar de Martim Butcher

    Miranda Magenta,

    Seu texto me faz pensar numas questões de gênero. Entendo que um conto, como forma de narrativa, se define pela ação e sua relação com o tempo. Em parte, seu texto seria, sim, um conto, afinal você se vale de uma figura de linguagem (a prosopopeia – levei um tempo para lembrar dessa palavra bonitinha que andava pelos manuais de figuração, na época da escola) para encadear uma série de acontecimentos que perpassam a “vida”, por assim dizer, da protagonista (a água). Por outra parte, o fato de que essa série seja cíclica aproxima a narrativa a uma concepção temporal oposta. O tempo cíclico tem mais afinidade com o presente, próprio do lirismo, do que com a direcionalidade que toda narrativa, em maior ou menor grau, implica. Não à toa, na porção final do texto ele se inclina justamente ao tempo presente e à ciclicidade (“Retorna sempre de um jeito ou de outro”).

    É por isso que seu texto me soa mais como um poema, espécie de ode à água, do que como um conto. Não digo isso nos termos de um juízo de valor. São apenas considerações sobre os limites do gênero (de resto, plenamente discutíveis). Faz sentido para você?

    Abraço

  15. Priscila Pereira
    12 de fevereiro de 2026
    Avatar de Priscila Pereira

    Olá, Miranda! Tudo bem?

    Seu conto é muito poético! Se não perdi nada nas entrelinhas é sobre a água, h2o, um elemento que sofre várias transformações, mas não deixa de ser h2o! Achei muito bonito o conto e a mensagem, que entendi sendo: mesmo sofrendo transformações, lembre de ainda ser você. Gostei bastante! Parabéns!

    Boa sorte no desafio!

    Até mais!

  16. Mariana
    12 de fevereiro de 2026
    Avatar de Mariana

    Olá Miranda, antes de tudo: não lembrava qual era a tonalidade do magenta e fui pesquisar. Parabéns, o seu micro é o mais adequado ao tema que li. Fala sobre a água e suas metamorfoses, a importância da mesma para a vida na terra. Em tempos de beira do apocalipse climático,a temática é necessária. Gostei mesmo. Parabéns e boa sorte no desafio.

  17. Thiago Amaral
    12 de fevereiro de 2026
    Avatar de Thiago Amaral

    Li primeiramente como as transformações da água, e pensei que, nas mãos certas, pode-se escrever bem sobre qualquer coisa.

    Os Luises sugeriram que poderia ter algo a mais ali, um tema de transexualidade. Achei forçado, mas, ao reler, realmente faz sentido! (apesar de em sentido figurado e bem abstrato)

    Exceto pela parte dos grãos. Essa acho que serve apenas pra água, mesmo. Ou perdi alguma coisa?

    O texto ganhou riqueza com esse significado oculto, resultando em um ótimo trabalho.

  18. Renata Rothstein
    10 de fevereiro de 2026
    Avatar de Renata Rothstein

    Olá, Miranda Magenta. Tudo bem? Seu microconto começa com imagens poéticas e fluidas: a protagonista nada, sobe às nuvens, vira asas de anjo, dança com chuva, granizo e flocos de neve. Dá pra sentir que ela é uma força vital, essencial para a vida, que sofre metamorfoses constantes e influencia todos os tipos de existência.O texto transmite liberdade, transformação e a ideia de que sem ela a vida seria pouco: ‘Sem ela, seríamos grão’. Em é ‘sem gênero’, vejo uma escolha metafísica: a personagem representa uma essência universal, não humana, e não trata de identidade ou transição de gênero (eu entendi assim). Por outro lado, a narrativa é excessivamente abstrata; algumas passagens exigem atenção do leitor e poderiam ser mais diretas.

    Desejo boa sorte no Desafio.

    Beijos!

  19. Fernando Cyrino
    10 de fevereiro de 2026
    Avatar de Fernando Cyrino

    Outro belo conto que vem para me encantar nesse final de tarde tão chuvoso aqui onde moro. Parabéns, Magenta, pela linda metamorfose da água com a qual você me presenteia. Gostei muito, a história flui bem gostosa e a curti bastante. Gostei mesmo. Confesso que fiquei, na primeira leitura, meio encucado com o “fluída”, mas já na segunda leitura e numa terceira ficou-me muito claro que era isso mesmo… a água fluía sem oferecer resistência. Grande abraço de parabéns e muito sucesso aqui no nosso Desafio. 

  20. andersondopradosilva
    10 de fevereiro de 2026
    Avatar de andersondopradosilva

    Minha bebê (que não é mais bebê: tem três anos e quatro meses) tem um livro chamado “Era outra vez uma gotinha”, escrito por Lux Berndt e ilustrado por Camila Yallouz. Lembra muito este conto. É a mesma temática. Ajuda as crianças a aprenderem sobre o ciclo da água. Quanto ao micro, está redondinho.

  21. Kelly Hatanaka
    10 de fevereiro de 2026
    Avatar de Kelly Hatanaka

    O tema foi abordado lindamente neste conto.

    A água se transforma em vapor, em nuvem em gelo, em neve, em água, em vida.

    O conto é singelo, leve e poético e muito bem desenvolvido.

    O problema é que resta muito pouco a dizer, além de parabéns pela participação.

    O engraçado são os comentários. Teve quem não entendesse que se falava de água, entendeu depois e voltou para comentar de novo. Teve quem enxergasse em seu conto um homem se transformando em mulher (?????). Teve quem achasse melhor concluir o conto antes, no estilo quanto mais enignático melhor.

    Achei que está muito com como está.

  22. cyro eduardo fernandes
    10 de fevereiro de 2026
    Avatar de cyro eduardo fernandes

    Bom conto. Narrou o essencial de maneira correta. O texto ficou leve mas com uma bela mensagem. Boa sorte no desafio.

  23. Gustavo Araujo
    10 de fevereiro de 2026
    Avatar de Gustavo Araujo

    Guilherme Arantes curtiria esse conto. Desculpe, talvez você nem saiba quem é esse cara, mas ele foi autor da música Planeta Água, que fala justamente do ciclo, das bênçãos que a H2O proporciona. Seu conto dialoga muito bem com a canção, na medida em que aproveita o limite do desafio para passar, com uma vertente poética bem interessante, por todas as fases da água sem esquecer de tudo o que ela faz pelos seres vivos, resultando daí uma bela homenagem. Creio que, dos contos que li até agora, é o que melhor aborda o tema do desafio. Parabéns e boa sorte!

  24. Leandro Vasconcelos
    10 de fevereiro de 2026
    Avatar de Leandro Vasconcelos

    Oi, autor. Volto ao seu conto porque estive pensando nele e, após relê-lo, percebi que se trata do ciclo da água! Como pude perder de vista a bela alegoria? Genial, maravilhosa!

  25. Lucas Santos
    10 de fevereiro de 2026
    Avatar de Lucas Santos

    Parabéns pela participação, Miranda Magenta!

    A maneira como o tema foi apresentado, através das mudanças de estado físico da água, esquivou o texto do trajeto comum, do clichê. A metamorfose da personagem não foi atrelada a um organismo, como uma borboleta, mas a um elemento da natureza. Ótima escolha!

    Partilho de uma opinião semelhante à do colega toniluismc. Se fosse concluído no antepenúltimo parágrafo, o texto causaria mais impacto ao leitor. Isso não significa que os dois últimos tenham qualidade inferior. Pelo contrário, assim como todo o microconto, estão muito bem escritos. Destaco, inclusive, a beleza do trecho: “Virou asas de anjo em sete cores, prometendo um pote de ouro”.

  26. Fabiano Dexter
    9 de fevereiro de 2026
    Avatar de Fabiano Dexter

    Ola Miranda,
    Gostei da forma poética com a qual você recriou o ciclo da água. Algo relativamente simples ganhou contornos poéticos e se tornou um belo conto.
    Parabéns!

  27. Rodrigo Ortiz Vinholo
    9 de fevereiro de 2026
    Avatar de Rodrigo Ortiz Vinholo

    Gosto da água como protagonista, e a abordagem poética funciona. Dentro do tema do desafio, se encaixa muito bem, já que o ciclo de metamorfoses não para. Isso dito, pegando puramente como gosto pessoal, não me tocou tanto, um tanto pelo modo como o ciclo é um enredo aberto (pois eterno e recorrente). De todo modo, certamente muito bom! Parabéns!

  28. Leila Patrícia
    9 de fevereiro de 2026
    Avatar de Leila Patrícia

    Oiii!
    Um texto bem executado em seu propósito. Você trata a água como matéria de transformação e origem da vida, atravessando estados e formas até chegar a um sentido essencial. O texto cresce na segunda metade, encontrando um fechamento preciso, que ancorou a ideia sem excessos.Me fez pensar nos múltiplos estados, físicos e mentais/emocionais da transformação humana.

  29. Luis Guilherme Banzi Florido
    9 de fevereiro de 2026
    Avatar de Luis Guilherme Banzi Florido

    Bom dia, Miranda! tudo bem? Inicialemente, pensei no seu conto apenas como uma metáfora bonita sobre a água, seus movimentos e fases, e como ela torna possível a vida. Isso por si só seria legal, mas nada muito impactante. Relendo, percebi no título, nos pequenos detalhes que pode ter algo mais, ali. As transformações que uma pessoa mais “fluida”, que não se define, não se limita a gêneros e padrões. Assim, o conto ganha novas camadas, refletindo sobre a vida como algo não binário, e às pessoas como seres livres para seguir seu próprio fluxo. Uma bela metáfora de gente disfarçada de metáfora de água. Parabéns!

  30. Leandro Vasconcelos
    9 de fevereiro de 2026
    Avatar de Leandro Vasconcelos

    Opa! Como vai, autor(a)? Seu conto trata, num primeiro plano, da transformação de alguém em uma… entidade? Fez-me lembrar do mito dos duendes que ficam esperando no final do arco-íris com potes de ouro. Aqui, é uma fada. As imagens criadas são muito bonitas: “Virou asas de anjo em sete cores, prometendo um pote de ouro”; “Desceu ao solo com as gotas da chuva, com o peso do granizo e a leveza do floco de neve”. O significado desse ser é que me ficou oculto. Tudo bem. Um micro tem que ter um mistério nas entrelinhas. Não dá para facilitar para o leitor. Penso que o texto é uma alegoria da vida, que se transforma diariamente, assumindo muitas formas e cores. Sem ela, seríamos grão (ou embrião), ou nada. A vida é um potencial. Se não germina, não é vida. É a reflexão que o seu texto me trouxe. Muito bom! Parabéns.

  31. Ana Paula Benini
    8 de fevereiro de 2026
    Avatar de Ana Paula Benini

    Fui muito breve no comentário, em minha defesa, era madrugada e estava já deitada rs – associei à agua e também ao que consideramos como fixo na natureza, como se não pudesse mutar e muta/ sofre metamorfose, tal como a água e os gêneros, masculino/feminino. Foi como li. Desculpe se estiver errada rs

  32. claudiaangst
    8 de fevereiro de 2026
    Avatar de claudiaangst

    Olá, autor(a), tudo bem?

    Acredito que o tema proposto pelo desafio tenha sido abordado com sucesso. A água é apresentada em suas várias formas, sendo apontada como elemento essencial à vida. Sem ela, todos seríamos grãos, ou seja, não haveria brotação de sementes, ou ainda, só restariam grãos de areia.

    Não encontrei falhas de revisão.

    Quanto ao desfecho, consigo compreender a escolha do(a) autor(a) de procurar deixar clara a ideia que pretendia nos passar. Isso porque, muitas vezes, a falta de objetividade e excesso de mistério são pontos criticados em um texto. Difícil atingir o equilíbrio entre o falar de menos e o explicar demais.

    Parabéns pela participação e boa sorte.

    P.S.: Não se esqueça de tomar água, hein?

  33. Antonio Stegues Batista
    8 de fevereiro de 2026
    Avatar de Antonio Stegues Batista

    O texto mostra a transformação de um homem em mulher, seus problemas na sociedade e família, tudo contado, em síntese, por meio de metáforas muito bem escritas. Eu até achei que era uma poesia sem história narrada, mas ao reler o título descobri o mote. Parabéns.

  34. Nilo Paraná
    8 de fevereiro de 2026
    Avatar de Nilo Paraná

    Miranda,

    Gostei muito do texto e da ideia. Concordo com a análise do ToniLuiz, a penúltima frase é vaga e explica o que já foi contado. Mesmo com essa frase, é um dos melhores contos. Parabéns. Boa sorte na competição.

  35. Nilo Paraná
    8 de fevereiro de 2026
    Avatar de Nilo Paraná

    Gostei muito do texto e da ideia. Concordo com a análise do ToniLuiz, a penúltima frase é vaga e explica o que já foi contado. Mesmo com essa frase, é um dos melhores contos. Parabéns. Boa sorte na competição.

  36. Nipar
    8 de fevereiro de 2026
    Avatar de Nipar

    Gostei muito do texto e da ideia. Concordo com a análise do ToniLuiz, a penúltima frase é vaga e explica o que já foi contado. Mesmo com essa frase, é um dos melhores contos. Parabéns. Boa sorte na competição.

  37. LEO AUGUSTO TARILONTE JUNIOR
    8 de fevereiro de 2026
    Avatar de LEO AUGUSTO TARILONTE JUNIOR

    Gostei bastante do seu microconto. O tema da metamorfose está bem claro nas mudanças de estado da água. Pelo menos eu imagino que seja sobre as mudanças de estado da água. A ambientação fantástica ficou muito legal. Eu pessoalmente gosto muito deste estilo. A personificação da molécula de água ficou bastante interessante. Só não entendi muito bem o final a alusão a que sem ela somos apenas grão não ficou muito clara esta ideia para mim, Mas isso não invalida a boa qualidade do microconto. Nadava a braçadas, mas foi-se fluída com a correnteza, sem brigar. Fora da lista. Janela Chrome: Trans-forma-ações (Miranda Magenta) | EntreContosNeste trecho precisa ser feita uma pequena correção. Ou você usa nadavam abraçadas, ou nadava abraçada.

    • Rangel
      8 de fevereiro de 2026
      Avatar de Rangel

      Vou meter o bedelho no seu comentário, Leo: sobre o grão sem água, imagino que seja pelo fato de que sem ela, ele não germine. Logo nunca será árvore. Sobre nadar abraçada/abraçadas, creio que seria ‘ nadar à braçadas’. Faltou um acento ali.

    • Rangel
      8 de fevereiro de 2026
      Avatar de Rangel

      Opa, vi que o correto é “a braçadas” mesmo. Então é isso. Embora “nadar de braçadas ” seja mais comum, acredito que ali foi um jogo poético bem sucedido.

  38. toniluismc
    8 de fevereiro de 2026
    Avatar de toniluismc

    Olá, Miranda!

    Esse aqui me pegou de jeito logo na ideia: usar a água como metáfora pra identidade e mudança foi uma sacada brilhante.

    O texto abraça o tema da metamorfose de um jeito natural, quase poético, e ainda consegue tocar em algo bem contemporâneo, que é a fluidez do gênero, sem soar panfletário.

    A construção das imagens também funciona super bem: dá pra sentir o movimento, a transformação constante.

    O problema vem no final — aquelas últimas frases quebram o ritmo delicado que o texto vinha mantendo. Se terminasse um ou dois períodos antes, teria fechado com mais força, deixando o leitor na maré certa de reflexão.

    Ainda assim, é um conto bonito, leve e cheio de inteligência simbólica. Parabéns!

  39. Wilian Cândido Corrêa
    8 de fevereiro de 2026
    Avatar de Wilian Cândido Corrêa

    Poético e ao mesmo tempo, cheio de vida.

  40. Ana Paula Benini
    8 de fevereiro de 2026
    Avatar de Ana Paula Benini

    Fluído! Gostei

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Publicado às 8 de fevereiro de 2026 por em Microcontos 2026 e marcado .