Nadava a braçadas, mas foi-se fluída com a correnteza, sem brigar.
Já no sol escaldante, subiu às nuvens sem ser vista, leve e dançante. Lá de cima, sentiu tudo, viu o mundo. Virou asas de anjo em sete cores, prometendo um pote de ouro.
Desceu ao solo com as gotas da chuva, com o peso do granizo e a leveza do floco de neve. Retorna sempre de um jeito ou de outro.
Linda, sem gênero, era apenas forma e sofria metamorfoses todos os dias – com ela, todos os tipos de vida se desenvolviam.
Sem ela, seríamos grão.
Fluído! Gostei