Observa os olhinhos. Assustadores, mas também belos. O sabor na ponta da língua, o desaprovado sentido. Quase doce, algo marinado no salgado das lágrimas e no amargo do desconhecido. Cheiro de terra molhada, som de chuva aguardada. Tudo tão fascinante e improvável, um transformar de estranhezas. De repente, o medo. Quer se afastar, desfazer a visão, livrar-se das órbitas hipnotizantes. Pisca. A mãe chama, uma ciranda lá longe se anuncia. A pequena Olívia, confusa, foge sem saber quem é a outra. O reflexo também lhe dá as costas.
As imagens e sensações deste texto me pegaram.
Reflexivo, eu diria
Parabéns