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Detox Literário.

O Livro (Fabiano Dexter)

Clara entrou no quarto do tio Ubaldo sorrateiramente. Precisava roubar um dos seus livros. Iria provar aos primos que tinha coragem e podia brincar com eles, mais velhos.

O quarto cheirava a poeira e mofo, com a cama desarrumada e prateleiras repletas de livros antigos, até que um finalmente chamou a sua atenção.

Ao pegar e olhar a capa, viu uma ilustração de si mesma, mas com articulações extras, membros sinuosos e olhos que não eram olhos.

Ao deixar cair o livro, sentiu a coluna estalar em novos ângulos. Sem dor, ela apenas lembrou aquilo que sempre foi.

39 comentários em “O Livro (Fabiano Dexter)

  1. Pingback: Sobre a Escrita: O Livro (Micro Contos 2026) – Café com Dexter

  2. leandrobarreiros
    16 de fevereiro de 2026
    Avatar de leandrobarreiros

    Mais um conto de terror.

    Muito bom.

    Engraçado como algumas palavras puxam o leitor fortemente para o horror. Aqui “coluna”, “estalar” e “ângulos” juntos soa terrível, o que é ótimo.

    Gostei também da transição do infantil para o horror, conseguiu puxar bem o meu tapete e não ficou forçado, pareceu natural.

    Um trabalho muito, muito bom.

  3. Sarah Nascimento
    16 de fevereiro de 2026
    Avatar de Sarah Nascimento

    Olá! Eita que microconto misterioso, parece no início só uma travessura de criança, depois temos ali a descrição do quarto do tio dela. Fiquei achando que o tio ia chegar a qualquer momento. A atmosfera é bem estranha e deixa a gente aflito. Mas confesso que não entendi o que era o livro. Também não entendi que criatura era a Clara. Mas que a pobre sofreu uma metamorfose isso é inegável, tadinha.

  4. Fernanda Caleffi Barbetta
    16 de fevereiro de 2026
    Avatar de Fernanda Caleffi Barbetta

    Olá, Clara

    Gostei do seu microconto. Bastante original a ideia de ela roubar o livro para se mostrar corajosa diante dos primos.

    Começa com a leveza de um texto quase infantil e ingênuo, passa pela tensão de um suspense e finaliza com quase um horror. Uma sugestão: “lembrou aquilo” – se lembrou daquilo. Assim como está, parece que falta alguma coisa.

    “sentiu a coluna estalar em novos ângulos”  – gostei disso.

    O tema metamorfose está presente na narrativa.

    Parabéns pelo texto!

  5. André Lima
    16 de fevereiro de 2026
    Avatar de André Lima

    O conto subverte o clássico rito de passagem infantil transformando-o em despertar lovecraftiano: o que começa como prova de coragem para crianças mais velhas termina no reconhecimento de uma identidade monstruosa latente. Ela não se transforma, ela lembra.
    É um pouco parecido com o conto do vampiro. Muito interessante, muito bem escrito.
    Parabéns pelo belo trabalho!

  6. maquiammateussilveira
    15 de fevereiro de 2026
    Avatar de maquiammateussilveira

    É um conto que está bem escrito, bem estruturado e que se conforma eficientemente ao tema proposto. Mas acho que faltou um algo a mais: algum elemento surpresa, alguma situação ou ambiente menos genérico, etc. Assim como vários outros contos de terror nesse desafio, acredito que funcionaria melhor em uma narrativa mais longa, porque esse gênero depende muito da formação de clima, de ambientação, de suspense e de elaboração de personagem para que o efeito de medo e horror aconteça. Deu pra perceber a intenção de contrastar a inocência infantil, na primeira parte, com o tom de horror da parte final. Esse contraste é outro elemento muto difícil de explorar em tão poucas palavras. De qualquer jeito, a eficiência do conto denota que quem o escreveu tem aptidão para se aventurar em narrativas desse gênero.

  7. Alexandre Costa Moraes
    15 de fevereiro de 2026
    Avatar de Alexandre Costa Moraes

    Clara,

    Achei seu microconto incrível porque ele começa com uma situação bem comum de infância e vira a mesa com tudo. Roubar o livro “pra provar coragem” parecia só traquinagem, mas acabou virando o objeto da transformação.

    O livro serviu de gatilho. Ele não revela um monstro aleatório, mostra a própria Clara, como se provasse a ela quem sempre foi. Por isso o punch é tão forte. A metamorfose aqui não é “virar outra coisa”, é reconhecer sua origem, sua história. Que virada. Adorei.

    Parabéns, foi pra minha lista.Boa sorte no desafio.

  8. Alexandre Parisi
    15 de fevereiro de 2026
    Avatar de Alexandre Parisi

    Oi, Clara! Teu conto é um mergulho arrepiante no horror metafísico. Adorei a sacada de que a metamorfose, no fundo, não é uma mudança, mas um ato de lembrança da verdadeira essência. A atmosfera do quarto do tio Ubaldo, com cheiro de mofo e prateleiras empoeiradas, foi muito bem construída.

    O que me agradou foi o final seco e visceral: a coluna estalando em novos ângulos e o reconhecimento da própria monstruosidade sem dor. No entanto, sendo direto, a motivação inicial — provar coragem aos primos — parece se desconectar do desfecho sobrenatural lovecraftiano. Falta um elo mais orgânico entre a travessura infantil e a revelação final. Além disso, a imagem de capa acaba sendo um “spoiler” que dilui o impacto da surpresa.

    No geral, é uma peça de horror muito competente e instigante.

  9. Fabio D'Oliveira
    15 de fevereiro de 2026
    Avatar de Fabio D'Oliveira

    Diferente.

    A maioria dos microcontos desse desafio parece trabalhar com a metamorfose de forma metafórica. Aqui não consegui encontrar muito espaço para uma interpretação deste tipo. Entendi o conto como ele se apresenta. Uma menina, doida para provar seu valor aos primos, se propõe a invadir o quarto do tio, um lugar aparentemente proibido. Ela se sente atraída por um livro, que revela quem ela é. Algo além das aparências. A imagem brinca com essa questão, dando a entender que o micro tem uma relação próxima com o horror cósmico. Acabei criando várias teorias na cabeça, hehe.

    Gostei.

  10. Assstrongo
    15 de fevereiro de 2026
    Avatar de Assstrongo

    Que história boa. Esse negócio dela querer roubar o livro pra provar que tem coragem é bem coisa de criança. Agora, quando ela abriu o livro e viu ela mesma toda estranha, essa parte deu um frio na barriga rs. Aí depois da pra entender tudo com o lance do estalo. Mas pelo jeito ela sempre foi assim e só esqueceu. Achei bem sacado.

  11. Bia Machado
    14 de fevereiro de 2026
    Avatar de Bia Machado

    Achei muito interessante como o texto começa com uma travessura infantil e, de repente, desliza para um horror mais metafísico, revelando que a transformação de Clara não é mudança, mas lembrança. A imagem dela no livro funcionando como gatilho para recuperar sua verdadeira forma ficou muito boa, especialmente pela naturalidade com que o corpo responde. Um micro que brinca bem com essa ideia de identidade oculta.

  12. danielreis1973
    14 de fevereiro de 2026
    Avatar de danielreis1973

    Prezado(a) Microcontista (aviso comum em todo os contos):

    Por conta do sistema de comentários (abertos) e do sistema de votação (escolha dos dez favoritos), estou adotando também um critério de análise mais simples para todos, procurando refletir mais como me senti com leitor do seu texto do que como analista/crítico e atribuidor de notas. Por isso, desculpo-me de antemão pela concisão, e reforço que o que comento aqui é sobre como me senti ao ler seu conto, não sobre o quão bom ele ou você é, ok?

    Vamos à análise:

    Primeiro, pensei no pior: a menina ia ser abusada. Depois, tentei entender por que o monstro era ela – que monstro é esse, que ela sempre foi, mas se transmutou ao entrar no quarto? Na minha limitada interpretação, acho que esse é um texto de ficção científica mesmo, sem necessidade de outras leituras quanto a “articulações extras, membros sinuosos e olhos que não eram olhos”. A maldade está na cabeça das pessoas? Não sei. Mas realmente não sei se entendi a história. De qualquer maneira, boa sorte no desafio!

  13. Renata Rothstein
    14 de fevereiro de 2026
    Avatar de Renata Rothstein

    Olá, Clara

    Seu microconto é original e impactante, explorando a transformação de Clara ao se deparar com algo que revela quem ela realmente é. A descoberta no livro funciona como catalisador da metamorfose física e simbólica, conectando memória, identidade e percepção de si mesma de forma elegante e surpreendente.

    O que funciona: a linguagem é envolvente, e a metáfora da coluna que estala e dos membros sinuosos transmite a metamorfose de forma clara e sensorial. O leitor sente a transformação e a reconexão de Clara com sua essência.

    O que poderia melhorar: algumas imagens são densas e poderiam ser ligeiramente simplificadas para garantir que todos os leitores compreendam a metamorfose sem perder a força poética. Um toque de contexto sobre o livro ou a relação com os primos poderia reforçar o impacto da descoberta.

    No geral, é um microconto poético, criativo e eficaz, com metamorfose física e simbólica bem trabalhada, transmitindo identidade e revelação de forma memorável.

    Desejo boa sorte no Desafio.Beijos

  14. Mariana
    14 de fevereiro de 2026
    Avatar de Mariana

    Crianças e terror é uma combinação clássica. Aqui temos uma entidade em forma de menina que, ao se deparar com um livro, é libertada e retorna ao seu antigo ser. Pela ilustração do conto, é o Cthullu.. Atende então ao tema do desafio. É um conto interessante, acabar no exato momento da transformação foi uma boa sacada do autor.

    Confesso que só reparei na imagem depois, estava achando que era um micro infantil e fofo…

    Parabéns e boa sorte no desafio

  15. Pedro Paulo
    13 de fevereiro de 2026
    Avatar de Pedro Paulo

    Este micro faz uma coisa bem legal que é sugerir que será uma história sobre amadurecimento e aí estaria a metamorfose, mas dá uma virada para o horror fantástico com a personagem se transformando (ou retornando) no estado inanimado de uma boneca ou, mesmo, a boneca que está na capa do livro. Surpreende, contempla o tema e tem sutileza na forma, com ágil caracterização da personagem e seu objetivo sucedida pelo conflito narrativo. A ideia, entretanto, não é tão criativa que impacte tanto, revelando-se assim que ela vê uma versão sua na capa do livro. É bem similar a um curta-metragem animado chamado “Alma” que lembrei logo de cara, motivo pelo qual não me chocou muito. Um ótimo micro, de qualquer maneira.

  16. Leila Patrícia
    13 de fevereiro de 2026
    Avatar de Leila Patrícia

    Oi Clara. Tudo bem?

    Eu acho que a ideia é boa mesmo, a criança querendo provar coragem e encontrando algo sobre si. A imagem do livro com a própria figura monstruosa funciona. Mas, para mim, a ligação entre a motivação do início e a transformação final fica sem ligação. A coragem de entrar no quarto não conversa muito com o fato de ela “sempre ter sido” aquilo. Parece que são duas ideias que não se encostam completamente. Talvez falte um detalhe antes, algo que sugerisse estranhamento no corpo ou na identidade dela, para o final soar menos abrupto e mais inevitável. Do jeito que está, a revelação é interessante.

  17. Martim Butcher
    12 de fevereiro de 2026
    Avatar de Martim Butcher

    Clara,

    Seu conto evolui de forma eficaz, mas me parece que falta alguma relação mais bem trabalhada entre a busca e o objeto encontrado. O que a motivava, ao menos nos termos explicitados pelo narrador, era provar aos primos que tinha coragem o bastante para estar entre eles. O que ela encontra é outra coisa: é ela mesma, monstruosa, e quem lhe revela isso é o livro. Até aí, nenhum problema. Mas há alguma relação entre a coragem e sua monstruosidade? Os primos, os tios, a brincadeira, tudo isso se perde na progressão da narrativa. Pode ser que ela, na verdade, estivesse buscando outra coisa, não a coragem, não o reconhecimento. Mas o texto não faz essa relação. Acho que o conto ganharia muito se as etapas da narrativa estivessem vinculadas de maneira mais orgânica, mesmo que seja por elos simbólicos.

  18. GIVAGO DOMINGUES THIMOTI
    12 de fevereiro de 2026
    Avatar de GIVAGO DOMINGUES THIMOTI

    Boa tarde, Clara!

    Tudo bem?

    O Livro nos mostra Clara, uma garotinha curiosa que, após ler o livro apenas pela capa, acaba se reconhecendo e retornando à sua forma original.

    Pessoalmente, por mais que a ideia inicial seja criativa, penso que a construção do conto falhou. O tom infantil gradualmente se transformando em algo esquisito está muito bom, é verdade. Entretanto, a sensação que tive foi a de um micro muito superficial, abrupto e parcialmente revelado pela imagem que ilustra o conto. Aliado a isso, ao fazer com que a forma original da garotinha surja assim que ela bate o olho no livro contribua para esse efeito, qualquer surpresa se dilua.

    Uma pena, o lampejo de potencial não durou muito.

    Atenciosamente,

    Givago

  19. Priscila Pereira
    12 de fevereiro de 2026
    Avatar de Priscila Pereira

    Olá, Clara! Tudo bem?

    Seu conto é bem interessante! Parece um cotidiano normal e no final é uma fantasia, com a menina sendo algum tipo de criatura misteriosa. O livro que fez ela lembrar só que era. Esse é o poder da literatura. Feliz é aquele que se lembra do que sempre foi criado pra ser. Achei bem legal! Parabéns!

    Boa sorte no desafio!

    Até mais!

  20. toniluismc
    12 de fevereiro de 2026
    Avatar de toniluismc

    Olá, Clara! (se não iria narrar em 1ª pessoa, era melhor ter escolhido outro pseudônimo, mas isso é só chatice minha, eu sei.)

    O conto é bem executado no essencial: a construção é linear, a atmosfera do quarto poeirento funciona pra criar suspense, e a virada da capa do livro que espelha a “verdadeira” forma da menina é uma sacada simpática, que sugere uma metamorfose de descoberta de identidade reprimida ou ancestral.

    A ideia de que ela “lembrou o que sempre foi” fecha com leveza, sem precisar explicar demais. A escrita é eficaz, direta, e transmite uma mensagem interessante sobre coragem levando à autoaceitação.

    O que falta é um pouco mais de tensão emocional ou surpresa. Tudo avança de forma previsível, sem um detalhe que prenda o fôlego ou gere calafrio. Poderia ganhar impacto ampliando a reação de Clara no espelho da capa ou no estalo da coluna, pra tornar o momento de “lembrança” mais visceral. É um texto OK, sólido, que deixa boa impressão, mas sem o tempero pra ficar na memória.

    Parabéns e boa sorte no desafio!

  21. Kelly Hatanaka
    12 de fevereiro de 2026
    Avatar de Kelly Hatanaka

    Clara rouba um livro do tio e, ao sentir identificação com o ser que ilustra a capa, transforma-se nele.

    Um conto interessante. A transformação de Clara pode ser entendida como a transformação proporcionada por um livro.

    Porém, ao se transformar, ela se lembra do que sempre foi. A transformação como um exercício de autoconhecimento. O que parece ser metamorfose pode ser apenas a chegada a um novo nível de entendimento.

  22. Gustavo Araujo
    12 de fevereiro de 2026
    Avatar de Gustavo Araujo

    Legal o conto. Enxergo como ficção científica, já que Clara descobre ser um robô ou algo do tipo. Mas, o que chama mais a atenção é essa atmosfera de descoberta, que permite ao leitor enxergar a realidade da menina com os olhos dela, sem parecer forçado. Ainda assim senti falta de algo mais encantador, não no sentido de enlevo, mas que prendesse a leitura, que fizesse com que eu me afeiçoasse à garota. A descoberta dela não teve esse efeito, pelo menos neste leitor. Mas, de todo modo é um conto bacana, redondo, e que deve agradar gente menos chata do que eu. Parabéns e boa sorte no desafio.

  23. Leandro Vasconcelos
    11 de fevereiro de 2026
    Avatar de Leandro Vasconcelos

    Opa! Como vai, autor(a)? Gostei deste micro. É simples, mas bem redondinho e ainda traz um fundo de terror que me fez conjecturar várias possibilidades. Clara é a protagonista, a menina-monstro que se redescobre ao ver a sua própria imagem gravada na capa de um livro, mas de forma a revelar sua forma original – um bicho saído das páginas de Lovecraft, pelo visto! Aqui você brincou um pouco com o tema do concurso. A primeira metamorfose da menina ocorreu antes do tempo narrativo, quando ela se transformou da coisa para um formato humano. Só depois a memória genética veio à tona de novo, pois ela (re)descobre sua real identidade por meio do livro obscuro do tio, e aí se transforma de novo. Aliás, o que dizer de Ubaldo? Este também parece saído de algum conto lovecraftiano. Alguém que possui volumes proscritos em sua biblioteca, carregados de feitiçarias profanas, capazes de atrair monstros para o seu covil que são transformados em menininhas indefesas a seu bel prazer! Bizarro. Gosto do bizarro. Gosto do seu conto. Parabéns!

  24. Rodrigo Ortiz Vinholo
    11 de fevereiro de 2026
    Avatar de Rodrigo Ortiz Vinholo

    Este me deu um frio na espinha, até me arrumei na cadeira com esse final! Gostei! Fazer terror com microcontos é uma arte cuidadosa, e ainda que o caminho já sugira algo terrível no final, a execução ficou boa. Parabéns!!

  25. Luis Guilherme Banzi Florido
    11 de fevereiro de 2026
    Avatar de Luis Guilherme Banzi Florido

    Oi, Clara! tudo bem? Talvez o melhor conto que li até agora! Muito bom! É bem simples, bem direto, e mesmo assim consegue brincar com as palavras. Um enredo simples, mas muito bem executado pela ótima escolha de palavras. E fica para o leitor imaginar o que aconteceu, como aconteceu. O que tio Ubaldo aprontou? Achei até que Ubaldo é o nome perfeito pra história, não sei pq kkkkkkk. Parabéns, excelente!

  26. Fernando Cyrino
    10 de fevereiro de 2026
    Avatar de Fernando Cyrino

    Caramba, Clara, você me traz um microconto de terror… A menina que se reconhece no livro e a partir dele tem uma metamorfose invertida. Acaba sendo aquilo que tinha sido no passado. Pareceu-me um elogio à literatura, sabe? Quando leio me transformo em quem já sou… Ou viajo na maionese, Clara? Fica com o meu abraço e tenha muito sucesso aqui no Desafio. 

  27. Fabiano Dexter
    10 de fevereiro de 2026
    Avatar de Fabiano Dexter

    Ola Clara,
    Gostei do conto, de como a história da transformação da personagem após encontrar um livro que parecia ser proibido.
    O final é diferente pois diz que ela se transformou no que sempre foi, mas deixa esse ponto para a imaginação do leitor.
    Parabéns!

  28. cyro eduardo fernandes
    10 de fevereiro de 2026
    Avatar de cyro eduardo fernandes

    Um conto com imagens claras. A magia da literatura como pano de fundo da transformação. Boa sorte no desafio.

  29. claudiaangst
    10 de fevereiro de 2026
    Avatar de claudiaangst

    Olá, autor(a), tudo bem?

    O tema proposto pelo desafio foi abordado com sucesso. A menina sofre uma metamorfose, só que ao contrário, se depara com o que realmente sempre foi.

    O tom da narrativa é de terror, fantasia ao estilo de Lovecraft, o que desperta a curiosidade do(a) leitor(a).

    Não encontrei falhas de revisão.

    Parabéns pela participação e boa sorte.

  30. Lucas Santos
    10 de fevereiro de 2026
    Avatar de Lucas Santos

    Parabéns pela participação, Clara!

    O texto tem poder imagético. É possível visualizar Clara sendo desafiada pelos primos a invadir o quarto do tio, que certamente os proibira de entrar, em razão dos segredos lá guardados, claro. Só senti falta de um obstáculo que tentasse impedir a sua entrada. A inclusão de uma porta com várias fechaduras, por exemplo, seria interessante. No entanto, entendo que o limite de caracteres não permitiria. Fica, então, a sugestão, caso queira incrementar a obra fora do ambiente do desafio. A história tem potencial para ser um conto de algumas páginas.

    Ao final, o texto surpreende, porque o conteúdo do (s) livro (s) poderia ser meramente inapropriado para crianças, mas não — o buraco é mais embaixo. Talvez Clara seja uma alienígena resgatada de uma nave caída por aquele que, agora, ela chama de “tio”. E, com o impacto, ela havia perdido a memória, e o livro, anos depois, acabou ressuscitando o seu passado. Há também a possibilidade de todos serem extraterrestres que, em determinada idade, sofrem metamorfose, como se a forma humana equivalesse à fase larval de alguns insetos. Enfim, há um bocado de possibilidades, o que transforma a interpretação da obra numa atividade lúdica.

    A divisão dos parágrafos chamou minha atenção. Cada bloco é uma cena. Primeiro, Clara invade o quarto. Depois, explora. Terceiro, captura o livro. Por último, transforma-se. Uma organização precisamente pensada: ponto bastante positivo.

  31. Antonio Stegues Batista
    10 de fevereiro de 2026
    Avatar de Antonio Stegues Batista

    Seu conto é muito simples, uma menina encontra um livro de Fantasia, que, por coincidência, conta a história, a origem dela. Parece que a história não coube dentro das 99 palavras e alguns colegas acharam que faltaram explicações. Pois a história da menina é bem comprida e foi resumida para caber no limite de palavras. Deu para entender muito bem. Acredito que alguns autores tiveram dificuldades para se inspirar no tema, a maioria usou poesia, frases rebuscadas que embeleza a estética, mas não destaca o tema. A primeira ideia que tive era sobre um homem que se transforma em lobisomem, depois pensei em vampiro, também é uma pessoa que se transforma, por fim, decidi pelo

  32. andersondopradosilva
    9 de fevereiro de 2026
    Avatar de andersondopradosilva

    Mais um conto tecnicamente irreprimível e que se refestela na inesgotável fonte do realismo mágico para transformar uma coisa em outra e, assim, atender ao tema do desafio, sem, contudo, se preocupar em fornecer uma explicação minimamente aceitável para o fenômeno retratado. Acaba soando como releitura de A Metamorfose. O aprumo técnico me fez querer gostar mais do conto, mas o caminho escolhido para atender ao tema do desafio me desagradou bastante. Ainda assim, não excluo da presença na minha lista, vai depender dos demais concorrentes. Imagem muito fofinha.

  33. Thiago Amaral
    9 de fevereiro de 2026
    Avatar de Thiago Amaral

    Esse é um daqueles que a imagem já diz tudo, e dá spoiler da história kkk

    A ideia é bem boa, e sugere a menina Clara como alguém criado para se tornar algum tipo de monstro Lovecraftiano. Encontrar aquele livro, talvez, tenha acelerado um processo que aconteceria antes de qualquer jeito. Ou era justamente o que deveria acontecer.

    Acabou a história com um gostinho de quero mais, e talvez eu gostaria de um pouco mais de profundidade, algo pra levar da história. Isso poderia torná-lo mais competitivo diante dos outros, se formos pensar no certame.

    Em resumo, é um conto com uma boa ideia, e execução acertada, mas com potencial para ser ainda mais.

    (um desabafo: estou cansado de personagens e pseudônimos com o nome de Clara. Tenho a impressão que já teve muitos. Mas isso não influencia minhas impressões no conto kkk)

  34. Ana Paula Benini
    8 de fevereiro de 2026
    Avatar de Ana Paula Benini

    Senti falta apenas de saber quem ela sempre foi. Mas muito bom.

    • Ana Paula Benini
      15 de fevereiro de 2026
      Avatar de Ana Paula Benini

      aprofundando: Gosto do mistério, das descrições, da escrita em si, só não me abraçou por completo por não me apresentar uma imagem completa de quem em sempre foi com o que ela se tornou. Não criei uma conexão.

  35. Nilo Paraná
    8 de fevereiro de 2026
    Avatar de Nilo Paraná

    Ótima ideia Clara. Gostei da dinâmica. Final seco, fecha bem o conto. Apenas um detalhe me incomodou: na frase “O quarto cheirava a poeira e mofo, com a cama desarrumada e prateleiras repletas de livros antigos, até que um finalmente chamou a sua atenção” faltou a ligação entre as duas orações.

    • Nilo Paraná
      11 de fevereiro de 2026
      Avatar de Nilo Paraná

      oi Clara, relendo seu conto entendi melhor e retiro a crítica com relação à frase, por ser longa, perdi a ligação, mas etá lá, claro.

  36. LEO AUGUSTO TARILONTE JUNIOR
    8 de fevereiro de 2026
    Avatar de LEO AUGUSTO TARILONTE JUNIOR

    Gostei muito do seu micro conto. O tema da metamorfose aparece quando a personagem principal se transforma em sua versão verdadeira. O microconto trata também no autoconhecimento e do auto-reconhecimento muito interessante a ideia de que podemos nos auto reconhecer por meio dos livros.

  37. Wilian Cândido Corrêa
    8 de fevereiro de 2026
    Avatar de Wilian Cândido Corrêa

    Consegui sentir o espanto e o reconhecimento de quem Clara sempre foi.

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Publicado às 8 de fevereiro de 2026 por em Microcontos 2026 e marcado .