Foi colocado em um canto, de cara na parede. Ah! Que vergonha ficar ali, no escanteio do mundo. Logo ele, centroavante de voleios curvos, agora reduzido a quadrado substituto.
No encontro das linhas, porém, fixou seu olhar. Convergiam, se uniam: dois rios desaguavam no oceano. Tomou a canoa e foi. Lá, na foz das almas, fincou o remo, ergueu cabana, arrumou um canto. Só dele.
A maré cobriu tudo, recuou. Cobriu e recuou mais uma vez. Então ele voltou, mesmo contra a corrente. Indagaram: quem é que vem? Irreconhecível. Os pássaros lhe faziam companhia. Ele assobiava. Todos cantavam.
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