Flutuava no lago, o corpo pesado de memórias de voo. Olhos refletindo nuvens que ninguém via. Agitou-se; nada mudou, e a penumbra se adensou. Subitamente, a água o engoliu. Algo brilhou na superfície. Já não era forma, mas luz líquida, desdobrando-se em pequenas criaturas que dançavam sobre a água, sussurrando promessas de impermanência. No ballet silencioso que se seguiu, o cisne renasceu à luz das estrelas.
Esse consegue ser poético e intenso ao mesmo tempo. Parabéns!