Encaro o céu escuro, à deriva em plena calmaria. Paro de contar o tempo. A fome é eterna e a sede, desespero.
Quando estou prestes a desistir e fechar os olhos para sempre, uma luz irradia em um pedaço do breu, depois desaparece.
Então remo em direção à luz. Encalho na areia, pulo para fora do barco e desabo no solo fofo. Quando desperto, uma luz cristalina vem de cima.
Procuro o farol, mas não há nenhum. Só uma cruz vazia fincada no alto do morro. Então levanto voo com asas que jamais sonhei que teria.
Fiquei tocado pela metamorfose silenciosa. Achei que esse texto transmite superação e liberdade de forma intensa.