EntreContos

Detox Literário.

A história de James McMurphy, empresário petrolífero renomado que certo dia acorda transformado em albatroz, tornando-se irreconhecido pela esposa e pelos filhos, embarcando, então, numa jornada para encontrar o Velho Sábio, figura envolta em mistério, supostamente capaz de conversar com animais e forte candidato a ajudá-lo a recuperar família, fortuna e respeito dos pares, com quem arquiteta um plano para fazer riqueza auxiliados por Peter Leroy – ex-braço-direito, ex-amigo pessoal e gênio da matemática especialista em contagem de cartas -, de quem havia se afastado por uma briga e a quem agora precisa abrir o coração com o intuito de convencê-lo a um último trabalho: usar o dinheiro de um cassino para recuperar a Corporação McMurphy, ao mesmo tempo dando um jeito de voltar ao normal (ou ao menos mudar para um animal mais confortável); tudo isso em uma história comovente, eletrizante e, por que não dizer, repleta de reflexões acerca de identidade, direitos dos animais, proteção ao meio ambiente, o lado perverso da humanidade e a banalidade do mal, além de referências sutis a Kafka, Ovídio e Virginia Woolf (Thiago Amaral)

– Chefe – disse Leroy, suando antes de entrar no cassino – acho que isso pode ser considerado trapaça. Mas vai que dá certo?

39 comentários em “A história de James McMurphy, empresário petrolífero renomado que certo dia acorda transformado em albatroz, tornando-se irreconhecido pela esposa e pelos filhos, embarcando, então, numa jornada para encontrar o Velho Sábio, figura envolta em mistério, supostamente capaz de conversar com animais e forte candidato a ajudá-lo a recuperar família, fortuna e respeito dos pares, com quem arquiteta um plano para fazer riqueza auxiliados por Peter Leroy – ex-braço-direito, ex-amigo pessoal e gênio da matemática especialista em contagem de cartas -, de quem havia se afastado por uma briga e a quem agora precisa abrir o coração com o intuito de convencê-lo a um último trabalho: usar o dinheiro de um cassino para recuperar a Corporação McMurphy, ao mesmo tempo dando um jeito de voltar ao normal (ou ao menos mudar para um animal mais confortável); tudo isso em uma história comovente, eletrizante e, por que não dizer, repleta de reflexões acerca de identidade, direitos dos animais, proteção ao meio ambiente, o lado perverso da humanidade e a banalidade do mal, além de referências sutis a Kafka, Ovídio e Virginia Woolf (Thiago Amaral)

  1. leandrobarreiros
    16 de fevereiro de 2026
    Avatar de leandrobarreiros

    Divertido!

    Primeiro estava me lembrando aqueles textos antigos em que o título era basicamente um resumo do que seria discutido. Depois, somado ao pseudônimo, passei a considerar que haja talvez a indicação de que, atualmente, muitas vezes a história, em si, não importa muito, especialmente nas produções Hollywoodianas, sendo mais importante o título (ou a franquia) ou aquele que está por trás da produção.

    Pode ser, também, só uma grande brincadeira com as regras do desafio.

    De todo modo, trouxe uma leveza muito bem vinda às minhas leituras.

  2. Sarah Nascimento
    16 de fevereiro de 2026
    Avatar de Sarah Nascimento

    Olá! Eita, por essa eu não esperava. Mentira, esperava sim. Eu vi comentários sobre seu microconto lá no grupo, mas eu não quis spoiler então não vi muito. kkkk. Olha, achei criativo demais, e muito inteligente, risoooos. Você deu um jeito de contar uma jornada maior só usando o título, Mas se a gente for ver, o microconto em si não tem acontecimentos né? São dois diálogos talvez? Então, acho que você tá certo, foi meio trapaça, risos, mas que eu adorei, eu admito. kkkkk. Seu microconto daria um livro. maravilhoso, risooos.

  3. maquiammateussilveira
    16 de fevereiro de 2026
    Avatar de maquiammateussilveira

    Ideia original e atitude ousada, parabéns! Conseguiu burlar as regras do certame. Adorei a brincadeira de ironizar a indústria de entretenimento, que mete tudo quanto é coisa numa história só pra encher os olhos e as salas de cinema [a ilustração de cartaz hollywoodiano deu mesmo vontade de assistir a esse filme ehehe]. Pena que o tema proposto pelo desafio ficou perdido na brincadeira. O McMurphy se transforma num albatroz, ok, mas isso é só um elemento numa lista imensa de muitos outras coisas que não se ligam com a metamorfose. Espera-se que o tema proposto não seja apenas uma ocorrência na história, e sim que seja… o tema da história. O tema desse texto é a própria burla da regra, como podemos notar na única frase do conto. Apesar de achar a brincadeira muito boa, a proposta, no final, não me convenceu.

  4. Alexandre Costa Moraes
    16 de fevereiro de 2026
    Avatar de Alexandre Costa Moraes

    Meu caro, Spielberg!

    Vou fazer o contrário (e te entregar um comentário curtíssimo): tá na lista!

    Achei muito sagaz. Parabéns pela criatividade e ousadia.Boa sorte no desafio.

    *Não é trapaça!

  5. Asstrongo
    16 de fevereiro de 2026
    Avatar de Asstrongo

    sensacional. Não tem muito oq dizer, pois o autor autora simplesmente subverteu as regras do jogo de maneira criativa, fazendo do próprio jogo do certame um jogo como esse que o homem albatroz e o mago das cartas pretendem ganhar. Ouro, ouro! Se for de quem estou pensando, é um escritor de quem sou grande fã e acompanho seu trabalho, tomara q seja. Rs

  6. Alexandre Parisi
    15 de fevereiro de 2026
    Avatar de Alexandre Parisi

    E aí, Spielberg! Teu conto é a definição de ousadia. A sacada de usar o título como um “universo expandido” para burlar o limite de palavras é genial e traz uma metalinguagem inteligente sobre a própria “trapaça”. Me arrancou um riso sincero pelo contraste absurdo entre a promessa épica e o texto minimalista.

    O que me agradou foi a coragem, mas sendo sincero: a metamorfose está apenas prometida no título e ausente no corpo do texto. A narrativa acaba sendo apenas uma punchline que, embora engraçada, carece de substância e desenvolvimento de personagens. Gramaticalmente, faltou uma vírgula após o vocativo “Chefe” e “irreconhecido” soa estranho perto de “irreconhecível”.

    No geral, é um “anti-microconto” brilhante como conceito, mas que sacrifica a profundidade literária pela piada.

  7. Fabio D'Oliveira
    15 de fevereiro de 2026
    Avatar de Fabio D'Oliveira

    “Malandro é malandro e mané é mané.”

    É um micro bem-humorado, que se aproveita de uma brecha do edital do desafio para ultrapassar o limite. A metamorfose fica no plano de fundo, pois o intuito do texto é criticar essa brecha e os inúmeros clichês do mercado do entretenimento. É um microconto que não tenta ser sério. Ele apenas brinca e diverte o leitor.

    Muito bom!

  8. Bia Machado
    14 de fevereiro de 2026
    Avatar de Bia Machado

    O título promete uma epopeia tão monumental que faria o próprio Tolstói pedir para “dar uma enxugada”. Temos metamorfose, crise familiar, ambientalismo, roubo de cassino, reconciliação, filosofia, referências clássicas e até um albatroz atormentado pela própria identidade. É praticamente um “Universo Cinematográfico McMurphy” condensado em um único parágrafo. E então chega o texto: Uma fala. Uma frase que poderia ter sido dita por qualquer figurante de Onze Homens e um Segredo. Depois de um título que carrega mais informação que um TCC inteiro, o conto entrega um texto principal “engraçadinho” tímido, quase pedindo desculpas por existir. É como se o autor tivesse gasto toda a energia criativa no título e, exausto, tivesse decidido que o corpo do texto seria um bilhete de guardanapo. A metamorfose? Enterrada no título, junto com o resto da história. O conto? Um punchline solitário tentando sustentar o peso de um romance épico. Para mim, não funcionou, creio que essa estratégia depende de o leitor achar graça da desproporção, mas quando o título promete uma ópera e o texto entrega um plim, o efeito não é humor, é só um grande “era isso?” (foi a minha impressão, pelo menos). Ah, “Universo Cinematográfico McMurphy” não existe, é só uma ironia minha. É uma forma sarcástica de dizer que o título é tão absurdamente longo, tão cheio de tramas, personagens, referências e promessas, que parece o anúncio de uma franquia inteira de filmes, spin‑offs, prequels, sequels e séries derivadas, tudo baseado na vida do pobre James McMurphy, agora albatroz. É como se o autor tivesse criado:

    McMurphy: A Origem

    McMurphy 2: O Albatroz Contra‑Ataca

    Leroy: O Gênio das Cartas

    Velho Sábio: A Série McMurphy: Endgame

    Só que… colocou tudo isso no título. E aí, depois desse “universo expandido”, o texto real é só: “Chefe… acho que isso pode ser considerado trapaça.” Ou seja: o título promete a Marvel, mas o conto entrega uma anedota, nem sei se posso dizer isso.

    Enfim, perdoe essa análise, que acabou sendo mais do título do que do texto, porque acho que aqui no EC o tema ainda precisa estar presente no texto principal. Essa é só a minha opinião, ok? Certamente há quem tenha gostado.

  9. danielreis1973
    14 de fevereiro de 2026
    Avatar de danielreis1973

    Prezado(a) Microcontista (aviso comum em todo os contos):

    Por conta do sistema de comentários (abertos) e do sistema de votação (escolha dos dez favoritos), estou adotando também um critério de análise mais simples para todos, procurando refletir mais como me senti com leitor do seu texto do que como analista/crítico e atribuidor de notas. Por isso, desculpo-me de antemão pela concisão, e reforço que o que comento aqui é sobre como me senti ao ler seu conto, não sobre o quão bom ele ou você é, ok?

    Vamos à análise:

    Ah, meu amigo! É claro que ia pintar um conto assim… sem negar  a criatividade e senso de oportunidade (ou oportunismo), preciso levar em consideração que, apesar de tecnicamente admissível pelo desafio, a leitura deve se ater às 99 palavras (fora o título). Portanto, me resta a frase única do corpo do texto, e nela não vejo muito brilho, não. E não tem metamorfose aí, só no albatroz (?) do título. Se ainda a soma do título fosse 99 palavras… Sinto muito, não me fisgou. Um abraço!

  10. Renata Rothstein
    14 de fevereiro de 2026
    Avatar de Renata Rothstein

    Escritor(a), o seu microconto/título é ambicioso e repleto de camadas. A metamorfose do empresário James McMurphy em albatroz funciona como um símbolo forte de transformação de identidade e alienação, e a jornada dele para recuperar família, fortuna e respeito traz reflexão sobre humanidade, ética e relação com a natureza.

    O que funciona: a narrativa é rica em detalhes e referências literárias e filosóficas, o que acrescenta profundidade e densidade. O planejamento da história com múltiplos personagens e objetivos mostra originalidade e criatividade, além de conexão com clássicos da literatura e cinema.

    O que poderia melhorar: a extensão do título/descrição pode sobrecarregar o leitor antes da história começar. Simplificar o título ou dividir a ideia em introdução + resumo ajudaria a focar na metamorfose principal sem perder a riqueza da narrativa.

    No geral, é um microconto/título complexo, criativo e reflexivo, que trabalha metamorfose simbólica e existencial de forma ambiciosa e instigante.

    Se foi trapaça eu não sei, mas eu ri rs.

    Desejo boa sorte no Desafio.Beijos

  11. Leandro Vasconcelos
    14 de fevereiro de 2026
    Avatar de Leandro Vasconcelos

    Opa! Caro autor, achei genial a sua ideia. O título gigantesco não foi meramente uma brincadeira para burlar as regras do certame. Foi uma forma muito eficaz de criticar uma série de clichês do mundo do entretenimento… e até mesmo do mundo da literatura. Há muito marketing, muita fórmula pronta, muito lenga-lenga. Falta conteúdo. É o que você mostrou aqui: o título alargado mostra que é só propaganda enganosa. O conteúdo em si fica em segundo plano, quando não é inexistente. Descreve o lugar-comum narrativo de hoje, que não apresenta nada original. Particularmente também estou cansado de mais do mesmo, sobretudo no meio cinematográfico. Parece que nada de bom é produzido há pelo menos 15, 20 anos (aliás, temos exceções, mas estou falando da média). Às vezes queremos um pouco de entretenimento barato para espairecer, mas antes o entretenimento barato tinha um pouco de qualidade; hoje, não. Só lixo sendo jogado massivamente na sua cara 24 horas por dia. Para piorar, tem as redes sociais, e o verme que habita nosso bolso, o smartphone, que traz caminhões desse lixo. E o lixo dos lixos é aquele monte de influencers literários querendo ensinar os outros a escrever tomando por base as mesmas formulinhas de sempre, devidamente esculachadas no seu texto. A metamorfose está inserida no meio dessa confusão, a metamorfose de um personagem qualquer com o qual não identificamos nem um pouco. No fim, sequer sabemos o nome direito. Esse é o tipo de conto em que a forma é muito mais importante do que o conteúdo, e ela dialoga totalmente com a proposta, tema ou argumento moral. Gostei. Gostei demais! Estará na minha lista. Parabéns!

  12. Leila Patrícia
    14 de fevereiro de 2026
    Avatar de Leila Patrícia

    Olá, mestre da brecha regulamentar. Tudo bem?

    E bem óbvio que aqui a graça está claramente na “malandragem” formal. Você usa o título como espaço narrativo e joga quase tudo ali, deixando no corpo só uma fala que comenta a própria “trapaça”(que não é). Como ideia, é esperta. Você entendeu a brecha do regulamento e fez disso o tema.

    Agora, funciona como piada? Para mim, funciona mais como conceito do que como riso. A enumeração exagerada no título quer ser divertida pela saturação, mas cansa bem antes de chegar ao fim. Quando vem a fala “acho que isso pode ser considerado trapaça”, a ironia já está óbvia. Não surpreende, só confirma.

    Sobre o tema, sim, há metamorfose ai, empresário que vira albatroz, mas ela não chega a acontecer no conto em si. Fica prometida no título. Então a adequação existe, mas é meio lateral, quase decorativa.

    Eu vejo inteligência na proposta, mas não acho que ela se sustente além do truque.

  13. Gustavo Araujo
    14 de fevereiro de 2026
    Avatar de Gustavo Araujo

    Não há qualquer dúvida de que, em termos de criatividade, esse conto está um nível acima dos demais. Mantendo-se no limite das regras do desafio, consegue ainda brincar com o leitor com uma metalinguagem inteligente. Não tem como não terminar a leitura sem um riso nos lábios. E isso, num desafio cheio de contos filosóficos, herméticos ou — para usar a palavra da moda, críptico — e outros soturnos, violentos e pesados, não deixa de ser um alívio.

    Claro, pode desagradar aqueles que enxergam nisso uma trapaça (não é) ou um subterfúgio pretensioso. Mas creio que esses serão minoria. É um conto, como se diz por aí, feel good.

    Parabéns e boa sorte no certame!

  14. Luis Guilherme Banzi Florido
    14 de fevereiro de 2026
    Avatar de Luis Guilherme Banzi Florido

    Fala, Spielberg! Tudo bem? AHahuahuau devia ter imaginado que alguém tentaria essa trapaça! hahahaha. E funcionou, afinal, nenhuma regra é quebrada aqui. O título, em contraste com o curto conto, é elemento essencial do humor usado aqui. E para mim, funciona bem. Eu fui lendo de boa vontade e bom humor a narração extremamente detalhada da história. Algo em mim dizia que o conto em si seria curtíssimo, e foi exatamente isso, esse é o pulo do gato da sua piada. Além disso, achei engraçada a metalinguagem em “acho que isso pode ser considerado trapaça”, que funciona tanto no contexto da história, quando do desafio. Bom trabalho, me divertiu! Parabens!

  15. Priscila Pereira
    13 de fevereiro de 2026
    Avatar de Priscila Pereira

    Olá, Spielberg! Tudo bem?

    Temos um emgraçadinho entre nós! Subverteu as regras mas, na minha humilde opinião, de forma mal executada. Se era pra subverter, podia ter subvertido com um objetivo maior do que só fazer graça, tipo o vai que cola… e o pior é que pelo corpo do texto da pra ver que você escreve muito bem! Queria ter visto mais isso no título também. Parabéns!

    Boa sorte no desafio!

    Até mais!

  16. toniluismc
    13 de fevereiro de 2026
    Avatar de toniluismc

    Cara, que jogada ousada! Encher o título com um resumo de roteiro de Hollywood e deixar só uma frase pro corpo do texto. Mostra criatividade pra burlar regras, mas também revela uma preguiça gritante de quem não quis (ou não soube) condensar isso num microconto de verdade.

    A ideia de McMurphy virando albatroz pra refletir identidade, ecologia e Kafka é divertida, mas trancada num título-monstro, vira só sinopse de trailer mesmo, sem espaço pra imagens, tensão ou punch que um conto de 99 palavras exige.

    A frase final solta é bonitinha, mas isolada, não sustenta o peso de tanta referência forçada (Spielberg, sério?). É como prometer um banquete e servir migalha — ousado, sim, mas no fundo grita falta de capacidade pra brincar dentro das linhas. Tenta de novo na próxima, quem sabe sem trapacear?

  17. Rodrigo Ortiz Vinholo
    13 de fevereiro de 2026
    Avatar de Rodrigo Ortiz Vinholo

    Gostei muito da ideia do título, da trapaça de limites entre título e conteúdo, achei ousado e divertido… mas justamente pelo excesso no título a forma e a narração ficam um tanto mais perdidas, e a metamorfose fica jogada em meio a outras coisas. Se fosse para julgar puramente por humor ou metalinguagem, seria o primeiro lugar, mas por narração ou adequação ao tema, não consigo dar tantos pontos. Parabéns, de toda forma, ahahaha. Adoro esse tipo de coisa.

  18. Kelly Hatanaka
    13 de fevereiro de 2026
    Avatar de Kelly Hatanaka

    Uma ideia engraçadinha, vale pelo respiro cômico, mas não há muito mais a dizer.

    Eu ficaria na dúvida em coloca-lo na minha lista se o título fosse de fato uma história e não uma descrição verborrágica de uma história.

  19. Antonio Stegues Batista
    13 de fevereiro de 2026
    Avatar de Antonio Stegues Batista

    A história de James McMurphy, empresário petrolífero renomado que certo dia acorda transformado em albatroz, tornando-se irreconhecido pela esposa e pelos filhos, embarcando, então, numa jornada para encontrar o Velho Sábio, figura envolta em mistério, supostamente capaz de conversar com animais e forte candidato a ajudá-lo a recuperar família, fortuna e respeito dos pares, com quem arquiteta um plano para fazer riqueza auxiliados por Peter Leroy – ex-braço-direito, ex-amigo pessoal e gênio da matemática especialista em contagem de cartas -, de quem havia se afastado por uma briga e a quem agora precisa abrir o coração com o intuito de convencê-lo a um último trabalho: usar o dinheiro de um cassino para recuperar a Corporação McMurphy, ao mesmo tempo dando um jeito de voltar ao normal (ou ao menos mudar para um animal mais confortável); tudo isso em uma história comovente, eletrizante e, por que não dizer, repleta de reflexões acerca de identidade, direitos dos animais, proteção ao meio ambiente, o lado perverso da humanidade e a banalidade do mal, além de referências sutis a Kafka, Ovídio e Virginia Woolf. Bom conto. Parabéns.

  20. Fabiano Dexter
    13 de fevereiro de 2026
    Avatar de Fabiano Dexter

    Ola Spielberg,

    Em um primeiro momento vou confessar que torci o nariz para o tamanho do título do conto, mas ao lê-lo tudo fez sentido.

    Uma ideia muito boa e criativa onde o foco não está em contar uma história (que daria um bom filme, inclusive) mas em fazer uma brincadeira com o leitor, com o desafio, e para mim ela funcionou muito bem!

    No breve conto de poucas palavras está claro qual o objetivo do texto ao brincar dizendo que “pode ser considerado trapaça”.

    Pensou fora da caixa e executou com maestria. O Gustavo que se vire com a planilha dele pois o seu conto irá aparecer na minha lista.

    Parabéns!

  21. Fernanda Caleffi Barbetta
    12 de fevereiro de 2026
    Avatar de Fernanda Caleffi Barbetta

    Olá, engraçadinho

    A ideia foi boa (embora a intenção tenha sido ruim), mas a execução deixou a desejar. O título, usado e abusado, não foi aproveitado para a escrita do microconto, trouxe apenas informações.

    Talvez se tivesse escrito um microconto longo, com mais de 99 palavras, e colocado a sobra no título ou deixado apenas a finalização no espaço destinado ao texto, com um final interessante e inesperado…

    No fim, o espaço para o microconto foi uma piada, como se os leitores não tivessem entendido a sua ideia de subversão e você precisasse avisar, olha, subverti.

    Subverter por subverter não me ganha. É igual ir pra manifestação e colocar no cartaz a sua cara.

  22. Lucas Santos
    11 de fevereiro de 2026
    Avatar de Lucas Santos

    Parabéns pela participação, Spielberg!

    Obra arrojada, como outros colegas já apontaram.

    O título soa como a sinopse de um filme (a imagem corrobora isso). Há pitadas de Kafka no começo, quando James acorda metamorfoseado em albatroz. O próprio final anuncia isso. Inclusive, acredito que “referências sutis a Kafka” seja uma cômica ironia.

    Eu substituiria “irreconhecido” por irreconhecível, a forma que os dicionários julgam ser a correta. Agora, se o termo for um neologismo e tiver sido empregado conscientemente, a substituição ou preservação fica a critério do (a) autor (a). Tanto em “– ex-braço-direito” quanto em “especialista em contagem de cartas – ”, recomendo substituir a meia-risca e o hífen, respectivamente, por travessão (—).

    Há bastante fluidez. Uma ideia conecta-se facilmente à outra. Não há pontos finais, o que é curioso.

    Para destacar o nervosismo e a ingenuidade de Leroy, eu reescreveria o texto de outro modo: — Ma-mas, chefe, isso não seria considerado… trapaça? — indagou Leroy, suando à porta do cassino.

  23. Pedro Paulo
    11 de fevereiro de 2026
    Avatar de Pedro Paulo

    Olha, é claro que seu micro se destacou pela audácia e cativou vários comentários mais ou menos favoráveis, mas, brincadeiras à parte, eu achei a ideia não só sacana e esperta, mas um pouco mais profunda do que a piada deixa ver. É principalmente a metalinguística o que fortalece o texto. Há as referências mais óbvias em Kafka e Ovídio, mas o próprio micro também brinca com o escopo megalomaníaco dos temas presentes e com o cartaz a la filme hollywwodiano, que alude a uma grande aventura transcendental que é mesmo a cara do Spielberg. Então há a metamorfose da própria história e o próprio cartaz nos permite apreender os rumos dos clichês que marcam a narrativa, cativando a curiosidade, mas nos possibilitando completar o enredo. Além do mais, eu acho que vai ser bem engraçado colocar o título inteiro na publicação de votação, então este tem a minha indicação!

  24. André Lima
    11 de fevereiro de 2026
    Avatar de André Lima

    É uma sátira interessante sobre Kafka e tudo que veio depois (Baseado no mestre).

    É uma caricatura que também brinca com o próprio limite do desafio. No desafio passado, tivemos quebra da quarta parede (Algo sobre o desafio ter 99 palavras e não 100 como limite). Aqui, tivemos uma quebra de quarta parede também, embora mais sutil.

    É interessante, mas não muito original. É uma ideia que certamente passou pela mente de várias pessoas (Inclusive na minha kkk).

    Pela falta de originalidade, o microconto acaba perdendo a força. Mas a sátira caricatural é bem montada.

  25. Fernando Cyrino
    10 de fevereiro de 2026
    Avatar de Fernando Cyrino

    Ousadia pouca é bobagem… Vai que cola, né? Pra mim, mesmo provocando riso, não colou. Fica com o meu abraço. 

  26. andersondopradosilva
    9 de fevereiro de 2026
    Avatar de andersondopradosilva

    Riu, fez rir, agora senta lá, Cláudia, que temos um desafio de micros pra tratar aqui, observando o limite de 99 palavras e com enredo para além de aleatoriedades enfileiradas. Cláudia com vírgula, como devem ser os vocativos. Mais um conto que se refestela na inesgotável fonte do realismo mágico para transformar uma coisa em outra e, assim, atender ao tema do desafio, sem, contudo, se preocupar em fornecer uma explicação minimamente aceitável para o fenômeno retratado.

  27. cyro eduardo fernandes
    9 de fevereiro de 2026
    Avatar de cyro eduardo fernandes

    Original e ousado. Apostou alto. Não me cativou. O título extenso não contou muito. Boa sorte no desafio.

  28. Thiago Amaral
    9 de fevereiro de 2026
    Avatar de Thiago Amaral

    Um anti-microconto que se destaca por explorar lacuna nas regras, transformando em algo bem-humorado.

    Lembro de, quando criança, ter visto algo assim sendo feito num texto. Foi no programa do Jô, apesar de não me lembrar o contexto nem o autor. Acho que, apesar de não ser uma ideia original, ela tem bastante potencial para brincar com a estrutura de um conto.

    Não sei se a intenção foi só chamar a atenção ou ser disruptivo, como a Claudia sugeriu, mas gostei de alguns elementos, como os clichês (o protagonista ter que se reconciliar com o ex-braço-direito pra um trabalho final) e os temas e referências, que me fizeram imaginar um pouco como seria uma história de verdade desse jeito. Claro que aqui está tudo levado ao mais alto grau de absurdidade, mas eu curti. Sorte que sou paciente pra poder ficar relendo e entendendo o que estava sendo dito kkk

    Apesar de estar bem esteticamente feio no site (kkk), acho que foi uma tentativa que funcionou, pelo menos pra mim.

  29. Mariana
    9 de fevereiro de 2026
    Avatar de Mariana

    Olá. Vou fazer coro ao Givago, sobre não ter dado para entrar na brincadeira. Entendi que o título é para ser uma piada, algo disruptivo… Mas ele explica, explica e, ao mesmo tempo, nada. O texto não conclui, não dá uma visão da história~, não desperta nenhum sentimento ou sensação que não seja a visualidade do título. Se a frase do arremate, talvez, fosse mais impactante ou engraçada. Valeu a experimentação. Boa sorte no desafio.

  30. LEO AUGUSTO TARILONTE JUNIOR
    9 de fevereiro de 2026
    Avatar de LEO AUGUSTO TARILONTE JUNIOR

    Foi uma ideia extremamente criativa, isso é inegável. Mas não vou fazer nenhum comentário. Mesmo tendo achado genial.

  31. Givago Domingues Thimoti
    8 de fevereiro de 2026
    Avatar de Givago Domingues Thimoti

    Boa noite, autor(a)! Tudo bem?

    Estreando meus comentários nos microcontos, começo por esse.

    A intenção do microconto é brincar com a regra das 99 palavras do desafio, extrapolando o limite ao fazer um título enorme e, no corpo do micro, trazer um arrebate humoroso.

    A execução deixa a desejar. O título é cansativo de ler e, honestamente, não teve ar de narrativa.

    No mais, embora o Carnaval esteja logo aí , não deu para entrar na brincadeira.

  32. Martim Butcher
    8 de fevereiro de 2026
    Avatar de Martim Butcher

    Sabe, quando eu li que o limite eram 99 palavras pensei em fazer esse truque também. Mas não tive a cara de pau; te parabenizo por isso. A forma me faz lembrar essas novelas de picardia, tipo El buscón, em que cada título de capítulo já antecipa a ação que leremos. Nessas novelas, o procedimento desloca o interesse a outras coisas, porque, se já sabemos o que ocorre, não estamos reféns do interesse pelos acontecimentos. No caso do seu conto o interesse está mais na contestação de uma regra. De fato, uma vez que se capta a intenção, fica até difícil pôr atenção na narrativa em si. Imagino que tenha acontecido algo similar com você também, autor(a): encontrado o procedimento engraçado e desafiador, contentou-se com um enredo rocambolesco que, convenhamos, tematiza a metamorfose mais como uma obrigação do que com empenho de quem efetivamente se interessa pelo assunto. Aí, penso eu, você perdeu uma oportunidade. Outra oportunidade perdida é a seguinte: poderia, apesar da inflação do título, não extrapolar o limite de palavras, mas precisamente chegar ao limite dele (contando o título, é claro). E aos desavisados que achassem que você estava trapaceando, de bom grado estamparia a contagem de palavras com o número 99.

  33. Ana Paula Benini
    8 de fevereiro de 2026
    Avatar de Ana Paula Benini

    Diferente de todos os outros.

    • Ana Paula Benini
      15 de fevereiro de 2026
      Avatar de Ana Paula Benini

      aprofundando depois de reler e ler os comentários: a utilização de fazer o título uma parte do microconto como quebra de regra, não me pegou com sensibilidade. Mas pode ser o tema abordado também.
      parabéns pela ousadia de qualquer modo

  34. claudiaangst
    8 de fevereiro de 2026
    Avatar de claudiaangst

    Olá, autor(a), tudo bem?

    Apostou alto, hein? Criativo(a), você é, sem dúvida. Ou será apenas um(a) rebelde sem causa? Chamar a atenção foi o objetivo? Alcançou com louvor. Parabéns.

    No entanto, devo analisar e avaliar o microconto em si. Quanto ao aspecto gramatical, está tudo bem. Nada escapou a sua revisão, mas eu colocaria uma vírgula após “Chefe”, já que é um vocativo. Você pode alegar que usou o travessão para isso… e eu posso até aceitar esse argumento. Alguém deve cismar com esse mesmo travessão e dizer que foi obra de IA… Ignore!

    Em relação ao título, não vou me ater a essas questões técnicas. Fiquei cansada e confusa só de ler uma vez. Ousado, disruptivo, mas dentro das regras propostas pelo desafio.

    Parabéns pela participação e boa sorte na classificação final.

  35. Nilo Paraná
    8 de fevereiro de 2026
    Avatar de Nilo Paraná

    Hilário, valeu por aproveitar as brechas do sistema. Me lembrou as histórias em quadrinho de Calvin e Hobbes. Se tivesse classificação por originalidade, teria nota 10.

  36. Nipar
    8 de fevereiro de 2026
    Avatar de Nipar

    Hilário, valeu por aproveitar as brechas do sistema. Me lembrou as histórias em quadrinho de Calvin e Hobbes. Se tivesse classificação por originalidade, teria nota 10.

  37. Wilian Cândido Corrêa
    8 de fevereiro de 2026
    Avatar de Wilian Cândido Corrêa

    A história funciona muito bem; mas ultrapassa o limite de palavras exigido.

    • Nipar
      8 de fevereiro de 2026
      Avatar de Nipar

      Não Willian. A história não ultrapassa, são apenas 21 palavras. O título é grande. É uma brecha do sistema, por isso a maioria dos concursos inclui o título na contagem de palavras ou caracteres.

Deixar mensagem para André Lima Cancelar resposta

Informação

Publicado às 8 de fevereiro de 2026 por em Microcontos 2026 e marcado .